Let Me Love You
6 Cap. 5 - Decision
Notas iniciais
– Murasakibara, droga, pare com isso! — gritou o moreno quando foi jogado na cama, não conseguia parar de chorar.
– Não entendo porque está chorando, já devia estar acostumado com isso, não? Afinal você é um prostituto. — o maior riu irônico abrindo o zíper da calça. — Eu vou fazer sexo com você.
– O quê?! — exclamou o moreno se afastando mais, encostando suas costas na cabeceira da cama, os olhos do maior estavam tampados pela franja, dando-lhe um ar ainda mais assustador. — Como assim?
– Sexo, Himuro, o que você mais fez na sua vida. — Murasakibara riu terminando de tirar sua roupa. — Está no seu horário e estamos no seu quarto na casa da Madame Edwin. Estamos dentro das suas condições, não estamos?
– M-mas... — não conseguiu terminar a fala, Murasakibara subiu na cama e arrancou sua camisa, estourando os botões da frente, para em seguida puxar a boxer preta, Himuro encolheu-se, não deixando o maior ver seu corpo, mas este apenas riu e segurou seus joelhos, abrindo suas pernas com força. — PARE!
– O quê? — o maior arqueou a sobrancelha. — Eu já disse para ficar quieto e se colocar em seu lugar, não era assim que queria ser tratado? Como prostituto? É exatamente assim que vou tratá-lo então. — Murasakibara desceu o rosto até o membro do menor e passou a lambê-lo, o menor apenas ofegou, colocando as mãos sobre a boca para não deixar o choro ficar tão alto, Murasakibada marcava seu corpo, machucando um pouco, exatamente como os outros homens faziam.
Não gostava daquele Murasakibara. Não gostava nem um pouco.
O maior o fez ficar deitado com as pernas abertas e ficou de joelhos entre elas, as mãos apoiadas na cama ao lado de seu corpo. Murasakibara o encarava com tanta raiva, sentiu-se tão mal por recusá-lo daquela forma, por ter falado tudo o que havia falado, mas era melhor machucá-lo agora do que mais tarde. Era melhor assim...
Murasakibara segurou seu rosto e o beijou calorosamente, rodeando seu membro com a mão, começando a masturbá-lo, Himuro gemeu contra seus lábios e apertou seus braços, mesmo aceitando tudo aquilo, não conseguia parar de chorar, estava magoado também, arrependido e se sentia tão mal quanto poderia sentir. Os beijos desceram para o seu pescoço e de lá para seus mamilos, gemeu alto. As mãos grandes deixavam marcas roxas em seu corpo, juntamente com os chupões e podia sentir a excitação do maior, o que o fazia tremer.
Será que Murasakibara o machucaria tanto assim? Será que ao menos usaria algo para não machucá-lo?
– Muro-chin... por quê? — Himuro encaro o maior, ficando muito assustado em seguida. Murasakibara voltara a chorar, sua expressão era tão dolorosa que Himuro não conseguiu se conter mais, deixando seu choro evoluir. Murasakibara sentou-se sobre a parte de trás de suas pernas e ficou observando o menor, vendo as marcas roxas que havia feito em seu corpo. — Eu te machuquei... — colocou a mão sobre a boca, estava muito assustado com o que havia feito. — Me desculpe, eu...
– Mur-Murasak... — o moreno soluçava, estava cansado. Achou que aguentaria qualquer coisa e que seria bem melhor que fizessem sexo ali agora, mas estava errado, não queria aquilo, queria gostar de Murasakibara como ele gostava de si, mas não se achava merecedor de todo aquele amor, não se achava o suficiente para o maior.
E então Murasakibara deitou-se sobre seu corpo e o abraçou, choraram juntos apertando o corpo oposto, como se aquilo pudesse resolver todos os problemas. Não se importaram em estarem nus, nada mais importava realmente. Os minutos se passaram e o choro acabou sumindo, quando Murasakibara olhou para Himuro, este já dormia.
Sentiu-se um lixo. Realmente ficou irritado com o menor e achou que devia lhe dar uma lição, mas talvez tenha passado dos limites. Passou as mãos pelo rosto e se vestiu novamente, para em seguida colocar a boxer de Himuro em seu corpo novamente, sem se importar com a camisa, pegou-o no colo, passando suas pernas por sua cintura e seus braços por seu pescoço. Segurou-o com um dos braços por baixo da bunda e suas costas com o outro braço e saiu do quarto, deixando as chaves nas mãos de Saitou.
– Me desculpe pelo soco, cara... — suspirou olhando para o segurança muito menor que ele. — Eu estava fora de mim...
– Tudo bem... — ele suspirou, todos os funcionários conheciam Murasakibara, fora os prostitutos. — Eu ouvi tudo, olha... cuida dele, ok?
– Mesmo depois do que eu fiz você acha que sou apto a fazer isso? — Murasakibara riu seco, achando que, quando Himuro acordasse, provavelmente diria que nunca mais queria ver seu rosto.
– Você é o único que pode ajudá-lo. — Saitou sorriu e deu-lhe um soquinho no ombro. — Agora leva ele para casa.
Murasakibara suspirou e começou a descer as escadas, passando por Madame Edwin com um olhar significativo, que ela entendeu como se ele dissesse que explicaria depois. As pessoas da casa voltaram a olhar, dessa vez Murasakibara passou por eles com cuidado, principalmente por causa de Himuro e segurando-o com certa possessividade, afinal ele estava apenas de boxer em seus braços, era bem diferente de quando ele dançava.
– 'Tá olhando o quê? — rosnou para um homem que olhava descaradamente para a bunda de Himuro, logo o homem olhou para outro lado, mas o som alto e a voz de Murasakibara acabaram acordando o moreno.
– Ahn, o qu... — então o moreno olhou ao redor vendo as pessoas encarando-os e então seus olhos caíram sobre a posição que estava com Murasakibara e sua falta de roupas. — O que, diabos, você está fazendo?!
– Te levando para a minha casa. — falou Murasakibara despreocupado.
– Me coloque no chão. Agora. — O moreno falou completamente corado e irritado, logo seus pés tocaram o chão e se virou de costas para Murasakibara, mas arrependeu-se no segundo seguinte ao notar o quão marcado estava, suspirou irritado e caminhou para a saída, mas logo sentiu Murasakibara abraçá-lo por trás e caminhar consigo. — O que está fazendo?!
– Escondendo o seu corpo. — respondeu o maior olhando para os outros homens. — Eu tenho ciúmes.
– Pare com isso.
– O quê?
– De ter ciúmes.
– Mas eles ficam te olhando, Muro-chin.
– A culpa é sua.
– Você é frio.
– EU sou frio?! — Himuro virou-se no segundo seguinte e desferiu um tapa no rosto do maior, que encarou-o horrorizado, assim como todos os outros presentes. Como ele tinha coragem de fazer aquilo num homem daquele tamanho? — Você já parou para pensar no que acabou de fazer comigo? Quem é o frio aqui?
– Parou para pensar no que me disse? — Ficaram em silêncio e Himuro suspirou olhando para baixo, estava cansado. Depois de todo aqueles meses, por que simplesmente não admitia as coisas para si? — Muro-chin... — mas antes que ele pudesse falar qualquer coisa, Himuro o abraçou, enterrando o rosto em seu peito.
– Me leva para casa, Atsushi...
~x~
– Não, o conceito é bem simples e a aplicação mais simples ainda. — Dizia Midorima ajeitando os óculos no rosto. — é só ver o gráfico, é um gráfico de pressão por volume, e eles pedem o trabalho realizado pelo gás. Nessa questão entra mais Matemática do que Física, viu? É um retângulo, você precisa saber a área, então é só usar a fórmula do retângulo...
– Ah, sim, entendi, mas isso não parece muito uma questão de vestibular. — comentou Murasakibara franzindo a testa.
– Não é, mas eu acho interessante saber. — Murasakibara o censurou com os olhos.
– Me fez quebrar a cabeça com isso.
– Faz bem pensar. — Himuro riu e entregou seu caderno à Midorima.
– Concordo com o Midorima-kun. — Murasakibara lhe dirigiu o mesmo olhar, fazendo-o rir mais. — Veja, eu consegui fazer até a questão vinte e quatro. Essa última não entendi. — Midorima sorriu. — Acho que é impossível.
– Não, é que é uma questão difícil mesmo, primeiro você tem que fazer aquela conta da pressão, depois a do trabalho para depois descobrir o que pede. — Midorima bocejou e começou a explicar a conta para Himuro, explicando passo a passo.
Murasakibara observou com um leve sorriso, tudo havia voltado ao normal entre ele e Himuro depois daquilo, haviam conversado, mas sem deixar qualquer coisa realmente certa, o moreno não falou nada sobre Murasakibara parar de beijá-lo novamente, só combinaram de não brigarem e Himuro pararia de falar sobre sua profissão daquela forma para Murasakibara, pois o maior não o via assim.
– Gente, eu estou muito cansado, desculpa... — falou Midorima voltando a bocejar. Murasakibara o encarou franzindo a testa.
– Mas está cedo. — Midorima assentiu.
– Não dormi muito bem... — mas, quando o de cabelos verdes virou o pescoço para estralá-lo, Murasakibara viu uma marca roxa em seu pescoço e sorriu de canto.
– Entendo. Continuamos outro dia. — O menor assentiu e começou a pegar suas coisas, mas seu telefone tocou. Midorima olhou o nome na tela e suspirou.
– Takao... — Himuro e Murasakibara o viram revirar os olhos. — Eu estou na casa do Murasakibara. N-não! Eu estou ajudando-os a estudar para o vestibular. — Os outros dois arquearam as sobrancelhas quando viram o garoto começar a corar e ficar alarmado. — Pare com isso! Não, não venha. Eu já estou indo para casa, amanh-
Midorima suspirou e olhou para seu celular, a chamada já estava finalizada. Viram-no sussurrar "porcaria" e fechar o celular.
– Quem é Takao? — perguntou Murasakibara.
– Ninguém importante. — resmungou Midorima, seco como sempre fora.
– Ou a pessoa que fez essa marca no seu pescoço? — Himuro riu e ficou sério quando Midorima o censurou com um olhar. — Acertei. — concluiu Murasakibara com um sorrisinho vitorioso, recebendo um travesseiro no rosto como resposta de Midorima.
– Cale-se. — resmungou o de cabelos verdes terminando de arrumar suas coisas e colocando a mochila nas costas. — Bem, já vou.
– Ok... — riram os outros levantando-se também. Acompanharam Midorima até a porta e se despediram. Himuro pensou se não era melhor ir também, mas não comentou nada, queria estudar um pouco mais antes de ir. Fecharam a porta e então Murasakibara o puxou escada acima correndo. — Murasakibara?!
– Quero ver se ele vai embora mesmo. — riu o maior indo para a janela de seu quarto, ficando escondido entre as cortinas. — Ele está parado ali, encostado na parede! Vem ver. — Himuro riu de sua infantilidade e ficou escondido também, era engraçado fazer aquilo.
Observaram em silêncio Midorima esperando algo, logo apareceu uma pessoa numa moto, que ao tirar o capacete notaram ser um garoto de cabelos pretos. Ele desceu da moto e jogou-se nos braços de Midorima.
– Shin-chaaaan! — exclamou sorrindo, mas o maior apenas o empurrou e passou as mãos pelo rosto.
– Já disse para não gritar esse apelido assim, pare de me chamar assim, aliás. — O moreno pareceu ficar triste, Himuro franziu a testa, Midorima era tão ruim assim? — Por que veio? Falei que ia te ver amanhã...
– No colégio. — suspirou o menor. — Não quero te ver só no colégio.
– Takao... — Takao, a pessoa do telefone, pensou Murasakibara ficando mais atento. — Pare com isso.
– Verdade, acho que me iludi demais. — o moreno riu, passando as costas da mão pelo rosto, notaram que ele estava chorando. — Bem, vou te levar para a sua casa, Midorima, desculpa ter vindo, mas enfim, já que estou aqui não custa nada, né?
– Não é caminho para a sua casa. — falou o maior daquela forma fria, Himuro sentiu vontade de descer as escadas e dar um soco na cara daquele idiota. — Vou de trem.
– Ontem...
– O quê?
– Ontem você disse que me ama. — Murasakibara arregalou os olhos observando o moreno limpar mais lágrimas do rosto. — É legal brincar com as pessoas assim?
– Eu não estava mentindo. — o menor arregalou os olhos e então os outros que espiavam repetiram o ato quando Midorima o puxou pela cintura e o beijou, Himuro, por impulso, apertou o braço de Murasakibara, que o encarou, Himuro estava sorrindo com a mão fechada sobre o peito. Sorriu também e segurou a mão do menor, que sentiu um arrepio percorrer o corpo. — Agora pare de chorar, idiota.
– Shin-chan... — sussurrou o menor.
– Me leva para casa logo, Takao, estou cansado. — falou ainda frio, pegando o outro capacete da mão de Takao, mas este sorriu e subiu na moto. — Eu não preciso falar nada mais para você saber que é o meu namorado, imbecil. — Himuro apertou ainda mais a mão de Murasakibara, rindo baixo, estava achando a situação realmente fofa e a forma como o de cabelos verdes ficava sem graça, escondendo tudo naquela frieza falsa.
– M-mas...
– Eu disse que ia descansar hoje, não que não te veria amanhã só no colégio. E temos vestibular, quero que estude para entrarmos na Shutoku, lembra? — O de cabelos verdes suspirou e colocou o capacete, sentando-se atrás do menor e segurando sua cintura. — Vamos.
– Sim... — Takao colocou o capacete, Himuro viu o sorriso em seu rosto e sorriu também, gostava daquele Takao. E então a moto partiu.
– Eles são tão fofos... — riu o moreno. — Midorima-kun não sabe disfarçar nem um pouco que gosta dele.
– É... — Murasakibara continuou encarando-o, sempre achou que pouca luz valorizava muito a beleza de Himuro, sorriu fraco e se aproximou mais do menor, acariciando seu rosto com a outra mão, enquanto entrelaçava seus dedos com os do menor. Pensou que o moreno se afastaria, mas o que fez foi abraçá-lo, sem desfazer o entrelaçar de seus dedos, então acariciou seu cabelo e fechou os olhos, sentindo o cheiro de seu cabelo.
– Murasakibara... — Himuro desfez o entrelaçar de seus dedos e sorriu fraco, espalmando as mãos no peito do maior, que o encarou sem falar nada. — Quando estou com você eu sinto como se eu não fosse o que eu realmente sou, me sinto um cara normal... — Murasakibara sorriu, vendo o menor suspirar. — Isso é bom e ruim ao mesmo tempo.
– Eu acho isso bom. — Murasakibara se afastou e sentou em sua cama. — Por que não deixa a Casa?
– Porque preciso daquele dinheiro. — respondeu num suspiro. — O salário da loja não é o suficiente.
– Eu tenho uma ideia, sabe... — Himuro cruzou os braços e o encarou, encostando-se na janela. — Eu já estou acabando o Ensino Médio, já tenho 18 anos... eu preciso sair de casa e, bem, o lugar onde eu trabalho também não me paga o melhor salário do mundo, mas juntando umas economias que eu tenho e as suas, mais o dinheiro que pago o quarto da Casa, podemos comprar um pequeno apartamento e aí, juntando nossos salários, vamos poder pagar as contas e a comida. — o maior deu de ombros. — E se passarmos na faculdade nem vamos gastar muito, afinal vamos acabar indo para lá só para dormir...
– Não sei se isso daria certo.
– Nem tentamos. — o maior deu de ombros. — Aí você poderia sair daquele lugar finalmente. Que tal?
– Seria perfeito... — o moreno sorriu levemente. — Mas se fizermos as contas... — e então pegou um papel e começou a fazer contas, enquanto Murasakibara procurava um pequeno apartamento próximo à faculdade a qual queriam entrar, a Yosen, na internet. Himuro estava realmente se divertindo, mas no fundo se sentia brincando de casinha, sabia que a realidade não era bem assim. — Eu teria de ficar pelo menos mais cinco meses lá, Murasakibara. — Concluíram.
– É... — o maior parecia um pouco triste. — mas pelo menos não é mais um ano, não é? Que tal? — Himuro descruzou as pernas e as abraçou, suspirando, era um grande passo. E ia morar com Murasakibara, as coisas estavam indo para caminhos que jamais esperara.
– Então temos que passar na faculdade. — sorriu para Murasakibara, que o abraçou forte enquanto ria.
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