Notas iniciais
Olá meus amores! Peço desculpa *novamente* pela demora. Eu estou com alguns problemas pessoais e isso tem me desconcentrado muito. Sabem como é sentar e escrever, apagar tudo e começar novamente? Meu dia ontem foi parecido com isso, mas nada que eu escrevia me agradava. Enfim, eu acho que eu sofro de uma TPM permanente, porque toda vez que eu começo a escrever eu sempre vou para o lado triste .-.
Capítulo dedicado á VAMPIRA, em quem eu me inspirei para descrever esse momento dela hehe. Sua linda, adoro você e sua fic s2
Enfim, esse capítulo ta chato, mas eu queria postar algo pra não deixar vocês sem nada e tal kk. Vou ver se escrevo mais um pouco ainda hoje. Sei lá. Beijos, boa leitura.
PS: no * colocar essa musica: http://www.youtube.com/watch?v=5anLPw0Efmo
PS²: no ** colocar essa musica: http://www.youtube.com/watch?v=pdlS7tab5rQ

Mas e se as coisas estivessem pré-destinadas a darem errado?

Mas e se a sua maior sorte for ser feliz por um único dia?

Você desistiria ou se vingaria?

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Talvez aquela tivesse sido uma das melhores noites de minha vida, senão a melhor. Espalmei o peito nu de Jimmy e me aconcheguei ainda mais perto dele. Sua pele exalava um perfume que eu não consegui distinguir, uma mistura de perfumes, de odores, que o tornavam ainda mais irresistível. Não ousei abrir os olhos, mas sabia que ele estava me fitando. Seu braço esquerdo estava debaixo de minha cabeça e sua mão apoiava minhas costas, com a outra mão ele mexia em meu cabelo. Abri os olhos e vi seus lindos orbes azuis, seu rosto sereno e reconfortante.

— Bom dia grandão – disse a ele enquanto passava meus braços a sua volta.

— Bom dia – ele me deu um demorado beijo na testa e voltou a mexer em meu cabelo.

Estar ali deitada ao seu lado causava uma sensação inexplicável: nossas bocas não conseguiam pronunciar uma única palavra, mas nossos olhares conversavam entre si. Meus braços recusavam a se mover, a exaustão banhava-me o corpo, mas estar ali, com ele, era surreal.

— Sabe... Sobre ontem... – eu tentei me explicar, tentei falar o quanto eu havia gostado daquilo, o quanto eu queria permanecer ao seu lado, o quanto eu precisava do seu gosto viciante de menta, do seu perfume adocicado, das suas mãos fortes e precisas, em vão.

— Não fale nada. Eu entendo.

— Entende?

— Sim, eu sei que foi um erro. Eu vou pegar as minhas coisas e vou embora, vamos esquecer o que aconteceu.

— Mas...

— Sem mais, Ayme. Tudo isso foi um grande erro, um deslize.

— Você não... Você não gostou? Não queria ter feito isso?

Um nó havia se formado em minha garganta e a alegria de antes já não me entorpecia. Era isso então? Ele era como os outros?

Sua mão colocou uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha e seu olhar parecia enxergar o fundo da minha alma naquele momento.

— Não foi isso pequena, não tem nada a ver com o sexo. O que eu sinto por você é muito além disso, é algo que eu não posso deixar um desejo carnal destruir.

— Pare! Você não entende! Será que nunca percebeu o quanto eu fico boba olhando esse azul dos seus olhos? Será que você nunca percebeu o quanto sua presença me faz bem? Eu sinto como se um imenso buraco afetasse-me a alma quando você não está por perto. Você é como uma droga para mim. Seu sorriso me fascina, porra!

* Jimmy parecia espantado. Ele se sentou na cama enquanto eu levantei e fui correndo até o banheiro do quarto do hotel, entrei nele e tranquei a porta. Coloquei a banheira para encher e sentei no piso do banheiro, me encostei na parede e coloquei a cabeça entre as pernas. Marejavam-me os olhos, as mãos trêmulas já eram quase incapazes de segurar os meus longos cabelos castanhos. Ergui a cabeça com o barulho da porta do quarto se fechando e passos firmes no corredor. Jimmy havia ido embora.

Eu estava sozinha novamente. As lembranças ruins dos últimos meses de minha vida rodeavam-me a mente e por um momento eu pensei em desistir de tudo, o fardo que eu estava carregando era pesado demais, difícil demais.

Mergulhei na banheira mais cheia que o normal, encolhi as pernas e afundei-me na água. O rosto submergido escondia as lágrimas que ousavam escapar dos olhos, as palmas das mãos estavam segurando na borda da banheira, forçando-me ainda mais contra a força da gravidade. Meus pulmões arderam, clamando por oxigênio, mas a dor que queimava era pequena demais, uma dor inocente que não sabia o quanto podia ser incômoda a dor de não ser amada.

Imagens passavam rapidamente em minha cabeça e a angustia de antes tinha se tornado pior. Emergi sobre a água e suspirei pesadamente, passei a mão sobre meus cabelos e retirei a água depositada sobre meus cílios, nenhuma dor que sentira se comparava aquela que apertava-me o peito.

Saí da banheira e enrolei-me na toalha branca bordada com o ícone do hotel. Fui até as malas e pude ver um papel jogado sobre a cama. O papel estava meio amassado e marcado. As letras eram garranchos quase ilegíveis para qualquer pessoa, mas, para mim, eram familiares. A força com que a caneta fora pressionada contra o papel espessou a letra, não retirando a familiaridade.

“Me desculpa por ter feito você pensar coisas erradas. Você é a irmã do meu melhor amigo que eu jurei proteger. Meu afeto por você se tornou intenso demais e eu preciso de um tempo para fazer as coisas voltarem aos seus lugares. Por favor, não comente com ninguém sobre o que aconteceu, isso não pode chegar aos ouvidos de Leana.

Me desculpa, novamente.

Jimmy”

Aquilo era tudo que eu precisava para tornar meu dia ainda pior. Fui até o pequeno e brilhante frigobar que ficava na entrada do quarto e revirei as águas até achar um litro de vodka, levantei e fechei o frigobar com uma força sobrenatural. Me sentei sobre a cama, peguei o papel que Jimmy havia deixado e o amassei, colocando-o sobre o criado-mudo. Bebi quase metade do meu litro de vodka e então peguei meu celular, discando o número de Brian com alguma dificuldade. **

— Ayme? – Sua voz rouca e inconfundível causou arrepios gélidos em minhas costas.

— Eu mesma... Hm... Lembra de quando eu te perguntei sobre me juntar á você?

— Ér... Eu lembro.

Tentei falar, mas pigarreei de começo. Recompus minha voz e voltei a falar.

— Posso ir até a sua casa?

— Sério?

— Sim.

— Pode, mas eu não estou no apartamento, estou na casa do meu pai, em frente ao lago.

— Ok, 10 minutos eu to aí.

Vesti a primeira roupa que eu achei nas malas, peguei minha bolsa e meu iPhone e desci as escadas correndo. O hotel que eu ficava era perto da case de Brian, mas longe da casa do pai dele e eu prometi à ele que estaria lá em 10 minutos. Comecei a andar mas logo percebi que não chegaria à tempo, então comecei a correr. Depois de alguns minutos chego em frente a casa que seu pai morava, bati na campainha e lembrei-me da festa de boas vindas de Matt, suspirei.

A porta diante de mim se abriu sem ao menos ouvir um oi no interfone. Entrei e segui a fumaça com cheiro de Marlboro Red que vinha de uma porta e fui direto para a sala de estar da grande mansão. Da porta pude ver Brian parado olhando o lago da sacada, com suas mãos fortes segurando na grade. Sua camiseta preta estava colada em seu corpo musculoso, seus braços contraíam-se a cada vez que ele levava o cigarro até a boca e a fumaça encontrava devagar meu rosto. O cheiro era inebriantemente característico de Brian: sedutor, misterioso e sexy.

— Entre e feche a porta, querida. – Murmurou Brian, ainda olhando para o lago.

Notas finais
E aí? O que será que ela planejou? haha, tomara que tenham gostado! Beijos.