Let Me Love You

11 Final - Let Me Love You


Notas iniciais
É... último capítulo T^T chegamos aqui... AAAAAAAAH, PORRA, VOU CHORAR, CACETE T^T Gente... aah... leiam ;-;


Por mais que você se culpe

Você não pode ser responsabilizado pela maneira que se sente

Não possui exemplo de um amor

Que foi remotamente real

Como você pode entender algo que nunca teve?

O apartamento era espaçoso, apesar de ter a sala e a cozinha paticamente em um único cômodo, o chão era de madeira e liso, havia apenas um sofá cinza na sala, que já dava como dois, uma mesa de centro preta, atrás do sofá, um tanto afastada, estava a mesa para as refeições, duas lâmpadas desciam do teto sobre ela, a mobilha da cozinha estava completa e era muito boa, olhando para cima podia-se ver a biblioteca, no teto havia uma janela, que arejava e iluminava muito bem o lugar, mas, no momento, estava apenas lançando uma luz prateada da Lua. Atrás da sala estava o último cômodo do lugar, que era a suíte, nela não havia nada além de uma estante para livros pregada à parede. Tudo era branco e preto naquele lugar, até mesmo a espaçosa varanda era branca e preta.

Himuro observava o lugar maravilhado. Era um belo presente dos pais de Murasakibara, só faltava pegar umas coisas e colocar, como cama e armário, mas essas coisas os pais do garoto decidiram pegar de casa mesmo, afinal seus móveis ainda eram novos.

– Aqui nesse painel podemos controlar a temperatura da casa, até a do chão... — Murasakibara sorriu apontando para um painel eletrônico ao lado da porta de entrada, totalmente animado, como se fosse um brinquedo eletrônico muito atrativo. — E acho que tem como fazer mais coisa, mas depois vamos ver direito. E então, o que achou?

– Nossa, é... perfeito. — Himuro riu e foi até o sofá, sentando-se, era tão macio e gostoso. Suspirou.

– É a nossa casa. — Murasakibara sorriu tirando a gravata e deixando sobre a mesa. Haviam acabado de voltar da segunda festa do casamento de Aomine e Momoi, iriam para casa, mas Murasakibara insistiu em mostrar o apartamento. — Eu fiquei surpreso quando meus pais me deram as chaves... não esperava, mas achei bem legal, é muito melhor do que eu esperava.

– Sim, realmente. — Murmurou Himuro.

– E ainda ficamos com aquele dinheiro que juntamos. — O maior sorriu animado. — Podemos começar a mudança amanhã...

– É, podemos. — Himuro suspirou e cruzou as pernas sobre o sofá.

– O que foi? Está tudo bem? — O maior se aproximou preocupado e sentou ao lado do moreno, colocando a mão sobre seu joelho e tentando olhar sua face escondida pelo cabelo.

– E-eu só... só estou feliz. — O moreno soluçou e depois riu, limpando pequenas lágrimas. — Estou me sentindo... uma pessoa normal de novo.

– Ei, vem cá... — Murasakibara puxou o moreno para um abraço confortável. — Agora vai ficar tudo bem e vamos ficar juntos. — O maior riu e beijou a testa do moreno. — Não precisa chorar mais.

– É... — O moreno abraçou mais forte aquele garoto que se tornara tão especial e sentiu seu cheiro, era doce e agradável, nada enjoativo. Ergueu o rosto para roubar um beijo do maior, mas este apenas riu e se levantou, esquivando-se do toque.

– Se quiser um beijo, conquiste. — Falou o maior piscando e Himuro deixou o queixo cair.

– Mas... — E então inflou as bochechas, agindo como uma criança, como geralmente Murasakiabara fazia, e foi até o maior ficando na ponta dos pés, mas nem chegou perto do queixo dele. — Você está colocando o queixo para cima!

– Não estou não. Está normal. — Murasakibara ria-se internamente, olhou para o maior, vendo aquela expressão irritada, era tão fofo, pegou um chocolate em seu bolso e abriu lentamente, ainda encarando os olhos escuros.

– Sabia que a diferença entre nós é de 25 centímetros? — Reclamou o menor observando Murasakibara morder o chocolate.

– Ninguém mandou ser pequeno.

– Você que é anormalmente enorme. — Falou Himuro, ficando vermelho com os pensamentos que tomaram sua mente, lembrando-se de que já havia visto o quanto Murasakibara era realmente anormal entre as pernas e não só na altura, mas logo os afastou os pensamentos errados. — Droga...

– Poxa, é assim que vai batalhar por um beijo? — Murasakibara fez um biquinho e Himuro sentiu ainda mais vontade de beijá-lo, foi quando teve a ideia de pular. Riu e colocou as mãos nos ombros do maior para ter apoio e pulou, aproveitando o salto para abraçar a cintura do garoto com as pernas, de forma que seu rosto ficou na mesma altura que o dele. Riu vitorioso e segurou o rosto de Murasakibara, que abraçou sua cintura.

– Consegui. — Sussurrou o moreno antes de selar seus lábios aos do maior, iniciando um beijo delicioso e com sabor de chocolate, que derretia entre suas línguas, abraçou o pescoço deste, saboreando aqueles lábios macios, sentindo o quanto aquele beijo estava ficando molhado e intenso, as mãos grandes e fortes de Murasakibara agora apertavam sua cintura, arranhou levemente a nuca dele e separou seus lábios. Estavam corados. — Atsushi... eu quero você. — Murmurou contra os lábios do maior, que apertou mais sua cintura e sorriu.

Lentamente Murasakibara o levou até o sofá e o deitou com cuidado, no mesmo instante ficaram sérios e o maior alisou o cabelo macio do menor, suas respirações estavam calmas, nada de pressa, nada de nervosismo, tinham bastante tempo e muito amor. E aquele era o momento pelo qual Murasakibara tanto lutara, agora tudo que queria era aproveitar e decorar cada segundo daquilo. Agora estava ali, com seu e somente seu Muro-chin. Sem outros homens, sem Kagami, apenas os dois e mais nada.

– Tive tanto medo de te perder... — Suspirou o maior encostando sua testa a do menor.

– Eu também, achei que depois de tudo o que aconteceu não ia querer mais olhar para mim... — Himuro engoliu em seco e suspirou pesaroso. — Me desculpe, Atsuhi... eu não queria...

– Ei, não pense nessas coisas agora, sim? — O maior sorria. — Agora está tudo bem e nós estamos aqui juntos... passado é passado. — E então uniu seus lábios para um beijo envolvente e necessitado, as mãos do menor o prendiam, loucas por todo o amor que aquele garoto pudesse lhe dar. Precisava sentir aquilo agora. — Muro-chin... eu te amo tanto, tanto, tanto. — O maior sorriu e Himuro ficou sem saber o que falar, ainda não se sentia tão seguro para falar aquilo, mas todo seu corpo foi desarmado quando escutou aquelas palavras saindo tão intensas daquele garoto.

Idiota, como consegue falar tão fácil sobre amor?, pensou estremecendo enquanto Murasakibara começava a distribuir beijos por seu pescoço. Como consegue me desarmar dessa forma? Como conseguiu destruir minha barreira, Atsuhi?, as lágrimas vieram, mas não se importou, deixou que escapassem. Estava tão feliz quanto podia estar.

– Tatsuya... — Ah, aquela voz rouca e sussurrada, aqueles toques delicados e decididos, aquela pessoa. — Eu vou te amar para sempre... — Como podiam palavras tão melosas e clichês soarem tão intensas e verdadeiras naqueles lábios? "Você está me fazendo cair de novo, Atsushi... cair por você", sua mente estava tão nublada.

Sentiu o maior começar a retirar sua roupa com certa paciência e cuidado, talvez um pouco receoso, sorriu e levou as mãos para as roupas do maior, retirando-as também. Pouco tempo depois estavam completamente nus e seus corpos se arrepiavam com o contato tão íntimo. Murasakibara deixou-se admirar todo o corpo de Himuro, achando-o ainda mais lindo do que todas as vezes que o vira. Alisou o peitoral musculoso, mas não avantajado como o seu e suspirou, descendo os lábios até lá e depositando beijos molhados, deixando que sua língua explorasse o lugar até encontrar o mamilo rosado do menor.

– Ngh... — deixou escapar quando sentiu o maior morder a carne sensível, fechou os olhos e mordeu o lábio inferior sentindo os lábios de Murasakibara provocarem tão bem um de seus mamilos enquanto sua mão tomava conta do outro. Foi então que notou que não estava se sentindo mal com aquilo, que estava sentindo vergonha como costumava sentir ao se despir em frente a um homem antes de começar a se prostituir, que sentia vergonha de soltar gemidos. Não sentia nada como o que costumava sentir ao se vender.

– Você é tão especial para mim... a pessoa mais importante... — Murasakibara sentia que seu coração explodiria a qualquer momento. Queria tanto que Himuro sentisse o quando o amava, o quanto o queria bem. Suspirou apaixonado e roçou seu corpo contra o do menor, sorrindo fraco ao notar o quão pequeno ele ficava em seus braços, mas não se demorou muito pensando no óbvio e distribuiu beijos mais atrevidos por aquele corpo, sorrindo ainda mais ao ver suas marcas ali.

Começou a descer os lábios pela barriga malhada, depositando beijos e mordidas, provocando com sua língua quente e molhada, de forma que onde passava o arrepio permanecia. Ia começar a distribuir beijos pela virilha do menor quando sentiu suas mãos parando-o.

– Atsushi... espera... — Himuro ofegava e estava completamente corado. Murasakibara ficou confuso ao ver o menor começar a se sentar, empurrando-o para que se sentasse também. Logo o moreno sentou-se sobre as coxas do maior e suspirou com aquele contato, não falou nada, apenas sorriu e selou os lábios do maior, começando um beijo mais agitado que todos os outros, moviam as cabeças com certa rapidez, ávidos para mais contato entre seus corpos e bocas, suas línguas batalhando como nunca antes.

As unhas de Himuro faziam algumas marcas na pele branca quando apertava os ombros do maior ou quando abraçava suas costas, deixando suas unhas deslizarem, enquanto Murasakibara alisava todo seu corpo, deixando vergões vermelhos, principalmente em suas nádegas, agora avermelhadas de tanto que Murasakibara as apertara e arranhara. Inconscientemente o moreno movia o corpo para cima e para baixo, roçando ainda mais seus corpos suados, insinuando coisas com seus movimentos e gemidos contidos.

– Aah... — Murasakibara gemeu surpreso quando o moreno rodeou seu membro com a mão e iniciou uma masturbação lenta, mas intensa, usando o pré-gozo de seu membro para facilitar os movimentos. Mordeu o lábio e sorriu fraco, as mãos de Himuro eram realmente boas. — Tatsuya... — Sussurrou ao pé do ouvido do moreno, sentindo-o estremecer em seus braços enquanto levava seus dedos aos lábios rosados e macios. Logo sentiu a língua tímida do homem tocar seus dedos, molhando-os.

Murasakibara afastou um pouco o rosto para observar a cena e teve de controlar-se para não gozar apenas com aquela visão e por Himuro ter aproveitado justamente aquele momento para provocar mais sua glande. O moreno ofegava enquanto lambia seus dedos, deixando que um pouco de saliva escorresse por seu queixo, seus olhos banhados em luxúria, seus cabelos sempre tão perfeitamente arrumados estavam um pouco desalinhados e estava corado.

– Tão lindo... — Sussurrou o maior retirando os dedos devagar.

– Estou morrendo de vergonha. — Admitiu o menor sorrindo feliz pelo sentimento.

– Não sinta, eu estou aqui. — Sussurrou Murasakibara lambendo o pouco de saliva que escorria para fora de seus lábios enquanto levava os dedos até a entrada do menor, rodeando o lugar devagar, sentindo-o apertar um pouco seu membro pela tensão que o tomara, Himuro gemeu baixo.

– É justamente por ser você... — Himuro sorriu fraco e olhou nos olhos de Murasakibara. — Mas estou feliz por ser você, Atsushi... — Roçou seus lábios nos do garoto e respirou fundo. — Pode colocar. — Murmurou sentindo sua face esquentar ainda mais e então tomou os lábios para mais um beijo envolvente enquanto aumentava os movimentos no membro rijo de Murasakibara, que ele sentia pulsar em sua mão.

Murasakibara ofegou baixo e apertou a cintura do moreno com uma mão enquanto introduzia um dedo dentro do mesmo, sentindo-o ficar tenso, então foi devagar, esperando que ele relaxasse para adentrar mais, seus dedos também eram longos, o que seria bom para preparar Himuro. O moreno estremecia toda vez que pensava no tamanho de Murasakibara, era realmente grande, como aquele garoto podia ser considerado um ser humano normal? Riu internamente com o pensamento de que, provavelmente, aquele era o maior que já havia visto e, com certeza, que o adentraria.

Após poucos movimentos lentos dentro do moreno, Murasakibara decidiu adentrar mais um dedo e Himuro gemeu mais alto, mordendo o lábio inferior e fechando os olhos com força enquanto o maior fazia movimentos circulares e de tesoura para prepará-lo melhor. Seus olhos se encontraram cúmplices e então um sorriso brotou em seus lábios, sentiam-se completos.

– Ei... — Himuro parou a masturbação em Murasakibara, que quase gemeu em protesto, mas ficou em silêncio esperando o que o moreno tinha a dizer. — Eu quero você agora. — O maior sentiu todo seu corpo reagir às palavras do menor e mordeu o lábio inferior, fazendo com que Himuro corasse ainda mais pela expressão de intensa luxúria.

Não era como das outras vezes que vira. Dessa vez Murasakibara simplesmente se tornara a luxúria em pessoa, seus olhos brilhavam de uma forma maliciosa, quase tão malicioso quanto seu sorriso contido por seus dentes, que apertavam a carne de seu lábio inferior. Sentiu os dedos longos de Murasakibara abandonarem seu interior e ofegou alto pela falta do contato, mas sabendo que algo muito maior e mais grosso entraria em si.

Himuro apoiou-se em seus ombros e subiu um pouco a cintura, posicionando sua entrada sobre a glande de Murasakibara, que segurava sua cintura para ajudá-lo, Murasakibara aproveitou seu pré-gozo para molhar mais a entrada do menor, que arfou e começou a descer, cravando as unhas nos ombros largos. Murasakibara grunhiu ao sentir seu membro ser esmagado pelas paredes quentes do menor, ofegou algumas vezes e apertou a cintura de Himuro ainda mais.

– Relaxa um pouco, Tatsuya... — Pediu mostrando um pouco da dor que sentia também, Himuro tinha pequenas lágrimas ainda nos olhos e então respirou fundo e tentou relaxar, Murasakibara não conseguiu evitar o gemido ao sentir o menor relaxar, de forma que conseguiu adentrar seu membro até a metade, começando a ficar louco com a temperatura daquele lugar.

– A-aai. — Himuro gemeu um pouco alto mordendo o lábio inferior em seguida.

– E-eu te machuquei? — Murasakibara estava pronto para sair de dentro do maior ao escutar o gemido dolorido e ver as lágrimas rolando lentas pelo rosto do menor.

– Es-está... tudo bem... ngh — Falou o moreno, mas a dor estava clara em sua voz. Murasakibara suspirou e começou a puxar a cintura do moreno para sair de dentro dele, mas antes que o fizesse, o moreno o parou. — Atsushi, vai doer sendo agora ou depois, então, por favor, vamos fazer isso, eu qu... quero... quero muito. — Na última parte o moreno corou e escondeu o rosto com as mãos.

– Tem certeza? Não quero te machucar. — Murasakibara suspirou e encostou a testa no ombro do menor, que o abraçou com força.

– Só confie em mim... — Sussurrou o moreno sorrindo em seguida ao sentir os braços fortes do maior rodearem sua cintura, apertando com força, logo Murasakibara ergueu o rosto e beijaram-se, de forma que os gemidos seguintes foram abafados pelos lábios conectados. Himuro apertava com força Murasakibara, relaxando apenas quando o maior estava completamente dentro de si. — Espera um pouco... — Pediu baixo e o maior assentiu, limpando as lágrimas de seu rosto.

– Por que está tão corado? — Riu o maior depositando beijos pelo colo do moreno, deslizando as mãos pelas coxas macias e roliças, subindo pelo tronco molhado de suor.

– É que... estava pensando... — Murmurou Himuro mordendo o lábio inferior e mexendo-se minimamente para sentir todo aquele tamanho dentro de si. — Você é tão grande... — Murasakibara corou e não falou nada, de forma que Himuro riu e gemeu em seguida ao sentir o maior atacar seus mamilos, apertou o cabelo lilás e ofegou baixo. — Seu ataque é gentil, Atsushi... — Murmurou entre gemidos arrastados.

As mãos do maior alisavam todo seu corpo, seus lábios o enchiam de marcas e saliva quente. Estava extasiado e começando a ficar inquieto, queria Murasakibara logo, queria senti-lo, queria tudo agora, num instante só. Suspirou e moveu-se devagar para cima, arrancando gemidos de ambos e repetiu o ato algumas vezes, tentando acostumar seu interior com a invasão.

– Aaah... — Um gemido mais arrastado saiu pelos lábios de Himuro quando este notou que toda a dor havia sumido e aquilo começava a ficar realmente bom. Sua cabeça pendia levemente para frente enquanto gemia baixo, ainda contido, às vezes observando Murasakibara ranger os dentes e arranhar sua cintura, ofegar e marcar mais sua pele com os dentes. — A-Atsu... — Mas não conseguiu completar o nome do maior, pois Murasakibara começou a estocar contra si, ajudando-o ainda mais na penetração. Gemeu alto jogando a cabeça para trás.

Agora os movimentos eram ritmados, tinham um envolvimento completo de seus corpos, que se moviam intensamente juntos, completos a sua forma, os vergões nas costas do maior apenas aumentavam, suas vozes agora tomando conta de todo o recinto. Himuro rebolava sobre o colo de Murasakibara, que deslizava as mãos por todo seu corpo, sentindo melhor aqueles movimentos, seus olhos não se desconectavam nem por um segundo.

Himuro empurrou o maior para que deitasse no sofá, mas sem que o contato entre ambos se desfizesse, Murasakibara arqueou as pernas e segurou a cintura do menor, enquanto este apoiava as mãos em seu peitoral e movia-se contra seu corpo, Murasakibara estocando-o com o apoio das pernas.

– Aaahn, aaah... M-ma... mais, Ats... aah — Himuro não conseguia controlar os gemidos que saiam altos e longos por sua garganta, sentia todo seu corpo queimar, como se estivesse em um forno, sentindo todo o calor do corpo de Murasakibara envolvê-lo. Louco. Murasakibara o deixava louco.

Inclinou-se para frente e encostou sua testa a de Murasakibara, empinando mais sua cintura para facilitar a penetração naquela posição, mas ainda movendo-se contra o corpo do maior, ofegando ainda mais por sentir seu membro sendo estimulado entre sua barriga e a de Murasakiabra, que agora apertava sua nuca com uma mão enquanto a outra apertava com ainda mais força sua bunda.

– Aaah... Tatsuya... — Murasakibara gemeu sentindo o moreno lamber seu pescoço enquanto rebolava em seu membro, deixando tudo aquilo ainda mais extasiante. Sentiu o moreno fazer marcas, arranhar seu peitoral e mover-se cada vez mais rápido, aproveitou para estocá-lo ainda mais fundo, quase urrando com o prazer que era o interior daquele moreno.

Não demorou muito e seus lábios se encontraram ainda mais luxuriosos e sedentos, loucos para mais contato, mais e mais e mais e muito mais. O máximo que pudessem extrair um do outro. Murasakibara arranhou as costas de Himuro quanto sentiu o menor contrair o interior com força, esmagando seu membro de uma forma extremamente dolorosa e prazerosa. Virou-se com o moreno no sofá, ficando por cima, apoiou as mãos no estofado e ofegando, olhou para o moreno, que lambeu os lábios e passou as pernas por sua cintura, apertando-o mais contra si.

– Vai, Atsushi, por favor... — Gemeu manhoso, quase implorando para que o maior continuasse, mas tudo o que Murasakibara fez foi lhe estocar lentamente, mas de forma profunda, roçando na parte mais sensível de seu interior. Jogou a cabeça para trás num grito mudo.

– Tatsuya... — Murasakibara gemeu o nome do maior de forma rouca, fazendo todo o corpo do menor arrepiar-se, fazendo com que uma intensa carga elétrica percorresse sua espinha. O maior abraçou Himuro por baixo das axilas, sentindo o mesmo abraçar seu pescoço e beijaram-se apaixonados, enquanto Murasakibara continuava com aqueles movimentos lentos e intensos, fazendo todo o corpo de Himuro corresponder aos seus toques.

Não era uma foda. Não era uma transa. Não era um sexo. Não era amor. Eram eles e apenas isso, juntos daquela forma extasiante e sufocante, compartilhando tantos sentimentos, alguns confusos demais, outros fortes demais, outros intensos demais, muitos apenas sentimentos. Eram desculpas silenciosas, eram carinhos ocultos, eram palavras não ditas, eram olhares cheios de significados, eram toques especiais. Amores escondidos.

– Tatsuya... — Daquela vez Himuro sentiu seu coração disparar, arregalou os olhos e apertou mais Murasakibara contra seu corpo, os movimentos não pararam, continuaram lentos, tocando os lugares mais sensíveis de seu interior, fazendo-o gemer baixo, mas mostrando extremo prazer, mas a voz de Murasakibara tinha carga de comprometimento, uma carga intensa de sentimento, de tudo que Himuro jamais escutara dos lábios de ninguém da forma que ele sabia falar. Porque era verdadeiro. — Eu te amo. — Foi apenas um sussurro seguido de um lindo e sincero sorriso.

Mais uma vez Himuro ficava sem palavras. Seus olhos agora enchiam-se de lágrimas e seus lábios curvavam-se no sorriso mais lindo que Murasakibara já vira em seu rosto, mas faltava algo. O maior levou a mão até o cabelo de Himuro e tirou seu cabelo de seu olho machucado, no mesmo instante o moreno virou o rosto com força.

Eu consigo ver a dor por trás dos seus olhos

Está aí há algum tempo

Eu só quero ser aquele que te lembrou o que é sorrir

Eu gostaria de te mostrar o que o verdadeiro amor pode fazer realmente

– Não! — Exclamou assustado e então o maior suspirou e forçou seu rosto a virar, segurando-o pelo queixo. E então beijou a queimadura, depositou vários beijos no local e então olhou para um Himuro choroso.

– Você é tão lindo, Tatsuya... você não tem noção do quanto é lindo. — Murasakibara sorriu e acariciou a face do moreno. — Eu amo você do jeito que é, ok? Não quero que me esconda mais nada, quero saber tudo sobre você, quero saber o que acontece a cada segundo da sua vida. — Murasakibara sentiu um nó na garganta, todos os seus sentimentos atingiam seu peito sem que ele pudesse controlá-los. — Me deixe ser o único em sua vida, o único em seus pensamentos, o único em tudo. O primeiro. Me deixe ser sua vida como você é a minha e eu serei o homem mais feliz da face da Terra, Tatsuya...

– A... Atsushi... — O sussurro foi tão baixo e entrecortado que Himuro foi perceber apenas ao escutar sua voz o quanto estava envolvido com aquele garoto, o quanto ele era muito mais importante para si do que pensava.

– Shhh... só me deixe te amar. Me deixe te mostrar o quanto você é tudo para mim, me deixe te mostrar que sou seu... — Murasakibara segurou o rosto do moreno e voltou a beijá-lo, estocando-o com força, fazendo-o gritar de prazer contra seus lábios.

– Aaaaah! Hãã... aaahn... nhgg! — Himuro estava com as costas arqueadas e a cabeça jogada para trás enquanto arranhava com força as costas do maior, que observava suas reações com as mãos apoiadas no estofado, apertando-o com força para extravasar seu prazer, grunhindo alto. O barulho de seus corpos era alto, fazendo-os revirar os olhos com o prazer intenso de seus movimentos rápidos e fortes, já haviam perdido o controle.

O controle de tudo. O controle de seus corpos, de suas vozes, de suas palavras, de seus sentimentos, de seu amor.

Murasakibara sentiu que estava perto do orgasmo e começou a masturbar o menor, sentindo-o levar uma mão até seus cabelos e puxá-lo, para em seguida inclinar-se para frente e beijá-lo com luxúria e paixão, explorando cada cantinho da boca do maior, sem se importar com a saliva que escorria entre seus lábios. Moviam-se juntos, separando os lábios apenas para pegar mais ar e voltar ao beijo intenso, Himuro sem conseguir deixar de marcar o corpo a frente e puxar aqueles fios claros, Murasakibara tentando organizar os pensamentos sem conseguir nenhum resultado.

E então sentiram espasmos intensos em seus corpos, Himuro voltou a cair para trás, colocando ambas as costas das mãos sobre a testa enquanto gemia alto o nome do maior, que estava de joelhos segurando sua cintura a mesma altura da dele e estocando-o profundamente, deliciando-se com a imagem de Himuro tão entregue.

Gritaram o nome oposto ao chegarem ao limite do prazer. Ofegando como nenhum jogo na vida os fizera ofegar, ainda gemendo e soltando palavras desconexas, Murasakibara ainda movia-se lentamente dentro do menor, parando aos poucos, até parar completamente e sair devagar, fazendo ambos gemerem com a falta daquele toque tão delicioso.

Murasakibara continuou ali, com as mãos espalmadas no sofá enquanto observava Himuro ainda tentando controlar controlar a respiração, enquanto seu peito subia e descia. Murasakibara lambeu os lábios notando o quanto ele sujo de sêmen era sexy de alguma forma, tão entregue daquela forma. Sorriu de canto perguntando-se qual seria o sabor daquele líquido viscoso em sua barriga e desceu os lábios até lá.

– Itadakimasu.

– A-Atsushi, o qu-que está fazendo?! — Himuro perguntou completamente corado enquanto observava o garoto de cabelos lilás lamber todo seu orgasmo que havia respingado em sua barriga, estremeceu observando a língua do maior deslizando por sua barriga e pegando tudo. Depois Murasakibara sorriu olhando em seus olhos e lambeu o canto dos lábios, que ficara sujo pelo sêmen do menor.

Himuro tampou o rosto com as mãos para que o menor não visse a coloração de seu rosto.

– Ah, Muro-chin... — Sussurrou o maior ficando mais perto do menor, sussurrando em sua orelha. — Sabe, Tatsu... eu sou viciado em doces e salgadinhos, não consigo ficar muito tempo sem comê-los... e ao que parece eu acabei de viciar no seu sabor... Sabe o que isso quer dizer? — A última pergunta foi feita de forma rouca, seguida de uma lambida no lóbulo da orelha do menor, que sentiu seu corpo aquecer completamente. — Quer dizer que você vai ter que satisfazer meu apetite com muita frequência...

– Você era mais inocente há um tempo atrás. — Himuro falou com o rosto ainda escondido e Murasakibara riu. — Pervertido.

– Você não viu nada, Tatsu... — O maior gemeu rouco mordendo a carne branca do pescoço do menor. — Ah, te desejo tanto.

– Atsushi, estou com vergonha... — Murmurou o menor, virando-se de costas para Murasakibara, de forma que este não visse seu rosto.

Erro. Grande erro, Himuro Tatsuya. — Ou não.

Murasakibara lambeu a nuca do menor, que arfou baixo sentindo o maior lamber o morder suas costas. — Sabe... — Sussurrou Murasakibara rente a sua orelha, roçando seu membro mais uma vez ereto contra as nádegas do menor, que estremeceu, sentindo seu próprio membro ganhar vida. — Essa é uma boa posição. — Himuro soltou um grito um tanto gemido e arrastado quando Murasakibara o penetrou de uma vez só.

É, a noite ainda estava na metade, mas Himuro não precisava saber disso agora.


~x~


Murasakibara alisava o cabelo preto do menor com um pequeno sorriso nos lábios enquanto comia pocky sentado ao chão. O moreno ressonava baixo ainda deitado no sofá, coberto por seus ternos, estava um pouco encolhido, mas o maior tinha total visão de seu rosto, movia lentamente os dedos pelo cabelo macio, um pouco sujo por terem suado muito na noite anterior.

Devia acordá-lo, mas não conseguia parar de admirar aquela face a sua frente, sabendo que era com aquela visão que queria acordar todas as manhãs. Até parecia um sonho, desde as palavras aos atos. Tudo, mas não, era real. Um sorriso bobo tomou conta dos lábios do maior, mesmo tentando controlá-lo com uma mordida no lábio inferior, o sorriso logo se transformou numa risada baixa.

Estava perdido em pensamentos quando seu celular começou a tocar, pegou-o rápido para não acordar Himuro e se afastou para a janela, colocando a cabeça para fora, assim sua voz não acordaria o moreno.

– Moshi, moshi? — Murmurou.

Murasakibara...– Era a voz de Kagami.

– Como você tem meu número? — A voz de Murasakibara não era irritada nem calma, era razoável.

Pedi para o Kise... – O ruivo suspirou. — Só quero te dizer umas coisas...

– Pode falar.

E-eu... olha, sobre aquela aposta, eu não queria apostar realmente, acho que o Tatsuya tem muito mais valor que isso. Eu sei que errei muito com ele e muito feio, errei contigo e com praticamente todas as pessoas que já estenderam a mão para me ajudar. Não estou dizendo que me orgulho disso...

– Não devia mesmo.

Me deixa terminar. – Kagami, por incrível que pareça, deu uma leve risada. — Eu só queria agradecer a você e ao Tatsu por tudo que fizeram por mim quando eu nem ao menos merecia.

– Não fiz nada. — Murasakibara bufou.

Me jogou umas verdades na cara. Isso foi bom... e... bem, queria te pedir, apesar de que já ache que esteja fazendo, para cuidar do Tatsuya como eu não soube cuidar. – Murasakibara sorriu e olhou para o moreno deitado calmamente sobre o sofá. — Ele é muito especial, espero que um dia possamos todos nos reunir de novo como amigos.

– Sabe, não gosto muito de você, Kagami. — Admitiu Murasakibara vendo Himuro abrir lentamente os olhos, caminhou até o moreno de olhar confuso e o abraçou com carinho. — Mas espero que possamos nos reunir um dia também... e eu vou cuidar do Muro-chin sim... afinal eu o amo. — Himuro estremeceu e encolheu-se. Quantas vezes Murasakibara pretendia acabar com suas forças? — Espero que tenha sorte nos Estados Unidos, estamos torcendo por você.

Muito obrigado. Boa sorte com o Tatsu também... e, Murasakibara... obrigado, por tudo.

– Eu fiz por ele.

Justamente por isso que agradeço.– Kagami suspirou. — B-bem... vo-vou desligar.
– O Logan?

É... – Himuro pegou o telefone e sorriu.

– Boa sorte, Taiga. — Murmurou antes de desligar na cara do amigo de infância.

– Ohayooo, dorminhoco. — Brincou Murasakibara apertando o nariz do menor, que apenas bocejou e encostou a cabeça no peitoral do maior.

– Estou com fome. — Falou manhoso e Murasakibara beijou sua testa.

– Comprei algo para você comer, mas antes vá tomar banho, ok? — Pediu o de cabelos lilás. — minha mãe trouxe uma muda de roupas para mim, tem uma toalha para você também.

– Ah, ok... — O moreno tentou levantar, mas sentiu uma dor intensa e, por reflexo, colocou a mão na bunda, corando em seguida. — Droga...

– Eu te machuquei? — Murasakibara se levantou preocupado, encarando preocupado o menor, se aproximou para ajudá-lo, mas Himuro afastou suas mãos.

– Atsushi, é uma situação meio constrangedora, sabe... — Murmurou olhando para outro lado, puxando um dos ternos para cobrir seu corpo. Tentou dar passos para ir até o banheiro, mas quase caiu. Murasakibara o segurou e suspirou.

– Eu estou preocupado...

– Não machucou, mas... — Himuro corou fortemente e continuou a caminhar com a ajuda do maior. — Nós fizemos muito... e você não é nada pequeno... na verdade, é muito anormal para um japonês...

– Gomen. — Murasakibara parecia realmente lamentar, como uma criancinha que se desculpa por ter comido o doce da festa.

– Ei, baka, não precisa. — Himuro sorriu. — Eu gostei. — O moreno virou-se para o maior na porta do banheiro e olhou em seus olhos. — Me dê um beijo de bom-dia.

– Ah, claro! — O maior segurou o rosto do moreno e sorriu, selando seus lábios com cuidado e carinho, um beijo apaixonado, mas lento e suave. Tão bom. — Agora vá tomar banho, vou esquentar sua comida, já está tarde e precisamos pegar umas coisas se já quisermos morar aqui a partir de hoje.

– Hai, hai... — Himuro apenas sorriu fechando a porta. — Atsushi... — sussurrou colocando os dedos sobre os lábios, ainda sentia os lábios formigando pelo recente beijo. Olhou-se no espelho e viu seu rosto corado, viu as marcas da noite que haviam tido e suspirou. Apaixonado, era tão bom estar daquela forma novamente, principalmente quando sabia que era recíproco.
Tomou um banho lento, mas não muito demorado, seu corpo estava dolorido, mas era tão gostoso, sentir todas as marcas de Murasakibara, sentia-se tão completo. Sorrindo, saiu do banheiro com a toalha que o maior havia deixado no banheiro para ele enrolada na cintura, logo sentiu outra sobre seus cabelos e Murasakibara começou a secá-los. Sorriu.

– Muro-chin, sua comida está na mesa, se troque, come tudinho e espere, vou numa loja de conveniência que tem aqui perto. — O maior depositou um leve selo na bochecha de Himuro.

– Quando eu voltar vamos buscar umas coisas.

– Ok, vou terminar tudo até lá. — Confirmou com um pequeno sorriso observando o maior caminhar lentamente até a porta, mas, antes que ele chegasse até lá, Himuro correu até ele e o abraçou com força. — Atsushi... — Olhou para cima e sorriu fraco, corando. — N-nós...

– Nós...? — Murasakibara esperou, mas o moreno não falou mais uma palavra sequer. Murasakibara sorriu. — Quando eu voltar, eu termino essa frase.

Himuro arregalou os olhos e deixou que o maior sumisse pela porta, mas não pôde evitar sorrir pelos sinais de seu corpo, as borboletas na barriga, o tremor nas pernas, a falta de fala, o sorriso pequeno e sincero, mas mãos unidas em nervosismo, o rosto corado... As reações de uma pessoa apaixonada.

Sim, estava apaixonado por Murasakibara. Gostava dele. Amava-o.

Notas finais
Hehe, até o Epílogo! E, SIM, essa fanfic foi baseada em Let Me Love You do Ne-Yo! u-u porque ele é lindo e foda. Aliás, tem fic nova! http://fanfiction.com.br/historia/494248/Winter_-_Cold_and_Lovelly/ ^^