Notas iniciais
Gente, desculpa pela demora ~novamente~
Essa capítulo está escrito já faz alguns dias, mas eu estava na casa da minha vó e, como vocês sabem, lá não tem net...
Capítulo romântico, preparem-se para a melação! ahaha
AAAAAH, OUTRA COISINHA: estou de féeeeriasss
Então, eu vou ter mais tempo para escrever e tal.
obs:
- Esta fic já está caminhando para o final, então em no máximo 7 capítulos ela acaba =[
- Não terá continuação {todos chora} OU N
- Eu já estou com uma outra fic na cabeça, então, vocês não se livrarão de mim tão cedo *-*
Enfim, tomara que vocês gostem.
KISSES

A chuva respingava o claro vidro do quarto, o som das gotas se chocando contra a janela ecoava em minha mente. Meus olhos se abriram e se depararam com as janelas sem cortinas e, pela primeira vez no mês, o céu estava coberto por nuvens, o que não era muito comum no estado da California. Meus olhos piscaram algumas vezes e logo depois desisti de mantê-los abertos. As lembranças da noite passada eram impossíveis de manter longe de minha mente e eu ainda podia ouvir as belas palavras que Brian pronunciara antes de eu adormecer. Meu corpo virou-se para o outro lado da cama e minhas mãos a tatearam, procurando o corpo másculo que eu tanto gostava, sem encontrar nada. Meus olhos se abriram no mesmo instante e apenas o vazio acompanhava-me no cômodo. Suspirei. O que houvera com Brian? Havia desistido de tudo? Minhas costas sentiram um tremor intenso e eu me encolhi, pensando na hipótese.

Sentei calmamente na imensa cama branca e custei a me acostumar com a claridade que banhava o ambiente. Meu corpo se levantou e minha pele nua entrou em contato com o ar frio proveniente do tempo chuvoso, arrepiando-se. Vesti-me, andei pelo corredor e pela porta aberta do quarto de McKenna pude vê-la dormir. Desci as escadas e comecei a andar até a cozinha, mas algo na sala de jantar me chamou a atenção: um papel dobrado rudemente estava sobre a grande mesa dos Haner. Peguei-o logo após ler meu nome escrito sobre ele. O papel continha uma escrita forçada e as letras grandes e desarmonizadas não deixavam duvidas de quem havia escrito-o.

“Ayme, me desculpe não esperar você acordar, meu pai tinha pressa. A câmara de incineração fica á 400km daqui e precisamos voltar cedo.

A propósito, eu adorei passar a noite contigo. Descanse durante o dia e faça companhia á McKenna, á noite nós teremos muito o que fazer (e eu não estou falando de sexo.)

Se cuide.

Brian.”

Meu coração se acalmou um pouco, mas a dor da palavra “incineração” queimou em minha mente. Desisti de comer e fui até a sala, liguei a TV e me joguei no sofá. Meus olhos, ainda cansados, cederam e eu peguei no sono novamente.

[...]

— Panda... – McKenna sussurrava em meu ouvido.

— Olá Kenna. – Eu disse, desencostando do sofá e sentando nele. – Desculpa, eu sentei assistir TV e acabei apagando aqui.

— Tudo bem, querida. Você deve ter cansado bastante ontem com o Brian.

McKenna riu de uma forma que eu nunca havia visto vindo dela e eu, imediatamente, corei. Levantei rapidamente, andando até a cozinha.

— Você quer comer, Kenna? Eu estou morrendo de fome!

— Não tente desconversar, Ayme. Eu ouvi tudo, Junior parece ser muito bom de cama...

— McKenna!

— Foi impossível não ouvir, cara. – Ela ergueu os braços em sinal de defesa — Eu poderia ouvir os gemidos dele lá da rua.

Nós rimos e fomos para a cozinha.

— Eu sei que já são duas horas da tarde, mas eu estou com uma puta vontade de comer lasanha. – Eu disse.

— Vontades... Junior... HUMMMMMMMMMM.

Dei um tapa em sua testa e ri de novo.

— Brincadeirinha Panda, eu vou ver se tem as coisas, espera aí. – Ela disse enquanto se virava para os armários e remexia-os, procurando pelas massas e molhos.

— A propósito, por que está me chamando assim? – Eu disse enquanto me encostava á mesa e a fitava.

— De Panda? – ela sorriu.

Assenti.

- Brian te chamou assim esses dias e eu acabei “aderindo” o novo apelido. Ele disse que você é como um urso panda: Extremamente dorminhoco, se irrita com facilidade, mas não há uma única pessoa que não se encante contigo.

— Ele fala de mim por aqui?

— O tempo todo! É quase chato estar perto dele... Se ele não está falando de você, ele está falando da musica que ele está fazendo para você...

— ELE ESTÁ FAZENDO UMA MUSICA PARA MIM?! POR QUE DIABOS ELE FARIA ISSO?!

Ela riu.

— Não sei se eu deveria contar isso, mas está. Na verdade, ele está compondo e desenvolvendo a melodia. Tirando o fato de que a musica é quase toda no piano, e ele estava pedindo ajuda do Papa para fazê-la, já que ele não toca esse instrumento.

Eu fique estarrecida, tal que nem ao menos notei que ela não havia respondido a minha segunda pergunta. Comecei a procurar as coisas para a tal lasanha que eu tanto queria fazer, não conseguia proferir mais uma única palavra. Kenna fez o mesmo.

— Tem tudo aqui... Você pode cuidar do molho enquanto eu preparo a massa. Tudo bem Panda?

Eu fiz um “sim” com a cabeça, mas esta estava ocupada demais procurando respostas para perguntas que eu mesma formulei. Por que Brian estaria fazendo uma musica para mim? Por que ele estava agindo dessa forma comigo? O que havia acontecido para que o homem sádico desse lugar á esse homem doce e sensível?

Nada disso fazia sentido.

[...]

— Kenna, a lasanha já ta pronta! – Gritei para ela, que estava tomando banho no banheiro do térreo.

— Não come tudo não, deixa um pouco pra mim, hein! – Ela riu.

Retirei a lasanha do forno e, com os dedos queimando na forma de vidro, coloquei-a na mesa. Coloquei dois pratos e talheres na mesa e sentei-me para comer. O trinco da porta principal girou e eu pude ouvir a voz rouca que eu tanto amava.

— Pelo jeito chegamos á hora certa! – Ele riu, andou até á mim e deu um beijo em minha cabeça.

— Esse cheiro está maravilhoso! Quem é que fez essa delícia? – Papa Gates perguntou entrando na cozinha e me cumprimentando com a cabeça.

— Eu e McKenna fizemos. – Eu me levantei, indo até o armário para pegar mais pratos e talheres – Sentem-se para comer.

— McKenna sabe cozinhar? – Brian olhou para mim com os olhos arregalados.

— Eu hein Brian, até parece que nunca comeu os miojos que eu faço... – Eles riram e Kenna posicionou-se ao lado de seu pai, dando-lhe um beijo estalado na bochecha.

— Há quanto tempo Suzy não faz nada na cozinha? Achei que estivesse tudo enferrujado já! – Disse Papa, levantando os braços.

Nós rimos e eu coloquei os objetos na mesa. Papa sentou na ponta e Brian do meu lado, na lateral. A mão dele se entrelaçou á minha por baixo da mesa e seu corpo se encostou levemente ao meu enquanto comíamos. Depois de terminado, me retirei sutilmente da mesa e subi até o quarto do Syn, que veio logo atrás. Subi as escadas e logo senti seus braços envolverem meu corpo e me empurrarem para dentro do cômodo.

— Se comportou em minha ausência? – Ele sorriu, enquanto selava nossos lábios.

— Eu dormi até ás duas da tarde. Só não continuei dormindo porque Kenna me acordou... Era bem possível vocês chegarem e eu ainda estar dormindo, vê se pode! Aí eu levantei e fui fazer algo para comer, mas já era de tarde e eu não sabia se tomava café ou almoçava, com-pli-ca-do. Resolvi fazer a tal lasan...

— Você está nervosa. – Fui interrompida. Seu semblante se tornou sério e suas mãos não percorriam mais minhas costas, estavam segurando meu quadril de forma firme e precisa.

— Parece que você realmente me conhece – me corpo desfaleceu e suas mãos me seguraram e me colocaram gentilmente sobre sua cama. Eu sentei e abaixei a cabeça.

— O que eu fiz? – Perguntou ele.

— Não é com você... É comigo. É que eu andei fodendo minha vida desde sempre e agora eu nem sei mais quem sou eu. Eu não tenho uma casa fixa, não falo mais com meus pais, meu irmão está morto e meus amigos... Que amigos?! Eu nem sei mais quem estava do meu lado de verdade...

Seus braços me envolveram e ele olhou fundo em meus olhos.

— Vem comigo, eu preciso te mostrar uma coisa.

Ele segurou minha mão e o calor de seu corpo foi reconfortante, de alguma forma. Nós estávamos quase saindo pelos portões da mansão quando vi um casebre escondido entre as árvores, de tons escuros e um ar misterioso.

— Sabe... Meu pai vai se mudar para Europa essa semana e, com tudo que vem acontecendo, eu ia perguntar se você quer ir junto comigo. Eu havia programado isso para acontecer dentro de um restaurante de Paris, com uma linda visão para a Torre Eiffel, mas decidi fazer isso agora. Se você não gostar, tudo bem, eu vou entender. – Ele disse, andando por meio á arbustos da densa floresta em direção á tal casa.

— Eu não estou entendendo...

— Espere só um minuto, você logo vai entender.

Andamos por mais alguns metros e logo chegamos á tal casa. Ela parecia simples de longe, mas era uma construção rústica e antiga. Quando Syn abriu a porta, eu pude perceber do que se tratava: A casa possuía um revestimento acústico e todos os instrumentos da família estavam guardados lá. No canto do grande cômodo principal, havia um piano preto. Brian me beijou e me pegou no colo. Seus lábios finos me trouxeram paz e suas mãos me davam a exata sustentação que eu precisava. O beijo foi cessado quando ele colocou-me sentada sobre o clássico piano escuro e selou nossos lábios novamente.

— Eu fiz uma musica para você. Ela se chama “Warmness on the Soul”. – Disse ele enquanto sentava-se no piano.

Ele sorriu vergonhosamente e começou a tocar os acordes mais lindos que eu já ouvi em toda a minha vida. Seus olhos voltaram para mim enquanto ele começava a cantar. Sua voz rouca ás vezes falhava, seus olhos brilhavam de uma forma absurda.

“I give my heart to you. I give my heart, ‘cause nothing can compare in this world to you.”

Meus olhos marejaram e só então eu me dei conta do quanto eu amava aquele homem, o quanto sua existência me inebriava. Um sorriso se abriu em meio ás lagrimas de meu rosto e eu mal podia esperar para abraçá-lo e beijá-lo. Seus dedos tocaram os últimos acordes da musica e logo depois ele se levantou, foi até uma pequena prateleira e remexeu a gaveta até encontrar o que procurava. Andou até mim e parou seu corpo entre minhas pernas.

- Eu nunca esperei gostar de alguém como eu gosto de você. Nunca me imaginei apaixonado, nunca imaginei me entregar ou sentir vontade de contar meus maiores segredos. Nunca nem ao menos apresentei uma garota aos meus pais, que dirá fazer uma canção. Nunca senti tanto tesão numa relação quanto eu sinto com você. Nunca senti tanta necessidade de sentir um cheiro. Nunca pensei na possibilidade de me apaixonar por alguém que bebe tanto quanto eu... Eu sei que eu sempre fui um cafajeste, que eu sou um fodido e que eu não tenho nada de bom pra te oferecer, mas eu te garanto que daria minha vida se isso fosse te fazer feliz. Tudo que eu quero é te fazer feliz. Quero acordar de manhã e te ver sorrir para mim. Quero sentir o teu corpo todas as noites e nunca mais sentir o vazio que me banhava a alma até antes de você vir para cá. Eu sei que isso ta gay pra caralho, mas é assim que eu me sinto: Um doente que precisa do seu remédio, um viciado que precisa da sua droga. Ayme... Seja minha. – Ele abriu a caixa e eu pude ver uma aliança de prata – Torne possível esse meu sonho maluco de te amar todos os dias sem nenhum tabu, nenhuma barreira, nenhum preconceito. Namora comigo?

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Desisto da vida?
Comentem!!