Let It Burn
15 Leana
Notas iniciais
20 dias depois, narrado por um personagem, a princípio inominado.
O sol irradiava raios de luz sobre os meus olhos, o que me fez levantar. Abri a janela e pude sentir a brisa mansa que banhava-me o rosto, me fazendo sorrir. Chequei as horas em meu celular e agradeci por haver um sol tão pontual: não estava atrasado, muito menos adiantado... Na hora certa!
Fui até o banheiro e me desfiz de minhas roupas, jogando-as no pequeno cesto de roupas que havia no canto do mesmo. Entrei no Box e deixei com que a água gelada caísse sobre meus ombros. Depois de ter tomado o banho, fui até o meu quarto e escolhi uma roupa bem ao meu estilo: uma camiseta branca com uma camisa azul clara por cima, calça jeans e um sapato social. Desci até a sala e agradeci por não haver ninguém para me atrapalhar ou fazer um interrogatório.
“Está tudo conspirando para que dê certo. Agora só depende de mim!”
[...]
Estava em frente a casa dela quando vejo uma cortina se abrir, conhecia aquela casa suficientemente para saber que aquele quarto era o de Leana. Sabia também que a empregada não trabalhava nas quintas e James estava em Washington D.C. para fazer alguns exames no seu coração. Impossível ter condições mais perfeitas que essas.
Abri a mochila que estava sobre o banco do passageiro e encontrei rapidamente o que eu precisava de momento: uma toalha branca – que, por sinal, tinha um desenho ridículo de criança – e um vidro claro com um conteúdo muito conhecido por mim: Clorofórmio. Peguei as coisas, fechei a mochila e coloquei-a em minhas costas, em seguida, saí do carro e o tranquei.
Minhas pernas davam passos ritmados e longos enquanto eu atravessava a larga avenida. Ao atravessar, vasculhei meu bolso á procura de uma chave que havia sido instruído por Brian a usar no portão menor, aos fundos da casa. Achei-a, fui até o portão e entrei sorrateiramente pela grande casa de portas escuras.
De início, entrei em um cômodo que parecia ser muito pouco utilizado e encontrei uma mesa que seria muito útil. Coloquei minha mochila ali e embebi generosamente o pano no líquido. Coloquei o pano sobre minha mão esquerda e retirei meus sapatos sociais para fazer menos barulho até que eu a encontrasse pela casa. Tampei o vidro de clorofórmio, certifiquei-me de que estava usando as velhas luvas e subi vagarosamente a escada imponente que havia no canto.
A escada dava direto á sala de estar, que ficava no segundo andar. Pé ante pé, fui até a porta de seu quarto e pude vê-la dobrando algumas roupas e cantando algo que eu deduzi ser 5 Minutes Alone, do Pantera. “Pelo menos ela tem um bom gosto musical... Ou será que é apenas a convivência com Jimmy?” Sorri e comecei a me movimentar para ir de encontro com a loira, ela estava tão concentrada no que fazia e nem percebeu minha aproximação, facilitando meu “trabalho”. Meu braço direito envolveu seu pescoço em um golpe rápido e a mão esquerda – que estava com o pano embebido – tapou-lhe a boca no mesmo momento. Em menos de 5 segundos Leana já estava caída no chão de sua casa e eu já poderia começar a fazer o que deveria ser feito.
Puxei seu corpo adormecido até sua cama e fui até lá em baixo pegar minha mochila. Ao voltar para o quarto, peguei uma pequena seringa com uma dose de um famoso tranquilizante e apliquei nela, para me garantir de que ela não acordaria antes do tempo certo. Fui até a escrivaninha de seu quarto e me certifiquei de que os comprimidos anticoncepcionais que ela estava tomando eram os que Brian dissera que colocaria ali: comprimidos falsos, normalmente usados em efeitos placebos nas grandes clínicas; não fazia a menor ideia de como ele tinha os conseguido, mas ele trocara os remédios e fizera muito bem a sua parte... Agora era comigo.
Tirei o pacote transparente do bolso e coloquei seu conteúdo sobre a mesa, separando em pequenas fileiras do pó branco que tinha como responsável me dar coragem para aquilo. Tampei um lado do meu nariz o coloquei o outro sobre o começo de uma das fileiras, puxando fortemente o ar que trazia consigo partículas de cocaína. Impulsionei meu corpo para frente e fiz com que todo o conteúdo organizado ali entrasse pelo meu nariz; Suspirei.
Fui até a cama e observei a linda mulher que estava deitada ali. Passei meus dedos sobre suas curvas indo em direção ás suas partes íntimas, onde apertei levemente. Meus dedos foram em direção aos botões de sua calça, que se renderam facilmente aos meus toques, abrindo rapidamente. Minhas mãos hábeis puxaram sua calça até seus joelhos e pude ver a imagem de uma linda peça de lingerie preta se formar em minha frente. Rocei meus lábios na delicada renda enquanto retirava a calça jeans, que passava dificilmente pelos tornozelos da jovem. Após retirar a calça, coloquei minhas mãos em suas lindas e bronzeadas coxas e as apertei, deixando a marca de meus dedos. Minha boca percorria toda a extensão de seu quadril enquanto minhas mãos dedilhavam cada pequeno pedaço de pele dela, formando um ritmo delicioso. Meu membro enrijeceu; a droga impossibilitava-me de formar pensamentos repugnantes sobre aquela situação, tudo que eu desejava naquele momento era sentir meu membro penetrar sua intimidade. Coloquei meus dedos nas beiradas de sua calcinha e puxei-a lentamente para baixo, observando a bela imagem que se formava em minha frente. Me livrei da calcinha e levei minha boca em direção á sua intimidade — que estava devidamente cuidada – e toquei-a com a minha língua, que fazia movimentos lentos e prazerosos. Ela tinha um gosto tão característico e peculiar ao mesmo tempo que faria meu membro endurecer ainda mais se isso fosse possível.
Sem poder esperar nem mais um segundo, me livrei das peças que cobriam meu corpo e puxei Leana até a beirada da cama, deixando-a numa posição que meu membro tivesse um fácil acesso á seu corpo. Encostei meu membro na entrada dela e introduzi devagar, fechei os olhos, sentindo cada centímetro que adentrava sua intimidade, que era quente e apertada. Retirei um pouco de meu membro e coloquei-o novamente, estabelecendo um ritmo frenético de estocadas. Não me restava mais qualquer outro tipo de pensamento, apenas o desejo promíscuo, a vontade insana de fazer aquilo por tempo o suficiente para que ela tivesse dificuldades ao andar no outro dia. Eu penetrava com força, era possível escutar o barulho do choque de nossos corpos enquanto eu puxava-a contra mim, fazendo meu membro entrar por inteiro nela. Meus urros podiam ser ouvidos por, pelo menos, 3 quarteirões, mas eu nem ao menos me importei. Após alguns minutos, pude sentir uma sensação maravilhosa e meu líquido banhou seu corpo internamente, mas não cessei os movimentos. Gozei pela segunda vez, ainda mais intensamente. Meu corpo vibrou e um sorriso de dever cumprido abriu-se em meu rosto. Retirei meu membro de dentro dela e me vesti, colocando minhas coisas dentro da mochila que eu havia trazido. Vesti-a e arrumei-a na cama em posição de sono.
Peguei minha mochila e desci até a sala pela qual entrei. Saí, trancando o portão dos fundos. Atravessei rapidamente a avenida e cheguei ao meu carro, destranquei-o e entrei. Revirei o bolso da frente e achei meu celular. Disquei um número conhecido, com quem eu havia falado bastante nos últimos vinte dias.
— Missão cumprida. – Disse á ele.
— Ótimo. Você se certificou de que ela estava tomando as pílulas que eu havia colocado em seu apartamento? – Disse Brian.
— É claro “chefe”. – Falei com sarcasmo — Ela já havia tomado mais da metade. Espero que funcione.
— Tem de funcionar... Enfim, passe aqui amanhã de manhã para pegar seu dinheiro.
— Ok. Até mais.
Desliguei a ligação e sorri para o espelho retrovisor. Abri o porta-luvas e encontrei uma caixinha aveludada que guardava um lindo anel dentro. Eu iria pedir minha garota em namoro.
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