Let It Burn
14 Planos
Notas iniciais
O capítulo pode conter alguns erros pois eu não estava com paciência pra revisar... Enfim, obrigado pela paciência e boa leitura.
Ayme narrando:
Entrei e fechei a porta, como fui ordenada. O ambiente não era muito iluminado, o pouco de luz que havia ali era proveniente da sacada em que Brian estava. O cheiro era incrivelmente familiar para mim. Havia um sofá grande que na hora trouxe-me lembranças da festa onde tudo começara; suspirei e adentrei ainda mais o ambiente.
Brian estava parado na mesma posição e nem ao menos teve o trabalho de virar-se para mim enquanto falara. Seu tórax estava meio coberto por uma regata, que deixava seus braços musculosos e tatuado à mostra. Andei até ele e parei ao seu lado, também fitando o lago.
— É lindo, não é? Era o lugar preferido de minha mãe.
— É realmente lindo.
O lago fazia parte de um parque pouco movimentado, onde só havia algumas mesas. Os raios de sol incidiam sobre a superfície turva da água e refletiam para todos os lados, a sensação era surpreendentemente agradável. Estar ao lado de Brian era insano e agradável, suicida na porção certa.
— Enfim, o que houve? – Seus olhos focalizados na paisagem a sua frente.
— Eu preciso da sua ajuda.
Seus olhos voltaram-se para mim, arregalados.
— Para que?
— Para dar o troco – sorri maliciosamente enquanto chegava perto de Brian, meus braços enrolaram-se em seu pescoço, mas ele permaneceu inerte.
— Eu acho que não entendi... Você quer minha ajuda para se vingar de Matt?
— Não apenas de Matt, mas de Jimmy também.
— E o que eu ganho com isso?
Ergui uma sobrancelha e sorri lateralmente. Passei minhas unhas pelo seu braço lhe provocando arrepios. Colei nossos corpos, coloquei minha boca perto da orelha dele e mordi levemente seu lóbulo. Me afastei rapidamente e fitei seus olhos castanhos. Ele me encarou por uns segundos.
— Entre, vou fechar essa porta e lá dentro a gente conversa melhor.
Sorrio para ele e adentro novamente o misterioso cômodo. Havia um Marlboro sobre a mesinha da sala, tomei a liberdade de pegar um cigarro. Acendi e traguei-o, esperando que Brian terminasse de fechar a porta e as cortinas. Sentei-me no grande sofá e esperei que Brian viesse.
— E aí, o que você tem em mente?
Comecei a contar á ele meus planos.
[...]
— Os planos são muito bons! Parece que faz isso desde pequena.
Sorrio com o elogio.
— Qual é, eu elogiei você... Preciso de um elogio em troca!
— Quer que eu te fale que o jeans que você está usando é bonito?
— Na verdade eu prefiro outro tipo de elogio... — ele olha para seu membro e olha novamente para mim.
— Nem pensar! Primeiro você cumpre sua parte, depois eu te garanto que te recompenso direitinho.
Ele riu da resposta. É claro que ele havia falado sério, mas não esperava tamanha “prontidão” de minha parte. Sorriu para mim.
— Você anda bem diferente Ayme...
Ele me fitou, esperando uma resposta convincente, mas a única coisa que recebeu foi um longo suspiro. Tanta coisa passava em minha cabeça naquele momento que seria difícil dizer á ele um terço do porquê de eu ter mudado. Abaixei a cabeça e pude ver o cigarro que queimava entre meus dedos. Traguei uma vez e soltei a fumaça lentamente, tentando me livrar dos pensamentos junto com ela. Meus olhos marejaram e eu engoli em seco a lembrança do rosto de Matthew ao me falar que ele sabia de tudo; traguei pela segunda vez, repetindo a forma de soltar a fumaça.
— Ei, eu posso ter todo esse jeito meio grotesco, mas não tenho um coração de metal não, tá? – Ele disse, ainda fitando meus olhos, que estavam banhados pelas mais pesadas lágrimas.
Seus braços se abriram em um pedido de abraço e eu prontamente impulsionei meu corpo contra seu peito. O choque o levara um pouco para trás, mas em milésimos de segundo seus braços já seguravam fortemente meu tronco. Eu gostaria de me abrir com Syn, mas tinha medo... Fora traída por duas das pessoas que mais amava, já era de se esperar.
— Ok, não precisa me falar nada agora... Não fica assim tá? Eu vou te ajudar no que você precisar.
Seus braços exerceram ainda mais força e logo depois me soltaram. Tateei seus braços com a ponta de meus dados e sorri para ele, agradecendo.
— Quando você acha que podemos começar? – Indaguei.
— Quando você quiser. – Ele sorriu, orgulhoso de sua autoconfiança.
Brian Haner narrando:
Eu não tinha a mínima noção de como faria aquilo. Leana sempre fora a protegida de Jimmy e agora eles estavam noivos, com data marcada para o casamento. Ela sempre fora apaixonada por James, nunca houve uma única história ou comentário sobre traição da parte de nenhum dos dois... Bem, até o momento que Ayme chegara na cidade, não.
O plano de Ayme era bom e precisava de uma boa execução: Leana trairia Jimmy e, de quebra, engravidaria, o suficiente para destruir a confiança dele nela. “Jimmy tem tanto apreço por ela... Seria interessante ele provar a sensação de ser deixado, traído, assim como eu fui.” – Lembrei-me claramente das palavras sussurradas pela boca carnuda da bela morena que agora se posicionava ao meu lado, levantando uma das suas mãos em meu ombro e sussurrando em meu ouvido palavras suaves e perversas, que me faziam arrepiar.
— Syn, você acha que consegue fazer isso por mim? – Ela me olha com uma cara absurdamente sexy e inocente. Seus olhos brilham e suas sobrancelhas estão levemente arqueadas. Ela morde o lábio e continua fitando-me.
— Eu sempre consigo tudo que eu quero... Eu sou o Synyster Fuckin’ Gates, lembra-se? – Pigarreei com um tom irônico e caí em gargalhadas. Ao voltar meus olhos em seu rosto, percebo uma aparência séria, como quem não gostou nem um pouco da brincadeira. – Enfim, eu dou um jeito.
Ela sorriu misteriosamente e saiu em direção á porta. Seu quadril movia-se lentamente de um lado para o outro enquanto andava, meus olhos seguiram-no. Ao chegar na porta, Ayme se encostou nela, dizendo.
— Precisamos concluir essa etapa logo. Uma gravidez não se percebe da noite para o dia e faltam apenas cinco meses para o casamento deles.
— Ei! E eu, não tenho uma recompensa não? Um adiantamento?
Ela se aproximou novamente de meu corpo e meu coração bombeou uma grande quantidade de adrenalina no sangue. Seus braços envolveram-me o pescoço, seus dedos se emaranharam nos cabelos de minha nuca e sua boca aproximou-se da minha. Seus olhos contornados pelo lápis preto e muito bem marcados fitavam-me e a perversidade estava presente numa quantidade que eu nunca vira nela. Suas mãos percorreram toda a extensão de minhas costas e pararam na minha bunda, dando um pequeno aperto. Colei minha boca na dela e ela colou seu corpo no meu, me fazendo enrijecer no mesmo momento. Sua língua pediu passagem em minha boca, que atendeu prontamente seu pedido. Segundos depois, ela afastou sua boca que continha um delicioso gosto que não consegui decifrar no momento. Seu corpo tomou distância do meu e ela passou pela porta rapidamente, indo embora. Só então pude perceber o estado que ela me deixara. Droga! ‘Júnior’ filho da puta, uma colada e já fica assim... Agora eu terei que me resolver sozinho.
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