Let It Burn
20 Dissipando-se
Notas iniciais
Capítulo dedicado á Vampira que queria tanto saber o que aconteceria com James e Leana... Está aí Vamps! Melhoras tá pequena? Se isso aconteceu é porque já estava para acontecer, só resta a nós entender e tentar acalmar nosso coração. Se precisar de mim, estou sempre aqui.
Me desculpa por haver tantos reviews sem resposta, mas é que eu estou meio perdidinha ainda com esses leitores que começaram a ler do comecinho... A Unicorn Blood ta me ajudando bastante nos reviews, então agradeçam á ela também uwhuwe.
Capítulo cheio dos pov's jsajsahs
Enfim, é isso, espero que gostem.
– Eu nunca esperei gostar de alguém como eu gosto de você. Nunca me imaginei apaixonado, nunca imaginei me entregar ou sentir vontade de contar meus maiores segredos. Nunca nem ao menos apresentei uma garota aos meus pais, que dirá fazer uma canção. Nunca senti tanto tesão numa relação quanto eu sinto com você. Nunca senti tanta necessidade de sentir um cheiro. Nunca pensei na possibilidade de me apaixonar por alguém que bebe tanto quanto eu... Eu sei que eu sempre fui um cafajeste, que eu sou um fodido e que eu não tenho nada de bom pra te oferecer, mas eu te garanto que daria minha vida se isso fosse te fazer feliz. Tudo que eu quero é te fazer feliz. Quero acordar de manhã e te ver sorrir para mim. Quero sentir o teu corpo todas as noites e nunca mais sentir o vazio que me banhava a alma até antes de você vir para cá. Eu sei que isso ta gay pra caralho, mas é assim que eu me sinto: Um doente que precisa do seu remédio, um viciado que precisa da sua droga. Ayme... Seja minha. – Ele abriu a caixa e eu pude ver uma aliança de prata – Torne possível esse meu sonho maluco de te amar todos os dias sem nenhum tabu, nenhuma barreira, nenhum preconceito. Namora comigo?
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Um nó formou-se em uma garganta ao olhar para seus olhos que tinham um brilho absurdo. Minhas mãos rapidamente seguraram seu rosto e eu mal conseguia formular frases inteiras para demonstrar aquilo que eu estava sentindo.
– Brian... Ai meu Deus, eu nunca... Santo Cristo, homem! Veja só como você me deixa! Eu quero ter você para o resto de minha vida! Eu aceito, é claro que eu aceito!
Meus olhos marejavam e uma urgência tomou nossas faces. Nossos lábios se uniram em um ritmo frenético e intenso, grandes doses de adrenalina foram jogadas em minha corrente sanguínea. Minhas mãos seguraram seus cabelos enquanto minha língua abria passagem em sua boca de uma forma nada carinhosa. Não havia romantismo, havia necessidade, havia desejo, havia urgência. Minha respiração tornou-se ofegante quando eu decidi parar aquela maluquice. Separei nossos rostos e olhei fundo naquele âmbar escurecido que mais parecia um mar de calma, sua pupila estava dilatada e nossos corpos, colados.
- Eu sou sua desde o primeiro momento, Brian. Sempre vou ser.
- Nem a morte vai destruir esse amor que eu sinto por você, Ayme.
Nossos lábios se tocaram mais uma vez, selando. Minha boca arqueou-se em um sorriso e a dele imitou os meus movimentos. Entrelacei meus braços em seu pescoço e encostei minha cabeça em seu peito, ouvindo os ruídos das batidas de seu coração.
Pertencer inteiramente á ele era uma sensação surreal. Seus braços me envolviam tão firmemente e, ao mesmo tempo, tão suavemente... Eu podia passar horas aninhada em seu peito.
- Vamos lá pra dentro, amor. Ta muito frio aqui. – Eu disse á Brian, me encolhendo contra seu corpo.
Ele murmurou um “sim”, e abraçou e girou o trinco da porta; logo estávamos adentrando os arbustos que haviam em volta do tal casebre em que estávamos.
Fomos andando vagarosamente até a casa. O entardecer já escurecera o céu, que tinha tons escuros de um azul inebriante. Quando passei pela porta, o calor da lareira acesa no canto da sala encontrou meu corpo, me confortando. Brian segurou minha mão enquanto eu atravessava a sala ao seu lado, sentamos em um dos sofás que estavam voltados para o fogo. Eu fitava o fogo e me aninhava ainda mais no peito de Syn, que estava encostado no braço do sofá.
- Ela aceitou, Papa. – Brian disse vergonhosamente e baixo, por cima do ombro, o que não me impediu de ouvir.
Seu pai apenas sorriu e logo se levantou, retirando-se do cômodo. McKenna estava sentada no sofá do lado, com um pé em cima do móvel e a cabeça gesticulando-se para frente e para trás. O silêncio da sala possibilitava-me de ouvir a musica que tocava em seus fones de ouvido: Mr. Crowley, do Ozzy Osbourne. Sorri, eu costumava escutar muitas musicas dele quando tinha a idade dela. Olhei novamente para o rosto de Brian, que estava concentrado no meu. O domínio que aqueles lábios finos exerciam sobre mim era fascinante. Nossos lábios apenas se encostaram, mas nossos olhos ainda estavam fixados um o outro.
- Vocês estão namorando? – McKenna perguntou, arqueando uma sobrancelha.
Eu sorri para ela, que retribuiu. Logo Brian afirmou.
- Estamos.
- Então, se você for dormir aqui em casa, “durmam” no quarto do térreo, porque da ultima vez eu não consegui dormir ouvindo os gemidos de vocês. – Ela riu.
Meu rosto esquentou e eu senti minhas bochechas ficarem ruborizadas, mas Brian não sentiu vergonha... Ele rebateu sua afirmação.
- Como se eu não fosse obrigada á ouvir os seus com o David, né McKenna!
- Cala boca Brian! Se o pai descobre isso eu estou fodida!
Brian gargalha e sorri.
- Relaxa maninha. Não me incomoda que eu não incomodo você.
– Olha lá, hein! – McKenna se levantou e subiu as escadas, cantarolando.
Eu sorrio pra Brian e abraço ainda mais fortemente seu corpo.
POV Zacky.
A campainha soou rudemente pelos corredores de minha casa, estridente. Chacoalhei a cabeça e tentei me convencer que era apenas um delírio, mas meus pensamentos foram interrompidos novamente.
“Mas puta que pariu, quem tem a cara de pau de bater a campainha três vezes seguidas?” – Pensei. Levantei meu corpo do sofá, onde eu estava deitado, e andei lentamente até a porta. O sono e a preguiça me impediram de olhar pelo visor da entrada para ver quem aguardava á porta. Quando abri-a, arrependi-me de não ter olhado pela maldita câmera. Leana me aguardava com um sorriso irônico. Antes mesmo da porta ser completamente aberta, ela adentrou o ambiente sem nem ao menos pedir consentimento.
- Por que não está trabalhando, Zachary?
Me joguei novamente no sofá da sala e tapei meus olhos com as mãos, impedindo da claridade das lâmpadas que Leana estava acendendo atingisse meus olhos.
- Pelo mesmo motivo que você não está cuidando da sua vida ao invés de encher a paciência dos outros... Vaza daqui. – Grunhi.
- Eu estou falando sério. Você acha que vai sustentar nosso filho como? Com o dinheiro do seu pai é que não é!
Meus olhos se arregalaram e eu imediatamente pus-me de pé em sua frente.
- Como é?
- Não me lembro de ter falado grego, Zacky.
- Do que você ta falando?
- Eu to falando do clorofórmio Zacky, to falando da chave que foi roubada lá de casa, do falando do teu corpo dentro do meu. To falando dos comprimidos que você plantou lá em casa...
- De onde tirou isso? Você é louca!
- Eu me lembro muito bem. Lembro de você na minha cama, do seu membro dentro de mim, de você organizando meu quarto e indo embora como se nada tivesse acontecido. E, se você não quiser que eu te denuncie, você terá que se casar comigo.
- Vadia chantagista!
Meus punhos se fecharam e um imenso ódio tomou-me corpo. Ergui meu braço na altura da cabeça e a lateral da minha mão movimentou-se para o lado com uma força brutal, atingindo a têmpora de Leana, a fazendo cair no chão de minha sala. Meu pé deferiu um chute contra seu abdome, fazendo-a gemer de dor.
- Biscate, é isso que você é! Você merece ir pro inferno, sua filha de uma puta!
Meu pé deferiu outro golpe contra ela e dessa vez eu pude ver sangue em sua boca; Aquilo só despertou ainda mais meu ódio.
- Você vai se... – Ela fez uma pausa – Você vai se foder, Zachary Baker! Eu vou te matar!
Leana cuspiu um pouco de sangue em meu tapete e se levantou, colocou as mãos atrás de seu corpo e puxou uma faca não muito grande, mas que parecia ser muito afiada. Sua mão se movimentou rapidamente contra mim e acertou meu braço, fazendo-lhe um corte de mais um menos 10 centímetros de extensão. Minha mão agarrou seu pulso e eu tomei dela a tal faca. Com um movimento ríspido, eu arremessei a arma, que acertou-lhe o estômago. Ela levou suas mãos no local – que, nesse momento, jorrava sangue – mas logo seus joelhos cederam e seu corpo caiu no chão de minha sala.
Sentei-me no chão, fitando suas orbes agora sem brilho nenhum. Leana estava morta. Só então o desespero tomou posse de mim.
Levantei-me e saquei as chaves da moto e saí pela porta dos fundos de minha casa, subindo em minha Hayabusa e acelerando pelos portões á fora.
POV Ayme.
Meus olhos estavam quase cedendo quando o barulho alto da campainha soou. Olhei para Brian e gesticulei com os ombros, perguntando quem era.
- Abre a porta amor, eu já vou lá.
Assenti e me levantei do sofá, andando calmamente até a porta. Abri-a e pude ver Zacky parado e sangrando. Seu rosto estava pálido e seu olhar, vago.
- Preciso falar com o Brian!
Meu corpo estremeceu com o tom que ele usou. Dei dois passos para trás e logo me coquei contra o corpo do Syn, que foi até Zee e ajudou a andar para dentro de casa.
- O que aconteceu cara?
- Leana, ela sabia de tudo. É como se o clorofórmio não tivesse funcionado, ela apareceu á minha porta grunhindo coisas e me chantageando, então ela retirou uma faca e fez isso... Eu tentei me defender, mas acho que fiz a maior besteira que eu podia ter feito.
- Não... – Brian parecia não acreditar no que ele estava a dizer. — Me diga, pelo amor de Deus, me diga que você não matou Leana Silver.
Meus olhos se arregalaram ao prestar atenção nas palavras de Syn e logo depois observar Zacky assentindo. Apenas um pensamento rondava-me a mente: “Nós estamos fodidos”.
POV Syn.
“Precisamos ir embora de Huntington Beach.” Esse era o pensamento base de todas as outras linhas de raciocínio. Pelas manchas de sangue que haviam na camiseta de Zachary, a casa deveria estar lavada do sangue de Leana e seu corpo provavelmente fora abandonado no mesmo local em que ela morreu. “Burro! Burro! Meteu os pés pelas mãos, fez tudo errado!”
- Ok, nada de pânico. – Aquelas palavras tentavam convencer mais á mim mesmo do que ás outras pessoas que estavam ali – Zacky, eu vou chamar Kenna para fazer um curativo no seu braço. Ayme, pegue meu carro, vá até meu apartamento e coloque tudo que couber na maior mala que eu possuo; roupas, calçados, objetos... Tudo que você tiver interesse em levar. Depois disso, volte para cá, ligue para a companhia aérea e remarque as passagens da semana que vem para essa noite... Pegue uma passagem pra Zacky também. Eu e Papa vamos até a sua casa de Z. e damos um jeito nisso.
Subi a escada que dava no quarto de McKenna e bati impacientemente em sua porta. Expliquei-lhe o que ela deveria fazer e desci até a cozinha falar com Papa.
“Droga bolota, tava tudo indo tão bem... Que merda você foi fazer!”
Uma hora e meia depois, POV Ayme.
Toc. Toc. Toc. O salto que estava em meu pé batia quase que inconscientemente contra o claro piso laminado da sala da mansão Haner. McKenna trouxera suas malas ali na sala e colocado-a ao lado da grande mala marrom que eu havia trazido do apartamento de Syn, estava sentada do meu lado, seu rosto deitado sobre meu ombro. O relógio bateu dez horas da noite em ponto.
Zachary estava sentado no canto da sala, no chão. Suas mãos seguravam-se na lateral da cabeça e era quase impossível não ver o arrependimento e o medo do que estava por vir, estavam estampados em seus olhos. O ronco do carro de Papa Gates fora ouvido e todos que estavam na sala se levantaram, esperando a entrada dos dois homens, mas apenas um chamado foi ouvido.
- Coloquem as malas no carro, agora! – Brian gritava da janela do
Obedecemos suas ordens e entramos no Chrysler 300C do Senhor Haner, que acelerou sem nem ao menos ligar para os semáforos fechados da pista.
Descemos na entrada do aeroporto, Zacky e Papa se encarregaram de fazer o check-in. Andamos por entre as pessoas tentando manter a aparência mais serena possível, e só paramos quando encontramos um lugar menos movimentado. Brian se encostou em uma parede e eu me encostei em seu peito, abraçando-o. McKenna parou ao nosso lado enquanto trocava algumas palavras com seu irmão.
Eu estava entretida na conversa dos dois quando sinto meu celular vibrar em meu bolso. Retiro-o do bolso e passo os dedos lentamente sobre a tela, até a achar a nova sms. Meus olhos leram a mensagem de texto mas minha mente se recusava a acreditar naquilo, minha respiração se tornou descompassada. Brian percebeu meu nervosismo e tomou o celular de minhas mãos. As palavras que estavam na tela eram amedrontadoras.
“Querida Ayme, o abraço que você esta se refugiando nesse momento não será suficiente para amansar a agonia que eu farei você sentir. Brian sentirá na pele a dor de ter o amor de sua vida levada para longe de você. A propósito, você está linda com o salto que eu lhe dei.
James.”
Meus olhos vasculharam o ambiente e rapidamente meus olhos encontraram as orbes azuis, ainda que distantes. Jimmy estava encostado numa parede longe de nós, sua perna estava apoiada na parede e um cigarro queimava entre seus lábios. Um tremor percorreu-me o corpo. James sorriu para mim e saiu de onde estava, misturou-se á multidão e se dissipou entre ela.
Notas finais
Xoxo.
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