Let Me Take You There
21 018.
Notas iniciais
Vim alegrá-las com mais um capítulo. Se é que vocês ficam felizes com minhas atualizações né; mas vou pensar que sim KKKK
É um capítulo super bonitinho e que eu amei. A versão original tinha umas 3 mil palavras, mas acabou ficando com 6 mil porque não consegui parar de escrevê-lo. Pf.
E tem algo muito esperado. Então espero que gostem! *-*'
SÁBADO.
O dia já tinha nascido na Carolina do Norte; a noite majestosa deu lugar á um dia nublado, com sol tímido que veio preguiçosa e lentamente, mas se escondeu atrás das nuvens acinzentadas. A fogueira tinha apagado há pouco tempo com o sereno, no lugar restava apenas lenha queimada e as cinzas soltando uma leve fumaça. O mar estava agitado, a maré estava alta e o vento soprava frio ao redor. Era óbvio que ia chover.
Edward e Bella estavam dormindo tranquilamente dentro da bolha de amor alheios de todo o resto sobre uma manta e cobertos por outra. Suas respirações se mesclavam, seus corações batiam no mesmo ritmo, conectados e em total sincronia. E mesmo com a brisa fria, não sentiam frio com a troca de calor de seus corpos. Estavam abraçados; ela estava enlaçada no corpo dele com os braços e pernas possessivamente, enquanto ele lhe segurava em seu peito abraçando-a protetoramente.
E a natureza, que tinha testemunhado a noite inteira de amor dos dois, agora era o despertador. O céu rugiu em um trovão sobre o mar, mas não pareceu atormentá-los, poucos instantes depois, como se para reafirmar seu poder, os primeiros pingos grossos de chuva começaram a cair.
Edward foi o primeiro sentir uma gota gelada em seu rosto, então um novo trovão o assustou, então abriu os olhos. A primeira coisa que se deu conta foi o corpo quente de Bella colado ao seu. Estava usando a boxer, assim como ela tinha o vestido, mas estavam basicamente nus e podia sentir cada curva dela contra seu corpo, assim como seu calor; porra, seria possível uma nova ereção depois da noite que compartilharam? Uau. Estava sentindo um patético orgulho de si mesmo (ou de seu pênis) naquele momento.
Quando uma nova gota grossa de chuva caiu, agora em sua boca, ele percebeu o céu. Estava com densas nuvens acinzentadas, trovejando e chuviscando. Oh merda, e foi só pensar que a chuva começou a cair.
— Merda — praguejou. — Bella? Bella, bebê, hora de acorda. Vamos, bebê, está chovendo e precisamos entrar.
— Humm... Me deixa dormir. — ela murmurou sonolenta.
— Bem que eu queria, mas está começando a chover.
Um novo trovão, Bella se assustou e abriu os olhos, se dando conta da chuva.
— Oh merda, que belo despertador, hein.
— Não fale como se fosse minha culpa, eu não sou a Tempestade.
— É muito cedo para referências nerd de X-Men, Cullen.
Edward riu quando, apesar de praguejar, ela soltou seu corpo e sentou ainda lenta, passando a mão no rosto. Enquanto a chuva começava a engrossar, eles levantaram para pegar as coisas. Bella primeiro arrumou o vestido para que cobrisse os seios e a ausência da calcinha, enquanto ele permaneceu de boxer. De joelhos na areia, ele juntou os restos de tudo em uma só bandeja colocando a outra por baixo, então as taças e garrafa, segurou tudo em uma mão e com a outra os espetos, levantou-se fazendo um malabarismo e calçou os chinelos. Ela calçou os chinelos também, pegou as roupas dele, sua calcinha e então as mantas, agitando-as. Podiam cuidar dos restos da fogueira depois, correram de volta para casa, rindo sob a chuva.
Colocaram as coisas nas cadeiras e mesa da varanda da frente, por onde entraram molhando o pé no mar.
— Vai realmente cair uma tempestade, essa casa é segura, não é? — Bella perguntou apreensiva, vendo as ondas fortes chegando e quebrando na metade da escada da frente.
— Essa casa é antiga, aguentou tempestades e furacões piores, vai aguentar essa, ela é resistente. Só acho melhor colocarmos essas mesas e cadeiras dentro, para o caso da maré subir demais e então fechar toda a casa.
— E eu preciso de um banho. — ela disse preguiçosamente.
— E eu preciso de algo para começar o dia bem, sabe. — disse sugestivamente divertido.
— Precisa, é? — entrou na brincadeira, sorrindo maliciosa.
— Desesperadamente. — agitou a cabeça com falsa resignação, se aproximando lentamente. — E quer saber de uma coisa? Só você pode me dar essa coisa.
— Sabe Cullen, tudo tem seu preço, quem sabe não podemos negociar essa coisa que você precisa tão... Desesperadamente.
— Eu acho que você precisa disso também. E mesmo que não precise, acho que pode gostar disso também.
Bella sorriu inclinando a cabeça para o lado, apenas parando alguns segundos parar admirar Edward. Ele sorria esperando sua resposta, tão adorável apenas de boxer, com o rosto ainda amassado e a mandíbula escurecida pela barba matinal – sempre se surpreendia com a rapidez que a barba dele crescia –, mas lhe dava um ar maduro, sexy, quente e ainda assim, seus olhos pequenos e brilhantes lhe davam um ar doce e adorável. Gostaria de admirá-lo para sempre, mas olhar não parecia suficiente, claro que não. Ainda mais quando ele lhe imitou inclinando a cabeça também, com um sorriso de criança sapeca.
— Ai Cullen, você é tão bobo. — riu, estendeu a mão pra ele.
Edward riu junto antes de pegar sua mão e puxá-la para seus braços, então lhe beijar carinhosamente. Bella sorriu entre o beijo.
— Mmm... Bom dia, Cullen. — ergueu a mão e afagou sua mandíbula. — Sua barba está arranhando, como isso cresce rápido.
— Agora sim, bom dia, bebê. E eu sei, vou fazê-la depois do banho. — sorriu, agarrou sua cintura e lambeu os lábios. — Mas, por enquanto, cala a boca, aguente minha barba por fazer e me beija porque não tive suficiente de você.
Bella gargalhou, antes de jogar os braços ao redor de seu pescoço e lhe beijar com vontade, porque também não tivera o suficiente dele. E era muito provável que nunca teria.
Alguns minutos depois, conseguiram se soltar por tempo suficiente para tomar os cuidados necessários para a casa aguentar a tempestade. Após colocarem as coisas da varanda pra dentro e fecharem toda a casa – portas e janelas –, os dois subiram para o tão necessário banho. Bella foi direto para o seu quarto, enquanto Edward passou no dele para pegar uma toalha, uma troca de roupa e o estojo pra se barbear.
Pegou tudo que precisava com rapidez, querendo voltar para o mesmo lugar que ela. Ainda era difícil acreditar que tudo aquilo estava acontecendo, parecia surreal demais. Parecia inacreditável o quanto as coisas podiam mudar do dia para noite e com tão pouco esforço próprio. Quer dizer, claro que tinha preparado a noite com a fogueira, mas Bella tinha aceitado e tinha tomado algumas iniciativas surpreendentes antes; ficava sem fôlego só de se lembrar disso, o que ela aceitou e o que estavam fazendo juntos, e como estavam maravilhosamente juntos. Por isso queria estar perto o tempo todo, para segurar aquele momento. Tinha a sensação de que se não estivesse perto, vivendo e aproveitando, acordaria sozinho em um quarto diferente do dela, de volta a realidade miserável de: juntos apenas pelo espaço de tempo em que fodiam e de volta a estaca zero, sendo pouco mais do que colegas e um pouco menos do que amigos, naquele relacionamento estranho que tinham. Não que reclamasse do que tinham antes, até gostava, mas agora... Agora parecia mais perto de ter algo mais concreto, algo real.
Se deu conta que sorria apenas quando chegou a porta do quarto dela.
Bella já estava nua sob a água do chuveiro; a primeira coisa que fez foi lavar o rosto e a boca, em uma rápida higiene matinal para deixá-la sem resquícios da noite anterior. Sem resquícios em parte, porque se fechasse os olhos ainda podia sentir as mãos e a boca dele em seu corpo, assim como a hipersensibilidade deliciosa entre suas pernas. Porra, que noite maravilhosa tinha sido aquela? Sentiu vontade de rir só ao lembrar. Rir porque não parecia real, inferno, nem nos seus dias mais inspirados tinha escrito cenas tão lindas e deliciosas em seus livros. Romance e sexo, que enredo perfeito.
Mais do que satisfeita com Edward e toda a noite, estava satisfeita com si mesma. Não deu nenhum segundo pensamento, apenas se entregou e aproveitou, sem arrependimentos. Nem antes, nem agora. Não podia escutar a Gueixa ou a Cética lhe parabenizando ou recriminando por tudo que tinha feito, estava o mais tranquilo e confortável silêncio. Era estranho, mas tão bom que podia se acostumar a isso. Se sentia normal... E feliz. Era uma felicidade diferente de qualquer outra que já tinha experimentado – mais do que quando conseguiu o contrato para publicar seu primeiro livro, ou quando Emmett casou com Rosalie ou o anúncio da gravidez e que seria a madrinha – antes sempre ficava genuinamente feliz pelos outros, agora estava feliz por si mesma, simplesmente feliz. Sem preocupar com o que podia acontecer ou se era errado, estava feliz e decidida a continuar assim. Foda-se qualquer outra coisa.
— Do que você está rindo? — a voz de Edward interrompeu seus devaneios.
Bella piscou e a passou a mão no rosto para poder abrir os olhos sob a água; estava rindo? Isso a fez rir ainda mais. Talvez não tão normal.
— Não sei. Estava pensando em tudo, parece tão estranho e... Sei lá, eu só estou... Feliz? — disse hesitante.
Edward desenrolou um sorriso lentamente, um sorriso genuíno que alcançava seus olhos verdes e iluminava tudo ao redor. Ele já tinha colocado suas coisas sobre a pia, agora estava gloriosamente nu, semiereto.
Porra, o cara tinha fôlego. E maldita seria ela se não confessar gostar daquilo.
— Sua felicidade é a minha, bebê. Estou feliz também.
— Bom. Então arraste teu traseiro para dentro desse box e venha tomar banho comigo.
— Quer dizer que a senhorita independente se acostumou com a minha companhia no banho, é? — provocou divertido.
Bella riu.
— Tudo bem, Cullen, eu posso fazer isso sozinha — começou a passar a mão sobre os seios, descendo uma para a barriga e sobre seu monte-de-vênus. — Só que seria mais divertido ter companhia.
— Inferno, como se eu pudesse resistir a um convite desses. — rosnou e entrou no grande box. Agarrou sua nuca, juntou seus corpos, adorando a sensação da pele escorregadia e molhada na sua; os dois ficaram sob a água, enquanto ele fechou a boca sobre a dela em um beijo apaixonado.
A mão livre deslizou pelas costas dela até seu traseiro, fechando-se sobre uma banda e apertando suas pélvis juntas. Bella gemeu com o contato e apertou-se ali, se esfregando em sua – agora – ereção. Segurou um punhado do cabelo dela e afastou suas bocas antes de capturar seu lábio inferior entre os dentes. Bella gemeu novamente, e ele soltou.
— Você vai ser minha morte, mulher.
Bella ofegou, mas riu suavemente.
— Não se esquece de me deixar como beneficiária no seu testamento. — brincou.
— Sempre soube que você estava comigo apenas pelo meu dinheiro, Srta. Swan.
— E seu corpo, Sr. Cullen. Além de seu pênis, claro. — ela enrolou a mão ao redor de sua ereção, apertando, fazendo-o gemer. — É o que nós, prostitutas de luxo, fazemos.
— Porra, eu aceito, pode me matar a vontade.
Bella riu novamente, soltando o pênis dele e pousando as mãos em seus ombros; e ele soltou seu cabelo, segurando sua cintura enquanto a água caia em suas costas.
— Você é muito bobo, Cullen. E eu gosto disso. — suspirou. — Por que eu não vi esse seu lado antes?
Mordeu o lábio inferior logo depois que a pergunta escapou. Edward sorriu, não parecia ofendido, apenas nostálgico ou algo assim.
— Porque você nunca me deu chance.
Sim, Bella sabia disso. E sabia o motivo – se conseguiu se apaixonar pelo Edward irritante e dor na bunda a quem queria matar a cada maldito minuto, quem dirá pelo Edward doce, agradável, divertido e romântico que queria apenas transar, beijar e abraçar a cada maldito segundo, a quem estava conhecendo melhor agora. Ai sim seria o fim de qualquer chance de não se apaixonar. Mas lá estava ela, do jeito que mais temia. Suspirou.
— E mesmo assim, olha onde estamos agora, não é?
— Eu gosto de onde estamos agora, bebê.
— Eu também gosto, Cullen. — ela se inclinou e deitou a cabeça no peito dele, adorando senti-lo lhe envolver em um abraço. Sentiu uma estranha, súbita e patética vontade de chorar, então mordeu o lábio inferior e tentou pensar em outro assunto. — Posso te perguntar uma coisa?
— Claro, o quê?
— Eu sempre quis perguntar, mas nunca fomos realmente íntimos pra isso, então acho que isso é íntimo suficiente, né? — riu, erguendo a cabeça para olhá-lo no rosto.
— Acho que sim. — ele riu também e beijou seu nariz. — Faça.
— Você mencionou antes que sempre procurava motivos para ficar fora de casa, acabei me lembrando disso, por quê? O que tinha de tão errado com sua mãe? E... O que aconteceu com seu pai?
Edward parou, se enrijecendo no lugar – e não do jeito que Bella gostava. Ele pareceu parar de respirar por alguns segundos, antes de soltar o ar com força, com a mandíbula dura.
— O Emmett ou Charlie nunca comentaram com você?
— Não. Eu nunca perguntei ao Charlie e o Emm sempre dizia que não era o segredo dele para contar, era o seu e se eu quisesse saber, devia perguntar a você.
— Hum. Então isso quer dizer que sexo no chuveiro está descartado? — ele brincou. Bella riu.
— Você conta se quiser, eu só perguntei. — encolheu os ombros.
— Vou desligar a água, assim eu lavo o seu cabelo enquanto eu conto.
— Você quer lavar o meu cabelo? — perguntou incrédula.
— Já que o sexo está descartado, não posso pensar em algo que queria mais. — sorriu. Desligou a ducha e pegou o shampoo dela no suporte. — Vire-se.
Bella fez o que ele mandou, ficando de costas. Edward colocou um pouco do shampoo de morango na mão, devolveu o frasco ao suporte e começou a passar no cabelo molhando, esfregando com as pontas dos dedos fazendo espuma.
— Adoro esse cheiro de morango. — Edward confessou sorrindo.
— Nossa, hum, isso é muito bom. — ela gemeu. — Agora pare de me distrair e conte sobre sua mãe, eu quero saber.
— Bem, não tem muito que contar. Você sabe sobre meu pai?
— Hum... Sabe que não, eu meio que sempre supus que ele morreu.
— Não no sentido físico da palavra. — soltou uma risada sem humor.
— Então... Eu não sei nada sobre você? — perguntou hesitantemente envergonhada.
— Não é sua culpa. Se o Emmett não te contou, nem a Rosalie sabe. Apenas Charlie e Emmett, mas os dois são fiéis demais pra trair o meu segredo, o que eu agradeço. Não é algo que eu me orgulhe ou goste de lembrar, então enterrei e segui minha vida.
— É sua vida e sua privacidade, não precisa contar se não quiser.
— Shh, não interrompa minha narrativa. — brincou e bateu em seu traseiro, Bella riu. — Éramos uma família normal no subúrbio de Seattle, meu pai era bancário e minha mãe dona de casa, ele trabalhava muito, mas sempre esteve lá por nós e era tudo normal, éramos felizes. Ou eu achava isso porque eles mantinham as aparências para todos, inclusive o filho. Quando eu tinha oito anos começaram as discussões; eles brigavam todas as noites quando meu pai chegava do trabalho, por tudo e qualquer coisa. Era minha mãe que começava as brigas e, na maioria das vezes, o acusava de ter um caso, que ele negava retrucando que ela era louca, antes de sair batendo a porta, me deixando sozinha com ela desesperada. Ela gritava, quebrava as coisas e eu escutava tudo, trancado no quarto tentando me distrair; nessa época ela começou a beber pra relaxar ou qualquer merda. Eu tinha nove quando a bebedeira piorou e sobrava pra eu cuidar dela enquanto meu pai saía de casa; eu sentia inveja dele, porque ele podia simplesmente sair e fugir daquilo, enquanto eu tinha que cuidar da minha mãe bêbada. Era horrível, eu tinha que esconder as bebidas, limpar vômito, dar banho, alimentar, colocar na cama, tudo, e ainda cuidar de mim mesmo, porque nenhum dos dois pareciam se lembrar de que tinham um filho no meio disso tudo. Eu tinha dez quando minha mãe achou uma prova da infidelidade do meu pai, ela bebeu o dia todo e quando ele chegou, o atacou com uma faca, cortou o braço e a mão dele. Ele não prestou queixa, mas saiu de casa pra morar com a nova esposa, lembro que ele disse que a culpa era dela, que antes ele era fiel e se ela não tivesse colocado na mente dele isso, eles seriam felizes. Nenhum dos dois pensou em mim e eu estava lá, no pé da escada, assistindo tudo; eu estava chorando e acho que até fiz xixi nas calças — riu com escárnio. — Minha mãe ficou na sala, sentada no chão chorando com a faca ensanguentada e ele subiu, voltou depois com uma mala, bateu no meu ombro e disse que sentia muito, antes de beijar minha cabeça e sair, nunca mais vi ele.
— Merda, Cullen, eu sinto tanto. — Bella sussurrou, colocando a mão pra trás e acariciando sua coxa.
Edward riu se inclinou e beijou seu ombro, enquanto a mão continuava esfregando seus cabelos.
— Isso foi o que aconteceu com o meu pai. E está tudo bem, eu superei.
— Mas não imagino o quanto deve ter sido difícil pra você.
— Incline sua cabeça para trás pra eu enxaguar.
Ele ligou o chuveiro novamente e ela colocou a cabeça para trás com os olhos fechados, sentindo-o esfregar para tirar a espuma.
— Eu odiava meu pai por ter trocado a gente, odiava minha mãe por ter sido tão fraca e... Louca, mas então comecei a não dar à mínima, já que não tinha ninguém para me consolar, nem minha mãe. Nos mudamos para Forks quando eu tinha dez anos, pensei que seria diferente e no começo até foi, ela parou de beber e arranjou um emprego, mas isso só durou uns cinco meses até que ela começou a se encher de remédios, de todos os tipos, de analgésicos a tranquilizantes, foram três anos disso. Eu me isolei de tudo e todos, apenas Charlie se aproximava, porque ás vezes minha mãe aparecia bêbada no trabalho e causava tumulto, ele sentia que precisávamos de ajuda e ajudava; tirou minha mãe de encrenca, me deu brinquedos, fez consertos em nossa casa, até com comida ele ajudou. Eu me sentia envergonhado, mas ele erguia minha cabeça e dizia que não tinha problema algum precisar de ajuda ou de alguém, e que eu poderia fazer o mesmo por alguém no futuro.
— Por isso o escritório de vocês está tão ligado à filantropia?
— Exatamente — Edward sorriu orgulho. — É um jeito de retribuir ao mundo a ajuda de Charlie. Mas voltando ao passado, então eu conheci vocês. Foi um milagre quando vocês vieram para cidade. Foi um milagre que seu irmão, com o potencial de atleta que tinha, preferiu ser amigo do estranho Cullen ao invés dos populares, mesmo com treze anos.
Terminou de lavar a cabeça dela, desligou o chuveiro novamente, pegou o condicionador, colocando uma quantidade generosa na mão e começou a espalhar, principalmente nas pontas de seus longos cabelos negros.
— E sua mãe não se sentia excluída enquanto você ficava com a gente?
— Minha mãe começou a trazer amantes para casa, porque o dinheiro que ganhava do serviço social comigo não parecia suficiente pra pagar os vícios e nossas necessidades básicas, ainda mais quando não ela podia manter um emprego. Eu não aguentava aqueles idiotas, nem o que ela fazia, mas de qualquer maneira, ela nem falava comigo direito, ficar com vocês era um alívio para nós dois.
— Por quê? Ela te culpava de alguma coisa? — Bella perguntou horrorizada.
— Eu fui o motivo pros dois se casarem, então no começo ela me amava por isso, eu sei, mas ela vivia me dizendo que não aguentava olhar pra mim porque eu parecia demais com o meu pai. — Edward riu de novo com o mesmo desprezo, suspirou. — Eu sou cheio de merda, bebê, e se não fosse pelo Charlie, pelo Emmett e até nosso relacionamento torcido — sorriu genuinamente. — Eu seria uma completa bagunça.
— O acidente de carro da sua mãe... — Bella começou, mas parou, odiando começar suposições. Elizabeth Cullen, mãe de Edward, tinha morrido quando ele estava no segundo ano da universidade, em Nova York com Emmett.
— Charlie ocultou detalhes do caso, muitos desconfiavam, mas ninguém iria acusar uma morta, ainda mais com o filho sendo protegido de Charlie, então ficou conhecida a versão que ela apenas perdeu o controle do carro e bateu numa árvore, mas ela estava bêbada e com Xanax até a alma. Triste, mas irônico — riu sem humor. — E ela me ligou antes, disse que sentia muito pela vida miserável que ela e meu pai tinham me dado, mas sabia que eu podia ser melhor que os dois juntos se estivessem sozinho ou com os Swan.
— Você acha que ela jogou o carro na árvore de propósito?
— Talvez sim, talvez não. Não sei se foi conscientemente um suicídio, mas ela queria morrer, ninguém enche a cara, quase se dopa e pisa no acelerador querendo ter uma vida longa e feliz, né. — ironizou.
— Você a odeia?
— Quase tanto quanto a amo. Clichê, não? Ela era mais velha, mas era uma criança perdida desde que meu pai nos abandonou, queria que ela tivesse sido mais forte, por ela e por mim, queria que ela tivesse sido uma mãe, lutado e cuidado de mim, mas fazer o que? Nem todos podem ser como Charlie. E meu pai, é indiferente, eu o odiei muito, mas então se tornou indiferente, nem se quer me lembro dele. Charlie é o meu exemplo e figura masculina, sempre vai ser.
— Bom.
— Se inclina pra eu enxaguar.
Bella mordeu o lábio inferior, sentindo os dedos dele suavemente em seus cabelos tirando o condicionador e as lágrimas ardendo em seus olhos. Como diabos ele tinha passado por tudo isso e continuado inteiro, sem marcas aparentes ou ressentimentos, mágoas? Mesmo que ele não tivesse dor ou tristeza em sua voz ao contar a história, mostrando que verdadeiramente tinha superado, mas era a vida dele. Ela mesma, tinha apenas escutado uma versão resumida e já estava ferida, quem dirá viver tudo aquilo. Durante o trabalho, ele era um homem sério e profissional, mas ainda era um homem bom, divertido, amável, caridoso. Ela sempre evitou receber qualquer favor dele, mas sabia o quanto ele era bom para Charlie, Emmett e Rosalie – era amigo, filho e irmão, era o que eles precisavam e quando precisavam. Como ele tinha se mantido limpo no meio de todas as merdas de sua vida?
Mas tão rápido quanto a pergunta veio, a resposta também chegou – ele é assim por Charlie. Assim como Emmett, ele era filho e o retrato de seu pai.
Ela sentiu seu peito inflar de orgulho pelos três. Charlie, por ser um exemplo e um ótimo pai para todos. Emmett, por ser o melhor amigo e irmão que alguém poderia ter na vida. E Edward, seu Cullen tão Swan, por ter se permitido uma chance de fazer as coisas dar certo, seguindo os exemplos certos, conseguindo o sucesso apesar de tudo e por méritos próprios.
Quando Edward terminou de lavar seu cabelo, girou-a pelos ombros. E a viu mordendo o lábio inferior, era óbvio que chorava, mesmo quando as lágrimas desciam por seu rosto se misturavam a água do chuveiro.
— Não chora bebê, eu estou bem. — ele beijou sua bochecha sobre uma lágrima. — Eu te contei apenas porque você queria saber, porque é uma parte da minha vida, mas é o meu passado, deixei pra trás e superei. Quero apenas meu presente e futuro. E eu estou bem, então não chore.
— Eu sei que você superou e está bem, eu só... Porra, meu coração está doendo só por te imaginar passar por tudo isso, você era uma criança e não devia ter passado por tudo isso. Você... Você é bom e... — ergueu a mão, acariciando a bochecha dele. Edward fechou os olhos e se inclinou para seu toque. — Merece ser amado. Eu... Só queria que você não tivesse passado por tudo isso — fungou, então socou seu braço e o fez abrir os olhos. — Então se eu quiser chorar, inferno, eu vou chorar.
— Tudo bem. — Edward riu. — Tudo que eu passei me levou até sua família, senhorita Swan. Vocês me salvaram mais do que podem imaginar. Se tornaram meus amigos, minha família, meu bote salva-vidas. E a sua outra pergunta, eu passava muito tempo com vocês por que... Quanto mais tempo eu passava com vocês, mais eu me sentia parte dos Swan do que dos fodidos Cullen, que era o que eu mais queria.
O lábio inferior de Bella tremeu, enquanto chorava.
— Então... Toda a vez que eu te chamo de Cullen, te machuca por que se lembra do passado?
— Não, corte esse pensamento desde já, está bem? — segurou seu rosto entre as mãos, afagando sua bochecha com o dedão. — Você nunca me machucou por isso, na verdade você sempre fez meus dias melhores e mais divertidos exatamente por isso, por ser você mesma. — beijou seus lábios suavemente. — Eu sempre vou ser um Cullen, mesmo me sentindo um pouco mais Swan no meio dessa bagunça toda. Você me chamar de Cullen nunca me feriu pelo meu passado, apenas por ter uma parte de você que eu não tinha acesso, bebê.
Bella fungou, enquanto as lágrimas continuavam a rolar por seu rosto. Tinha o rosto franzido com algo que ele não podia ler.
— Pare de me olhar desse jeito, Bella, não quero que você sinta pena de mim.
— Pena?! Foda-se Cullen, não estou sentindo pena de você, eu estou chorando por tudo que você viveu quando era criança, é dessa criança que eu sinto pena e gostaria de dar colo. Dizer a essa criança que ele jamais teve culpa de nada, que tudo que ele teve foram dois pais cheios de problemas que não puderam pensar no que tinham de mais precioso antes de si mesmos, que não puderam amá-lo como merecia e o fizeram passar por toda essa merda sozinho, quando não merecia. — ergueu a mão e acariciou a bochecha dele.
Um carinho tão lento e quente que Edward sentiu as lágrimas arderem em seus olhos. Fazia tanto tempo que não pensava ou falava do passado, quem dirá chorar por ele, mas agora... Ofegou. As palavras dela eram tão doces e quentes, abraçavam a criança que estava no meio de toda a bagunça de seus pais e pela primeira vez, aquela criança se sentiu sinceramente amada.
Bella fungou e respirou fundo, se recompondo.
— É da criança que você foi que eu sinto pena, não de quem você é agora. Um homem crescido e amadurecido, que superou tudo e alcançou o sucesso com o próprio esforço. Você acha que minha família te salvou, mas não, você fez tudo sozinho. Você encontrou uma oportunidade e agarrou com todas as forças, então conquistou cada um dos membros da família Swan. Mas não se deixe enganar, se nós não tivéssemos aparecido você teria dado um jeito porque isso é quem você é. Um lutador, um vencedor, que não se contenta com menos do que o sucesso. E desde que o alcançou você não mudou. É um homem bom, generoso e amável, com meu pai, meu irmão, minha cunhada, até mesmo quando estávamos nos engalfinhando por ai. — sorriu divertida. — Isso que você está vendo não é uma maldita pena, Cullen, é respeito e orgulho.
Edward inspirou profundamente, sentindo o peito inflar e soltou o ar lentamente, olhando nos olhos dela. Eles brilhavam com as lágrimas, pareciam invadir sua alma e coração, crus e sinceros. Edward nunca se sentiu daquela maneira. Ou melhor, se sentiu, quando, após se formar na universidade com honras, Charlie bateu em seu ombro "estou orgulhoso de você, filho". Mas agora era Bella.
— Você tem todo o meu respeito e orgulho, Cullen. E não pense que estou dizendo isso por pena ou por todo o sexo que tivemos, porque você sabe que eu não sou assim. Estou dizendo por que é a verdade e você merece. Porque você não precisa sentir que é mais um Swan do que um Cullen, mas sim porque você é um Swan. Você é parte da família e uma parte importante dela, nunca pense o contrário. Eu sinto muito se em algum momento, no meio das minhas provocações ou quando te mandava ir embora você pensou o contrário, porque você é tão parte dos Swan quanto eu, Edward. E sempre vai ser Edward Swan.
Edward engasgou. Mas que inferno... Seus joelhos fraquejaram, não tinha uma maldita ideia de como ainda estava em pé, porque, porra, ela tinha dito seu nome. Depois de tantos anos esperando, ela finalmente tinha dito seu nome. E aquilo parecia ecoar em seu ouvido, sua doce voz repetindo: Edward. Ofegou. Porra, nada, jamais, o teria preparado para aquilo, era mais atordoante do que uma tijolada na cabeça, era... Bella dizendo seu nome. Não o fodido Cullen, mas Edward. E Edward... Edward Swan. Tudo que tinha feito e lutado durante a vida foi para um momento como aquele e agora o estava vivendo. Piscou as lágrimas pra fora.
Emocionando, atordoado e apaixonado, puxou o rosto dela e lhe beijou profundamente. Oh Deus, sim!
Bella não entendeu o motivo daquele beijo até repensar sua última frase e encontrar a palavra chave entre elas, Edward.
Uma a uma, ele tinha conseguido derrubar as barreiras entre eles e baixar sua guarda, a unica carta coringa que restava era essa, seu nome, e ela tinha acabado de dar a ele sem pensar duas vezes. E não se arrependia disso. Era estranho, porque não parecia errado e não tinha dúvida alguma em sua mente, Cética e a Gueixa assistiam ao espetáculo caladas ao lado – a Cética, chorando pela história de Edward, e a Gueixa, abrindo o quimono para começar mais uma sessão de masturbação. Mas ambas tinham um sorriso nos lábios, ambas suspirando 'Edward' em suas respectivas atividades. Há quanto tempo não tinha se permitido falar aquele nome em voz alta, mas saiu por seus lábios de maneira fácil e doce. Não, não demorou a dizê-las, disse no momento certo.
Não disse por pena ou pra fazer um ponto, mas pra deixar claro para si mesma, para Cética e a Gueixa, subconscientemente e até para Edward o óbvio; – "Você me chamar de Cullen nunca me feriu pelo meu passado, apenas por ter uma parte de você que eu não tinha acesso, bebê", ele dissera, bem, agora ele tinha acesso a todas as partes. E provavelmente, era dono de todas as elas.
Amém a isso!, a Gueixa gritou, enquanto a Cética aumentou os ruídos de seu choro.
O beijo durou o que parecia ser pra sempre, mas ainda muito pouco. A água caia do chuveiro atrás dele, caindo em suas costas e escorrendo para o ralo; não estava quente, estava morna, mas causava vapor que embaçava o vidro do box. Edward segurava o rosto dela firmemente, mas com a delicadeza de quem segura um vaso de porcelana raro e precioso. Parou o beijo lentamente, chupando sua língua e lábio no caminho. Deixou a testa na dela, trocando respirações ofegantes.
— Você disse. — ele ofegou. — Deus, bebê, você disse meu nome.
— Eu disse. — concordou e sentiu o rosto esquentar, corando. — Mas não faça disso uma grande coisa.
— Não fazer disso uma grande coisa? — afastou seus rostos para olhar em seus olhos. — O inferno que não. Vou fazer disso uma grande coisa, porque é uma grande. Você disse meu nome, bebê. Não Cullen, mas Edward. Sabe quanto tempo esperei ouvir isso de você?
— Muito?
— Muito, demais. E, porra, você disse — ele parecia ofegante, realmente satisfeito e vitorioso, com um sorriso tão grande que parecia pronto para rasgar seu rosto. Não como alguém que tinha ouvido um simples nome, mas sim como alguém que tinha ganhado na loteria ou algo infinitamente maior, mais valioso. Beijou-lhe novamente, alguns instantes depois, continuou: — E é tão certo quando você diz. Tão perfeito dos seus lábios, bebê.
— Pelo menos eu não tô gemendo ele, né? Como você disse que eu faria. — brincou. Edward riu, beijando rapidamente. Soltou uma mão de seu rosto e desligou a ducha, sem tirar os olhos dos seus.
— Mas vai estar em breve, porque acho que nada do que você me disse até agora me excitou tanto quanto ouvi-la dizer meu nome. Porra, eu estou tão duro que não vejo como fazer isso durar muito. Só preciso fazer amor com você e escutar meu nome saindo da sua boca, mas isso enquanto estou duro dentro de você, enquanto você grita de prazer pra mim.
— Sim, Cullen, sim, foda-me!
Com uma risadinha, ele desceu as mãos e agarrou sua cintura. Desceu uma delas pela lateral de sua coxa até colocá-la sob seu joelho, e ergueu a perna a altura de sua cintura.
— Edward, bebê. Preciso ouvi-la dizer Edward, por favor, me dê isso novamente.
Bella subiu as mãos e enterrou os dedos em seus cabelos, agarrando um punhado.
— Sim... Edward. — ofegou. — Foda-me.
— Foda-se, bebê, isso sim é uma maldita coisa linda de se ouvir — deu uma risadinha. Usou a mão livre para guiar sua inchada ereção em sua vagina, esfregou a cabeça ao redor, sentindo a quente umidade lubrificando naturalmente, então empurrou o quadril e deslizou para dentro. — Oh, porra, bebê. Isso nunca vai mudar e nunca vou ter suficiente de você. Tão quente e apartada, como eu amo isso.
Bella choramingou e gemeu atoarda por todas as sensações para falar alguma coisa que não fosse atropelada por seus gemidos.
Edward agarrou sua outra perna da mesma maneira, erguendo-a do chão. Os gemidos dela flutuaram pelo lugar, pela maneira que a mudança de movimento o guiou ainda mais fundo. Com dois passos, ele encostou as costas dela na parede e passou a moer seus quadris, sem soltar sua boca um segundo se quer. Dizer que o simples som de seu nome saindo dela foi excitante era o mais puro eufemismo, ele nunca sentiu tanta necessidade de estar dentro dela quanto naquele momento. Rugindo, fodendo duro, beijando como um homem faminto, gritando ao universo sua posse.
Soltou sua boca para que respirassem ofegantes e colocou o rosto em seu pescoço; beijando, lambendo, mordendo, chupando. Sentiu as unhas dela em suas costas, segurando e arranhando, com o rosto para o teto, gritando e gemendo.
— Vamos, Bella — rosnou em sua orelha, lambendo o lóbulo. — Geme meu nome. Geme meu nome, bebê. — mordeu sua orelha.
— Seu bastardo arrogante... Sim! — gritou quando ele estocou fundo, adorando a mistura de sensações provocadas pela sua boca macia, sua língua quente e sua barba por fazer áspera; sim, foda-me. — Ahhhh, sim, Edward! Ohh, Edwaaaard!
— Porra, bebê!
O banheiro parecia pequeno demais para o desespero, necessidade e fome com que seguravam um ao outro. E os gritos e rugidos de prazer explodiram juntos ao chegarem ao ápice unidos.
Como na noite passada, eles não falaram ou se moveram. Edward manteve o rosto no pescoço dela; Bella lhe abraçou pelo pescoço, enquanto as lágrimas desciam silenciosamente por seu rosto. Seus peitos colados fazia fácil sentirem, fisicamente, o que o outro sentia – suas respirações ofegantes e seus corações batendo forte e acelerado.
— Você disse. — Edward suspirou em seu pescoço.
Bella podia sentir o sorriso em sua voz, o que a fez rir.
— Vai me agradecer como pegou costume de fazer depois do nosso sexo?
Edward riu e ergueu o rosto, olhando em seus olhos.
— Obrigado, Isabella Swan. — sorriu.
Bella riu.
— Oh, eu entendi essa. Me agradecer com meu nome todo, assim vou rebater usando seu nome todo, tão espertinho, não?
— Um garoto pode tentar, não é?
— Garoto — bufou sorrindo. — Por favor, né. Mas sério, eu meio que posso ter me acostumado em te chamar de Cullen, então, você me garante que isso não te machuca?
— Não, isso absolutamente não me machuca, é meu nome, bebê. Não há nada que eu possa fazer sobre isso, é o meu nome, eu sou senhor Cullen, doutor Cullen, Edward Cullen. Se eu fosse deixar que me machucasse sempre que alguém me chamasse de Cullen, eu nunca sairia da cama. — sorriu divertido. — Então, eu não tenho problema em me chamar Cullen, eu teria se me parecesse com um; sendo um porco traidor que abandona a família, principalmente um filho, ou desesperado ao ponto de precisar encher a cara e me dopar para fugir da realidade, então, estou bem em me chamar Edward Cullen, mas parecer um Swan. E estou ainda mais feliz porque a primeira vez em tanto tempo que você me chamou de Edward foi pra confirmar isso.
— Exatamente, Edward Swan. — sorriu e segurou o rosto dele entre as mãos. — E não se esqueça disso.
— Pode ter certeza, jamais vou fazê-lo... Nunca. — e se beijaram.
Notas finais
Sério, o que acharam? Eu tive uma semana tão decepcionante, que apenas escrever muita fofura pra esses dois me salva. As cenas de "relacionamento carnal" deles não foi tão detalhada porque não é sobre o tesão no momento, mas sim a conexão em todos os sentidos.
Alguém mais quer dar colo ao pequeno Edward? Aw. Achei importante colocar pra vocês entenderem porque ele é tão próximo aos Swan e porque sempre estava lá, não foi fácil, mas ele superou bem e se tornou um belo homem e que homem! E eu também quis colocar porque no 'domingo', na próxima cena mais esperada por vocês, isso vai ser mencionado; lembram que a Bella sempre bate na tecla das diferenças entre eles "ele é o advogado perfeitinho engravatado, ela a escritora erótica de moletom", então, o passado teve muito a ver com isso. Gostei de encaixar o nome dele ai, achei importante a primeira vez que a Bella sentiu uma necessidade imensa de dizer o nome dele não ser no sexo, pra tentar deixar claro a todas as partes dela que isso tudo não é apenas sexo. Alguns terminariam a sentença com um "eu te amo", a relação deles necessitava algo mais profundo, algo que desse a acesso a todas as partes. Algo que vá deixar o capítulo de domingo muito esperado e lindo, aw KKKKKKK
E só pra explicar se alguém não pegou a metáfora, porque não está aparecendo tantas cenas Gueixa/Cética, ou porque elas estão coniventes com isso: Elas são a confusão da Bella, quando ela tá confusa sobre fazer ou não fazer, como agora ela está certa das próprias atitudes, sem confusão. Mas fiquem tranquilas, domingo as bitches voltam, hahaha kkkk
A próxima parte desse sábado promete, para o bem de todos e felicidade geral da nação, as tão esperadas brincadeiras com o vibrador *palmas*, se é pra ser perva, bora fazer o negócio direito. Um pequeno spoiler procês " Um homem precisa conhecer seu concorrente e como, nesse momento, apenas esse vibrador me desafia, preciso conhecê-lo. Sabe, como dizem: se não pode com eles, junte-se a eles. se virou para o espelho novamente, pegando seu frasco de loção pós-barba e passou, enquanto dizia: Então, se vou me unir a esse vibrador, eu preciso saber o tamanho, largura, cor, potência de vibração, esse tipo de coisa, para podermos fazer uma bela performance juntos." KKKKKKK É, vai ser divertido e pode ou não ser divido em duas partes, tentarei aumentar a temperatura ao máximo, ui.
Gostou, comenta pra me animar e até o próximo, bjsbjs s22
P.S: Não quero fazer notas gigantescas, mas vocês pedem e isso me empolga, agora, aguentem u.u KKKKK Quero agradecer especialmente a amandavb e Biih cullen por suas lindas recomendações, obrigada por serem tão queridas e por suas palavras doces, fizeram meu dia :') ♥
Fale com o autor