Let It Burn

17 Acidentalmente parte 2


Notas iniciais
Olá gente! Postei bem rapidinho hoje hein! hhaha
Bom gente, tenho algumas coisinhas para contar para vocês:
1º Temos uma nova co-autora, por favor, sejam queridos com ela ((porém não amem ela mais do que me amam -n)). Eu vou continuar escrevendo todos os capítulos, eu coloquei ela de co-autora porque ela é a pessoa com quem eu converso sobre o que vai rolar na fic e grandes ideias vem dela, então, é quase como se ela escrevesse também. Enfim, seja bem vinda loirinha.
2º To decepcionada com os leitores fantasmas e com a pouca quantidade de reviews, vamos animar isso aí hein gente ]:
3º A fic vai ficar bem mais violenta daqui pra frente, (((violenta ''E'' pornográfica))) sjajahsjahs, então, só leiam se gostarem dessas coisas ((eu sei que gostam))
*ok parei com essas malditas parênteses*
Enfim, parabéns ao Sullivan que sacou as duas pistas que eu deixei no capítulo Leana. Você é foda *-* jashajhas
Ok, vamos ao cap. Espero que vocês gostem!

*Leiam as duas notinhas — importante*

Meus olhos se arregalaram e um frio percorreu toda a extensão de minhas costas. Meus olhos, que já marejavam, foram tomados ainda mais por lágrimas: lágrimas de medo, de susto, de dor.

- C-como assim?

- Eu não sei, eu preciso falar com o meu pai – Ele disse, retirando o celular do bolso e discando os números de Papa Gates – Meu pai... bom, ele tem uma profissão “incomum”.

Encarei-o sem entender o que ele dizia enquanto ele aguardava resposta da ligação. Logo pude ouvir uma voz pronunciar algo como “Você ligou para Brian Haner, mas ele não pode atender no momento. Ligue novamente mais tarde”. Espasmos percorriam meu corpo enquanto ele discava os tais números novamente.

Brian’s P.O.V.

“Caralho velho, atende logo essa porra de celular!” Minha mente soltava ofensas enquanto os toques da chamada ecoavam pela minha mente. Finalmente, depois de duas ligações frustradas e muitos toques, ele atendeu:

- Porra Júnior, me fez perder a melhor parte de um orgasmo da Suzy! É melhor ser importante.

- Eu preciso de ajuda...

- Como sempre né.

– Pai, é sério. Eu acho que eu matei uma pessoa.

– O QUÊ? – Meu pai praticamente gritava ao telefone – COMO ASSIM VOCÊ ACHA QUE MATOU UMA PESSOA? O QUE VOCÊ FEZ DESSA VEZ?

– Eu estou na frente do bar do Johnny. Venha até aqui, eu preciso esconder esse corpo pai e você sabe como lidar com isso, eu preciso da sua ajuda.

– Quem está com você?

– Pai, venha logo pra cá antes que alguém descubra isso!

Antes que a ligação pudesse ser finalizada, pude ouvir a camionete de meu pai sendo ligada do outro lado da linha. Respirei fundo, tomando coragem para olhar para os lindos olhos verdes de Ayme, olhos esses que eu já sabia que deveriam estar marejando á essa altura. Fitei-a e não consegui conter a vontade de abraçá-la que nascia em meu peito. Seus ossos frágeis foram facilmente envoltos por meus braços, que exerciam moderada força. Eu queria poupá-la daquilo, queria não ter feito aquilo. Apesar de tudo, Matthew era irmão de Ayme. Ela correspondeu meu abraço, exercendo tripla força dos meus braços. A aconcheguei mais perto de mim e pude ouvir seu peito soluçar.

- Meu Deus, você nunca vai me perdoar por isso. Eu sou um monstro! – Minha voz soava chorosa, eram sinceras.

Ayme não me respondeu, mas não havia raiva em nenhum dos poucos atos vindos dela. Suas unhas estavam cravadas em minhas costas e minha camiseta já estava molhada por suas lágrimas. Logo ouço um ronco de motor conhecido.

- Meu anjo, fique aqui no carro e não o abra para ninguém, ok? Eu vou resolver essa história. Vai ficar tudo bem, eu vou cuidar de você, vai ficar tudo bem!

Ela apenas assentiu e eu saí do carro. Logo encontrei meu pai parado em frente ao seu carro.

- SEMPRE SE METENDO EM CONFUSÃO GATES!

- Não tenho tempo pra conversar agora. Vem velho – eu puxei-o pelo braço até o lugar em que eu deixara Matt caído. O corpo dele estava estirado ao chão.

- VOCÊ MATOU MATTHEW SANDERS? – Ele gritou ainda mais alto.

- Fala baixo pai! Afinal, de que lado você está?

- Você matou teu melhor amigo de infância!

- Eu tav...

- Ele estava me protegendo e a culpa é toda minha, senhor Haner. Eu ajudo no que for preciso.

Reconheci a voz de Ayme, que nesse momento estava parada atrás de mim. As lágrimas não banhavam mais o seu rosto e este, por sua vez, exibia um semblante sério, centrado. Seus olhos tinham um olhar pesado e cruel, o que fez meus pelos eriçarem pelo corpo. Meu pai olhou-a da cabeça aos pés e depois focou os olhos no corpo. Abaixou-se e colocou dois dedos no pescoço dele.

- A pulsação foi cessada. Matthew Sanders está morto. Eu sinto muito Ayme.

- Eu não sinto. Esse verme fodeu a minha vida e teve o fim que mereceu.

Tanto eu quanto meu pai lançamos olhares arregalados para ela, mas ela permaneceu indiferente. Se eu não a conhecesse tão bem, ousaria dizer que ela era apenas mais uma vadia de coração frio e sem amor algum. Aquela não era a Ayme que eu conhecia.

- E então, vocês vão ficar aí olhando um para a cara do outro esperando a polícia chegar ou vão dar um fim nesse trouxa logo?

- O que vamos fazer pai?

- Por favor, você parece uma mulherzinha Haner! Não resolve nada por si só... Pega esse corpo e joga na camionete do seu pai, leva pra casa dele e de lá a gente resolve, caralho!

Olhei para meu pai, que assentiu, dando-me permissão para a ação. Minhas mãos agilizaram-se e pegaram os grandes punhos e Papa pegou os pés do grande corpo agora sem vida. Levantamos e colocamos o corpo na grande carroceria enquanto algumas pessoas saíam do bar. Não havia marcas de sangue no chão, o que facilitou o nosso trabalho.

- Cubra a camionete e dirija até a minha casa com Ayme. Vou pegar seu carro e irei até o centro. Preciso comprar umas coisas. – Disse meu pai, pegando as chaves do meu carro do meu bolso e indo em direção ao meu Volvo. – Não faça absolutamente nada enquanto eu não chegar lá.

Gesticulei com a cabeça para Ayme, que entrou rapidamente no carro. Tomei o lugar de meu pai ao volante e retirei o automóvel dali rapidamente, cortando a estrada com o denso ronco da camionete preferida do velho Haner. O silêncio imperava e minha língua recusava-se a se mover sempre que eu tentava proferir alguma palavra.

- Não está brava comigo?

- Não. – Seus olhos apenas fitavam a rodovia.

- Eu matei o seu irmão e você não está brava comigo? É sério?

- Dá pra parar de boiolice Synyster? Porque parece mesmo que você queria que eu tivesse ficado.

- É claro que não. Eu só estou preocupado com você...

- Pois não precisa, precisa é ficar preocupado com essa rodovia que está movimentada demais. Não podemos nos acidentar com um corpo na carroceria se não quisermos ter uma encrenca maior do que a que já temos.

Eu ri um pouco e ela me acompanhou. Era quase inacreditável ver o que Ayme era capaz de fazer, nunca a imaginei daquela forma. Apesar de fechada e ter a aparência de durona, ela sempre fora uma moça ingênua e lindamente meiga, mas não havia doçura em seus olhos naquele momento. As suas mãos estavam pressionadas uma contra a outra e seus lábios formavam uma linha fina em seu rosto em um belo jogo de harmonias.

Meus pés afundaram-se ainda mais no acelerador quando percebi que estávamos quase chegando na grande casa. As pedras em baixo dos pneus eram jogadas violentamente para trás, algumas batiam na parte inferior do automóvel. Cerca de 10 minutos depois, nós chegamos. Abri o portão com o controle e coloquei a camionete na vaga mais afastada da casa possível. Desci e acompanhei Ayme para dentro de casa. O álcool já não estava mais fazendo efeito algum nela.

Adentrei a casa com ela envolta em meus braços, apesar de forçadamente de minha parte. Levei ela até a parte superior da casa e abri a porta do quarto de McKenna:

- Kenna, você pode emprestar uma roupa para a Ayme? Vocês têm quase o mesmo corpo e ela vai precisar dormir aqui hoje.

- Junior, olha o tamanho das coxas dessa menina! Minhas calças nunca vão entrar nelas! – Ela riu – Brincadeira gatinho, eu empresto sim, deixa ela comigo!

Agradeci á Deus por McKenna adorar a ideia de ter a companhia de Ayme e desci as escadas correndo, esperando que meu pai chegasse para que aquela tortura pudesse tomar um fim.

Ayme’s P.O.V.

Entrei meio á força no quarto da Kenna e sentei na grande cama que ficava no canto do quarto dela, que não era nem um pouco clichê. Haviam muitos CDs espalhados por cima dos móveis baixos e a decoração era toda feita em vidros e cristais, as paredes eram escuras e em uma delas havia o desenho de uma figura bem conhecida minha.

- Meu Deus Kenna, você é fã de Iron Maiden! Eu sempre quis ter o Eddie pintado na minha parede, mas minha mãe sempre fora careta demais com relação á rock... Eu daria minha vida pra ter pais como os seus – Eu ri fraco.

- Eu amo Iron! É, eu tenho bastante sorte por isso também... Mas sorte mesmo é por ser irmã de um guitarrista tão foda quanto o Brian.

- Brian toca?!

- Brian não toca, ele transa com a guitarra enquanto a dedilha – Ela riu com vontade – É sério, quando tiver a oportunidade de vê-lo tocar, peça. É algo incrível.

Eu sabia que os meninos tinham uma banda quando eram mais novos, mas não achei que algum deles tivesse levado á sério a tal história. Meus pensamentos foram interrompidos quando algumas peças de roupas atingiram meu rosto.

- Toma, um shorts e uma camiseta bem confortável pra você dormir. Pode dormir no meu quarto se quiser, eu sei que o Brian é um tarado obsecado por sexo – Gargalhamos.

- Muito obrigada! Onde eu posso me trocar?

- Vai ali no quarto do Syn, é na frente do meu. Eu acabei de ouvir ele descer lá em baixo então você não será surpreendida.

Assenti e fui até o tal quarto, que era bem mais simples que o primeiro. Nele, não havia nada de especial com exceção dos pôsteres de bandas de heavy metal. Coloquei meu celular sobre a cama e tirei meus saltos, meus pés agradeceram. Retirei minha roupa, ficando apenas de lingerie quando vi algo muito estranho dentro do grande roupeiro de Brian. Me aproximei e afastei as roupas para que eu pudesse ver melhor aquilo. Observei uma á uma e uma onda de medo se espalhou por mim. Adrenalina e temor andavam juntas por minhas veias. Era assustador ver aquelas fotos ali.

Notas finais
E aí? São fotos do que? Apostem!