Notas iniciais
Capítulo meloso, preparem o remédio para ânsia HHAHAHA Amei esse capítulo, meu Jimmy s2s2s2 EHUWHE Enfim, esse cap ficou grandão e bem detalhado, espero que gostem e saquem a pista que eu deixei LOL Beijos, apaguem a luz e boa leitura!

Acordei ás 8h34min. Meus olhos fitaram o teto branco e logo depois pude sentir a presença de alguém na cama. Sentei rapidamente e pude ver o peito nu de Jimmy. Seus olhos estavam fechados, escondendo o mais belo azul que já vira na vida. Levantei correndo, peguei uma roupa que Jim trouxera-me e fui acordá-lo:

— Grandão – disse, sacudindo-lhe – GRANDÃÃÃÃO! Preciso de um favor!

— Diga, anã.

— Preciso do seu carro emprestado!

Ele abre os olhos e senta na cama, no mesmo instante.

— Nã-na-ni-na-não! Você não vai pegar meu Impala 67! Pra que você precisa do carro?

-Eu trabalho, esqueceu?

Ele fez cara de surpresa e levantou correndo, vestiu rapidamente uma camiseta do Iron Maiden e calçou seu coturno. Pegou as chaves do carro e descemos praticamente correndo.

[...]

Cheguei ao trabalho dez minutos atrasada, mas ninguém ligou, todos estavam me esperando e quando eu cheguei todos vieram me abraçar e ver como eu estava. Jimmy havia ido para casa e disse-me que ás 12h estaria me esperando do lado de fora do meu trabalho para irmos almoçar.

O trabalho na cafeteria era tedioso e eu já tinha deixado um livro lá, para eu ler quando não tivesse muitos clientes. Peguei meu livro e abri na página que havia parado.

— Moça, tem alguém para atender aquela mesa ali ou eu vou ter que chamar o gerente?

A voz me pareceu familiar, mas eu estava tão concentrada no livro que a cliente teve de esperar até eu terminar de ler o parágrafo. Levantei a cabeça e uma menina esperava no balcão.

— Ei! Eu te conheço! – Ela disse – Você é a tal da Ayme, né?

— Sim, eu sou... Você não é a McKenna, irmã do Haner?

— Sou eu mesma!

Eu sorri fraco. Tudo que eu menos queria, naquele momento, era lembrar de Brian.

— Meu irmão falou muito de você!

— De mim? – Pigarreei – O que ele disse?

— Nada de importante... Me vê um café expresso, por favor? – Ela falou, disfarçando.

— É claro.

Servi seu café e voltei a ler o livro. O tempo passou rápido e, quando dei por mim, já eram 12h08min. “Meu Deus, Jimmy está me esperando!”. Deixei meu livro sobre o balcão e corri para fora da cafeteria, onde encontrei rapidamente o Impala preto de James.

— Olá meu grandão – Disse eu, enquanto entrava no carro.

— Olá minha linda – Ele sorriu e deu-me um beijo na testa.

Dirigiu até o McDonald’s e estacionou o carro no grande estacionamento. Meus olhos brilharam.

— Você não tem ideia de há quanto tempo eu não como nesse fast food! Acho que desde a quinta série, grandão.

Ele sorriu diante de minha felicidade. Entramos e almoçamos rapidamente, pois logo eu deveria voltar ao trabalho.

Ele dirigiu até meu trabalho com pressa, bem característico de Jim. Quando eu abri a porta para descer, ele disse:

— Ayme, vai ter uma festa de aniversário de um amigo meu hoje e eu tava pensando se... é... se você não queria... me acompanhar, sabe?

Eu olhei para seu rosto corado e sorri.

— É claro grandão! Onde e que horas?

— Ás 22h, te pego na entrada do hotel.

— Formal?

— Um pouquinho – Ele sorriu – Fique linda.

— Isso eu já sou desde que nasci – Rimos – Até depois.

— Até depois – disse ele, enquanto arrancava o carro á toda velocidade.

[...]

“Droga, já são 21h49min! Preciso achar aquela droga daquele sapato!” – Pensei, enquanto revirava meus calçados que ainda estavam dentro da mala que Jimmy tinha trazido; encostei-me na parede e deduzi que ele esquecera justamente daquele par.

Eu estava impecável: um vestido preto estilo tubinho vestia perfeitamente meu corpo, a bolsa era clássica e inovadora ao mesmo tempo. Meu cabelo castanho caía levemente sobre minhas costas com grandes cachos nas pontas, a maquiagem não muito escura destacava meus olhos claros e o belo colar de safiras que herdara de minha avó circulava-me o pescoço, mas os pés... Os pés ainda estavam descalçados! Corri até a cama, peguei meu celular e liguei para Jimmy. Longos toques ecoaram em meu ouvido até que pude ouvir a voz dele:

— Diga princesa.

— Jimmy, você está em casa?

— Tô quase na porta do hotel já... Por quê?

Eu ri fraco.

— Eu estou sem calçado... Digo, literalmente!

— O que houve?

— Você provavelmente esqueceu-se de pegar meus sapatos de salto, que ficavam na prateleira do armário do Matthew...

— PUTA MERDA! E agora?

— Não sei, vou ver aqui... Te espero lá em baixo daqui a pouco.

— Ok.

Desliguei a ligação e remexi um pouco mais na mala, achando apenas uma sapatilha branca* que não tinha nada a ver com a minha roupa; me obriguei a calçá-la e desci até na entrada no hotel.

Jim já me esperava com um largo sorriso dentro do carro. Entrei, dei um beijo estalado em sua bochecha e suspirei.

— Conseguiu achar algo?

— Eu procurei alguma coisa, mas a única coisa que eu achei de diferente nos meus All Stars foi essa sapatilha – Ergui o pé sobre o meu joelho e mostrei-lhe.

— Nossa, não tem nada a ver com a sua roupa...

— Obrigada pelo apoio! – Eu ri – Eu sei que não tem, mas era melhor isso do que vir de tênis, não é?

Ele me olhou e se virou para o banco de trás, buscando no assento uma caixa grande. Pegou-a e puxou até mim.

— Eu comprei pra você enquanto eu estava vindo. É preto e acredito que vai ficar lindo com esse vestido... Apesar de eu achar difícil você conseguir ficar ainda mais linda do que está agora.

Eu dei um grande sorriso e peguei a caixa. Enquanto eu abria-a, ele arrancava o carro na escuridão das vias pouco movimentadas.

O sapato era incrível. Era preto, tinha pequenos cristais sobre todo ele e havia o desenho de uma caveira embaixo, onde pude ler a palavra “Louboutin”. Substituí as sapatilhas pelo sapato salto 15cm e me maravilhei com o resultado.

— Jimmy, você é um gênio!

— Eu sei Ayme, eu sei – Ele gargalhou juntamente comigo.

James dirigia pela autoestrada e então pude perceber sua roupa: A camisa estava levemente aberta, levando por cima um blazer preto que parecia ter sido costurado com suas medidas. A calça jeans azul escura estava levemente colada ás suas pernas e havia um sapato preto em seus pés, o cabelo estava perfeitamente alinhado na frente e bagunçado atrás... Bem típico de Jimmy. Seus olhos estavam rodeados por uma sombra preta que destacava ainda mais o azul de seus olhos, estes, por sua vez, estavam concentrados no trânsito e suas mãos precisas seguravam no volante. O perfume embriagante exalava um doce com pequeno toque amadeirado que me lembrou dum perfume Armani masculino. Impecável, o que me fez pensar o porquê dele não namorar: Ele era perfeito, quase impossível alguém não se apaixonar por tantos pontos positivos.

Depois de uns vinte minutos andando sobre a autoestrada, chegamos em um salão de festas conhecido na região. Jimmy passou o braço em minha cintura e me guiou até o interior do salão. A música tocava alta e já haviam muitas pessoas dançando.

Depois de algumas horas dançando, Jimmy foi conversar com um amigo dele e eu fui para a mesa de bebida. Servi-me de uma dose de licor e ouvi uma voz fraca soar em meu ouvido.

— A princesinha vai beber só isso? Não aguenta bebida forte não?

Olhei para trás e me deparei com os olhos verdes de Zacky. Abracei-o e sentamos em volta da mesa de bebidas.

— Qual é, vai dizer que não aguenta tomar umas doses de Tequila pura?

— Bebo muito mais do que você, fracote!

Ele riu e me estendeu um monte de copinhos plásticos.

— Serve 20 desses com Tequila pura. Vamos ver quem bebe mais!

Coloquei 20 copinhos enfileirados em minha frente e ele fez o mesmo. Enchemos os copos com Tequila e começamos a disputa.

— Eu começo – disse ele, orgulhoso, enquanto tomava seu primeiro copo.

Olhei seriamente para ele e peguei meu primeiro copo. Ergui até a altura de minha boca e fiz o líquido descer de uma vez só através de minha garganta, que queimou ao receber a bebida forte. O gosto era ruim sem limão e sal, mas aposta é aposta.

— Ela não desistiu... Teremos um longo desafio! – Disse ele enquanto tomava seu próximo copo.

[...]

Zacky engoliu o conteúdo do 16º copo e bateu as mãos na mesa. Minha visão já estava turva, mas eu me negava a desistir. Bebi todo o líquido e esperei até que ele tomasse seu próximo copo.

— Ah, eu desisto! Você venceu! – Disse ele enquanto eu começava a comemorar.

— AAAH, QUEM É O FRACOTE AGORA? – Eu disse enquanto ria dele,que estava com a “cara fechada”, lamentando a perda.

— Eu já tinha bebido antes de tomar essas Tequilas... Não foi justo!

Eu ri dele e levantei-me de onde estava sentada. Minhas pernas descoordenadas perderam a força e eu caí, batendo minhas costas contra o chão. Senti mãos segurando nas minhas e me ajudando a levantar.

— Que lindo né, bêbada!

— Ai Jimmy, virou meu pai agora?

— Calma estressadinha, só to querendo ajudar! – Disse ele, enquanto levantava as mãos fazendo sinal de despreocupação.

Eu sorri para ele e tirei ele para a pista de dança, minha musica preferida estava tocando. Eu dançava e podia sentir os olhos de Jimmy percorrerem todo o meu corpo.

— Rape me, my friend! – Eu cantava junto com a música enquanto ela ecoava em minha mente.

Senti braços me segurarem mais uma vez e me virei esperando encontrar os olhos azuis do meu anjo, mas me deparei com os tão temidos olhos castanhos enfurecidos.

— Você, cantando Rape Me... Eu diria que é um pouco convidativo. – Disse a voz rouca e máscula entre sussurros em meu ouvido.

Me afastei de Haner no mesmo momento e procurei os braços de Jimmy entre a multidão, falhando. Meus olhos o procuraram na festa e pude vê-lo abraçado com uma mulher loira que estava vestida vulgarmente. Suspirei e voltei a olhar para Haner, que estava parado no meio da pista.

— O que Matt mandou você fazer, dessa vez?

— Ele não me mandou fazer nada, eu nem ao menos falei com ele depois de... Bem, você sabe.

— Hm.

Ele abraçou-me novamente, sua boca percorreu toda a extensão do meu pescoço e disse em meu ouvido.

— Eu sei das merdas que eu fiz, mas te confesso que não consegui tirar você da minha cabeça nem por um minuto. Seu corpo, suas curvas, você me deixa maluco!

Meu corpo arrepiou entre as palavras. O cheiro familiar de Marlboro misturava-se ao perfume amadeirado de Haner e suas mãos seguravam fortemente minha cintura. O efeito do álcool estava no auge e eu lutava para poder resistir contra meus instintos sexuais.

Ele sorriu e passou o braço em cima de meus ombros, me direcionando para a saída. Eu andava lentamente até sentir um cheiro muito familiar bem perto de mim. O cheiro se acentuou e quando eu menos esperava, estava nos braços de James novamente.

PORRA BRIAN, QUE MERDA VOCÊ TÁ FAZENDO SEU LOUCO? VOCÊ NÃO TEM AMOR Á SUA VIDA? EU NÃO QUERO TE VER PERTO DA AYME DE NOVO! DA PRÓXIMA VEZ EU TE ARREBENTO COM AS MINHAS PRÓPRIAS MÃOS, SÓ QUE DESSA VEZ VOCÊ NÃO VAI TER O MATT PARA TE AJUDAR A FUGIR DA POLÍCIA, SEU DESGRAÇADO!

Tentei empurrar Jimmy para o carro, mas ele estava enfurecido. Ele se encostou do lado de fora do salão e eu fiz o mesmo.

— Você tá bem, pequena?

— Eu... Eu acho que estou.

— Quer ir pro hotel?

— Quero.

Ele sacou as chaves do carro de seu bolso e me levou até o veículo preto que estava na ponta do estacionamento. Entrei em seu carro e, mais rápido que pude perceber, eu já estava na entrada do hotel. Ele colocou o carro no estacionamento e subiu comigo até o quarto que eu estava temporariamente “hospedada”. Passou o cartão na porta e entrou comigo, colocou-me na cama e foi até o banheiro. Eu levantei e fui até o guarda roupa, revirei as poucas roupas que eu havia conseguido colocar em ordem e achei uma grande camiseta preta do Guns. Tirei meu vestido apertado e guardei os grandes saltos em um lugar especial do armário. Meu raciocínio estava lento por causa da bebida, tive de me concentrar para não cair naquele ponto do quarto. Quando me virei de frente para a cama para vestir a camiseta, encontrei os olhos de James me fitando. Olhei para mim mesma e pude ver as poucas peças que “cobriam” meu corpo: um conjunto de lingerie preto rendado, cintas liga acompanhadas de uma meia calça cor de pele. Senti meu rosto esquentar e antes que eu pudesse vestir a tal camiseta, os braços de James já me envolviam e seus lábios já tocavam os meus. Sua boca tinha um gosto de menta viciante e eu simplesmente me negava a desencostar sua boca da minha. Minhas mãos entrelaçavam em seus cabelos. Ele segurou firme minhas costas e me fez flutuar até a cama, colocando-me gentilmente sobre o colchão macio e encaixando seu corpo no meu de uma forma impressionante. O calor de seu corpo aquecia o meu e eu podia permanecer daquela forma por toda a eternidade se não houvesse nosso maldito instinto sexual clamando por mais e mais de nós mesmos.

Notas finais
* desculpem a má qualidade da imagem, mas é que eu amo de paixão essa sapatilha e não pude achar uma imagem melhor :
Comentem se gostaram e, mais uma vez, perdão pela demora.