Notas iniciais
Olha quem voltou, olá minhas gatitas *-*
Sim, capítulo novo e muito rápido, faço-as felizes com isso? *-*
Capítulo novo e que eu gostei muito de escrever. Eu sei que tinha prometido certas brincadeiras com vibrador, mas na hora de escrever acabou saindo algo completamente diferente. Eu gostei e espero que vcs gostem também. Aproveitem.
(tem? segue fearlesscolors13.tumblr.com)

Quando chegou a cozinha, Bella colocou o cabelo para trás e gritou.

— Você sabe!

Edward, que terminava de colocar uma fornada de bolinhos no forno, se virou confuso.

— Eu sei?

— É! Você sabe! — gritou furiosa.

— Ok — parecia ainda mais confuso. — Tudo bem. O que supostamente eu sei?

— Você sabe o que você sabe! Eu pensei que você não sabia, mas você sabe!

— Isso devia fazer sentido?!

— Eu, beirando as raias do absurdo? Você sabe!

— Oh. — a confusão sumiu do rosto dele, dando lugar um sorriso malicioso. — É disso que se trata? Eu joguei aquela frase no meio da conversa pra você se você ia reparar e lembrar, eu não sei por que ainda me surpreendo com o seu senso de observação. Mas sim, eu sei.

— Quem tem que contou?!

— Você sabe... — sorriu. — Eu só... Sei.

— Não se faça de engraçadinho comigo, Cullen. — rosnou. E, aumentando ainda mais toda sua irritação, Edward riu. — Quem diabos te contou?!

— Oh, a pergunta de um milhão de dólares. — zombou esfregando o queixo dramaticamente, então fingiu segurar alguma coisa no colo sobre o antebraço. — Você entende o meu dilema aqui, bebê? Você vem até mim e diz “Don Cullen, como você sabe o meu maior segredo?”, mas você não pergunta com respeito, você não oferece amizade, você nem mesmo pensa em me chamar de... Edward.

O tom de voz dramático, a boca meio torta e a mão se mexendo no ar como se acariciasse um gato de estimação. Uma imitação barata de uma cena clássica de O Poderoso Chefão. Bella tentou manter uma carranca séria, mas foi impossível não gargalhar.

— Sua imitação de Don Corleone é ridícula, é bom que você saiba.

— Está vendo? Mas como eu sou uma pessoa muita caridosa te darei opções, apesar de todo o seu desrespeito. — baixou os braços e voltou a ser Edward. — Então, bebê, o que você daria por essa informação?

— O que?! Você quer que eu pague por uma informação? Uma coisa que eu tenho o direito de saber? Isso é ridículo.

— Que tipo de pessoa você pensa que eu sou? — colocou a mão sobre o peito, fazendo o ofendido ferido. — Eu realmente não quero o seu dinheiro.

— Então...? Isso não é justo, você sabe tudo sobre mim e eu não sei nada sobre você.

— Oh, então os livros são sobre você? — provocou-a malicioso, mas existia algo a mais nos seus olhos semicerrados. — Experiências próprias?

— O que... N-não. — corou violentamente, se xingando por gaguejar como uma idiota. — Não foi isso que eu quis dizer. O fato é, estou em desvantagem aqui, Cullen.

— Então é isso? Tudo bem, eu sei um jeito de resolvermos essa situação. Como seria eu quem escolheria o que faremos hoje à noite, vamos unir o útil ou agradável, bebê.

— Como assim?

Lentamente, ele abriu um sorriso malicioso. Cheio de segundas intenções e coisas nas entrelinhas. Bella sentiu um arrepio percorrer seu corpo, um choque de excitação. Oh merda, no que estava se metendo?

...

Oh merda, no que estava se metendo?, Bella ainda se perguntava,

Não tinha ideia de como tinha acontecido– ou do que estava acontecendo. Mas uma hora estava na cozinha querendo saber como ele sabia a respeito de seus livros, no outro estavam sentados no chão da sala. Edward não lhe explicou muita coisa, apenas disse que iam se divertir e tirar as próprias dúvidas a respeito de tudo e qualquer coisa.

Enquanto arrumavam as coisas, comeram sanduíches rápidos e os bolinhos que já estavam prontos, enquanto os outros assavam rapidamente. Apenas afastaram tudo da sala – do sofá, poltronas, tapetes, mesinha de centro, rack, tudo –, deixando um espaço vazio no centro. Tentava arrancar informações dele como uma criança irritante que pergunta de cinco em cinco minutos "já chegamos?", mas no caso dela perguntando "o que vamos fazer?", mas ele não disse. Tirou os bolinhos do forno, colocou-os em um prato e levou para a sala também, assim como dois copos extremamente pequenos, shot glass – típico copo do cowboy americano –, e foi pegar as bebidas. Bella foi pegar uma taça, mas ele não deixou. Disse que precisavam de outra coisa, e pegou uma garrafa de uísque — Johnnie Walker Gold Label –, então foram para a sala.

E lá estavam eles. No chão, cercados por uísque e bolinhos.

— Dá pra me dizer agora o que vamos fazer? Vamos chamar espíritos na brincadeira do copo? — zombou.

— Não. — ele riu. — Você tem suas perguntas e eu tenho as minhas então vamos entrar em pé de igualdade.

— Você precisa ser mais específico.

— Vamos jogar algo parecido com... Verdade ou consequência. — sorriu presunçosamente.

— Sério? Voltamos ao colégio?

— Não, porque vamos deixar isso mais interessante. Um de nós faz a pergunta, o outro tem a opção de responder ou não.

— Isso não deixou nada mais interessante, é exatamente como jogo original, quem não quiser responder, faz o desafio.

— Não é igual, porque você não sabe a pergunta antes, simplesmente escolhe verdade ou desafio, aqui não. Vamos supor, eu faço a pergunta e você escolhe responder ou não.

— E se eu não quiser responder?

— Bem, ai que fica interessante. — Edward se esticou e pegou a garrafa de uísque, abrindo como uma habilidade espantosa derramou nos dois copos, enchendo-os. Fechou a garrafa, voltou a deixá-la no chão e colocou os dois copos entre eles, que estavam frente a frente. — Quem não quiser responder, tira uma peça de roupa e vira o shot de uísque.

Bella arregalou os olhos.

— Então se eu não quiser responder, acabarei pelada e em coma alcoólico?

— Por isso você tem que pensar bem antes de se negar a responder as perguntas, qual é? Você não tem suas perguntas? Bem, eu tenho as minhas. E é minha vez de escolher o que fazer, já que ontem assisti dois episódios saturados de drama de Grey's Anatomy. Aceita ou é covarde demais?

Não cai nessa, idiota, não vê que ele está tentando atingir seu orgulho para lhe fazer aceitar essa estupidez?, a cética quase gritou. Não vê que ele também vai jogar? Vamos Bella, é sua unica chance de fazer todas suas perguntas sem parecer desesperada, não era o que você tanto queria?, a gueixa rebateu. Bem, olhando por esse lado... Mas também é a chance de ficar bêbada e nua, sabe quantas merdas você pode falar bêbada e nua? Não é como se você fosse conhecida pelo seu autocontrole, zombou. Mas isso é uma via de mão dupla, também é chance de assistir Edward Cullen bêbado e nu, nós podemos lidar com isso, não é como se essa boceta-seca fosse desaparecer totalmente, apenas vamos nos divertir um pouco, tomar alguns drinks, tirar algumas roupas, talvez ter algum sexo, mas também as malditas respostas do que te atormentam, vaaaaamos Bella! Não Bella, não vamos. – Tá, do que você tem medo, dor na minha bunda? Medo de ceder e gostar da coisa? De estar ao meu lado, gemendo de prazer enquanto ela é fodida pelo Edward Cullen?, a gueixa provocou. N-não, claro que nunca me comportarei como uma vagabunda, como você, a cética se defendeu. Mas a gueixa apenas riu. Você é a porra de uma fraude, está aí toda cheia de moral, mas não deseja nada mais do que Edward Cullen fodendo esse falso moralismo pra você de você, porra. Viu Bella? Se até a Srta. Certinha deseja ser fodida, pode entender meu desespero? Ele é Edward Cullen, porra! Vai logo, entra no jogo e vamos nos divertir enquanto tiramos algumas informações dele, vamos!

— Tudo bem, Cullen, vamos jogar. — concordou sorrindo maliciosamente. A Gueixa começou a saltar e fazer dancinhas comemorativas, enquanto se preparava para tirar o roupão e ficar nua. A Cética apenas bufou e aceitou sua decisão, dizendo estar pronta para recolher seus pedaços quando o arrependimento e humilhação lhe esmagasse. Mas ainda assim, Bella não desistiu, entrou no jogo. — Quem começa?

— Primeiro as damas. — disse sem esconder nenhum pouco de sua satisfação por ela ter aceitado jogar.

— Tudo bem. Hum... — capturou o lábio inferior entre os dentes, pensando em que perguntar. Mas já sabia algo que lhe perturbava desde que ele chegara ali. — Você sabia que eu ia ficar aqui essa semana? E por que insistiu em ficar?

— Ei, uma pergunta de cada vez, qual você quer que eu responda?

— Tá — suspirou frustrada. — Você sabia que eu ia ficar aqui?

— Sim.

Sua resposta foi mais que sucinta e rápida, com total firmeza, não havia dúvida ou hesitação alguma, e tinha o canto da boca meio erguida, formando um quase sorriso. Ela ficou esperando, pensando que era apenas uma pausa dramática do “Don Cullen”, mas ele não continuou.

— O que, só isso? Sim?

— O que? Eu respondi sua pergunta, bebê, se quer mais informações, elabore suas perguntas melhor. — disse arrogante.

— Ok — assentiu, entendendo o jogo. — Beleza, sua vez.

— Seus livros, são experiências próprias?

— Não. — fez o mesmo jogo que ele.

E Edward percebeu isso, porque gargalhou jogando a cabeça para trás.

— Aprendeu rápido.

— Faço o que posso. — sorriu vitoriosa. — O que você veio fazer aqui se sabia que estava e pretendia ficar na casa mágica essa semana?

— Pensei que fosse óbvio, vim atrás de você. Uau, você parece surpresa.

Surpresa era pouco, porra, estava assustada, incrédula... Ainda mais confusa. Porra, como assim? Estava pronta para perguntar isso, mas Edward se adiantou.

— Só uma pergunta por vez, é a minha vez. Se não são experiências próprias, o que te inspira a escrever?

Bella corou, olhando em seus olhos.

— Oh, essa resposta vai ser boa, ein. — zombou.

Ela ergueu uma sobrancelha, como se suas palavras fossem um desafio.

Lentamente, esticou o braço e pegou o copo shot de uísque. Merda, ela pensou, aquilo não seria bom, odiava uísque puro. Bebeu, literalmente, em um tiro jogando a cabeça para trás e engolindo o mais rápido que podia fazendo careta. E escutou o maldito bastardo rir. Podia ser o uísque que fosse, a melhor marca e idade, ainda era forte demais para ela; por sorte era pouco. Sentiu a bebida descer quase rasgando, aquecendo sua boca e garganta, soltou o ar quente com força e colocou o copo no chão novamente. E para finalizar, tirou o elástico do cabelo, soltando-os do rabo de cavalo em que estava preso e mexeu nele com os dedos, para que se soltassem – caindo em uma cascata ondulada por seu ombro. Jogou o elástico de lado e sorriu vitoriosa.

— Minha vez. — Bella disse.

— O que? Isso não vale. Você bebeu, mas não tirou a peça de roupa. — ela lhe encarou cética e apontou com os olhos para o elástico. — Não é peça de roupa.

— Estava em minha cabeça, que faz parte do meu corpo, então vale. Você deveria ter sido mais específico, Cullen. — zombou.

Edward riu novamente, mas concordou.

— Tudo bem, pode perguntar.

— Tá. Por que veio atrás de mim?

Edward sorriu e se mexeu, tirando os chinelos nos pés e chutando-os para longe, então pegou o corpo de uísque e bebeu com um tiro também, mas sem toda a dificuldade e careta dela – podia ser forte, mas ele era acostumado e parecia estar bebendo apenas cidra.

— Também aprendo rápido.

Bella gargalhou. Apesar de estar ainda confusa – se já tinha dito que tinha ido atrás dela, porra, por que não podia responder por quê? –, mas não pode deixar de rir.

Edward rapidamente encheu os dois copos com uísque novamente, recolocou a garrafa no lugar e voltou a fitar Bella.

— Por que você escondeu e fez todos manter segredo de seus livros?

— Nem Charlie sabe o tipo de livro que eu escrevo.

— Eu sei. Seu pai eu entendo, quer dizer, ele é seu pai e você ficaria constrangida em deixá-lo ler, mas eu? Por quê?

— Cullen... — suspirou, iria responder. — Nós sempre tivemos uma relação estranha. Você vivia lá em casa, era o melhor amigo do meu irmão e como um filho pro meu pai, mas para mim... — passou a mão no cabelo, tinha que medir bem as palavras. — Não éramos nada. Conversamos sobre coisas que estranho conversam, sempre discutíamos, não perdíamos a oportunidade de implicar um com o outro, nos ajudávamos quando era necessário e assim seguia. Éramos amigos, mas não éramos realmente íntimos. Íntimos suficientes para que eu me sentisse confortável para chegar e dizer: ei, eu escrevo romances eróticos, não pense que eu sou uma pervertida. E... — parou, engolindo seco.

— Continua Bella, só... Diz.

— Ok, você é o grande advogado bem sucedido, você mudou. Mudou suas roupas, seu status, seu jeito, se tornou o grande Dr. Cullen e eu... Eu ainda sou a mesma Bella, a diferença é que agora recebo para ser a nerd de literatura de sempre. Eu não sinto vergonha do que faço ou de quem sou, mas... Rosalie é minha melhor amiga e, provavelmente, maior fã, Emmett é biologicamente programado para me amar e apoiar, assim como Charlie, mas não você. Eu... Não queria te odiar por dizer algo a respeito do que faço; algo que me colocasse para baixo ou que menosprezasse o meu trabalho.

— É por isso? — questionou incrédulo. — Por isso você sempre coloca palavras na minha boca, cheia de merda defensiva?

— Foi exatamente o que você disse quando chegou aqui, no primeiro dia, quando fez a promessa... — parou corando.

— De enfiar a língua na sua garganta quando você me chamasse de Cullen, e eu fiz.

— Sim, você fez. — riu. — Ei, calma aí — parou repensando. — Você disse aquilo tudo sabendo que eu escrevia esses livros.

— Sim. Eu me lembro do que disse, fui totalmente sincero e mantenho esse discurso. E você sempre foi muito injusta comigo a respeito disso, eu nunca disse nada que lhe fizesse pensar que desmereço seu trabalho ou escolhas, nunca dei uma merda por você fazê-lo em casa e vestindo moletom, é quem você é e eu sempre me orgulhei muito disso, todos nos orgulhamos.

Bella arfou, ele devia saber o efeito que suas palavras lhe causavam, não devia ser permitido aquele tipo de merda, ele tirava seu fôlego e lhe deixava prestes a chorar, merda.

— O... — engoliu seco o nó de lágrimas. — Obrigada, Cullen.

— Estou sendo sincero, bebê.

— Eu sei... Agora. — concordou com uma risadinha. Mas então apenas sorriu docemente. — E isso significa muito pra mim, sério.

— Céus, você é tão absurda que me dá vontade de te beijar.

Bella gargalhou. Adorava a facilidade que ele tinha de mudar seu humor – em segundo estava prestes a chorar, noutro gargalhava –, era tão bom.

— O jogo apenas começou Cullen. — sorriu maliciosamente.

— Você está certa — concordou com o mesmo sorriso. — Sua vez.

— Quem te contou que eu escrevo livros?

— Ninguém.

— Vamos lá Cullen, eu te dei muita informação na minha última resposta, acho que mereço uma resposta completa né.

— Sem beicinho, tudo bem. É sério, ninguém me contou. Eu vivo no apartamento do Emm e da Rose, e eu realmente adoro a biblioteca que a Rose mantém no escritório. Eu tenho vários livros, mas ela sempre mantém livros e gêneros que eu jamais pensaria em comprar, e quando leio, acabo gostando. Ela separa os livros por gênero, apenas um lado é separado com livros de uma única autora, B. Marie. S. Vamos lá bebê, não é como se isso fosse o Código da Vinci, né. Rosalie, sua melhor amiga, tem uma sessão inteira para uma autora chamada B. Marie. S., quando eu perguntei quem era, ela ficou nervosa e enrolou, então pesquisei na internet e vi que era uma autora anônima, apenas a agente aparecia. E a agente, eu acho que é... Leah?

— Sim, Leah Clearwater.

— Exatamente. E eu me lembro de ter escutado esse nome e já tinha visto aquela mulher da foto do Google com vocês, então liguei os fatos. Quando perguntei para Rosalie se era você, ela tentou enrolar, mas acabou confessando. Então eu disse para que ela mantivesse o segredo, assim você me diria apenas quando se sentisse confortável e segura com isso. Mas você nunca disse.

Ela mordeu o lábio inferior, envergonhada.

— E você realmente lê meus livros?

— Uma pergunta por vez.

— Rebobina nossa conversa, eu respondi, pelo menos, umas três.

— Tudo bem. Eu leio seus livros, eu li e tenho todos. Eu tenho uma conta no site da Leah e sempre que um novo livro de B. Marie. S. entra na pré-venda, eu recebo um e-mail e garanto um exemplar. Estão todos no escritório do meu apartamento, dentro de uma das gavetas do meu arquivo trancado a chaves, para que se por um acaso você ou Emmett entrassem lá, não descobrissem que eu sou o maior ou segundo maior fã de B. Marie. S., eu ainda estou disputando isso com a Rose. — brincou.

Bella riu, corada e constrangida... E confusa – oh, grande novidade.

Era estranho, não sabia se sentia feliz por ele ter se interessado e gostado do que fazia para viver, seus livros (tá, essa parte fazia seu peito se encher de orgulho e felicidade, pela primeira se sentia alguém no mesmo nível que Dr. Edward Cullen); mas também constrangida por imaginá-lo lendo seus “surtos literários”, todas as suas mais explicitas fantasias (e nem sempre eram coisas que realmente queria fazer, apenas coisas que já dera um segundo pensamento ou tinha vontade de ser voyeur).

— Minha vez. Se eu não tivesse descoberto, você teria me dito que era B. Marie. S?

— Eu... Eu não sei. Se as coisas continuassem como estavam antes, quero dizer, se essa semana não existisse, bem... Não. — sorriu embaraçada, dando uma risadinha.

— Por-

— Ei — interrompeu-o rapidamente. — Agora estamos quites e acabou a trapaça, uma pergunta só. É minha vez.

— Tudo bem, manda.

— Você disse que veio atrás de mim, mas isso não faz sentido, já que sempre esteve ao redor de mulher completamente diferentes de mim.

— Isso é uma pergunta ou afirmação? — perguntou com tom de brincadeira. — Pense bem na formulação da sua pergunta, bebê.

— Ok, hum... — parou, lambeu os lábios e repensou a pergunta. — Tudo bem. A pergunta é: qual o seu tipo de mulher, Cullen?

Ele sustentou seu olhar, sérios, o silêncio se instalou entre eles.

Edward não disse nada, apenas viu-a esperar a resposta tensa, engolindo seco e com os olhos presos ao seu. Aquele jogo estava lhe servindo para alguma coisa, sério que ela não sabia ou que não era óbvio? Claro que não era óbvio, ele mesmo lutara contra isso. Preguiçosamente, lhe mostrou um sorriso de lado – aquele mais arrogante, presunçoso e malicioso, como ele adorava fazer e sabia que lhe irritava –, e começou a abrir os botões de sua camisa com agilidade.

Bella arqueou uma sobrancelha, com um sorriso junto. O cara era fodidamente quente, era sensual vê-lo abrir os botões lentamente. Logo seu peitoral estava exposto, porra, queria lambê-lo.

E sabia que devia que parar com essa estúpida mania de querer lambê-lo a todo o momento, mas ele era tão delicioso... De dar água na boca.

Depois de se livrar da camisa de flanela, ele pegou seu copo de uísque e bebeu rapidamente. E pela primeira vez Bella achou o pescoço uma área sensual, a maneira que seu pomo de adão subiu e desceu enquanto a bebida âmbar descia aquecendo por sua garganta. Bem, agora além de lamber seu peitoral, queria subir a língua por seu pescoço e sentir o pomo de adão sob sua língua, sentir a pele levemente áspera pelo fazer de sua barba para então beijá-lo, cruzar suas línguas sentindo o gosto e o aquecer da bebida.

Engoliu seco, tentando retomar o controle de seus sentidos e hormônios – tirando-os do controle de sua gueixa, que estava lhe mandando aquele tipo de pensamento. Eu? Claro, claro.

— Querendo ou não, fizemos um acordo essa semana — Edward disse, então hesitou. — Você teria aceitado esse acordo com outra pessoa?

— Claro que não! — disse rapidamente. Merda, ela se repreendeu, rápido demais. E sabia que estava corando por isso, mas não pode controlar os instintos, tinha se sentido ofendido com aquela suposição. — Eu... Como eu disse antes, meus livros não são experiências pessoais, são apenas fantasias, não é como se eu caísse na cama de qualquer apenas para vivê-las ou qualquer coisa do tipo.

Edward sorriu genuinamente. Não era qualquer um. Não era como se ela tivesse feito uma grande declaração de amor, mas, inferno, tinha sido realmente bom ouvir aquelas palavras, sentia-se... Especial. Sentia que tinham o que ele queria... Alguma coisa.

— Já que estamos falando desse acordo. Por que você quis fazer esse acordo comigo?

— Não é óbvio também?

— A não ser que você seja um homem sem critério algum sobre quem você leva para cama, não. Você sempre teve e poderia continuar tendo a mulher que quisesse, mas agora está aqui. Preso nesse acordo. Comigo.

— Você não se vê com muita clareza, não é bebê?

— O que?

Ele agitou a cabeça, sorrindo incrédulo. Nem podia acreditar que ela realmente questionava os motivos dele para esse acordo – ou ao menos a parte sexual dele. Quem diabos recusaria? Ela era a porra de uma mulher quente, como não aceitaria? Mas resolveu não dizer ou responder, porque se respondesse aquela questão, acabaria entrando em questões muito mais profundas.

Não podia dizer simplesmente “eu queria te foder” ou “precisava te ter em minha cama tanto quanto precisava respirar” porque ia muito além disso, e se ela não podia aceitar o motivo dele para se envolver sexualmente, com certeza não estava pronta para escutar seus motivos mais profundos, emocionais.

Levantou-se rapidamente, abriu os botões da bermuda e tirou, ficando apenas de boxer preta, agora se ajustando sobre seu membro endurecendo a cada segundo. Ao menos estava com uma cueca decente, sem furos.

E para seu total deleite, Bella pareceu gostar disso. Ela olhou seu corpo dos pés a cabeça e parou o olhar sobre o volume crescente em sua virilha, lambeu os lábios e engoliu seco. Sorriu de lado quando ela corou ao perceber que estava sendo observada.

— Estou perdendo a roupa rápido demais. — brincou agitando a cabeça, Bella riu. Ele pegou o copo de uísque e bebeu, enchendo-o novamente logo depois. — Minha vez. Por que você não quer dormir, no sentido literal da palavra, comigo?

Autopreservação, ela pensou antes de tirar a blusa rapidamente – ficando apenas com a parte de cima do biquíni, um tomara que caia torcido preto, não tinha seios grandes, mas até que sentia que estavam bonitos sob aquele biquíni. E Edward pareceu gostar, pois não tirou os olhos. Enquanto ela bebia o shot de uísque, ele riu.

— Isso é tão injusto.

— O que?

— Você ainda tem três peças, eu já estou de cueca.

— Seu jogo, suas regras. — disse sorrindo. — Como diria o grande Ice T., não odeie o jogador, odeie o jogo.

Edward riu.

— Citando Ice T.?

— Claro. Eu gosto do Ice T., Law & Order SVU é realmente bom, o personagem dele é, provavelmente, o meu favorito. E Ice Loves Coco me fazer rir bastante, eu realmente aprecio o Ice.

— Não sei por que ainda me surpreendo com você. — agitou a cabeça, Bella riu dando ombros.

— Nem eu. Bem, minha pergunta... Você já se masturbou lendo meus livros? — perguntou maliciosamente, erguendo uma sobrancelha.

— Inferno — ele gargalhou jogando a cabeça para trás. — Sim!

— Sério? — duvidou rindo.

— Oh, não julgue, você foge da vulgaridade, mas escreve detalhadamente demais deixando a sensualidade e a minha imaginação voa, imagino tudo e acabo duro. Bem, se masturbar é a solução.

Bella gargalhou.

— Você não devia rir porque aposto que causa esse efeito em muitos leitores. Minha vez, mas e você, já se masturbou escrevendo? — ele rebateu com um sorriso malicioso.

— Talvez. — respondeu corando.

— Qual é? Sim ou não?

— Eu escrevo livros eróticos com minhas fantasias, não é admirar que eu me masturbasse. Sim, eu já me masturbei escrevendo, ou melhor, quando eu acabei. Quando eu sentia uma vontade desesperada, eu parava para me aliviar e então voltava a escrever, não sei digitar com uma mão só. — zombou, fazendo-o rir. — Lide com isso, Cullen, mulheres se masturbam!

— Eu sei disso, e eu realmente aprecio. É um show que eu pagaria, nada mais lindo do que uma mulher dando prazer a si.

— Eu não sei se essa sua frase foi linda... Ou decadente. — disse fitando-o, então os dois riram. — Bem, você se masturbou desde que chegou aqui?

— Deus, você está me fazendo soar como um maldito punheteiro! Só pra você saber, a excitação masculina é bem mais desconfortável do que a feminina, se não resolvida na hora, ok?

— Isso é um sim? — provocou.

— Sim! E sem comentários ou detalhes, só digamos que... Tem sido dias duros, literalmente.

Bella gargalhou jogando a cabeça para trás.

— Ok, ok, para de se divertir com minha desgraça e meus calos. — disse dramaticamente, fazendo-a rir ainda mais. — Minha pergunta... Por que você terminou com o Riley?

O que? Bella parou de rir surpresa com sua pergunta, mas ele não disse mais nada, parecia realmente interessado em sua resposta.

— Por que isso agora?

— Curiosidade, você tem apenas que responder. Ou tirar a roupa.

— Ok, Riley? — repetiu, ele assentiu.

Riley, seu ex. Fazia quase dois anos que estavam separados, por que o estava trazendo para a conversa?

Ele fora seu único relacionamento sério – ou o mais próximo disso –, mas não era convencional suficiente para usar aliança ou gritar aos ventos que namoravam, na verdade tinham começado a namorar quase por acidente. Bella estava sozinha e com os mesmos dramas de sempre, tentando tirar certo homem da cabeça, então foi apresentada a Riley por Leah em uma casa noturna em Nova York; com alguns drinks na mente, toda a música alta, fumaça e luzes, Bella acabou cedendo aos avanços de Riley e ficaram naquela primeira vez, mas foi embora sozinha. No dia seguinte, Riley estava lhe ligando depois de pedir seu telefone a Leah, chamou-o para jantar. Cinco encontros, então sexo na casa dele e assim foi indo. Jantares, encontros, baladas. Nunca chegou a conhecer seu pai, seu trabalho, apenas Rosalie, Emmett e Edward – Rosalie era falsamente amigável com ele, Emmett fazia o irmão durão e Edward nunca disfarçou sua antipatia. E foi mais aquilo que a fez ficar com ele por tanto tempo – uns sete ou oito meses? –, até terminar e seguir cada um pro seu lado. E ainda se lembrava das verdades que Riley tinha lhe dito ao terminar, o lhe fazia lamentar, porque ele era um namorado perfeito. Só que não para ela.

— Riley era o cara perfeito, e eu nunca entendi por que vocês não gostavam dele quando ele nunca mais nada além de amigável e gentil, mas apesar de ser isso tudo, queríamos coisas diferentes. Ele era perfeito comigo e é, provavelmente, tudo que uma mulher poderá querer em um homem, mas ele queria algo que jamais poderia dar a ele. E não era justo.

Edward sentiu um aperto estranho no estômago, assim como a mesma vontade que sentia sempre que via Bella com Riley, o paspalho (como ele e Emmett o chamavam pelas costas) ou que alguém falava nele – a vontade de encher seu rosto bonitinho de soco até ter sangue nos nós de seus dedos, depois chutar seu traseiro para longe de Bella. Filho da puta.

E escutá-la falando daquele jeito, como se lamentasse o término do namoro, era horrível, estranhamente desconfortável e doloroso. Será que ela se arrependia pelo fim e ainda sentia algo por Riley? Tais pensamentos e questionamentos levaram-no ao limite, encheu seu peito ainda mais com conhecido sentimento... O mais duro, cru e fodido ciúmes.

— O que ele queria? — murmurou a pergunta, odiando a si mesmo por não ter controlado a curiosidade.

— Só uma pergunta. — Bella finalizou com um sorriso doce.

Ele tentou, mas era difícil não sentir-se melhor ao ver aquele sorriso. Aquele sorriso era para ele, ela estava com ele e Riley fora chutado – vá se foder, Riley. A raiva rapidamente começou a se dissipar como fumaça na frente de um ventilador, mas o ciúme ainda estava lá.

— Já que estamos falando de relacionamentos passados, bem, por que você nunca teve um relacionamento sério?

— Porque apesar dos boatos, eu tenho um coração e nunca achei alguém que fosse ou se tornasse especial suficiente para tocá-lo. Aquele tipo de merda cafona sabe? Todas aquelas coisas que o Emm faz atualmente pela Rose, as coisas que ele conta e sente, eu quero algo daquele jeito. Alguém que me faça desistir, por exemplo, do meu trabalho só para ir ao mercado, jantar ou assistir um filme, você sabe, aquelas coisas bobas de casal, mas que acabam sendo especiais ao lado da pessoa certa.

Bella sentiu o coração derreter com aquela frase. Ele riu meio constrangido e ela sabia que se pudesse, ele teria corado, enquanto mexia no cabelo.

— Acho que vou ficar bêbado. E eu bêbado sou uma mistura de Taylor Swift com Adele, algo assim.

Bella gargalhou.

— Eu gosto das duas.

— O que Riley queria? — ele perguntou rapidamente.

— O que-

— É minha vez de perguntar. — interrompeu-a para esclarecer.

— Oh. Claro.

Ela levantou lentamente. Tinha bebido, mas tinha sido suficiente para agitar o mundo ao seu redor, odiava uísque. Pelo menos ainda tinha seu filtro cérebro/boca.

Tirou o short jeans rapidamente, quase caindo ao ter que erguer uma das pernas para tirá-lo – o que a fez rir e garantiu risadas de Edward também. Agora estava apenas de biquíni. Sentou no chão novamente, gemendo com o chão gelado, e pegou o shot de uísque, jogou o líquido na garganta e engoliu fazendo caretas e ruídos.

Blergh! Isso é... Ewww, eca. — fez várias caretas. — Eu odeio uísque, se eu começar a passar mal por causa dessa merda, juro que vomito na sua cama.

— Você é bem vinda no meu quarto, cuidarei de você.

— Melhor, vomitarei na sua mala.

Edward gargalhou.

— Minha vez. — Bella disse. — Por que você fez esse jogo?

— Fácil. Eu queria algumas respostas. E gosto de te ver nua. — sorriu de lado, fazendo-a rir. — Você tem algum brinquedo além do vibrador lá em cima, no seu quarto?

— Fácil. Sim. — sorriu como ele, surpreendendo-se com a facilidade que a confissão lhe escapou, mas a surpresa estampada nos olhos e então o sorriso malicioso fez valer a pena.

— Bom.

— Talvez. Qual foi sua maior loucura?

Edward parou como se procurasse uma resposta da pergunta, mas seus olhos diziam outra coisa, mostravam que já sabia a resposta e era bem óbvia. Não tirou os olhos dos seus, no silêncio da sala misturado a suas respirações, o barulho do vento e mar lá fora.

Pensou que ele apenas levantaria e tiraria a cueca, o que não seria ruim, mas ele não o fez. Na verdade, sorriu.

Está acontecendo agora.

Bella tentou esconder o sorriso prendendo o lábio inferior entre os dentes, mas falhou miseravelmente, ainda sorria – principalmente com seus olhos verdes.

— Você não tem ideia de como essa sua mania de morder o lábio inferior é sexy, quente como o inferno. E o quanto eu quero lhe beijar agora mesmo.

— Bem... — inclinou a cabeça para o lado e sorriu maliciosamente, correu os olhos pela sala e voltou a fitá-lo. — Ninguém está lhe impedindo de fazê-lo.

Edward sorriu.

— Verdade, não é?

Bella assentiu.

Edward se colocou sobre seus joelhos e foi até ela. Segurou-a pelos joelhos e afastou suas pernas, ficando entre elas e cobriu o pequeno corpo com o seu. Bella lhe segurou pela nuca para então subir as mãos para seus cabelos, fechando a mão em punho com seu cabelo entrelaçado entre os dedos e puxou sua cabeça, fazendo suas bocas se chocarem. Cuidadosamente, ela se deitou no chão e ele ficou por cima, tomando cuidado para espalhar igualmente seu peso para não lhe sufocar.

Ele não queria um beijo cheio de preliminares, não aguentaria suficiente para isso, tomou o território da boca dela com a língua sem hesitação alguma. Tão profundo quanto poderia indo contra a língua dela e deixando seus lábios se cruzassem com firmeza. Sentiu-a mordiscar seu lábio e sorriu em sua boca, amava suas mordidas.

Segurava-a pelas coxas, seus dedos tão firmes que podiam deixar marcas em sua pele branca leitosa. Quando ela abriu mais as pernas, ajeitou sua pélvis contra a dela, fazendo seus sexos se roçassem. Bella gemeu e fechou as pernas em sua cintura. Puta merda, não era suficiente, mas era uma maldita sensação incrível. A fricção dos tecidos e suas carnes juntas lhe masturbavam, e sabia que ela aproveitava isso, pois erguia ainda mais o quadril em sua direção.

Empurrou o quadril contra ela com mais dureza, fazendo gemer em sua boca e puxar seus cabelos.

— Porra — ele rosnou, descendo os lábios para seu pescoço. — Você vai me fazer gozar nas calças.

— Oh — Bella arfou. — Eu adoro sua sinceridade, Cullen.

— Ao que parece eu gosto de me humilhar. — brincou, com uma última mordiscada, ergueu a cabeça de seu pescoço e encontrou seu olhar. — Ainda mais dizendo que fico como um maldito adolescente excitado ao seu redor, e é um efeito que não parece ter fim já que sempre fico assim rapidamente. — ondulando seu quadril no ângulo certo para que sua ereção, indo cada vez mais ao limite, se esfregasse ao clitóris dela sob o biquíni.

Bella gemeu de olhos fechados.

— E como você acha que eu estou me sentindo. — ela disse entre os dentes, gemendo logo em seguida. — Foda-me, Cullen.

— Você ainda está com o biquíni completo...

— Tire!

— Isso significa que o jogo continua. — disse com um tom zombeteiro.

Ela gemeu de frustração.

— Não podemos pular isso?

— E acabar com a minha diversão?

— Seu filho de uma- — foi interrompida com um beijo. Puta.

Maldito bastardo bom beijador de merda, ela rosnou mentalmente, mas se entregando ao beijo. Sentia sua intimidade se contrair a cada pequeno movimento, cada vez mais molhada, e seus mamilos implorarem por seu toque, mas o maldito não cedeu.

Ao menos sabia que ele estava em agonia também, percebeu quando ele soltou sua boca e ergueu-se, dada o estado de sua ereção.

Ambos ofegantes, com a boca avermelhada, excitados como o inferno.

Ele não ficou tão distante dessa vez, estava na distância de apenas um braço.

— De quem é a vez? — ela perguntou colocando o cabelo desgrenhado para trás com os dedos.

— Hum... Acho que minha? Ou... Sua? Não tenho a menor ideia, bebê. — passou a mão nos cabelos, rindo.

— Tudo bem, então eu pergunto. Por que você me chama de bebê?

Touché. — brincou, fazendo-a rir. — Porque na época em que te dei o apelido você era mais nova, com uma aparência tão frágil e pequena como um bebê, alguém que eu devia proteger, mesmo que não fosse minha responsabilidade. — disse sério. Então sorriu de lado. — E eu também gosto de te provocar.

— Claro que gosta. — ela riu. — Você fez dessa sua missão de vida, Cullen.

— Exatamente. Minha vez, por que você me chama de Cullen ao invés de Edward, como já pedi milhares de vezes?

— Eu comecei a te chamar assim porque você sempre implicava comigo, irritava a merda pra fora de mim, e Charlie sempre usava o nome completo ou o sobrenome quando estava bravo comigo ou Emmett, até com você eventualmente, então eu comecei a usar para mostrar que estava brava com você.

— E você está brava comigo até agora? — perguntou surpreso e confuso.

— Não, agora é por pura diversão e capricho. Porque você sempre esteve acostumado a ter tudo e todos aos seus pés, estava na hora de alguém te dizer não. Sim, eu também gosto de te provocar. — riu sorrindo como uma criança travessa.

Edward ficou incrédulo por alguns instantes, e gargalhou.

— O que você pretende com isso, Cullen? Quero dizer, essa semana?

Os dois ficaram sérios novamente, apenas se encarando.

Ele lambeu os lábios e se levantou desajeitadamente.

Bella não podia acreditar que ele preferia tirar a cueca a lhe responder uma simples pergunta, o que queria de verdade. Mas lá estava ele, puxando sua boxer para baixo, expondo sua gloriosa ereção. Na verdade ali estava o motivo por ele não se importar em tirá-la, não tinha nada para se envergonhar ali. Foda-se, estava cada vez mais excitada.

Edward deu uma risadinha. Ele se inclinou e pegou o copo no chão, erguendo o traseiro quente para o outro lado, então bebeu em um shot.

— Eu realmente não quero sentar pelado no chão, sério, fica em pé vai.

Tsc, tsc, senta.

— Tá, eu faço minha pergunta, ai você decide se quer ficar sentada ou vai se levantar para tirar o biquíni ok? — colocou o copo no chão e voltou a ficar em pé. Totalmente nu. — O que eu e essa semana significamos para você?

Bella agitou a cabeça rindo, pegou o copo e bebeu rapidamente, sentindo a cabeça rodar. Porra. Sentia que estava ficando bêbada. Merda.

Ao se levantar, quase caiu, mas ele a ajudou com uma mão. Mesmo que rindo, lhe ajudou a ficar em pé. Olhando-o nos olhos, Bella desfez os laços dos biquínis e o tirou, expondo seus seios.

Edward lambeu os lábios. Adorava os seios dela, porra, como adorava.

Pequenos, durinhos, arredondados, mamilos rijos e enrugados em sua excitação. Porra. Era homem e já tinha deixado claro que adorava mulheres de todos os tamanhos e formas, claro que seios grandes chamavam atenção e se ela tivesse seios grandes também os adoraria, mas aqueles eram os dela, grandes ou pequenos, faziam parte da mulher que mesmo com todas as falhas era perfeita – principalmente aos seus olhos –; não tinha como não adorá-los ou sentir vontade de cobri-lo com sua boca. Sugar, sentir o mamilo em sua língua enquanto sua mão provocava o outro, fazê-la gemer e se contorcer sob seu toque. Porra, deseja, queria-a tão duro. Instintivamente, esticou a mão acariciando-a suavemente ao redor do pequeno mamilo cor de pêssego.

Bella mordeu o lábio inferior, abafando um gemido. Enquanto ele se aproximava, seus corpos a poucos centímetros de distância.

— O que eu e essa semana significamos para você? — Bella repetiu hesitante. — Algum tipo fetiche?

Edward deu um passo para trás, com os olhos surpresos.

— O que?!

— Foder a irmãzinha do melhor amigo, é algum fetiche seu? — perguntou finalmente, mordendo o lábio inferior.

— O que diabo te levou a pensar isso? — Edward questionou incrédulo, parecia ofendido. E irritado.

— É a minha vez de perguntar, apenas responde.

Ele abriu a boca para falar algo, mas desistiu, voltou a fechá-la e agitou com a cabeça suavemente.

— Eu realmente não sei o que te levou a pensar isso, quando todas as minhas atitudes, pelo menos a meu ver, mostram exatamente o contrário. Eu estou realmente excitado, o que é óbvio já que estou nu e de pau duro na sua frente, mas posso provar meu ponto.

— C-como?

Respirou fundo e soltou a respiração ruidosamente, pousou uma mão sobre a bochecha dela – fazendo-a esperar um beijo –, mas beijou o alto de sua cabeça, deixando os lábios ali por alguns instantes.

Boa noite, bebê.

Ele a deixou sem palavras ou qualquer reação. Depois do beijo, simplesmente deu a volta nela, juntou suas roupas e subiu a escada. Ela nem conseguiu apreciar a visão de seu corpo nu no meio da confusão que sentia. Ficou ali parada. Apenas com a tanga do biquíni, mordendo lábio inferior, segurando o choro.

Menina idiota, duas vozes conhecidas murmuram em sua cabeça.

Notas finais
E entããão, o que acharam? Alguém com vontade de chutar o traseiro da Bells? Porque eu, a Gueixa e até Cética estamos u.u kkk
Eu sei que prometi um capítulo quente, mas como expliquei nas notas iniciais, acabei mudando um pouco a direção do capítulo e gostei do resultado. Eles se conheceram um pouco mais e algumas coisas ficaram no ar, subentendidas "eu gosto de tanto de você que até prefiro esconder, deixa assim ficar subentendido.." KKKK E só dizendo: todas as coisas que não foram respondidas serão na cena tão esperada por vcs, yeah!
Bella estava indo tão bem e no final ~som da batida de carro~. E eu espero que tenham entendido pq o Edward a deixou ali, ficou óbvia a mensagem né? Ainda assim, le eu com pena dele e querendo cuidar de seu duro problema, se é que me entendem pisk/ KKKKKKKK Corror. Só pra deixar claro, a Bella se sentirá bem culpada por ter estragado a noite eu, que sempre estive do lado dela e tendenciosa, digo um grande bem feito. E eu postarei um bônus do que aconteceu após esse fim otei? E então seguimos para a quinta-feira.
E no geral, o que acharam? Espero reviews de vcs sobre as perguntas, respostas, o capítulo todo, fiquem a vontade pq eu adoro ler e responder, weeeee.
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P.S: A quanto tempo não faço um PS ein? :O
Esse será especial, quero agradecer a Hellen Dias de Faria. Moça linda do meu coração, muito obrigada por sua linda recomendação. Cara, agradeço por suas doces palavras, obrigada! <­333
Agradeço também a todas comentando; tem muita gente que apenas favorita e lê a fic, mas vcs que comentam tornam tudo melhor, me ajudando e incentivando com comentários (e ajudam até quem não comenta né), então queria agradecer a todas ~recebam meu hug [][]~ tentativa de indireta, conseguiram pegá-la? hm. KKKKKKKKKK
Até o próximo, bjsbjs s22