Notas iniciais
E entãããão gatitas, como estão?
Todas vivas pós BDpt2? Eu fui na pré-estreia e foi... Uau. Chorei horrores, gritei mais ainda, fiquei totalmente rouca acreditam que minha voz não voltou totalmente até agora? Sério. Tio Bill TROLL Condon acabou comigo o odeio quase tanto quanto o amo, fato KKKKK Mais perfeição define né? FLAWLESS. Agora é o começo da eternidade :') <­3
Agora o capítulo...
Espero que gostem, tentem colocar mais Gueixa/Cética;
E nesse tem duas revelações importante, dos dois lados. Aproveitem.

QUARTA-FEIRA


O único barulho no quarto de Edward era sua tranquila respiração e os ruídos da natureza fora do quarto.

Ele dormia sozinho, todo espalhado na cama de casal cercado por travesseiros. Apenas de samba canção e desenrolado. Uma perna esticada, a outra flexionada. Um braço acima da cabeça, o outro esticado no espaço vazio ao seu lado. E naquele momento ele começou acordar.

Mexeu as pernas, soltou alguns ruídos e subiu o braço esticado, pousando sobre alguma coisa macia. Não abriu os olhos, ainda estava confuso tomado pela névoa do sono e seu primeiro pensamento do dia foi sobre como gostava de dormir com a Bella. Tão aconchegante, macia, quente. Seu braço se moveu um pouco sobre o que supostamente deveria ser a cintura dela, ainda de olhos fechados, franziu o cenho, seu braço estava afundando era... Macia demais.

E abriu os olhos rapidamente. Parecia ter areia neles, viu tudo meio turvo, piscou algumas vezes e tudo que viu foi branco. O branco de um travesseiro. Estava abraçando um travesseiro. Um maldito travesseiro que parecia zombar – rir da sua cara e de mais uma das suas ereções matinais.

Bufando de frustração, Edward girou na cama e se ajeitou com as costas no colchão, encarando o teto. Suspirou.

Nunca tinha percebido o quanto era ruim dormir sozinho, e geralmente gostava de dormir sozinho. Era inquieto e espaçoso, gostava de poder se ajeitar várias vezes até arranjar uma posição confortável – e então mudar de novo durante o sono. Mas naqueles dias parecia ser horrível. Era solitário, vazio, frio. Bufou. Definitivamente, nunca tinha percebido o quanto era ruim dormir sozinho até tê-la uma noite inteira em seus braços.

Em meio a suspiros e bufadas cheias de frustração, Edward repensou toda a situação. Merda; estava pensando demais nos últimos dias e não tinha chegado à conclusão alguma, estava tão (ou mais) confuso quanto Emmett em aulas de matemáticas se perguntando por que colocavam o maldito alfabeto nas malditas contas.

Por que diabos ela não queria dormir na mesma cama que ele depois de passar o dia inteiro em sua companhia, compartilhando intimidades e fodendo como fodidos coelhos? Por que diabos tinha que ser tão difícil entendê-la? Por mais que tentasse ignorar isso e seguir em frente, era difícil não dar um segundo, terceiro, quantos pensamentos fossem as coisas. Não era suposto ser assim tão fodidamente complicado, devia ser apenas sim ou não. Ela podia fazer parte de um maldito programa de televisão ou estudo psicológico: Afinal, o que quer Isabella Swan?

Será que queria apenas sexo, um amiguinho para realizar fantasias eróticas literárias? Se bem que até gostava desse quadro, sendo a inspiração, mas ainda assim era difícil se manter firme em um propósito sem ter ao menos 50% de chance de fosse valer a pena, dar certo.

Eles tinham e compartilhavam algo, quer dizer, isso era óbvio. Tinham uma amizade estranhamente legal, carinho, confiança, uma óbvia atração física e vontade de foder pela casa, mas... Seria suficiente?

Ele não achava suficiente. Estava mais era se sentindo usado; e sorte que aquilo era apenas seus pensamentos, porque se contasse isso alto para Emmett, escutaria a gargalhada do ano e então um "você parece uma mulherzinha falando, deixa de ser um maldito marica ou irá acabar perdendo suas bolas, filho da puta". Mas porra, ele tinha todos os malditos motivos para se sentir daquela maneira. Não achava suficiente. Já tinha tido seus momentos de sexo vazio e relações sem futuro, queria mais. Queria tudo. Porra; queria alguma coisa.

Bem, foda-se. Estava se comportando como uma maldita mulherzinha insegura de comédia romântica patética, concluiu. Ridículo. Devia apenas se calar, física e mentalmente, aproveitar o que tinha e mostrar que podiam ser esse algo mais. E se não acontecesse, paciência, ao menos teria tido a melhor semana de sua vida.

Mas aquela noite lhe tiraria muitas dúvidas, era uma certeza. E já sabia como, nada que um pouco de álcool para desinibir e um joguinho com perguntas e provocação sexual não resolva.

Sorriu ao se lembrar do que tinha em mente. Então resolveu tomar um banho frio, precisava esfriar a cabeça e cuidar da maldita ereção matinal. Olá garotão, você ainda se lembra da minha mão direita? Pois é, lá vamos nós de novo.

Bella desceu naquela manhã se sentindo estranhamente animada. Não sabia o que iriam fazer naquele dia, mas apenas a ameaça da noite anterior de usarem o vibrador naquela brincadeira tinha dado muitos pensamentos (e sonhos molhados).

Porra, o sono tinha sido realmente agitado, e a ilusão ter um banho mais tranquilo foi apagada no momento em que tirou a roupa. Nua, esfregando o sabonete por seu corpo sob o jato de água fria, tentando esquecer, era óbvio que suas companheiras de loucura apareceriam. Bella quase choramingou implorando para que sua insanidade em forma de Gueixa Pervertida e Feminista Cética não se envolvesse, mas...

Um vibrador hein? Isso soa como sexo grande, a Gueixa comentou maliciosamente durante o banho. E o corpo – traidor – de Bella reagiu aquilo, seus mamilos se enrijeceram rapidamente e algo se agitou em seu baixo-ventre, quanto eufemismo – estando sob o chuveiro – seria dizer que aquele quadro lhe deixava... Molhada? Não, isso soa como putaria descontrolada que devia ser evitada, afinal, essas não eram suas "férias" para simplesmente tentar tirar Edward e qualquer outra coisa de sua cabeça? Sim, mas... E ao invés de fazer isso, você o trás de volta, não apenas para sua cabeça, mas para dentro das suas calças. Sim, claro que tinha feito aquela pausa para ter algum tempo apenas para si mesma, mas que culpa tinha se Edward resolvera aparecer todo deus-do-sexo e agitado seu mundo, dentro de suas calças? E falando em algo dentro das calças, cadê a Gueixa? Ela deve ter percebido que o quanto isso é errado e está chorando, pedindo perdão aos céus e tentando salvar a alma suja dela das labaredas do inferno. A Gueixa gargalhou: Na verdade eu parei de ouvir vocês depois do "putaria descontrolada" e agora estou me masturbando imaginando as possibilidades dessa deliciosa putaria descontrolada com Edward Cullen, escutar e discutir com essa frígida patética seca minha vagina, e nada pior que uma vagina mal lubrificada. Sob o chuveiro, Bella gargalhou. Ridícula, a cética bufou. Boceta seca, a gueixa retrucou.

Bella anotou em uma lista mental de coisas que pretendia fazer algum dia: procurar um neurologista, ou talvez uma igreja. Não era possível ser normal viver com um anjinho e um diabinho sobre seu ombro (ou mente, para ser mais exata) dizendo: seja boa, seja má, seja boa, seja má. Ela resolveu ignorar, enquanto elas continuavam a discutir sobre o quanto era bom ou não ter um arsenal de brinquedos eróticos guardados dentro de uma nécessaire na mala em baixo de sua cama. Bem, o que podia dizer a respeito? Quando estava sozinha e sexualmente devassa – dominada por sua gueixa –, gostava de se divertir e experimentar novas brincadeiras, sensações e depois transcrever para seus livros. Era tudo pelo seu trabalho. Claro, claro, a gueixa e a cética zombaram.

Bella mudou a temperatura da água para gelada e deixou que caísse sobre sua cabeça, escorrendo rapidamente para seu corpo, esfriando qualquer fogo que ameaçava acender com as possibilidades do que aconteceria a noite. Depois enrolou uma toalha no cabelo e vestiu um roupão, saiu do banheiro. Vestiu um biquíni apenas por costume, um short jeans e uma camisa branca simples; secou os cabelos com a toalha até que ficassem apenas úmidos e o escovou rapidamente, então os deixou soltou. Tentando se sentir mais confiante e animada, desceu para o café.

E ao descer as escadas e colocar o pé na sala, respirou fundo. Sorriu sentindo seu estômago dar saltos e fazer dancinhas de alegria; o mais puro e delicioso cheiro de comida e... Yes, bacon. Bacon, bacon, bacon, amava bacon. Nunca iria confessar isso a ele, mas já tinha se acostumado a ter Edward cozinhando e era fodidamente bom, quem dirá então fazendo bacon. O maldito era um ótimo cozinheiro. Grande, mais uma coisa para sentir falta no fim dessa semana, uma pequena voz irritante disse.


Edward terminou de dourar mais algumas tiras de bacon, até que ficassem bem crocantes, então se virou carregando a frigideira e a espátula para colocar em um prato cheio de bacons sobre o balcão. Vivia tanto na casa dos Swan que sempre soubera da paixão de Bella por bacon e ele mesmo também tinha seu próprio vício naquele pequeno manjar dos deuses, então era melhor fazer bastante antes que ela roubasse de seu prato – algo que ela fazia com uma frequência absurda, que mesmo reclamando, ele gostava.

Quando ergueu a cabeça do prato, lá estava Bella entrando na cozinha. A respiração ficou engasgada, porra, ela tirava seu fôlego com tão pouco.

— Bom dia, Cullen. — ela lhe cumprimentou sorrindo.

Edward não conseguiu responder. Porra; quando ela tinha ficado tão bonita e radiante?

Estava com uma carinha de sono adorável – sim, adorável –, sem maquiagem sua pele parecia ainda mais pálida e frágil, quase translúcida, seus olhos verdes sempre brilhantes e divertidos pareciam menores com leves olheiras sob eles, seu nariz era pequeno e delicado salpicado de sardas claras, sua boca era naturalmente avermelhada estava seca e seus cabelos negros estavam úmidos e meio desgrenhados; vestia uma roupa simples e leve, que destacava suas longas pernas, e estava descalça. Ela não tinha uma beleza tradicional ou arrebatadora – não tinha curvas de parar o trânsito ou uma atitude confiante exagerada que chama atenção de todos, mas ela, aquela mulher, tinha algo.

Seus olhos, suas sardas, seu sorriso, suas curvas delicadas, sua personalidade, sua mistura de doçura com malícia, definitivamente, ela tinha algo e sem esforço.

— Cullen? Cullen...? — bateu palma duas vezes. Edward piscou forte e voltou à realidade. — Não seja mal educado, estou falando com você.

— Oi, bom dia, bebê. — cumprimentou-a ainda meio atordoado.

Bella riu e esticou o pescoço para ver o que tinha na mesa. Edward colocou os últimos pedaços no prato e sorriu ao vê-la abrir um sorriso de criança satisfeita ao ver um enorme bolo de chocolate, mas no seu caso, ao ver o bacon. E se aproximou, ficando ao seu lado.

Pegou uma tira, sorriu e assoprou-a para dar uma grande mordida logo depois.

Mmmmm. — gemeu de prazer com os olhos fechados.

Edward se sentiu a porra de um pervertido ao perceber que o corpo reagiu a aquela simples cena. Simplesmente imaginou-a enrolando seus lábios e língua na combinação mais letal ao redor de seu pênis, exatamente como na noite anterior, então gemendo de prazer com os olhos fechados daquele jeito, chupando-o duro. Sentiu a pontada de excitação na virilha e as bolas se apertarem; uma coisa era admirável, a rapidez que seu corpo se recuperava quando se tratava de Bella, ficava até feliz com isso – e orgulhoso do próprio pênis, você sabe, toda aquela coisa de orgulho masculino e blábláblá. Porra.

Tentando não mostrar sua reação excitada, Edward riu. Colocou a espátula dentro da panela e ela sobre o fogão, e voltou rapidamente para o seu lado.

— Podia ao menos esperar eu colocar o prato na mesa, com o resto do nosso café da manhã.

Bella abriu os olhos rapidamente, meio arregalados, mas com o cenho franzido; confusa e surpresa, como se sua sugestão fosse algo absurdo.

— Por quê? É bacon — agitou o pedaço de bacon no ar e então colocou o outro pedaço na boca, mastigando duas vezes, antes de falar com a boca cheia: — Eu amo bacon.

E eu amo você, algo gritou dentro dele abruptamente.

Seu primeiro reflexo foi falar aquilo, mas graças ao susto, suas palavras ficaram presas em sua garganta. Ele realmente, literalmente, engasgou com as palavras de olhos arregalados. Engoliu seco com dificuldade, enquanto Bella pegava outro pedaço de bacon e comia, rindo.

A sensação mais estranha, dominadora e assustadora lhe tomou por completo. Seu estômago se contraiu, assim como seu peito. Era algo mais forte do que o sentimento que experimentou no dia anterior, ao pensar na possibilidade de levar o que estavam fazendo a longo prazo. Sentiu uma vontade de vomitar aquela nova descoberta sufocante, a amava. Amor...

Porra. E finalmente tudo fez sentido... Amor.

Por isso não podia desistir tão fácil. Por isso não importava o quão difícil era, não importava quão cética a respeito de tudo ela fosse, os motivos pra ela não querer dormir com ele ou pra não assumir que eram mais do que sexo, nada importava. Por isso não podia deixá-la ir... Era amor.

Sim, como tinha percebido isso antes? Em tantos anos, não era óbvio? Depois de tudo que tinha feito para fugir e lutar contra isso, mas ainda assim o sentimento resistira, como não tinha percebido antes? Ah, talvez porque o mais próximo do amor que você experimentou foi o de melhor amigo e irmão com Emmett, então o de um pai adotivo, com Charlie, uma voz disse em sua mente. Sim, era exatamente por isso. Nunca tinha experimentado na vida algo semelhante ao que sentia agora que percebeu o óbvio; nunca tinha sentido algo assim, não reconheceria esse sentimento nem que ele dançasse Gangnam Style em sua frente, mas agora descobrira: sim, amava Isabella Swan. E nunca tinha sentido tanta vontade de gritar algo, como sentia naquele momento.

Bella terminou o segundo pedaço de bacon, ainda ao lado de Edward e encarando-o. Ele encarava o vazio, parecia longe. Estava com os olhos arregalados, mas ainda assim um sorriso se desenrolava lentamente em seus lábios. Pensou se ficava assim durante as próprias discussões mentais, perguntou-se onde ele estava e o que estava discutindo, em que estava pensando.

Vai ver ele está pensando sobre a brincadeirinha com o vibrador, a tal da putaria descontrolada, a conhecida voz sugeriu animada. Ou pensando em algum processo em que está trabalhando ou qual desculpa vai usar no fim dessa semana pra te chutar, a outra ironizou. Ou pensando em qual orifício vai foder com o vibrador e qual vai foder com o pau, deixa de ser estraga prazeres. Bem... Não se envolva Isabella, essa coisa mal-amada-e-mal-comida está acabando com as suas chances de felicidades e pior com as minhas chances de felicidades, estou cansada de escrever fantasias e me masturbar, qual é? Eu quero viver o que escrevo, essa é a chance, apenas cale a boca e abra as pernas, é fácil como uma manhã de domingo. Bem, era difícil não se envolver quando a discussão acontecia em sua cabeça. Oh, e agora você irá citar Lionel Richie em seus argumentos? Eu esperava de você algo mais como 50 Cent ou Jay Z, zombou. E então você quer Jay Z? Então toma, eu tenho 99 problemas e todos eles são você, frígida. Pode me chamar de frigida, eu só espero que Deus tenha senso de humor e abençoe sua alma ou você vai direito para o inferno, vadia. Pode ser clichê, mas contanto que você não esteja lá, estarei perfeitamente satisfeita e trepando freneticamente feliz.

Nota mental em negrito: neurologista, urgente. NEUROLOGISTA!!!

Bella agitou a cabeça e resolveu se concentrar em Edward.

— Ei — agitou a mão vazia na frente do rosto dele, rindo. — Cullen!

— Sim? — ele se assustou, piscou algumas vezes e encarou-a.

— Tava longe, hein? — provocou-o.

— Mais perto do que você imagina. — sorriu preguiçosamente. — Ama bacon, sim, vou manter isso em mente.

Bella riu, assentiu franzindo o nariz e levou o último pedaço – da sua segunda tira – de bacon á boca, lambendo os dedos gordurosos logo em seguida.

Naquele momento, em que percebeu algo tão grande e óbvio, Edward a queria em seus braços. Aproveitando a proximidade, ele a segurou pela cintura e lhe puxou.

Bella foi surpreendida e soltou um gritinho assustado ao se chocar de lado com o corpo de Edward; nem o percebeu lhe puxando, apenas viu que ele agora estava de frente e lhe segurando pela cintura em seu quadril. Seu primeiro instinto foi colocar as mãos em seu peito e tentar se afastar – ou ao menos afastar a cabeça para encará-lo.

Ele não disse nada, apenas manteve os olhos nos seus, encarando de volta. Seus olhos estavam com um brilho estranho, tinha algo doce e carente em seus adoráveis olhos verdes. Era irresistível, até (ou talvez ainda mais) para ela – que já não era muito resistente a ele. Suspirou ao abrir um sorriso, então jogar os braços sobre seus ombros e lhe abraçar.

Edward quase suspirou um 'graças a deus' quando ela lhe abraçou. Estava prestes a implorar, ou forçá-la a lhe abraçar, o que fosse mais eficaz, mas não foi preciso, ela apenas lhe abraçou. Agora tinha o corpo junto ao seu, o rosto em seu pescoço e acariciava sua nuca. Deliciando-se com a sensação, Edward abraçou firmemente sua cintura e beijou seus cabelos. Desejando que não precisasse segurar sua grande descoberta para si mesmo por muito tempo. E beijou os cabelos dela novamente, respirando com prazer o doce cheiro de xampu de morango.

Bella não entendia, mas sempre sentia que aqueles momentos eram mais íntimos do que as aventuras sexuais com ele; era assustador, perigoso para o próprio coração, mas ela gostava tanto daquilo. Fazia-a se sentir... Amada. Se é que isso fosse possível.

Edward afastou sua cabeça um pouco, fazendo-a erguer a dela e olhá-lo nos olhos, então desceu a boca sobre a sua. Beijando lentamente seu lábio inferior, então o lambeu e a ponta de sua língua pediu passagem entre seus lábios, e ela concedeu, recepcionando e entrando em seu jogo, um beijo sensual.

Mmmm... — Edward quebrou o beijo, mas manteve suas bocas se roçando e suas testas coladas. — Sua boca está com gosto de bacon... Você devia escovar os dentes, bebê.

Bella abriu os olhos, sentindo-se ofendida. Mas ao ver o sorriso nos lábios dele e seus olhos ainda fechados, riu.

— Seu idiota. Você quem me beijou.

— Aham. Sua sorte é que eu também amo bacon. — e beijou-a novamente, enquanto ela ria em sua boca.

...

O dia passou lenta e preguiçosamente, mas eles não estavam dispostos a reclamar, era tão bom não fazer absolutamente nada. E quando faziam algo, fazer juntos. Organizar a casa rapidamente, preparar o almoço, almoçar e então dormir no sofá. Era realmente bom não fazer nada.

Bella aproveitou que Edward estava lavando a louça do almoço, no fim da tarde, enquanto preparava bolinhos de chocolate, e subiu para o quarto.

Pegou o Blackberry sobre a mesinha de cabeceira.

Três novas mensagens, mostrava na tela. Bella acessou.

Leah: Você está viajando? Nossa, adoro saber as coisas por último, sabia? :)

Leah: Mensagem apenas para avisar, seu novo livro será lançado em uma semana, está ficando tudo pronto. Já estou cuidando para depositar a primeira parte do seu dinheiro na segunda... Yeah. E ai minha autora preferida, quando vem o próximo? Aproveite suas férias.

Bella riu com as mensagens de Leah. Além de sua editora e agente, ela era sua amiga e tinha feito tudo para o sucesso de B. Marie S., realmente devia tudo a Leah, seus esforços e amizade. E realmente não conseguia ficar perto dela – ou ao telefone ou mensagem –, sem rir. A mulher não tinha nenhum osso tenso em seu corpo. Responderia mais tarde, pensou.

Mudou de mensagem e abriu a outra, sua melhor amiga e cunhada.

Rosalie: Oi Baby B., desculpe não ter respondido suas ligações, sabe, eu e seu irmão estamos ocupados com os últimos preparativos para a chegada da Noelle, e ele está com uns problemas no celular; pare de nos ligar, aproveite suas férias, poxa. Ele e Charlie estão te mandando beijos e abraços. Estamos com saudades, mas não precisa se preocupar, apenas aproveite. Fique bem... E aproveite. Muito.

Bella franziu o cenho com aquilo. Por que tinha a impressão que Rosalie tinha falado algo nas entrelinhas? “Fique bem... E aproveite. Muito”... Ela sabe! Rosalie sabia que Edward estava ali, definitivamente tinha armado para que aquilo acontecesse e agora devia estar rindo com toda a situação junto com o marido e o sogro (isso que dá desabafar seus sentimentos com sua maldita melhor amiga), e Bella podia apostar que Emmett e Charlie também sabiam (bem, belo irmão mais velho e pai eles eram). Como diria Leah, eles beiravam as raias do absurdo.

Com aquele pensamento, Bella ergueu a cabeça abruptamente.

“Ai Bella, às vezes você beira as raias do absurdo”, lembrou-se de Edward dizendo isso na noite anterior. Sabia que já tinha escutado aquela frase, finalmente fez sentido, era algo que Leah vivia dizendo.

— Já disse Leah, eu não quero meu nome nos livros. Aceito colocar... Que tal... B. Marie S.?

— Tudo bem, não é isso que me incomoda. Se for o que você quer, eu vou respeitar, mas por quê? Bella, seus livros são realmente bons. Tem enredo, uma escrita viciante, personagens apaixonantes, romance, humor e cenas quentes, tudo com equilíbrio perfeito, por que não colocar seu nome? Você pode ser famosa, uma autora conhecida!

— Leah, eu não quero isso, está bem? Eu quero apenas viver dos meus livros, continuar escrevendo e ter dinheiro para pagar minhas contas, fora isso, posso viver sendo desconhecida.

— Eu não sei... — franziu o rosto, agitando a cabeça. — O que você tem de genial, tem de estúpida.

Bella gargalhou.

— Obrigada.

— Sabe todos os benefícios que poderia ganhar sendo autora famosa? Você seria VIP em todos os lugares e com todas as pessoas.

— Leah, você gosta disso e você tem isso. Você é Leah Clearwater, a maior editora e agente dos últimos tempos, conhecida por descobrir alguns dos melhores autores subestimados, lapidar e transformá-los em Best Sellers, e eu espero alcançar isso um dia. E quando eu alcançar, você pode ficar com a minha fama. Já pensou se B. Marie S. faz sucesso e você é a única pessoa a conhecê-la, saber sua identidade? Você será ainda mais assediada.

— Oh, isso é bom ein? Me gusta. Tudo bem, já que você insiste tanto, eu aceito. — Leah concordou como se fosse um sacrifício, fazendo-a rir. — Você às vezes beira as raias do absurdo.

— Eu faço o que?

— Beira as raias do absurdo. É algo que meu pai costumava dizer pra mim e pro meu irmão, que beirávamos as raias do absurdo e que o empurrávamos para fora das raias da sanidade.

Sim, essa era definitivamente uma frase de Leah e sua família, Edward não conhecia ela ou a família dela, era um fato. A não ser que...

— Eu não acredito que você colocou isso no livro. — Leah disse ao terminar de ler um de seus manuscritos, o terceiro livro de uma série sobre irmãos adotivos que estavam conhecendo o amor.

— O que? — Bella fingiu-se de inocente, mesmo sabendo do que se tratava.

— O que? — Leah segurava um iPad e mexeu na tela touch rapidamente, até parar em uma folha e expandir com o indicador e o dedão. Limpou a garganta, e leu: — “Não era isso que você queria? Uma declaração de amor? Uma prova de que eu me importo? Bem, essa sou eu, molhada por causa desse maldito temporal, com lama até na alma porque meu carro quebrou no meio da estrada e eu tive que vir andando, descalça porque o salto da minha bota quebrou, com a maquiagem escorrendo na cara, descabelada, desarrumada, parecendo uma louca, sem me importar com mais nada. Nem que esteja como um rato molhado, com um frio de gelar os órgãos, que todos os seus irmãos, suas cunhadas e seus pais estejam me assistindo e achando graça, enquanto eu tomo essa maldita chuva e você está em baixo desse alpendre, seco e quentinho, essa sou eu sem me importar com nada só dizer: eu me importo! Eu vim até aqui e estou aqui pra dizer isso, eu ligo, seu maldito bastardo!, Kate gritou furiosa.” “E você não podia ter ligado?, Garrett perguntou com seu estúpido sorriso de lado, Ás vezes você beira as raias do absurdo.” “Eu... O que?! Eu vim aqui dizer que me importo, que eu sou uma filha da puta que me importo e que estou realmente apaixonada por você, e você me diz que eu beiro as raias do absurdo? Porra, eu nem ao menos sei o que isso deveria significar!” “É algo da família Sawyer, você pode aprender quando entrar nela” “O que...” — Leah ergueu a cabeça. — Você realmente tinha que colocar a frase do papai nele?

— O que? Você não gostou?

— Você está brincando? Esse livro foi incrível, definitivamente, meu favorito dessa série, mas sério?

— Foi uma homenagem a você.

— E finalmente essa Kate tomou uma atitude, era tão óbvio que o Garrett era apaixonado por ela, quer dizer, o que mais ela queria?

— Não apenas a frase é sua homenagem, a Kate também.

— Hã?

— Eu me inspirei em você pra fazer a Kate. Bem... Bule, eu te apresento a chaleira. E o Garrett foi inspirado no Jake.

— O... Jake-ob Black?

— É tão óbvio que o Garret é apaixonado por ela, quer dizer, o que mais ela quer?

— Vadia.

Puta que pariu... Oh... Santa merda... Ele sabe!

A revelação bateu em Bella como uma tijolada na cara, ou um soco no estômago que tirou seu fôlego. Sentiu-se completamente envergonhada, seu estômago se contorceu e se apertou, seu coração acelerou, suas mãos começaram a suar frias e seu rosto esquentou – corando violentamente.

Todo esse tempo pensando que era seu maior segredo, guardado a sete chaves de todos que não fosse Leah, (o agora seu agora marido) Jacob, Rosalie e Emmett, ninguém mais deveria saber. Porra, nem o seu pai sabia. Mas... Oh merda, Edward Cullen sabia.

Por que não tinha lhe dito? E... Oh merda, ele sabe essa frase que está bem no fim do terceiro livro de uma série, e que nem era um de seus primeiros livros publicados. Ninguém começa a ler a partir do terceiro, a não ser que... Merda. Edward não apenas sabia seu pequeno segredo sujo, como também os lia. Merda, merda, merda.

Não sabia o que sentia, era muito mais do que vergonha. Estava furiosa – quem foi o maldito que revelou a ele? Rosalie ou Emmett? Estava prestes a matá-los –, estava se sentindo enganada e estúpida – será que ele a achava ruim, patética e ridícula? –, merda, estava se sentindo nua. Pronto. Ele agora tinha e sabia tudo.

Sua profissão, suas fantasias, seus desejos, expectativas... Merda.

Jogou o celular na cama e desceu correndo as escadas. Era precipitado e devia pensar a respeito antes, mas foda-se precisava tirar isso a limpo.

Oh cara, isso sim vai ser divertido, será que a putaria descontrolada vai acontecer agora? Leva o vibrador, leva o vibrador!!!, a Gueixa gritou. Será que você não percebe a seriedade da situação? Ele sabe, ele sabe de tudo, aposto que em breve vai juntar 1+1 para descobrir quem é a inspiração de toda aquela pornografia literária e todo o inferno, ele sabe a vadia suja que somos, estamos fodidas!, a Cética gritou de volta. Sério? Fodidas? Você jura? Sim, sim, sim, eu amo ser fodida! Por que tanto estresse? Ele apenas leu alguns livros, e daí? Várias pessoas leram, e isso facilita muito nosso trabalho, apenas diga ‘quero realizar a fantasia de tal livro’ e pronto, aí sim estaremos fodidas, para-para-paradise!

Quando chegou a cozinha, Bella colocou o cabelo para trás e gritou.

— Você sabe!

Edward, que terminava de colocar uma fornada de bolinhos no forno, se virou confuso.

— Eu sei?

— É! Você sabe! — gritou furiosa.

— Ok — parecia ainda mais confuso. — Tudo bem. O que supostamente eu sei?

— Você sabe o que você sabe! Eu pensei que você não sabia, mas você sabe!

— Isso devia fazer sentido?!

— Eu, beirando as raias do absurdo? Você sabe!

— Oh. — a confusão sumiu do rosto dele, dando lugar um sorriso malicioso. — É disso que se trata? Eu joguei aquela frase no meio da conversa pra você se você ia reparar e lembrar, eu não sei por que ainda me surpreendo com o seu senso de observação. Mas sim, eu sei.

— Quem tem que contou?!

— Você sabe... — sorriu. — Eu só sei.


Notas finais
Começando, queria agradecer a todo o apoio que recebi pelo capítulo anterior. Tenho muito orgulho de ter vcs como leitoras tão mente abertas e dispostas a experimentar de tudo, além de se sentirem confortáveis para compartilhar comigo experiências pessoais e tudo mais. Ai cara, amo vcs cara, suas lindas ): vemk abraçar ~le hug~
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E entãããão, o que acharam do capítulo?
Duas revelações importantes... Edward descobriu o óbvio, o que sente. E Bella descobriu que ele sabe seu segredinho sujo, yeah. E isso foi importante para o próximo, que é onde rolará as esperadas brincadeiras com álcool e provocação sexual. Será uma versão diferente de verdade ou desafio garantindo algumas verdades e gente nua.
E agora para todas que estão perguntando: quando eles vão assumir o que sentem e tudo mais? Bem.. Digamos que essa autora que vos fala é bem dramática e adora enrolar, então já sabe né? Só nas "raias do fim da semana" KKKKKK
Já sabem né? Gostou e foi seduzida, comentem ou recomendem, oi e me façam feliz (responderei essa semana, yeap!). Até o próximo, bjsbjs s22