Let Me Take You There
7 06.5 #OUTTAKE.
Notas iniciais
Bem.. Se essa fic tivesse um DVD, isso iria para o especial de 'cenas excluídas' e pertence ao capítulo seis KKK É basicamente Edward em dois momentos de 'discussão mental'.
E esse bônus vai ser dedicado totalmente a Daniela Osório. Guria que já acompanha minhas fics há tempos né? (Coragem! KKKK) Em seu ultimo review ti comentou: "E só de imaginar o Edward a observá-la a fazer caretas enquanto tinha uma discussão mental dá-me muita vontade de rir!" então, como eu tinha começado a escrever e retirei do capítulo, resolvi terminar de escrever e postar.
Espero que todas apreciem. Talvez seja bobinho, talvez tenha comédia, mas é interessante o olhar do Edward e reações dele.
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CENA 1.
Cullen assistindo a bebê, Bunda-Bonita, em sua discussão interna.
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Edward foi acordando lentamente. Obviamente sonolento. E porra, infinitamente satisfeito. Porra... Se pudesse, seu pau poderia cantando e dançando com suas bolas secas. Provavelmente seria Gangnam Style – e maldito Emmett por ter lhe apresentado aquele maldito e viciante clipe viral coreano. Mas no geral, tinha sido o melhor momento de sua vida, definitivamente. O fazia querer dançar, pular, cantar e gritar para o mundo inteiro: Minha. Isso é errado? Bem, foda-se.
Muitas doses de Bella, ele podia ter tido uma overdose que ainda assim morreria satisfeito. E não apenas pelo sexo, por melhor que tivesse sido o sexo – e olha que estava há muito tempo sem fazê-lo e definitivamente tinha sido o melhor de sua vida –, tinha que confessar que o melhor tinha sido dormir abraçado a ela. Caralho. Adormeceu com um sorriso pateta nos rosto e não lamentava nenhum pouco.
E seu primeiro instinto naquela manhã foi tentar apertar Bella em seus braços, se aconchegar nela e sentir o delicioso cheiro de morango de seus cabelos, com o calor de seu corpo ao dele, ter um pouco mais daquela deliciosa sensação que nunca seria suficiente. Mas que inferno... Cadê?
Abriu os olhos surpreso e assustado. Merda. Quase sentiu vergonha de si mesmo por se comportar como uma maldita mulher insegura com a ausência de Bella nos braços, mas então respirou aliviado ao vê-la sentada na cama.
E sua ereção matinal inchou e cresceu mais alguns centímetros com a visão. Ela estava sentada ao seu lado, bem na beirada da cama, perdida nos próprios pensamentos. E nua. Encarou-a por alguns segundos, ela nem percebeu que ele tinha acordado e a observava. Edward quase riu, Bella estava em uma discussão interna.
A primeira vez que tinha presenciado isso foi na adolescência, estava na casa dos Swan com Emmett – algo que não era novidade – e foi para a cozinha, lá estava Bella. Parada no meio da cozinha, encarando o vazio, uma sobrancelha erguida e o nariz franzido, então começou a fazer caras e bocas, como se alguém a ofendesse e ela tivesse que retrucar, era estranho, engraçado e bonitinho. Naqueles tempos ainda lutava contra a fodida atração que tinha por Bella, quer dizer, ela era uma adolescente de quinze anos e parecia errado ter desejos pela irmãzinha de seu melhor amigo – quem dirá se masturbar pensando em seu atraente traseiro redondinho e arrebitado, assim como seus pequenos e aparentemente deliciosos seios, porra, fazia-o sentir a droga de um pervertido. Então agitou a mão no rosto de Bella, tentando fazê-la voltar à realidade, Emmett veio para a cozinha logo depois e disse rindo: “Ih, nem adianta, quando a Bella para do nada e encara o vazio assim é porque está no meio de alguma discussão com as outras versões dela; sempre quis convencer nosso pai a levá-la no médico, mas ele achava bonitinho vê-la com o nariz franzido, ela é retardada ou mentalmente fodida, talvez os dois, não sei”. Edward riu e se acostumou, já tinha presenciado vários desses momentos, mesmo que ela não soubesse. E ele pagaria o que fosse para poder apenas ler seus pensamentos nesses momentos, devia ser o melhor entretenimento existente.
Os olhos dela estavam arregalados – na sua discussão interna mental, alguém deve ter dito algo assustador, espantoso.
Céus, Edward daria seu lindo e adorado Volvo – e olha que tinha um amor e ciúmes fodido do bendito carro – apenas para escutar naquele momento os pensamentos dela, como o personagem principalmente de uma série de livros ou filmes de romance adolescente. Será que Bella discutia mentalmente por ele?
Bella piscou forte, talvez voltando à realidade, mas continuou encarando o nada e logo seus olhos se perderam no vazio de novo. E ela ergueu as sobrancelhas, enquanto os lábios quase se tornaram um sorrisinho – tinha acabado de usar seu sarcasmo na discussão mental. Ele conhecia sua cara de sarcasmo como as próprias bolas. E o fazia querer rir, puta merda, nem mentalmente ela deixava todo o humor ácido de lado, essa era sua Bella.
Ela respirou fundo e começou a assentir. Agitou a cabeça negativamente algumas vezes e assentiu novamente, como se estivesse entrando em algum acordo mental.
Edward mordeu o lábio inferior controlando a vontade de rir. Quem era mais estranho? Ele, por assistir, ou ela, por estar discutindo mentalmente e tendo reações físicas? Foda-se, ela era tão adorável. E foda-se, ele podia usar a maldita palavra adorável, era Bella, e ela era adorável. E ele jamais permitiria que Emmett soubesse que ‘adorável’ era uma palavra tão presente em seu vocabulário.
Os olhos de Bella se arregalaram, então ela começou a corar, no mesmo instante que seus mamilos começaram a se enrijecer e ela contraiu a barriga, como se contraísse a própria intimidade... Puta merda, ele não podia acreditar. Ah Bella, Bella, Bella, você está excitada.
Edward apostava as próprias bolas que ela estava pensando perversões. Tendo pensamentos salientes nua em sua cama. Caralho, seu pênis estava cada vez mais duro, quase dolorido. Ela ainda estava nua e tendo pensamentos pervertidos, com ele nu ao seu lado? Seu ego sorriu, definitivamente, era com ele. Quer dizer, ele tinha sido bom pra ela, certo? Não tinha maneira que ela pudesse estar tendo fodidos pensamentos eróticos com outro pau, certo? Oh pare de ser um marica inseguro, porra, concentre-se na Bella nua.
Nua. Santa merda, ela ficava bem nua. Seus pequenos e arredondados seios durinhos, com os mamilos rosados enrijecidos e prontos para sua boca. Sua doce e apertada vagina devia estar quente e molhada, pronta para recebê-lo, se esticar ao redor e apertar seu pênis. Porra.
Ela ficou com o rosto sem nenhuma emoção por alguns segundos, então o franziu em uma careta. Careta que fazia quando alguém – seu irmão Emmett, principalmente – falava alguma merda sem sentido, muito estúpida. Agitou a cabeça novamente e assentiu então o canto de seu lábio se ergueu em um quase sorriso.
E novamente, a maldita – e deliciosa – cara de safada. Ergueu uma sobrancelha e sorriu de lado, como se sugerisse algo muito devasso. Oh por favor, use-me como sua cobaia, faça tal devassidão comigo. Desfez a cara de safada e respirou fundo agitando a cabeça, como se afastasse algum pensamento. Talvez tivesse entrado em um acordo.
Bella girou na cama lentamente, mordendo o lábio inferior e com um olho fechado, a cara que uma criança faz quando tenta fazer algo errado sem fazer barulho, então colocou os pés no chão.
Sério? Era isso que ela faria? Apenas iria para o banheiro sem fazer nenhum barulho, sem acordá-lo? Como se ele fosse algum estranho que tinha conhecido bêbada e queria se livrar sem qualquer tipo de contato? Você já fez isso, Edward, não se lembra? Suas épocas de faculdade, tentando esquecer a Bella, tentando não manter sentimentos, você simplesmente fodia e ia embora sem nenhum tipo de despedida. Nem tinham sido tantas vezes assim, mas ele podia imaginar todas elas abraçando Bella e se sentido vingadas, porque realmente, algo o tinha ferido com aquele gesto, talvez seu coração ou apenas o ego, mas não tinha um gosto bom ser largado sozinho na cama sem explicação alguma.
Ela se pôs a andar para o banheiro realmente na ponta dos pés.
— Isso quer dizer que você ganhou a discussão, Bunda-Bonita? — perguntou divertido, rompendo o silêncio que ela estava tão duramente tentando manter.
Ela realmente saltou assustada e parou tensa no lugar. Encolheu os ombros e colou os braços junto ao corpo.
E que bunda bonita ela tinha, realmente. Não entendia muito da fixação da mulher pela bunda perfeita no sentido de “sem estrias ou celulites”, quer dizer, não que ele se importasse com isso, amava as mulheres em geral – de todos os tamanhos, formas, cores, estilos, simplesmente as amava, e mesmo que todos os seus pensamentos e desejos se direcionasse a apenas uma mulher, ainda as apreciava, e nenhuma imperfeição estética diminuía seus desejos. Inferno, que fodido homem liga pra isso quando está com o pau duro de tesão, prestes a foder uma mulher? Isso é uma coisa de gays e mulheres, só dizendo, nenhuma linha ou furinho iria impedir Edward de quer fazer amor com aquela mulher. Mas, fosse qual fosse o motivo de tais neuroses estéticas, Bella tinha a bunda perfeita que qualquer mulher mataria para ter – era magra, mas arredondada e arrebitada, uma pele branca e suave, inferno, sua mão coçava com a simples ideia de dar uma palmada e deixar sua marca avermelhada em sua pele.
E falando em ‘marca avermelhada’ na pele, Bella virou. Ela colocou o braço sobre seus seios e a outra mão sobre seu sexo, tentando esconder o máximo que podia. Ela tentou manter o nariz erguido e um ar de petulante, mas seu rosto totalmente avermelhado, corando até o seu pescoço e colo, não deixava ter o efeito que ela queria.
Edward sorriu divertido.
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CENA 2.
Cullen tendo sua própria discussão interna – esperar ou entrar no banheiro.
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— Está ótimo. — Bella disse sorrindo e se virou, usando as mãos para cobrir a bunda, e foi para o banheiro.
Edward quis rir com o gesto de cobrir a bunda, não era como se realmente o impedisse de ver muita coisa ali, mas tudo bem.
Vá, corra para o banheiro e faça amor – trepem, fodam, a palavra que você queira usar – com a Bella, pensou sua cabeça de baixo.
Mas ele resistiu ao impulso. Devia dar a ela espaço e seguir com as regras esperando que ela acabasse o banho e o chamasse se quisesse algo. Sim, tinha dito que faria isso. Tinha dito: “Não vou te incomodar. Vá tomar seu banho e depois voltamos a ser os amigos com benefícios que você nos permitiu ser essa semana”.
Depois do banho? Apenas amigos com benefícios? Seu fodido imbecil, por que não pensa antes de falar algo? Já imaginou como ela deve estar no banheiro agora?
Sim, ele tinha imaginado. Escutou o barulho da porta do banheiro ser encostada, então, provavelmente, o box e a ducha ser ligada. Agora ela devia estar sob a água – nua, molhada, escorregadia, brilhante, filetes de água escorrendo por seu corpo, por seus seios, morrendo entre suas pernas até seus pés. Perfeitamente pronta para o sexo molhando e, mesmo com água, quente.
Caralho, suas bolas estavam se apertando e doloridas apenas com leve ideia de fazer esse tipo de coisa com Bella. Céus, há quanto tempo não trepava sem sentido no chuveiro? Fazia realmente muito tempo. Mesmo que a água prejudicasse um pouco – quer dizer, diminuindo um pouco a lubrificação, não era como estivessem submersos –, mas sexo no banho era realmente bom.
Porra, se você não pretende invadir a porra do chuveiro e fazer o dito sexo, então pare de pensar na porra do sexo, porra. Edward se assustou com os próprios pensamentos. Quer dizer, quantas porra’s cabiam em uma mesma frase? Quase riu.
Tudo bem. Podia esperar, tinha autocontrole.
Claro que tinha autocontrole. Tinha dominado e aperfeiçoado desde que Bella tinha quinze anos – quando ela não era mais uma criança, ao menos não fisicamente (já que mentalmente ele duvidava que ela algum dia tivesse sido) e também quando pode se permitir ter sonhos eróticos com ela sem ficar se culpado por ela ser uma criança (culpando-se apenas ela por ser a irmãzinha de seu melhor amigo).
Enfim, seu autocontrole estava presente desde há quase dez anos e ainda mais forte nos últimos dois anos, quando esteve sem nenhum contato sexual com algo além da própria mão direita.
Isso, ele podia e ia esperar.
Esperar.
Esperar.
Esperar.
Apenas fique esperando, sentado na cama, ostentando uma ereção matinal ainda mais dura com a imagem de Bella nua há alguns instantes ao seu lado e a antecipação do que podia fazer se entrasse naquele banheiro.
Apenas esperar.
Tudo bem, então talvez, ao menos, podia ir fazer outra coisa. Inferno, o que diabos podia fazer com o pau duro e com as bolas tomando alguns tons de azul só de pensar em Bella nua, tão próxima? Certo... Talvez tomar banho? Tinham outros banheiros na casa. Mas como diabos podia correr para outro banheiro – e obviamente se masturbar – sabendo que Bella estava nua em outro banheiro, tão próxima? Bem... Talvez pensar em outra coisa? Tá de sacanagem comigo? Pensar em outra coisa com Bella nua, tão próxima? Porra.
O barulho do chuveiro pareceu ficar mais alto, o chamando como o canto de uma sereia. Inspirou fundo e expirou ruidosamente.
Edward se ajeitou na cama, apenas esperando.
Bufou. Porra, quanto tempo tinha passado?
Seu autocontrole tinha sido totalmente fodido e corrompido na primeira vez em que a tocou, na cozinha daquela casa. Desde então sabia que não iria conseguir se controlar mais, negar a si mesmo a tê-la em seus braços. Ele não sabia os motivos ou explicar o que sentia, mas ela tinha um efeito forte sobre ele, fazia seu sangue correr rapidamente e trazer todo seu corpo a vida, era sua loucura e o desequilibrava, não podia pensar ao redor dela e muito menos se conter. Nunca seria suficiente.
E naquele momento, precisava dela, foda-se. Já tinha dado tempo suficiente para que ela se lavasse – era um banho matinal, não estava tão suja assim, era puro protocolo –, mas se ela não tivesse feito, iria terminar o trabalho pra ela, e com ela.
Depois de toda aquela tortura de esperar, aquele longo e infinito momento, cinco minutos no total, ele saiu da cama e foi para o banheiro.
Nossa finalmente hein babaca? Edward parou por alguns instantes e então percebeu uma coisa, durante aqueles minutos, sozinho na cama, tinha tido uma maldita discussão mental, assim como Bella. Sabe, era uma coisa até que legal, desestresante, ajudava a ver todos os lados da situação, será que era assim que ela se sentia? Será que ele tinha feito caras e bocas ou ficado como um retardado com a boca aberta? Quase riu. Essa merda devia ser contagiosa.
Tudo bem, agora vai logo para o banheiro. E ele foi.
O vapor já subira, embaçado o espelho e vidro do box. Viu o que você perdeu babaca? E ele com certeza estava vendo. Parou, fascinado com o quente quadro erótico que ela formava naquele momento. Minha.
Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem a vontade sempre muito bem vindas e até o próximo.
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