Notas iniciais
Me perdoem, eu não sei escrever esse tipo de cena então se estiver ruim eu já estou pedindo desculpas.

Emma havia desejado aquele momento por tanto tempo que nem estava mais pensando se era certo ou não. Regina sempre fora uma mulher autoritária e elegante, a prefeita que Emma conhecia, mas ali estava ela indefesa e vulnerável deitada em baixo de si a olhando com olhos brilhantes, ela era perfeita.

Elas não estavam no lugar certo e certamente não era o momento apropriado, pois os soldados provavelmente ainda estariam acordados, mas cara, nunca algo tão errado pareceu tão certo para Emma Swan.

Elas começaram a se beijar delicadamente e logo se tornou mais urgente. Emma conhecia o corpo da morena com as mãos e a cada toque podia sentia Regina se arrepiar, o que a deixava ainda mais excitada.

Regina apertou sua nuca quando sentiu suas mãos invadindo sua blusa e apertando seus seios, Emma logo se apresou e arrancou a blusa da morena com tudo deixando seus seios visíveis. Ela mordeu os lábios admirando a vista deixando Regina sem graça, mas esta logo entrou no jogo lançando um olhar tentador para Emma.

– Vai ficar só olhando, querida? – Ela sussurrou com a voz rouca deixando Emma sem ar.

A loira recuperou a consciência e tomou um dos seios da morena na boca e começou a chupá-lo, com a mão ela massageava o outro enquanto Regina reprimia gemidos. Ela passou a língua pelo seio da morena dando leves mordidas e começou a descer, mordiscava o abdômen da morena a fazendo arrepiar desejando ser tocada.

Emma arrancou a calça da rainha com uma habilidade que nem ela sabia que tinha, começou a distribuir beijos pela parte inferior da coxa da morena a provocando e sentiu suas unhas se cravarem em suas costas, aquilo deixaria uma marca, mas ela não se importava. Quando chegou ao sexo da morena com a língua, Regina a arranhou novamente e não conseguia mais segurar os sons de prazer, não se importava mais se alguém pudesse ouvir, pois o que elas faziam ali era mágica.

Emma a chupava intensamente, a rainha rebolava em sua boca desejando por ela, Emma não queria parar, não queria parar nunca. O gosto da morena a hipnotizava como nenhum gosto havia feito antes, nenhum sexo havia sido tão gostoso. Tudo naquela mulher era irresistível, Emma sabia, naquele momento que não poderia mais viver sem ela.

Sentiu Regina chegando ao ápice se contorcendo e gemendo alto. Aquele som...

Regina puxou Emma para lhe beijar e assim elas ficaram por alguns minutos, suas bocas se encaixavam perfeitamente, assim como o resto de seus corpos.

A lua cheia lá fora brilhava intensamente, mas isso não era relevante, as duas mulher não se importavam se era noite ou dia, se amaria até seus corpos implorarem por descanso.

***

Regina abriu os olhos se sentindo estranha, sabe aqueles poucos segundos pela manha em que você simplesmente abre os olhos, mas ainda não acordou de verdade? A primeira coisa que notou foi o corpo nu de Emma enroscado ao seu e então as memórias da noite anterior acertaram a sua mente como flechas, rápidas e imperceptíveis. Sabia que provavelmente estava cheia de marcas espalhadas pelo corpo assim como Emma teria as dela.

Assim como previsto o arrependimento a acertou, agora não tinha mais volta, elas haviam feito amor. Se Emma a deixasse doeria muito mais do que se nunca tivesses dormido juntas, sentindo o corpo de Emma abraçado ao seu ela desejou fugir. Pensou em se levantar e correr dali para o mais longe possível, mas não podia fazer aquilo, se houvesse uma possibilidade, mesmo que mínima de aquilo dar certo ela precisava tentar.

Ela observou o rosto adormecido de Emma, postou um beijo em sua testa. Não conseguiu segurar seu sorriso que saiu tão grande quanto podia, mas se repreendeu. Se lembrou de sua primeira vez com Daniel, ela acordou se sentindo tão feliz, tão amada. Somente para perdê-lo poucos dias depois. Prometeu a si mesma que nunca mais se entregaria daquela forma e ali estava ela prestes a ter seu coração partido mais uma vez.

Ficou observando enquanto Emma abria os olhos, seus olhos verdes eram ainda mais claros pela manha e seu sorriso iluminou tudo a sua volta.

– Bom dia, linda. – Ela disse sorrindo.

– Você ronca, sabia? – Regina falou soltando uma gargalhada.

Emma fez uma careta.

– Eu não ronco, não senhora. – Disse começando a fazer cócegas na morena que agora ria ainda mais.

As duas ficaram conversando e rindo por um tempo que elas não viram passar, elas estavam bem.

***

– Chegaremos ao castelo dos Charming em menos de meia hora, princesa!

Um dos soldados, que Emma achou ser o comandante dos outros porque era mais alto, mas forte e mais mandão. Ela cavalgava ao lado das duas em um ritmo perfeito, Emma não se lembrava dele em Storybrooke, mas o homem parecia ter nascido para ser soldado. Ele tinha cabelos castanhos claros bem penteados, uma barba rústica e uma expressão de aventureiro.

– Certo. Isso vai ser complicado. – Disse Emma tentando soar mais confiante do que realmente estava.

– Sim, senhora. – Ele se aproximou um pouco mais delas. – Princesa, você já sabe que isso será difícil de acreditar ao primeiro momento, certo? – Perguntou ele olhando diretamente pra Regina que ficou ereta mostrando que não se intimidava.

– O que quer dizer? – Perguntou Emma.

– Todos nós ficamos muito confusos no começo, mas tivemos esses dias para nos adaptar. Vivemos nesse mundo de conto de fadas, mas não se engane, algumas pessoas ainda se negam a acreditar no poder do amor.

Emma o fitava intensamente enquanto falava. Aos poucos percebia que o homem não falava contra ela e sim a favor dela. Ele era como Henry, ele acreditava.

– Quando chegarmos pensarão que a antiga rainha nos amaldiçoou. Formaremos uma linha de defesa para que você tenha tempo de falar com sua mãe antes que nos matem. Mas você precisará ser rápida, pois o alvo principal deles será ela. Você não imagina a honra que seria para um soldado matar a tão temida rainha má.

Regina não falava nada, ela usava a jaqueta vermelha de Emma que parecia ficar ainda melhor nela, tudo ficava melhor nela. Ela se aninhou um pouco mais nos braços de Emma que a abraçou. Regina olhou o soldado, também não se lembrava dele com clareza, mas certamente já o havia visto.

– Porque esta fazendo isso?

– Porque um certo garotinho uma vez me ensinou a acreditar.

– Henry? – Regina perguntou curiosa.

– Ele e meu filho, Merlin, são bons amigos. Futuros guerreiros. Ele é um menino especial e acho que é porque foi criado por essa mulher que eu encontrei a alguns dias atrás e não pela rainha má.

Regina conseguiu lhe dar um sorriso, olhou pra frente se sentindo mais esperançosa, talvez tudo fosse ficar bem, não pode evitar uma lágrima, mas dessa vez era uma lágrima de felicidade.

Notas finais
#EvilLove