Let It Burn
13 Vingança?
Notas iniciais
Capítulo dedicado á VAMPIRA, em quem eu me inspirei para descrever esse momento dela hehe. Sua linda, adoro você e sua fic s2
Enfim, esse capítulo ta chato, mas eu queria postar algo pra não deixar vocês sem nada e tal kk. Vou ver se escrevo mais um pouco ainda hoje. Sei lá. Beijos, boa leitura.
PS: no * colocar essa musica: http://www.youtube.com/watch?v=5anLPw0Efmo
PS²: no ** colocar essa musica: http://www.youtube.com/watch?v=pdlS7tab5rQ
Mas e se as coisas estivessem pré-destinadas a darem errado?
Mas e se a sua maior sorte for ser feliz por um único dia?
Você desistiria ou se vingaria?
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Talvez aquela tivesse sido uma das melhores noites de minha vida, senão a melhor. Espalmei o peito nu de Jimmy e me aconcheguei ainda mais perto dele. Sua pele exalava um perfume que eu não consegui distinguir, uma mistura de perfumes, de odores, que o tornavam ainda mais irresistível. Não ousei abrir os olhos, mas sabia que ele estava me fitando. Seu braço esquerdo estava debaixo de minha cabeça e sua mão apoiava minhas costas, com a outra mão ele mexia em meu cabelo. Abri os olhos e vi seus lindos orbes azuis, seu rosto sereno e reconfortante.
— Bom dia grandão – disse a ele enquanto passava meus braços a sua volta.
— Bom dia – ele me deu um demorado beijo na testa e voltou a mexer em meu cabelo.
Estar ali deitada ao seu lado causava uma sensação inexplicável: nossas bocas não conseguiam pronunciar uma única palavra, mas nossos olhares conversavam entre si. Meus braços recusavam a se mover, a exaustão banhava-me o corpo, mas estar ali, com ele, era surreal.
— Sabe... Sobre ontem... – eu tentei me explicar, tentei falar o quanto eu havia gostado daquilo, o quanto eu queria permanecer ao seu lado, o quanto eu precisava do seu gosto viciante de menta, do seu perfume adocicado, das suas mãos fortes e precisas, em vão.
— Não fale nada. Eu entendo.
— Entende?
— Sim, eu sei que foi um erro. Eu vou pegar as minhas coisas e vou embora, vamos esquecer o que aconteceu.
— Mas...
— Sem mais, Ayme. Tudo isso foi um grande erro, um deslize.
— Você não... Você não gostou? Não queria ter feito isso?
Um nó havia se formado em minha garganta e a alegria de antes já não me entorpecia. Era isso então? Ele era como os outros?
Sua mão colocou uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha e seu olhar parecia enxergar o fundo da minha alma naquele momento.
— Não foi isso pequena, não tem nada a ver com o sexo. O que eu sinto por você é muito além disso, é algo que eu não posso deixar um desejo carnal destruir.
— Pare! Você não entende! Será que nunca percebeu o quanto eu fico boba olhando esse azul dos seus olhos? Será que você nunca percebeu o quanto sua presença me faz bem? Eu sinto como se um imenso buraco afetasse-me a alma quando você não está por perto. Você é como uma droga para mim. Seu sorriso me fascina, porra!
* Jimmy parecia espantado. Ele se sentou na cama enquanto eu levantei e fui correndo até o banheiro do quarto do hotel, entrei nele e tranquei a porta. Coloquei a banheira para encher e sentei no piso do banheiro, me encostei na parede e coloquei a cabeça entre as pernas. Marejavam-me os olhos, as mãos trêmulas já eram quase incapazes de segurar os meus longos cabelos castanhos. Ergui a cabeça com o barulho da porta do quarto se fechando e passos firmes no corredor. Jimmy havia ido embora.
Eu estava sozinha novamente. As lembranças ruins dos últimos meses de minha vida rodeavam-me a mente e por um momento eu pensei em desistir de tudo, o fardo que eu estava carregando era pesado demais, difícil demais.
Mergulhei na banheira mais cheia que o normal, encolhi as pernas e afundei-me na água. O rosto submergido escondia as lágrimas que ousavam escapar dos olhos, as palmas das mãos estavam segurando na borda da banheira, forçando-me ainda mais contra a força da gravidade. Meus pulmões arderam, clamando por oxigênio, mas a dor que queimava era pequena demais, uma dor inocente que não sabia o quanto podia ser incômoda a dor de não ser amada.
Imagens passavam rapidamente em minha cabeça e a angustia de antes tinha se tornado pior. Emergi sobre a água e suspirei pesadamente, passei a mão sobre meus cabelos e retirei a água depositada sobre meus cílios, nenhuma dor que sentira se comparava aquela que apertava-me o peito.
Saí da banheira e enrolei-me na toalha branca bordada com o ícone do hotel. Fui até as malas e pude ver um papel jogado sobre a cama. O papel estava meio amassado e marcado. As letras eram garranchos quase ilegíveis para qualquer pessoa, mas, para mim, eram familiares. A força com que a caneta fora pressionada contra o papel espessou a letra, não retirando a familiaridade.
“Me desculpa por ter feito você pensar coisas erradas. Você é a irmã do meu melhor amigo que eu jurei proteger. Meu afeto por você se tornou intenso demais e eu preciso de um tempo para fazer as coisas voltarem aos seus lugares. Por favor, não comente com ninguém sobre o que aconteceu, isso não pode chegar aos ouvidos de Leana.
Me desculpa, novamente.
Jimmy”
Aquilo era tudo que eu precisava para tornar meu dia ainda pior. Fui até o pequeno e brilhante frigobar que ficava na entrada do quarto e revirei as águas até achar um litro de vodka, levantei e fechei o frigobar com uma força sobrenatural. Me sentei sobre a cama, peguei o papel que Jimmy havia deixado e o amassei, colocando-o sobre o criado-mudo. Bebi quase metade do meu litro de vodka e então peguei meu celular, discando o número de Brian com alguma dificuldade. **
— Ayme? – Sua voz rouca e inconfundível causou arrepios gélidos em minhas costas.
— Eu mesma... Hm... Lembra de quando eu te perguntei sobre me juntar á você?
— Ér... Eu lembro.
Tentei falar, mas pigarreei de começo. Recompus minha voz e voltei a falar.
— Posso ir até a sua casa?
— Sério?
— Sim.
— Pode, mas eu não estou no apartamento, estou na casa do meu pai, em frente ao lago.
— Ok, 10 minutos eu to aí.
Vesti a primeira roupa que eu achei nas malas, peguei minha bolsa e meu iPhone e desci as escadas correndo. O hotel que eu ficava era perto da case de Brian, mas longe da casa do pai dele e eu prometi à ele que estaria lá em 10 minutos. Comecei a andar mas logo percebi que não chegaria à tempo, então comecei a correr. Depois de alguns minutos chego em frente a casa que seu pai morava, bati na campainha e lembrei-me da festa de boas vindas de Matt, suspirei.
A porta diante de mim se abriu sem ao menos ouvir um oi no interfone. Entrei e segui a fumaça com cheiro de Marlboro Red que vinha de uma porta e fui direto para a sala de estar da grande mansão. Da porta pude ver Brian parado olhando o lago da sacada, com suas mãos fortes segurando na grade. Sua camiseta preta estava colada em seu corpo musculoso, seus braços contraíam-se a cada vez que ele levava o cigarro até a boca e a fumaça encontrava devagar meu rosto. O cheiro era inebriantemente característico de Brian: sedutor, misterioso e sexy.
— Entre e feche a porta, querida. – Murmurou Brian, ainda olhando para o lago.
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