Let It Burn
22 Paris
Notas iniciais
Primeiramente, quero pedir desculpas MAIS UMA VEZ pela demora. Eu sei que dessa vez eu demorei mais que o normal, mas uma pessoa que eu gosto muito esteve hospitalizada e eu dediquei todo a minha energia para cuidar dela e dar toda a atenção que ela precisa. Também nesse final de semana, viajei com a Unicorn Blood linda e meu modem resolveu estragar, tudo pra piorar. Mas hoje essa pessoa recebeu alta do hospital e meu modem voltou á funcionar, portanto, caps novo pra vocês.
Obrigada á linda da Vamps que acompanha aqui e vive pedindo caps novo. Desculpa a demora linda, juro que não faço mais dessa! hahaha
Aliás, que não lê as histórias dela está INTIMADO a ler: Unholy Confessions, Girl I Know e as outras também, que são espetaculares.
Enfim, vamos ao caps. Espero que gostem.
O amplo apartamento tinha uma bela vista de toda a cidade de Paris. Adentrei o apartamento acompanhada de Brian, contemplando a imagem da Torre Eiffel que se formava por de trás da janela.
— Santo Cristo, como isso é lindo! – Eu disse, correndo em direção á tal janela.
— É realmente uma visão extraordinária. – Ele me abraçou por trás e deu dois beijos no meu pescoço, sendo logo interrompido por Papa, que entrava no apartamento com algumas malas.
[...]
— E por que você ainda não está se arrumando, Ayme?
Virei-me depressa e pude ver Brian parado, encostado á porta, de braços cruzados. O cabelo desalinhado propositalmente em perfeita sincronia com a camiseta branca gola V e a jaqueta de couro que cobria seus músculos. A barra da calça levemente erguida devido ao coturno que lhe calçava os pés. Um sorriso torto no rosto e o perfume amadeirado inebriando todo o ambiente.
— Não sabíamos que tínhamos um programa para a noite de hoje.
— Meu amor, estamos em Paris! – Ele pronunciou a palavra em um sotaque francês e riu – Apesar da visão daqui ser linda, essa cidade pode se tornar muito mais interessante pelos Pubs e bares. Vamos, coloque uma roupa e fique linda para mim – Um sorriso travesso se formou em seu rosto.
Eu sorri e comecei á revirar as malas á procura de algo bonito e confortável.
“É. Uma camiseta e shorts cairá bem” – Pensei.
Vesti a roupa e fui até a sala, onde ele estava sentado confortavelmente. Parei ao lado do sofá e coloquei as mãos na cintura, esperando um olhar de aprovação.
— De punk aqui já basta eu! – Ele riu.
— Mas aonde a gente vai? É difícil escolher roupa assim, sem saber aonde você vai me levar.
— É surpresa!
Uma cara de tédio infestou minha face e, pisando duramente contra o chão, voltei para o quarto. Me desfiz de minhas roupas e revirei a mala por mais um tempo, encontrando um jeans surrado, jaqueta jeans, converse e uma camiseta do Megadeth. Prendi os cabelos em um coque alto e saquei minha bolsa que estava pendurada no trinco da porta do quarto. Marchei para a sala.
— Ayme, deixou seu lado feminino em HB, foi? – Ele riu da própria piada, mas eu me contive em manter a seriedade.
Revirei os olhos ao ter de voltar para o quarto e trocar, mais uma vez, minhas roupas. Joguei tudo que estava vestindo em cima da cama e sentei no chão, no meio do quarto. Olhei em volta e uma ansiedade dominou-me a mente. Meus olhos passearam rapidamente por todas aquelas peças jogadas pelo quarto, sem encontrar nada. Repeti o ato, mas, dessa vez, uma peça me chamou a atenção: Um vestido rosa extremamente chamativo que eu havia comprado á muito tempo estava no meio de várias camisetas pretas velhas. Engatinho até a mala e retiro a minúscula peça – ao meu ver – de dentro da mala, colocando-a encostada ao meu corpo e chegando á conclusão que ainda cabia em mim.
Vesti o tal vestido e calcei os sapatos mais altos que havia em minha mala. Adereços prateados rodearam-me os pulsos e um delicado colar descia rente ao meu pescoço. A delicada cluch preta dava a discrição que o vestido deixava á desejar. Soltei os cabelos, que caíram sobre meus ombros em discretos cachos castanhos.
Andei delicadamente até a sala e parei ao lado do sofá, fitando os ombros de Brian, que logo desviou o olhar da revista que estava lendo, desenhando cada pequena curva do meu corpo com tal olhar intenso que me causava um arrepio gélido por toda a extensão das minhas costas. Suas mãos se apoiaram na beirada do sofá e com um pequeno impulso ele estava de pé, colocando suas mãos na minha cintura. Sua boca percorreu todo o meu colo, dando leves beijos. O cheiro de couro que sua jaqueta exalava misturava-se ao seu perfume amadeirado e o já tão conhecido odor de Marlboro tinha um leve toque de menta nesse dia, que fazia minha pele arrepiar.
— Você está... Fabulosa!
— Obrigada. – Um sorriso vitorioso se formou em meu rosto.
Seus lábios tocaram os meus brevemente enquanto seus dedos se entrelaçavam aos meus. As mãos espalmadas balançavam para frente e para trás, como um jovem casal de adolescentes apaixonados, enquanto saíamos do grande condomínio. O alarme do carro de Brian desativou-se e eu logo me aninhei no grande e confortável banco de couro que o Mercedes-Benz possuía.
O caminho era escuro e desconhecido. O carro prateada cortava ruas totalmente sem vida na grande capital da paixão. Era possível ver a torre de quase todos os cantos da cidade.
Com o tempo, nos aproximamos de alguns luxuosos prédios de fachadas chamativas. Alguns possuíam nomes italianos e até ingleses, mas a preferência, claro, era o francês. Algumas figuras inesperadas saíam de dentro dos estabelecimentos trajados á caráter, como grandes chefes de cozinha, deixando o clima ainda mais extrovertido e, ao mesmo tempo, encantador.
— Nós iremos jantar no Désir. Era o restaurante predileto da minha mãe e tornou-se o meu também, com o tempo. Sugiro que peça uma entrada leve e um poulet au vin de prato principal.
Sorri gentilmente e desci do carro, sendo seguida por ele. Os grandes braços envolveram-me pela cintura e puxaram-me contra si.
Era incrível como, ainda de salto 14,7cm eu continuava menor que ele.
— Monsieur, nous avons une table réservée. La tour principale la nuit est le nôtre aujourd'hui. Mon nom est Brian Haner.*
(Senhor, temos uma mesa reservada. A torre principal é nossa hoje á noite. Meu nome é Brian Haner.)
— Suivez-moi, s'il vous plaît.** — O garçom respondeu e nós adentramos o grande ambiente, que estava iluminado por um grande lustre central e muitos outros secundários.
(Siga-me, por favor.)
A aparência que havia lá dentro era realmente de um filme. Os grandes tapetes vermelhos ficavam sobre as porcelanas de cores brancas e pretas. As mesas eram de um tom de dourado cintilante e os lustres de cristais pendiam por todo o salão.
Naquele momento, agradeci á Brian mentalmente por não ter me deixado vir de shorts e sneakers.
As escadarias levaram-nos á uma grandiosa torre, talvez a maior do tal prédio que tinha forma de castelo. As paredes do quarto andar eram todas recobertas por um escuro vidro que possibilitava ver muito da cidade de Paris. A cidade ficava escurecida perto da luz que a torre emitia durante a penumbra da noite. Um piano de cauda estava no canto do imenso cômodo onde jantaríamos, iluminado por uma fraca luz amarela vindo do chão.
— Eu pretendia fazer o pedido aqui, tocando Warmness On The Soul á luz fraca com uma bela visão para a Eiffel. Mas eu sentia que você precisava ouvir aquilo naquele dia... E também não sou muito bom em esconder coisas.
Suas bochechas ruborizaram-se levemente e minhas pernas me levaram até seu corpo. Enrolei meus braços em seu pescoço e selei fortemente nossos lábios.
“Eu te amo”. Foi o necessário a ser dito brevemente um ao pé do ouvido do outro. O resto, o silêncio e o momento se encarregavam de dizer.
Fizemos nossos pedidos e pouco antes do prato principal chegar, decidi ir até o banheiro conferir o cabelo e a maquiagem.
Sinto uma sensação gélida percorre minhas costas, mas eu rapidamente ignoro-a e continuo descendo as grandes escadas. Ando por entre algumas mesas e logo encontro a porta que indica o banheiro femininos.
Ando até o maior espelho do lugar e agradeço mentalmente por não haver nenhum grupinho de mulheres cochichando coisas em francês fluente, difícil demais para o meu breve conhecimento da língua entender. Abro a cluch e reviro por entre meu celular e os outros itens de maquiagens até achar o pequeno rímel entre os outros produtos. Giro sua tampa e ergo a cabeça para passar o pente pelos meus cílios, mas a figura que agora aparecia junto á minha no espelho tirou-me toda a concentração.
Notas finais
Beijos e desculpem pelo cap pequeno.
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