Notas iniciais
oooi gatitas da Candy, como estão?
Capítulo novo - rápido hein? -, triste apenas por ser o último capítulo da minha LMTYT, sou tão apx nela ): KKKK
Mas é isso ai... Every new beginning comes from some other beginning's end.
Eu gostei do capítulo, no geral. Já dizendo aqui, depois de uma fique tão caliente, queria fazer esse último capítulo mais bonitinho e cheios dos sentimentos não ditos no decorrer da fic. Espero que gostem. Aproveitem.

Já era noite quando Bella decidiu que precisava tomar um pouco ar puro, trancada e sozinha no quarto, imaginando o que ele estava fazendo ou pensando, estava lhe fazendo louca. Estava surtando, em pânico e confusa, quase explodindo em meio aquele turbilhão de sentimentos que estava lhe consumindo. Desceu as escadas correndo, passou pela sala vazia e saiu pela porta lateral da casa.

O vento frio lambeu seu rosto assim que foi para a noite. Descalça, apenas com o suéter e jeans, desceu as escadas correndo e foi para a chuva. Seus pés se afundaram na areia molhada, a chuva caia forte em companhia ao vento e os rugidos dos trovões. Continuou andando, com os braços cruzados no peito, para longe da casa. Sem saber onde estava indo ou porque estava indo, queria apenas se fugir. Estava a alguns metros da casa em poucos instantes e estava como um rato molhado. Como uma louca, chorando e andando no meio da tempestade.

Sua respiração estava arfante quando começou a chorar mais duro, sem nem saber exatamente por que. Era o tudo e o nada se misturando, lhe levando as raias da loucura. E mesmo assim, só conseguia pensar em Edward.

Edward, Edward, Edward.

Merda.

Parou no meio da areia, passando a andar em círculo com as mãos na cabeça, estava enlouquecendo. Não sabia com o que estava lidando, se devia ser corajosa e dizer alguma coisa a Edward, correndo o risco de ser rejeitada e ridicularizada. Ou se devia simplesmente seguir em frente, ficar em silêncio e voltar a serem apenas amigos, sem qualquer envolvimento, correndo o risco de ficar louca ou se engasgar com as palavras não ditas.

Queria gritar, queria bater em alguma coisa, queria cair em posição fetal e chorar, queria correr de volta para Edward e se jogar em seus braços.

— Isabella! — escutou o grito rasgar a noite entre os altos ruídos da tempestade. — Isabella!

Salto de surpresa e susto, olhando para trás para ver a origem do grito. Era de Edward, que estava parado na frente da porta lateral da casa, se protegendo da chuva. De cenho franzido, lhe deu as costas e continuou andando para longe da casa lentamente.

— Isabella! — escutou de novo, instantes depois, mas parecia estar mais próximo, o que a fez parar e se virar. E Edward corria até ela.

Usando o antebraço na testa para proteger os olhos da chuva, enquanto corria para alcançá-la.

— Você está louca, Isabella?! O que está fazendo aqui fora nessa tempestade?!

— Vai embora, Cullen, eu quero ficar sozinha! — gritou, mas porque tinham que falar mais alto para se escutarem pela chuva.

— Você queria ficar sozinha na casa, eu te escutei e te dei o maldito espaço! Eu não iria impor minha presença a você, você podia ficar sozinha dentro de um quarto quente ao invés dessa maldita tempestade!

— Eu não te chamei, então, volta pra casa, Cullen!

— Não sem você! Você está louca?! Arreste esse seu traseiro molhado para casa ou eu mesma te carrego no meu ombro! O que você está querendo? Pegar a porra de uma pneumonia?!

— Me deixa em paz! — gritou e deu as costas a dele.

— Você não precisava sair de casa e se arriscar desse jeito se queria apenas a porra do seu espaço e que eu ficasse longe de você, Isabella!

Ela se virou furiosa, com ele e consigo mesma.

— Eu não queria ficar longe de você!

— Então o que você quer?!

— Que você fique longe de mim!

— O que? Isso está fazendo sentido pra você? Porque não está fazendo sentido pra mim, Isabella!

— Esse é o maldito problema, Cullen! Eu não estou fazendo sentido, porque nada disso está fazendo sentido! Eu estou confusa, porque toda essa merda está confusa e eu não tenho ideia do que está acontecendo aqui, comigo, com você e com a gente! Eu estou surtando de tão confusa e não sei o que fazer com isso! — gritou, estava chorando e, por mais que Edward não pudesse ver suas lágrimas, ele podia ver o rosto franzido e escutar seus soluços.

Edward passou a mão pelo cabelo ensopado, combinando com todo o resto de seu corpo, e soltou o ar com força.

— Sério, será que podemos ter essa conversa lá dentro?! Vamos, bebê, você está molhada até os ossos e vai acabar congelando aqui fora ou então ficando doente nessa chuva toda, por favor. — disse o mais suavemente possível.

— Está vendo?! É disso que eu estou falando! Por que você não pode voltar a ser o idiota insuportável de antes?! Alguém que eu achava estar apenas dedicado a tornar minha vida um inferno, me provocando a cada oportunidade?! Não a pessoa que você está sendo essa semana!

— Eu não estou fingindo, Bella! Esse é quem eu sou!

— Eu sei! — Bella gritou cheia de frustração.

— E então o que?! — Edward gritou e agora ele estava frustrado, sem entender o que diabos estavam discutindo. — Do que você está falando?! Porque se você está confusa, pode imaginar como eu estou?! Me ajude aqui, Bella, porque eu estou perdido! Porra, eu não sei o que diabos você quer e não posso te dar o que você quer, se você me disser!

— Você! Você! Pronto?! É você, Cullen!

— O que?!

— Você não queria saber o que eu quero Cullen? Pronto, é você! Está satisfeito?! Não veio passar essa maldita semana comigo pra tomar tudo de mim?! Pronto, você tomou! E tomou muito mais do que minha boca, meus seios, minha boceta, meu traseiro, você tomou tudo! E agora estamos indo embora e não sei como lidar com isso ou o que fazer! Pronto? Entendeu o que eu estou falando agora? Eu te amo, Edward Cullen! Eu não sei o que fazer com isso, mas eu te amo, porra!

A adrenalina corria seu corpo e estava ofegante pelos gritos, mas quando engoliu seco e se deu conta do que tinha acabado de dizer, se sentiu mais leve. Um peso saiu de seus ombros e de seu coração, estava estranhamente mais leve.

Vendo o quão surpreso Edward estava, abaixou a cabeça e começou a rir, chorando ao mesmo tempo. Ergueu a cabeça passando a mão no rosto, não era como se fosse secá-lo, em meio aquela tempestade era impossível secar qualquer coisa sem voltar para casa, mas ajudou a enxergá-lo melhor e tirar um pouco do cabelo do rosto.

Pareceu se passar horas desde o momento em que disse eu te amo pela primeira vez a um homem que não fosse seu irmão ou pai, mas foram apenas alguns segundos. O espaço de um instante. E ria sem humor, quase histérica.

— Não era assim que planejava dizer alguma coisa, nem cuspir tudo isso em você, mas é isso. — abriu os braços em rendição. — É tudo que eu tenho. Eu sou... Estupidamente apaixonada por você, Edward Cullen. E isso desde... Eu não sei, talvez, sempre? Eu... Lutei contra isso e pensei que fosse só uma paixonite infantil e adolescente, talvez deslumbramento pela sua aparência, algo que eu pudesse lutar contra, mas eu não posso e essa semana só piorou tudo! Porque antes, eu achava que você era apenas um idiota viciado em trabalho, que podia ser bom com meu pai, meu irmão e minha cunhada, mas nunca comigo, porque não me achava boa suficiente em nenhum sentido, não me achava boa suficiente para merecer seu respeito ou carinho, muito menos seu amor, mas agora eu sei que você é muito mais do que isso. Muito mais! Você é uma pessoa e um homem incrível e... E... Deus, você fez sexo comigo, nós fodemos como coelhos nessa semana, mas nós também fizemos amor, tão lento e doce, me fez sentir realmente amada, mas... Eu sei que não é isso, é só... Sexo, mas... — parou ofegante, antes que começasse a balbuciar, respirou fundo. — Antes, quando era tudo só na minha imaginação, era fácil, mas agora? Eu não sei onde isso nos coloca e não sei mais como lidar com isso.

Nem sabia como tinha falado tudo aquilo, mas agora parecia que tinha de falar tudo, se era para se humilhar, faria o serviço completo.

— Bebê-

Ela o interrompeu:

— Se lembra daquele nosso joguinho de 'verdade ou beba uísque e tire uma peça de roupa?' e das suas perguntas não respondidas? Bem, aqui vão as respostas. O que me inspira a escrever? Você; foi irônico eu te perguntar se você achava chegar aos pés dos meus mocinhos sexys e personificação dos desejos e fantasias de qualquer mulher, porque cada um deles foi inspirado em você, uso a aparência de algum ator que eu gosto e mudo um pouco a personalidade, mas o que os protagonistas fazem é tudo que já sonhei e me masturbei pensando em você. Por que eu não queria dormir, no sentido literal da palavra, com você? Autopreservação; era como, se eu pudesse manter nosso relacionamento na mesma maneira que você, apenas sexo, eu manteria alguma coisa comigo, não te daria tudo que eu tinha sem você nem saber, mas, obviamente, eu desisti disso — bufou, com uma risada quase amarga. — você já tinha tudo. Eu terminei com Riley porque ele queria algo que eu jamais poderia dar a ele, o que Riley queria? Meu coração; mas eu não podia dar a ele algo que já não era meu, era é seu. O que você e essa semana significam para mim? Significam... — seu lábio inferior tremeu, suspirou. — Tudo. Tudo que eu sempre quis por uma vida inteira, mas que só seria meu por uma semana.

Bella ergueu a cabeça para o céu, engolindo seco e sentindo a chuva em seu rosto, camuflando suas lágrimas.

— Apenas uma semana, porque eu sei que nunca poderia ser uma mulher que você pudesse manter ao seu lado a longo prazo. — voltou a baixar a cabeça e abrir os olhos, soluçando. — Porque eu... Eu sou só isso e você é... Isso tudo. Você é o homem que toda mulher pode querer; é absurdamente lindo, tem um corpo feito para o sexo e é bom de cama, sabe cozinhar, é divertido, carinhoso, companheiro, você é tudo e mais um pouco em uma embalagem deslumbrante, mas não se trata apenas sua embalagem, claro que não, você é bem mais do que isso. Você também é um perfeito cavalheiro e um advogado bem sucedido, provavelmente o melhor em sua área, o que conseguiu sozinho e por mérito próprio, sem pisar em ninguém e com o próprio esforço, agora é um dono de um grande e bem sucedido escritório de advocacia em parceria de seus melhores amigos, está sempre bem vestido e convidado aos melhores eventos, com as melhores pessoas e mulheres, enquanto eu? Eu não tenho metade disso, nunca quis, a não ser quando percebi que se tivesse, poderia estar com você. Você merece alguém como a Rosalie, não eu. Alguém que você pudesse ter com o braço enlaçado ao seu e apresentar aos amigos sem sentir medo que ela o envergonhe por não poder controlar a língua, por não saber se vestir ou andar com salto sem tropeçar em uma maldita superfície lisa. Alguém a sua altura, quer dizer... Uma loira ou ruiva cheia de curvas nos lugares certos, assim como as que você saía antes, quer dizer... — riu sem humor novamente. — Merda, nem seu tipo de mulher eu sou, deve ter me fodido simplesmente pela falta de opção e por ser uma novidade na sua lista, mas... É isso. Como eu disse, eu não sei onde isso nos coloca e não sei mais como lidar com isso, eu sinto muito.

— Deus, bebê... — ele estava tão surpreso e atordoado que parecia ter presenciado a coisa mais impossível ou chocante do mundo acontecer bem a sua frente. Passou a mão pelos cabelos molhados, pondo-os para trás e ofegou.

— Você não precisa me dizer nada, eu... Só precisava desabafar. Você não tem que retribuir meus sentimentos ou qualquer merda que eu disse agora, eu só te agradeço por me escutar e não rir de quão patética eu sou por acreditar que uma semana mudaria toda uma vida, eu só-

— Você pode calar a boca e me deixar falar, pelo amor de Deus?! — Edward exasperou, interrompendo e a calando no mesmo instante. — Santa merda, obrigado. Eu... Só preciso de um segundo para engolir tudo isso e aceitar que não estou sonhando, nem imaginando ou delirando, que isso é real e você... Você... — passou a mão cabelo novamente, olhou para o céu e então para frente. — Porra... — soltou o ar com força. — Você me ama.

Bella engoliu seco e mordeu o lábio inferior, sem saber o que dizer ou o que ele iria dizer.

— Você não entendeu nada, realmente né?

— O que?

— Toda essa semana foi malditamente planejada, Isabella. Quer dizer, não toda, nunca planejei fazer tudo que fizemos. Merda, eu só... Quando Rose e seu irmão me disseram que você estava vindo ficar uma semana aqui, eu sabia que era a hora de fazer alguma coisa ou perderia minha possível chance, então pedi a chave do seu irmão e disse que queria ficar aqui com você, disse a ele que tinha sentimentos por você, que tentei ir contra isso por você, ele e Charlie, mas era mais forte que eu e precisava saber como você se sentia a respeito disso, saber se tínhamos alguma chance; Rosalie sorriu como se fosse a coisa mais incrível do mundo e Emmett ameaçou cortar minhas bolas se eu te machucasse, mas que abençoava isso enquanto sua irmãzinha e melhor amigo fossem felizes, e que eu podia falar com Charlie depois; aí vim pra cá. Então tudo começou e você pareceu retribuir, mas nunca totalmente, era como dar um passo a frente e dois atrás, nunca sabia o que você estava pensando ou sentindo, então você me diz tudo isso e me sinto estúpido por não ter me arriscado te dizer antes. — acabou rindo da ironia de toda a situação.

— Edward, o que você... — parou, sentindo o coração disparar ainda mais, se isso lá era possível.

— Bem, se é pra usar o nosso jogo nisso, pode ser uma via de mão dupla. Por que eu vim atrás de você? Vim porque eu estou miseravelmente apaixonado por você, Isabella Swan. Tentei interpretar meus sentimentos por você de outra maneira, mas essa semana me mostrou que não há como mudar isso, é amor, estou apaixonado por você, provavelmente sempre estive e sempre estarei. Qual o meu tipo de mulher? Você! Sempre soube que você era absurda e que não se via com clareza, mas será que não percebeu o que você e as últimas mulheres com quem me envolvi?

— Nada. — Bella sussurrou.

— Exatamente, bebê, nada! Porque você era meu tipo de mulher, sempre foi. Eu tentei sair com mulheres como você, pequenas, pele branca, longos cabelos escuros e olhos claros, mas tudo que eu podia ver era alguém parecida com você, mas que não era você. Eu tentava fingir, mas era falso demais, era apenas sua aparência, não você. Tentei fazer sexo com elas, mas sabe o quanto mulheres ficam furiosas quando você grita um nome que não é o delas durante o sexo? Pois é. Eu fechava os olhos, imaginava você e gritava seu nome, mas era torturante demais fingir ter você e voltar à realidade, foi ai que eu parei, tentei começar a sair com mulheres o mais diferente possível, tentando convencer meu pau, minha cabeça e meu coração a gostar daquilo, mas parecia tão ruim quanto antes, então eu parei de vez. Estava quase dois anos sem sexo quando cheguei aqui. Você era a unica mulher que eu queria, a unica que me dava uma ereção só de se aproximar muito ou fazer algum movimento que evidenciava seu corpo, só seu cheiro de morango me fazia quase gozar; sempre fui um maldito moleque pervertido e punheteiro por sua causa. riu divertido.

Fez uma pausa, engolindo seco e recomeçou:

— Por que você quis fazer esse acordo com você? Além do motivo óbvio, você é a mulher mais quente que eu conheço, também porque eu queria saber como seria ter você em meus braços de verdade, sentir seu corpo sob o meu e com o meu, saber se meus sonhos e imaginação condiziam com a realidade, mas eles não eram nem metade, a realidade foi muito, muito melhor. O que eu pretendia com isso, essa semana? Eu queria saber se eu tinha alguma chance, quero dizer, se meus sentimentos eram retribuídos ou se eu teria alguma chance de te conquistar se decidisse lutar por você; eu fui rejeitado pelos meus próprios pais, eu não saberia lidar se fosse rejeitado por você também, sei disso, chame de covardia ou o que for, mas eu posso ter minhas próprias inseguranças também, bebê. Hum... E o que você e essa semana significam para mim? Tudo. Pode soar clichê e cópia da sua frase, mas é a mais pura verdade, é tudo que eu sempre quis e estava disposto a lutar, agora tenho certeza de que o que vivemos aqui por essa semana é o que eu quero para a minha vida toda.

Um trovão rugiu no céu, mas eles ficaram em silêncio. Ensopados. Ofegantes. Confusos. Atordoados. Piscavam com mais frequência pela chuva forte em seu rosto, lambiam os lábios e engoliam seco, apenas esperando acordar a qualquer momento do mais lindo sonho de suas vidas. E nada era unilateral, sentiam-se exatamente da mesma forma. Eles já tinham tirado a roupa juntos inúmeras vezes, mas nunca tinham se sentido tão nu antes. Sem barreiras entre eles, apenas a mais crua verdade, enquanto diziam tudo que sentiam e guardaram através dos anos atrás dos medos e inseguranças.

— Por que você está me dizendo isso tudo isso? — Bella sussurrou. — Por que está brincando comigo desse jeito?

— Brincando? Pelo amor de Deus, bebê, eu não estou brincando — riu ao se aproximar dela e tomou seu rosto entre as mãos. — Acredite, eu jamais brincaria com os seus ou os meus sentimentos. — roçou os lábios na testa dela, então afastou o rosto para olhar em seus olhos. — Eu te amo, bebê. Eu te amo mais do que eu achava ser possível amar, mais do que eu jamais imaginei amar alguém. E agora você está dizendo que me ama também e eu não sei se já fui tão feliz assim em algum outro momento da minha vida.

— Não! Você... — pousou as mãos sobre os antebraços dele. — Você não pode me amar, Cullen.

— Por quê? Era mais fácil você não poder me amar, do que o contrário.

— Olha pra você e olha pra mim... Estamos tão perto, mas em mundos diferentes, nunca poderíamos... Quer dizer, você é... — fechou os olhos, chorando.

— Eu sou o garoto que cresceu abandonado pelo pai e com uma mãe alcoólatra e viciada em remédios, que só teve um futuro pela caridade de outra família. Eu era um nada, Bella, tudo que eu fiz, tudo pelo que lutei, tudo em que eu me transformei, foi por você, bebê. Por você. — roçou os lábios em sua testa novamente. — Para de dizer que eu sou melhor que você, que você não é digna por isso ou aquilo, que eu não posso te amar, porque é exatamente o contrário. Abre os olhos, olha pra mim e me escuta, por favor.

Bella os abriu lentamente. Os dele estavam tão conectados aos seus que parecia alcançar seu coração e alma. Brilhando, queimando. E ela podia ver ali a paixão e... Amor.

— Eu te achei encantadora desde a primeira vez que te vi. Você me fazia sentir estranho, mas eu queria aquilo, então eu passei a te encher só para ter sua atenção e assim fomos até quando você cresceu. Foi uma adolescente meio desengonçada, mas era tão adorável, então foi criando suas curvas e me fazendo te querer como um homem, eu tentei lutar contra isso, parecia tão errado, mas estava sempre comigo. Sabe o quanto me matava te ver com outros meninos? Mesmo conversando?

— Eu nunca... Eu nunca soube, quando você e Emmett espantavam algum garoto ou você me mandava se afastar, pensava que era apenas para encher meu saco, por eu ser a irmãzinha do seu melhor amigo. — fungou.

— Quem me dera bebê, era ciúme. — ele riu. — Ciúmes que alguém recebesse a atenção que devia ser minha, mas também porque você era linda, engraçada e inteligente, a menina de ouro do Charlie e tão preciosa, aqueles moleques idiotas nunca te tratariam como você merecia e não eram bons suficientes pra você, mas então percebi que eu mesmo não era bom suficiente pra você, eu não tinha nada e era menos ainda. Nem meus pais me quiseram como eu podia querer que você me quisesse?

— Edward, não-

— Foi quando decidi que seria alguém. — a interrompeu. — Alguém que pudesse fazer Charlie orgulhoso, mas que também pudesse ser bom suficiente para você, porque você merecia tudo. Então eu consegui uma bolsa de estudos na Universidade de Nova York, nos mudamos para lá; ficar longe de você, sem saber se você estava seguindo sua vida ou amando outra pessoa era uma tortura, mas eu sabia que era necessário se eu quisesse ter algo pra te oferecer. Eu trabalhei muito enquanto estava na universidade para ter algum dinheiro, economizei, estudei mais que a maioria e consegui me formar com honras. Consegui passar a me vestir melhor e abri nosso escritório; trabalhamos muito e arduamente, conseguimos clientes importantes e recomendações, ai as coisas começaram a engatar, comprei meu apartamento, meu carro, pude passar a ajudar Charlie, assim como Emmett fazia. Eu só queria ser alguém. Alguém que seu pai e você pudessem ter orgulho. Mas se agora você coloca isso como um empecilho entre nós, então eu não quero. Eu posso estar em ternos de grife e sapatos italianos, mas acredite, tiraria isso em um piscar de olhos se fosse para te ter ao meu lado. Posso me tornar um advogado de porta de cadeia, em um terno vagabundo e um chinelo de dedo se isso for te fazer ficar ao meu lado. Eu só tenho tudo isso por que... Eu queria poder te dar uma vida boa, te oferecer conforto e segurança, ser alguém que você quisesse ao seu lado e pudesse ter orgulho. Queria ser diferente do meu pai, assim se você um dia decidisse que podia me amar e me querer, eu teria algo a te oferecer, bebê.

— Eu teria te aceitado de qualquer maneira, você sabe, não é? — sua voz era pouco mais de um sussurro rouco pelo choro.

— Mas eu não podia te fazer ter uma vida miserável, como minha mãe teve. Eu tinha que ter mais e poder te oferecer mais. E como você pode pensar que é menos do que eu? Eu tenho um grande escritório, mas inferno, você é a porra de uma autora famosa, tem livros vendendo pelo mundo todo e só não é conhecida como Isabella porque quer seu anonimato. Será que você não vê isso? Bebê, você é uma mulher incrível e muito mais do que imagina, qualquer homem teria uma sorte do inferno de ser escolhido para estar ao seu lado e ser amado por você. E eu espero como um inferno ser esse homem, só isso.

— Você... — engoliu, ofegando. — Você está falando sério, não é?

— Inferno, sim! Pode acreditar bebê, eu amo você! — e tomou sua boca em um grande beijo.

Fogos de artifícios explodiram para ambos atrás de todo chuva quando suas bocas se chocaram. Logo se abrindo e se encaixando entre as carícias de suas línguas. Aquele era o primeiro beijo do começo do resto de suas vidas, sabiam disso. Era o primeiro beijo depois dos fatídicos 'eu te amo'. Mais apaixonados do que jamais tinham se beijado, tomando e marcando suas posses. Seria possível morrer de felicidade, ambos se perguntavam.

— Você é a mulher que eu quero Bella. — Edward disse em sua boca. — Sem tirar ou pôr absolutamente nada, eu não mudaria nada em você, porque me apaixonei exatamente por quem você é Isabella Marie Swan, então seja minha. Por favor, seja minha.

— Edward, nós...

— Você me ama, Bella? — ele a interrompeu, segurando seu rosto com firmeza entre as mãos e com a testa colada a dela. — Apenas me responda isso, você me ama tanto quanto eu te amo?

— Eu amo você, Edward, eu juro que eu amo você, mas-

— Sem ‘mas’. Que se foda qualquer 'mas', porque eu amo você e é suficiente pra mim, então, por favor, deixe ser suficiente pra você também, bebê. Apenas diga que será minha e podemos lidar com todo o resto juntos.

— Eu... Eu não sei. — mordeu o lábio inferior.

— O que? O que te falta? — perguntou impaciente, sentindo a dor da possível rejeição ameaçar rasgar seu peito, o poderia faltar? — Eu juro que faço o inferno por você, por nós.

— Eu não quero o inferno, eu só quero saber se... Se ser sua vai garantir que... Bem, você será só meu também? — abriu um sorriso divertido.

Edward abriu um sorriso lentamente até transformá-lo em uma risada.

— Inferno, sim! Seu, todo seu, completamente seu, pelo resto dos nossos dias, porque quando você aceitar ser minha, eu juro, que não vou te deixar ir nunca mais, bebê.

Bella começou a assentir rapidamente entre as lágrimas e um sorriso iluminou seu rosto.

— Sua, toda sua, completamente sua, Edward. Eu sempre fui e sempre vou ser sua... Cullen. E não estou indo a lugar nenhum, não sem você.

— Graças a Deus, bebê. — riu. — Minha.

E a beijou de novo, apaixonadamente. Descendo as mãos, abraçou-a pela cintura e lhe ergueu do chão, sentindo os dedos dela se enterrar em seu cabelo, sem soltar sua boca por nenhum segundo. Foram parando o ritmo com mordiscadas e selinhos mais rápidos.

— Minha! Porra, finalmente, minha! — Edward gritou, mantendo-a em seu colo pela cintura.

— Sua! Porra, finalmente, toda sua! — gritou rindo.

— Eu amo você, bebê.

— E eu amo você, Edward!

Estavam rindo como idiotas, quando Edward a colocou no chão e ergueu o rosto para o céu.

— Minha! E ela me ama! Porra, ela me ama! Obrigado!

Bella gargalhou.

— Para de ser ridículo, Cullen.

— Assim como Rose e Emmett, eu estou loucamente apaixonado, então tenho meu alvará para ser ridículo e cafona, bebê.

Bella riu.

— Ponto feito e anotado.

— Será que agora podemos sair da chuva antes que a gente morra de pneumonia antes mesmo de ter uma vida juntos, Isabella?

— Uma vida juntos, é, Cullen?

— Pode apostar que sim, bebê. Agora vamos correr.

Edward pegou sua mão e correram de volta para a casa, subindo as escadas laterais rapidamente.

Apenas dentro no calor da casa, sem mais água caindo sobre eles, sentiram a diferença de temperatura e o quanto estavam quase congelando os traseiros. Ele nem deu tempo pra ela dizer qualquer coisa, apenas lhe pegou no colo e subiu correndo para o quarto dela, se apressando para o banheiro.

— Banho quente, agora, vamos. — disse ao colocá-la no chão.

— Será que você pode me fazer companhia? — sorriu maliciosa.

— Inferno, sim! — riu.

http://www.youtube.com/watch?v=JevuFkXrLi0

Dee Joy — Trust Me

Agarrou a barra do suéter encharcado dela e levantou, Bella ergueu os braços para ajudar e ele o tirou completamente, expondo seu corpo nu. Sem biquíni ou sutiã, seus seios enrijecidos e mamilos frisados pelo frio, passou o dedão ao redor de um deles suavemente.

— Frio? — Edward perguntou após um arrepio percorrer todo o corpo dela, os seios dela ficavam ainda mais lindos arrepiados.

— Um pouco. — confessou, mordendo o lábio inferior.

— Que tal um pouco de calor aqui, então. — se inclinou e girou a língua quente ao redor de um deles lentamente e depois o outro. A pele dela estava gelada, subiu lambendo até seu pescoço, causando outro arrepio.

Bella gemeu, ele continuou beijando seu pescoço e intercalando lambidas, enquanto suas mãos abriam rapidamente sua calça jeans. Ele se afastou e olhou em seus olhos, com um quase sorriso de lado no rosto, com um ar malicioso – e um olhar apaixonado. Começou a baixar sua calça e a calcinha junto por suas pernas, se abaixando no caminho até que ficasse com o rosto na altura de sua cintura e com um amontoado de tecido aos seus pés; Bella se apoiou nos ombros dele e ergueu os pés, saindo das calças e ficando nua em frente a ele, sentindo um pouco mais de frio, principalmente pelo cabelo ensopado escorrendo em suas costas.

Edward sorriu e depositou um beijo em sua coxa. Depois beijou a outra. Com as mãos pousadas em sua cintura, ele beijou seu monte-de-vênus, sua cintura e sua barriga. Levantou-se e beijou um seio, pouco acima do mamilo, depois beijou o outro, então beijou a sua clavícula e pescoço. Quando estavam rosto a rosto, beijou seu queixo.

— Você é tão linda... — Edward sussurrou com tanta adoração em sua voz que era impossível duvidar que ele estivesse sendo sincero e isso a fez corar, quase beirando as lágrimas. Ele suspirou, pousando uma mão em sua bochecha e afagando com o dedão. — Tão linda... — abriu um sorriso genuíno. — E minha.

Bella sorriu.

— Sua.

Suas bocas se encontraram, mas apenas com carícias suaves.

Bella alcançou a barra da camisa branca dele e começou a erguê-la, assim como ele tinha feito com ela. Edward ergueu os braços e se abaixou um pouco, ajudando que ela a tirasse sobre sua cabeça. Bella fez o mesmo, passando o dedão ao redor do mamilo e lambendo os dois. Depois abriu sua bermuda e a abaixou junto com a samba-canção que usava. Ficou abaixada com o rosto na altura de sua cintura e ele ergueu os pés, um de cada vez para sair das calças. Bella sorriu divertida.

— Uma ereção mesmo no frio? — brincou.

— Depois de tudo que você me disse, será um milagre se eu conseguir abaixar meu pau nas próximas três horas. — disse no mesmo tom de brincadeira e os dois riram.

Bella ergueu os olhos pra mim.

— Bom pra mim, mais diversão.

Edward riu.

— Acredite, é bom pra mim também.

Bella se inclinou e beijou sua coxa, depois a outra. Passou o dedo uma grande veia em sua ereção e um beijinho sobre ela. Pousou a mão em sua cintura e beijou sua barriga, depois o meio dela. Ao ficar em pé, depositou um beijou alguns centímetros acima de cada mamilo, então beijou a sua clavícula e pescoço. Quando estava rosto a rosto, beijou seu queixo.

— Você é tão lindo... — disse com a mesma adoração, sem deixar nenhuma sombra de dúvida de que era aquilo era verdade. — Tão lindo... — abriu um sorriso genuíno. — E meu.

Edward riu, mas parou sorrindo.

— Seu.

E entre mais carícias, suas bocas se encontraram novamente e se amaram.

Pararam de se beijar apenas quando Edward desceu a mão pelas costas dela e sentiu a água molhada de seu cabelo esfriar sua pele ainda mais.

Preocupado que ela ficasse doente, separou suas bocas e a levou para dentro do box, ligando o chuveiro com água morna. Mas quando ficaram sob a ducha, seus corpos se colaram e suas bocas se encontraram novamente, enquanto se aqueciam com a água. Era tão viciante.

Mmmm... — Edward parou o beijo, dando alguns pequenos beijos em seu lábio inferior, antes de parar e olhar em seus olhos. — Está se sentindo mais quente?

— Pode apostar que sim, Cullen.

— Eu quis dizer na temperatura, bebê — ele riu. — Não está mais com frio?

— Sem frio também. — ela riu junto. — Isso vai nos levar a ter algum sexo no chuveiro?

— Não. Vamos apenas nos aquecer mais um pouco e sair daqui.

— Por quê? — perguntou com um beicinho, que ele beijou suavemente.

— Porque essa será a nossa primeira vez depois que descobri que você me ama. — respondeu acariciando sua bochecha. — E não vai ser uma foda rápida contra os azulejos do banheiro. Eu quero fazer amor com você, bebê. Em uma cama, se possível, porque eu quero que seja algo especial.

— Você é bem mais romântico do que qualquer um possa imaginar, não é?

— Na verdade, sou. E como nunca tive com quem usar esse romantismo todo, ninguém que merecesse ou que eu quisesse usar, acho que acumulou. — riu, parecendo envergonhado — Tem muitas doses de romantismo guardadas e prontas para serem usadas aqui com você, então só me avise se eu ficar insuportável e eu vou diminuir o ritmo.

— Eu me sinto honrada de ser a primeira. E a nossa primeira vez depois disso tudo seria especial de qualquer maneira, só por ser você. Todas as vezes que estivemos juntos foram especiais pra mim, Edward.

Sorrindo, ela adorou ver a maneira que ele abriu um largo sorriso e tinha os olhos brilhando. Se tinha dito a si mesma nunca mais ser a responsável pelo olhar ferido de Edward, queria ser sempre a responsável por aquele brilho. Ele ficava ainda mais lindo quando feliz.

— E eu que sou romântico, huh? — ele provocou.

— Idiota.

Eles saíram rindo do box, Edward pegou uma grande toalha branca em um gancho na parede e a secou carinhosamente, depois ela retribuiu o secando da mesma maneira, enquanto ele secava seu cabelo com uma toalha. E voltaram para o quarto, nus e de mãos dadas.

Bella soltou sua mão e andou para a outra lateral da cama, desembaraçou o cabelo úmido com os dedos. Quando estava satisfeita, colocou-os para trás e parou, mordendo o lábio inferior. Observando Edward parado no pé da cama, observando-a de volta. Gloriosamente nu; se não fosse ciumenta demais para deixar qualquer outra pessoa vê-lo daquela maneira, diria que devia ser proibido que ele colocasse roupa, mas estava mais do que feliz em ser a unica a ser beneficiada por sua nudez.

— Temos uma cama aqui. — Edward brincou, com a voz baixa. — Que tal usá-la?

— Ótima ideia, Cullen.

Logo ele estava a sua frente e segurando seu rosto entre as mãos, deixando-a pousar as dela em sua cintura nua.

A luz do quarto estava apagada, a unica fonte de iluminação era a janela e era escassa, pelo tempo ruim, mas dava um clima ainda mais romântico ao momento. Só os deixando ver seus rostos, olhos brilhando e silhuetas, de resto, tinham que se valer dos outros sentidos – tato, paladar, olfato e audição. E quando se beijaram, o tato e a paladar entraram em ação.

Era como uma primeira vez.

Eles tinham perdido suas respectivas virgindades há anos e com outras pessoas, também já tinham tido a primeira vez de sexo – de todas as maneiras – juntos, mas daquela vez era diferente. Iriam fazer amor, iriam sentir exatamente como o amor deve sentir, mas dessa vez, sabendo que o sentimento existe e era recíproco. Assim como o primeiro beijo, aquela seria a primeira noite de amor depois dos fatídicos 'eu te amo'.

E tudo estava absolutamente perfeito.

Bella quebrou o beijo e subiu na cama, deitando-se de costas, com os joelhos flexionados e se apoiando nos cotovelos para se erguer um pouco.

— Vai soar repetitivo se eu disser que você é linda? — Edward perguntou, passando a mão no cabelo. E nem precisava vê-la perfeitamente pra ter certeza disso.

— Um pouco. — Bella riu, corando.

— Bem, dane-se, você é linda.

Edward subiu na cama de joelhos e ficou entre as pernas dela, acariciando sua coxa.

— Bem, você faz com que eu me sinta bonita.

— Porque você é linda, bebê. — ele se inclinou, apoiando as mãos no colchão para beijar os lábios dela. — E não estou falando apenas sobre sua aparência. Isso é apenas uma embalagem deslumbrante, você é linda por ser quem você é. E por ser minha, claro. — outro beijo rápido. — E puta merda como é bom dizer isso... Minha.

— É bom dizer isso também... Sua.

Bella jogou os braços sobre seus ombros e juntou os dedos em sua nuca, puxando-o para perto e juntando suas bocas mais uma vez.

— Eu preciso de você, Edward. — sussurrou em sua boca. — Faça amor comigo. Não preciso de preliminares ou qualquer outra coisa, apenas você.

— Isso pode ser meio egoísta, Bells, estou realmente e não sei como durar muito.

— E o que aconteceu com as três horas de pau duro? — provocou, fazendo-o rir. — Estou brincando, eu não ligo e você pode me compensar depois. Eu só quero você, quero fazer amor com você.

— Jesus, Bella, você me mata falando desse jeito.

De olhos fechados, ele a beijou novamente – mais do que carícias dessa vez, um beijo quente e completo, mas ainda lento. Apoiou-se em um cotovelo, tentando não colocar todo o peso sobre ela, usou a mão livre para tocá-la entre as coxas; sentindo seu sexo quente e molhado sob seus dedos, esfregou o clitóris rapidamente e sentiu os gemidos dela em sua boca; a soltou e tomou a própria ereção na mão, guiando até sua entrada e a penetrou sem dificuldade.

Bella se arqueou em sua direção, enquanto ele a penetrava lentamente, mas não foi muito longe presa entre a cama e o corpo dele.

— Enrole as pernas suas pernas ao redor da minha cintura. — Edward mandou.

E ela obedeceu rapidamente; abriu mais as pernas e as ergueu, abraçando a cintura dele e cruzando os tornozelos em suas costas. Gemeu ao senti-lo ir ainda mais fundo daquele jeito.

— Abra os olhos e olhe pra mim, bebê.

Quando os abriu, seus olhos se encontraram e se conectaram. Bella o sentia mexer os quadris lentamente, esfregando nos lugares certos e a fazendo gemer involuntariamente, não existia nenhuma maneira de tornar qualquer momento evolvendo Edward Cullen nu ruim, ela sabia, mas, por mais prazeroso que fosse, era mais do que o simples ato sexual. Seria estranho pensar ser uma experiência transcendental? Porque era como sentia. Quase como magia.

Sentiam-se unidos de mais maneiras do que apenas fisicamente, a peça que faltava aos dois... Completavam-se. Sim, essa era a melhor forma de explicar como se sentiam naquele momento, finalmente estavam completos. E como antes, era lento e doce, era... Como fazer amor devia se sentir. Sentia como amor.

Bella sentiu as lágrimas ardem em seus olhos e, pela primeira vez, não teve vergonha de deixá-las escorrer pela lateral de seu rosto.

— O que, Bella? Eu estou te machucando? — Edward perguntou preocupado, parando.

— Não! Você está sendo... — suspirou. — Maravilhoso. Adoro te sentir em mim, me preenchendo e completando. Eu... — fechou os olhos, afastando as lágrimas e riu sem humor, abriu os olhos novamente. — Eu amo isso, mas estou medo de acordar e ser um sonho. É realmente real? Estamos aqui e... Você me ama?

— Estando com você, eu me sinto completo também, meu amor. É a coisa mais... Importante e especial que eu já fiz na minha vida. E tanto quanto amo isso, também tenho minha própria cota de medo de acordar e você sumir, mas, por enquanto, vamos nos segurar a isso. Nós estamos aqui e é real. E eu amo você, bebê. — beijou seu lábio inferior algumas vezes.

Bella mordeu o lábio inferior e fechou os olhos, se segurando a aquilo, estavam ali e era real. Abriu os olhos, abrindo um largo sorriso.

— Eu amo você também, Edward. Eu esperei tanto pra te dizer essas palavras e agora, sinto como se precisasse dizer o tempo inteiro — ela riu, estava tão feliz.

— Pode me dizer a vontade, porque acho que nunca vai ser suficiente pra mim te escutar dizê-las.

Se beijaram e continuaram a fazer amor. Juntos, deixando serem levados pela onda de sentimentos misturados, principalmente o prazer e a felicidade. E pelo mais novo descoberto e delicioso dos sentimentos, o amor.

...

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Let me take you there — Plain White T's

Minutos depois, estavam satisfeitos e extasiados pela a primeira rodada da noite. Primeira de muitas, claro, porque ambos concordavam que, com certeza, teria mais algumas rodadas – algumas mais selvagens e outras mais doces, mas, com certeza, rodadas a noite toda.

Edward caiu para o lado e a puxou para seu peito, suas pernas se enrolaram e ela se aconchegou na lateral de seu corpo, jogando o braço sobre seu abdômen – até a forma que tinham dormido nos últimos dias, parecia melhor naquele momento. E o sorriso, aquela altura, já tinha se fixado em seus rostos e parecia impossível.

Beijou os cabelos dela, escutando seu suspiro satisfeito.

— Bella?

— Hum?

— Você ainda me ama? — sussurrou.

Bella riu.

— Que pergunta idiota, Cullen.

— Não sei, vai que era a Gueixa ou a Cética falando por você. Ou vai que elas te fazem mudar de ideia. Preciso me certificar que isso não vai acontecer.

— Bom ponto. — ela riu. — Mas elas estão bem caladas, na verdade.

— Isso é bom pra você?

— É... Estranho, na verdade. Mas posso senti-las sorrindo pra mim, acho que estão... Orgulhosas.

— Orgulhosas?

— Sim, orgulhosas de mim. Porque eu uni tudo, inclusive minha libido e minhas inseguranças, então tomei as rédeas da situação e decidi o que eu queria, que era exatamente o que elas me disseram pra fazer.

— Não sei se eu devo ter medo que você vá acabar internada em um hospital psiquiátrico, presa em uma camisa de força. Ou feliz, porque você encontrou uma forma de encontrar seu caminho pros meus braços, Isabella. — Edward disse divertido e beijou seus cabelos novamente. Bella gargalhou.

— Pode ser os dois, se quiser. Só lembre de que foi avisado do pacote que estava levando antes de reclamar e devolver o produto estragado.

— Ei, ei, pode cortando essa merda bem aí, não sonhe em dar pra trás agora.

— Eu não estou dando pra trás, só... — virou a cabeça para olhá-lo no rosto. — Você não vai mudar de ideia? Descobrir que foi só... O calor do momento? E se eu não... Me adaptar no seu mundo?

— Eu não sou esse tipo de pessoa, Isabella. Eu não sei fazer ou querer as coisas pela metade, é sim ou não. Eu sei o que eu quero e é você. E agora eu sei que você me quer de volta, então, acredite, eu não vou mudar de ideia, não vou te deixar mudar de ideia e não vamos voltar atrás. Além do mais, senhorita Swan, eu passei quase uma vida tentando melhorar e ser bom suficiente para ter o direito de estar com você, quase uma vida te querendo em silêncio, agora que eu te tenho, não vou deixá-la ir tão fácil, vai ser preciso uma vida inteira para me satisfazer de você. E provavelmente ainda vai ser pouco.

— Estou me sentindo da mesma maneira. — Bella sorriu.

— Ótimo. Ah, e pro seu outro ponto, você não tem que se adaptar no meu mundo, bebê. Você é o meu mundo, eu sei disso. As outras coisas que terão que se adaptar a nós e se não acontecer, eu descarto eles, nunca você. Posso viver sem qualquer outra coisa, menos sem você e minha família, que é Emmett, Charlie e Rosalie.

— Oh, falando neles, já pensou como será dizer a eles? — Bella perguntou divertida.

— Eu acho que eles já devem ter uma ideia do que está acontecendo. Ou pensam que você me matou, escondeu o corpo e fugiu para o México. — revirou os olhos, fazendo-a rir. — Mas sabe que a Rosalie parecia saber de algo a mais.

— Bem, ela é minha melhor amiga, não consigo esconder segredos dela por muito tempo, então ela meio que sabia que eu tinha, hum, sentimentos por você.

— Oh, por isso ela sorriu tão assustadora quando eu disse que queria passar um tempo sozinho com você, para decidir nossa situação — ele riu.

— Provavelmente.

— Quando voltarmos, Emmett deverá estar segurando uma faca bem afiada para cortar minhas bolas e Charlie, que já deve estar sabendo de tudo, deverá estar com a espingarda carregada para o tiro no seu traseiro, para o caso de eu ter feito algo contra você ou coisa do tipo.

— Deixa de ser idiota, você sabe que eles jamais fariam algo pra te machucar, eles te amam.

— Eu sei e é por isso os ferimentos não serão letais, apenas bem dolorosos.

Bella gargalhou, lhe dando uma cotovelada nas costelas.

— Idiota.

Edward apenas sorriu, observando-a rir. Tão linda. O sorriso iluminava todo seu rosto, principalmente seus lindos olhos verdes, brilhando como nunca tinha os visto brilharem. Estava se apaixonando mais a cada segundo com ela em seus braços, ainda mais sabendo como ela se sentia.

— Amo a maneira que você está me olhando agora, Cullen. Seus olhos estão brilhando. — suspirou. — Me faz sentir segura, especial e amada.

— É exatamente assim que eu quero que você se sinta todos os dias, bebê. E quando você não estiver se sentindo assim, chute minha bunda e eu começo tudo de novo.

— Gosto de como isso soa.

— O que?

— Eu, chutando sua bunda.

Edward gargalhou.

— Claro que sim. Eu te amo... Bella.

Bella assentiu, emocionada.

— Eu te amo... Edward.

Ele se inclinou um pouco em sua direção e a beijou suavemente. Voltaram a se ajeitar abraçados instantes depois.

— Edward?

— Hum?

— Você acha que... Se tivéssemos sido menos... Covardes e revelado que achávamos sentir ou sentíamos algo antes, teríamos ficado juntos ou... Não sei, acha que talvez foi estupidez esperar tanto tempo? — ela perguntou hesitante quando o pensamento lhe bateu.

— Sinceramente não sei bebê. Quer dizer, Charlie vive dizendo que tudo tem o seu tempo e tudo tem uma razão para acontecer. Vai ver esse é o nosso tempo, é agora que as coisas tinham que estar acontecendo.

— É... Talvez sim.

— Bem, pense por esse lado, se eu tivesse dito antes que podia estar nutrindo sentimentos por você, eu não teria me esforçado tanto pra ser bom suficiente pra você, eu não teria me tornado o grande advogado que sou agora e não teria tudo que tenho agora, fazendo o que eu gosto. Se você tivesse me dito algo antes, você não teria tido tantas fantasias sexuais comigo e então passado a escrever esse estilo de livros, então se tornado a grande autora de sucesso que é agora, fazendo o que gosta. Talvez estivéssemos presos em empregos medíocres, com uns quatro filhos e estressados pela realidade, com sentimentos adolescentes desgastados, talvez, é possível; mas agora, nós somos maduros e estamos estabelecidos profissionalmente, estamos prontos para nos estabelecer pessoalmente. Nossos sentimentos estão maduros e passamos tanto tempo querendo que isso fosse realidade, que agora queremos com todas nossas forças que isso dê certo, vai ver essa é a razão e esse é o nosso tempo. Mas eu realmente não me importo, bebê. Não quero mais o passado, eu quero apenas nosso presente e futuro. E juntos.

— Uau... Você é bom em discursos que tiram o fôlego, Cullen. Mas você está certo, apenas nosso presente e futuro... — sorriu. — Junto.

— Viu? Isso soa perfeitamente bem. — beijou seus cabelos.

— Tá... Outra coisa, e se eu não tivesse vindo pra cá?

— Hã?

— Se eu não tivesse vindo passar uma semana na casa mágica, nosso tempo não teria acontecido? Não teríamos dito nada um ao outro, estaríamos ainda presos aos medos e inseguranças, nos masturbando pensado um no outro? — Bella perguntou divertida.

Edward riu.

— Não, eu não ia aguentar muito mais tempo disso. Você me querendo ou não, eu iria começar um plano pra te seduzir e conquistar. Já estava pensando em te trazer pra cá, era o lugar perfeito, algo tipo, ei, eu conheço um lugar que podemos ir e ficar juntos, fazer aquelas coisas que queremos e virar nossos corações ao avesso, deixa eu te levar lá?

— Isso é uma música, não é?

— Talvez, mas se não desse certo, eu te sequestraria.

— Oh, bom plano, Cullen. — Bella riu.

— Ainda bem que tudo se alinhou e você veio de livre e espontânea vontade, agora estamos juntos.

— Sim, estamos juntos. — concordou, sorrindo.

— E você me ama. — Edward lembrou.

— E eu amo você. — Bella enfatizou com um grande sorriso.

— E eu amo você. — ele enfatizou da mesma maneira.

— E você me ama. — ela concordou com um sorriso bobo.

— Viu? Tudo perfeito. — Edward girou rapidamente na cama, indo pra cima dela novamente, entre suas pernas. — Agora eu tô querendo ir às estrelas fazendo amor com você novamente, deixa eu te levar comigo, Isabella Swan?

— Sim, Edward Cullen, me leve com você.

— É só você dizer que me ama mais um pouco, porque eu não acho que tive o suficiente e temos muito tempo perdido pra repor.

Bella riu, antes de ser beijada novamente, sussurrando que o amava em sua boca.

E eles se uniram, se amaram e foram as estrelas juntos.

Bella não tinha mais medo, tinha assumido o controle de tudo e de si mesma. Estava se sentindo segura, especial e amada. Não importava onde eles fossem, o que fizessem ou o que acontecesse, ela sabia que seria sempre assim.... Desde que Edward fosse com ela. Ou a levasse com ele.

Notas finais
É isso ai minhas doçuras, cabô ç.ç
E então, o que acharam? Depois de tanto esperarem e quererem esse momento, espero que eu tenha feito valer a pena. Estou divida entre gostar realmente do capítulo e sentir que faltou alguma coisa, mas fiquei bem feliz com ele e espero que tenham gostado - apreciaria se deixassem suas opiniões, todas hein? As minhas antigas e fiéis, as novas, as fantasminhas, se aprocheguem e me deem seu carinho, assim como dou o meu a vcs por capítulo u.u KKKKKK
Não vou me prolongar muito aqui, porque eu voltarei!!! Em fic grande, nunca postei o epílogo separado do último capítulo, mas dessa vez o farei. Voltarei com um epílogo cheio de Charlie + Rosalie + Emmett ~para o bem de todos e felicidade geral da nação~, já podem imaginar como essa família receberá nosso (finalmente) casal lindo né? Um momento bem família e com algumas risadas garantidas.
P.S: Agradecimento especial a Izabel Cristina, pela linda recomendação. Sério, muito obrigada! E quero agradecer as gurias que estão começando a ler agora e comentando, obrigada. E a todas as outras também né? Obrigada, suas lindas!
Agora.. Sejam seduzidas pela caixinha de review, comentem e nos vemos no próximo, o epílogo. Ai sim, último post da Let me take you there ♥