Let Me Love You
8 Cap. 7 - Jealousy
Notas iniciais
Himuro esperou que todos sentassem para escolher um lugar, decidindo que ficar entre Aomine e Midorima era o mais seguro, pareciam os mais normais da mesa. Sentou-se sendo encarado pelos outros depois, mas apenas riu fraco e chamou um garçom.
– Não sabia que você era tão bom com roupas, Muro-chin. — comentou Murasakibara tentando iniciar uma conversa na mesa. O moreno deu um gole em sua bebida e deu de ombros.
– Quando eu estava no terceiro ano quis fazer moda, então fiz muitos cursos. — riu. — Meus pais achavam que eu tinha nascido no corpo errado.
– E o que você acha? — Perguntou Akashi com ironia na voz.
– Que nasci no corpo perfeito. — sorriu o moreno arqueando uma sobrancelha, enquanto molhava os lábios numa lambida lenta, que arrepiou o corpo de quase todos na mesa, menos Aomine, que sempre gostou de mulheres, apesar de andar com homens que sempre gostaram das duas partes da laranja.
– Eu concordo... — comentou Kagami, recebendo um olhar furioso por parte de Murasakibara e assassino por parte de Kuroko.
– Mas enfim, Midorima, como foram as provas? — Himuro olhou para o de cabelos verdes que bebericava sua bebida.
– Fui bem, acho que passei. Os resultados saem essa madrugada. — Sorriu. — Takao acha que passou também. E vocês?
– Acho que passamos. — Disse Murasakibara dando um grande gole, deixando sua bebida pela metade. — Espero que sim.
– Você prestou para o quê, Murasakibaracchi? — Kise girava seu copo olhando para o maior.
– Engenharia Computacional. — todos encararam o maior completamente sérios. — Eu sei que não combina comigo.
– Nem um pouco. — Riu Kise dirigindo o olhar para Himuro. — Aposto que prestou para Moda!
– Na mosca. — riu o moreno sendo acompanhado pelos outros.
– Eu realmente gostei de como nos vestiu hoje, se quiser mesmo ser bem sucedido nessa área, posso te apresentar contatos. — Kise piscou. — Afinal sou o modelo mais famoso do Japão. — Viram o olho de Himuro brilhar e riram. — Você desenha?
– Sim... — sorriu fraco.
– Ele desenha muito bem. — Kagami sorriu. — Eu lembro que ele costumava desenhar as pessoas na rua, até me desenhou umas vezes, mas a maioria eram roupas, umas eu achava estranhas, mas todas as mulheres amavam. — Himuro riu assentindo, Murasakibara não conseguiu evitar o ciúme, mas não demonstrou, apenas continuou bebendo. — Uma vez ele desenhou uma roupa para eu ir ao teatro, acho que foi a roupa mais bonita que já usei.
– Ah, não é para tanto, Taiga. — Himuro corou balançando a cabeça.
– É sim, você tem talento. — Kagami sorria e tudo o que Murasakibara queria fazer era quebrar todos aqueles dentes branquinhos e certinhos com um belo soco.
– Falando em talento... — Kise olhou para Aomine e sorriu. — Podíamos jogar uma partida para lembrar os velhos tempos qualquer dia, não?
– Verdade, ia ser bem legal... — Aomine falou pensativo. — Podíamos usar aquela quadra, lembra? Perto da Teiko! — os garotos riram animados em exclamações afirmativas e Murasakibara se levantou no meio da animação e foi até o balcão pedir mais uma dose de sua bebida e uma rodada de cerveja para a mesa onde estavam.
– Iiiisso, Murasakibara! — Exclamou Aomine rindo alto. — Um homem que pensa nessa mesa. — logo todos estavam com canecas de vidro enormes cheias de cerveja.
E a conversa fluiu juntamente com a bebida, toda hora o garçom enchia novamente o barril que usavam de cerveja. Acabaram descobrindo muito uns sobre os outros e a conversa realmente estava divertida. Himuro notou que o bar que haviam escolhido era muito bom, tinha um clima de vinkings e família, mas descontraído, aberto a qualquer público, de bebida e mulheres, era o tipo de lugar que gostaria de frequentar aos sábados a noite. E tocava rock de todos os tipos ali, as pessoas eram bonitas e cheias de estilo.
– Como conheceu Murasakibara? — Kuroko olhou para Himuro, todos olharam para o moreno, que encarou Murasakibara e riram juntos. Himuro deu mais um gole em sua batida e suspirou.
– Numa balada. — deu de ombros. — Eu estava dançando e ele olhando, aí conversamos e viramos amigos...
– Só amigos? — Akashi arqueou a sobrancelha, estava um pouco alto já.
– Uhum, só amigos. — Himuro riu terminando sua bebida de um só gole. — Nós temos uma amizade financeira também. — Murasakibara riu sendo acompanhado pelo moreno. — Temos planos de morar juntos para dividir um apartamento caso passemos na faculdade, mas não passa disso. — O moreno chamou o garçom com o dedo e o homem logo parou ao seu lado. — Pode me servir uma daquelas com vinho, morango e champanhe? Esqueci o nome... — sorriu de canto como forma de desculpa e colocou a nota no bolso do jaleco do homem.
– Claro, só um minuto. — O homem sorriu e se afastou, virando-se para olhar Himuro várias vezes.
– Você fica seduzindo as pessoas o tempo todo? — Kuroko arqueou as sobrancelhas como se quisesse expressar que aquilo era ridículo, Himuro apenas riu e apoiou a cabeça na mão, bebericando sua cerveja.
– Só quando isso pode me trazer benefícios. — riu da expressão dos outros. — Só esperem...
– Aqui, sr...
– Pode me chamar de Tatsuya, só Tatsuya, sem senhor.. — o moreno piscou sorrindo de canto, só faltou o garçom babar. Murasakibara quase socou o garçom também, mas estava começando a ficar preocupado com o calor que sentia entre as pernas.
– A-ah... Tatsuya... — o garçom riu colocando a bebida a sua frente, o moreno pegou o canudinho com os lábios e sugou o líquido. — E, bem, estava pensando se não gostariam de uma rodada da bebida que quiserem por conta da casa. — o garçom deu de ombros sem conseguir desviar os olhos de Himuro, que deixou a bebida escorrer um pouco por seus lábios e os lambeu em seguida, mordiscando o inferior. — Ou duas...
– Nossa, quanta gentileza! — Himuro sorriu animado. — Acho que vamos aceitar sim, quando decidirmos podemos te chamar?
– Ah, sim, a hora que quiser... meu nome é Ren...
– Ah, prazer, Ren! — Himuro sorriu. — Vamos chamá-lo então... — o garçom acenou e se afastou tropeçando uma vez ao olhar para trás e notar que Himuro ainda o encarava.
– Wow... — falou Kise encarando o moreno. — Isso foi demais! — todos riram, com exceção de Murasakibara e Kagami.
– É fácil, só notar qual é a pessoa que está te olhando mais e como está te olhando. — Himuro passou os olhos por Murasakibara, que desviou o olhar rápido. — Se a pessoa desviar o olhar, é porque está sem coragem de dizer que te deseja muito naquele momento. — Seus olhos passaram por Kagami, que o encarava com olhos felinos. — Se te encarar, é porque te quer e vai fazer o que puder para conseguir... — Himuro riu e olhou para Kise. — O Ren estava me encarando.
– Bela técnica. Mas e se ele desviasse o olhar?
– Então eu iria até lá pedir a bebida e daria em cima dele até conseguir nossas rodadas. — deu de ombros, arrancando mais risadas dos outros.
Acabaram pedindo petiscos para acompanhar a cerveja, alguns estavam um tanto alegres, Akashi estava quase bêbado, Kuroko às vezes tinha lampejos de consciência, Midorima estava alegre o suficiente para rir alto e folgar a roupa, Kagami já começava a dar em cima de Himuro descaradamente, Aomine apenas ria e falava "Satsuki vai me matar", Kise dançava na cadeira de uma forma estranha, às vezes acompanhando o cantor nas músicas, mas errando as letras e rindo a toa, Murasakibara era o mais quieto, mas estava se mexendo muito e muitas vezes fechava os olhos, o que estava chamando a atenção de Himuro, que ria e contava história, levando os outros a risadas histéricas, principalmente quando eram histórias sobre Kagami.
Até mesmo Akashi havia entrado nas histórias, falando várias sobre Murasakibara e então todos começaram a contar histórias constrangedoras uns sobre os outros e as risadas mais altas vinham daquela mesa, mas também era a mesa que mais gastava e acabaram contagiando todo o bar. Mas Himuro começava a sentir ciúmes das coisas que Akashi falava, como coisas sobre a cueca da sorte de Murasakibara, nem ao menos sabia que ele tinha uma!
Foi justamente naquele momento que notou que conhecia pouco sobre o maior e sentiu-se mal, como podia pensar que estava começando a gostar dele se conhecia tão pouco ao seu respeito? Será que ele estava se sentindo assim também quando Kagami falava sobre ele?
– Lembro de uma vez que o Himuro estava andando de patins... — Kagami falava entre risadas embriagadas, sendo acompanhado pelos outros, o moreno olhou para Murasakibara quando as risadas explodiram, este suspirou e olhou para o lado, levantando-se para pedir mais alguma bebida.
– Se eu fosse você, iria atrás dele. — cochichou Aomine sorrindo fraco. — Eu conheço o Murasakibara, sabe... ele não costuma ficar para baixo com uma provocação tão infantil. — Himuro arregalou um pouco os olhos depois assentiu, enquanto se levantava.
– Aonde vai, Tatsu? — peguntou Kagami encarando-o.
– Vou ver se está tudo bem com o Atsushi. — falou, fazendo os outros arquearem as sobrancelhas quando falou o nome do maior. — Acho que ele está passando mal...
E então se afastou com seu copo, viu Murasakibara sumir pela porta do bar e o seguiu, quando saiu viu-o encostado na parede bebericando sua bebida e olhando para o céu. Sorriu fraco e ficou ao seu lado, o maior o observou com o canto do olho e voltou a observar as estrelas.
– Não devia estar lá escutando o que o Kagami fala de você? — perguntou Murasakibara e Himuro suspirou.
– Eu já sei o que ele está falando... — deu de ombros. — Mas e você? Parece que Akashi sabe bastante sobre você, né...
– Cresci com ele. — Murasakibara deu de ombros.
– Entendo... — Himuro balançou sua bebida e suspirou, ajeitando seu cabelo. — Ele parece ter bastante ciúme. — riu fraco.
– Ele tem... — Murasakibara deu de ombros tomando o resto de sua bebida. — Mas eu não ligo, o lance entre nós é passado.
– Por que terminaram? — Himuro olhou para o maior, realmente interessado em saber, afinal Akashi era lindo e parecia ter classe.
– Ele queria ser meu dono. — Suspirou passando as mãos pelo rosto depois de jogar o copo descartável no lixo. — Eu não quero ter dono, quero um companheiro.
– Ah, ele é possessivo. — Himuro riu também terminando sua bebida.
– Uhum... — Murasakibara sentou-se no chão com as pernas estendidas e brincou com a barra de sua camisa listrada. — Belo poder de sedução você tem.
– Por que acha que sou o mais caro? — riu o moreno, mas o maior não o acompanhou. — O que você tem?
– Ciúme. — o maior deu de ombros e Himuro olhou para outro lado.
– Da outra vez que sentiu ciúme sua atitude foi diferente. — riu baixo. — dessa vez me deixou no ninho da cobra.
– A cobra era diferente dessa vez... era uma cobra que já tinha te picado, dessa vez você já conhecia o veneno. — Himuro olhou para baixo, encarando os olhos do mais novo. — E esse veneno chegou ao seu coração, não posso competir contra isso. — riu triste. — E parece se divertir muito mais com ele do que comigo.
– Sabe, você é mesmo um idiota. — O moreno ficou irritado, será que ele não havia escutado da outra vez que não amava mais Kagami? Será que já não mostrara o suficiente?
– Muro...
– Esquece, eu vou para a minha casa, ou melhor, vou trabalhar, né, ver se ainda tem algum cara interessado. — resmungou voltando para dentro do bar. Olhou o relógio, ainda eram dez horas, ainda era cedo, apesar de parecer mais tarde, daria para vestir uma roupa mais simples, dançar e deitar com algum cara qualquer.
Dessa vez estava decidido, queria fazer sexo não importava com quem fosse. Fazia tempo demais que estava na seca e agora nem Murasakibara o impediria, sem contar que precisava descontar toda a frustração que andava sentindo em algo e, com certeza, nada melhor que sexo. Sexo selvagem.
– Gente, eu já vou. — sorriu para os homens, e cumprimentou cada um deles, pegando sua mochila em seguida.
– Mas... o que houve? — perguntou Kise.
– Nada. — sorriu o moreno tentando ser simpático. — E eu tenho que resolver umas coisas do trabalho que esqueci... — Olhou nos olhos de Kise, que entendeu e disfarçou, acenando.
– Quer que eu te leve? — ofereceu Kagami, quando Himuro olhou em seus olhos entendeu tudo. Kagami pagaria sua noite.
– Eu agradeceria.
~x~
Himuro chegou à Casa e sorriu para a Madame, que viu Kagami e não entendeu bem, mas lhe entregou a chave e Himuro subiu as escadas, algumas pessoas estranharam não ser Murasakibara a acompanhá-lo. Mas não deu a mínima, continuou subindo, tentando não pensar na merda que estava fazendo.
– Não achei que seria assim nossa próxima vez... — comentou Kagami trancando a porta do quarto e sorrindo para o moreno que já se despia. — Mas, de alguma forma, isso torna tudo mais excitante.
– Por que você não faz mais e fala menos? — Himuro sorriu de canto sentando-se na cama já nu. Kagami sorriu e tirou a roupa, Himuro olhou-o de alto a baixo, tinha evoluído bastante o corpo, estava muito bom, mas não tão bom quanto Murasakibara.
– Gosta do que vê?
– Dá para o gasto. — deu de ombros e suspirou. — Vai querer enrolar como sempre ou vamos começar logo isso?
– Sempre trata seus clientes assim? — Kagami sentou atrás do moreno e começou a distribuir beijos por seu pescoço, enquanto alisava o membro do menor. — É tão rude.
– Geralmente meus clientes não são ex-namorados filhos da puta que me deixaram na merda. — ironizou, gemendo quando o maior começou uma masturbação lenta, marcando seu pescoço ao mesmo tempo.
– Ah, sim... mas eu sei que nunca me esqueceu, Tatsu... — Kagami o segurou pela cintura e o deitou de bruços, começando a lamber suas costas, distribuindo beijos pela carne branca e macia. — Senti sua falta...
– Não me venha com romantismo. — rosnou o moreno, Kagami apenas riu roçando seu membro na entrada do menor, que gemeu manhoso, rebolando contra o falo molhado do ruivo. — Na gaveta tem camisinha e lubrificante. — informou ofegando baixo, observando Kagami logo pegar ambos. Escutou-o rasgar a embalagem da camisinha e gemer baixo enquanto a colocava.
– Você está sem marca nenhuma... — comentou o ruivo alisando seu corpo enquanto molhava os dedos com lubrificante.
– Faz tempo que não vendo meu corpo. — explicou num suspiro. — Como eu disse, eu e Murasakibara temos uma amizade financeira.
– Hum... é bom saber. — Kagami sorriu penetrando dois dedos em Himuro, que gemeu alto jogando a cabeça para trás e arregalando os olhos. — Ah, Tatsuya, gosto dos seus gemidos. — O ruivo ofegava e movia os dedos no interior do moreno, que gemia e rebolava. Sabia que Murasakibara podia nunca mais encará-lo, era seu segundo erro e talvez não houvesse uma terceira chance.
– Taiga, vai logo. — gemeu manhoso empinando mais a bunda enquanto apertava os lençóis. Kagami apertou sua cintura e ofegou alto quando sua glande começou a penetrar o moreno, que mordia o lábio inferior para controlar um pouco os gemidos de dor. Tantos meses sem sexo acabaram desacostumando seu corpo.
Kagami o penetrou por completo e parou, ofegando alto, depois desceu o rosto e voltou a beijar seu pescoço e nuca, deixando mordidas em seus ombros, deixando marcas onde podia, Himuro até pensou em protestar, mas não adiantaria nada, provavelmente Murasakibara já sabia onde estava e com quem estava. Fechou os olhos e rebolou contra o membro do ruivo, que entendeu sendo um sinal para mover-se.
– Ah, Tatsu... — gemeu baixo o ruivo, apertando seu cabelo com uma das mãos começando a mover-se, seu falo era apertado pelo interior do moreno, lhe causando certa dor e prazer ao mesmo tempo. Movia a cintura devagar, penetrando fundo no interior do menor, apenas para prepará-lo. Gemiam juntos, saboreando o prazer do momento, Himuro empinando cada vez mais sua cintura para sentir mais de Kagami.
– M-mais! — gemeu quando não aguentava mais aquela lenta tortura. Kagami segurou sua cintura com força e começou a estocá-lo mais rápido, fazendo seu corpo se mover sobre a cama, sentia o suor escorrer por seu corpo, o calor o dominava e o prazer o fazia soltar gritos. Kagami era bom no que fazia, nunca poderia negar, mas pensava que Murasakibara devia ser muito melhor.
– Ah, merda. — Kagami gemia contido, estocando cada vez mais fundo o moreno abaixo de si. Saiu de dentro do menor, que gemeu em reclamação, mas Kagami apenas o virou de frente para si e voltou a penetrá-lo com força e rapidez, já estava descontrolado e sentia muita falta daquele moreno.
Himuro cravou as unhas nos ombros do maior e apertou sua cintura com as pernas, sentindo-o penetrá-lo mais fundo e mais forte a cada estocada. Gemia alto palavras desconexas, sentindo o ruivo lhe beijar o pescoço e marcá-lo, marcando seu peitoral, mordendo seus mamilos, estava extasiado. Mas, quando abriu os olhos, viu Murasakibara a sua frente, estocando-o e sorrindo pervertido.
Ficou assustado, mas o maior o tocou em um ponto muito sensível, fazendo-o gemer ainda mais alto, acabou indo para frente e abraçando-o, enquanto arranhava suas costas e gemia mais alto, movendo sua cintura contra a dele, de forma que era sempre tocado naquele lugar que lhe dava mais prazer. Puxava seu cabelo, marcava-o o quanto podia, queria que Murasakibara fosse seu também.
– A-ATSUSHI! — Gemeu o nome do maior quando uma estocada mais forte naquel local o fez chegar ao ápice, sentindo o maior chegar ao limite também, explodindo em sua camisinha. Ainda estava ofegante e de olhos fechados, seu corpo tendo espasmos e lágrimas querendo sair de seus olhos. — Atsuhi... A-Atsuhi... — murmurava enquanto as lágrimas vinham.
– Não. — Himuro abriu os olhos e ficou assustado, Kagami não parecia nada feliz, então afastou-se lentamente, sentindo-se ficar vazio e se encolheu contra a cabeceira da cama, puxando um travesseiro para cobrir seu corpo. — Não sou ele. — Kagami olhou para o lado, Murasakibara os encarava com lágrimas nos olhos segurando uma cópia das chaves do quarto de Himuro.
– Muro-chin... — a voz do maior saiu falha, Murasakibara não sabia se continuava naquele quarto e batia em Kagami o quanto queria bater, se brigava com Himuro ou se saía por aquela porta e jamais voltava a encarar Himuro novamente.
Dessa vez as coisas tinham sido muito diferentes. Por que era sempre ele que tinha de correr atrás do moreno? Por que tinha que aguentar aquelas coisas? Foi quando reparou no colar que Himuro jamais tirava, era idêntico ao que Kagami usava.
– A-Atsuhi... — Himuro começava a chorar mais ainda, tentando se mover, mas não queria que Murasakibara visse as marcas em seu corpo.
– M-me deixa... — Murasakibara deu as costas aos dois e saiu do quarto batendo a porta com força.
– O que eu fiz? Meu Deus, o que eu fiz? — Himuro colcou as mãos sobre a cabeça e deixou seu choro começar a ficar mais forte, Kagami agora se vestia novamente.
– Sabe, eu havia feito uma aposta com o Murasakibara. — Kagami sorriu de canto e olhou para o moreno, que o encarou sem entender nada. — Quem conseguisse te conquistar primeiro, vencia. — Himuro arregalou os olhos, não se lembrava disso, o que Murasakibara havia dito era que Kagami queria conquistá-lo para deixá-lo mal novamente.
– E qual seria o prêmio? — perguntou soluçando.
– Você.
Himuro sorriu dolorosamente, sentindo o peito doer como jamais doera em toda sua vida. Então tudo aquilo entre ele e Murasakibara era uma mentira? Era uma aposta? Ele não o amava realmente? Era apenas uma briga de egos?
Sentiu-se um lixo mais do que nunca e riu achando que jamais poderia sentir aquilo mais intensamente do que sentira quando Kagami o descartara.
– E você acha que sou seu agora, Kagami? — Himuro se levantou e limpou seu corpo com uma toalha. Sorrindo de canto como sempre fazia quando estava realmente magoado. — Você pode ter conquistado meu corpo, mas foi Murasakibara quem conquistou meus sentimentos. — Riu e olhou para o ruivo. — Quem realmente venceu?
– Acho que empatamos. — deu de ombros.
– Então acho que perderam o prêmio. — Himuro vestiu-se e suspirou, passando as mãos pelo rosto. — Até por que esse prêmio vai para bem longe do Japão.
Kagami arregalou os olhos.
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