Notas iniciais
Esse ficou um pouquinho maior e eu realmente não queria parar de escrever. (Nota: Em itálico, eu destaquei os pensamentos de Ayme). Apaguem a luz e boa leitura!

Estava dormindo quando escutei a voz da mulher da companhia aérea avisando que o avião estava iniciando o processo de pouso. Peguei minhas bagagens de mão e esperei, ansiosa para rever meus amigos.

Já faziam 3 anos desde que eu fui embora de Huntington Beach, mas mantive contato com quase todos os meus amigos daqui. Nesses 3 anos que morei longe, não tive a oportunidade de vir ver meus amigos e era realmente bom se sentir em casa novamente.

A aeromoça anunciou que o avião já havia pousado e que todos deveriam ir até o guichê pegar suas bagagens. Desci, peguei minha mala e fui em direção á saída; não avistei Gena, muito menos o gordo do Zacky. Olhei para os lados e pude sentir meu estômago roncar alto, ri sozinha. Fui até o restaurante do aeroporto e fiz meu pedido. Sentei em uma mesa, colocando minhas malas ao meu lado. Não fazia ideia do porque do atraso deles. Peguei meu celular e disquei o numero de Gena, que se encontrava fora da área de cobertura e pensei comigo: “Pronto, estou fodida! Depois de estar aqui, perco o contato com a Gê... Para onde vou agora?”. Fui virando vários números em minha agenda até que encontrei um nome conhecido: Brian Haner. Eu não podia dormir no aeroporto, mas não queria dar o braço á torcer. Eu e Brian ficamos algumas vezes antes de eu ir embora; eu o amava desde a 4ª série. Mas depois que passei a morar em Washington D.C. soube de muitas histórias do que ele havia falado sobre mim e realmente fiquei muito magoada com ele.

Eu não tinha outra alternativa se não ligar para Brian. Não podia alugar um quarto de hotel, pois havia saído de casa sem quase nada de dinheiro, o pouco que tinha gastara na passagem. Ainda incerta do que estava fazendo, cliquei em discar. Minhas mãos fizeram-se trêmulas e eu não sabia se queria ou não vê-lo novamente. “Não tenho escolha”, lembrei à mim mesma. Depois de alguns toques, ouvi a voz de Brian... Estava diferente da ultima vez que havia falado com ele. Mais homem, mais... Excitante.

— Alô – disse ele – quem é?

— Olá Brian. Ér... Sou eu, Ayme.

— Porra Ayme! Quanto tempo!

— Pois é... Ei, você tem notícias da Gena e do Zacky? Eles ficaram de me encontrar aqui no aeroporto, mas eu não consegui achá-los e o celular da Gê só dá na caixa postal...

— Não sei não Ayme... Mas, peraí. Você tá em HB? Sério?

— Sim... Bom, na verdade eu voltei pra cá, acabei de chegar.

— Poxa, então espera aí que em 10 minutos eu chego!

— NÃO NÃO NÃO, NÃO PR...

— É claro que precisa – ele me interrompeu – como você vai dormir¿ No banco de um aeroporto? Me espera aí que eu já chego!

E desligou. Droga! Eu não queria revê-lo, sentia medo. Durante esses três anos, tive muitos problemas familiares e também problemas para me “enturmar”. Culpa dele! Apesar da pouca idade que eu tinha, eu o amava. Nem muito, nem pouco; apenas amava. Durante esses três anos, eu não consegui sentir por mais ninguém o que eu senti por ele. E quando eu acho que estava pronta para esquecê-lo, me vejo obrigada a pedir sua ajuda. A VIDA É MARAVILHOSA!!!!

Fui até o caixa do restaurante e paguei pelo prato que nem cheguei a comer, estava preocupada demais para isso. “Ok, não pode ser tão ruim assim. Vou demonstrar naturalidade, serei sua amiga e tudo vai se resolver bem”. Mentia para mim mesma, tinha certeza absoluta que eu fracassaria. Peguei minhas malas e me dirigi á saída do aeroporto. Dou de cara com Brian. Aquele sorriso cafajeste ainda me dava arrepios...

— Olá Ayme, é bom ver você de novo! – Me deu um abraço.

Acho que ele viu que eu não estava muito confortável com aquela situação e logo me colocou no chão. Eu olhei para ele e, mentalmente, repeti para mim: “Ok, naturalidade... Naturalidade!”

— Olá Brian. Obrigada por vir aqui, eu realmente achei que estaria em uma grande enrascada essa noite. –Rimos.

— Poxa, não foi nada... Meu carro está logo ali, você quer ir lá pra casa enquanto tenta falar com o Porpeta?

— Quem? — Assustei-me, não era acostumada com tais apelidos.

— Porpeta... Sabe como é né, o Zacky não emagreceu nem um grama desde que você foi embora.

Rimos novamente. Era estranha a forma como eu estava conseguindo manter a calma e deixar meus pensamentos rigorosos de lado. Esperava continuar assim. Fomos até o carro dele. Enquanto ele dirigia para sua casa, puxou assunto:

— Então – falou ele – O que te fez voltar pra cá? E seus pais?

Contei para ele o que havia acontecido nos últimos 15 dias: brigas, discussões, festas, bebidas, o fato de eu ter sido expulsa...

— Meu Deus! Mas e agora, como você vai se manter aqui e tal?

— Não sei Haner, vou procurar um emprego e ficar por aqui... Qualquer lugar é melhor do que aquela cidade, e você sabe, aqui eu tenho amigos, fica tudo mais fácil.

Haner sorriu. Era difícil esconder o quanto aquele sorriso ainda mexia comigo, mas eu não podia me mostrar fraca. Tinha de dar a entender que voltei mais velha e mais “madura”.

Logo ele chegou ao condomínio que morava e me ajudou com as malas. Chegando em seu apartamento, ele colocou minhas malas no quarto de visita e me mostrou suas guitarras, orgulhoso por ter montado sua própria guitarra. Ele era incrível, eu sempre soube. Mas ele havia crescido... E como! Ele estava com uma camiseta decote V, justa, que deixava evidente sua musculatura desenhada. Meu olhar entregava-me e ele logo percebeu. Pensei “Olha só, não é apenas a voz que se tornou excitante”. Peguei meu celular e mandei uma sms para Zacky dizendo onde estava.

Me contive nas horas seguintes. Sentados no chão da sala, tomamos vinho e rimos sobre coisas do passado. Aos poucos ele chegava um mas perto de mim e, com isso, minha respiração perdia o ritmo, minhas mãos suavam. O nervosismo e o álcool praticamente me dominavam, eu já não conseguia mais me segurar. Brian, também entorpecido, colocou a mão no meu rosto e aproximou seu corpo lentamente do meu. Senti um frio percorrer meus ossos e sabia que, se ele fizesse aquilo, eu não poderia dizer não.

Brian impulsionou seu corpo contra o meu e por milésimos de segundos puder sentir seus lábios tocando o meu, saciando minha abstinência de 3 anos, abstinência da minha droga favorita. Fomos surpreendidos pela campainha. Brian se afastou e então Zacky abriu a porta.

Notas finais
MALDITO PORPETA! HAHA. Talvez depois eu escreva um pouco mais... Enfim, comentem e me digam o que acharam. Beijos.