Let Me Live That Fantasy
11 O Plano Do Ladrão.
Emma saiu da sala de reuniões puxando Henry pela mão, ela sabia que seria seguida pelos guardas, mas não se importava. Tinha que tirar a sua mulher daquele lugar e depois fugiria dali com ela e seu filho. Seu pai até tentou iniciar uma conversa com ela, mas todos naquele lugar só a irritavam mais a cada segundo e sua mãe nem ao menos tinha coragem de lhe encarar depois do que fizera.
Depois de andar quase correndo pelo castelo com Henry ela percebeu que os guardas não mais a seguiam, ela não entendeu o porque, mas não tinha tempo de questionar.
Ela se agachou na frente do garoto, não tinha notado o quando assustado ele estava e com razão, acabara de ver a mãe sendo levada presa pelos próprios avôs e agora sua outra mãe o arrastava apresada sem nem saber direito aonde ir.
– Henry, você esta bem?
Ele simplesmente balançou a cabeça dizendo que sim, o que na cara era mentira.
– Eu preciso que você seja forte, ok? Vai dar tudo certo.
Ela passou a mão por seus cabelos tentando acalmá-lo.
– Agora, eu preciso que vá até seu quarto e junte o que achar necessário e espere por mim, esta entendendo?
– Emma? Nós vamos embora?
Ele questionou, tinha a voz pesada e a expressão assustada.
– Precisamos ir Henry, nunca poderemos ser uma família aqui.
Ela disse passando a mão pelo rosto dele. Talvez ele ainda não entendesse, mas um dia com certeza saberia porque as mães precisavam fugir.
– Mas e a minha mãe?
– Henry. Eu nunca iria sem ela.
Ele sorriu aliviado e foi em direção a seu quarto.
***
Emma demorou um pouco para encontrar o próprio quarto de tão atordoada que estava. Virava em alguns corredores errados e se xingava quando deixava alguma lágrima cair, precisava ser forte por Henry e por Regina, eles precisavam dela. Quando finalmente o encontrou teve uma surpresa, Ruby e Robin Hood estavam lá esperando por ela.
Ela os olhou confusa por um momento até o homem se aproximar.
– Então, o que iremos fazer?
Ele perguntou e Emma entendeu ao que ele se referia, mas o fato era que não sabia se podia confiar no homem.
– Eu vou tira minha mulher e meu filho daqui. Isso é o que vou fazer.
Ela disse com a voz firme já se livrando das lágrimas que ameaçavam se formar.
– Emma nós queremos ajudar. Acreditamos em você.
Falou Ruby com um olhar sincero. Emma abriu a boca, mas Robin a interrompeu.
– Escute princesa, eu sei que você não gosta de mim. — Falou ele mantendo a postura dura que sempre teve. — Mas estou a fazer isso pelo menino, Henry.
Emma ficou ainda mais confusa pela explicação do rapaz, Ruby sorriu como se soubesse do que se tratava.
– Henry?
– Sim, meu filho Roland perdeu a mãe muito cedo e Henry tem sido como um irmão para ele. Henry sempre acreditou que a rainha podia mudar e que você seria a responsável por isso. Quando eu as vi eu soube que ele estava certo, você é o cavaleiro branco da rainha e ninguém pode negar isso.
Emma suspirou pesadamente, o cavaleiro branco não estava sendo muito útil ultimamente. Ela estava tão cansada, mas não podia deixar aquilo transparecer.
– Certo, mas saibam que isso vai ser pesado.
Os dois concordaram e assim eles entraram no quarto para planejarem o que fariam.
***
Algumas horas haviam se passado e Emma havia pedido Ruby que buscasse Henry no quarto, eles não estavam conseguindo chegar a um acordo sobre o melhor jeito de entrar no calabouço do castelo onde ficavam os presos e Emma sabia que Henry sempre fora o mais esperto garoto que ela já conhecera. Ele era agora um rapaz, sempre participava das reuniões do conselho e não podia ser deixado de fora assim, mesmo que ele não soubesse como ajudar ela achou que fosse justo que ele participasse da construção do plano para salvar a sua mãe.
Hood dizia que a melhor forma era chegar de surpresa e os atacar de madrugada quando estariam despreparados.
– Um guerreiro ex-ladrão, uma mulher lobo e a salvadora podem derrubar alguns guardas.
Ruby achava melhor irem ao horário da troca de turnos, ela sabia exatamente por quanto tempo o posto ficava vazio e assim eles poderiam entrar à surdina e resgatar Regina sem precisar derramar o sangue de ninguém.
– Até porque temos uma criança conosco.
Emma andava de um lado para o outro no quarto girando a espada nas mãos, ela queria usar magia, queria colocar fogo em todos e acabar logo com aquilo, cada segundo longe de Regina era uma tortura e no fundo tinha medo que se demorasse muito a resgatá-la só o que encontraria fosse a antiga e amargurada prefeita de Storybrooke, Maine.
Henry estava sentado em uma cadeira alta, observando tudo, mas sem falar nada. Emma sabia que o assunto o perturbava, mas ele parecia mais homem do que nunca.
– Se fizermos do seu jeito. – Começou Hood. – Ainda poderíamos ser pegos em flagrante e ai sim estaríamos encrencados porque seriamos nós a sermos surpreendidos.
– Mas se fizermos do seu jeito. – Ruby tentou usar o mesmo tom de voz dele, mas ela era delicada demais para isso. – Teríamos que lutar contra dezenas de guardas e isso sem contar os que podem nos perseguir na floresta.
– Não precisamos nos preocupar com a floresta.
Henry falou pela primeira vez desde que chegara e atraiu a atenção de todos.
– Eu conheço uma pessoa que irá nos ajudar, ela foi amiga da minha mãe.
– Quem é essa pessoa Henry?
– Ela é uma fada.
Emma teria achado aquilo muito estranho a dois anos atrás, mas fadas e mulheres lobo já não a surpreendiam mais.
– Uma fada? Amiga de Regina?
– Sim, o nome dela é Tinker Bell.
Emma ficou um pouco tonta ao ouvir o nome, só então percebeu que já estava anoitecendo e ela não havia comido nada o dia todo, tudo aquilo era demais para ela.
– Tinker Bell? Como em Peter Pan?
Os outros se olharam confusos, mas Henry lhe deu um sorriso confiante. Antes de poder formular um pensamento irônico sobre aquilo ouviu batidas na porta. Hood sacou a espada instintivamente e Ruby se encolheu, às vezes Emma achava que ela não tinha noção da própria força e de como era intimidadora. As batidas na porta insistiram e Emma se aproximou, pensou que talvez fosse um dos guardas ou provavelmente seu pai. Ela abriu a porta com cautela e teve uma surpresa, devia ter previsto isso. Snow White estava parada do lado de fora a olhando com aqueles enormes olhos tristes, ela havia tirado as vestes de rainha que usara durante a reunião, o que Emma achou um erro, pois assim normal ela lembrava a velha Mary Margaret que antes fora sua melhor amiga.
Ela aproveitou do momento de vacilo de Emma e adentrou o quarto, não pareceu surpresa a se deparar com os visitantes que estavam ali, não disse nada.
Se virou para encarar Emma e as duas tinhas olhos lacrimejantes, mas a rainha parecia ainda mais cansada, mas não disse nada.
Tentou alcançar a mão de Emma, mas a loira não permitiu. Tirou alguma coisa de dentro das vestes e entendeu a ela. Era uma chave. No momento Emma não entendeu o significado de tudo aquilo só ficou encarando aquela chave grande, velha e enferrujada em suas mãos, nem se incomodou em virar quando sua mãe passou por ela pela ultima vez e fechou a porta.
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