Let Me Take You There
27 Epílogo.
Notas iniciais
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P.S: Ajuda rápida pro capítulo:
Sobre a troca de mensagens dele: O número a frente é a hora em que a msg foi recebida e as em itálico são as do Edward. Dá pra entender, mas vai que né kkkk Agora sim... Aproveitem.
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SEGUNDA-FEIRA.
O tempo estava muito melhor naquele dia, combinando perfeitamente com o humor maravilhoso do casal. E eles estavam voltando para Nova York... Juntos – em todos os sentidos da palavra.
A primeira coisa que fizeram ao acordar foi se certificar de que nada tinha sido um sonho. Claro que se lembravam de cada pequeno detalhe dos momentos anteriores, mas parecia tudo tão perfeito que só podia ser um sonho ou idealização do que queriam tanto. Mas acordar abraçados, tão entrelaçados que era difícil até saber onde começava um e terminava o outro, para então compartilhar um longo beijo e sussurros de 'eu te amo' um na boca do outro, mostrou que era real e estavam ali, agora estavam juntos. O sorriso não saiu de seus rostos desde então.
Era pouco depois da hora do almoço quando saíram da cama, cansados pela madrugada agitada e ela até um pouco dolorida, mas tão felizes que todo o resto parecia ser pequeno demais para receber qualquer maldita atenção; tomaram banho juntos (com mais uma grande porção de carinhos e risadas) e já colocaram a roupa que usariam para viajar – ambos em calças jeans e camisas de flanela xadrez, mas Edward usava uma azul e Bella uma vermelha por cima de uma camisa branca. Enquanto ele fazia a barba, ela escovou os cabelos e fez uma rápida maquiagem para dar um ar mais saudável, então desceram para o café da manhã.
Edward fez omelete para ambos, enquanto Bella cuidou de reservar as passagens pela internet, em seu notebook. Então subiram juntos para escovar os dentes e desceram com a bagagem, que se resumia a duas malas grandes e uma de mão. Estava tudo organizado, desligado, eles fecharam toda a casa e apagaram todas as luzes, parando na frente da porta lateral, enquanto Edward a trancava com as chaves de Emmett.
— Quase não quero voltar para Nova York. — Bella comentou, olhando ao redor.
Seus olhos param a frente, na areia, onde tudo aconteceu e mudou.
Eu sou... Estupidamente apaixonada por você, Edward Cullen.
Eu estou miseravelmente apaixonado por você, Isabella Swan.
Quando sentiu os braços de Edward ao redor de sua cintura, sorriu.
— Eu também. Acho que acabamos de tornar esse lugar ainda mais especial para nós, não é?
— Definitivamente. — Bella riu. — Se eu não fosse sentir falta do meu pai e daqueles dois pedaços de dor na bunda, meu irmão e a Rose, iria esticar um pouco essa semana na Casa Mágica. Quer dizer, isso também se você não tivesse muito trabalho ou qualquer coisa do tipo.
— Eu não trocaria mais alguns dias aqui com você nem pelo maior caso da minha carreira, bebê. — Edward sussurrou em seu pescoço, beijando logo em seguida. Ela girou em seus braços, ficando de frente. — Tudo está pra mudar e eu quero isso. Eu te disse que trabalhava mais do que qualquer porque não tinha nada ou ninguém me esperando em casa, nem pra fazer planos ou pra me fazer esquecer de todo o resto, mas agora, eu tenho você.
Bella corou, mas era impossível não sorrir, quando ele olhava em profundamente em seus olhos e dizia com uma firmeza que era impossível também não saber que estava sendo sincero.
— Foi exatamente o que eu pensei quando você disse toda aquela merda.
— O que?
— Ei, tem eu, você me tem! Você pode me ter tão fácil quanto pode ganhar uma causa com a confissão do culpado, você não está sozinho. — disse com uma voz mais fina e sorriu. — Era o que eu queria ter te dito.
— E isso é muito bom. Eu não vejo a hora de poder pensar e construir uma vida fora do escritório. Com você, bebê.
— Isso soa perfeito pra mim. — sorrindo, eles se beijaram.
Enquanto se beijavam, Edward pegou o celular no bolso e separou suas bocas, para mexer nele.
— Ei, para com isso, ainda não acabei de te beijar, Cullen. — Bella resmungou, fazendo-o rir.
— Eu sei, mas precisamos de uma foto desse momento, vem.
— Eu odeio tirar foto, Cullen, para com isso.
— Nem pensar, vamos, sorria bebê.
— Ai, eu te odeio. — bufou.
Eles juntaram as bochechas e sorriram para a câmera do Iphone, Edward bateu a foto. E outra fazendo careta, outra se beijando e outra sorrindo novamente.
— Chega, não é pra fazer um book. — Bella brincou. — E vamos antes que a gente perca nosso voo.
Edward levou as duas malas grandes, enquanto ela carregava à pequena, para o Jeep alugado dele. Jogaram as malas no banco de trás e foram para o aeroporto. Não demoraram mais de trinta minutos no percurso; a empresa de aluguel de carro ficava no aeroporto, só tiveram que deixá-lo lá e Edward pagou no cartão. Ele pegou um carrinho e foi cuidar das malas, enquanto ela imprimia suas passagens no guichê da companhia aérea.
Quase meia hora depois – depois de todos os tramites típicos de aeroporto e sua segurança reforçada –, eles estavam dentro do avião, sentados lado a lado.
— Você roubou. — Edward resmungou baixinho. — Você sabe né?
— Para de ser infantil, Cullen. Eu senti primeiro, supere isso. — Bella disse vitoriosa, olhando pela janela.
— Mas o assento da janela era meu de acordo com a passagem e agora estou... — olhou para o lado, com um quase sorriso amarelo. Estava entre Bella e uma grande senhora negra de vestido roxo cheirando fortemente a alfazema e frango frito, um senhora que tinha tudo para ser simpática, mas na verdade era um pouco assustadora. A mulher sorriu de volta, com mais malicia do que sua idade podia lhe permitir; e ela já tinha conversado com ele, enquanto se ajeitavam nas cadeiras, dizendo que era sorte viajar ao lado de um homem tão atraente quanto ele e, se por acaso tivesse turbulência, iria agarrar a mão dele e se morressem ao menos o último rosto que veria seria o dele, então gargalhou.
— A beleza é uma benção... — sussurrou divertida. — E uma maldição, Cullen. Apenas fique quietinho. E torça para que não tenha turbulência. É pouco menos de uma hora e meia de voo, você pode sobreviver até lá.
— Why you gotta be so mean? — cantarolou olhando para o teto do avião.
Bella gargalhou.
. . .
E para sorte de Edward, o voo foi realmente tranquilo. Desceram no aeroporto em Nova York no tempo estimado e sem nenhum outro problema. Apenas quando desciam a senhora riu e disse: "Ah, se você me tivesse aparecido há uns vinte, talvez trinta anos, rapazinho, não me teria escapado", então rindo bateu no braço de Bella "você é uma mulher muito sorte, saiba disso". Controlando o riso, Bella olhou para Edward e sorriu "eu sei, eu sei".
Saíram no portão de desembarque juntos, Edward empurrando o carrinho com todas as malas e Bella com o braço enlaçado ao dele. A senhora estava na frente deles com o próprio carrinho de bagagem, com malas e grandes embrulhos de presente, então três crianças se aproximaram gritando "vovó!" e logo atrás um casal mais jovem, os pais delas, Bella riu quando a senhora disse "e eu lá tenho idade para ser avó de vocês, crianças melequentas?", as crianças soltaram suas gargalhadas estridentes e então a vovó os abraçou carinhosamente; o homem mais jovem pegou seu carrinho de bagagem, enquanto a senhora abraçava a filha e escutava toda a faladeira dos netos.
E então tomaram caminhos diferentes, enquanto Bella e Edward iam para a saída da frente, onde estavam os táxis. Tendo certeza que não podia mais ser ouvida pela senhora, Bella bateu nele com o braço e ergueu uma sobrancelha.
— Ai, que sorte que ela não é vinte ou trinta anos mais nova, nem você mais velho, huh? — provocou antes de cair na gargalhada.
— Isso não tem graça. — Edward bufou.
— Tem sim. — e continuou rindo até eles conseguiram um táxi e decidirem dividi-lo.
Edward abriu a porta traseira para Bella entrar e foi ajudar o taxista a colocar as malas no porta-malas e dar o endereço dela a ele, para que primeiro a deixassem em casa, então os dois entraram no táxi e foram.
— Você disse a Rose e Emm que seria apenas uma semana lá, certo? — Bella perguntou, mexendo em seu Blackberry.
— Sim, eles sabiam que voltaríamos hoje, por quê? — Edward franziu o cenho, sentando tão próximo que suas coxas se tocavam e olhando a tela de seu celular.
— Os dois estão com os celulares desligados e, aparentemente, nem em casa estão.
— Bem, trabalhando eles não estão. Rose está de licença e o Emm estava indo apenas meio período esse mês inteiro, mas disse que pararia completamente por falta algo como uma semana para a Noelle nascer, ele disse não sairia do lado dela. Se bem conheço seu irmão, Rose não deve estar podendo andar sem sentir a respiração dele na nuca.
Bella riu, parando de mexer no celular, e bateu com o joelho no dele.
— Não seja ruim, você sabe quão superprotetor ele é normalmente, só potencializou isso com a emoção da primeira filha.
— Oh, eu sei. E entendo completamente, estaria da mesma forma se fosse ele. — pegou a mão de Bella, entrelaçando seus dedos e a acariciando o dedão, um gesto despercebido.
— Então quer ter filhos?
— Confesso que a ideia me assusta, tipo, pra caralho, mas... — abriu um grande sorriso. — Sim, quero ter filhos. Você não?
— Sempre sonhei em ser mãe. — confessou com uma voz sonhadora.
— Ótimo. Estamos praticando bem, huh? Vamos a perfeição desse jeito, teremos filhos lindos. E precisamos começar com os bebês logo, sabe, já está 1 a 0 pro Emmett.
Bella riu.
— Isso não é uma competição, Cullen.
— Claro que é. O primeiro a ter um menino poderá usar o nome Charlie como primeiro nome, o outro terá que usar como segundo nome no máximo. É uma competição.
— Me deixe adivinhar... — Bella começou irônica. — Isso é uma das apostas de vocês?
— Nossa, Isabella, você acha que tudo que eu e Emmett sabemos fazer é apostar sobre tudo e qualquer coisa? — disse com o rosto franzindo, se fazendo de ofendido, mas o olhar cético de Bella o fez gargalhar. — Sim, uma aposta e eu realmente quero o nome Charlie pro meu primeiro moleque.
— Não chama nosso pequeno Charlie de moleque, Cullen. — Bella ralhou imediatamente, só então percebeu o que tinha dito e corou.
— Você defendendo nosso filho imaginário... — disse cheio de adoração na voz e aproximou seus rostos. — Essa foi uma das coisas mais lindas e... Excitantes que eu já escutei Isabella.
Bella gargalhou e foi calada por um de seus grandes beijos apaixonado.
. . .
O taxista parou em frente ao prédio de Bella e os dois homens desceram para ajudá-la com as duas malas. Levaram para dentro do prédio, deixando-as em frente à mesa da portaria e o porteiro levantou-se sorrindo, cumprimentando simpaticamente a todos.
— Pode me esperar com o taxímetro ligado, eu já volto. — Edward instruiu o taxista. — Só vou ajudá-la com as malas.
— Sim, senhor. — e o taxista foi.
— Obrigada, mas não precisa subir, eu consigo sozinha, Edward. — Bella garantiu.
— Eu só não quero que você carregue peso desnecessário, bebê. — Edward murmurou superprotetor.
— Eu desci com elas sozinha e eu sempre fiz tudo sozinha, lembra?
— Mas agora você não está mais sozinha e eu tô aqui pra te ajudar com isso. — se aproximou dela, segurando seu rosto carinhosamente entre as mãos. — Eu esperei minha vida toda para poder te ajudar com as coisas pequenas e estar lá pra você quando precisasse, não tire meu prazer agora.
— Eu só sou... — franziu o nariz. — Um pouco independente demais, então... Eu posso resistir a te deixar me ajudar em algumas coisas, mas isso não significa que eu não precise de você, apenas... Tenha um pouco de paciência comigo, está bem?
Ele assentiu e a beijou rapidamente.
Carregando as malas dela, foram juntos para o elevador e subiram para seu andar. O prédio era bem mais simples e antigo, principalmente se comparado ao em qual morava; o que era normal, já que ele morava em um arranha-céu moderno e comprado direto da planta há menos de dois anos; o dele tinha custado alguns bons milhões de dólares, enquanto o dela algumas centenas de mil, não sabia se era por opção própria ou se ainda não podia pagar por uma cobertura ou apartamento de andar todo, como ele, Emmett e Rosalie faziam, mas em breve, sabia, teriam que conversar sobre como seria o futuro. Namoro oficial, talvez noivado e casamento, morar junto? Tanta coisa, não iria apressar as coisas, tinham acabado de começar e não queria meter os pés pelas mãos, nem assustá-la.
Desceram no andar que ela compartilhava com outro apartamento em e foi carregando as malas até a porta. Bella abriu rapidamente e se virou para ele.
— Pode colocar as malas aqui e descer rápido. Só não te chamo para ficar um pouco aqui comigo pra que sua conta de táxi não fique milionária. — ela brincou.
— Eu dispenso o táxi, se você quiser. — ergueu uma sobrancelha, malicioso.
— Deixa de ser tarado, menino. — riu. — Sei que você tem algumas coisas para cuidar, principalmente seu trabalho, né?
— Talvez. — fez beicinho e olhou sobre o ombro dela, no chão, um envelope vermelho. — O que é aquilo?
— O que? — ela virou curiosa e se abaixou de cenho franzido para pegar o envelope. Abriu e tirou uma folha rosa de dentro. — É da Rosalie. Um convite para um jantar, às sete horas, no apartamento dela. — riu. — Não atende ao telefone, mas me deixa um convite de jantar. Ela não pode ser normal, sério. Ela deve ter deixado um pra você também.
— Se ela deixou, vamos juntos?
— Hum... Eu posso pegar um táxi, você não precisa dar essa volta toda.
— Você está sem carro e eu tenho o meu. Então, se eu quiser dar essa volta toda, vim te buscar e te levar, eu posso?
Bella riu.
— Sim, Edward, você pode.
— Viu? Não é difícil aceitar o que eu te ofereço sem discutir cada detalhe comigo, bebê.
— É contra minha natureza aceitar tudo facilmente, Cullen.
— Não seria tão divertido se você aceitasse. — Edward riu, passou o braço ao redor da cintura dela e a puxou para seu peito, colando suas bocas.
Uma semana inteira sem se desgrudar por mais do que alguns minutos, esperar algumas horas até a noite parecia demais para eles. O beijo durou mais do que pretendiam; quando separavam as bocas, mantinham o contato visual e voltavam a se beijar, começando tudo de novo.
— Mmm... Tá... — Bella murmurou em sua boca, tentando empurrá-lo. — Chega, o táxi está esperando. Nos vemos a noite.
— Tá. — bufou, mas logo sorriu. — Que horas venho te buscar?
— Hum... O jantar ás sete, então, ás sete.
— Rosalie vai reclamar por chegarmos atrasados.
— Exatamente. Ela está merecendo. — disse faceira. — Tchau, até mais tarde.
— Até mais tarde, bebê. — a beijou novamente várias vezes, antes que ela o empurrasse e entrasse em casa rindo, fechando a porta.
Ele passou a mão no cabelo e foi para o elevador rindo a toa, feliz da vida. Já estava sentindo falta dela, mas aquele rápido afastamento seria bom para uma coisa, tinha algo que providenciar antes de voltar a encontrá-la no jantar. Primeiro passaria em casa, depois iria sair para cuidar desse pequeno e importante detalhe que definiria quem e o que eles eram realmente um para o outro, então cuidar dos preparativos da noite.
Depois de bater a porta, colocar a chave na fechadura e trancar, Bella tirou o tênis e se jogou no sofá, colocando as mãos sobre a boca para abafar seu gritinho de felicidade e suas risadas histéricas. Nem podia acreditar o quanto tudo tinha mudado do dia para a noite, literalmente. Uma semana, uma casa de praia, grandes doses de sexo espetacular, então um surto sob a chuva, um pouco de coragem e idiotice, então tudo mudou, se encaixou, se completou. Tudo que não tinha tido durante a adolescência, estava tendo naquele momento. A mesma vontade adolescente, quase imatura, de gritar, rir, correr em círculos como uma louca, dançando e cantando: ele é meu, eu sou dele, estamos juntos e nos amamos. Era quase surreal, parecia mentira, mas conhecia Edward e sabia que ele jamais a machucaria desse jeito, então, sim, se não fosse um sonho – o que ela já tinha concluído não ser – era real. E lá estava de novo à vontade de gritar, rir, cantar, dançar... Voltar correndo para os braços de Edward, gritando que o amava e era dele, então ficar ali para sempre. Olhando para o teto, nem podia acreditar o quanto estava feliz. Nem sabia que podia ser tão feliz. Levantou com um pulo, rindo de felicidade para arrastar suas malas para o quarto.
Tirou das malas apenas o que não era roupa, principalmente seus eletrônicos. Deixou o resto no canto do quarto, para cuidar depois. Foi para o banheiro com um roupão branco nos braços. Deixou o roupão na pia e abriu as torneiras de sua grande banheira, como tinha sentido falta dela durante a temporada na Casa Mágica; óbvio que Edward supria muito bem essa falta, mas ainda gostava de relaxar em um banho, submersa em seus sais de banho e espuma. Jogou os sais na banheira e foi para a cozinha parar dois sanduíches de queijo com presunto e pegar uma lata de coca-cola, para o caso de sentir fome. Voltou para o banheiro, deixou o prato e a lata no chão, ao lado da banheira, e pegou o celular sobre a cama.
Não demorou muito até a banheira ficar na altura certa para que ela entrasse sem transbordar e com espuma perfeita. Tirou a roupa e entrou, ajeitando a nuca na borda especialmente almofadada para isso. E ali, relaxou relembrando de cada momento na Casa Mágica e Edward.
Comeu os sanduíches com goles de coca e pegou o celular ao escutá-lo apitar, nova mensagem. Outro apito. 2 novas mensagens.
(15:23) — Estranho... Já estou sentindo sua falta, bebê. Não sei se consigo esperar até as sete.
(15:23) – E também tinha um convite de Rosalie em minha casa.
Sorrindo como boba, clicou em responder.
(15:25) - Então somos dois estranhos... Eu também já estou sentindo sua falta ): E falta do nosso grande sexo a qualquer momento do dia ):
(15:26) — Criei um monstro?
(15:27)– Definitivamente, estou mal acostumada.
(15:29) — Posso resolver esse problema. Quer pular o jantar e simplesmente foder até desmaiar?
(15:31) - Nada me soa melhor que isso. Sim, sim, sim!!!
(15:32) — Hahahahahaha. Você é boa demais para o meu ego.
(15:34) — E por mais que essa sua resposta me anime até os ossos, você sabe que jamais conseguiremos fugir de um evento de Rosalie Lilian Hale-Swan.
(15:35) - Aquela escravocrata estraga prazeres ):
(15:37) — Sem beicinho, bebê. Posso te compensar a noite, se você quiser.
(15:38) - Alguma dúvida?
(15:39) — Você dorme aqui comigo hoje, então?
(15:41) - Que sacrifício, huh? Foder até desmaiar, dormir na luxuosa cobertura com vista para a Estátua da Liberdade e Rio Hudson... Não sei, não sei. Você vai precisar falar bem doce para me convencer, Cullen.
(15:42) — Por favor? ):
(15:42) — Por favor? ):
(15:42) — Por favor? ):
(15:42) — Por favor? ):
(15:43) — Por favor? ):
(15:43) — Pufavô? ):
(15:43) - Hahahahahahahaha. Não acredito que você copiou o 'pufavô' da Rosalie.
(15:44) — Quando ela faz funciona, por que não funcionaria comigo também?
(15:45) - Porque ela é adorável.
(15:46) — Isso quer dizer que eu não sou adorável? Vamos lá, eu sou adorável. Meu nome do meio é adorável.
(15:47) - Pensei que fosse Anthony.
(15:48) — Edward Adorável Cullen. Eu uso o Anthony apenas para manter minha reputação, sabe? Imagina se todas soubesse que sou Adorável? Iria ser difícil sair de casa.
(15:49) - Idiota.
(15:50) — Linda. E então, vai passar a noite aqui comigo?
(15:51) - Sim. Com prazer. Já vou separar uma troca de roupa.
(15:52) — Perfeito. E eu vou preparar nossa noite.
(15:53) - Preparar nossa noite? O que você está aprontando, Cullen?
(15:53) — Surpresa :)
(15:54) - Detesto surpresas, Cullen.
(15:55) — Dessa você vai gostar, garanto.
(15:56) - Cullen...
(15:56) — Por que temes, ó, homem de pouca fé?
(15:57) - Hahahaha. Você é besta demais, credo.
(15:58) — E você me ama, então, beije minha bunda.
(15:58) - Ponto feito e anotado.
(15:59) — Eu também amo você. E pretendo beijar sua bunda a noite toda, bebê.
(16:00) — Doce falador.
(16:00) – <3
(16:01) – O que você está fazendo, bebê?
(16:02) - Adivinha. Nua... Molhada... (complete)
(16:04)– Começamos bem, gosto de qualquer jogo que te envolva nua e molhada.
(16:04) - Hum... Nua... Molhada... Se masturbando... Pensando em mim... (?)
(16:05) - Eu ri. Pervertido.
(16:05) - Nua... Molhada... Tomando banho de banheira e espuma.
(16:06) — Santa merda, bebê. Que vontade de sair correndo e te fazer companhia.
(16:07) - Eu iria aceitar. Estou sozinha demais ):
(16:08) - Deitada aqui, tão molhada e escorregadia, nua... Me enche de ideias sabia?
(16:09) - Por exemplo?
(16:09) — Você sabe.
(16:10) — Não tenho a menor ideia, diga-me você.
(16:12) — Eu... Você... Sexo na banheira... Você está me deixando excitada e não está aqui para resolver, Cullen, para com isso ):
(16:13) — Eu? Mas não estou fazendo nada, oras.
(16:13) — Mas gostaria como o inferno de estar fazendo.
(16:14) — E você acha sua vida difícil? Conte-me sobre isso, estou prestes a ter a porra de uma ereção em público.
(16:18) — Eu poderia chupá-la, se você abaixasse as calças aqui, e ela se suavizaria em minha boca... Enquanto eu engulo cada centímetro... Massageando suas bolas... Talvez colocando meu dedo atrevido em seu traseiro... Chupando, lambendo... Até que tivesse que engolir cada gota. Quer? :9
(16:19) — Puta que pariu.
(16:20) — Isso vai ter volta, bebê. Pode esperar. E o retorno é uma vadia.
(16:20)– Mas o que eu fiz? :c
(16:20) - :)
(16:24) — < Arquivo recebido: Abrir — salvar — recusar >
Bella salvou e abriu. Era a foto da pélvis de Edward sob uma calça social preta, obviamente cheia cobrindo sua ereção. Riu, excitada e adorando saber que tinha esse tipo de efeito sobre ele. Ainda bem que não era a unica, porque, sob a água, sentia-se excitada como o inferno, contraindo-se ao redor do vazio e pronta pra se tocar. Santa merda.
Sentindo-se atrevida, ela ajeitou a espuma da banheira nos seios e virou a câmera do Blackberry para tirar uma foto também. E gostou do resultado. A foto não mostrava seu rosto, apenas de sua clavícula para baixo, seus seios brilhavam molhados e seus mamilos enrijecidos estavam cobertos pela espuma, o resto era apenas a água esbranquiçada da banheira. Sorrindo, acrescentou o arquivo na próxima mensagem e enviou.
(16:28) — < Arquivo enviado >
(16:30) — Agora você conseguiu. Eu preciso chegar a um banheiro e arrumar meu pau nas calças.
(16:31) - Por que não resolvemos isso por telefone? So call me maybe... ;)
(16:32) — Sentindo-se atrevida, bebê?
(16:34) - Um pouco. E agora vou sair da banheira antes que fique enrugada demais. Estou muito excitada para relaxar, de qualquer maneira.
(16:35) — Ao menos você está em casa.
(16:36) - E onde você está?
(16:36) — Hum... Na rua? :)
(16:38) - Ha. Ha. Ha. Engraçadinho.
(16:41) — Estou cuidando da sua surpresa. E se eu não fosse me beneficiar disso também, eu iria cancelar como castigo por essa sua brincadeirinha de 'vamos deixar o pobre Edward duro pra caralho em público'.
(16:42) - Me conta o que é, vai ):
(16:42) — Não :)
(16:43) — E agora, tanto quanto eu quero te foder, eu quero espancar seu traseiro, bb.
(16:46) — Uma senhora acabou de passar por mim e eu estava arrumando meu pau na hora, ela olhou para minhas calças e pra mim, a mulher me olhou como se eu fosse um maldito pervertido predador sexual, graças a você. Obrigada.
(16:47) - Hahahahahahahahaha. Você atrai senhorinhas, Cullen, é seu charme.
(16:47) — E o prazer foi todo meu :)
Bella finalmente saiu da banheira, colocando o celular na pia para vestir o roupão. Depois de levar o prato e o copo para a cozinha, voltou para o quarto e abriu seu closet; teria uma longa noite, então era melhor deixar sua libido de lado e escolher o que vestir. Mas não tinha ideia do que vestir. Vestido? Calça jeans e camiseta? Short? Não lavou o cabelo; soltou o coque e o cheirou, não estava fedido ou sujo, tinha lavado na noite anterior, talvez pudesse apenas escovar e pranchar, ou fazer alguns cachos. E nos pés? Salto ou tênis? Parou, esfregando o rosto e bufou. Por que estava tão nervosa? Não era nenhum jantar formal ou com estranhos, era sua família. Mas era a primeira vez que iria ser oficialmente algo a mais de Edward Cullen em público, mesmo sem saber o que esse "algo a mais" significava em certo, só sabendo que era bom, por envolver Edward. Tanto que estava indo passar a noite com ele. Riu sozinha, feliz e nervosa.
E então seu celular começou a tocar.
Foi rapidamente para o banheiro, onde o tinha deixado sobre a pia. 17:37. Edward Cullen. Tocou quatro vezes até que ela atendesse, ansiosa.
— Pensei que fosse me ignorar. — a voz rica e excitante de Edward soou do outro lado da linha. Bella ofegou.
— Não, eu tinha esquecido o celular no banheiro e estava escolhendo minha roupa.
— Use algo fácil de tirar, para facilitar meu trabalho e nossa noite. — disse divertido.
— Você ligou só pra isso? — Bella riu. — Instruções sobre minha roupa?
— Não. Temos algum tempo até a hora de sairmos. E eu quero o que você me atiçou antes.
— Hum... E o que eu te aticei antes? — perguntou com a voz mais maliciosa que podia fazer, esperava apenas não soar patética. Ele riu do outro lado, fazendo um arrepio percorrer seu corpo.
— Já está vestida?
— Não. Apenas de roupão.
— Ótimo. Tire. Eu quero resolver isso por telefone. — disse firmemente. E sem questionar, Bella tirou o roupão. Oh sim.
. . .
Era pouco mais de seis horas quando Bella pode voltar se arrumar. Animada e corada, após um surpreendentemente momento pelo telefone com Edward. Santa merda, o homem podia ser letal até a distância... E como estava cada vez mais apaixonada por ele.
Deixou o celular na cama, pegou o roupão e foi para uma rápida chuveirada para esfriar os ânimos. Saiu de roupão e escovou os cabelos com a ajuda do secador, passou a prancha e colocou alguns rolos para modelar alguns cachos, principalmente à franja e a parte de cima. Passou creme no corpo e foi o closet novamente escolher algum vestido. Nunca se sentiu tão feminina e bem consigo mesma como naquele momento; Edward estava lhe afetando realmente em todos os sentidos. E não sentia que estava mudando por ele, estava apenas dando um presente a ele. Queria que ele se sentisse feliz e orgulhoso por tê-la, assim como ela se sentia por tê-lo.
Escolheu um vestido simples, pretinho básico, sem decote e com mangas até o meio dos braços, justo em todo seu tronco e com uma saia mais esvoaçante até o meio de suas coxas. Separou o salto para colocar depois, deixando em cima da cama. E escolheu uma lingerie, a mais sexy que tinha – um conjunto em renda vermelha, um sutiã meia-taça e uma calcinha tão pequena que se enfiaria em seu traseiro e não marcaria no vestido. Se sentiu ainda melhor com ela no corpo; Edward gostaria daquilo. E então o vestido.
Foi para o banheiro novamente e ficou em frente a pia, uma das grandes gavetas estavam suas maquiagens e as usou, se olhando no grande espelho a frente; – passando corretivo sob os olhos, igualando o tom de pele, então fez uma sombra preta metálica, com delineador, rímel e lápis, colocou uma corzinha com blush na bochecha e passou um batom rosinha com gloss na boca. Só então soltou os bobs, agitando com os dedos e ajeitando as camadas onduladas. Ela adorava dar destaque os olhos e ter o cabelo com movimento; era bom ter escutado todas as dicas de Rosalie, que era mais do que espetacular com esse tipo de coisa.
Descalça, voltou para o quarto e se olhou no grande espelho de corpo inteiro. O vestido estava bem assentado em seu corpo, mesmo com suas curvas mais ligeiras – ia até metade de sua coxa, deixando muita perna a mostra, mas a saia um pouco mais solta quebrava a sensualidade exagerada, deixava perfeito; inclusive ligeira curva de seus seios, bem valorizados no sutiã push-up (e o inventor desse maravilhoso sutiã devia receber um abraço de todas as mulheres do mundo, amém a isso!) e realmente a calcinha não marcava e nem era desconfortável. Calçando os sapatos, preto com desenho semelhante às manchas de uma onça, mas em vermelho, ficou ainda melhor. Quem dizia que o salto alto era uma invenção masculina, estava certo, ele alongava suas pernas e a deixava ainda mais elegante.
Tirou os sapatos novamente, não era tão boa a ponto de ficar de salto até o horário marcado. E estava quase na hora. Pegou uma bolsa uma realmente grande, e colocou dentro roupa íntima e uma troca de roupa, assim como um tênis e sua nécessaire. Deixou no sofá e pegou o celular, 18:56. E tinha uma mensagem.
(18:54) — Está pronta?
(18:56) — Agora... Quase.
(18:56) — Já estou chegando.
(18:56) — Se está dirigindo, pare de mexer no celular, Cullen.
(18:57) — Sinal vermelho, bebê.
(18:57) — E ele abriu. Daqui a pouco estou ai.
(18:57) — Tudo bem. Dirija com cuidado.
Voltou ao quarto, colocou um pouco de perfume – dois pontos no pescoço, nos pulsos e um pouco na roupa por costume. Checou seu visual no espelho outra vez, então calçou os saltos. Suspirou. Estava bem. E o melhor, se sentindo bem.
A campanhinha tocou e o celular na cama apitou. Pegou o celular.
(19:03) — Abra a porta, bebê.
(19:03) — Você está atrasado :)
Rindo, ela foi para a porta e abriu. Escutou a ofegada dele, mas estava ocupada ofegando por si mesma, quase desmaiou ali mesmo. Achava que estava bem, mas, puta que pariu, ele estava incrivelmente deslumbrante. Quase sobre-humano de tão atraente, como ele conseguia? Lambeu os lábios.
Edward estava simples ao olhar, mas ele tornava o simples atraente demais para o bem de qualquer mulher comum. Principalmente ela. Estava em um terno de grife preto com corte perfeito – adorava como a calça ficava perfeita em suas pernas, não apertada suficiente para ser como a de um astro teen e nem larga suficiente para ser como a de um cantor de rap, era perfeita e dava uma aparência deliciosa –, a blusa branca sem gravata tinha os primeiros botões abertos e mostrando alguns pelos mais suaves, os sapatos italianos brilhando pelo engraxamento novo. Ele tinha os cabelos em uma sexy desordem cor-de-bronze, como sempre, e seu rosto estava perfeitamente barbeado, deixando a mostra todos os ângulos e traços fortes bem marcados dele. Quantas vezes o cara tinha passado na fila da beleza? Era quase injusto.
Engoliu seco antes que babasse. Pensou que ficaria envergonhada e ele falaria alguma gracinha por estar secando-o tão descaradamente, mas não, ele fazia a mesma coisa com ela. Olhando de cima a abaixo e parecia tão atordoado quanto ela.
— Você está... — suspirou, passando a mão pelo cabelo. — Deslumbrante. Como eu fui tão sortudo, hein?
Bella corou, mordiscando o próprio lábio inferior.
— Sabe que eu estava pensando a mesma coisa. — sorriu de lado. — Quer entrar?
— Acho já vamos ter que aguentar Rosalie suficiente sem que eu entre ai. E se eu entrar, bem, não sei se vou poder manter minhas mãos longe de você, na verdade, estou tendo esse problema exatamente nesse momento. Pare de testar meu autocontrole e vamos.
— Bobo. Bem, eu posso ter um beijo, ao menos?
— Não precisa pedir duas vezes. — segurou o rosto dela com tanto cuidado que parecia segurar um vidro frágil e assim juntou suas bocas, em um beijo mais suave.
— Tudo bem, eu só vou pegar a minha bolsa de roupa, as chaves e podemos ir. — Bella disse em sua boca.
Fez tudo rapidamente e voltou, fechando a porta. Edward levou sua bolsa e também guardou as chaves em seu bolso, já que ela estava sem bolsa e carregava o celular na mão. Desceram rapidamente de elevador, se despediram do porteiro e foram para o Volvo estacionado a frente de mãos dadas.
Abriu a porta do passageiro para Bella e a de trás para colocar sua bolsa no banco, fechou-as e deu a volta. Escutariam muito da Rosalie, era óbvio. E não somente pelo atraso.
— E então, o que vamos falar para eles? — Edward perguntou sem tirar os olhos da direção.
— Bem, eu tentei não pensar nisso, estava ocupada fazendo outra coisa, sabe? — disse divertida e maliciosa, olhando-o pelo canto dos olhos.
— Eu sei, definitivamente, eu sei, porque acho que estava ocupado com a mesma coisa.
— Sério? Não pensei que você tivesse problema em escolher vestido e sapatos também. — ironizou.
— E é de vestidos e sapatos que estávamos falando?
— Claro! O que pensou que eu estava ocupada fazendo? Sexo pelo telefone? Que grosseiro!
Edward gargalhou.
— Você é impossível, Swan.
— Eu sei — ela riu. — Tudo bem, mas sério agora, e o que vamos falar? Acho que fingir que nada mudou está fora da lista né?
— Você está com vergonha de nós? — virou o rosto para ela com o cenho franzido.
— O que?! — se mexeu no banco. — Não! Que pergunta ridícula. É só... Evitaria perguntas, você sabe.
— Eu prefiro responder toda a inquisição espanhola a fingir que nada mudou entre nós, bebê. E de qualquer maneira, eu iria falhar miseravelmente nisso de fingir, porque tudo que eu quero é apenas manter meus braços ao redor de você o tempo inteiro.
— Eu me sinto da mesma maneira, Edward. — colocou a mão sobre o joelho dele e apertou suavemente, antes de suspirar. — E eles iam ficar sabendo de qualquer maneira, você não pode esconder nada de Rosalie Hale-Swan por muito tempo. E então, como você prefere fazer?
— Vamos falar a verdade, ué. Vamos deixar de fora apenas à parte do sexo espetacular, porque seu irmão pode não levar isso muito bem, então vamos apenas falar que você pode resistir ao meu charme e meus dotes culinários, então agora estamos juntos.
Bella gargalhou e tirou a mão da perna dele.
— Quem foi atrás de quem mesmo, só pra saber? — ironizou.
— Quem disse ‘eu te amo’ primeiro mesmo, só pra saber? — devolveu.
— Oh, touché, Cullen.
Edward riu, parando o carro em um sinal vermelho. O trânsito estava fácil e estavam indo pelo caminho mais rápido, logo estariam no prédio do outro casal.
— Eu gosto disso, vamos apenas dizer estamos juntos e ponto. — Bella disse, nunca tinham mencionado se era namoro ou algo assim, então "estamos juntos" podia ser suficiente naquele primeiro momento.
— Estamos juntos e você é minha.
— E você é meu. E aí nos beijamos e eles param de encher nosso saco. — Bella brincou.
— Plano perfeito. Vamos treinar a parte do beijo agora, só pra não fazer feio na hora. — se inclinou no limite do cinto de segurança e a beijou. O beijo dela era tão doce e viciante, como não beijá-la o tempo todo e pra sempre? Mas eles foram interrompidos quando o sinal abriu e o motorista do carro atrás buzinou. Gargalharam com as bocas ainda coladas e Edward voltar a dirigir.
. . .
Bella subia sozinha no elevador do luxuoso prédio de Rosalie e Emmett, enquanto Edward estacionava na, tão luxuosa quanta, garagem subterrânea. Desceu correndo antes mesmo que ele estacionasse e agora subia dançando no lugar porque tinha ficado com uma vontade súbita de ir ao banheiro. Quase deu um grito de alívio quando o elevador parou e a porta se abriu no hall de entrada da cobertura duplex deles.
Assim como Edward, viviam em um lugar que custara alguns milhões de dólares, muito mais que o dela, mas Bella não os invejava até porque nunca sonhara em morar em um gigante apartamento luxuoso. Vivia no apartamento atual porque estava sozinha, mas seu sonho era morar em uma casa grande e confortável em um bairro residencial, com quintal e jardim, onde os filhos pudessem crescer livres e serem realmente crianças, não trancados no limite no playground de um prédio ou condomínio fechado, assim como ela e Emmett tinham crescido, talvez até fora de Nova York. Outra coisa que teria de conversar com Edward, no futuro, claro.
Apertou a campanhinha do apartamento três vezes rapidamente e duas batidas com o punho fechado. Só então percebeu que tinha esquecido o celular no painel do carro de Edward e torceu para que ele o pegasse – ou o faria descer para pegar.
— Bella chegou! — Emmett anunciou antes mesmo de abrir a porta, olhando pelo olho mágico. E ao abrir, ofereceu um de seus largos sorrisos divertidos com adoráveis covinhas ao redor. — Oi irmãzinha.
— Irmãzinha é seu traidor filho da puta? — deu um soco em seu estômago, mas quem disse que o afetou, era mais fácil machucar a mão em seu abdômen six-pac duro como rocha. Emmett apenas riu.
— Pouco mais de uma semana sem me ver e é assim que você me cumprimenta, Isabella? Que feio. Nenhum braço? — fez beicinho e abriu os braços.
— Seu cínico. — Bella riu e se jogou em seus braços, respirou fundo ali, adorava o cheiro de seu irmão e o abraço de urso dele. Emmett fechou os braços ao redor de sua cintura e apertou, erguendo-a do chão. — Cadê sua esposa? Aquela merdinha traiçoeira que se diz minha melhor amiga?
— Olha o linguajar, Isabella Marie Swan, eu te criei melhor do que isso.
— Que? — arregalou os olhos ao escutar o ralhar na inconfundível voz de Charlie Swan. Empurrou o irmão para sair dos braços dele e entrou no apartamento rapidamente. — Papai?
— Oi menina. — Charlie sorriu. Tinha um pano de prato sobre o ombro, vestindo seu habitual jeans surrado, uma blusa cinza e por cima uma camisa de flanela xadrez com botões abertos e mangas arregaçadas, de onde Bella e Edward tinham tirado o costume de usá-las, mas estava descalço. Bella sentiu o coração se apertar e derreter com a visão de seu papai; sorrindo com a sua marca registrada sobre ele, o seu bigode. Bigode que ela detestava, porque pinicava e arranhava, mas que ela já tinha se acostumado e não podia vê-lo sem. — Ora, Bells, pare de me olhar com esse beicinho e venha logo dar um abraço em seu velho pai, menina.
— Papai. — riu e foi para seus braços. Ele era bem menor que Emmett, o que não era difícil, mas seu abraço era tão ou mais confortável quanto o do irmão. Com o cheiro típico de Charlie, algo meio amadeirado, mas também tinha cheiro de ar fresco, terra, floresta... Cheirava a Forks... Cheirava a casa. — Você não está chorando, está?
— Não — Bella fungou e riu. — Deixa de ser absurdo, Charlie.
— Bom. — ele riu também, acariciando seu cabelo. — Eu senti sua falta, querida.
— Eu também senti a sua falta. — soltou seu abraço e se olharam nos olhos. Os olhos de ambos brilhavam, com as lágrimas escondidas ali, mas ambos as negariam rindo. Charlie beijou seu rosto. — E o que você está fazendo aqui?
— O que? Não posso vim visitar minha família? Quase um mês sem ver todos. Se vocês não vão a Forks, eu tenho que vim a Nova York, né.
— Rose?! Amor, a Bella chegou! Venha e traga sua carteira! — Emmett gritou, rindo. E Charlie riu também.
Por que Bella tinha impressão que aquilo era uma piada interna? Franziu o cenho para eles.
— Pare com isso, Emmett. — Charlie o repreendeu, mas era óbvio que estava segurando a risada.
— Mas eu não tô fazendo isso nada. — reclamou com beicinho e acabou gargalhando.
Ele quase correu quando viu Rosalie vindo da cozinha, se apressando para pegar sua mão e ajudá-la ir para o sofá.
— Charlie, o molho ficou pronto e já desliguei para não queimar. E como a Bells já chegou, acho que pode montar e o Emmett vai colocar a mesa de jantar. — Rosalie andava devagar com a mão nas costas, como se desse uma sustentação extra a enorme barriga à frente. Usava um vestido preto frente-única de grávida, seus seios estavam enormes e cheios no decote e sua barriga perfeitamente arredondada, assim como seus quadris e traseiro. Mas ela estava linda; a gravidez lhe caia muito bem, ficava ainda mais linda e iluminava.
— Santa Merda, Rosalie, você... — Bella começou, mas parou. Não queria magoar ou irritá-la, mas ela estava maior do que lembrava e só fazia uma semana que não se viam.
— Gorda? Enorme? Oh, eu sei. — ironizou. — Estou com quase nove meses completo, inchada e com fome o tempo todo. O médico disse que é normal, porque falta realmente pouco para o nascimento e eu devo apenas controlar açúcar e gordura, mas eu estou gigantesca, é um saco. — bufou, sentando no sofá com a ajuda de Emmett e ralhou: — E você está atrasada, Isabella.
— Desculpa? — riu.
— Tio Charlie, vai cuidar de terminar nosso jantar, porque eu estou com fome. — reclamou com beicinho. — E Emmett, vai colocar a mesa, porque daqui a pouco o Edward chega. E falando nisso, cadê o Edward, Bella? Vocês não vieram juntos ou se encontraram?
O tom sugestivo de Rosalie, o olhar curioso de Charlie e o sorrisinho de Emmett diziam que eles esperavam algo a mais.
— Jesus, qual o problema dos homens Swan, hoje? Vão! — Rosalie bateu palmas.
— Essa menina sabe que eu sou mais velho do que ela, né? — Charlie resmungou, pegando o pano de prato do ombro e indo para cozinha com Emmett atrás. Rosalie apenas riu.
— Ela só está toda irritadinha porque perdeu-
— E então Bella! — Rosalie falou alto sobrepondo à voz do marido, que sumiu na cozinha. — Algo a me contar?
— O que você perdeu? — Bella perguntou curiosa.
— O que?
— Não se faça de sonsa, Rosalie.
— E nem você, Isabella. Então... — lá estava seu tom e sorriso malicioso. — Como foi a semana na Carolina do Norte?
— A semana que você e Emmett sabotaram mandando o Cullen pra lá?
— Sabotamos? Nós melhoramos a sua semana, por favor, né. — bufou, colocando o cabelo para trás e se ajeitando no sofá. — Jesus, Noelle, quer, por favor, sossegar ai?
— Ela está chutando?
— Quem me dera. — revirou os olhos e colocou a mão sobre a barriga. — Ela chutava no começo, agora ela está brincando de kickboxing com a mamãe e não para de se mexer. Ela é cópia do Emmett na cama. E para de me olhar assim, garota pervertida — Rose riu. —, eu quis dizer na cama na hora de dormir, ele também muda de posição umas trocentas vezes durante a noite e ela deve estar fazendo isso agora, algo a ver com ela está grande demais e está indo para a posição do parto. E não mude de assunto, como foi a semana?
— Eu realmente fiquei furiosa com a armação de vocês, Rosalie.
— Por quê? Foi assim tão ruim? O que aconteceu? — perguntou se mexendo novamente. E Bella quase ficou com pena vendo o medo e preocupação evidente nos olhos da amiga.
— Você sabe o quanto eu detesto que façam as coisas pelas minhas costas. — estava em pé em frente a ela, prestes a sentar.
— Foi para o seu bem, poxa! E o Edward, ele-
— Oi? — a voz de Edward o interrompeu e ele entrou na sala. — A porta estava aberta.
— Deixa de ser bobo, Edward, como se eu batesse antes de entrar em sua casa. — Rosalie revirou os olhos.
— Você, né? — ironizou. Lançou um olhar a Bella e se aproximou de Rosalie. — Oi coração. Como você está?
— Enorme?
— Posso ver. E maravilhosa, a gravidez lhe cai muito bem, coração, você está linda. — se inclinou e beijou a cabeça de Rosalie, acariciando sua barriga ao mesmo tempo.
— Charlie ensinou você e Emmett muito bem, três doces faladores. Estou do tamanho de um 4x4 e mesmo assim vocês me fazem sentir uma linda Ferrari. Muito obrigada por isso.
Edward e Bella riram juntos.
— Pense por esse lado, Emmett é um 4x4 normalmente e todos os dias, você está assim apenas nesses nove meses, logo você volta a ser a linda Ferrari de sempre e com uma Ferrari em miniatura em seus braços. — Edward sorriu, beijando novamente a cabeça de uma sorridente Rose antes de erguer-se. — E cadê o Emmett?
— Colocando a mesa do jantar. E você está atrasado. Ainda mais atrasado que a Bella.
— É, por que demorou tanto? — Bella ironizou, mas realmente curiosa com isso. Apenas curiosa, não era ciúmes; claro que naquele edifício tinham várias mulheres atraentes que viviam dando em cima descaradamente de Edward, mas não era ciúmes, claro.
Edward riu, passando a mão nos cabelos.
— Eu estava subindo e o porteiro me parou para pedir uns conselhos, como advogado, ai eu parei para ajudar, então esperar ele pegar uma caneta para anotar o endereço do nosso escritório.
— Por quê? — Rosalie franziu o cenho.
— A esposa dele sofreu um acidente de trabalho e a fábrica que ela trabalha não quer pagar o que lhe é devido, eles não podem pagar um bom advogado, então ele perguntou como conseguia um bom defensor público ou se eu podia ajudá-lo, ai ele me pagaria em prestações, ai eu me ofereci para defendê-los de graça.
— Mas por que eles não pediram a mim ou Emmett?
— Medo né, Rose.
— De mim ou do Emm? — ela perguntou ofendida. — Nós sempre falamos com ele, não pensei que ele tinha medo da gente. Quer dizer, ele é super engraçado e sempre prestativo, gostamos dele.
— Eu disse a mesma coisa, mas ele disse que se vocês achassem errado ou abuso da parte dele e reclamassem, ele podia perder o emprego e ai sim ele, a esposa e os filhos estariam com problemas. Ele me perguntou com medo e depois disse que se eu achasse demais, que o desculpasse e esquecesse. Vai ver ele achava que a simpatia de vocês é por obrigação. Ou me acha mais simpático e adorável — riu divertido. — Eu não sei Rose, pare de levar para o lado o pessoal. E aqui estão as chaves da Casa Mágica. — tirou do bolso os dois chaveiros, colocou na mesa de centro.
— Por que você está com o meu também? — arqueou uma sobrancelha, desconfiada.
Edward olhou para Bella, que explicou:
— Eu vim sem bolsa, assim pedi pra ele guardar no bolso.
— Então vocês vieram juntos? — o rosto de Rosalie se iluminou.
— Sim, Rose. — Bella disse sorrindo. — Você pegou meu celular? Eu esqueci no painel do carro.
— Aqui. — ele tirou o Blackberry junto com o Iphone do bolso.
Bella se aproximou e pegou o Blackberry.
— Obrigado. — sorriu.
De costas para a Rose, ela disse apenas movimentando os lábios: "Eu quero te beijar". Edward apenas riu e assentiu, também queria.
— Emmett, Edward chegou e eu ganhei! — Rose gritou.
— Ganhou o que? — Edward franziu o cenho.
— Não tenho ideia — Bella deu ombros. — Ele tinha dito antes que ela tinha perdido algo, mas também não sei do que eles estão falando.
— Mentira, não seja uma má perdedora, Rose. — a voz abafada de Emmett veio e logo ele estava na sala. — Fala irmão.
Edward deu a volta no sofá e se aproximou de Emmett, eles deram um firme aperto de mão e se puxaram rindo para um abraço, com fortes batidas nas costas. E quando Edward ergueu o rosto, viu Charlie aparecer também.
— Chefe? — franziu o cenho. — O que você está fazendo aqui?
— Você e Bella são mesmo duas ervilhas na mesma vagem, huh? Eu não posso mais visitar minha família? Estava há quase um mês sem vê-los e minha neta está pra nascer, posso tomar uma licença de Forks e vim ficar um tempo com a minha família.
— Claro que pode, apenas fiquei... Surpreso.
— Venha logo me dar um abraço também, filho. — Charlie o chamou abrindo os olhos.
Edward sorriu e o abraçou da mesma maneira que fez com Emmett, dando e recebendo tapinhas em suas costas. O mais próximo de um pai que teve em toda sua vida e não tinha problemas em assumir que gostava do abraço, de se sentir estranhamente seguro perto dele e se sentir realmente em família.
— Nem se preocupe Edward, Chefe Swan chegou aqui com vontade de abraçar todo mundo, quase não consegui que ele me soltasse. — Emmett brincou, fazendo-os rir.
Charlie soltou Edward e se voltou para Emmett.
— Filho, não se esqueça de que eu ainda posso te pôr para baixo e dar uma coça em seu gordo traseiro branquelo. — Charlie disse tranquilamente, com seu tom de policial a paisana.
— Eu aposto que você está apenas velho demais pra fazer, senhor. — Emmett desafiou.
— Dez dólares em Charlie. — Edward brincou.
— Dez no papai também.
— Traidora. — Emmett vociferou estreitando os olhos.
— O que? — Bella riu ao se fazer de inocente.
— E você, Rose? — Edward perguntou.
— Eu... Tá, dez no Emmett, por lealdade.
— Até tu, mulher?
— O que? — Rose riu. — Eu ainda apostei em você.
— Mas posso sentir a falta de fé em sua voz.
— E o que você esperava? Eu te amo, ursão, mas é o Charlie Swan, você não pode vencê-lo. Nunca vai acontecer.
— Isso dói, Rosalie. — Emmett disse dramaticamente, apunhalando-se no coração com uma faca invisível. — Como uma facada no coração.
— Tudo bem, filho, eu não vou levar sua aposta a sério. Não vou envergonhá-lo na frente da sua esposa grávida. — Charlie disse rindo, cheio de superioridade e fazendo todos, menos o filho, gargalharem.
— Vamos, Chefe, confesse, eu posso ganhar de você. Olhe para você e pra mim. Você está velho e eu tenho alguns bons quilos a mais que você, tudo músculos.
— Músculos sem cérebro é apenas peso morto, filho, eu já te disse. E então, vamos jantar? O peixe está pronto.
— Mmmm, peixe assado no papel alumínio receita especial de Charlie Swan? — Bella perguntou esperançosa.
— Exatamente como vocês comem em Forks, eu mesmo pesquei, inclusive.
Emmett e Rosalie gargalharam.
— Pescou em uma grande bancada de gelo do Mercadão, né, pai? — o grandão ironizou.
— Você viu o tamanho da mulher que lutou comigo por aquele grande peixe fresco? E pelo sotaque, ela era Russa. Bem, pescar é bem mais fácil do que aquilo. — Charlie bufou. — Fiz batata também, querida.
— E ele realmente fala sério. — Rose disse. — Eu tive que fingir que o Charlie era meu pai e que aquele peixe era meu maior desejo ou a mulher não ia deixar que a gente fosse embora.
— Você é cruel, Rosalie Hale-Swan. — Bella brincou, rindo. E Rose apenas lhe soprou um beijinho. — Mas e então, será que podemos jantar agora? Quero comer peixe de receita especial. — choramingou.
— A mesa já está posta e pronta. — Emmett anunciou.
— Então acho que podemos jantar certo? — Charlie disse, olhando para Edward e Bella.
E então Bella e Edward se entreolharam, depois olharam para os outros três na sala. Por que tinham impressão de que esperavam ou escondiam algo?
"Primeiro" "antes", Edward e Bella começaram juntos, parando também juntos, antes de se entreolharem rindo.
Charlie, Rosalie e Emmett se entreolharam também.
— Antes de vocês falarem — Emmett disse rapidamente. — Vocês vieram juntos? Quer dizer, no mesmo carro?
— É sobre isso que íamos falar. — Edward disse.
— Então vocês vieram?
— Sim, Emmett, viemos juntos.
— Há! — Rosalie gritou e riu. — Eu te disse ursão. E você também, papai urso. Cachinhos dourados ganhou o mingau, yeah! — bateu palminhas.
— Do que diabos ela está falando? — Bella perguntou olhando o irmão, realmente confusa.
— Sãos hormônios. — Emmett zombou rindo. —Apenas ignore.
— Vocês são... Estranhos. Mas que seja. — Bella revirou os olhos. — Será que podemos falar agora?
— Claro, querida, vá em frente. — Charlie disse suavemente.
— Bem, sei que devem estar se perguntando sobre a nossa semana na Casa Mágica e... Eu e Edward estamos juntos.
— O que?! — Rosalie gritou novamente.
— O que? Estamos juntos, Rose, você já devia estar esperando-
— Não, eu quero dizer, você e quem?
— Eu e quem o quê, mulher?
— Você e quem, Isabella?! — insistiu.
— Eu e o Edward?
— Isso! — Rosalie gargalhou. — E mais uma pra cachinhos dourados!
Edward observou o rosto vitorioso e as palminhas de Rosalie, assim como o rosto resignado de Charlie e o chateado de Emmett. Ele conhecia aquela careta do melhor amigo – bufadas, queixo meio torto e revirada de olhos –, era a careta que fazia quando perdia alguma aposta.
— O que vocês apostaram dessa vez?
— Apostaram?
— Eu conheço a carranca que seu irmão faz quando perde uma aposta de longe, bebê. E ele está com essa cara agora. Aposto que está alguns dólares mais pobre, quanto seria e por quê? — Edward explicou.
— Cinto e cinquenta. — Emmett bufou.
— E o que vocês apostaram?
— Pai, por que você está corando? — Bella olhou incrédula para Charlie, que corava com a cabeça baixa. E quando ele coçou a cabeça e passou a mão no canto do bigode, ficou claro. — Charlie! Eu não posso acreditar que você também está envolvido nessa aposta?
— Escute Bells, é que-
— Oh, calma aí — interrompeu-o. — você sabia que esses dois iam mandar o Cullen pra me encontrar na Casa Mágica, não sabia?
— Bem...
Edward apenas gargalhou, enquanto Bella estava realmente incrédula.
— Você não devia ser mais... Maduro? Ter mais... Dignidade? Ao invés de entrar no plano adolescente desses dois, papai? Quer dizer, desses três, porque o Cullen sabia onde estava sendo enviado.
— Ei, mas eu não sabia que Charlie também sabia. — Edward se defendeu.
— Mas ainda assim fizeram as coisas pelas minhas costas, né? — acusou sarcástica.
— Você sabe que não foi assim, eu-
— Ah, por favor! — Charlie interrompeu-os. — Quando Rosalie me ligou e disse que estava na hora de fazermos algo, claro que eu concordei em ajudar, porque vocês dois podem ser tão inteligente quanto possíveis, mas ainda assim lentos e cegos para algo que estava a pouco palmo de seus narizes. Fizemos apenas o que era necessário.
— Então quando eu te liguei, você veio com todo aquele papo de que eu precisava de um tempo na praia e depois-
— Depois eu deixei escapar isso ao Edward. — Rose disse orgulhosamente. — Também deixei escapar que você merecia um tempo relaxante em uma linda praia com talvez alguns homens quentes. E finalmente ele acordou e resolveu fazer algo. Foi totalmente necessário.
— Vamos lá, Bells, se fosse para esperar uma ação de vocês, quando iam acabar sendo sinceros um com o outro? Quando um de vocês estivesse prestes a casar com a pessoa errada e o padre dissesse 'fale agora ou cale-se para sempre'?
Bella e Edward se entreolharam, então ela foi para ele escondendo um sorriso mordendo o lábio inferior.
— Nossa, pra tanto drama, hein? Não deu certo? Vocês agora não estão juntos? — Emmett lembrou. — Vocês deviam é estar nos agradecendo. E Edward você pode me agradecer pagando os dólares que a Rosalie ganhou na aposta, por favor.
— Vai sonhando. — Edward bufou. — Agora eu posso falar também?
— Não, não, chega de revelações e vamos jantar, estou com fome. — Emmett disse rapidamente, batendo palmas.
— Não, pode parando, fale Edward, apenas fale agora. — Rosalie disse ansiosa. — Prepare-se pra mais uma ursão.
— Eu vou querer saber do que eles estão falando? — Bella perguntou ao pai com um suspiro cansado.
— Não, querida. — Charlie riu. — Fale Edward.
— Bem, Chefe, você sabe que te respeito com todo o meu coração e o tenho como um pai, realmente, certo? Quer dizer, você não tinha porque fazer, mas fez tudo por mim e eu sempre me senti aceito nessa família, nem posso contar quantas vezes já te agradeci por isso.
— Me sinto da mesma maneira, filho, você sabe. — sua voz suave não escondia a emoção e orgulho por trás de suas palavras. — Um filho que eu nunca tive, mas você é meu filho, Edward.
— Oi? Eu devia me ofender com isso? — Emmett murmurou.
— O filho inteligente que ele nunca teve Emm. — Bella provocou. — Inteligente e bonito, apenas não leve para o lado pessoal.
— Um segundo filho que eu nunca tive, melhor, querido?
— Sim, papai, obrigado. Eu também te amo.
Todos riram.
— Eu te acho inteligente e bonito, Emmett. Você é o Swan mais inteligente e bonito, vem cá, vem. — chamou-o como uma criança e abriu os braços; o grandão riu, mas foi sentar ao seu lado no sofá, passando um braço sobre seu ombro e pousando a outra mão sobre sua barriga, beijando sua têmpora. Rose sussurrou apenas pra ele: — Agora fica quietinho e bonito, pronto para perder mais alguns dólares.
— A questão é — Edward continuou parando de rir. — Eu não esperava que você estivesse aqui hoje, sinceramente, mas pretendia ir a Forks com a Bella no final de semana e fazer o que vou fazer agora, mas é bom que o senhor esteja aqui. Que todos estejam, na verdade. Essa semana foi a melhor semana de toda a minha vida e eu quero ter isso pra sempre. — olhou para Bella. — Por mais que eu queira apenas arrastá-la para Vegas e então me casar com você, eu acho que temos que fazer as coisas direito, ajustar alguns detalhes das nossas vidas aqui no mundo real antes desse passo importante, que vai acontecer, ser dado.
— Isso é uma promessa? — Bella sussurrou com os olhos marejados.
— Definitivamente. Eu vou me casar com você, Isabella Swan. Mas por enquanto, eu ficaria muito satisfeito se você aceitasse sair comigo o tempo todo sendo minha namorada... — Edward pegou no bolso interno de seu paletó uma caixinha aveludada vermelha e abriu. — Apenas um título mais formal, namorados, porque minha você já é.
Bella ofegou, piscando e sentindo as lágrimas escovar suas bochechas. O anel era lindo e delicado, parecia ouro branco com uma delicada pedra de diamante sobre ele, muito feminino e suave, era uma das coisas mais lindas que já tinha visto durante toda a vida.
— E claro que quero pedir a permissão do senhor, Chefe, como pai, e do Emmett, como irmão mais velho, pra namorar sua filha e, muito em breve, me casar com ela.
— Eu sei muito bem o que eu e Rose fizemos quando ficamos isolados naquela casa durante mais de uma semana e vocês também podem imaginar, dado o resultado — Emmett disse acariciando a barriga da esposa. — Então, acho que pôr um anel no dedo da minha irmãzinha é o mínimo que você pode fazer, cara.
— Emmett! — Rosalie o repreendeu com uma cotovelada.
— Au, Rose, um dia você vai acabar quebrando uma costela minha com essas suas cotoveladas, porra, mulher.
— Agradeça por eu não estar cotovelando as joias da família.
— Tudo bem, tudo bem. — Emmett se levantou, se aproximando de Edward e Bella. — Estava brincando, ou não. — riu. — Mas sério agora. A Bella é minha irmãzinha, cara, e eu a amo muito, você sabe. Dado a quantidade de caras que eu já soquei e espantei durante todos esses anos, acho que você sabe que eu jamais deixaria um homem que não fosse totalmente de minha confiança colocar a mão nela, certo? Porque eles nunca cuidariam dela como ela merece e porque nenhum deles era bom suficiente pra ela. Mas você... — sorriu. — Eu sei que você vai cuidar dela com a sua vida, mesmo não sendo bom suficiente pra ela. E não leve para o lado pessoal, porque você é meu melhor amigo, meu irmão, eu te amo e tenho um puta orgulho de você, você seria acima do bom pra qualquer outra, mas é a Bella, ninguém nunca será bom suficiente pra minha irmãzinha, porque ela é malditamente especial e preciosa demais, mas você já sabe disso.
— Eu sei irmão, acredite, eu sei. — Edward suspirou com um sorriso.
— Mas você tem minha benção, então venha cá me dá um abraço, cunhadão! — Emmett gargalhou. Eles baterem fortemente a mão no ar e se puxaram para um abraço apertado, com Edward ainda segurando a caixa com o anel em uma mão, mas sem deixar de dar os tapinhas nas costas com a outra.
— Obrigado por confiar em mim, irmão.
— Você é um filho da puta sortudo, você sabe disso também, né?
— Eu tenho pensando isso desde o maldito momento que a tive nos meus braços pela primeira vez, cara.
— Ei — Emmett o empurrou. — Sem detalhes, por favor, ela ainda é minha irmãzinha.
Edward riu.
— Eu não daria detalhes mesmo que não fosse, cara.
— Filho da puta mentiroso. — Emmett gargalhou.
— Você me conhece bem. — rindo junto, eles bateram os punhos no ar.
— Agora vai lá e enfrenta o Chefe Swan. Boa sorte.
Sim, o Chefe Swan. Charlie Swan, pai de Bella e como um pai para ele, mas era o pai verdadeiro dela. Além disso, ex-fuzileiro naval, chefe de polícia de Forks, com uma arma carregada e licença para atirar. E provavelmente sabia todos os lugares em que um tiro podia ser fodidamente doloroso, mas não letal, assim como podia esconder um corpo pelas densas florestas de Forks sem levantar suspeitas. Bem, agora tinha que enfrentar o Chefe Swan. Engoliu seco.
— Chefe? O que você me diz?
— Eu digo... — Charlie estava sério, encarou Edward alguns instantes, depois Bella, então ele novamente, abrindo um sorriso lentamente. — Finalmente, hein?
Edward suspirou aliviado e sorriu.
— Meus filhos são o que eu tenho de mais precioso nessa vida, Edward. Os que eu tive biologicamente, o Emmett e a Bella, assim como os que eu meu coração adotou pelo caminho, você e a Rose. Assim como eu sabia que não havia ninguém melhor para cuidar do Emm que a Rose, também sei que não há ninguém melhor e mais merecedor da Bells, do que você. Sei que você vai cuidar, valorizar e amá-la como minha garotinha merece. E também sei que ela vai fazer o mesmo com você, assim como você merece e sempre mereceu. Se isso é o que vocês querem, vocês tem minha benção.
Edward soltou uma respiração profunda, engolindo o nó das lágrimas.
— Obrigado, Chefe. De coração... Muito obrigado.
Caminhou até Charlie e o abraçou forte, tomando respirações profundas e olhando para o teto, controlando as próprias lágrimas.
— Eu tenho muito orgulho e amo você, filho. Muito. E sempre. — Charlie disse batendo em suas costas, com a voz embargada pelas lágrimas.
— Tudo graças a você, Charlie. Obrigado. — saiu do abraço dele, segurando-o pelo ombro. — Obrigado... Pai.
Charlie sorriu.
— Se você me fizer chorar, eu juro que te dou uma coça também, Edward. — ralhou sério, mas logo riu. — Agora vai lá. A pessoa mais importante disso tudo ainda não disse sim e o anel ainda está na sua mão. Boa sorte.
Edward assentiu rindo e virou-se para Bella. Ela observava tudo com as mãos trêmulas sobre a boca, seus olhos brilhavam e as lágrimas desciam descontroladamente por seu rosto já ensopado.
— E então bebê, o que você me diz? — se aproximou com a caixinha aberta novamente. — Eu já tenho a benção do seu pai, do seu irmão mais velho, a da Rosalie não importa-
— Hei!
— Estou brincando, eu já sei que você me abençoa e apoia, mas também vai cortar minhas bolas e me fazer engolir se eu machucar a sua melhor amiga.
— Exatamente. — Rosalie piscou para ele. — Esse é o espírito.
— Eu preciso da sua resposta. Você aceita ser minha?
— Eu já sou sua. — Bella sussurrou, sua voz saiu ainda mais rouca e abafada pelas mãos sobre a boca. Edward sorriu divertido.
— Eu sei, porque eu te disse depois que você aceitasse ser minha naquela praia, sob aquela tempestade, eu não estaria te deixando ir nunca mais, e eu realmente quis dizer aquilo, então, você aceita colocar um pouco de formalidade nisso tudo, pra que o resto do mundo saiba o que eu já sei há muito tempo, que você é minha? Aceita ser minha namorada, com o meu anel em seu dedo e todos os outros exageros, romantismos, cafonices e idiotices que ser namorados vai me permitir?
Bella riu, tirando a mão do rosto e secando-as nervosamente no vestido.
— Sim, Cullen. Eu sou sua e aceito ser sua namorada, com todos os exageros, romantismos, cafonices e idiotices que ser namorados vai nos permitir. — riu novamente, com o coração acelerado e peito parecendo prestes a explodir de tanta felicidade.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Edward tirou o anel da caixinha e a jogou no sofá, pegou a mão trêmula e fria de Bella, deslizou o anel em seu dedo e beijou. Olhando em seus olhos, ele levou a outra mão a sua bochecha.
— Eu amo você, namorada... Eu amo você, bebê.
— Eu amo você, namorado... Eu amo você, Cullen... — sorriu. — Edward.
Suas bocas se encontraram em um beijo suave.
— Yeaaaah, mais uma! — Rosalie gritou, interrompendo-os. — E pelas minhas contas, nisso tudo, foram umas três consecutivas.
— Nem pensar, garotinha. — Charlie resmungou.
— Pode cortando essa Rosalie. — Emmett também. — Isso não valeu.
— O que foi agora? Vocês querem parar de apostar cada maldito detalhe da minha vida? — Bella rosnou para os três.
— Quer me dizer o que vocês tanto apostam?
Rosalie gargalhou.
— Sabíamos que essa semana de vocês mudaria alguma coisa, mas não sabíamos a que ritmo. Eu tinha fé que vocês não seriam estúpidos e lentos, então apostei que daria certo. Começamos apostando que vocês chegariam juntos, esses dois acharam que Bella não deixaria que o Edward desse toda essa volta para buscá-la, mas eu sabia que Edward seria o perfeito cavalheiro de sempre e insistiria, e eu ganhei. Então Emmett disse que se você continuaria o chamando apenas de Cullen, mesmo depois de ficar juntos, eu disse que não, mas esses dois achavam você é durona e birrenta demais, só o chamaria de Edward em particular ou com o tempo, eu apostei que você o chamaria de Edward hoje, e eu ganhei. Hum... Qual a outra mesmo? — Rosalie olhou vitoriosa para o marido.
— Anunciar que estão juntos.
— Isso! — ela riu. — Charlie apostou que quem faria o anúncio hoje era o Edward; Emmett apostou que não teria anúncio, vocês iriam levar as coisas normalmente; e eu apostei que seria a Bella, simplesmente diria que estão juntos e tentariam levar as coisas normalmente, e eu ganhei. Eu apostei que teria um pedido de namoro oficial com direito a anel, eles dois não acreditaram, essa eu não gritei pra não estragar o momento, mas eu ganhei também. E a última foi um beijo na frente de todos, para selar o momento e aconteceu, ou seja, ganhei também. Ou seja, estou... Vamos fazer as contas... Cinquenta dólares por cada aposta, cinco apostas, multiplicado por dois... Podem preparar as carteiras, queridos, porque hoje a mamãe acabou de ficar quinhentos dólares mais rica. — Rosalie gargalhou batendo palminhas.
— Isso não foi um beijo, por favor, não foi válido.
— Nem comece Emmett, beijo é beijo. Nunca dissemos que tinha que ter muito movimento sublingual e troca de saliva, apenas beijo, boca na boca, me dê os duzentos e cinquenta dólares que você perdeu, me ajude a levantar e vamos jantar. — Rose bufou e Emmett obedeceu à segunda parte, pegou uma mão dela e a outra nas costas, ajudando-a se levantar.
— Você roubou Rosalie. Você sabe disso. — Edward disse rindo.
— O que?
— O que mesmo? — Emmett virou-se rapidamente para o amigo.
— Ela sabia do anel. Estávamos juntos quando passei por ele. Eu não sei como, mas você sabia.
Rosalie estreitou os olhos.
— Traidor.
— Isso não vale Rose, você acaba de perder cem dólares meu e cem do meu pai, duas apostas foram canceladas; uma você roubou e a outra não valeu.
— Você é um péssimo perdedor, Emmett Swan.
— E como assim ela estava com você? — Bella franziu o cenho.
— Eu comprei esse anel há quase dois anos, bebê. Estava com Rosalie em uma joalheria, ela estava comprando um novo par de brincos ou-
— Era uma gargantilha e um bracelete.
— Que seja. Ai eu vi o anel e simplesmente achei perfeito.
— Ele ficou babando nesse anel, quando eu estava experimentando os braceletes, ele pediu para ver o anel em mãos e os olhos dele brilhavam como os do Emmett brilham quando vê um grande balde de frango frito. — eles riram da comparação, mas Bella entendeu, porque Emmett simplesmente amava frango frito. — Eu fui atrás dele e disse "esse anel não seria perfeito para Bella?", ele sorriu e suspirou um "sim", depois percebeu o que tinha dito meio "o que?".
— Tá, mas como você sabia que ele comprou? — Emmett perguntou confuso.
— Enquanto eu pagava, eu posso meio que ter deixado meu telefone com a atendente e dito que era noiva do Edward, que estava achando que ele estava tendo um caso, então pedi pra ela me ligar caso ele voltasse e comprasse o anel, assim eu saberia se ele comprou pra mim ou uma amante. E ela me ligou no mesmo dia e disse que você comprou pra mim, era certeza.
Bella se virou para Edward, surpresa.
— Eu sabia que você e Rose tinham o mesmo tamanho, porque vivem usando joias uma da outra, eu voltei lá no mesmo dia e comprei pra você. Eu disse à atendente que era uma surpresa para minha mulher que esteve comigo lá, por isso tinha que ser o mesmo tamanho. E agora entendo porque ela me ajudou com um sorriso enorme e disse que Rose tinha sorte. — Edward riu, então ergueu a mão dela e beijou sobre o anel. — Eu comprei isso há quase dois anos e guardei esse tempo todo porque sabia que só tinha uma pessoa que eu queria que o usasse. A unica pessoa que eu pensei quando o vi... Você.
— Eu amo tanto você, Edward. Obrigada. — acariciou o rosto dele. — Bem, mesmo que a Rose nunca tenha me dito nada disso — ela fungou, usando um tom mais acusador, mas riu logo depois. —, acho que ela é uma boa amiga para nós e merece ganhar essa aposta, você não acha?
— Com certeza, bebê.
— Então, beije-me, namorado.
Sorrindo, eles fundiram suas bocas em um grande e apaixonado beijo, ouvindo atrás os gritos de comemorações de Rosalie, os protestos de Emmett e a risada de Charlie. Se antes achavam que as coisas estavam perfeitas, agora estava vários níveis acima da perfeição... Mais que perfeitas, como sempre sonharam.
— Tudo bem, tudo bem, isso é tudo muito lindo e romântico, mas a Noelle está com fome. E ela não pede quando está com fome, ela me chute. E se ela continuar me chutando, eu vou chutar vocês, então, vamos jantar, por favor. — Rosalie choramingou.
Todos riram. Edward e Bella riram entre o beijo, para logo separar suas bocas e passar a um abraço, com ele beijando o pescoço dela, sussurrando que a amava e escutando que também era amado.
— Homens na frente, Bella atrás, eu quero falar com a minha melhor amiga. Vamos, vamos, garotos.
— Jesus, como ela é mandona. — Charlie resmungou.
— E quando eu digo isso, o senhor bate na minha cabeça e diz "não fale assim com a sua esposa Emmett Swan, eu criei melhor do que isso e ela adorável", cadê a adorável agora? — Emmett ironizou, seguindo o pai para a sala de jantar.
— Está em baixo todo o peso extra, pés inchados, dor nas costas e seios dolorosamente sensíveis por causa da gestação da sua filha, Emmett Swan. — Rosalie rebateu no mesmo tom.
— Saiba que eu ainda te acho uma linda Ferrari.
— Para de me adular e vai também, Cullen.
— Sim, senhora.
Bella apenas riu. Eles trocaram um beijo rápido, ele beijou seus cabelos e para a sala de jantar também.
— E entãããão, me conta tudo. — Rose disse empolgada, batendo palmas.
— Você não estava com fome e sendo chutada?
— Eu só quero saber que coisa é essa de na praia, sob uma tempestade, ele não te deixando ir nunca mais, bem, essa semana foi boa, suponho. — agitou a sobrancelha, maliciosa.
— Na verdade, melhor do que qualquer um imagina. — riu. — Obrigada pelo que você fez, quero dizer... Foi incrível.
— Oh menina, eu leio alguns bons livros e tenho uma imaginação pervertidamente fértil, então, acredite, eu imagino. — Rosalie brincou. — Além do mais, você está linda, Bella. Você está inacreditavelmente linda.
— Para com isso e vamos jantar. — corando, se aproximou da amiga e pegou sua mão, pronto para puxá-la, mas foi parada.
— Olha pra mim, Bella. Eu estou sendo sincera, você está linda, ainda mais linda, sabe por quê?
— Tudo bem — suspirou em rendição. — Por que, Rosie?
— Porque você está feliz e amada. Nem a melhor maquiagem com o maior maquiador pode ter esse efeito em uma mulher.
— Sabe... — riu nervosa, sentindo estranhas lágrimas aquecerem seus olhos. — O Edward me faz sentir linda.
— Viu? É exatamente como o Emmett me faz sentir. É assim que o homem certo pra você sempre vai te fazer sentir, além de linda, apreciada, feliz e amada. É assim que se sabe que é a pessoa certa; não é sobre a aparência ou o que ele pode te oferecer, é sobre como ele te faz sentir.
— Então Edward é a pessoa certa. — Bella sorriu, cedendo as lágrimas.
— Bingo.
— Eu odeio quando você vem toda doce e filósofa e me faz chorar, Rosalie, que saco. — secou as lágrimas rapidamente.
— Eu também chorando. Mas ao menos eu posso por a culpa dos hormônios, sua chorona. — fungou, rindo com lágrimas também. — Ah, e sabe outra coisa que faz uma mulher fica iluminada e linda?
— Uma gravidez?
— É, isso também. Mas é o orgasmo fruto de um bom e espetacular sexo. Nada mais lindo do que uma mulher feliz, amada e bem comida.
Bella gargalhou.
— Você é uma cadela.
— E você me ama, então beije minha bunda, cunhadinha.
— Eu amo mesmo, Rose. Obrigada por ser a melhor amiga do mundo. — abraçou-a desajeitadamente pela grande barriga entre elas, mas foi um dos melhores abraços do mundo.
— Eu também amo muito você, Bells. E não pense que vai conseguir fugir, ainda vou querer todos os detalhes sujos e os doces dessa sua semana maravilhosa de amor e sexo com Edward Cullen.
— Você poderá ler todos no meu próximo livro cunhadinha. — beijou estaladamente o rosto de Rosalie, saiu de seus braços e foi rindo para a sala de jantar.
— O que? Eu não posso esperar tanto, Isabella Swan! — Rose resmungou, mas então sorriu e acariciou a própria barriga. — Viu bebê? Eu disse que ia juntá-los, eu disse que não ia deixar minha bebezinha linda ter padrinhos idiotas e separados, sua mamãe é demais. Quem é demais, Noelle? Quem? — a bebê chutou, como se respondesse e Rosalie gargalhou. — Isso, a mamãe!
— Rosalie, para de falar com sua barriga e venha jantar logo! — Bella gritou. Rindo, Rosalie foi.
. . .
O jantar foi um evento agitado e maravilhoso.
Em parte, por comerem um delicioso jantar feito totalmente de Charlie. Todos ali assumiam que Charlie era o melhor cozinheiro que existia no grupo – não por fazer pratos requintados, mas por colocar o próprio tempero e um gostinho de lar em cada prato, por mais clichê de comercial de tempero isso soasse. Era o que Bella, Edward e Emmett comiam após um dia na escola ou no final de semana, depois de um dia inteiro brincando; era o que Rosalie foi introduzida quando conheceu os meninos na universidade e foi acrescentada na família; claro que Edward estava ficando tão bom quanto Charlie, mas era uma exceção, já que Emmett não podia cozinhar nem pra salvar a própria vida, Rosalie e Bella cozinhavam o básico e seguindo receitas a risca, mas a comida de Charlie era a “comida do papai, receita especial de Charlie Swan”, tornava tudo infinitamente melhor.
E a outra parte, era por estarem em um jantar em família. Depois de quase um mês separados, conversando por telefone, era bom estarem juntos novamente. Era um “passe isso”, “eu quero mais”, “vai pagar a conta”, “mastiga de boca fechada” e tudo mais que era típico em suas refeições juntos, regado a muita conversa e risadas. E claro, muita provocação com o novo casal, fazendo Edward rir e Bella corar.
E no final, antes da sobremesa – uma linda e apetitosa cheesecake de morango, que já estava na mesa e pronta pra ser servida –, Charlie parou para um brinde. Todos com suas taças erguidas, todos tomando suco de uva por causa de Rosalie; não que fosse por solidariedade ou ao menos opção de alguém, ela apenas proibiu qualquer bebida em sua casa já que não podia beber pela gravidez. Então ergueram as taças com suco e Charlie limpou a garganta.
— Sem discursos grandes porque eu quero cheesecake, pai. — Emmett resmungou.
— Sem discursos longos, só quero... — riu. — Um brinde nossa família, finalmente unida como deve ser. Eu acredito piamente que tudo tem o seu tempo e uma razão para acontecer; todos nós passamos por algum momento difícil e que parecia ser o fim, mas continuamos em frente e estamos aqui hoje, então se tudo o que aguentamos e passamos para chegar até aqui foi necessário para termos esse final juntos e felizes, eu acho que temos que valorizar e brindar o que temos agora. Eu sou homem muito feliz e orgulhoso de todos vocês, por crescerem pessoas tão... Espetaculares e especiais, como são. Assim como sou feliz pela felicidade de Emmett e Rose juntos, e em breve nossa pequena Noelle, eu também sou muito feliz por vocês dois, por finalmente terem encontrado o caminho um para o outro. Então... — limpou a garganta novamente, controlando as lágrimas. — Um brinde a nossa família.
— A nossa família! — os quatro disseram em uníssono, erguendo suas taças.
Depois de beberem seus sucos, Edward se inclinou e beijou Bella suavemente, assim como Emmett fez com Rosalie. Charlie, na ponta da mesa, pegou as mãos de suas duas garotinhas e as beijou, recebendo sorriso em troca.
— E agora família, ao cheesecake, uhul! — Emmett comemorou como uma criança feliz erguendo o garfo, fazendo-os gargalhar.
. . .
http://www.youtube.com/watch?v=Xp-6GFFBVw8
Let me take you there — Plain White T's
Com Edward lavando a mão louça na cozinha, Charlie guardando as sobras do jantar, Rosalie, Emmett e Bella esperavam na sala. Rose deitada com os pés no colo do marido, recebendo uma massagem e pronta para ir dormir – era incrível o quanto se cansava fácil naqueles últimos dias –; enquanto Bella deitada de lado na poltrona, descalça – já tinha largado o salto logo durante o jantar, tinha um limite mínimo de minutos em um salto, ainda mais se estivesse em casa, não era como Rosalie que estava surtando por, obviamente, não poder usar um bom salto há meses.
— Me deixa em paz, Emmett, que saco! — Bella bufou pela milésima vez, enquanto o irmão ria. — Pai!
— Emmett! — Charlie rugiu da cozinha.
— Eu sou um homem casado, não deveria estar levando repreenda do meu pai.
— Bem, então se comporte como um homem casado e me deixa em paz. — Bella ironizou.
— Eu só perguntei se você não estaria grávida também, quer dizer, uma semana sozinhos, por mais nojento que seja pensar, o Edward é meu Daniel-San, pode não ser tão bom quanto eu, mas deve ter aprendido alguma coisa comigo.
— Rose, você vai ficar muito triste em ficar viúva?
— Hum... Ele tem um bom seguro de vida, muita coisa pra me deixar, mas... Eu acho que vou, Bella.
— Você acha?
— Tudo bem, ursão, deixe sua irmãzinha em paz. — Rose disse séria. — Até porque, se ela estiver grávida, em breve veremos e saberemos exatamente quando foi concebido o bebê.
— Vocês dois são perfeitos um para o outro, sério, perfeitos. — bufou, fazendo o irmão e a cunhada gargalharem juntos. — Idiotas.
— Ei, ei, o que vocês estão fazendo com a minha bebê? — Edward voltou para sala. Agora sem o paletó e as mangas arregaçadas.
— Sendo uma completa dor na minha bunda. — choramingou com um adorável beicinho.
Edward riu, mas estava com o interior tão derretido como marshmallow no fogo. Passando por trás do sofá grande, deu um tapa na cabeça de Emmett e foi para sua namorada – e como era bom até mesmo pensar aquela palavra, namorada! –, que se levantou, e tomou seu precioso rosto entre as mãos, beijando suavemente seus lábios.
— Ugh, eca! — Emmett resmungou grosseiramente, fazendo sons de vômito, enquanto Rosalie ria.
— Vocês dois são realmente uma dor na bunda. — Edward bufou. Sentando na poltrona e puxando Bella para seu colo, e ela se ajeitou de lado, jogando os braços ao redor de seu pescoço, acariciando o cabelo acima de sua nuca.
— Só estamos comentando sobre a gravidez.
— Que gravidez? — Charlie voltou para a sala e disse ao mesmo tempo em que Edward. E Charlie continuou: — Você está grávida?
— Não! — Bella se defendeu rapidamente.
— Ela não sabe, pode ser muito cedo. — Rosalie argumentou. — Eu só descobri no segundo mês.
— Eu não estou grávida, quer parar de dar corda ao seu marido?
— Ela não está me dando corda, só estamos constatando uma possível realidade causada por um ato sexual desprotegido, um bebê. Então eu acho bom não estar mesmo, esse tipo de coisa só depois do casamento. — Emmett bufou.
— Primeiro, para de falar difícil porque você não está em uma audiência, coisa bizarra. E segundo, quer ter a pachorra de dizer me dizer que você e Rosalie só fizeram sexo depois do casamento? — Bella gargalhou sarcástica. — Vocês são os prováveis descendentes mais próximos de Sodoma e Gomorra, devem ter trepado no primeiro dia de relacionamento, então, me deixa em paz.
— Foi na primeira semana. — Rosalie se defendeu. — Não primeiro dia. Foram sete dias esperando. Só pra dizer.
— E quem aqui está falando de sexo? Eu quis dizer o bebê. Nosso bebê veio só depois do casamento.
— Vocês dois parecem criança, sabia? Jesus Cristo. — Charlie bufou, olhando para os filhos. — Não importe quantos anos tenham ou se estão no colo do namorado ou massageando os pés da esposa grávida, tem que implicar um com o outro?
— Ele começou! — Bella gritou.
— Eu só queria saber se vinha um sobrinho por ai, você que ficou toda doída! — Emmett gritou de volta. — Agora que perdeu seu alvo de provocações para o amor, quer me pegar pra Judas.
— O que? Você começou fazendo de hoje o dia de irritar a Bella.
— Bem, não pode ser sempre o dia de irritar o Edward, né? — Emmett sorriu de lado, então gargalhou.
— O que você tem de grande, tem de estúpido. — Bella bufou e virou o rosto para o Edward, beijou-o rapidamente e enterrou o rosto em seu pescoço, sentindo uma mão dele acariciar sua coxa e outra suas costas.
— Deixe-a em paz, Emmett. — Edward mandou superprotetor.
— É, Emm, deixe a bebê em paz, além do que, eles terão muita coisa para se preocupar e ajeitar antes de pensar no primeiro bebê. — Rosalie disse divertidamente sugestiva.
— Rosalie está certa. Eles têm muito que construir e cuidar antes de trazer uma criança ao mundo. Um casamento, por exemplo. — Charlie lembrou.
— E então um lugar onde eles vão morar, porque eles têm gostos, hum, imobiliários bem diferentes. — Rosalie acrescentou.
— E como Edward vai aguentar uma vida dormindo ao lado da Bella e seu falatório noturno. — Emmett provocou rindo.
— Faz eles parar — Bella sussurrou no pescoço dele, escondendo o rosto dos outros. Edward riu.
— Quem dera eu pudesse. — sussurrou apenas para ela, enquanto os outros estavam preocupados demais citando tudo que tinham que se preocupar para terem uma relação e um filho. — Mas pense por esse lado, aguente só mais algum tempo e seremos apenas nós dois.
— E a minha surpresa? Então me anime um pouco, conte a surpresa, vai.
— Tudo bem. Vem cá. — Bella se ergueu um pouco e ele afastou o longo cabelo de seu pescoço para que pudesse sussurrar em sua orelha: — Eu, você, no meu quarto. Algumas velas, algumas pétalas de rosa, alguns morangos e champanhe... E eu vou te amar a noite inteira, namorada.
Bella sorriu, sentindo um arrepio delicioso percorrer todo o seu corpo e todo o resto do mundo ser ignorando. Eram apenas os dois dentro da bolha particular de amor.
— Isso me soa muito melhor do que aguentar esse povo no momento 'todos unidos para irritar a Bella'. Vamos agora?
— Se formos agora, nunca termos sossego, você sabe.
— O que vocês tanto sussurram, hein? — Rose perguntou curiosa.
— Eu sei. Saco. — Bella bufou e disse alto: — Não interessa a vocês! — e sussurrou ao pé do ouvido dele: — Então é melhor a gente ficar, né?
— Sim, ficar. Mas não por muito tempo. Só mais um pouco, então vamos ficar juntos. Mas sabe, aquela minha proposta ainda está de pé.
— Que proposta?
— Eu conheço um lugar que podemos ir e ficar juntos, fazer aquelas coisas que queremos e virar nossos corações ao avesso, deixa eu te levar lá?
Bella riu, se lembrando daquelas palavras.
— Pode me levar. E se não der certo, apenas me sequestre.
— Então eu te levo.
— A qualquer lugar que você for? — Bella sussurrou.
— Não vejo como poderia fazer de outra maneira. Eu vou com você ou te levo comigo. E então nós ficamos juntos... Sempre.
Ela se ajeitou em seu colo e olhou em seus olhos. Emocionada, com o coração batendo tão forte que tinha quase certeza que ele podia ouvir.
— Perfeito. — sorriu e se inclinou para ele, juntando suas bocas e disse sobre ela: — Eu amo você... Edward.
— E eu amo você, Bella. Tenho te amado por um longo tempo e sempre vou amar, bebê. — e se beijaram, prontos para irem juntos.
We can go there now cause every second counts, girl just let me take you there, take you there.
Notas finais
E então, o que acharam?
Como eu tinha sentido falta de escrever capítulo com muito da minha Rosalie, meu Charlie e meu Emmett; eles enchem o saco, mas quem não ama, huh? E também muito Beward casalzinho lindo, mas sem perder a essência deles. Sou a autora, mas posso amar a história e os personagens tbm flw? Já tô com saudades, como lidar? ç.ç kkkkk
Mas é isso ai, espero que tenham gostado tanto quanto eu e muito obrigado por terem me deixado levar vocês comigo nessa fanfic. Bem... Eu vou ficar sentimental enchendo vcs de agradecimentos, mas acho que cês já sabem o quanto sou grata né? Cada recomendação e review, cada leitora linda e fofa - inclusive as muitas (muitas mesmo) fantasmas - que deixaram que eu as levasse até o Cullen e a Bebê, junto com a Gueixa e a Cética, e curtiu essa semana de novas experiências e descobertas. Apreciaria se todas aparecessem nesse último post com algum review, uma consideração final, qualquer coisa será bem-vinda.
E como toda minha fic tem algum tipo de lição de moral no final (ou qualquer merda do tipo), vou passar a lição dessa e escutem bem a titia Candy, otei? Se você assumir o controle e arriscar, coisas boas podem acontecer, porque, ás vezes, apenas o medo e a insegurança ficam entre você e a sua felicidade; e mesmo se o resultado de arriscar não for tão bom, lembre-se que sempre se pode recomeçar e arriscar de novo. Sei que a felicidade não vai ser um Edward Cullen quente como o inferno todo cheio de amor e sexo espetacular pra dar, mas pode valer tão a pena quanto isso Falei bonito, né? KKKKKKKKK s2
Agora, antes de qualquer reclamação, meu aviso, esse epílogo pode ter duas funções: 1) deixar algumas coisas em aberto pra que vocês fecham como quiserem, imaginando o futuro e tudo mais do jeito que as fizer feliz. 2) me dá a liberdade de voltar e postar alguns bônus, cena extra ou qualquer coisa, se eu quiser; só ai desse capítulo já pode rolar dois outakkes o que rolou na ligação e o que aconteceu na casa do Edward, vão querer? kkkk E como eu ainda não decidi se vou continuar ou o que vou fazer, só fiquem de olho no meu perfil; e eu tbm voltarei - quer dizer, vcs ainda querem ler algo meu? pff não se cansem de mim ): KKKKKKKK Mas sério, quem quiser ser avisada quando eu postar algo novo, só deixar um aviso no review e eu aviso por MP quando começar.
E é isso ai, chega de falar. Obrigada por tudo ai; desculpa qualquer coisa (que coisa de pobre hein) e não se esqueçam de comentar, weeee. Até uma próxima. Beijooooooooooos, s22
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