Let Me Take You There
8 007.
Notas iniciais
SEGUNDA-FEIRA.
Segundas-feiras por si só já eram os piores dias da vida de Bella. Odiava segundas. Quer dizer, era o primeiro dia útil da semana, logo após o final de semana – que deveria ser bem mais longo –, tinha que acordar cedo e começar com a rotina novamente. Tudo bem podia estar sendo meio exagerada e ingrata já que sua rotina era muito maleável, podendo escolher como e quando trabalhar, além de fazer algo que realmente amava fazer, escrever. Mas ainda assim, não podia evitar, odiava segundas-feiras como qualquer ser humano normal.
Mas aquela segunda-feira devia ser melhor, já que era o mais próximo de "férias" que já tinha tido e aquela era a Casa-Mágica, um dos seus lugares favoritos no mundo, definitivamente, devia sorrir para aquela segunda, mas não conseguia. Era uma segunda de merda como todas as outras, mas com um diferencial que piorava tudo ainda mais, estava solitária.
Acordar sozinha parecia ainda pior naquele dia. Estava mais do que acostumada a isso – acordar sozinha após orgasmos frutos de momentos de diversão com consolos e vibradores era fácil, agora, acordar sozinha após orgasmos frutos do sexo com Edward Cullen era... Torturante. Solitário. Depressivo. Agonizante. Etc, etc, etc, etcétera. Podia encontrar diversas definições dramáticas exageradas, mas que definia de alguma forma o que sentia. E ninguém era mais responsável por aqueles sentimentos se não ela mesma.
Como uma noite tão bonita tinha acabado daquele jeito mesmo? Ah sim, o que lhe sobrou de senso de autopreservação resolveu agir e colocar uma barreira, mesmo que fina, entre ela e Edward.
Depois de ficarem assistindo séries e conversando sobre a culinária dele e as peripécias de Esme, sua vizinha, até alguns amassos como adolescentes, um lanche e transa seca no sofá, eles resolveram subir para o quarto. A autopreservação de Bella não agiu até aquele momento.
Depois que ela soltou alguns bocejos preguiçosos, eles resolveram ir para o quarto; Edward não teve dificuldade em pegá-la no colo quando ela ficou em pé, apenas deixou que ela abraçasse sua cintura com as pernas e subiu para o quarto beijando-a. Ele era tão bom beijando como em qualquer outro coisa – não que ela fosse assumir isso a ele, claro. Mas seu beijo era... Wow.
Edward a colocou no chão quando chegaram ao quarto, com as mãos subindo firmes e curiosas por suas costas, erguendo sua blusa e alcançando sua pele quente, lhe causando arrepios. Quando ergueu uma mão até sua nuca e desceu os lábios para o seu pescoço, Bella abriu os olhos. Se continuasse ali, acabariam na cama, provavelmente transando novamente, então acordariam juntos como um casal de apaixonados. Mas não eram um casal. Nem apaixonados. Podiam ser amigos com benefícios, amiguinhos de foda, mas não tinha necessidade de se aproximar tanto.
Ergueu a mão e colocou sobre a dele em sua nuca, colocou os dedos entre os dele e puxou sua mão, tirando-a de si e afastando-o pelo peito com a outra. Edward a fitou confuso.
— Está tarde, melhor você ir pro seu quarto. — disse com um fio de voz, hesitante, olhando apenas para sua boca, se encontrasse seus olhos acabaria fraquejando. E o viu abrir os lábios, prestes a falar algo, mas rapidamente selou-os em um beijo casto, silenciador. — Boa noite, Cullen.
Edward pareceu assustado, confuso, mas suas palavras e gestos foram suficientes. Apenas beijou o alto de sua cabeça, lhe desejou boa noite e saiu do quarto, deixando-a sozinha.
Bella se revirou na cama antes que conseguisse cair no sono. Pensando e repensando no que tinha feito. Seria estúpida por recusar algo que queria há tanto tempo? Ou inteligente por tentar se preservar um pouco que fosse? Insegurança sempre fora um dos pontos de sua personalidade, trabalhou sobre isso desde os, provavelmente, treze anos e agora, aos vinte e quatro, era um pouco mais segura de si mesma e de seu trabalho, mas ainda era a mesma adolescente estupidamente insegura ao se tratar de Edward Cullen. E isso a fazia doente. A fazia querer chorar, fugir... Talvez correr para os braços dele e que todo o resto se fodesse, merda.
E por mais que sua gueixa interior tivesse lhe xingado um pouco e até discutido com seu lado feminista pela falta de sexo de boa noite e sexo de bom dia, as duas partes entraram em um acordo e aceitaram que podia ser melhor assim para todas elas.Não pode evitar esticar os braços e afastá-lo. Dormir junto era intimidade demais. Sexo podia ser apenas sexo, íntimo apenas corporalmente. Dependendo do parceiro, impessoal, sem compromisso, quente e suado, apenas sexo e tchau. Mas dormir juntos e abraçados, como tinham feito, era íntimo. E o pior, ela gostava. O calor de seus corpos juntos em uma bolha apenas deles. Podia se acostumar a isso e no fim da semana, quando voltasse para casa sozinha e a realidade lhe abraçasse, a ausência de um segundo corpo em sua cama – especificamente, o corpo de Edward –, lhe daria insônia, possivelmente insuportável.
Não, desculpem-me, mas não podia lidar com isso. Não podia se aproximar tanto, deixar se levar e se apegar ainda mais, porque aquelas semana não iriam durar para sempre. Já era segunda-feira, agora eram amigos com benefícios, apenas sexo, mas quando o domingo chegasse e tivessem que voltar a realidade, voltaria a ser apenas a irmãzinha irritante do melhor amigo com quem adorava implicar.
As mulheres são complicadas e confusas, meninos, parem de tentar compreendê-las ou acabaram malucos, apenas aceitem que elas são o que são e que não seríamos nada sem elas, Charlie disse um dia a Edward e Emmett. E Edward entendeu isso, mas a essa frase nunca tinha feito tanto sentido como naquele dia.
Mulheres são complicadas e confusas? Inferno, sim. Parar de tentar compreendê-las? Nunca tinha tentado. Aceitar o que elas são e que não seria nada sem elas? Bem... Essa parte nunca lhe coube. Se uma mulher era complicada e confusa demais para sua cabeça masculina simplificada, apenas lhe dizia tchau e lhe desejava uma boa vida, não tinha por que insistir em algo que só lhe trouxesse dor de cabeça e que, obviamente, jamais teria futuro. Mas agora estava pagando por sua língua.
A noite passada, por exemplo, quando teve que voltar sozinho para seu quarto, depois de um dia todo intimamente juntos, era complicado e confuso demais para sua cabeça. Bem Edward, o retorno é uma vadia.
Isabella Swan era complicada e confusa, tentava entendê-la, mas aceitava o que ela era e que não seria nada sem ela.
E o que lhe pareceu ser algo fácil, iria ser mais difícil do que ele pensara quando decidiu encontrar Bella e lhe mostrar seus sentimentos. Mostrar que ele a levava a sério, que a queria mais do que qualquer outra coisa. A insegurança e ceticismo ao redor dela eram tão densos que podia senti-lo ao respirar.
Mas tudo bem, não era um homem de desistir tão fácil, não que tratasse aquilo como um jogo, mas até gostava de algum desafio. E agora sabia como devia levar as coisas, iria com calma para que ela não se assustasse e corresse acuada dele. Iria com calma para que ela não pensasse que era apenas um moleque excitado falando doce para entrar em suas calças, quando era muito mais do que isso.
Então, apesar de tê-lo confundido e até magoado em certo ponto ao mandá-lo para o próprio quarto, Edward decidiu que estava tudo bem. E saiu da cama assim que acordou tarde suficiente para seu conforto, e foi preparar o café da manhã para eles.
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Bella desceu de chinelos de dedos para cozinha alguns minutos depois – após tomar banho e fazer toda a higiene matinal, vestindo um short curto de algodão e uma blusa de mangas compridas, mas finas suficientes para não lhe causar desconforto pela temperatura. Seus cabelos soltos e encaracolados sobre seu ombro e seu rosto, apesar de sem sal graças à ausência da maquiagem, com algum brilho graças a Edward, era óbvio. Os milagres de um orgasmo feito por outro ser humano. Essas merdas deviam se vender em potinhos.
O cheiro foi a primeira impressão do primeiro andar. Um delicioso cheiro de... Panqueca doce? Hum, sim, panquecas, sorriu. Você está farejando de novo, minha filha. Pronto, até o final de semana acabaria diferente, opções: 1) Louca; 2) Ainda mais apaixonada por Edward Cullen; 3) Com alguns, ou muitos, quilos a mais graças ao dote culinário dele; 4) Um cão farejador profissional. Agitou a cabeça rindo, provavelmente seriam todos ao mesmo tempo. E os itens 1, 2 e 3 ganharam uma forcinha com o belo quadro que Edward era em sua cozinha.
Ele estava em uma calça cáqui e uma camisa de flanela xadrez surrada, descalço, com os cabelos desgrenhados. Poucos podiam ficar tão excepcionalmente bem e sexy em algo tão simples e surrado. E inferno, Edward Cullen podia. Toda a coisa quente mesclada à parte doce da imagem, ele estava cozinhando novamente, preparando as panquecas.
A pequena mesa da cozinha estava posta cuidadosamente para que os dois fizessem o desjejum. Já tinha uma pilha de panquecas dispostas sobre um prato na mesa, ao lado mel e calda de chocolate, assim como os pratos e talheres, copo e uma jarra de suco de laranja.
Edward se virou no momento em que ela voltou a analisar seu traseiro (e que belo traseiro), pronto para levar a panela com a panqueca pronta para a mesa. E ao vê-la, sorriu. Um sorriso tão genuíno e doce que fez seu coração derreter, enviando um leve sorriso de canto de boca até seus lábios.
— Bom dia bebê. — Edward a cumprimentou sorrindo, normalmente. — Preparei nosso café da manhã, espero que goste de panquecas e suco. Ou leite, tem na geladeira. E se preferir, eu posso fazer café. No geral, apenas senta aí e eu te sirvo.
Colocou a última panqueca no prato e voltou, para colocar a panela na pia e enchê-la de água.
Ouch. Não era assim que ela esperava ser recebida essa manhã. Esperava que ele estivesse afetado por ela ter escolhido que dormissem em quartos separados. Talvez desanimado ou estranho com ela, magoado. Podia ser egocentrismo e até egoísmo, mas não era como deveria ser? Quer dizer, se depois de tudo que fizeram, ele tivesse dito a ela: "vai para o seu quarto", uma coisa era certa, no dia seguinte ela não iria recebê-lo com um sorriso no rosto, um apetitoso café da manhã e um 'eu te sirvo'. Quem teria o sangue tão frio assim? Ah, não ser que a coisa não fosse assim tão importante e ele pudesse passar a noite sem o sexo ocasional, então acordar normalmente e seguir sua vida, sem dramas, uma de suas partes disse em sua cabeça. E ele tinha sorte por poder agir assim, por não se sentir atingido por qualquer pequena coisinha. E naquele momento, concluiu que tinha tomado à decisão correta. Era apenas sua amiguinha de foda.
E podia participar daquele jogo, então sorriu indo na direção da geladeira pegar o leite.
— Bom dia, Cullen. Sem omelete mexida hoje? Isso sim é uma surpresa, ein? — sorriu sarcástica.
Edward riu e agitou a cabeça.
— Sou um homem de mais de uma receita, bebê. E não haja como se não apreciasse minha culinária, não seja ingrata.
Bella revirou os olhos, sorrindo, e sentou a mesa. Edward colocou três panquecas em seu prato, enquanto ela derramava leite no próprio copo.
— Mel ou chocolate? — ele perguntou.
— Chocolate.
— Então eu vou de mel.
Ela pegou a pequena jarra com calda de chocolate e derramou generosamente sobre as panquecas, enquanto Edward colocava algumas panquecas no próprio prato e depois mel, então encheu o copo com suco de laranja. Bella negou quando ele ofereceu do sorvete que tinha na geladeira, então começaram a comer em silêncio.
Cortavam as panquecas, levavam a boca, colocavam mais caldas, bebiam goles de suas bebidas, começavam tudo novamente. Em silêncio.
Um silêncio estranho, não era tão desconfortável, mas também não era cômodo. Apenas os sons dos talhares no prato e o barulho úmido de suas mastigações, em alguns momentos. Entre suas garfadas, algumas trocas de olhares disfarçadas. Muito mal disfarçadas. Olhavam para os próprios pratos, às vezes para o lado ou teto, então olhavam a pessoa à frente sob os cílios.
Mas algumas vezes troca de olhares eram descaradas, entre as mastigadas, com esboços de sorrisos ameaçando aparecer, mas ainda no silêncio. Como desconhecidos flertando com olhares em uma Starbucks qualquer. Como se não se conhecessem desde a infância. Como se não soubessem cada pequeno detalhe íntimo da vida do outro. Como se não tivessem compartilhado momentos de intimidade e entrega total naquela mesma cozinha, sob os lençóis da cama dela, então em seu chuveiro, antes. Como se não tivessem feito amor – ou melhor, fodido – há pouco tempo. Naquele momento, eram apenas estranhos encantados apenas pela presença silenciosa do outro, esperando a chance de tomarem coragem de dizer 'olá' naquele café.
E em uma daquelas trocas de olhares, Edward percebeu a pequena mancha de calda de chocolate no canto, sob a boca dela. Bella estava adorável – é, sim, adorável. Tão diferente de algumas das mulheres que já tinha saído, não tinha medo de comer ou pretensão de agir como alguém que não era com regras de etiquetas ou qualquer merda do tipo. Ela era apenas... Apenas Bella. Apreciando suas panquecas com chocolate como devem ser apreciadas – com muita calda e se sujando adoravelmente. Sorriu para ela.
— O que foi? — Bella perguntou desconfiada. — Minha boca está suja?
— Na verdade... — Edward disse divertido, mas parou no meio da frase e esticou a mão sobre a mesa. Sem tirar os olhos dos dela, limpou com o dedão a pequena mancha molhada de calda de chocolate, então chupou o chocolate do dedo. — Mmm... Chocolate de Bella.
Ela tentou, mas o riso escapou por seus lábios, no mesmo instante em que corava lentamente. Aquele gesto devia ser nojento ou estava certa em achar quente e sensual? Bem, não era sua culpa que só podia imaginá-lo passando chocolate em seu corpo, então lambendo e chupando como fez com o próprio corpo. Era seu lado pervertido, sua gueixa escritora de livros eróticos, simples assim.
Desviou o olhar dele, escutando seu riso faceiro. Bella espetou seu último pedaço de panqueca, usou-o para limpar a calda do prato e levou a boca, mastigando rapidamente e empurrando com o leite.
Levantou da mesa levando toda a própria louça suja para a pia, pronta para lavá-lo, afinal Edward tinha cozinhado.
— Mmm... Deixa isso ai. — Edward murmurou terminando de engolir suas panquecas e levantou com um arrastar de cadeira. — Eu lavo.
— Você preparou as panquecas, o mínimo que eu posso fazer, é lavar a louça, Cullen. — respondeu caminhando para buscar o resto da louça na mesa.
Edward parou na sua frente, a poucos centímetros de distância, elevando-se em sua diferença de alturas.
— Não tem muita louça, apenas nossos pratos e uma frigideira antiaderente que praticamente se lava sozinha, então pare de discutir. Eu lavo e guardo tudo, você tem apenas que subir e colocar uma roupa de banho.
— Cullen...
— Cheguei aqui na sexta e ainda não fui à praia, sei que você também não foi, então vamos fazê-lo juntos. Já chequei o tempo, está firme, o sol não está muito forte e está fresco, então sobe e coloca uma roupa de praia.
— E você já está assim, agora me dando ordem? — ironizou incrédula.
— Vai, bebê.
— Para o inferno Cullen.
Revirou os olhos e, deixando-o rindo para trás, subiu rapidamente para o quarto.
Sobe e coloca uma roupa de praia... Sobe e coloca uma roupa de praia... Por favor, quem ele pensava que era para lhe dar ordens? Isso é tão... Homem. Você não pode lhe dá espaço em sua cama e algum sexo que já pensam que podem mandar e desmandar.
Ah, vai à merda Cullen, ela pensou... Enquanto procurava em suas coisas o biquíni mais apresentável que tinha. Não porque ele tinha mandado, claro que não, apenas porque estava com saudades daquela praia linda e vazia de Rodanthe. Era um lugar incrível. Era isso, jamais a ordem de Cullen. Runf.
Caçando nas coisas, nada parecia bom suficiente. Merda. Quantas malditas mulheres de biquínis ele tinha visto? Todas com biquínis bem preenchidos com muito seio, quadris e grandes traseiros, tudo que ela não tinha. Loiras e ruivas com aparência de Angels da Victoria Secrets, ou então cantoras e atrizes. E ela? Bem, ela era ela. Nada demais, principalmente quando sob um biquíni. Definição, insosso.
Foda-se, foda-se, foda-se, corte essa merda agora, Isabella Swan. Respirou fundo antes que se desesperasse pela falta de roupa, qualquer coisa que lhe caísse bem, então começasse a chorar com raiva do próprio corpo. Não, apenas, não. Foram anos lutando contras as próprias inseguranças para se sentir bem na própria pele, não ia voltar ao inicio. Não mesmo. Pegou um biquíni verde simples e vestido branco de alças leve, bem praiano. E foi para vesti-lo. Ficasse como ficasse em seu corpo, era o que tinha e o que dava para fazer. Era o que tinha oferecer, goste ou caia fora, repetiu em pensamentos.
Prendeu seu cabelo em um coque afrouxado, com a franja comprida caindo à frente, presa em sua orelha, calçou os chinelos dedos brasileiros e pegou sua bolsa pronta para um dia na praia – protetor solar, para sua pele extremamente branca, óculos escuros, uma canga, uma edição de bolso de um livro do Dan Brown, um de seus autores favoritos. Colocou ali também seu celular, calçou seus chinelos e desceu novamente.
Edward saindo da cozinha, secando as mãos na calça. Deslocou o peso para uma perna e o encarou cética.
— Nossa, que lindo, manda eu me trocar e nem se trocou? Ou vai de calça?
— Eu estava lavando louça e arrumando a cozinha, mas eu me troco bem mais rápido do que você, certeza. Vai ser rápido, então me espera.
Ele beliscou seu queixo levemente e subiu de dois em dois degraus para o quarto, para se trocar.
Oi? O que inferno tinha acabado de acontecer? Quem tinha morrido e feito dele o rei daquela merda? Porque ele só podia se achar o rei de qualquer coisa sair lhe dando ordens daquele jeito. Uma vez, tudo bem. Duas? Ah, por favor.
Petulante, ergueu a cabeça, empinando o nariz, e saiu da casa pela porta lateral segurando a alça da bolsa, desejando pode ver a cara dele quando ele visse que tinha ido à frente.
E Edward riu ao descer – já de chinelo, bermuda e uma camisa – e perceber que ela já tinha ido. Essa era sua Bella, típico. Tinha até estranhado quando, apesar de lhe mandar ir para o inferno, subiu para colocar uma roupa de banho quando mandou. Com certeza abusou de sua boa vontade ao dar outra ‘ordem’, talvez se tivesse pedido ‘por favor’ ela teria esperando, mas quis testar sua boa vontade. Nada mudou, ainda era a boa e velha Bella de sempre, a Bella por quem era fascinado. Ainda sorrindo, passou a mão no cabelo e desceu pela porta lateral também.
Adorava aquele lugar também pela a ausência de turistas, banhistas ou qualquer outra pessoa desconhecida. A casa na última praia, bem ao fim, afastado de todos, era perfeito em todos os sentidos. E dali viu onde Bella estava. Não era muito longe da casa, poucos metros, distante suficiente para que a maré não molhasse suas coisas sobre a canga na areia. Caminhou até ela rapidamente.
Ela estava em pé. Observando o mar, perdida nos próprios pensamentos, sendo banhada pela brisa do mar e o sol fraco, deixando o clima morno ao se mesclar com o vento. Era realmente um lugar lindo e Bella deixava tudo ainda melhor. Seu coque estava frouxo, quase desmanchando, com várias mechas voando para trás junto com seu vestido, tão doce – adorável. Sem esforço algum, ela ficava deslumbrante e lhe tirava o fôlego. Devia existir alguma definição exata para o que sentia e ele até sabia qual era, aquela palavra, mas ainda não iria mencioná-la.
Bella estava tão concentrada – ou perdida – nos próprios pensamentos que nem percebeu quando ele se aproximou por trás, passou os braços ao redor de sua cintura e beijou a pele exposta de seu pescoço. Ela se sobressaltou com o leve susto e se arrepiou. Bella podia tentar negar isso, mas seu corpo lhe traia e Edward sorriu satisfeito ao perceber o efeito que tinha sobre ela. Respirou em seu pescoço, beijando sua pele tão suave, ela tinha um cheiro tão bom, principalmente o do xampu de morango de seus cabelos.
Afrouxou um pouco o braço na cintura dela, deixando que ela manobrasse o corpo e se virasse para ele, ficando contra eu peito com as mãos sobre seus braços, enquanto ele acariciava sua cintura. Olhos nos olhos compartilhando o silêncio com trilha sonora do mar e de vento. Edward soltou sua cintura e segurou seu delicado rosto entre as mãos, morreria de abstinência se não conseguisse um pouco do que alimentava seu vício. E a beijou.
Primeiro lábios nos lábios suavemente... Seu lábio inferior... Chupou seu lábio inferior e o beijou... Então um beijo completo. Doce, quente, aveludado, profundo. O melhor beijo de suas vidas, todos eles.
Bella sentiu as mãos dele desceram para sua cintura, lhe puxando para seu corpo, então subiu os braços para seus ombros, o segurando pela nuca, sentindo a raiz de seu cabelo sob os dedos. O beijo dele era exigente – malditamente molhador de calcinha –, como se quisesse pegar tudo que tinha lhe privado na noite anterior. Ela fechou a pequena fresta pela qual a esperança queria entrar em seu peito e se fixou apenas na parte carnal daquele momento, como naquele filme que ela gostava – No emotions, Just sex. Merda, mas no fim do filme eles acabam deixando as emoções entrarem em cena e o casal acaba ficando junto ao som de Closing Time. E ela sabia que era algo que era mais fácil de acontecer, porque se fosse ser sincera, tinha sentindo malditamente falta daquele contato físico com Edward. Com Cullen. Merda.
E como se lesse seus pensamentos, ainda segurando seu rosto entre as mãos, Edward soltou seus lábios com alguns selinhos.
— Deus, como eu senti falta disso. — disse com um suspiro, mantendo a testa colada a sua.
Bella sorriu e o beijou novamente passando a mensagem, eu também.
E Edward entendeu, pois sorriu entre o beijo. E desceu os lábios para seu pescoço novamente, fazendo-a gemer entre os dentes.
— Vamos para o mar?
— Hum... Não. — o empurrou, rindo. — Queria ver a praia, aqui estamos nós, aprecie a paisagem.
Tinha que passar protetor solar, Bella lembrou. Mesmo sem sol forte, além de ser uma recomendação médica, sua pele era branca demais pra qualquer tentativa de bronzeamento sem proteção. Antes que Edward a pegasse, ela sentou na canga que já tinha esticado sobre a areia e abriu a bolsa, pegando o protetor solar.
— Muito sol, né? — Edward zombou irônico.
Ela segurou o riso e olhou pra cima, lhe encarando, então lhe mostrou o dedo médio. Edward gargalhou e sentou na areia ao seu lado, tirando os chinelos e mexendo os dedos na areia. Suspirou, encarando o mar.
— É um lugar lindo, não é? — ele disse, batendo em seu braço com cotovelo.
Bella estava pronta para lhe dar uma resposta sarcástica, mas ao virar a cabeça e ver o sorriso que ele tinha nos lábios só por encarar o mar, ofegou. Seu sorriso realmente lhe tirava o fôlego. Lentamente abriu um sorriso, enquanto colocava um pouco de protetor na mão.
— Sim, é um lugar deslumbrante. Eu amo isso aqui, é um lugar tão... — suspirou sorrindo. — Incrível.
— Desde o momento em que Emmett me apresentou esse lugar, acabei me encantando. — passou a mão no cabelo. — É simples, mas realmente incrível. Só acho que não venho aqui tanto quanto queria.
— Claro que não vem. Você nunca para de trabalhar, está o tempo inteiro enfurnado no seu escritório ou em tribunais de terno e gravata cuidando de prender os caras maus. — disse enquanto espalhava protetor pelos braços. — E quando não está fazendo essas coisas, está no celular falando sobre essas coisas. Ou pensando nessas coisas. — virou-se para ele. — E agora sei que em 1% do seu tempo, está cozinhando.
— Está sendo tão injusta comigo.
— Injusta? Ah, vamos lá Cullen, seja sincero, você não trabalha mais do que qualquer no escritório? Escritório em que você é o chefe, junto com o Emm e a Rose, que, aliás, trabalham bem menos que você?
— Tá, isso é verdade, a injustiça foi no “1% cozinhando”, eu fico bem mais do que isso. Atualmente é provavelmente uns 25% do meu tempo.
Bella riu, passando agora protetor no colo até nas partes em que o vestido cobria, não pretendia tirá-lo.
— E o Emmett e a Rosalie trabalham menos exatamente por minha causa, está bem? E disso, pode me julgar a vontade, mas não me arrependo.
— Do que você está falando? — e estendeu a bisnaga de protetor a ele. — Passe protetor também.
Ele riu, mas aceitou. Câncer de pele jamais estaria em sua lista de metas, definitivamente. Pegou um pouco e colocou nos dedos para espalhar no rosto, ela fez o mesmo.
— O que você quis dizer com Emmett e Rosalie trabalham menos por sua causa? — ela insistiu.
— Eu pego alguns casos a mais que eles, às vezes pego casos que seriam deles ou faço trabalhos com eles, isso os faz trabalharem menos.
— E isso porque você é workaholic. — ironizou.
— Não sou viciado em trabalho, bebê.
— Você trabalha, provavelmente, umas 18 horas por dia, isso faz de você um viciado em trabalho.
— Não. Viciado é uma pessoa que precisa de algo compulsivamente, não pode ficar sem o seu vício, e eu posso ficar sem trabalho. Gosto do que faço, escolhi direito porque realmente gostava da ideia de defender as pessoas e prender bandidos, gostava do ramo e das matérias, e acabei me tornei bom no que faço, mas posso diminuir meu ritmo ou largar isso tudo. — virou a cabeça, encontrando seus olhos. — Não é trabalho que sou viciado, acredite.
Bella engoliu seco com suas palavras, não entendeu realmente o sentido delas, mas era como se houvesse ali alguma mensagem subliminar que não entendera, mas isso a deixou nervosa. Desviou do olhar e pegou mais filtro, agora para suas pernas.
— Então por que você trabalha tanto se não é para alimentar o próprio vício? — o desafiou, espalhando o filtro nas coxas.
— Porque eu só tenho o trabalho, diferente do seu irmão e sua cunhada. É o que mantém minha cabeça ocupada, além da culinária agora, é claro. Nosso escritório está crescendo a cada dia graças ao trabalho árduo de todos, estamos fazendo entrevistas e contratando novos profissionais para não sobrecarregar ninguém, mas por enquanto a Rose, o Emm e eu somos os principais advogados, ficamos com a maior parte do trabalho e fazemos consultoria dos que sobram, temos muito que fazer. Teoricamente, devíamos dividir igualmente e assim todos nós teríamos muito trabalho, mas há uma grande diferença, a Rose e o Emm são um casal, eles estão construindo uma vida fora do escritório, eles tem um ao outro e agora com a gravidez da Rose em breve também terão a Noelle. E eu? Eu não tenho nada, não tenho ninguém. Eu faço muito para que eles fiquem no escritório, em dias normais apenas até as seis e em dias com audiência no máximo até às sete da noite, e jamais levem trabalho para casa. Porque a partir daquele momento eles não são mais o doutor Swan e a doutora Hale, eles são o casal, o Emmett e a Rosalie cuidando do próprio casamento.
Edward fez uma pausa, só então percebendo que estava falando, expondo até suas tripas em um momento de descuido do seu filtro que ligava seu cérebro ao coração e a boca. E então outra parte, seu pênis, entrou na bagunça e se agitou quando seus olhos foram rapidamente para as lindas coxas dela – ela tinha belas pernas –, mas então respirou fundo, já tinha começado, era melhor continuar e dizer logo de uma vez. Sim bebê, eu tenho sentimentos. E continuou:
— Enquanto eu, eu não tenho ninguém que me espere em casa depois do trabalho, ninguém pra fazer planos, ninguém que faça eu me esquecer do trabalho e fazer outras coisas, eu sou sempre doutor Cullen. O babaca de terno e gravata; o cara que trabalha muito, que acorda cedo e dorme tarde, fica no escritório até oito às vezes nove horas da noite, leva trabalho pra casa, revisa, redige, faz consultoria, prepara defesas e acusações, dorme mal, cozinha quando está com insônia ou pra não enlouquecer gritando o código penal, então trabalha um pouco mais tomando muito café ou cerveja. Porque é isso que eu sou, é só o que eu tenho. — disse por fim. E na vergonha das próprias revelações, manteve os olhos no mar.
E pela primeira vez, Bella teve uma visão completamente diferente sobre Edward e seu trabalho. Uma visão que foi como um soco no estômago de tirar um fôlego e bagunçar sua mente fazendo tudo ganhar um sentido diferente, um sentido que fazia seu coração se apertar e lhe dava vontade de chorar.
Olhando por um lado, era uma atitude bonita e fazia sentido, Edward trabalhava mais do que Emmett e Rosalie – isso possibilitava o casal a aproveitar a companhia um do outro, cuidar do próprio casamento e agora cuidar dos planejamentos do nascimento da primeira filha –, e fazia tudo isso por amor aos melhores amigos. Claro que ele ainda era o cara sério de terno e gravata que amava trabalhar, mas havia um motivo no meio de tudo. Realmente queria chorar e gritar: Ei, tem eu, você me tem! Você pode me ter tão fácil quanto pode ganhar uma causa com a confissão do culpado, você não está sozinho. Mas não era tão simples, era?
Mas ele não estava sozinho realmente, como ele podia pensar isso? Como podia pensar que não tinha nada ou ninguém? Sempre soube que ele tivera problemas com a família – a relação com a mãe foi conturbada e sobre o pai dele nunca tinha ouvido falar –, mas ainda assim, claro que ele não estava sozinho, Charlie Swan e seus filhos o aceitaram na família como parte dela de abraços abertos e nunca o deixaram desde então, e tinha muita coisa. Ele era um homem bem sucedido e por mais que não fosse para ele o mesmo que Rosalie era para Emmett, sempre poderia contar com ela, com Emm e Rose.
Depois de passar protetor em todos os lugares descobertos, faltando apenas às costas, deixou a bisnaga sobre a canga e virou o rosto para Edward.
— Você sabe que isso é mentira e que deve ser uma das maiores estupidez que você já disse em toda sua vida, certo? — Bella perguntou inocentemente.
Edward virou a cabeça no mesmo instante, lhe encarando com o cenho franzido, ofendido.
— O que? Se você não acredita em mim...
— Oh, merda, você realmente acredita nas merdas que você acabou de dizer, Cullen?
Ele relaxou o rosto, mas continuou lhe encarando, obviamente confuso.
— Você pode não ser casado ou ter uma esposa grávida lhe esperando em casa, mas você não está sozinho. E você não tem só o seu trabalho. O Charlie ficaria ofendido com esse seu pensamento, assim como o Emmett, a Rosalie... E eu. Aposto que até sua vizinha, Esme, os gatos dela, Meredith e o Kevin, e em breve o Dr. Carlisle. — lembrou rindo, fazendo-o lhe acompanhar na risada. — Você tem a nós. Você pode ser uma bela dor no meu traseiro quando quer — ergueu o canto dos lábios em um sorriso faceiro. — e não somos família de sangue, mas somos algo parecido com isso, não é? Então não nos ofenda dizendo que não tem ninguém. E você é mais do que apenas seu trabalho. Essa sua atitude, de trabalhar mais para que meu irmão e a Rose possam ter uma vida de casados normal, mostra isso. Você é um grande homem, Cullen.
— Obrigada, bebê. — disse sinceramente. E foi tudo que conseguiu dizer. Estava se transformando em um maldito personagem chorão, porque suas palavras foram tão significativas quanto qualquer declaração de amor, mesmo que ela não quisesse fazê-lo.
E de uma coisa estava certo, Bella não tinha ideia do quanto suas pequenas atitudes e palavras significavam para ele. Mas saberia em breve.
Segurou-a pela nuca e a puxou para um beijo mais doce do que o primeiro, mas não menos quente e profundo. Será que alguém veria se ele pulasse sobre ela e lhe tomasse ali mesmo? Seu membro não iria rejeitar a ideia.
É, mas Bella sim, ao que perece, revirou os olhos mentalmente.
— Hum, Cullen... — parou o beijo com selinhos. — Protetor solar... — ele tentou voltar a beijá-la. — Hum... Minhas costas.
Bella riu quando ele capturou seu lábio inferior, enquanto ela tentava parar seu beijo; então puxou sua cabeça para trás pelos cabelos para que lhe soltasse. E se levantou tão rápido que o fez se assustar, então rir.
— Passa pra mim?
— Se passar protetor solar nas costas não fosse algo que realmente me agrada, eu diria não, fique ciente disso. — pegou o protetor e se levantou também. Ela riu. — Tira o vestido.
— Tira esse sorriso safado da cara, está me assustando. E não, ficarei de vestido, ele é bom para ficar aqui sentada conversando. — foi para frente dele, para que passasse em suas costas. — Passa.
— Abusada.
Colocou um pouco de protetor na mão e começou a espalhar em seus ombros e em suas costas, onde o vestido não cobria, mantendo a mão firme, mas suave.
— Hum... Sabe, acho que você faz uma ótima massagem, pode fazer a noite?
— Isso irá te custar caro, fique ciente disso também.
Bella virou a cabeça sobre seu ombro e sorriu.
— Posso pagar com favores sexuais?
— Claro. Aqui aceitamos de tudo, do boquete ao Mastercard.
Bella gargalhou, enquanto ele sorria terminando de passar.
— Pronto, sua vez.
— Mas você está...
Antes que ela terminasse sua frase, ele tirou a camisa. Porra, ela tinha realmente visto aquela cena em câmera lenta. O maldito tinha um corpo bom de se apreciar, podia ser a inspiração da masturbação diária de muitas pessoas – principalmente as suas, não é Isabella? Ignorou a acusação mental vinda da própria mente e pegou o protetor, deu uma batida no abdômen dele.
— Tá precisando dar uma malhadinha, ein? Tá ficando com uma barriguinha de chope. — mentiu.
— Tudo bem que não tenho um abdômen six pac, mas não estou tão ruim assim, vai.
Bella riu, colocou um pouco de protetor na mão e deixou a bisnaga cair, espalhou nas duas mãos e depois nas costas dele. As costas largas, sensuais, com algumas marcas de nascença – sardas ou pintas, que fossem – sexy e doce. Até de costas o cara era bonito e sexy. Ele era todo um pacote molhador de calcinha e enlouquecedor de mulher, simples assim.
— Sabe que de costas, até você dá um caldo, Cullen — brincou terminando de espalhar. Ainda bem que o protetor se dissolvia rápido, não fazia sujeira ou melecava tudo, e ainda não saia com água.
— Um caldo? — ele repetiu cético, mas com diversão na voz.
— É. Um caldo bem ralinho, que não mata a fome, mas que engana o estômago no momento. Um caldinho.
Edward se virou lentamente, com uma sobrancelha erguida, Bella sorriu de lado.
— Um caldinho?
Bella riu e assentiu.
— Aham, um caldinho de Cullen.
— Você já abusou demais, vamos ver quem vai tomar um caldinho.
— O que... — Oh não. Bella gritou quando ele deu o bote, agarrou-a pelas pernas e a colocou sobre seus ombros. Rindo, ela gritou e se agitou, enquanto a segurava firme. — Não, não, Cullen, não ouse fazer isso.
— Vamos para o caldinho de Cullen, bebê. — bateu em seu traseiro, rindo, caminhando na direção do mar. Oh sim.
Notas finais
Tá.. Antes que xinguem a Bella por ter mandado o Cullen pro quarto, tentem enxergar por esse lado: sabe aquilo de "quando a esmola é demais o santo desconfia"? Bem é isso. Ela sempre nutriu uma paixonite pelo Edward que sempre foi O cara , ele sempre teve suas paqueras e casos, todas muito diferentes dela, então ela nunca se achou boa suficiente e que ele só a via como a irmãzinha que ele adorava implicar e brincar, por isso que ela não está caindo nisso fácil, ao olhar de alguém jamais teve esperança nesse relacionamento, isso não passa de uma experiência, um caso de férias e então voltará a ser a irmãzinha do melhor amigo. Edward realmente terá que ir com calma para convencê-la e ir através das inseguranças dela. E falarei por experiência própria, por ser uma das pessoas mais inseguras sobre tudo e qualquer coisa do mundo, não é fácil e vencê-la. Mas viram que ele tá indo bem né, agora ela já tem uma visão diferente sobre o trabalho ele é fofo por pensar nos amigos né, simples assim.
E outra coisa: eu fiz o lance de não dormirem juntos agora pq já planejo uma cena muito da fofinha no futuro pra resolver a situação, então só esperem e confiem ok? Depois que eu fiz a advogada de defesa da Bella aqui, não tenho mais nada a dizer KKKKKKKKKK Apenas obrigada a todas comentando, galerinha com a fic favoritada (são muitos viu) comentar não gosta e postar pro vento não é legal, me deem seu amor e comentem ):
É, acabei o drama (mas é sério) KKKKK Até o próximo, bjsbjs s22
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