Let Me Love You

4 Cap. 3 - Sometimes Solutions are so Simple


Notas iniciais
HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI, MINNA-SAN! O/ Como estão? XD Hoje estou muito feliz u-u não me perguntem o motivo, mas enfim, estou felizona HUEHUEHUE o/ Espero que gostem desse cap (eu acho super fofo *-*)

Himuro caminhava lento pela rua, seus pensamentos grudados em Murasakibara e sua proposta repentina. Devia ou não aceitar aquilo? Não podia negar que era simplesmente a solução para ter sua vida de novo, mas não queria mais que Murasakibara gastasse tanto com ele.

– Droga, o que eu vou fazer? — suspirou parando em frente a sua casa.

Realmente sua casa o fazia gastar muito, mas era por ela que tinha dois trabalhos, e ainda queria fazer faculdade, queria ter uma vida de novo e Murasakibara estava lhe dando a oportunidade de fazer isso. Suspirou e pegou as chaves da casa, começando a abri-la, tudo o que precisava era de um banho, mais uma hora de sono e depois ir para seu primeiro trabalho do dia.

– Hey, Tatsuya! — seu corpo inteiro ficou rígido, seus olhos se arregalaram e sua voz sumiu. Não podia ser. Não tinha como ser. Era impossível. — Não precisa ficar tão assustado. — ele riu e se aproximou do moreno, abraçando-o por trás. — Senti sua falta...

– S-sai... — o moreno empurrou o homem que o abraçava e virou, encarando aqueles olhos vermelhos. Ele estava mais alto agora, sua aparência estava mais rígida, era um homem feito agora enquanto Himuro apenas emagrecera mais, estava se alimentando mal e sua pele estava ressecada, mas era o tipo de coisa que um quilo de maquiagem esconde bem. — Taiga.

– Sentiu saudades? — sorriu de canto, aquele sorriso esperto e cheio de si. Queria socá-lo.

– Não. — foi direto e voltou a abrir a casa, suas mãos tremiam. — Vai embora.

– Tatsu... — sussurrou, aproximando o rosto do rosto do menor. — Vamos conversar... deixar mágoas de lado, por favor. — ele sorriu meigo, acariciando a bochecha do moreno que, por segundos, quase se deixou levar.

– Taiga. Você não sabe o que fez com a minha vida. — Himuro abriu a porta e olhou para o ruivo. — Você não sabe o quanto me destruiu, nada que fale ou faça vai mudar o que me fez.

– Tatsu, eu posso te ajudar. — o ruivo abraçou o moreno novamente, apertando sua cintura com carinho. — Posso fazer o que quiser, eu quero fazer tudo para me redimir e te dar tudo que tirei, por favor, me deixa fazer isso por você. — Himuro fechou os olhos, não podia acreditar nele, não assim... ele ia mentir de novo, ia destruí-lo de novo.

Espalmou as mãos no peito do maior e tentou empurrá-lo, mas não conseguiu, ele sempre fora mais forte. Então apenas suspirou e deixou os braços caírem.

– Muro-chin. — arregalou os olhos e olhou para a pessoa atrás de Kagami. Era Murasakibara com um sorvete na mão.

– Argh, o que quer aqui, Murasakibara? — o ruivo virou-se cheio de ódio. Seu olhar fuzilava o garoto de cabelos lilás e olhos da mesma cor, que apenas o encarou com tédio nos olhos.

– Vim falar com Muro-chin, mas isso não é da sua conta. — o maior passou direto pelo ruivo e abraçou o moreno com força, Himuro ficou sem saber como agir, então apenas passou os braços pelo ombro do maior, que aproveitou a deixa para erguê-lo, deixando-o sobre um de seus ombros.

– Murasakibara!! — Exclamou Himuro segurando-se na roupa do garoto, que apenas se virou de frente para o ruivo, deixando a cabeça do menor para dentro da casa.

– Se não se incomodar, eu e o Muro-chin temos assuntos inacabados e urgentes. — falou antes de entrar na casa do moreno e bater a porta na cara de Kagami. Depois soltou o moreno, que começou a andar de um lado para o outro com as mãos no rosto, parecia querer chorar ou estar muito irritado. — Me desculpe, Muro-chin, mas ele...

– Eu sei. — rosnou o moreno encarando o maior com os olhos acinzentados mais brilhantes pelas lágrimas. — Eu sei o que ele queria, eu sei o que ia acontecer, eu sei, ok?! Eu já passei por isso, fui eu! Então não precisa me falar como ele ia agir! Droga! Eu estou cansado, eu estou triste, eu estou angustiado, eu... eu não aguento mais! Sai daqui, Murasakibara, não quero te ver, não quero ver o Taiga!

– Muro-chin...

– Você vai fazer como ele. Não confio em mais ninguém. E nem adianta tentar ser ajudado a essa altura do campeonato, já sou um prostituto, não existem mais portas por onde eu possa-

– Muro-chin...

– ... Passar, sabe por que? — o moreno andava de um lado para o outro, chorando e chutando algumas coisas, passando as mãos pelo cabelo. — Porque eu me tornei uma escória! Eu não suporto mais tudo isso, não me aguento mais, quero mor-

Murasakibara o puxou pelo braço e selou seus lábios, empurrando o menor para a parede e apertando seu corpo, de forma que Himuro não tinha saída alguma. O maior o abraçou com carinho pela cintura e roçou seus lábios nos do menor. — Por favor, Muro-chin, pare. — sussurrou acariciando o rosto do menor.

– S-sai, Murasakibara! — empurrou o maior e passou as mãos pelo rosto, deixando suas costas escorregarem pela parede, colocou a cabeça entre as pernas e começou a chorar mais alto, apertando suas canelas. — E-eu não estou pronto para i-sso! É cu-culpa sua... se você não tivesse aparecido... se não tivesse brigado com o Taiga... Taiga, idiota! — Murasakibara suspirou encarando o menor sentado encolhido ali falando o nome daquele homem que tanto detestava. — Por que está aqui?!

– Porque hoje é o último dia de inscrição para o vestibular, então se quiser fazer a prova, decida agora. — falou tirando um doce do bolso e abrindo-o. — Se aceitar, podemos fazer a inscrição agora mesmo.

Himuro o encarava boquiaberto, confuso demais para falar qualquer coisa, então apenas limpou os olhos e se levantou, para então acenar com a cabeça para o maior, indicando que queria. Murasakibara deu o maior sorriso que já havia visto em seu rosto.

Murasakibara colocou a bolsa sobre a cama e retirou o casaco que usava, olhando para o moreno, que começava a pegar uma roupa dentro de uma gaveta do pequeno armário de roupas que havia no quarto para trocar aquela que usava. Murasakibara não pôde deixar de notar o quão sensual ficava daquela forma, usava um shortinho de malha sintética e botas, a maquiagem realçava sua beleza e as luvas e meias lhe davam um ar dominador.

Gostava do corpo de Himuro, mas sempre o achara mais atraente de chinelas e pijama. Talvez porque aquele ar sensual com aquelas roupas o lembrasse seu trabalho e isso o lembrava Kagami. Sentou-se na cama e esperou o moreno, que apareceu suspirando e sorrindo fraco, perguntava-se por que nunca mostrava um de seus olhos, o esquerdo.

– Bem, vamos? — perguntou o menor, também sentando na cama.

– Vamos. — Murasakibara sorriu e pegou os cadernos e livros que separara para preparar Himuro. Viu o moreno fazer uma leve careta e depois pegar um livro de matemática. — Você é melhor com exatas ou humanas?

– Ah, acho que eu enrolo em ambas, mas sempre fui melhor em Humanas. Vou prestar para Moda, lembra? — Murasakibara sorriu e acenou. — E você?

– Exatas, vou para o ramo da tecnologia mesmo. — deu de ombros e suspirou, encarando as apostilas. — Você precisa ir bem em exatas e humanas e eu sou péssimo nisso, por exemplo, História, não sei bulhufas disso. — O maior encarava preocupado as apostilas, então o moreno desatou a rir.

– Não fique tão preocupado, Murasakibara-kun, só preciso ler e relembrar e, de qualquer forma, preciso saber mais sobre Matemática do que História, já que Humanas eu me dou bem e ainda lembro algo do colégio. — o moreno sorria lendo as anotações do maior, eram bem claras e explicativas, gostava daquilo.

– Ainda assim, vou pedir para um amigo meu te ajudar, ele é o cara mais inteligente que eu conheço no mundo.

– É o L? Ou o Kira? — começaram a rir juntos e então Himuro notou que gostava de quando ele ria, parecia tão feliz. — Ok, agora vamos falar sério, me ajuda aqui...

Passaram três horas apenas estudando o básico da Matemática, aprofundando em alguns assuntos que julgaram necessários saber mais, Himuro muitas vezes se sentia frustrado por não conseguir fazer alguma conta ou não entender o princípio da coisa, mas o maior estava disposto a ensiná-lo quantas vezes fossem necessárias e com muita calma sempre.

Himuro realmente se sentia grato por tudo que o maior estava fazendo por si, mas ainda se sentia incomodado, queria poder fazer algo por ele também, ajudá-lo em algo, retribuir tudo aquilo, mas não fazia nem ideia de como. Então decidiu em silêncio que quando conseguisse dinheiro o suficiente e um bom trabalho, devolveria tudo para o garoto e, quando ele precisasse, estaria ali para ajudá-lo qualquer que fosse o problema.

– Muro-chiiiiin, presta atenção nisso, olha. — O maior apontou algo na folha. — Antes precisa fazer essa outra conta aqui, lembra? Para reduzir o resultado, ou o número vai ficar absurdo, e precisa lembrar que é m³, você está colocando m², eles fazem pegadinhas assim, então não pode esquecer mais. — o maior lhe entregou uma borracha, com a qual apagou seus erros e os arrumou, começava a lembrar da época de colégio, das lições, parecia muito diferente agora.

– Vou lembrar. — Sorriu fraco voltando a fazer a conta, mas seus olhos começavam a pesar. — Murasakibara...

– Hã? — o maior ergueu o olhar de sua conta para o moreno.

– Estou morrendo de sono. — suspirou, deixando seu corpo cair para trás.

– Mas já?! Ainda são meia-noite e cinquenta! — o moreno riu e começou a fechar os cadernos, marcando as páginas nas quais teria de voltar.

– Você me fez ir dormir às nove por dois meses, meu corpo se acostumou. — Suspirou, deixando as coisas de lado e se cobrindo. — Acho que já vou dormir... amanhã ainda tenho trabalho, lembra? Dois trabalhos...

– Não tem mais o segundo...

– Ainda tenho que dançar. — murmurou sonolento enquanto deitava-se na cama.

– Gosto quando dança... — revelou o maior e Himuro sentiu o rosto corar ao lembrar da forma que o maior o olha quando faz isso e apenas deu de ombros para disfarçar.

– É só dança...

– Posso dormir com você, Muro-chin? — Himuro apenas o encarou e revirou os olhos.

– Não sei por que pergunta se é você quem está pagando pelo quarto. — o moreno voltou a fechar os olhos, sentindo o corpo do maior atrás de si, e então Murasakibara o abraçou por trás, fazendo-o abrir os olhos um pouco, sentindo seu corpo se encaixar ao do maior, como se fosse apenas um ursinho de pelúcia.

– Verdade... — sussurrou o maior, depositando um selo na bochecha corada do menor em seguida. — E estou pagando pelo seu corpo também... — Himuro arregalou os olhos, sentindo sua face ficar ainda mais quente. — Por isso vou te usar como ursinho. — o moreno sorriu fraco, virando mais o rosto para a cama, de forma que o maior não podia vê-lo.

– Pode ser... — sussurrou antes de entregar-se ao sono.

Notas finais
E aí? E aí? Kawaii?