Let Me Take Care Of You

8 Capítulo 07– Anjo da guarda.


Notas iniciais
Oi meus amores! ♥ Infelizmente não tive como postar neste final de semana - culpa do bloqueio criativo -, mas acabei de terminar o capítulo e já estou aqui trazendo para vocês. Dei apenas uma revisadinha básica, então se tiver algum problema me avisem tá? Bem-vindos novos leitores! Obrigada a todos os que comentaram no capítulo passado - ainda não os respondi, mas farei isso ainda essa semana ok? - e também aos que favoritaram a fic. Chegamos aos 31. Obrigada minna! ♥ Espero que esse capítulo faça com que alguns fantasminhas tenham vontade de se revelar e expor suas opiniões! (yn) Boa leitura! ♥

– Anjo da guarda -

Suas roupas estavam sujas e desgastadas, como as de um mendigo que está há séculos morando nas ruas.

– Então você resolveu voltar para casa? – perguntei com normalidade enquanto colocava meu casaco no cabide da sala ao mesmo tempo em que cortava a aproximação dele.

Haja naturalmente Lucy. Haja naturalmente.

– Eu não lhe devo satisfações garota. – falou ríspido enquanto seguia meus movimentos com o olhar.

– Vou para o meu quarto. Com licença. – me dirigi em direção à escada.

Meu coração estava a mil por hora e minhas mãos já suavam enquanto uma esperança brotava dentro de mim. É isso? Eu consegui passar por ele neste estado sem danos?

– Espere! – sua voz grossa voltou a se fazer presente.

A tensão tomou conta do meu corpo. Maldita comemoração antes da hora.

– Sim? – minha voz saiu trêmula.

– Estou com fome. Vá fazer alguma coisa pra mim. – seu tom de voz era frio e sem nenhuma expressão como de costume. Nem esperou minha resposta e já foi para sua poltrona assistir algum dos seus idiotas jogos de sempre.

Resolvo atender seu “pedido” sem pestanejar. A última coisa que desejo nesse momento é ter que voltar a usar mangas longas.

– Só um sanduíche, Lucy. Já já você estará no seu quarto sã e salva. – falei para mim mesma em voz baixa.

Peguei os ingredientes na geladeira. Minhas mãos tremiam ao preparar a comida e meu maior medo – além do que eu sentia ao ver a imagem de Jude, claro – era do estrago que a faca, que eu segurava neste momento, podia fazer a qualquer movimento em falso que eu realizasse, mas não me deixou de passar pela mente a ideia de que ela também poderia servir para defesa caso precisasse.

Olhei Jude de soslaio e este parecia entretido com a televisão, para minha sorte.

Terminei de fazer o sanduíche, peguei uma garrafa de cerveja que estava na geladeira – nem ousaria lhe entregar outra bebida que não essa – e, pegando o prato que continha a comida, me dirigi até o homem que disputava o título de repugnante do ano com aquela poltrona velha e maltratada na qual estava sentado.

– Aqui está. – entreguei em mãos.

Não me surpreendi ao não ouvir nenhum agradecimento.

Estava virando de costas, indo para o meu quarto, quando senti um líquido espirrando em meu braço.

– Você está querendo me matar?!

Jude havia cuspido o líquido amarelado em mim.

Espantada, voltei a fitá-lo e fiquei frente a frente com a ira que transbordava por seus olhos.

– C-como? – minha respiração ficava cada vez mais frenética.

– Com essa cerveja choca e essa porcaria estragada que você me deu para comer! – jogou o sanduíche em meu rosto, fazendo com que eu tivesse que desviar e fechar os olhos por uns instantes.

O barulho de vidro se quebrando podia ser ouvido. O que antes já foi uma garrafa, agora era apenas um conjunto de cacos marrons estraçalhado no chão da sala.

– Desculpe... – falei em um tom fraco e desviei meu olhar para o chão.

– Acha que eu sou idiota? – segurou meu braço com demasiada força. Arfei de dor. – Responda! – seu tom de voz ficava cada vez mais irritado.

– E-eu não sabia...

Como em câmera lenta consegui ver o momento em que sua mão livre veio de encontro ao meu rosto provocando um estalo forte que reverberou pela sala. Acredito que teria caído de encontro aos cacos de vidro caso ele ainda não estivesse segurando meu braço.

– Não fale besteiras!

Neste momento eu estava quase caída no chão, sendo segurada apelas pelo aperto forte em meu pulso, que provavelmente deixaria marcas.

Humilhação.

Sentia meu rosto esquentar e respirei fundo para não derramar nenhuma lágrima. Eu sempre achei que nós devemos fazer as coisas que temos vontade, mas, mesmo a minha vontade de chorar sendo avassaladora, eu me negava a permitir que Jude me visse ainda mais vulnerável do que eu já estava neste momento.

– Sabe Lucy, eu estava mesmo procurando uma forma de descontar toda a raiva que eu estou sentindo nesse momento. – sua voz fria e embriagada provocou um arrepio pela minha espinha.

Soltou meu braço fazendo com que meu corpo enfim caísse no chão. Para a minha sorte, centímetros longe dos cacos de vidro.

– Tem noção de onde eu estava esses dias?

Nada respondi. Nem sequer conseguia olhá-lo nos olhos. Meus únicos pensamentos se tratavam de rotas de fuga sendo traçadas em minha mente.

– Em um cassino. – sua voz adquiriu um tom de raiva. – Eu estava me dando muito bem no começo, mas depois acabei perdendo todo o dinheiro, incluindo o carro. – fechou o punho com força.

Então esse era o motivo de eu não ter visto o automóvel na porta da casa, como de costume.

– Aqueles bastardos! – grunhiu de raiva.

Jude parecia estar viajando em pensamentos. Esse seria o momento certo para que eu conseguisse sair dali. Olhei ao redor. Ele estava próximo da porta de saída, então minha única opção era me trancar em meu quarto. Para minha sorte não havia nenhum obstáculo no meu caminho até as escadas.

Em um movimento rápido apoiei meu peso em meus braços e levantei do chão, correndo em seguida para alcançar meu objetivo.

– Onde você pensa que vai?!

Agora os passos de Jude eram apressados.

Subi os degraus como se minha vida dependesse disso. A adrenalina corria pelas minhas veias como nunca antes.

Sabe quando você é pequena, está brincando de pique esconde e o amigo que procura está prestes a te achar? Você corre, como se suas pernas só tivessem essa opção, em direção ao local onde vai poder gritar a plenos pulmões que está salva. Meu quarto é este lugar para mim no momento.

Mais uns passos apressados e consigo chegar ao meu destino, batendo a porta com força e trancando com a chave logo em seguida.

Meu coração parecia que sairia do peito a qualquer momento.

– Abra a porta! – Jude batia com tanta força que poderia arrombar o objeto de madeira a qualquer instante. – Abra a porcaria da porta!

No auge de meu desespero, assim como nos filmes, arrastei um dos móveis do meu quarto e coloquei na frente da porta.

Espero que seja o suficiente.

Fiquei encostada no móvel, fazendo pressão para que a porta não fosse aberta.

Agora, naquele local que eu considerava meu único porto seguro dentro desta casa, eu me permitia chorar. Mas não um simples choro onde há apenas algumas lágrimas rolando pelo rosto, e sim um choro forte a ponto de soluçar e respirar com dificuldade. O único choro que, a meu ver, é capaz de lavar a alma.

E assim foi meu final de domingo, com Jude batendo incessavelmente na porta, como se quisesse atravessá-la a qualquer custo, enquanto me xingava e anunciava aquilo que faria comigo caso conseguisse adentrar o cômodo.

E eu, assustada, passei o resto da noite sentada, apoiada no móvel sentindo este se mexer graças às batidas, abraçada aos meus joelhos enquanto tapava os ouvidos, chorava sem pudor e tentava pensar em algo que não fosse o monstro que se encontrava atrás daquela porta.

Não sei exatamente em que momento caí no sono, só me lembro de ter sonhado com um anjo de asas cor de rosa.

[...]

Acordei com meu despertador tendo uma crise de escândalo e mostrando que eram 6:15 da manhã. Corri para desligá-lo. Não sei se Jude continua na minha porta, mas se estiver é melhor que fique dormindo.

Minhas costas pareciam ter sido moídas por um trem de mil vagões. Experimente dormir encostada a uma cômoda de madeira cheia de gavetas para ver o que lhe acontece.

A ideia de faltar o colégio nem se passou pela minha cabeça. Primeiro porque minhas amigas desconfiariam, e segundo porque a coisa que eu menos quero neste momento é passar um minuto a mais do que o necessário nesta casa.

Vou me arrastando até o banheiro, cumprimentando a foto da minha mãe no caminho, e não me espanto ao ver o estado em que meu rosto se encontrava. Meus olhos estavam inchados e avermelhados graças ao choro, mas ao mesmo tempo cheios de olheiras; meu rosto transpirava cansaço, minha bochecha, que havia levado o tapa, estava meio avermelhada e, infelizmente, meu pulso parecia ter sido preso por uma algema pequena demais para o meu tamanho.

Minha vontade era de passar um bom tempo debaixo do chuveiro, mas infelizmente isso estava fora do meu alcance, afinal quanto mais cedo eu saísse de casa melhor, mas mesmo assim ainda consegui passar uns bons minutos debaixo da água quente, pelo menos para tentar melhorar um pouco minha aparência.

Vesti meu uniforme com rapidez e coloquei um pouco de pó compacto para disfarçar a vermelhidão do meu rosto e as olheiras. Em seguida fui até meu porta-joias para escolher uma pulseira que cobrisse meu pulso avermelhado. Não havia muitas peças ali, mas uma delas era perfeita, composta por várias bolinhas brancas e douradas que estavam penduradas em uma correntinha também dourada. Lembro que foi a Levy-chan quem me deu em meu aniversário do ano passado, mas eu nunca usei muito por fazer um barulhinho chato quando mexo o braço. Bem, hoje não terei escolha.

Coloquei a pulseira, com demasiado cuidado, em meu pulso e apertei bastante, mesmo que isso me causasse um pouco de dor, para que não houvesse o risco de ela ficar escorrendo pelo meu braço, afinal dessa forma só chamaria mais ainda a atenção para o meu pulso, o que é exatamente o que eu não quero.

Peguei minha mochila e, delicadamente para não fazer barulho, empurrei o móvel que tapava a porta e a abri, tendo uma grande surpresa ao olhar para o corredor.

Jude estava esparramado no chão, encostado na parede, dormindo com a boca aberta e roncando não muito alto. Aparentemente cansado. Mas também pudera, passar boa parte da madrugada tentando, sem sucesso, arrombar a porta do quarto da própria filha para dá-la uma lição não deve ser fácil para ninguém.

Suspiro descrente.

Ver meu pai daquela forma não fazia nada bem para mim, a ponto de algumas lágrimas quererem escorrer pelo meu rosto. Ainda me lembro do tempo em que ele era sempre amoroso e me tratava como sua princesinha.

Eu sabia que mais tarde ele acordaria e não se lembraria de boa parte daquilo que fez noite passada – talvez não se lembrasse de nada, nem das outras noites – e ficaria se martirizando imaginando tudo de ruim que pode ter causado, principalmente a mim. Claro que eu não contarei nada do ocorrido. Direi apenas que não o vi chegando e que não tenho noção de como ele pode ter ido parar ali.

Suas mãos começam a se mexer e eu resolvo sair de perto antes que ele acorde, mas antes disso o fito por mais alguns instantes e dou um beijo em sua testa. O monstro, que ontem habitava seu corpo, nesse momento não se fazia mais presente, então aquele senhor, pelo menos agora, era o meu pai e eu o amava.

Ao chegar à sala me deparei com a bagunça que o episódio de ontem causou. Suspirei derrotada e fui buscar uma vassoura, um balde e um rodo para limpar tudo, me martirizando por não ter feito isso antes de tomar banho. Após deixar a sala como estava antes, sem nenhum vestígio da briga para que meu pai não percebesse, peguei uma maçã na geladeira, um biscoito recheado no armário da cozinha, para caso eu sentisse fome mais tarde, e saí de casa trancando a porta com a chave.

[...]

O professor falava algumas besteiras desnecessárias sobre como calcular o valor de “x” e blablá. Nunca fui de gostar de matemática, sempre preferi história ou literatura, então não estava prestando atenção em absolutamente nada.

Além do meu pulso que estava me enlouquecendo por causa do aperto que a pulseira fazia e do ardor que proporcionava, outra coisa me preocupava. Amanhã é o dia em que vence a dívida que tenho com o colégio. Terei que ir até a diretoria explicar minha situação, ou pelo menos a parte em que eu perdi a bendita notificação, e pedir um novo papel. Pelo que Jude falou ontem sobre o carro, posso imaginar que as coisas não vão estar fáceis em nossa casa por esses tempos, afinal provavelmente o dinheiro que tínhamos em conta também deve ter sido perdido em uma mesa de jogo, então terei que pegar o dinheiro das minhas economias.

E eu que achava que as coisas não podiam piorar...

– Lucy. – Juvia me chamava baixinho. Virei-me para fitá-la. – Você está bem?

– Estou sim. – dei um sorriso na tentativa de ser convincente.

– Tudo bem, conversamos depois da aula. – volta sua atenção para o quadro cheio de números.

Sinceramente, ou eu sou um livro totalmente aberto ou as minhas amigas me conhecem até demais. Acho que vou ficar com a segunda opção, faz mais sentido.

Olho para a direita e, encostado à parede, vejo Natsu me encarando. Seu semblante era pensativo, como se estivesse no mundo da Lua. Dou um sorrisinho sem graça e ele desvia o olhar no mesmo instante. Não nos falamos desde sábado e, sinceramente, não sei direito como fazer isso depois do nosso quase beijo. Ele com certeza deve pensar que eu sou uma espécie de coelhinha assustada, uma garota jeca sem experiência alguma e que morre de medo de ter contato com alguém do sexo oposto. Tenho que admitir que ele não estaria errado, na verdade acabei de me resumir em poucas palavras.

O sinal para o intervalo tocou e deixei que minhas amigas fossem na frente enquanto eu copiava as coisas do quadro. Talvez se eu lesse depois entendesse alguma parte. Surpreendi-me ao, depois de sair da sala, sentir justamente meu pulso machucado ser puxado por alguém. Não pude deixar de grunhir em protesto. Minha surpresa aumentou ao ver que era ele.

– Natsu? – perguntei ao puxar meu braço e acariciá-lo um pouco. Ele tinha que escolher justamente esse pulso para segurar?

– Te machuquei? – sua feição era preocupada.

– Não. – sorri sem graça.

– Me deixa ver. – pegou minha mão para si.

– Não precisa. – tentei puxar meu braço de volta, mas foi em vão. Natsu tirou a pulseira, sob meus protestos, e vi que ficou aparentemente surpreso.

– Nossa, tá feio isso aqui, mas não acho que tenha sido eu. – arqueou uma sobrancelha.

Suei frio.

– Pois é, não foi mesmo. Eu que sou uma desastrada. – voltei a sorrir.

Ele aproximou seus lábios da marca em meu pulso e senti seus lábios serem pressionados levemente no local. Corei intensamente.

– Dizem que se você der um beijo sara mais rápido. – sorriu travesso.

Eu continuava sem reação e com o rosto da cor de um tomate.

– Obrigada. – falei super sem jeito.

– Se não for muita intromissão, como você conseguiu obter isso aqui?

Abri a boca algumas vezes para responder, mas nenhuma palavra com nexo saía por ela. Natsu ficou me encarando, como se esperasse uma resposta plausível, mas nenhuma resposta descente me vinha em pensamento, então eu fiz o que as coelhinhas assustadas fazem nesses momentos, arranjei uma forma de fugir.

– Não foi nada grave, sério. – tentei dar meu melhor sorriso. – Agora eu tenho que ir até a diretoria. A gente se vê depois. – peguei minha pulseira que se encontrava em sua mão, dei uma batidinha em seu ombro e me afastei antes que ele dissesse algo que me prendesse ali.

Eu não menti, afinal tinha mesmo que ir até o diretor o mais rápido possível já que depois da aula iria correndo para o trabalho me enfiar debaixo dos livros.

– Ei Lucy! – a voz do rosado reverberou pelo corredor. Virei-me a contragosto. – Um dia você ainda vai aprender que pode confiar em mim, mas, até lá, vê se se cuida melhor. – piscou e se virou indo em direção ao refeitório com as mãos nos bolsos da calça.

Fiquei ali parada, processando tudo aquilo que havia acabado de acontecer, até que acordei de meu transe e corri para a diretoria antes que o intervalo acabasse. Durante o caminho só conseguia pensar naquilo que Natsu tinha me dito. Com certeza ele fazia noção do que acontecia comigo, afinal alguns boatos correm soltos pelo colégio, então por que ele ainda perguntava? Será que ele é tão alienado assim? Ou simplesmente quer ouvir toda a história pela minha boca?

Balancei a cabeça para espantar esses pensamentos, afinal contar para Natsu tudo aquilo que eu passava em casa estava fora de cogitação. Nunca que eu faria uma coisa dessas. Não quero nunca mais ver aqueles olhos ônix refletindo pena em minha direção.

Chego ao corredor da sala do diretor e a secretária libera a minha entrada. Fico em frente à porta que continha uma plaquinha dourada com o nome “Diretoria”, escrito em fonte preta, e bato três vezes.

– Pode entrar! – escuto uma voz masculina falando.

– Com licença. – falo ao entrar.

– Olá menina Lucy. – Makarov dá um sorriso que ressalta suas rugas ao lado dos olhos e dos lábios. – Algum problema?

– Na verdade sim. – seguro a barra de minha saia, demonstrando minha inquietude.

– Prossiga.

– É sobre a dívida que tenho com o colégio. Eu... – fui interrompida.

– Bem, se é sobre isso então não temos problema algum já que esta não existe.

Meus olhos dobraram de tamanho.

– Como assim não existe? – não pude esconder a surpresa em meu tom de voz.

– Você não sabia? Um envelope com a quantia certa nos foi enviado esta semana quitando a sua dívida. Pensei que tivesse sido seu pai. – falou com os olhos semicerrados.

– Acho que ele deve ter se esquecido de me avisar. – sorri tentando ser convincente. Meus sorrisos falsos estão se tornando cada vez mais frequentes. – A notificação também foi entregue?

– Sim, devidamente assinada. – deu um gole na xícara de café que estava em suas mãos.

– Hum... – fitei um dos cantos da sala enquanto mil coisas me vinham em mente.

– Então sinta-se liberada. – ele voltou a sorrir.

– Obrigada. – sorri novamente, mas desta vez de forma verdadeira. – Até outro dia.

– Até! – acenou com uma das mãos.

Sai dali mais desnorteada do que entrei, mas podia sentir um alívio enorme correr pelo meu corpo.

Eu ainda estava descrente, afinal era bom demais para ser verdade. Não faço ideia de quem possa ter pagado essa dívida para mim. Só pode ter sido uma espécie de anjo da guarda, mas com certeza descobrirei quem foi e agradecerei devidamente. Quem quer que seja, salvou um dos meus maiores sonhos, o de um dia procurar pela minha mãe.

Notas finais
E, como alguns adivinharam, alguém realmente pagou a dívida da Lucy, mas quem? Eis a questão! >< . Esse foi o maior capítulo de LMTCOY até agora *-* Até o próximo meus amores! Beijocas ♥