Notas iniciais
Oi bbs, como estão? Capítulo novo, yeaaaaaaa *-*
Demorei um pouco mais do que gostaria, motivo? Pois é, tentem escrever alguma coisa bonitinha numa crise fodida de enxaqueca, a semana inteira (foda-se minha vida). Enxaqueca me deixa péssima e fode meu humor, então fui escrevendo ao poucos e cá esta. E eu acho que ficou bonitinho.
Conversamos lá em baixo. Aproveitem *-* ♥

(Pt1.)

Edward não tinha ideia do que Bella estava fazendo ou com quem estava conversando ao telefone, mas suspeitava que fosse algo relacionado ao jantar que ela era responsável naquela noite; – dado que ela foi ao telefone quando mencionou que estava ficando com fome.

Tinham feito apenas para duas porções cheias de espaguete para o almoço e feito sanduíches com as sobras do café da manhã requentadas a tarde, então ela teria que preparar algo diferente. O dia passou rápido entre a tarefa do dia – que era lavar as roupas juntos, com direito a muita brincadeira com a água e a espuma do sabão em pó – outro banho e então soneca no sofá assistindo televisão. E quando perguntou: estou ficando com fome, o que você vai preparar para o jantar? Ela tentou passar para ele a tarefa do jantar, fez beicinho e choramingou, mas ele não cedeu então Bella se levantou e foi para o quarto, voltou alguns instantes depois com o celular junto à orelha, falando com alguém chamada Carmen, que não tinha ideia de quem fosse.

— Tudo bem — ela disse ao telefone, sorrindo. — Perfeito. Obrigada... Tá.... Obrigada, Carms. — deu uma risadinha. — Ok. Obrigada, vejo vocês depois, até. Beijo. — e desligou.

— Quem era?

— Hã, Carmen?

Edward riu.

— Oh, jura? — ironizou.

Bella riu.

— Estava arrumando nosso jantar e acabei de arrumar, vamos jantar fora. Estou com saudades do tempero da Carms. — colocou o celular na mesa de centro e foi para o sofá com Edward. Ele estava sentado com as costas no braço do sofá – uma perna flexionada e outra no chão –, se ajoelhou ficando entre elas. — Vamos jantar frutos do mar, weeee!

— As coisas que você não faz para fugir de preparar o jantar, não?

— Exatamente. Mas você não vai se arrepender, a comida da Carmen é realmente muito boa. E então voltamos e você me dá o seu pior. — sorriu maliciosamente.

— Você está me saindo uma menininha muito travessa, senhorita Swan.

— E eu não vejo você reclamando, senhor Cullen.

— Oh não, e estou muito longe de fazê-lo, continue assim. — inclinou-se e beijou sua boca.

...

Maldita hora que tinha inventado de irem jantar fora. Era o que Bella pensava enquanto caçava em suas malas algo para vestir. Não tinha roupas suficientemente decentes em suas coisas, tinha trazido apenas as de verão e confortáveis para passar uma semana sozinha na casa de praia, não roupas para sair para jantar com Edward Cullen sem que nenhuma vagabunda a subestimasse e desse em cima dele. Quer dizer, não que estivesse preocupada com isso. Oh, claro que não.

Edward lhe perguntou que tipo de restaurante era e o que tinha que vestir, e ela disse o Amanhecer, restaurante da Carmen e do Eleazar, era – um restaurante praiano especializado em frutos do mar, com um clima rústico, acolhedor e íntimo, nada muito sofisticado, mas também não era um barzinho de faculdade. À tarde os clientes iam, frequentemente, mais informais com roupas de banho ou saídas de praia, mas à noite iam mais arrumados; no geral, era um lugar ótimo.

Estava perambulando pelo quarto de calcinha e sutiã – um conjunto pequeno de renda preta – até finalmente achar um vestido mais decente entre suas coisas, um pretinho básico sem alças e com tiras brancas no começo e marcando sua cintura, era bonitinho. Deixou o vestido na cama, recolou as outras roupas nas malas, que nem tinha desfeito, e as malas no chão e foi em busca de algo para colocar nos pés.

Tênis ou salto? Merda.

Pergunta idiota, né? Esse vestido é discreto, mas sexy, coloque um salto alto! A Gueixa gritou. Ou pense no seu conforto e coloque um tênis, talvez uma sapatilha? A Cética rebateu. E aparentemente a trégua tinha sido encerrada, voltamos à programação normal. Oh não, ainda achamos você uma idiota, apenas discordamos em alguns pontos, a Gueixa explicou, agora coloque a porra de um salto. Ou coloque uma sapatilha, que tal? E Bella nem sabia se tinha sapatilha em suas coisas. Sapatilha você estará dizendo ‘estou de vestido tomara-que-caia e com as pernas de fora, mas sou uma menininha meiga e doce, quando voltarmos para casa vamos fazer mamãe-e-papai’. E isso era algo ruim? Franziu o cenho. Claro que é ruim, nós não queremos mamãe-e-papai, queremos ‘foder!!!’, a Gueixa gritou. Diga por você mesma, a Cética desdenhou. Nem vem boceta-seca porque eu sei que você quer também, Bella, lembre-se que escutar essa frígida quase ferrou com tudo, escute a titia aqui agora, está bem? Coloque um salto alto que você estará dizendo ‘sou uma mulher madura, sexy e decidida, não saio fodendo com qualquer um, então se sinta sortudo por eu ter escolhido você para fazê-lo, quando voltarmos para casa vamos fazer vamos foder duro, nada de amorzinho, será sexo quente e suado, o seu pior, e no final, se ainda estivermos conscientes, faremos algo mais lento e suave para acabarmos o que está sendo um dia perfeito’, entendeu?.

Antes que a Cética se intrometesse novamente, Bella concordou e pegou uma sandália de salto.

Não era nada vulgar ou um salto “foda-me”, mas dava para o gasto – era uma sandália creme presa em seu tornozelo e abraçando seus pés com duas tiras. Deixou-a ali e, antes de ir para o banheiro arrumar seu cabelo e maquiagem, tirou o sutiã e colocou o vestido. Ele fechava nas costas com botões até a altura sua cintura, ela fechou os botões com o vestido na frente e depois virou do lado certo, então foi para o banheiro.

Nada muito espalhafatoso ou vulgar, disse ao seu reflexo no espelho. Mas seu reflexo precisava de alguma ajuda. Resolveu primeiro cuidar do cabelo, ao menos por cima e depois faria o acabamento.

Já estava seco e escovado, então com o secador colocou um bob grande na franja prendendo com um grampo para trás e no resto do cabelo fez cachos a prancha, girando-a, e prendeu com bobs também, era longo o que fazia o trabalho cansativo para fazer sozinha. Olhou seu cabelo no espelho, já pensando na possibilidade de cortar e voltar a sua cor natural, castanho – tinha pintado em meio a um acesso de fúria e se acostumou com ele. Não demorou muito tempo a colocar alguns bobs na camada superior do cabelo e fazer cachos no resto, então colocou os cachos de cabelo solto para trás e foi fazer sua maquiagem.

Cuidou para esconder as olheiras e igualar o tom de pele, nem ia dar muita atenção a suas sardas ou acabaria com a cara muito maquiada e não queria isso. Passou um blush para dar uma cor mais saudável a sua palidez, então foi cuidar dos olhos, a parte que mais gostava – o que durante muito tempo foi a unica parte que gostava em si mesma. Fez uma sombra esfumaçada preta mais clara e com alguns toques de brilho com sombra prata, delineador, rímel e finalizou com lápis de olho, finalizou com um brilho suave nos lábios. Gostou do resultado, seus olhos verdes bem marcados com preto era o mais destacado, ótimo.

Tirou os bobs do cabelo cuidadosamente, arrumando os cachos grandes e ajeitando-os com os dedos, jogou de um lado para o outro até que ficasse com o volume e os cachos do jeito que queria. Colocou para o lado, deixando-o cair em camadas, um pouco sobre seu ombro e o resto em suas costas.

Se você se arrumar mais ficará claro que quer impressionar, a Cética comentou. Ótimo, assim ele saberá que fazemos alguns esforços porque ele é apreciado e vale a pena, faz parte de “fazer as coisas diferentes”, dor na minha bunda, a Gueixa bufou.

Bella ignorou, voltou para o quarto e sentou na cama para calçar as sandálias.

— Está pronta, bebê?! — Cullen gritou de fora do quarto.

— Só um minuto! — gritou de volta.

— Vou fechar a casa e te esperar na sala! E nem ouse descer desse quarto com dinheiro ou cartão de crédito, bebê!

Bella franziu o cenho. O bastardo arrogante iria querer pagar a conta? Não que fosse contra um homem lhe pagar um jantar ou qualquer coisa, quer dizer, não achava que isso iria acabar com sua independência ou liberdade, mas ela tinha convidado e ela era responsável pelo jantar, deviam ao menos dividir, mas então lembro que fazia parte do “fazer as coisas diferentes” tentar ceder e deixar os dois felizes. Então resolveu não discutir.

Arrumou a sandália nos pés – apesar de não ser a maior fã de saltos, gostava de ficar mais alta do que seus estúpidos 1,68cm, não que aquele salto lhe desse muita merda, mas já era alguma coisa. Arrumou seu vestido – era bem ajustado em seu busto e cintura, tendo uma saia mais larga e leve. Parte ruim de não usar sutiã era que não tinha a ajuda maravilhosa do push up, mas tentou não dar muito pensamento a isso. Edward já tinha lhe visto nua e sabia muito bem como eram seus seios, sabia até como se sentia em sua mão ou em sua boca, não era como se um sutiã push up pudesse ajudar muito. Então foda-se.

Passou um pouco de perfume, resolveu não levar o celular e desceu para encontrá-lo.

Ele estava parado no meio da sala. Não parecia estar vestido para uma grande festa de gala, mas estava a altura, e deslumbrante como sempre. Uma calça preta, uma blusa de botões preta com as mangas arregaçadas até o cotovelo e os três primeiros botões abertos; podia ser algo simples e sem sal, se não se tratasse de Edward Cullen. Ele ficava muito bem de preto, fazia o seu rosto e cabelos se destacarem, a calça abraçava gloriosamente suas pernas, suas coxas e seu traseiro apertado, enquanto a blusa se esticava confortavelmente sobre seu peitoral e músculos. Elegante, másculo... Delicioso.

E fez parecer uma daquelas cenas de filmes – A Bela e a Fera, foi o primeiro que veio a sua mente, que ironia e clichê, mas logo depois The Vampire Diaries; e lembrou-se do momento em que lhe disse "calma aí, meu querido. Você não é o Damon Salvatore e eu não sou a Elena", porque naquele momento eram como flashback dos dois.

A dama hesitante descendo as escadas, então o cavalheiro escuta seus passos e se vira lentamente. A dama dá um sorrisinho tímido, o cavalheiro parece deslumbrado com ela. Então ele se aproxima da escada e parece suspirar, admirando-a tão fixamente que a deixa embaraçada. E foi exatamente daquela maneira que aconteceu.

Edward não conseguia tirar os olhos dela. Ela estava tão... Linda. Não parecia que ela tinha feito muito esforço para estar daquela maneira, era diferente das mulheres que já tinha se envolvido anteriormente, nela tudo parecia natural. Sua maquiagem, seu cabelo, sua roupa. Elegante, casual, sexy. Suas pernas e seus ombros chamavam tanto sua atenção que ele queria apenas esquecer o jantar e tê-la sob seu corpo.

Já tinha dado um pensamento a isso enquanto se arrumava, mas só naquele momento, vendo-a descer em câmera lenta percebeu: aquele era o primeiro encontro deles. Primeiro encontro sozinhos, primeiro encontro pós-sexo, primeiro encontro como amantes. Há quanto tempo desejava isso? Isso lhe deixou nervoso, mas excitado e animado. Era real. E ela o tinha convidado. Em seus devaneios sempre se imaginou fazendo o pedido, mas ela o tinha convidado. E ele não tinha problema algum com isso, não diminuía em nada a magia do momento. Iria aproveitar.

Quando ela estava a dois degraus, se aproximou e lhe estendeu a mão, Bella pegou e aceitou sua ajuda.

— Uau, eu pensei que fossemos apenas jantar em um lugar íntimo e acolhedor, nada muito sofisticado. — brincou. — Acho que estou mal vestido.

— O que? Acha que estou exagerada? — olhou para a própria roupa. — Eu não trouxe roupas para sair, apenas shorts e blusas velhas, esse é meu vestido melhorzinho e...

— Ei, ei — interrompeu-a. — Não está exagerada, você está ótima e eu estava brincando. Bebê, você está... Linda.

Bella sorriu mordendo o canto do lábio inferior, com as bochechas tomando um adorável tom rosado.

— Claro que te prefiro nua — sorriu malicioso, recebendo um tapa no braço. —, mas você está perfeita nesse vestido. Apesar de ter muita pele de fora, o que com certeza vai atrair olhares e possivelmente irritar a merda pra fora de mim, assim como me dar problemas para manter minhas mãos longe de você, mas posso lidar com isso. Você está deslumbrante, bebê.

— Você parece bem também. — soltou a mão dele e se aproximou, segurando-o suavemente pelo colarinho da blusa e ele posou a mão em sua cintura. — E devo dizer Cullen, você fica muito bem de preto.

Ele sorria, enquanto a puxava para juntar seus corpos.

— Bom suficiente para desistir do jantar e subirmos para o quarto?

— Claro que não. Ninguém é bom suficiente para ser trocado por comida.

Edward gargalhou.

— Você é tão romântica. Então que tal um beijo antes de irmos?

— Viu, sempre podemos negociar. — sorriu maliciosamente e lhe beijou.

O beijo foi lento e doce, que foi interrompido vários minutos depois e eles saíram pela porta lateral da casa.

Bella soltou sua mão e apoiou uma mão na parede, pronta para erguer a perna e tirar a sandália; tinha se esquecido da estúpida distância entre a areia e o asfalto, claro que um lugar perfeito tinha que ter ao menos um defeito e lá estava ele.

— O que você vai fazer? — Edward perguntou com o cenho franzido.

— Tirar a sandália. Salto e areia não se misturam, eu limpo os pés na grama e coloco de volta depois.

— Como se eu fosse permitir isso, não é. Você está tendo um encontro com Edward Cullen. E eu sou um serviço completo. — sorriu arrogante.

Nem teve a chance de perguntar do que ele estava falando, ele se aproximou e simplesmente a pegou no colo. Bella riu e não reclamou, deixou que ele a carregasse para fora da areia sem se importar em sujar os sapatos, que pareciam um de seus lustrosos italianos. E não lhe soltou mesmo depois que estavam no asfalto, carregou-a no colo até que chegassem ao Jeep que estava usando de aluguel ali.

Ajudou-a a entrar no carro e entrou também, ela lhe deu as instruções do lugar e foram ao restaurante conversando sobre ele.

Quando chegaram ao lugar, um restaurante na cidade, perto da praia onde as pessoas frequentavam.

— Aqui não era um restaurante italiano? — Edward perguntou lembrando-se que já tinha almoçado ali com Emmett e Rosalie há algum tempo.

— Era. Mas os donos, Aro e Marcus, decidiram que queria alguma diversão e aventura na vida, então venderam o restaurante e estão usando o dinheiro para viajar pelo mundo em uma vigésima lua de mel, ou algo assim. Eles pareciam bem animados com a viagem, agora devem estar na Austrália, Aro sempre quis ver surfistas australianos de perto. — riu.

— E de quem é o restaurante agora?

— Carmen e Eleazar. Carmen é uma cozinheira de mão cheia e Eleazar então comprou o restaurante de presente para a esposa. Ela até manteria o restaurante italiano, mas ela tem descendência latina e sua avó, a abuela Lupe, disse que manter um restaurante de carcamano é trair sua herança, suas origens e família. Mas como um restaurante latino podia não agradar tanto, quanto um italiano, Carmen abriu um restaurante de frutos do mar, que ela é uma especialista. — sorriu. — Vamos?

Eles desceram do carro juntos após o carro estar devidamente estacionado. Edward deu a volta no carro e caminharam de mãos dadas para o restaurante.

Era exatamente como Bella descrevera – rústico, acolhedor e íntimo, nada muito sofisticado, mas tinha um requinte especial. Era grande, parecia ser feito em madeira e com teto de palha, como uma cabana, mas era espaçoso e confortável. Luz baixa, mas balões com lanternas no teto. Pequenas mesas ao redor, uma pequena pista de dança e uma sacada na lateral, dando vista para o mar. Era um lugar agradável.

Bella! — escutou alguém exclamar com um forte sotaque espanhol, Edward presumiu ser Carmen.

Carmen era uma mulher bonita e com curvas calientes, tipicamente latinas, bem ao estilo Sofia Vergara. Usava um vestido envelope azul marinho e salto alto, grande decote, cintura fina e grande traseiro, a mulher era quente. Seus cabelos castanhos estavam soltos sobre seu ombro e se aproximou com os braços abertos.

— Carmen! — Bella fez o mesmo e as duas se abraçaram. Carmen agitou Bella e quando a soltou, segurou seu rosto entre as mãos e beijou suas bochechas.

— Quanto tempo, não, Hermosa? Finalmente veio visitar os humildes, a ralé.

— Sempre exagerada, certo?

Carmen riu.

— Faz parte da coisa de ser latina, sabe como é.

— Cadê o Eleazar?

— Já está vindo, está arrumando o irmão em um dos uniformes de garçom. Garrett, você se lembra dele? Está dando algum trabalho, então agora trabalha com a gente. E você, não vai me apresentar se su Hermoso acompanhante?

— Oh, claro. Carmen, esse é Edward, sócio do Emmett e da Rosalie, lembra? Edward, essa é a Carmen.

— Sócio, não? Vejo que nesse escritório só tem pessoas bonitas, es tan hermoso como los dos.

— Inglês, Carmen, inglês.

— Claro. Desculpe. — riu. — É um prazer, Edward.

Edward não soube como reagir a seu abraço e os beijos na bochecha, então apenas sorriu.

— O prazer é meu.

— Claro que é o seu prazer, agora largue minha mulher, inferno. — alguém disse atrás dele. E apesar de suas palavras, parecia estar brincando ao dizê-las. — Consiga a sua própria.

Carmen e Bella riram. Atrás vinha um homem alto e esguio, com um leve bronzeado e cabelos negros bem penteados para trás.

— Edward, esse é meu sexy marido, Eleazar. Carinho, esse é Edward, sócio do Emmett e da Rosie. E acompanhante da Bella.

— Oh então é mesmo a Bella, pensei que fosse alucinação. Olá Hermosa! — chamou-a pelo mesmo apelido que Carmen usara e imitando seu sotaque. Bella riu.

— E agora você está elogiando a minha mulher, estamos quites? — Edward brincou.

— Pois é Carainho, Bella sabe escolher seu homem. — Carmen brincou.

Mel! — outra pessoa disse e Bella olhou sobre Carmen e seu marido.

— Garrett. — disse sorrindo.

Será que Bella conhecia todo mundo naquele lugar?

O homem que vinha parecia com Eleazar, só que em uma versão mais jovem e moderna. Seu cabelo era negro e repicado até sua nuca, tinha barba, bigode e cavanhaque, usava lápis de olho forte e piercings no lábio, nariz e sobrancelha. Sua calça era de couro preto, justa, com uma blusa preta com a manga rasgada e um grande decote em V, mais um pequeno avental em sua cintura.

Garrett, como Bella o chamou, passou pelos dois e a abraçou. Com um pouco de vontade demais, Edward percebeu. Ele passou o braço ao redor da cintura dela, apertou e a ergueu do chão, enquanto Bella ria e lhe abraçava de volta.

Oh, que cena doce, pronto colega, coloque-a no chão agora, quis dizer.

— Quando você chegou e por que não veio me visitar, Mel?

— Nenhum dos seus negócios, Garrett. — ela riu. — E deixe-me te apresentar; Edward, esse é o irmão do Eleazar, Garrett. E Garrett, Edward.

— Oh, prazer companheiro. — estendeu a mão para Edward.

— Prazer. — pegou a mão e apertou com um pouco mais de força, forçando um sorriso.

— Uau, eu posso sentir seu prazer em meus dedos. — riu, puxou a mão e passou o braço sobre o ombro de Bella. — E então Mel, veio jantar comigo e me dar uma chance?

— Garrett, você tem uma pilha de louça para lavar. E não vê que a Bella está acompanhada? — Garrett disse sugestivamente.

— Sério Mel? Você vem até meu restaurante para esfregar outro homem em minha cara?

— Meu restaurante, Garrett. — Carmen disse.

— Exatamente. — Edward disse com um sorriso arrogante. — Agora dê a minha mulher aqui.

— Calma cara, tem Bella para todo mundo. — Garrett brincou.

— Sou egoísta demais, não divido o que é meu. — Edward disse sério e estendeu a mão.

Sorrindo, gostando da aparente possessividade de Edward, ela se desvencilhou de Garrett, pegou sua mão e foi para seus braços, que fechou a boca sobre a sua e lhe beijou duro.

— Isso é realmente quente, quase como o pay-per-view.

— Ah Garrett, por Guadalupe. — Carmen bufou, revirando os olhos. — Kate, você pode vir aqui um minuto?!

Uma garçonete se aproximou. Era deslumbrante, magra, mas com seios fartos, usando saia esvoaçante que ia até seus pés e uma blusa de alças com várias correntes e cordões ao redor do pescoço, tinha uma corrente ao redor de sua testa e seu longo cabelo loiro claro. Ela lhe recordava uma cigana, ou algo do tipo.

Garrett apenas riu, enquanto Carmen fazia as apresentações e explicou a situação.

— Pelos céus, Garrett, eu juro que você vai acabar levando uma surra de um dos acompanhantes das mulheres que você paquera. Ou me perdendo para um deles — olhou para Edward. — Olá doçura.

— Tudo bem, suficiente — Bella encerrou. — Nossa mesa, Carms.

Rindo, levaram eles a sua mesa. Enquanto iam, Carmen explicou que Garrett e Kate namoravam há três anos, sempre brincavam e paqueravam os clientes, mas apesar de tudo, eram apaixonado um pelo outro e eram monogâmicos. Edward se sentiu mais aliviado, mas ainda não gostava do cara.

A mesa deles era uma das mesas da sacada do lado de fora, na lateral do restaurante, ficariam sozinhos, sob as estrelas e recebendo a deliciosa brisa do mar.

Carmen se despediu e desejou um bom jantar, então Kate trouxe para eles algumas casquinhas de siri para entrada e anotou seus pedidos para o jantar, deixando-os a sós novamente.

Bella adorava aquelas casquinhas. Pegou uma com a mão mesmo, passou-a no potinho de molho e comeu, dando um gemido de satisfação.

— Isso é... Muito bom. — disse agitando uma casaquinha e colocou o resto na boca. — Carmen é como o Bob Esponja, a melhor em frutos do mar.

Edward deu uma risadinha, pegou uma casquinha e fez o mesmo que ela.

— O que foi? — Bella perguntou, ele parecia desconfortável.

— Nada.

— Cullen?

— Você e o Garrett tiveram alguma coisa?

— O que? — Bella gargalhou. — Você está falando sério? Cullen, você... — parou entre as risadas, mas então percebeu do que se tratava e parou de rir, assustada: — Você está com ciúmes?!

— Claro que eu estou, inferno, ele parecia bem... Íntimo. — colocou uma casquinha na boca, cheio de má vontade, mal humorado.

— Que bonitinho. — Bella ria. — E ridículo.

Edward bufou e ergueu os olhos.

— Esse é o nosso primeiro encontro oficial, sozinhos e pós-sexo, então um cara te agarra, te chama de Mel e blablablá, quão ridículo eu sou?

Bella parou de rir, engoliu o que tinha na boca e passou a língua nos dentes. Olhando-o nos olhos.

Primeiro encontro oficial.

Não tinha pensado por esse lado, mas ele tinha. E agora estava prestes a colocar aquele olhar nele novamente – algo que tinha jurado não fazer.

— Eu e Garrett somos apenas amigos, assim como eu sou da Kate, Carmen e Eleazar. Garrett faz essas mesmas brincadeiras com todas, cansei de escutá-lo dizer para a Rosalie se separar do marido feioso e ficar com ele, esse é Garrett. É como um cachorrinho que apesar de brincar com todos, sempre volta para a dona, que é a Kate.

Bella esticou a mão sobre a mesa e pegou a dele, acariciando com o dedão e deu um sorrisinho.

— É com você que eu estou essa semana. É com você que eu estou agora. É com você que eu vou embora no final dessa noite. E é com você que eu vou passar a noite. Você, Cullen. Não Garrett ou qualquer outro, você.

Edward ofegou, teve que respirar fundo e engolir seco para conseguir falar algo com coerência. Poucas coisas lhe surpreendiam e lhe deixavam sem fôlego e sem palavras... E todas eram sobre Bella.

— Sabe aquela coisa que eu disse, sobre ter problemas para manter minhas mãos longe de você? Então, estou tendo esse problema exatamente nesse momento.

Bella riu e se inclinou para frente, deixando-o beijá-la rapidamente.

O resto da noite passou tranquilamente, com boa comida e bebida, além de uma conversa que fluía tão fácil quanto respirar.

Pediram o mesmo prato, filé de peixe com fritas, além dos acompanhamentos e coca-cola. Edward tinha que confessar, aquele era o melhor peixe de sua vida. E mesmo não tendo sido, diretamente, a responsável por aquele jantar, Bella se gabou sobre isso, dizendo que o jantar era responsabilidade dela e que se não fosse por ela não teriam jantado aquela maravilhosa refeição.

Conversa fácil, boas risadas e troca de olhares. Acariciavam um a mão do outro sobre a mesa e esfregavam as pernas sob ela. Flertavam como se não tivessem a certeza que voltariam para a casa juntos, o que deixava tudo mais interessante. E ao mesmo tempo, era óbvio o que fariam quando voltassem para a casa, apesar de aproveitarem o que faziam no momento, também queriam pular a sobremesa e voltar para mergulharem na tensão sexual que parecia cercar tudo.

Era tão estranho, mas estranhamente confortável. O encontro que estava predestinado a acontecer já tanto tempo, mas nunca aconteceu. No geral, o primeiro e melhor encontro da vida, ambos concordavam.

Finalizaram com um bom vinho que Carmen deu ao casal de presente e a sobremesa, petit gateau quente com sorvete de creme. O que foi perfeito para Bella, ambos repetiram e depois de mais alguma conversa, outra taça de vinho, Edward pediu a conta.

Despediram-se de todos com abraços e os beijos típicos de Carmen, com as promessas de voltarem mais vezes. Garrett deu uma batida no ombro de Edward e disse para cuidar da Bella, mesmo que não a quisesse e que amasse a namorada, se ambos estivessem solteiros, Bella estaria em sua cama. Edward queria dar um soco no queixo dele e ao mesmo tempo sorrir de orgulho de si mesmo: sinto muito, companheiro, é na minha cama que ela estará. E Bella lhe provocou, riu e concordou dizendo que se Kate não existisse, estaria em sua cama.

Foi suficiente para o autocontrole de Edward, que a agarrou pela cintura e lhe puxou para fora do restaurante.

Bella ainda ria de sua reação, enquanto ele dirigia para casa.

— Eu não vejo graça, Swan. — Edward disse. — E aquele Garrett realmente gostou de testar minha paciência.

— Ele continuou provocando porque você foi uma presa fácil, só isso.

— E você não ajudou entrando na brincadeira dele. Estaria na cama dele, é? — olhou para ela pelo canto do olho, bufou e voltou sua atenção a direção.

Bella riu.

— Estava brincando. E eu nunca soube você era ciumento, Cullen.

— Pois é bebê, surpresa! — disse com ironia. O Cullen é aqui é ciumento e possessivo, ele completou mentalmente, você desperta o melhor e o pior de mim.

Sorrindo, Bella pousou a mão em sua coxa e deu um aperto. Edward virou o rosto e lhe deu atenção. Bella subiu a mão lentamente, acariciando até alcançar sua virilha e apertar novamente.

— E é pra sua cama que eu estou indo. — disse maliciosa.

— Oh, não tenha tanta certeza. — Edward ironizou.

Bella ficou confusa e assustada, como assim?

— Você está mais perto de acabar nua de bruços sobre meu joelho, tomando suas merecidas palmadas, do que simplesmente na minha cama.

Ela respirou aliviada, animada e excitada; o que era óbvio pelos seus mamilos se destacado sob o tecido do vestido e o calor úmido crescendo entre suas pernas. Mas não era unilateral, com a mão sobre a virilha dele, subindo os dedos suavemente, sentia seu volume endurecendo. Sorriu.

— De qualquer maneira, eu estou indo acabar a noite na mesma cama que você, Cullen.

Edward sorriu. Não que o ciúme tivesse dissipado totalmente, mas gostava daquilo. Foda-se qualquer outro, porque era com ele que Bella estava. Em sua cama, em seus braços, com ele.

Perfeito, bebê. — sorriu. E Bella sorriu.


Notas finais
E entãããão, o que acharam? A todas que queriam romance, gostaram? Eu achei bonitinho.
Alguém percebeu que a mistura da Gueixa com a Cética deixou a Bella mais segura? Se ligaram na metáfora da titia Candy? rs. Ela está indo bem e fazendo o Edward feliz, como eu disse; e Edward tá aproveitando, sendo todo romântico e ciumento (homem ciumento é tão atraente, não?).
E adivinhem? A noite ainda não acabou, yeaaaah. Eu acabei me empolgando, escrevi e o capítulo ficou enoooorme, então resolvi dividir. E devo dizer quem acompanha minhas fics sabe que nunca sou muito confiante a respeito da cenas de sexo, mas acho que a próxima parte ficou... Quente. E quando digo quente, quero dizer, "Eu quero um Culleeeeen ):" KKKKKK e com o final super bonitinho. Não vou adiantar muito, mas acho que vão gostar. Tô conseguindo deixá-las curiosas? *-*'
Comentem o que acharam e nos vemos no próximo (dependendo da resposta de vcs, quem sabe não sai ainda no final de semana? que tal? pisk/ ~que feio ser mercenária titia Candy~ kkkk).
Até o próximo, bjsbjs s22