Notas iniciais
Haaaaaaaai, pessoinhaaaas :3 cara, que lindas vocês, de verdade *-* Então, esse capítulo pode estar cheio de erros porque estou postando aqui rapidinho :( peço desculpas pelos erros e as demoras, ok? Desculpa, gente. Bem, boa leitura ^^


– Não fiquem tão nervosos! — exclamou Midorima olhando irritado para Himuro e Takao, que apertavam a barra de suas roupas. — Pensem que é só uma prova do colégio.

– Tem anos que não sei o que é colégio. — falou Himuro ainda mais assustado. — Não sei se consigo passar, eu...

– Você consegue, Muro-chin. — Murasakibara sorriu, alisando o cabelo do moreno.

– Por que você não fala assim comigo? — Takao apontou para Himuro e Murasakibara. — Eles parecem mais namorados do que eu e você!

– Takao! — Riram de quando o de cabelos verdes começou a corar.

– Mas é verdade, eles dão um casal lindo. — resmungou o menor, cruzando os braços, Himuro começou a tossir e rir nervoso ao mesmo tempo.

– Não somos namorados. — Takao arqueou uma sobrancelha e suspirou revirando os olhos.

– Está na hora de entrar. — Midorima falou e começaram a entrar na grande sala onde fariam a prova. Era apenas a primeira prova de muitas outras. Himuro estava muito nervoso, mas daria tudo de si, ainda faltavam quatro meses para deixar a Casa e poder morar com Murasakibara, mas tudo dependia de passarem ou não no vestibular.

~x~

– Murasakibara, tenho que ir trabalhar! — exclamou Himuro correndo para o banheiro. Haviam voltado para a mesma rotina de sempre após as provas, estavam apenas esperando os resultados. O moreno vestiu-se rápido e acenou, indo para a loja onde trabalhava vendendo ternos e vestidos de gala.

Himuro estava realmente feliz ultimamente, sua relação com Murasakibara era quase normal, sem contar os momentos em que se encaravam por minutos e quase beijava o maior, este nunca mais tentara beijá-lo, mas Himuro muitas vezes se pegara desejando que o fizesse.

Olhou para o colar em seu pescoço e suspirou. Não pensava mais em Kagami, toda sua atenção fora para Murasakibara, todos os seus pensamentos e tempo, mas ainda não tivera coragem de jogar a aliança fora, achava que ainda havia alguma parte em si que amava Kagami intensamente. Loucamente. E, mesmo assim, ainda era uma aliança que representava a amizade de ambos.

Chegou à loja e passou o cartão, marcando seu ponto, sorrindo aliviado ao notar que chegara na hora. Colocou seu uniforme e foi para o atendimento, a loja parecia mais movimentada que o normal naquele dia, perguntou-se se havia algo acontecendo que exigisse roupa à rigor. Mas a única coisa que pensou foi em casamentos e geralmente os estudantes no Japão iam de terno à entrada na faculdade. Mas poderiam ser coisas demais.

Suspirou e caminhou até um garoto de cabelos azuis escuros, ele estava olhando as gravatas um tanto indeciso, tinha a pele um pouco mais escura que o comum japonês, os olhos também eram azuis e tinha porte físico de atleta, era um homem lindo.

– Posso ajudá-lo? — perguntou Himuro sorrindo para o maior, que o encarou e riu um tanto sem graça.

– É que não entendo nada disso e preciso de uma roupa assim para um casamento... — suspirou. — Pode me ajudar com isso? — Himuro sorriu e encarou o homem de alto a baixo. Azul. Talvez um azul da mesma cor de seu cabelo, poderia valorizar seus olhos.

– Claro. — sorriu.

– Aomine! — Himuro paralisou, aquela voz, quando olhou novamente para cima, viu Kagami abraçando o homem de cabelos azuis por trás. — Hã? Tatsuya? Trabalha aqui?

– A-ah, Taiga. — riu nervoso olhando para Aomine, que agora tinha uma expressão um tanto desconfiada no rosto. — Sim, trabalho.

– Se conhecem? — perguntou o tal Aomine.
– Ele é meu ex-namorado. — falou Kagami, fazendo Himuro corar fortemente. — Aomine, por que não disse que viria até aqui? Momoi está me enchendo.

– Eu preciso de uma roupa para a porcaria do casamento, oras, ela queria o quê? — Reclamou o de cabelos azuis. — E dá para parar de me abraçar assim? — Aomine empurrou o ruivo e Himuro continuou ali em silêncio, apenas observando.

– Aomine, Momoi-san está arrancando os cabelos já. — Himuro quase gritou quando outro garoto, menor que ele, apareceu ao seu lado, tinha cabelos azuis claros e olhos da mesma cor. Não viu de onde aquele garoto havia chegado, parecia um fantasma.

– Aooominechiiiiiiiiiiiiiiiii! Não fuja da sua noiva, idiota! — Um loiro chegou entre todos socando o peito do maior, que passou as mãos pelo rosto com certa raiva.

– Porcaria, eu vim comprar a merda da roupa! — rosnou o homem.

– Daiki! — agora uma garota de cabelos cor-de-rosa e olhos também dessa cor, usando um vestido preto e rosa apareceu de braços cruzados e cara de poucos amigos.

– Eu te falei para esperar lá! Ainda não decidimos quais as flores que va-

– Isso quem decide é você, Satsuki! Não entendo nada de flor! Fala isso para o Kise, ele que é a moça daqui.

– Hey! — falou o loiro irritado.

– E eu vim comprar uma roupa para o casamento e aquele cara ali, o ex do Kagami, ia me ajudar se todos vocês não tivessem aparecido. — todos olharam para Himuro, que arregalou levemente os olhos e riu sem graça.

– Você é o Himuro Tatsuya? — perguntou o estranho de cabelos azuis claros, todos pareceram ficar um tanto tensos.

– Ahn... sim, sou eu. — falou o moreno, olhando para aqueles olhos inexpressivos e então o garoto ergueu a mão.

– Sou Kuroko Tetsuya, prazer. — Himuro arregalou os olhos, "... fui atrás de um outro colega meu, Kuroko Tetsuya, que namorou o Kagami por um tempo, não sei se estão juntos ainda...", lembrou-se das palavras de Murasakibara. Aquela situação não era nada boa. Apertou a mão do garoto.

– Prazer. — murmurou.

– Que estranho os dois ex-namorados do Kagamicchi se cumprimentando. — comentou o loiro franzindo a testa. — Aliás, sou Kise Ryouta. — sorriu o loiro e Himuro lhe sorriu de volta, lembrou-se que Murasakibara havia descoberto muitas coisas sobre si por causa daquele loiro.

– Ah... — Momoi se aproximou do moreno e franziu a testa, parecia estar cheirando-o. — Como está o Murasaki-chan?

– Hein? — Himuro arregalou os olhos.

– Esse é o perfume que o Murasaki-chan usa, e essa casaco aí fui eu que dei para ele. — ela apontou para o casaco que Himuro usava. — Anos atrás, não deve servir mais.

– Himuro corou ainda mais e então todos se assustaram quando Kagami simplesmente atravessou todos e segurou Himuro pela gola da camisa.

– O que estava fazendo com ele?! — exclamou o ruivo, Himuro segurou seus pulsos e ofegou assutado.

– M-me solta! Não é da sua conta. — reclamou o moreno empurrando o ruivo e ajeitando a roupa em seu corpo. Suspirou cansado. — O Murasakibara vai muito bem, senhorita, e não se preocupe, eu só peguei o casaco dele emprestado.

– Por quê?! — Kagami parecia furioso ao perguntar num quase grito.

– Porque não tinha nenhum casaco dele no meu quarto. — alguém respondeu atrás de Himuro, que virou-se e deu de cara com Murasakibara, arregalou os olhos. — Oi, Muro-chin, como saiu da cama atrasado e não comeu nada, eu preparei algo para comer no almoço. — Murasakibara ergueu a mão, nela havia uma sacola, seus dedos estavam todos cortados, como se tivesse se machucado enquanto fazia a comida. Himuro achou aquilo adorável, mas demorou muito a notar a conotação que havia em suas palavras.

– Como assim saiu da cama? — Kagami parecia horrorizado.

– Acho que o Kagamicchi foi trocado... — comentou Kise num risinho abafado. — Oi, Murasakicchi! — O loiro sorriu para o homem de cabelos lilás.

– Oi, Ki-chin. — Murasakibara sorriu. — Mine-chin, soube que vai casar com a Momo-chin. Finalmente, hein?

– Você vai ao casamento? — perguntou Aomine num pequeno sorriso, abraçando a garota por trás.

– Vou tentar.

– Mas, Murasaki-chan! — Momoi fazia cara de choro. — Eu te mandei o convite, por favor, apareça! E, Himuro-kun, você também está convidado. — ela sorria.

– A-ahn, eu não sei...

– Nós vamos sim. — Sorriu Murasakibara tirando o menor de perto de Kagami. Ambos se encararam cheios de raiva, como se fossem começar uma discussão ali mesmo.

– Aaaah, bem... então, acho que muitos vão precisar de terno, né? — Himuro riu nervoso, começando a ficar com medo de acontecer uma briga em seu trabalho. — Vou começar com o noivo, então, seria melhor um blazer... — Himuro se aproximou de Aomine e suspirou. — Se o senhor quiser ajuda, estou aqui.

– Pois bem, ajude a Momoi a achar o vestido que ela quer, acho que vou sair com os homens... — Aomine suspirou. — Amor, vou sair um pouco, Murasakibara, venha conosco, vamos colocar o assunto em dia! — Aomine sorriu para o maior de todos ali, que olhou para Himuro e beijou sua testa.

– Me espere na cafeteria quando sair, Muro-chin. — sorriu e bagunçou um pouco o cabelo do menor. — Mine-chin, vamos?

– Claro.

– Murasaki-chaaan, senti saudades, depois venha ao meu chá de noivado! — a mulher bateu palmas e todos ficaram em silêncio, Himuro controlava a vontade de dar risada.

– Isso é coisa de mulher, chama o Muro-chin, ele vai adorar. — Himuro ficou completamente vermelho e fechou a expressão para o maior.

– Venha, Momoi-san, achou a pessoa certa para arranjar um vestido perfeito. — Ele sorriu se aproximando da mulher, que logo passou um braço pelo seu.

– Hey, Himuro! — o homem olhou para trás, era Aomine. — Quero um belo decote. — foi a vez de Momoi ficar vermelha e começar a puxar o moreno. — Vamos, Kagami?
Mas o ruivo apenas acenou com a mão vagamente e saiu da loja mais rápido, indo para outra direção, parecia irritado demais. Himuro suspirou e caminhou para longe com a garota de cabelos rosa, ela parecia muito animada e nervosa com o acontecimento, Himuro sorria, estava gostando muito daquela mulher.

– Como o conheceu? — perguntou enquanto tirava as medidas dela.

– Ah, eu e o Dai-chan nos conhecemos desde que éramos criancinhas, eu o via jogando basquete nas quadras de rua e assim eu aprendi a identificar cada jogador apenas olhando, eu sabia todos os pontos fortes e fracos de todos apenas vendo-os jogar uma única partida, sabia deduzir o que poderiam fazer, ainda sei. Tudo por causa do Dai-chan. Ele cresceu muito confiante e eu cresci como uma garota quase normal, só que sou uma japonesa com seios demais. — ela riu acompanhada de Himuro. — Mas não sei exatamente quando as coisas entre nós realmente começaram, acho que foi no segundo ano do Ensino Médio, ele sempre foi aquele cara popular sem saber, o bonitão que jogava basquete e gostava de mulheres com peitões, mas ele nunca deu atenção à nenhuma, a não ser eu, que ele sempre escutou muito bem.

– Mas você achava que era por serem amigos de infância... — disse Himuro passando a fita pelos seios da garota, que corou levemente olhando o ato. — Ah, não se preocupe, eu sou gay. — ela corou ainda mais e então ele corou também e riram juntos depois.

– Sim, eu tinha certeza de que era por isso, mas depois de um tempo ele começou a fazer comentários sobre como eu tinha crescido e desenvolvido. — ela riu tirando uma mecha do rosto. — Eu também comecei a reparar mais nele e quando note estava fazendo corações na apostila e suspirando quando tinha que ir até o vestiário e ele estava sem camisa. — Himuro a acompanhou nas risadas. — E então um dia ficamos sozinhos no vestiário e... e eu o beijei. — Himuro arregalou os olhos.

– Você?! — Himuro riu, guardando a fita.

– Sim. — ela riu. — E depois eu saí correndo. E então as coisas foram simplesmente acontecendo, e depois, bem... eu fiz tudo pela primeira vez com ele, né... e entrei numa faculdade, ele decidiu ser policial e largar o basquete, ele ainda joga para se divertir, mas é Comandante agora. — Ela sorriu orgulhosa. — E eu acabei me tornando fisioterapeuta e treinadora.

– Ai, que bom! — Himuro sorria, puxando-a para onde poderiam decidir pedaços do vestido e coisas assim. — Mas como foi o pedido?

– Foi lindo, você precisava ver! — Himuro notou o quanto estava parecendo o melhor amigo gay dela, mas deixou isso de lado, ela era realmente legal. — Eu tinha acabado de voltar do trabalho e ele estava largado em casa comendo pizza, eu ia brigar com ele, estava de TPM e ele sabia disso. Aí ele me disse para ir para o quarto e me vestir que íamos sair. — Ela riu e colocou o cabelo sobre o ombro, começava a ficar com a região do nariz vermelha, como se fosse chorar. — Eu fui até lá e coloquei o vestido que ele havia comprado, já tinha derretido, né. — Himuro assentiu com um sorriso totalmente atento enquanto pegava os catálogos de vestidos. — E então ele me levou a um restaurante, nós dançamos e ele me contou que havia sido promovido, eu achei que era esse o motivo da nossa comemoração, mas ele me levou para um passeio de barco e no meio do passeio nosso barco parou no meio de outros barcos cheios de flores e no meio tinha uns canhões assustadores. — ela riu chorosa. — E então eles soltaram fogos e quando eu olhei para o Dai-chan ele estava segurando alianças e perguntando se eu queria casar com ele.

– Nooooossa, que lindo! — Himuro abraçou a mulher enquanto a mesma chorava. — Ele não parece ser tão romântico.

– Ele não é! — Momoi riu limpando as lágrimas. — A ideia foi do Kagami-kun.

– Ahn?

– Ér... me desculpe. — ela ficou sem graça olhando para Himuro. — É... ele disse que se fosse pedir alguém em casamento seria assim e disse para o Dai-chan tentar, porque parecia especial.

– Realmente parece muito. — Himuro sorriu colocando os catálogos sobre a mesa à frente da mulher.

– Você ainda gosta dele?

– Não sei... — Himuro suspirou. — Acho que não como antes... Hoje eu senti meu coração bater mais forte quando eu o vi, mas quando... — Himuro riu nervoso e parou, era melhor não concluir aquele pensamento.

– Mas quando viu Murasaki-chan...

– Eu achei que fosse ter um ataque cardíaco. — Himuro suspirou derrotado. — Não sei o que fazer. Não entendo mais nada.

– Não precisa entender, é só deixar as coisas acontecerem, é melhor assim. — Ela sorriu e começou a olhar os vestidos. — Eu nunca vi o Murasaki-chan fazer comida para alguém ou emprestar suas roupas, ele sempre foi o mais excluído de todos nós, ele era um dos mais novos da nossa turma também, né, quando estávamos no Ensino Médio ele ainda era do fundamental, mas era alto e jogava muito bem. Houve um tempo que ele namorou nosso líder, Akashi Seijurou.

– Ele é gay desde sempre?

– Desde sempre. — ela riu separando algumas fotos com os cartões da loja. — O time era basicamente constituído por dois alunos do fundamental, Murasakibara e Midorima, Murasakibara por ser alto e muito bom, Midorima por conseguir fazer ótimas cestas de três pontos, e ele também era um pouco alto para a idade. Havia o Kise, que era do segundo ano, Akashi era do primeiro, mas foi quem formou o time, Kuroko era da turma do Akashi, Aomine e eu éramos do terceiro ano. Muitos nos chamavam de A Geração dos Milagres. — Himuro arregalou os olhos.

– Vocês... eram da Teiko! Foi... foi por vocês que Kagami voltou para o Japão. Ele vivia falando que queria derrotá-los e... — Himuro sentiu lágrimas virem aos seus olhos. — Então eu saí do basquete, porque achei que ele ia parar com esse vício e íriamos viver juntos, comecei a estudar... e então ele me deixou, dizendo que amava outro...

– Kuroko-kun... — ela suspirou. — Ele tentou nos derrotar com um outro time, um time bom porque havia o Kuroko-kun, eles se juntaram para jogar contra a Geração dos Milagres, nunca ganharam. Foi quando eles começaram a sair juntos, Kise era o que mais falava com Kagami de todos nós de forma amigável, apesar do Dai-chan ser levemente amigo do Kagami... mas o Kise sabia de você, Kagami sempre o contou tudo. — Himuro limpou os olhos e sorriu sem graça.

– Então sabe o que faço todas as noites, não?

– Eu e o Ki-chan sabemos... ele descobriu e acabou vindo dividir comigo e decidimos manter segredo sobre isso... — ela sorriu. — Mas parece que o Murasaki-chan está se dedicando bastante a você, não é?

– Ele está me ajudando a passar numa faculdade para largar aquele emprego. — ele sorriu fraco, começando a olhar os vestidos que a garota separara, pensando em conjuntos que estavam na moda, havia feito um curso de moda certa vez, que foi aperfeiçoado na loja. Gostava daquilo.

– Nossa, Himuro-kun! — Momoi estava de olhos arregalados. — Que feitiço lançou em Murasaki-chan?! — ele riu. — Sabe, eu nunca aprovei o que Kagami e Kuroko fizeram... então, não se deixe enganar pelo Kagami, mesmo que ele realmente seja apaixonado por você, seria uma perda de tempo voltar para ele e, por favor, né, olha o Murasaki-chan, ele é muito mais... ah, deixa. — ela riu corando.

– É, eu concordo. — riram juntos. — Mas agora, vamos pensar no seu vestido. Excluí esses aqui da lista porque são sem decote.

– M-mas...

– Olha, sendo sincero, eu concordo com o Aomine-san... você tem belos seios e devem ser aproveitados. Agora...

Experimentaram vários vestidos, aproveitaram partes de uns, exluíram outros. No fim Himuro acabou fazendo o desenho de um vestido que parecia ficar muito bonito em Momoi, a mulher simplesmente amou o vestido. Himuro juntamente com outros funcionários decidiram tudo sobre o vestido e as medidas e mandaram a proposta para o estilista com suas medidas. Momoi acabou comprando mais alguns vestidos para sua lua de mel e Himuro teve apenas que agradecer àquilo, acabaria ganhando mais no fim do mês.

– Oe, Satsuki, comprou? — Aomine chegou de repente abraçando-a por trás, atrás do homem estavam todos os outros.

– Mandei para o estilista. — ela sorriu e Aomine arregalou os olhos.

– Quanto isso vai custar?

– Não acredito que está pensando em preços, Aomine Daiki! — exclamou a garota.

– Não se preocupe, Aomine-san, eu pensei nisso. — Himuro sorriu. — O material e o vestido são de ótima qualidade, mas baratos.

– Ainda bem que pensou, porque essa mulher não sabe pensar nisso. — Riu o maior apertando a noiva em seus braços. — Bem, Himuro, parece que você tem mais clientes.

– Aomine apontou para si e os homens atrás. Himuro arregalou os olhos.

– Meu Deus.

– Aaaaaahhh, Himu-chan, deixe meu marido ainda mais lindo, sim? — Sorriu a mulher abraçando o moreno, que apenas riu retribuindo o abraço. — Dai-chan, nós viramos super amigos! E ele vai ao meu chá de noivado e à sua despedida de solteiro. — Himuro arregalou os olhos, não estava entendendo mais nada, as pessoas estavam decidindo sua vida por ele.

– Mas isso é jogo duplo. — Kise arqueou as sobrancelhas.

– Primeiro, Himu-chan é gay, segundo, Himu-chan é homem. Ele pode ir em ambos. — concluiu a garota e Himuro colocou as mãos sobre o rosto, completamente envergonhado. — E todos vocês gostam dos dois lados, não vou expôr minhas amigas!

– Mas a Riko é lésbica. — Aomine cruzou os braços.

– Justamente por isso que ela também vai à sua despedida de solteiro, não é? Eu até chamaria o Murasaki-chan também, mas ele é ativ-

– Momoi-san, acho que todos entendemos. — riu Himuro puxando Aomine e Kise pelo braço. — Vá dar um passeio e procurar jóias que fiquem bem com o vestido, algo como as dicas que te dei, vou vestir os homens. — Momoi acenou e deu às costas à loja e Himuro suspirou aliviado. — Bem... — O moreno olhou para Aomine, Kise, Murasakibara e Kuroko. — Os quarto?

– Faltam dois. — Himuro quase desmaiou.

– Vou chamar aju...

– Não, queremos que seja só você. — Exigiu Aomine. — você decidiu a roupa da Momoi, então você decidirá nossas roupas também. Fica melhor se tudo for feito pela mesma mente, sabe.

– Ah... sim... mas antes, preciso saber umas coisas. — Aomine assentiu. — Quem é o padrinho?

– Eu. — respondeu Kise animado.

– E a madrinha?

– A Riko, mas ela é lésbica e vai com um terno feminino preto com camisa de dentro bege, porque ela tem cabelo castanho e disse que fica melhor realçar a cor do cabelo dela. — Aomine suspirou. — Isso é tão irritante!

– Ok, então vou seguir o padrão da Riko-san, até porque foi o padrão que segui com Momoi-san... — Himuro sorriu e mandou-os sentar num banco que havia no meio da loja. — Esperem aqui. — Himuro andou pela loja sendo acompanhado pelo olhar dos outros, viu mais dois entrarem na loja, um era Midorima e outro não conhecia, seguidos de Kagami, suspirou. Sabia que isso aconteceria, mas não ligou, não o amava mais e Momoi estava certa, havia alguém muito melhor, mas antes de se dedicar a Murasakibara, se dedicaria aos estudos, queria ser alguém que o merecesse.
Depois de ter escolhido algumas coisas caminhou com um carrinho cheio até os homens e sorriu, cumprimentou Midorima e foi apresentado ao outro de cabelos vermelhos menor que ele, era Akashi Seijurou, ex-namorado de Murasakibara. Era um garoto lindo, Himuro ficou sem graça com seu olhar, mas depois se concentrou em seu trabalho.

– Bem, seguindo aquela mesma ideia de valorizar a cor de cada um, eu decidi que Aomine-san deveria usar um blazer branco, camiseta social preta, gravata azul...

– Quem usa branco é a noiva. — cortou-o Akashi.

– Quem está vestindo os noivos sou eu. — Himuro falou encarando-o diretamente nos olhos, não queria ser questionado em seu trabalho quando estava se dedicando tanto a isso. — Agora...

Separou as roupas de todos e pediu para que vestissem, quando saíram do provador Himuro pediu para que Aomine ficasse no meio para que olhasse o conjunto de todos, suspirando. Algo estava errado, todos, exceto Aomine, estavam usando terno preto com a camisa social de dentro da cor de seus olhos e cabelo, todos perfeitamente vestidos. Estavam lindos, mas ainda não agradava Himuro, faltava um pouco de cada um na forma como estavam se vestindo.

– Hum... — Himuro se levantou e foi até Kuroko, que pareceu irritado com sua aproximação, mas deixou que o maior abotoasse mais seu terno, deixando-o muito mais ajeitado. — Você tem cara de quem usa sempre tudo certinho, combina mais com você assim... — Depois foi para Midorima, levantando a gola da camisa social verde, abotoando até o último botão. — Isso dá um ar sério e sensual, é melhor. — Ficou alguns minutos parado em frente à Kise. — Você é modelo, né?

– Sou... — Himuro desabotoou seu terno até ficar com apenas um botão preso no meio e afogou sua gravata, desabotoando os primeiros botões da camisa social em seguida. — Ahn...

– Você precisa de um ar descontraído e divertido, mas ao mesmo tempo atraente. Você é um modelo muito bonito, Kise-san. — sorriu o moreno. — Ficou legal assim. — Olhou para Akashi e suspirou. — Acho que um terno com corte mais baixo seria melhor.

– Por quê?

– Daria mais valor ao seu rosto. Mas assim também é bom, a escolha é sua. — sorriu fraco. Olhou então para Kagami, que mantinha um sorrisinho de canto, aquele que o fizera estremecer tantas vezes, escolhera uma camisa social salmão para ele, usar tons mais claros como rosa e salmão sempre destacaram sua beleza. Mas estava certinho demais. Tirou usa gravata, desabotoou os primeiros botões, abriu seu terno e folgou um pouco a camisa social que usava por dentro. — Melhor.

– Você sempre gostou de me deixar com cara de cafajeste, Tatsuya. — comentou Kagami franzindo as sobrancelhas para o espelho.

– Você sempre teve jeito disso e, bem, você é. — Himuro deu de ombros e se virou para Murasakibara sorrindo. — Nem parece você... — Suspirou e desabotoou os botões de seu terno. — Abaixa um pouco... — Murasakibara logo o fez e Himuro folgou sua gravata, desabotoando os primeiros botões, tirou um pouco a camisa social roxa de dentro da calça e deu tapinhas em seu peito. — Perfeito. Vocês que eu já arrumei a roupa, sentem ali e esperem. — Himuro olhou para Aomine e deixou sua roupa completamente arrumada. Sorriu fraco para o resultado e olhou de longe.

– E então? — perguntou o noivo.

– Está... mais do que perfeito. Só falta o cabelo. — Himuro sorriu.

– Ah... tenho que ver quem vai fazer isso com a Momoi.

– Bem, se quiser, posso ajeitar o cabelo de vocês também, até porque seria melhor se usassem o mesmo estilo. — Sorriu fraco.

– Ah, obrigado, Himuro! — Aomine sorriu e apertou sua mão. — Então antes do casamento você vai nos ajudar novamente, sim?

– Pode deixar! — riu o moreno apertando a mão do noivo.

– Vamos te pagar por isso, não será de graça, aliás... entende de mais alguma coisa além de roupas?

– Bem, sobre casamentos, roupas, jóias, decoração... sei dar uma enrolada. — Riu o moreno.

– Então ajude a Momoi, ela não quer contratar nenhum decorador... — o maior suspirou. — E eu tenho medo dela enfeitar tudo de rosa. — Himuro riu e acenou. — Obrigado, depois converso com ela...

– Bem... — Kise se levantou. — Se está tudo certo, vou tirar a roupa e pagar, ainda tenho coisas para fazer hoje e já é tarde.

– Eu também. — repetiram os outros.

Todos se trocaram novamente e Himuro efetuou os pagamentos, ficando satisfeito com o quanto isso ajudaria com sua comissão no fim do mês. Quando terminou com todos notou que havia passado de seu expediente então passou seu cartão novamente e tirou o uniforme, mas colocando novamente o casaco de Murasakibara, estava realmente frio.

– Ah, ainda estão aqui. — Himuro sorriu ao sair da loja, logo Kagami e Murasakibara ficaram ao seu lado, tentou não notar o clima tenso que ficara novamente ali, principalmente com Akashi e Kuroko o encarando daquela forma assassina.

– Ficamos para te levar para beber um pouco. — Sorriu o noivo. — Estava aqui me perguntando... que cor vai usar pensando naquele seu padrão?

– Preto ou cinza. — deu de ombros. — Apesar da cor dos meus olhos ser acinzentada, eu acho que preto fica melhor em mim.

– Daaai-chan! — A noiva chegou com várias sacolas nas mãos sorrindo largo. Himuro sorriu para ela. — Eu acho que já vou para casa...

– Vou beber um pouco com os caras... — ele sorriu e abraçou a mulher, dando-lhe um beijo de despedida.

– Tome cuidado, você ainda vai dirigir. — ela olhou para os outros. — Isso vale para todos, hein?

– Sim, senhora! — Sorriram os outros.

– Aliás, Himu-chan... vem cá. — a mulher puxou Himuro para um canto e suspirou. -

Que cor deve ser minha lingerie?!
Himuro corou como jamais havia corado na vida, depois riu alto, chamando a atenção dos homens.

– Escolheu uma boa pessoa, hein? — Ele voltou a rir. — Depois te ajudo com isso...

– Mesmo?

– Está falando com um dos prostitutos mais caros do Japão.
Ele piscou para ela, que havia corado fortemente, e voltou para onde os homens estavam.

Notas finais
Eeeeeeeeeeeeeee o/ apareceu geral agooora o/ Gostaram? e.e Então, apesar de AMAR yaoi e meu OTP ser AoKise, não sei não shippar a Momoi e o Aho. Espero que tenham gostado ^^ Beijos!