Let Me Love You
10 Cap.9 - Pain of Love
Notas iniciais
– Momocchi... — Kise estava boquiaberto. — Você está tão linda...
– Ah, Ki-chan... — A mulher corou e sorriu. — Muito obrigada. — Ela andou até o loiro e o abraçou forte, Himuro observava a cena sentado completamente esgotado numa cadeira, sorria fraco. Estava muito feliz pelo resultado de Momoi, ela estava linda naquele vestido, o cabelo preso para cima mostrava ainda mais o quão delicada era. — Himu-chan... obrigada.
– Ah, não foi nada, Momoi-san. — Ele sorriu, começando a arrumar novamente seu cabelo, que havia ficado completamente desarrumado naquela correria.
– Pode me chamar de Satsuki, Himu-chan. — Ela sorriu e o abraçou também, e então o maior escutou um soluço. — Estou tão feliz...
– Não chore, Mom... Satsuki-chan. — Ele sorriu e arrumou o véu em seus cabelos. — Por favor, agora temos de ir até a Capela, não podemos atrasar muito ou Aomine-san vai pensar que Kise a raptou, né?
O loiro e a noiva riram juntos. Himuro sorriu e caminhou para fora, sendo seguido por ambos, o carro que a levaria estava pronto, dentro estava seu pai. Himuro teve de admitir que era um belo "coroa", mas apenas se limitou em cumprimentá-lo e desejar sorte. Iria em outro carro com Kise.
– Sabe... ela parece realmente feliz. — comentou o loiro entrando no carro que os levaria, Himuro o acompanhou e suspirou sorrindo.
– Bem, que mulher não ficaria feliz em seu dia de casamento com o homem que ama?
– Será que ela o ama tanto assim? — Himuro encarou o loiro assustado, este olhava para fora com um pequeno sorriso nos lábios, mas seus olhos estavam opacos, não tinham aquele brilho que ele descobriu ser típico de Kise. — Quero dizer... foi tão repentino. Tudo entre eles sempre pareceu tão perfeito, ou quase isso... eram bem amigos no início de tudo... ela era apaixonada pelo Kurokocchi e então puf, eles estavam juntos e felizes... aí o tempo passou e todos nos distanciamos... e então isso, nem vimos o tempo passar, as coisas acontecerem... e não acontecerem... — Kise parecia perdido em suas próprias lembranças, seus próprios pensamentos sobre passado e presente.
– Isso parece bom, não é? Afinal um relacionamento sem brigas parece um relacionamento perfeito. — Himuro suspirou e olhou para fora também.
– Acho que isso se torna entediante depois de certo tempo, digo... umas briguinhas de amor sempre fazem bem. — Kise suspirou. — Para a pessoa se sentir amada, entende?
– Talvez não precisem disso para se sentirem amados. — Himuro olhou novamente para Kise. — Digo, eles parecem o tipo de casal que realmente se ama, como se todas as vezes que se vissem se apaixonassem a primeira vista novamente. E, pelo pouco que convivi com Aomine-san, ele parece realmente colocá-la no auge de sua vida, como se fosse a coisa mais preciosa do universo para si...
– Sim... ele sempre a tratou assim... — Kise riu tampando os olhos com os poucos fios que podiam cobrir seus olhos, mas ainda assim Himuro podia vê-los, tão escuros e opacos que nem pareciam os olhos de Kise, seu sorriso era murcho e completamente falso. — Mas sempre me pergunto: ele realmente a ama?
– Acho que sim... a ama muito. — Himuro arregalou os olhos quando os olhos de Kise se encheram de lágrimas.
– Que coisa rude para se dizer, Himurocchi... você realmente é lerdo para entender os sentimentos dos outros. — o loiro riu fraco e passou as costas da mão pelos olhos. — Ah, me desculpe, eu não devia estar assim no casamento dele, não é? Afinal eu sou o padrinho e, bem, ele me considera seu melhor amigo... e... — Kise ria e chorava ao mesmo tempo, assustando o menor. — eu devia estar feliz, realmente feliz que ele tenha encontrado a pessoa de sua vida... eu sempre quis que ele fosse feliz, não é... e ele está sendo, oras. Ele fez uma escolha perfeita... a Momocchi é linda e, haha, tem os peitões que ele tanto gosta... ela é inteligente... ah, como ele é feliz... — Kise riu e colocou as mãos sobre o rosto, as lágrimas escorrendo por seus dedos. — Como eu queria... oh, Kami...
– Kise-san... você ama o Aomine-san? — Himuro agora estava completamente voltado para o loiro encolhido contra a porta.
– Mais que a mim... — sussurrou o loiro num suspiro triste. — Eu o amo desde a primeira vez que o vi... o amei ainda mais desde a primeira vez que escutei sua voz... e ainda mais todas as vezes que me tocou... e continuo amando-o cada vez mais... sua voz, seu jeito, seu sorriso, seus olhos, seu cabelo, seu corpo, sua risada, suas piadas, seu modo de ver a vida, sua determinação, sua mania de franzir a testa e olhar para baixo quanto está pensando... — Kise ditava coisa após coisa sobre o que amava em Aomine, e era absolutamente tudo. Era como se Kise soubesse tudo sobre Aomine, dos pés a cabeça. — Eu amo tudo no Aominecchi...
– Ah, isso é ruim... — Himuro suspirou e alisou as costas do loiro, não sabia o que falar, mas sabia que muitas vezes as pessoas precisavam escutar a realidade, não o que queriam escutar. — Vai doer, sabe, vai doer muito tudo o que você vai ter que falar e fazer hoje, mas vou te contar uma coisa, Kise-san... um segundo amor sempre aparece. Não podemos viver para sempre sofrendo pela mesma pessoa, entende?
– E você entende bem disso, não é? — Kise sorriu fraco, sendo retribuído por Himuro, e apoio a testa no ombro do menor, deixando-se chorar. — Só um pouco... preciso disso.
– Claro... seja forte, Kise-san... — Himuro o abraçou e suspirou. — Se precisar desabafar, chorar, ou beber, o que for, é só me chamar quando quiser...
– Mas você vai embora, Himurocchi... — Kise riu fraco. — Você foi o único para quem falei... e agora se vai...
– Eu vou ficar. — Kise sorriu.
– Parece que Murasakibaracchi te convenceu...
– Na verdade, foi você, Kise-san... — Himuro suspirou. — Me mostrou que sou eu que crio barreiras para mim, então decidi quebrá-las e andar por mim mesmo.
– Isso é bom, Himurocchi... fico feliz por você. — Himuro alisou o cabelo do loiro e segurou seu rosto, olhando em seus olhos de forma decidida.
– Kise-san, não importa o quanto se machuque hoje, prometa que fará tudo para ser feliz.
– Hein?
– Kise-san, eu sou um completo estranho para você, mas mesmo assim você fez coisas por mim que nem mesmo Taiga foi capaz de fazer. Kise-san, quero que seja feliz. — Himuro sorriu. — Graças a você eu entendi que amo Atsushi... e que quero ser feliz, então, Kise-san, quero te ajudar a ser feliz também.
– Himu... Himurocchi... — Kise sorriu e assentiu. — Sim, eu prometo! — limpou o rosto e riu. — E, bem, vamos aproveitar a festa, não?
– Sim! — Himuro sorriu, esperando que Kise recuperasse aquilo.
~x~
O casamento poderia ter sido julgado como o casamento mais lindo do século. Momoi estava simplesmente deslumbrante em seu vestido, estava linda em qualquer sentido, Aomine e seus amigos pareciam iluminados por alguma luz divina, muitas mulheres sentiram-se atraídas, outras lamentavam ter deixado Aomine escapar por seus dedos tão facilmente.
O homem negava, mas todos juravam ter visto seus olhos ficarem vermelhos quando Momoi chegou até si e sussurrou um pequeno e sincero "eu te amo", outros dizem que viram os olhos dele lacrimejarem, mas ele negava infinitamente que jamais acontecera. Enquanto Kise chorara copiosamente, apenas Himuro sabia o real motivo, mas ninguém pareceu se importar, pois ele dizia estar muito emocionado e aquilo parecia ser algo típico do loiro, entretanto, em algum momento da festa, ele sumiu.
Himuro estava em um canto observando Aomine discursar algo com Momoi em seus braços, já havia perdido os outros de vista, então ficou entre algumas pessoas observando Aomine parar algumas vezes o discurso para fingir uma tosse, quando na verdade queria esconder sua voz embargada. Momoi não se importou de chorar quando falou, Himuro até limpou o canto do olho em um momento, mas logo sentiu-se mal por Kise. Estaria ele vendo Aomine declarar seu amor por Momoi?
O casal dançou a valsa e todos aplaudiram, achando que formavam realmente um belo casal. E então chegou o momento mais esperado, quando Momoi jogaria o buquê de flores. Himuro riu vendo todas as mulheres e alguns homens ficarem atrás da noiva, que ria sem conseguir controlar.
E então ela jogou.
Himuro observou o percurso com um pequeno sorriso nos lábios, viu as mulheres ficarem afobadas e então viu mãos brancas pegarem o buquê. Seus olhos arregalaram e ele começou a andar em direção ao homem, que agora ria, mas era um riso triste e doloroso. Como não notavam aquilo? As pessoas riam e aplaudiam, uns tiravam fotos, Momoi gritava animada para o amigo enquanto Aomine dizia que não acreditava no que estava vendo.
– Até mesmo um idiota como eu pode casar, ok, Aominecchi? — Retrucou o loiro num riso que ficou entrecortado quando as lágrimas voltaram.
– Pois é! Eu concordo. — Himuro riu chamando a atenção dos outros enquanto passava o braço pelo pescoço do loiro. — E a chuva de arroz no casal?
Todos voltaram a atenção para o casal e Himuro puxou um Kise choroso para longe, saindo com ele da Capela, foram para um canto um pouco afastado e sentaram juntos num banco de cimento. Kise soltou o buquê nas pernas e colocou as mãos no rosto, seu choro era sufocante.
– Kise-san.
– Meu Deus, é a pior dor que já senti na vida. — Exclamou apertando o terno como se quisesse arrancar seu coração fora. Himuro realmente não sabia o que fazer e estava procurando palavras quando os outros jogadores da Geração dos Milagres se aproximaram, com exceção de Aomine e Momoi. — A-ah, pessoal...
– Kise, não precisa fingir mais. — Falou Kuroko com um pequeno sorriso enquanto alisava o cabelo loiro do amigo. — Nós sempre soubemos, só você que nunca notou isso... e, bem, o idiota do Aomine também nunca notou nada. — O menino sentou no pequeno espaço entre Himuro e Kise, excluindo o moreno, que não se importou, talvez os antigos amigos fossem bem melhores para fazer aquilo.
– Ki-chin... — Kise olhou para Murasakibara, que lhe ofereceu um espeto com morangos cobertos de chocolate. — Eu fui comparar para você. Não liga para o Mine-chin, você é melhor que isso. — Kise pegou o doce tentando controlar berrar num choro intenso.
– Kise, apesar de ser sempre um bobão, esse é um lado seu que sempre admirei, eu não esperava que chorasse hoje, mas acho que todos têm um limite, não é? — Midorima sorriu de canto e suspirou. — O Oha-Asa diz que sua vida será repleta de felicidades, não se preocupe tanto, ok?
Foi o limite. Se até mesmo Midorima estava apoiando-o, não aguentaria mais. Mordeu um morango e o engoliu contra sua vontade, tentando empurrar o choro em sua garganta.
– Gente, muito obrigado, mas acho que vou para casa...
– Eu te levo... — Sorriu Himuro, levantando-se. Todos olharam para Murasakibara, que não parecia concordar com a ideia. — É caminho para a minha casa mesmo.
– Ah, obrigado, Himurocchi, mas acho que preciso pensar um pouco... — O loiro suspirou e limpou os olhos, depois abraçou apenas o moreno, sabia que devia ser grato a todos, mas quem também precisava de um abraço era aquele moreno. — Faça certo dessa vez. — Sussurrou.
E então o loiro começou a caminhar em seus passos despojados de sempre e, quando Kise olhou para trás e lhes sorriu, viram a face daquele garoto sorridente de sempre, mostrando o quão belo podia ser a qualquer momento, entretanto, por suas bochechas coradas, escorriam grossas lágrimas, mesmo que seus lábios sorrissem de forma larga e confiante, mesmo que seus olhos brilhassem como se tudo estivesse bem e seus dedos mostrassem um "V" de vitória.
Himuro pensou que devia doer. Sorrir de forma tão alegre, mas soltando lágrimas tão dolorosas. E todos suspiraram, sabendo que aquele era Kise e ele não mudaria, ele sorriria sempre, mesmo que seu coração fosse arrando sem nenhuma piedade de seu peito, mesmo que perdesse tudo que julgasse precioso em sua vida.
Ele seguiria com aquelas lágrimas nos olhos, mas com o maior sorriso que pudesse.
O loiro não era apenas um copiador. Ele era um vencedor, mais do que qualquer um deles. Kise vencia por saber perder como nenhum deles jamais saberia.
– Bem... — Midorima arrumou seus óculos e suspirou. — Temos que ir para a segunda festa, não é? Eu já vou. — O homem de cabelos verdes começou a caminhar, mas não viram ele indo até a saída e sim até um certo escorpiano, que estava encostado em um canto da Capela com os olhos fechados. Midorima sorria, talvez sensibilizado pelo fim que o amor de Kise tomara, talvez não quisesse perder o que lhe era importante também. Himuro sorriu ao vê-lo selar de surpresa os lábios de Takao.
– É... — Kagami suspirou e olhou para Murasakibara e estendeu a mão com um pequeno sorriso. — Sinto muito. — E então Murasakibara deu um leve sorriso e apertou sua mão. — Cuida do Tatsu, ele é meio complicado, mas acho que você consegue. E, Tatsu... — Kagami olhou para o moreno e suspirou enquanto tirava o colar que sempre usaram. — Eu realmente agradeço por ter me ajudado quando éramos crianças, eu sei que as alianças não têm nada a ver com nosso relacionamento como namorados, mas bem... acho que você já não quer usar, então...
– Eu nunca disse isso. — Himuro sorriu. — Elas representam nossa infância, não é?
– Uhum. — Kagami riu baixo e voltou a colocar a corrente. — Obrigado e... espero que um dia possa me perdoar.
– Não sei se vou conseguir. — Himuro suspirou e depois bagunçou o cabelo do ruivo. — Liga para o Logan.
– C-como?
– Liga para o Logan. — O moreno suspirou e sorriu em seguida. — Sabe, ele devia gostar muito de você para trair minha amizade, e eu vi que se importou bastante... — E então uma ideia lhe veio em mente e ele riu travesso. — Eu tenho uma passagem para os Estados Unidos... se correr, você consegue pegar o avião, ele vai sair daqui algumas horas, na verdade...
– M-mas...
– Corre até a minha casa, em cima da mesa ao lado da porta, a passagem está lá... — Himuro tirou as chaves de sua casa do bolso e o entregou. — Manda um abraço para ele e diz que eu entendi e não estou chateado. Agora corre, Taiga, o piloto não vai ficar te esperando.
E então o ruivo pegou as chaves, riu e correu gritando um "obrigado". Kuroko observou a cena um tanto perplexo e desviou o olhar para Himuro, e então o moreno arregalou os olhos, notando que havia mandado o amor do garoto para o Ocidente. Mas a única coisa que ele fez foi suspirar e caminhar em passos lentos para longe e Akashi lançou um olhar intenso para Murasakibara, mas que demonstrava compreensão e aceitação, talvez tivesse notado que aquela era uma batalha que perderia, então não precisava lutar. Afinal jamais perdia.
Seguiu os passos de Kuroko e logo o alcançou e, juntos, caminharam para a saída da Capela.
– Estranho como isso parece um daqueles finais felizes dos filmes americanos. — Riu Himuro olhando para o maior, que puxava um pirulito do bolso e o colocava na boca após retirar o embrulho.
– Realmente, mas nem tão feliz... o Ki-chin saiu chorando daqui. E, sinceramente, de todos nós, ele era o único que realmente merecia sair sorrindo, Ki-chin é boa pessoa. — Murasakibara suspirou e começou a caminhar para o jardim da Capela e Himuro o seguiu. — Ele sempre foi irritante de um jeito que todos sentem falta quando fica tempo demais longe, e ele sempre se preocupou com todos, mas sempre teve olhos para o Mine-chin, em tudo, foi por ele que entrou no basquete até... — Murasakibara sorriu e Himuro notou que seus olhos estavam distantes. — Sinto saudades da Geração dos Milagres, às vezes. Nós éramos bem metidos e egocêntricos, porque nunca perdíamos, nem mesmo quando o Kuro-chin saiu... E, pensando bem, o único que sorria no time era o Ki-chin, pelo menos ele parecia se divertir bastante.
– Ele parece o tipo de pessoa que vê o lado bom de tudo... — Himuro suspirou. — E ele foi tão forte hoje... aliás, ele tem sido forte, vendo tudo entre o Aomine-san e a Satsuki-chan...
– Sim, Ki-chin é muito mais forte do que parece. — Murasakibara sorriu e parou em um banco em frente ao jardim. Era um belo jardim. — Senta aqui, Muro-chin.
– Ok... — o moreno sentou ao lado do maior e suspirou.
– Então vai ficar. — Murasakibara tinha um sorrisinho pequeno nos lábios.
– Bem, eu tenho uma faculdade para fazer. — Murasakibara arregalou os olhos e o encarou, já ia falar algo, mas Himuro foi mais rápido. — E, bem, se nossa proposta ainda estiver de pé, vamos morar juntos. E tenho que vender minha casa, tenho que fazer muita coisa aqui no Japão ainda. — Ele sorriu e balançou as pernas.
– Então vai mesmo morar comigo?
– Claro. — Himuro riu. — Se quiser, claro. — E então o moreno suspirou e segurou a mão de Murasakibara, entrelaçando seus dedos e olhou para os olhos lilás do maior. — Atsushi...
– Hum?
– Eu gosto de você. — O maior arregalou os olhos e ficou paralisado, sem saber o que falar. — Atsushi, me beija... — Sussurrou corando como jamais havia corado em sua vida. E ficaram naquele silêncio esmagador até o maior segurar seu queixo e lhe sorrir, não precisavam de mais palavras, nenhuma a mais. Atitudes eram necessárias agora.
– Muro-chin. — Foi a única coisa que o menor escutou antes de sentir aqueles lábios macios e doces contra os seus. Era apenas um toque delicado, calmo; Himuro passou os braços pelo pescoço do maior e moveram os lábios numa carícia gostosa antes de darem passagem para suas línguas se tocarem de forma apaixonada, ansiosas. Foi o beijo mais gostoso que já haviam dado na vida e sabiam que, depois daquele, vários outros superariam. Cada beijo seria o melhor após o outro.
Murasakibara se levantou e sorriu, puxou o moreno para seus braços e começou a mover o corpo devagar ao som da música da Capela, Himuro até pensou em abraçar os ombros de Murasakibara, mas não alcançaria, então abraçou sua cintura, sentindo o maior repetir o ato, de forma que ficou encolhido em seus braços, encostou a cabeça no peitoral largo e sorriu levemente, sabendo que aquele era seu lugar e não devia se preocupar com mais nada, muito menos com o amanhã.
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