Notas iniciais
Esse capítulo ficou estranho, mas foi preciso para que os próximos capítulos possam se desenvolver. Apaguem a luz e boa leitura!

Três horas antes, na visão de Zacky.

Eu sabia que eu e Gena tínhamos prometido de pegar Ayme no aeroporto, mas o desejo era muito maior. Sentia cada minúscula parte minha desejando o corpo dela. Olhei no relógio uma ultima vez e pensei “Ayme entenderá...”.

Gena e eu ficávamos desde o início do ano e até então nunca tivemos um relacionamento mais “aprofundado”. Eu gostava muito dela, desejava-a, mas respeitava sua decisão. Porém hoje as coisas mudaram. Gê estava objetivada em perder sua virgindade comigo naquele momento e eu não poderia desapontá-la. Estávamos em minha casa quando ela inesperadamente sentou em meu colo e começou a mordiscar meu pescoço. Meu desejo por ela era insano e bastava apenas sua respiração quente na minha pele para que meu membro ficasse extremamente ereto. Ela sabia me provocar como ninguém. Então, eu soube o que ela quis e tomei como decisão: Ayme era grande e poderia cuidar de si por apenas umas horas.

Meu corpo parecia ter vida própria e minha voz pigarreava. Esperei por tanto tempo que aquele momento chegasse e de repente a vi somente de lingerie em minha frente. Era quase impossível me controlar com a visão: as curvas de Gena eram extraordinárias e apesar de decidida, ela estava com medo. Segurei em sua cintura e a beijei com toda a calma que possa conter um único beijo, fazendo com que ela se soltasse um pouco. Deitei-a na minha cama e perguntei mais uma vez se era aquilo mesmo que ela queria, recebendo uma resposta afirmativa. Eu mal conseguia coordenar meus movimentos, aquele momento era surreal demais para que eu pudesse compreender tão rapidamente.

Seus lábios mostravam um sorriso espontâneo. Ainda enrolados no edredom, abracei-a, mordiscava ritmadamente sua orelha, podia sentir sua pele arrepiar. Aquela sensação me dava um tesão inexplicável, mas sabia que tinha de manter o controle; não podia se quer cogitar a possibilidade de machucá-la.

Após algum tempo, ela foi tomar banho e eu liguei meu celular. Quase que imediatamente, caiu um sms, mandado por Ayme. No sms ela dizia que estava com Brian na casa dele. Tomei banho, vesti roupas de outono, deixei Gena na casa dela e fui em direção ao apartamento do Brian.

Coloquei meu carro em um estacionamento que havia na esquina do condomínio do Haner e subi para o seu apartamento. Procurei o apartamento 456 e toquei a campainha uma vez, logo depois abri a porta e entrei. Os dois estavam sentados no tapete da sala, ligeiramente embriagados; havia ainda um clima estranho. Perguntei-me se havia interrompido algo mas preferi guardar a pergunta para mim, afinal, eu estava ocupado demais correndo para os braços de Ayme para lhe dar um abraço apertadíssimo, eu não a via há muito tempo.

Visão de Ayme, novamente.

Vi Zacky chegando e não pude fazer nada mais que me jogar no colo dele. Ele era um dos meus melhores amigos, junto com Jimmy que eu ainda não tive a oportunidade de ver. Depois de dois anos sem o ver, ele estava diferente. Ele colocou o braço no meu ombro e fomos para perto de Brian. Apertei a barriga dele e disse:

— Bem que Brian me disse que você não emagrecera nem um grama, meu gordo.

Rimos. Zacky se juntou á nós no tapete da sala por um tempo e logo disse que precisávamos ir para casa, pois todos ainda estudavam e depois ele ficaria muito bêbado para dirigir. Concordei, me despedi de Brian e desci até o carro de Z. Entrei no carro e em pouco tempo estávamos na via expressa indo para sua casa.

— Me desculpa por não ir buscar você no aeroporto linda. Eu tive de resolver umas coisas...

— Tudo bem, não se preocupa com isso não... E obrigada por me deixar dormir na sua casa.

— Você sabe que é bem vinda. Sei que você pediu para ficar na casa da Gê, mas você conhece a mãe dela, em minutos ela ligaria para a sua mãe perguntando o por quê de você estar aqui.

— Entendo... Mas, me conta: Qual é a de vocês dois? Você sabe... Você e a Gê...

Zacky riu.

— Bom, depois de ela tomar coragem e me falar tudo o que sentia por mim eu me senti mais a vontade de contar sobre meu amor platônico por ela. Estamos ficando desde o começo do ano.

— Ficando? Você tem uma obcessão por ela e ainda não tomou vergonha na cara para pedi-la em namoro? — falei, brincando.

— Ela é geniosa, você a conhece. Eu tentei pedi-la em namoro em Março, mas ela me deu um veto enorme. Disse que não queria se prender e que do jeito que estávamos era melhor...

— E VOCÊ ACREDITOU? SEU BURRO, ERA PRA VOCÊ INSISTIR! ELA QUERIA SABER SE VOCÊ A AMA DE VERDADE!

— Eu sei, eu sei... Eu errei. Eu quero pedi-la em namoro, mas quero que seja formal e clichê, do jeito que ela gosta. Essas coisas de pedir a mão para pai e mãe, sei que ela admira isso e quero fazer do jeito certo.

Continuamos conversando até chegar á casa dos pais dele. A casa dos Baker era grande e tinha um grande espaço com árvores atrás. Ele e ajudou á levar minhas malas lá para cima. Depois de colocar minhas malas no lugar, desci e dei um abraço nos pais dele, quem eu considerava da família. Sempre fui muito ligada ao Zacky e cresci dentro da casa deles, tratava-os como se fossem meus segundos pais.

Já eram 23:00h quando Zacky disse que iria tomar banho e dormir. Eu consenti, lhe dei boa noite e fui para o quarto de vizitas, onde dormiria. Abri minha mala e pude ver meu Box de cigarros. Peguei-o junto com meu isqueiro e fui até um lugar em baixo das árvores, onde havia um banco de madeira parecido com o de praças publicas. Sentei, acendi um cigarro e desabei. Senti um grande peso nas minhas costas desde a hora que saí da casa de Louise, um nó na garganta que não se desatou até o momento que eu não consegui mais aguentar. Não lembrava quando fora a ultima vez que chorara, mas aquela situação ia além do que eu era capaz de aguentar.

Peguei meu celular do bolso do meu casaco e disquei o numero do meu irmão. Já fazia três dias que não falava com ele, com a única pessoa que eu sei que moveria céus e terras para me ver bem. Não havia falado com ele desde que saíra da casa dos meus pais e aquilo estava me matando. Liguei confidencial, temi que ele estivesse triste ou chateado comigo, temi que não me atendesse. Após alguns instantes, ele atendeu.

— Alô. Quem fala?

— Olá, Matt. Sou eu, Ayme.

Notas finais
Ficou escroto, eu sei! Mas me perdoem, foi necessário hehe. Eu já estou começando a escrever o início do próximo capítulo e daqui a pouco eu posto pra vocês. E NÃO ME MATEM PELO EPISÓDIO DO ZACKY COM A GENA, PFVR! Eu ia fazer mais detalhado, mas vou me manter focada na Ayme haha. Comentem aqui e digam o que acharam :D