Let Me Take You There
22 019.
Notas iniciais
Capítulo novo pra vocês, espero que gostem e aproveitem =]
p.s: leiam as notas finais, gincana procês, weee
Eles voltaram ao banho normal após mais um longo beijo.
Bella pegou o sabonete e começou a passar sobre o peitoral dele, adorando ver os pelos ensaboados sob seu dedo, espalhou a espuma por seus ombros, braços, voltou ao seu estômago e cintura; riu quando Edward prendeu a respiração ao senti-la se aproximar de seu pênis.
— Seu tarado. — acusou divertida.
— O que? Um garoto também pode sonhar.
— Você acabou de gozar, se controle garoto pervertido. Vire-se, vou esfregar suas costas.
Edward se virou sentindo as mãos dela com o sabonete deslizar por toda a sua pele. Era uma sensação – relaxante, mas excitante – deliciosa.
— Ah, quer saber mais uma curiosidade sobre mim? — ele perguntou distraído.
— Há mais? — ela provocou, fazendo-o rir. — O que, agora? Você fez uma mudança de sexo?
— Claro que não, isso é tudo natural, baby. Bem notado por natureza. — retrucou em um tom convencido, lhe provocando uma gargalhada. — Eu me chamava Edward Anthony Masen.
— O que... Sério?
— É, mas Masen era o sobrenome do meu pai e minha mãe achou que seria algum tipo de vingança mudar meu nome. Ela mudou, mas sabe o que é mais irônico? Ela vivia me chamando de Pequeno Masen. — Edward riu.
— Sabe o que eu acho?
— Não, o que você acha?
— Você ri pra esconder sua dor. — e sentou um tapa estalado no traseiro dele.
— Ai porra.
Edward se virou rápido, assustado e olhando tipo "que porra é essa?", Bella gargalhou.
— Viu? Esse é o grito de dor da sua alma. — disse dramática e teatralmente.
— Não, esse é o grito de dor da minha bunda que não gosta de brincar de 50 Tons de Cinza.
Bella gargalhou novamente, jogando a cabeça para trás.
— Sua porra-louca. — riu, antes de agarrar o rosto dela e lhe beijar.
Um lavou o outro antes que decidissem estar limpos suficientes e sair da ducha, entre risos e beijos.
Secaram-se rapidamente, Bella vestiu um roupão e Edward enrolou uma toalha ao redor da cintura. Então Bella pediu que ele saísse para que tivesse um “momento feminino”.
— O que é um minuto feminino? — questionou divertido, indo para a pia. Ele colocou a pequena tampa no ralo da pia e abriu a torneira, para enchê-la. — Vai se masturbar ou o quê? — abriu o estojo, pegando sua espuma de barbear e dois aparelhos de barbear com gilete descartável. — Eu vou fazer a minha barba.
— Eu que pensava que o grande Cullen usava uma máquina de barbear super moderna e cara. — provocou, com os braços cruzados sobre o peito.
Edward riu, olhando para ela pelo espelho e colocou espuma de barbear na mão.
— Eu tinha — disse espalhando a espuma na mandíbula. — Mas seu irmão pegou o que eu usava no rosto e se depilou com ele. Você não acha mesmo que eu ia fazer a barba com a mesma máquina que seu irmão raspou o saco, né?
— Deus, isso é... Eca, informação demais!
Ele riu novamente, colocando os lábios para dentro e apertando a boca em uma linha fina para espelhar a espuma ao redor.
— Por que não faz isso no banheiro do seu quarto? Eu preciso do banheiro pra mim. Sozinha.
— Por favor, o que você quer fazer que não possa fazer na minha frente, bebê? — bufou, espalhando a espuma no pescoço. Ele desligou a torneira quando a pia estava cheia. — Pode usar o sanitário, se quiser, temos intimidade pra isso.
— O que... — agitou a cabeça. — Eca! Não! Nunca, me escuta bem, nunca, jamais, teremos intimidade suficiente para usar o sanitário de porta aberta, está me escutando bem? Nunca, em hipótese alguma!
— Diga isso quando acordar morrendo de vontade de... — riu com a cara de nojo dela. — Fazer xixi, mas eu estiver tomando banho.
— Primeiro? Ewww, que nojo. Segundo? Eca! E eu preciso do banheiro para me depilar, está bem? Em breve estarei um Chewbacca, preciso me depilar, as mulheres fazem isso.
— E por que diabos não pode fazer isso na minha frente? Bebê, por favor, né! — bufou. Pegou o aparelho de gilete e começou a passar cuidadosamente no rosto, barbeando-se.
— Seu bostinha. — vociferou.
Edward gargalhou ao vê-la pelo reflexo lhe mostrar o dedo do meio, afastou a gilete do rosto.
— Não me faz rir enquanto faço a barba ou posso me cortar, bebê.
— Espero que se corte e fique com uma bela cicatriz nessa sua cara idiota!
— Ia ser bom, sei que mulheres se ligam nesses lances de cicatriz e essas coisas, né? — sorriu maliciosamente e piscou para ela, voltando a se barbear.
— Mulheres gostam de cicatriz de tiros, facadas, acidentes de carros, brigas de bar e até fragmentos de bombas em soldados, mas não cicatriz no rosto de uma gilete na hora de fazer a barba. Isso não é sexy, é um sinal de idiotice, estupidez. — disse sarcástica.
Mais uma vez, ele parou para rir vendo-a pelo espelho.
Ela pegou a própria nécessaire roxa, que sempre deixava na pia, e sentou sobre o vaso sanitário com a tampa abaixada. Edward observava tudo pelo canto do olho, enquanto passava o creme branco nas pernas.
— Para de me olhar, coisa absurda. — ela disse sem tirar os olhos das próprias pernas.
— Como... — ele riu. — Como você sabe que eu estava te olhando, coisa quente?
— Magia negra. — ergueu a cabeça, lhe oferecendo um sorriso divertido e faceiro.
Edward gargalhou, limpando a gilete do aparelho na água da pia e voltando a se barbear, quase terminando.
— Quer uma gilete?
— É creme depilatório, não precisa de gilete. E se você acabou, quer sair?
— Por quê? — colocou o aparelho na pia, puxou a tampa do ralo e viu a água descer rapidamente em um redemoinho. Abriu a torneira. — Vai depilar algum outro lugar?
— Algum tipo de fetiche por depilação íntima, Cullen?
Ele tentou controlar o riso, enquanto lavava o rosto com água corrente. Tirou toda a espuma do rosto e passou a mão ao redor, certificando-se de que tinha ficado boa e igualmente barbeado. Lavou as mãos e se virou para Bella.
— Lisinha igual bumbum de neném. Ou bumbum de bebê. — provocou alisando o próprio rosto. Bella gargalhou. — E não é fetiche, apenas a mais pura e inocente curiosidade. Você vai depilar a nossa linda companheira também?
— Nossa... Linda companheira? — repetiu debochada. — Você é um idiota completo, só te digo isso. E o que eu vou depilar ou não, não é da sua conta, agora, tchau.
— Tudo bem, eu saio, maaaaaas, com uma condição.
Bella bufou.
— Tá, Cullen, eu chupo seu pau quando acabar aqui, agora, tchau.
— Isso é uma ótima coisa a dizer e eu vou cobrar isso, mas boquete não é minha condição. Minha condição é, quero saber onde você guarda seu vibrador.
— Você, o quê? — engasgou surpresa, corando. — Não!
— Ah, qual é, bebê? Eu só quero dar uma olhadinha, nem precisamos brincar agora. — disse malicioso, se aproximando com o aparelho que tinha usado para se barbear na mão.
— Por quê? — perguntou hesitante, quase assustada. Mas ele não fez nada com ela, apenas pisou no pedal da lixeira ao lado e jogou a gilete no lixo, voltando para a pia, recostando-se nela.
— Um homem precisa conhecer seu concorrente e como, nesse momento, apenas esse vibrador me desafia, preciso conhecê-lo. Sabe, como dizem, ‘se não pode com eles, junte-se a eles’. — se virou para o espelho novamente, pegando seu frasco de loção pós-barba e passou, enquanto dizia: — Então, se vou me unir a esse vibrador, eu preciso saber o tamanho, largura, cor, potência de vibração, esse tipo de coisa, para podermos fazer uma bela performance juntos.
Bella esperou alguns segundos, incrédula. Ele falava de um jeito tão sério e profissional que parecia estar falando de alguém ou algo realmente importante, o que a fez gargalhar. Quando acabou de passar a loção, fechou e guardou.
— Mas — continuou, lavando as mãos. — se você não quer me dizer onde você o guarda agora — lavou a pia também, fechou a torneira e se virou pra ela novamente com a diversão estampada em seu rosto. — Você pode depilar suas pernas, ou suas axilas, ou até a nossa linda companheira na minha frente, bebê. Vou te dar um minuto pra pensar.
Ela parou de rir, fechando o rosto. Droga, toda a intimidade tinha limites e esse era o dela. Constrangedor demais. Tudo bem que na bolsa tinha algo mais do que um simples vibrador, mas podia ser até uma chance de se divertir assim. Céus, ela estava ficando tão pervertida. E, porra, gostando tanto de cada minuto disso.
Enquanto ela pensava, Edward tirou sua toalha, vestindo a samba canção, a bermuda e a blusa de flanela xadrez com os botões abertos, que tinha trazido com a toalha e estojo de barbear.
— E então...?
— No guarda-roupa, em baixo, em uma bagagem de mão preta.
— Te vejo lá fora. — Edward sorriu e quase saiu correndo, como uma criança na manhã de natal ao correr para abrir os presentes sob a árvore.
Edward pode escutar a risada dela ao deixar o banheiro, mas realmente se sentia como uma criança na manhã de natal pronta para abrir os presentes sob a árvore. Abriu o pequeno guarda-roupa de madeira e em baixo, a bagagem de mão preta. Sorriu e se abaixou, puxando a mala pra perto. Oh sim, minha pequena pervertida, é disso que estamos falando. É sobre isso que venho fantasiando. Parou com a mão no zíper, surpreso com os próprios pensamentos. Edward Cullen, seu pervertido, está pior do que um moleque pervertido cheio de hormônios ao descobrir a punheta e o redtube, tsc, tsc. Aquela repreenda mental devia lhe fazer parar, mas apenas riu sozinho e abriu o zíper, vendo dentro da mala uma frasqueira vermelha.
"I regret nothing!!!", seu moleque pervertido e punheteiro interno gritou. E ele concordava.
Carregou à frasqueira e sentou na cama dela, abrindo o zíper rapidamente. Nem percebeu, mas sorria maliciosamente.
— Mas que bebezinha mais pervertida, não é mesmo?! — disse propositalmente alto. — Só estou sentindo falta dos chicotes, talvez as algemas, onde estão? E tem certeza que pretendia passar essa semana sozinha, bebê?!
Ficou em silêncio e apurou os ouvidos para escutá-la, riu adorando a chuva de maldições e palavrões que caiu no banheiro, pena que foi baixo demais para entender tudo, mas tinha certeza que ali estavam: Cullen idiota, merda, porra, moleque pervertido, vá à merda, enfia no seu traseiro – não apenas isso e não exatamente nessa ordem.
Ali tinham brinquedos de tamanhos, cores e estilos diferentes, provavelmente de serventia diferentes também, além de alguns pequenos frascos de creme ou gel, teria que parar e ler direito. Então mãos a massa.
Começou pelo que ficavam na lateral, coisas que pareciam sachês e os frascos. O que pareceu sachê eram dois pacotes preto fosco de camisinha Skyn contendo seis unidades cada um e "sensação de usar nada" escrito na embalagem – uau, bem prevenida e pretensiosa, não? Se ia ficar sozinha, pra que as camisinhas? – de cenho franzido, ignorou o pensamento e continuou olhando as coisas. E então os três frascos, pegou-os, lendo frente e verso das embalagens – "clean toy, específico para higienização de brinquedos eróticos", “lubrificante em gel" e o outro era "+ conforto anestésico sensible", dizia a frente e atrás: "desenvolvido para proporcionar mais conforto e prazer durante o ato sexual, sexo anal sem dor!". Edward engasgou ao terminar de ler, os dois eram obviamente novos, será que... Colocou-os na cama e disse a si mesmo para parar com as malditas conclusões, mesmo que seu pau já tivesse começado a tirar as deles, o que era claro pelas pulsações que sentia lá, nesse ritmo em breve estaria com uma ereção.
E então lá estavam os brinquedos, pagaria o que fosse pelo assento da frente do show que devia ser Bella brincando com aquilo. Porra! Pagaria por todos os assentos porque não era um show que deixaria qualquer maldito bastardo pervertido cheio de segundas intenções e pau duro assistir, era seu show particular. Ah sim, porque você não é um bastardo pervertido cheio de segundas intenções e um pau duro, claro, claro. Tudo bem, ele podia ser, mas não era só isso, esse era o ponto e não estava com o pau totalmente duro... Ainda.
O primeiro vibrador era um Jack Rabbit rosa com transparente, feito pra penetração e clitóris, com três velocidades para vibração e rotação, a prova d'água e controle independente para suas funções – e como sabia disso tudo? Seu melhor amigo conhecido como Emmett lhe arrastou até um sex shop e comprou no próprio aniversário de presente e deu para Rosalie "sei que ela está querendo um desses”, ele disse, “então, que presente melhor do que com um show de masturbação da minha esposa? Eu tô dizendo, cara, se ela não fosse minha esposa, se eu não fosse totalmente apaixonado, possessivo e ciumento sobre ela, eu te convidaria pra assistir e até participar, mas como eu sou, acredite na minha palavra, ela é quente, gostosa e vai ser a minha morte". Tudo bem, ele e Emmett tinham tido seus momentos de compartilhar mulheres pela época da adolescência e até na universidade, antes que ele conhecesse Rosalie, mas agora era diferente, ambos queriam e estavam em coisas diferentes, momentos diferentes que não cabiam o ménage, era óbvio que tudo era brincadeira. E invejou Emmett, com certeza aquele era um belo presente – não com Rosalie, claro, mas com Bella.
Oh sim, a menina doce tem um lado sujo, que coisa quente.
Olhando os outros vibradores, Edward sentiu seu ego cantar e se encher de orgulho – o mais patético e natural orgulho masculino cru: seu pênis era maior que qualquer um dos brinquedos, quase o apertou como cumprimento, mas naquele momento qualquer toque podia ser confundido com masturbação e preferiu evitar.
E o vibrador em questão era roxo com soft touch e ondulações em sua extensão e, pelo menos, 18 cm. E algo que parecia um chaveiro preto em formato de bala (no sentido "munição de arma", da palavra) só que mais grossa e com pelo menos 7 cm e um pequeno retângulo do mesmo tamanho preso em sua correia, mas viu que se soltavam e percebeu ser um controle, apertou o botão e a pequena bala começou a vibrar – oh, uma bala vibratória? –, divertido com descoberta, ele aumentou a velocidade e deixou a coisinha cair vibrando na cama com o susto, era pequeno, mas tinha uma vibração do inferno, dez velocidades. E então o que mais lhe surpreendeu, tinha um plug anal cônico preto para iniciantes.
Como sabia que era para iniciantes? A resposta tinha nome, nome do meio e sobrenome: Emmett Christopher Swan. Claro. Ele tinha comprado uma embalagem com três tamanhos diferentes de plug no quinto mês de namoro, mais feliz do que pinto no lixo por Rosalie estar querendo experimentar sexo anal sem que ele pedisse, mesmo querendo como um viciado pede uma nova dose. Só naquele momento Edward percebeu a quantidade de detalhes e informações que tinha sobre o sexo e relacionamento de Emmett e Rosalie. Era normal, quer dizer, eles eram melhores amigos desde criança e se consideravam irmãos, era normal compartilhar informações, detalhes e segredos sujos sobre tudo, sempre foi e sempre seria, e Rosalie não parecia se importar com isso e até compartilhava também ("por que você está andando estranho?", ele perguntou dois dias depois que compraram os plugs, se esquecendo desse detalhe, ela apenas sorriu maliciosa: "plug anal tamanho 3, o desconforto é compensado e bem melhor do que a fodida dor do pau gigante do seu amigo no meu traseiro", ela respondeu com naturalidade, sentando com cuidado no sofá ao seu lado e voltando a ler o livro sobre direitos cívicos). Tá, mas Rosalie era uma pervertida de natureza ("nem acredite que vamos fazer nosso primeiro ménage!", ela disse saltitante e totalmente diferente do que qualquer outra namorada normal faria, e continuou: "dá pra acreditar nisso, Edward? Vou ter minha primeira experiência lésbica!"). Emmett era um filho da puta de sorte. Não que ele se sentisse menos sortudo, porra, de jeito nenhum, mas Rosalie era pervertida de um jeito mais exibicionista e a sua, de um jeito mais discreto; mas é claro que isso não era um problema, definitivamente, o mais longe disso possível. Mas o ponto era: ele e Emmett sempre compartilhavam suas sujeiras, beijavam e contavam, mas agora estava com Bella e... Porra, era a irmãzinha dele e Emmett jamais seria doente suficiente para escutar as sujeiras que faziam juntos.
Aquele pensamento lhe bateu, muita coisa estava pra mudar.
— O que você... — Bella saiu do banheiro, alheia de tudo vestida apenas em seu roupão, mas parou ao ver o que ele segurava. — Oh.
Edward piscou, afastando os devaneios e sorriu malicioso.
— E que oh, hein? Quer me explicar, bebê?
— Hã... Não, Cullen. Na verdade, eu tô com fome, então, vamos fazer o café da manhã? — bateu a mão na barriga, como se nada tivesse acontecendo.
— Eu também estou com fome, mas não penso em comer ovos quando estou com seus vibradores na mão.
— Na verdade você está com meu plug na mão. — disse tentando permanecer séria, mas quase sorrindo.
— Acredite, eu sei o que é isso. O que está martelando na minha cabeça é o que você pretendia fazer com isso... Sozinha?
E então falhou miseravelmente, gargalhando até as lágrimas.
— Do que você está rindo? — Edward perguntou confuso.
— Eu... — tentou parar, mas riu ainda mais, alto até sair lágrimas de seus olhos. — Nada, eu... Sou imatura, é isso.
— Por quê?
— Porque você perguntou "o que você pretendia fazer com isso?" e tudo que eu conseguia pensar "vou enfiar no meu-", entende a ironia disso? — e mais uma explosão de gargalhada.
Se a risada dela não fosse algo tão gosto de escutar, algo que a deixava ainda mais radiante e bonita, Edward falaria algo a respeito, mas estava encantando demais pra ir além de um sorriso.
— Bella? Acabou?
— Não... Calma... Ai, minha barriga, ai... — continuou rindo com a mão sobre a barriga, tentando parar de rir e respirar. Respirou fundo algumas vezes de olhos fechados, como uma meditação e então sorriu. — Pronto, podemos ir para o café da manhã agora?
— Os brinquedinhos, primeiro. Eu compartilho meus segredos obscuros, você compartilha seus segredos sujos.
Bella bufou, mas foi para a cama e sentou do outro lado, certificando-se de arrumar o roupão entre suas pernas para cobrir sua nudez sob ele.
— O que você quer saber?
Edward ergueu o plug anal. Bella corou.
— Tá. — fechou os olhos, envergonhada, começando rapidamente: — Isso foi um presente de Rosalie e eu nunca usei, tanto que os lubrificantes estão fechados. Ela disse que devia experimentar a sensação, tanto por escrever sobre isso, tanto por puro prazer e talvez me... Odeio você por me fazer dizer isso em você alta, como eu odeio... Talvez me alargar um pouco sozinha pra que eu não me machucasse quando encontrasse algum homem que me atraísse a ideia de ter algum envolvimento... Anal.
— Você pode abrir os olhos agora, bebê.
— Você está me olhando de maneira julgadora ou zombadora? — ela perguntou ainda de olhos fechados.
— Juro que não, pode abrir.
— Sim, você está! — ralhou ao abrir. — Posso ver a diversão queimando em seus olhos, Cullen.
— Tudo bem, peço desculpas. — fechou os olhos, respirou fundo e ficou sério para encará-la. — Pronto. E agora?
— Melhor. Podemos ir para o café da manhã?
— Ainda não. E nem sonhe a respeito, você não está indo para usar esse brinquedo com qualquer homem. — rosnou. Era fácil manter a cara séria naquele momento, óbvio que ela não iria.
— Ei, puxe as rédeas cowboy, como é que é?
— Perdeu sua mente? Não vou deixar nenhum bastardo aproveitar da sua inexperiência e te machucar, nem sonhe.
— Pode parando por ai, Cullen. — levantou-se irritada com a arrogância dele, ainda mais usando a carta experiência Cullen x inexperiência Swan, quer dizer, agora ele era o "Sr. Fodedor de Bundas"? — Você não é meu dono, caso não se lembre disso. E se eu quiser usar essa maldita coisa no meu traseiro e fazer algo com alguém, inferno, então eu vou fazer!
— Não, você não vai, Swan. — levantou-se, obviamente irritado também, mas mantendo a voz calma e dura. — Ou então, se você quer usar ou experimentar alguma maldita coisa, será comigo.
Bella parou surpresa, esperava mais argumentos ou discussão, não ele se oferecendo para... Oh sim, preferia aquilo a discussão, por mais divertidas que fossem. Edward deixou o brinquedo na cama e se aproximou dela.
— E você não devia parar ser tão surpresa por eu te querer dessa maneira, ou de todas as maneiras possíveis, bebê. Fico duro apenas de pensar e vendo vermelho com a ideia que outra pessoa vá conseguir isso de você. — segurou seu rosto entre as mãos, aproximando seus rostos. — Não somente pelo sexo que, com certeza, deve ser o inferno de bom, mas pelo simbolismo. Porque isso vai além de entregar uma parte do seu corpo, mas também é um ato de confiança e entrega total. Penso em matar o filho da puta que tirar isso de mim.
— Uau... Nunca pensei que meu traseiro pudesse significar tanto pra você.
Edward gargalhou.
— Sempre achei que Emmett e Charlie eram os únicos sem um osso tenso no corpo, mas agora, nessa semana com você, vejo que é algo de família. Você não é capaz de levar nada a sério, bebê?
— Acredite, eu sou, mas o humor é a minha defesa. Se eu levar as coisas a sério, acabo surtando e a minha cabeça não é um lugar legal quando estou surtando, então, eu prefiro evitar.
— Sua estranha. — sussurrou.
— Bem isso. — riu, antes de ser beijada suavemente.
— Mas eu estava falando sério, bebê.
— Tudo bem. Não é como se eu tivesse me interessado por algo assim antes, mas você... O mais rápido comentário que você fez me... Excitou. — engoliu seco. — Então se você quer, eu quero. Se você quer foder meu traseiro ou quer esse ato de confiança, como você chama e pereceu bem mais legal, eu me entrego e é seu... Edward.
— Porra, eu nunca vou me acostumar a isso. — e a beijou novamente, mas agora longa e profundamente.
Bella agarrou seus cabelos com paixão, quando ele desceu a mão para agarrar sua cintura e então para seu traseiro. Subiu o tecido atoalhado do roupão tocando sua pele nua, deslizou uma mão para frente para então entre suas coxas.
— Sem calcinha e tão molhada assim? — sussurrou em sua boca, desceu a boca para seu pescoço e lambeu o caminho até sua orelha, beijando e mordiscando o lóbulo. — Acho que a ideia te excita mais do que você está dizendo, bebê.
— Sim, por favor. — gemeu, sentindo o arrepio percorrer todo seu corpo, excitando o inferno pra fora dela.
— Tudo bem, então, vamos fazer.
— O que?! — o susto e o medo inesperado lhe petrificaram, engoliu seco.
Edward tirou a mão do meio de suas pernas, com uma mão em seu rosto e lambendo os dedos da outra, que antes estivera entre suas coxas e agora brilhavam com sua nata.
— Eu amo o seu gosto, o melhor sabor do mundo, bebê. — pousou a mão do outro lado de seu rosto, sorrindo malicioso. — E por que a surpresa, ou medo, não era o que você queria? Bem, agora você me deixou duro a respeito, vamos colocar esse brinquedinho no seu doce traseiro e eu o foderei à noite, quando estiver pronto. Quero dizer, se você ainda quiser.
Bella lambeu os lábios, ofegando, como ele podia ser tão fodidamente quente? Tudo que ela podia pensar era que queria lamber, chupar, mordiscar, foder, amar, foder e amar, foda-se.
Ou foda-me. Mordeu o lábio inferior para se impedir de gritar "sim, foda-me!".
— Hum... Agora? — ela perguntou hesitante.
— Bem que eu queria, mas não. Preciso cuidar de você, antes de cuidar de mim, e agora você está com fome e cansada por ontem a noite, então vou te alimentar primeiro. Depois podemos subir e brincar um pouco. — sorriu maliciosamente e um novo beijo.
–
Bella estava quente e cheia de expectativa. Pronto, acabaria entrando em combustão ou enlouquecendo pela ansiedade do que podiam fazer quando ele resolvesse voltar para o quarto, onde os brinquedos permaneciam na cama, gritando por eles.
Ela tirou o roupão e colocou um vestido azul bebê de alças, bem soltinho e praiano, sem absolutamente nada por baixo, "sutiã e calcinha são superestimado", Edward comentou zombeteiro. E assim desceram para o café da manhã
Andaram juntos e abraçados, os braços dele ao redor de sua cintura e o rosto em seu pescoço, beijando e lambendo, fazendo-a rir e se arrepiar. E ali era mais fácil escutar o alto barulho da chuva, trovões e ventania lá fora.
— O que você quer comer? — Edward sussurrou.
— Você tirou meu apetite, Cullen. Quero subir para o quarto e foder.
— Mas que linguajar é esse, Swan? Estou horrorizado. — disse com falso horror, então riu e um novo beijo em seu pescoço. — Então quem sabe algo leve para nós, que tal se eu fizer waffles e suco?
— Bom pra mim. — sorriu.
Bella foi pegar o suco na geladeira, então os copos, pratos e talhares; enquanto Edward foi bater a massa para fazê-los na máquina de waffles rapidamente.
— Ah, sabe o que eu lembrei agora? — Edward se virou para ela, deixando a máquina trabalhar. — Eu tenho algo pra você me explicar também.
— O que?
— Algo sobre tal de Gueixa e tal Cética?
Ela enrijeceu com suas palavras. Se não estivesse de costas, colocando suco em seu copo, ele teria visto que ela estava corando.
— Não sei do que você está falando. — e bebeu seu suco.
— Não adianta se fazer de inocente, porque o jeito sonsa não combina com você, bebê. Eu não sei o que isso significa, mas você sabe exatamente do que eu estou falando. Você disse ontem, era uma Gueixa, usando um quimono vermelho, e uma Cética, usando terninho cinza.
Bella se virou pra ele, agitando o resto de suco em seu copo.
— Você escuta e lembra cada palavra do que eu digo? — ele assentiu. — E só pra poder usar contra mim, certo?
— Exatamente.
— Arrogante cheio de merda. Esses waffles estão prontos? Estou com fome. — terminou de beber seu suco.
— Boa jogada, eu ainda quero saber do que você estava falando.
— Por quê? É apenas uma maluquice esquizofrênica da minha mente. Eu tô com fome... Edward.
Edward sorriu como um idiota ao escutá-la dizer seu nome novamente. Mas então riu, ao perceber o que ela estava fazendo ao dizer seu nome com beicinho.
— Deixa de ser manipuladora, não é uma pergunta difícil. Eu te disse alguns segredos então agora você pode me dizer alguns seus.
— O que? Você disse sobre seu passado, eu te mostrei meus brinquedos, Cullen!
— E então eu te contei sobre meu nome, agora você me conta sobre isso de Gueixa e Cética. Vamos, bebê, despeje o feijão.
— Cara, você devia, realmente, parar de aprender tudo que o meu irmão te ensina, principalmente as falas dele.
Edward gargalhou, virando-se para tirar o waffle da máquina – colocando em um prato – e colocar mais massa para assar. Virou-se pra ela novamente, cruzando os braços sobre o peito.
— Tá, tudo bem — ela começou. — Sabe aquilo que vocês chamam de discussões internas? Quando eu paro e me desconecto de tudo?
— Claro. Você fica fazendo caras e bocas, como se estivesse realmente em uma discussão. Vai do horror ao beicinho, então a cara de safada em uma fração de segundo. Estranho, mas muito doce. Você fica adorável, a propósito.
— Então... Essas discussões são com uma Gueixa e uma Cética.
— Que? Está bem, me deixa terminar de preparar nosso café e você me conta isso direito.
Bella agradeceu pela procrastinação, como diabos ia explicar aquilo sem parecer totalmente maluca? Gueixa, Cética? Alguma ajuda?, sussurrou mentalmente.
Finalmente vamos ser apresentadas ao gostosão, isso não é mágico?, a Gueixa comemorou. Oh, muito mágico, pura magia, iupi, a Cética murmurou revirando os olhos. Você só está assim porque sabe que eu serei a favorita dele, a Gueixa zombou. Claro que vai, afinal, quem não gosta de comida de graça?, rebateu irônica. Ha-ha-ha, você é uma ótima piadista, garota, espero que isso te garanta algum sexo ou continuará com a boceta seca; bem isso, querida Bella, você pode dizer que eu sou fodidamente espetacular, boa de cama e que dou ótimos conselhos, além de ótimos boquetes, e essa aí é só uma boceta seca dos infernos que adora ser uma dor na minha bunda.
— Bebê...? Bella? Alguma discussão interna novamente? — Edward perguntou divertido, colocando mel e xarope de bordô ao lado do prato cheio de waffles.
Os dois sentaram frente a frente na pequena mesa, como sempre. Servindo-se com os waffles, bastante calda por cima e suco.
— Conte-me. — ele incentivou-a, cortando seu waffle com garfo e faca.
— Você é um chato, sabia?
Ele assentiu, mastigando. Bella riu, revirando os olhos.
— Tá. Como vou explicar isso... — cortou um pedaço de waffle também com muito mel e levou a boca. — Mmmm... Tá... Mmm... — terminou de mastigar e engolir, antes de começar: — Minhas discussões internas são comigo mesma ou com o meu subconsciente, se é que isso é possível, mas resumidamente, quando eu tô confusa a respeito de algo, a Gueixa e a Cética aparecem para me dar conselhos.
— Gueixa e Cética?
— Sim. É como uma versão daquela coisa de desenhos sabe? Um anjinho e um diabinho em seu ombro sussurrando: "seja boa", "seja má", "seja boa", "seja má". Mas a minha versão, o diabinho sou eu, vestida de Gueixa Pervertida, com roupão vermelho, salto alto, nua por baixo e cabelos soltos; e o anjinho, também sou eu, mas em versão Feminista Cética de terninho cinza, sapatos fechados e cabelos presos em um coque perfeito sem um fio fora do lugar.
— Nessa discussão agora pouco, o que elas disseram? — perguntou sério, como se levasse a sério o que ela estava dizendo.
— O que? — estava realmente confusa, nenhuma brincadeirinha, risada? Nenhuma provocação? Oi?
— Eram elas, certo? Então me diga o que elas disseram.
Bella suspirou.
— A Gueixa me mandou te dizer que é fodidamente espetacular, boa de cama e que dá ótimos conselhos, além de ótimos boquetes, e que a Cética é uma boceta seca dos infernos que adora ser uma dor na bunda dela.
Edward lhe encarou confuso por alguns instantes, então gargalhou jogando a cabeça para trás.
— Você é realmente louca, bebê. — disse entre a grande gargalhada.
— Ah, conte-me sobre isso. — revirou os olhos. — Sabe como é difícil calar a boca dessas coisas? E olha que sou eu mesma quem projeta isso em minha mente.
— Então, essa Gueixa é pervertida? — sorriu malicioso.
— Muito.
— Vamos, Bella, me dê mais pra trabalhar aqui. Eu quero conhecê-las.
— Por quê?
— Porque isso é conhecer você. Alguém sabe sobre essas vozes em sua cabeça?
— Não diga vozes em minha cabeça, parece que eu sou uma alguma doente mental, esquizofrênica ou qualquer merda do tipo.
— Tá, e como eu devo dizer? Amiguinhas imaginárias mentalmente opinativas?
Bella gargalhou.
— Idiota. Tá, sobre elas... Basicamente, é a Gueixa quem escreve meus livros. Eu estava começando a levar a sério a coisa de escrever romances eróticos, mas eu também sou tímida e coro por qualquer merda, então resolvi que seria outra pessoa a escrevê-lo. Na época estava lendo Memórias de uma Gueixa, resolvi que seria uma gueixa, que tem toda a sensualidade de uma mulher pervertida, mas com classe de uma dama. Mas a minha versão da Gueixa é totalmente vadia sem escrúpulos, apesar de ser sexualmente frustrada, tem uma imaginação fértil pervertida, então eu comecei a repreender meus próprios pensamentos e assim surgiu a Feminista Cética. Elas são como... Yin-Yang. Quando alguém diz 'Pula?', a Gueixa diz 'que altura?' e a Cética 'por quê?'. Quando alguém diz 'sexo', a uma já está sem roupas, molhada e pronta pra trepar, a outra está pensando na camisinha, nas consequências disso, do que acontecerá depois.
Edward bebeu seu suco para empurrar os waffles garganta a baixo, realmente surpreso por sua explicação. Por mais maluco que fosse, tinha algum sentido em tudo aquilo. Agora era fácil entender porque era tão "pé atrás" a respeito de tudo. E porque não estava pronta para muitas coisas que ele estava disposto a dar a ela.
— Isso sim é algo interessante de se escutar. — comentou. — Então você jamais sem passar por essa inquisição espanhola?
— Exatamente.
— E o que elas disseram a respeito dessa semana?
Bella abaixou a cabeça, dando atenção aos seus waffles novamente.
— Huh?
— A Gueixa está sempre me apoiando a foder até o limite. — corou, então ergueu a cabeça, com um sorriso divertido. — A Cética... Está cética e hesitante, mas no fim sempre acaba entrando na brincadeira e se divertindo com as fodas.
— Então a Gueixa é Team Edward, huh? — agitou a sobrancelha, malicioso.
Edward gargalhou.
— Ela é Team Pau do Edward, isso sim.
— Eu e meu pau somos como um só, agradecemos pelo elogio. — piscou.
— Idiota. Mas sabe que eu aprendi um jeito de calá-las na, hum... — fechou um olho, contando mentalmente. — Quinta? Isso, quinta.
— Como?
— Tendo certeza das minhas decisões. Quando eu estou certa do que eu quero fazer, elas não têm o que fazer a respeito a não ser aceitar até me apoiar.
— E agora, elas têm alguma opinião sobre nós ou sobre o que estamos fazendo. Ou melhor, prestes a fazer? — perguntou divertido.
Bella lhe encarou em silêncio, mastigando. Passou a língua no dente para limpá-lo, então desenrolou lentamente um sorriso malicioso.
— Nada, totalmente silencioso.
Então Bella não tinha dúvidas.
— Ótimo. — Edward sorriu.
Notas finais
Ele ficou meio divertido, eu acho. E é apenas um prólogo pro próximo, onde as coisas vão esquentar a tão esperada esquentada. E se agora Edward sabe sobre a Gueixa e a Cética... Adivinhem quem vai tomar conta da Bella no próximo capítulo? Alguma opinião? :9 hahahah.
Não tenho muito o que falar hoje. Volto com o próximo semana que vem e acabamos com o sábado, então vamos ao domingo, último dia deles na Casa Mágica. Ai ai, falta pouquinho hein.... Então me façam feliz e comentem s2
P.S: Agradecimento especial a Carol Stew, meu anjo, muito obrigada pela sua linda recomendação e suas palavras doces, obrigada mesmo! <3 Claro, obrigada também a todas comentando e fiquem a vontade para continuar hein?
P.S²: Vamos fazer uma pequena brincadeira? É promoção relâmpago da titia Candy, queima de estoque KKKKKKK
Motivo? Eu tenho um pequeno problema com números, fico realmente agoniada quando não é número fechado (sim, Candy problemática). A LMTYT tem 14 recomendações e quero ir pra 15, então, querem brincar comigo? Quem mandar a recomendação 15 ganha um prêmio escrito de escolha da pessoa.
Explicando... Então a pessoa vai poder escolher o que quer: uma oneshot fora do universo da LMTYT ou um bônus na LMTYT, no passado ou futuro. A pessoa vai escolher o enredo pode me mandar uma mini sinopse do que quer que aconteça ou então alguma música ou foto qualquer, então eu vou escrever - pode ser hot ou não, outro casal ou com vários, qualquer coisa mesmo. Sou pobre e não é muita coisa, mas pra quem gosta do que eu escrevo, pode ser até divertido, certo? Aceitam? Quem fizer, eu vou mandar MP pedindo detalhes e assim nós vamos. Não importa o que vai escrever, tem que recomendar.
Então é isso, até o próximo, bjsbjs s22
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