Let It Burn

18 Acidentalmente parte 3


Notas iniciais
Boa noite, meus amores!
Esse capítulo eu escrevi com muito carinho devido á felicidade que me banhou ao ver a lindíssima recomendação que a Let It Burn ganhou da Vampira! Gata, você nos fez muito muito muito feliz, viu? Obrigada!
*Ok, explicaçõeszinhas sobre o capítulo: Tem hentai e o que acontece aqui é uma técnica chamada Shibari e ocorre bastante no Japão. Essa é, sem dúvida, a minha técnica favorita de sadomasoquismo. Eu recomendo que olhem fotos para terem uma ideia melhor durante a narrativa.
Aqui vão algumas formas de Shibari:
http://fc02.deviantart.net/fs70/f/2010/030/6/7/Shibari___XI_by_mjranum.jpg
http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTGgUWr0ZuNhaWVkABfbBYwP1tlAMkI8ZCFrtWpdSz4lLN9HgKPiQPSbOF9fg
Enfim, espero que gostem! Beijos da Ana Sofia e da Rê!

Minhas mãos afastaram as poucas roupas que ainda estavam perto das fotos coladas ao fundo do armário, sem nem acreditar que aquilo fosse verdade. Logo abaixo, havia uma gaveta com um livro grosso e pesado que eu decidi folhear. O que eu achei nele era quase a mesma coisa que havia colado no armário, a única coisa de diferente eram os detalhes.

A primeira foto era minha, no dia que cheguei de Washington, ainda no aeroporto, antes de ir ao restaurante e continha a seguinte descrição: “Enfim, ela chegou. Depois de horas plantado aqui, pude vê-la entrando no saguão do aeroporto. Está ainda mais linda que eu podia me recordar. Se ela soubesse que desde que ela se fora eu espero por esse momento...”.

Na segunda foto, eu estava sentada ao fundo da casa de Zacky, quase ao final do cigarro que queimava entre meus dedos e continha a descrição: “Ela acordou muito tarde hoje e está chorando á bastante tempo. Há pouco, pude ver ela ligar para alguém e agora parece se preparar para entrar na casa do Porpeta novamente. Só Deus sabe a vontade que eu estou de ir até lá abraçá-la, vontade de ir secar suas lágrimas. Só Deus sabe o quanto eu a desejo.

Folheei mais algumas folhas com um grande nó na garganta. Parei em uma página que continha duas fotos. Uma das fotos era eu na festa de boas-vindas que fizeram para Matt, abraçada ao canalha do Jimmy e, embaixo dela, havia escrito: “Ela não sabe o poder que tem sobre mim. Vê-la dançando sobre a mesa foi uma sensação de desejo, medo e ciúmes... Michele está aqui e temo pelo que ela pode fazer, aquela mulher é capaz de tudo.”. Já na segunda foto, eu estava deitada na banheira do hotel, horas após a festa, quando ele fora me levar por eu estar bêbada. Havia apenas um breve comentário embaixo dela: “Ela não acredita em mim, acha que eu continuo a ser o mesmo de antes. Talvez ela até tenha razão, mas eu faria de tudo para tê-la apenas para mim.”.

Não conseguia ler mais palavra alguma, meus dedos apenas folheavam as páginas e encontravam fotos ainda mais surpreendentes. O livro foi retirado lentamente das minhas mãos, que não tinham mais forças para resistir á força que a mão acima de mim exercia.

— Quem te deu permissão para mexer nas minhas coisas?

Pus-me em pé, na frente de Brian, que me fitava severamente. Suas mãos fechavam-se em punhos, a raiva era iminente. Mas, espera aí, quem deveria estar com raiva não era eu?

— Quem te deu permissão para me seguir?

— E-eu não te segui. – Ele gaguejou.

— Então descrever meus dias detalhadamente é o que?

— Amor.

Eu já estava preparada para respondê-lo antes mesmo da resposta, mas depois daquilo, minha boca se calou. Nossos olhares se encaravam enquanto seu corpo se aproximava do meu. Suas mãos tatuadas agora seguravam meu rosto intensamente, me forçando a olhar para o marrom cristalino que fazia suas orbes brilharem.

— Você sabe o que é amar alguém por anos e ter medo de contar tudo aquilo que sente? Medo de ser rejeitado... Você já sentiu isso Ayme?

Eu sabia muito bem que aquela era uma pergunta retórica. Mantive meus olhos nele enquanto suas mãos geladas estava em contato com a minha pele quente, alva. Seus dedos deslizaram para o meu cabelo, entrelaçando-se nele. Suas mãos puxaram minha cabeça para trás, deixando meu pescoço exposto á qualquer maldade que ele quisesse fazer. Brian impulsionou sua cabeça em direção ao meu pescoço, cheirou meu perfume e logo voltou a olhar em meus olhos.

— Você sabe o que é sentir necessidade de sentir o cheiro da pele de alguém? Uma necessidade angustiante de sentir esse arrepio, de ter o contraste da sua pele branca na minha, necessidade de sentir esses lábios grossos em contato com os meus. Você já sentiu isso? – Ele disse enquanto agravou a pressão contra meus cabelos e mordeu levemente a pele dos meus ombros.

— Você é um maníaco Brian.

Foram as únicas coisas que minha boca pode pronunciar antes de o vazio de minha boca ser preenchido pela sua. Seus lábios colaram-se nos meus de forma agressiva e urgente, como se ele precisasse realmente daquilo. Ele parou o beijo inesperadamente e uma raiva tomou o meu ser, eu queria mais dele. Sua boca mordeu toda a extensão do meu queixo e, depois, o lóbulo da minha orelha, sussurrando:

— O maníaco que você deseja e quer sentir dentro de você.

Fui tomada pela verdade que suas palavras eram banhadas: Eu o queria. Parei de resistir. Eu o queria mais que a própria vida, e o pior: ele sabia disso. Entrelacei meus braços em seus ombros largos e cobertos por um fino tecido branco proveniente da sua camiseta decote v. Os lábios finos dele puxavam os meus, exercendo um ritmo frenético de sedução, de desejo. Seu corpo foi eliminando qualquer espaço que havia entre ele e mim, me fazendo sentir cada parte rígida de seu corpo em contato com a minha pele. Seus braços, que exibiam grandes tatuagens coloridas, envolviam-me em um abraço terno e estimulante. Sua língua travava uma batalha com a minha, com movimentos ágeis e precisos.

Com uma facilidade assustadora, seus braços me ergueram em seu colo enquanto eu entrelaçava sua cintura com as minhas pernas. Eu segurava em seu pescoço, dando leves arranhados. A urgência dos meus lábios nos seus já era quase impossível de conter, meus dentes puxaram seu lábio inferior e logo um gosto metálico invadiu o beijo; ele arfou.

Meu corpo foi jogado contra a grande cama branca que havia no centro do quarto, ele permaneceu em pé. Suas mãos seguraram meus punhos com tamanha força, sua boca beijava-me o colo enquanto eu sentia meus seios endurecerem. Ele mordeu minha barriga ainda coberta e logo depois falou:

— Eu vou me tornar sua droga. Vou te viciar em prazer de uma forma que você vai me desejar a cada segundo longe de mim. Você não vai mais sentir prazer com nenhum outro.

Suas mãos então seguraram minha cintura com força, provavelmente deixando a marca de seus dedos em minha pele clara. Sua boca beijava minha barriga enquanto ele retirava as poucas peças que cobriam meu corpo. Suas mãos percorreram as minhas costas até chegar ao fecho do sutiã, tentou abrir, mas teve problemas com o fecho. Seu sorriso malicioso brotou nos finos lábios e em um movimento rápido e certeiro, Brian estourou os ganchos da minha peça íntima, puxando-a. Sua boca encontrou a pele quente do meu pescoço novamente, a leviandade que ele encostava sua boca em mim me causava arrepios. O desejo, o desespero, a vontade... Nada falava mais alto.

Seus olhos encontraram os meus mais uma vez enquanto ele levava seu rosto em direção á minha coxa. Sua língua tocou a área interna da mesma, traçando um caminho lento até bem perto de minha área íntima. Suas mãos, que antes estavam apoiadas na cama, passaram a acariciar e arranhar minhas nádegas enquanto eu sentia sua respiração quente e pesada perto de minha área íntima. Pude sentir o olhar perverso nascer outra vez. Ele se levantou bruscamente e abriu uma das quatro gavetas de dentro de seu guarda-roupa, pegando alguns objetos totalmente desconhecidos á mim. Ele deu passos largos e ritmados até onde eu estava deitada e encostou sua mão em cima de minha intimidade, forçando um dedo na entrada ainda coberta pela lingerie inferior, a palma de sua mão sendo forçada contra o meu clitóris.

— Vou te mostrar o verdadeiro sentido da palavra prazer. – Ele disse. Sua voz rouca ecoava pela minha mente, me fazendo fechar os olhos e estremecer.

Ele foi até a lateral da cama e apanhou meus punhos, puxando-me de encontro á ele. Sua boca mordia violentamente meu pescoço enquanto suas mãos ágeis amarravam meus membros superiores com uma corda* não muito grossa. A corda passava pelo meu pescoço, seguindo para os ombros e voltavam até o colo, onde formava-se um dos nós. Passava também por outros pontos dos braços, punhos e cintura. Havia um nó central no meio de meus seios descobertos. Então meu corpo balançou para frente com um impulso dado por ele. Meus seios foram se encontro com a cama e ele rapidamente apanhou minhas pernas, amarrando-as, me deixando totalmente imobilizada.

— Brian, meus braç...

Ele colocou o dedo em minha boca, fazendo sinal para que eu me calasse; não protestei. Revirei os olhos em pensar que estava concordando em sofrer, estava me tornando um deles.

— A única coisa que você pode fazer é gemer meu nome... Na verdade, logo você estará gritando-o. – Ele sorriu e seus olhos brilharam de perversidade.

Suas mãos passearam pela área interna de minhas coxas, indo em direção á minha área intima. Ele tocou-me com a ponta da língua, fazendo-me arfar. Suas mãos seguravam fortemente minhas coxas e sua língua passou a invadir-me cada vez mais, intensificando e ritmando os movimentos. Seus dentes se apertaram contra o meu clitóris, o que me fez gemer baixo.

— Brian... Para de me torturar Brian.

— Pra que a pressa amorzinho? – Ele riu.

Suas mãos trataram de se livrar da única peça que ainda havia em meu corpo, dando-lhe fácil acesso á minha intimidade. Ele penetrou apenas o começo do seu dedo indicador; gemi.

— Geme pra mim vadia, geme mais alto, urra pra mim!

Ele continuou executando movimentos lentos e fortes, o que me fazia gemer cada vez mais alto.

— Me fode logo Synyster, para com essa tortura! – Minha voz saiu forte, urgente. Meu corpo clamava por prazer, por sentir seu membro penetrar, por vê-lo cumprir a sua promessa.

— Você quer ser fodida?

— Sim – A palavra saiu como um sussurro.

— Então fale... Fale que me quer!

— Eu te quero!

Ele continuava apertando minhas pernas e forçando suas unhas contra a minha pele.

— Fala que deseja somente á mim! Que quer sentir meu membro dentro de você de novo! Grita meu nome vagabunda!

— Eu te quero Synyster, eu te quero dentro de mim!

Ele sorriu e retirou sua cueca, deixando á mostra seu membro. Sua boca encostou em minhas nádegas e seus dentes comprimiram minha pele, mordendo-me. Sua língua passeou por minhas nádegas e foi em direção ás minhas partes íntimas que, nesse momento, já estavam clamando por prazer. O calor de sua boca tocou minha intimidade, que se retraiu com o toque intenso da boca de Brian. Sua língua parecia explorar cada pequena parte de mim, provocando pequenos estremecimentos ao longo de meus membros inferiores. Eu tentava me movimentar, mas estava completamente impossibilitada de realizar qualquer movimento. Ele se afastou novamente, o que me fez enlouquecer de raiva dele, já que era a segunda vez que ele fazia isso na noite. Só então eu entendi o porquê. Seu membro tocou levemente a entrada de minha intimidade e meus olhos se contraíram. Em um impulso rápido, seu membro penetrou em mim. Suas unhas cravaram em minhas costas, que se arrepiou de imediato. Seu corpo chocava-se violentamente contra o meu e o sentimento de prazer que aquele homem me proporcionava era surreal, indescritível. Qualquer manifestação de prazer (com exceção dos gemidos) estava expressamente proibida por ele e irritar aquele homem era o que eu menos desejava naquele momento. Meu corpo estremeceu mais uma vez e suas investidas se intensificaram, ritmaram-se. Palavras promíscuas saíam de minha boca, fazendo um sorriso malicioso nascer em sua face. Seu nome saía, muitas vezes, falhado de minha garganta, meu corpo era tomado por espasmos de prazer e seu corpo chocava-se com o meu. Syn segurou fortemente uma mecha de meu cabelo, o que me fez sentir ainda mais tezão. Uma risada fraca ecoou pelos seus lábios e pude perceber que nosso clímax estava próximo. Investiu mais algumas vezes e meu corpo desfaleceu-se em prazer, um sentimento de completa satisfação tomara-me o corpo preso, sem poder expressar qualquer tipo de movimento proveniente da forte sensação prazerosa. Brian se afastou de mim e se deitou ao meu lado, desfazendo os primeiros nós.

— Eu te amo.

Seus lábios finos se comprimiram contra os meus, selando-os. Eu nunca imaginara ouvir aquela frase vinda dele. Impulsionei ainda mais meus lábios contra os dele e pedi passagem para minha língua, mas seu corpo recuou, desatando os últimos nós que ainda prendiam-me o corpo.

— Eu te... te amo também. Eu desejo cada centímetro do seu corpo, desejo ouvir cada batida do seu coração e daria minha vida para poder escutar o lindo som da sua voz por todo o resto de minha vida.

Seus olhos me olharam de forma terna. Meus braços envolveram-lhe o pescoço e, dessa vez, o beijo fora intenso. Ainda desfalecidos, nossos corpos caíram sobre a cama e apenas um fino lençol cobria-nos. Seus dedos deslizavam sobre minhas têmporas e um forte sono quase impedia que meus olhos permanecessem abertos.

— Durma minha bebê, durma.

As ultimas palavras que escutei foram ditas pela voz mais linda que eu já ouvira em toda a minha vida. De repente, minha mente foi tomada pela ideia de que eu tinha plena consciência de que eu sempre o amara, desde a infância, desde a primeira vez que nossos olhos se cruzaram. Eu sempre pertenci á ele.

Meus olhos renderam-se ao sono e fecharam-se, sentindo o leve toque de seus dedos em minha testa.

Notas finais
Mereço reviews? :(