Let It Be
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Eu fui me deitar meio frustrado. Não vou mentir que o que Aiolia falou havia me machucado. Era o que eu mais temia: que eu fosse apenas uma válvula de escape para seu problema com a Marin. Fiquei por horas ruminando isso, com as imagens dos nossos momentos juntos rondando minha cabeça até que eu não aguentasse mais e tapasse meu rosto com o travesseiro, soltando um suspiro irritado. Como se isso adiantasse de alguma coisa, né?
Só que depois de um tempo, minha linha de pensamentos começou a mudar. Eu não estaria exigindo demais do Aiolia? Ele estava confuso, era a primeira vez que sentia atração por outro homem, e isso sem contar que sua mãe quase morrera no dia anterior. Eu estava sendo egoísta, tentando arrancar dele alguma confissão que me deixasse seguro para continuar. Ele já havia demonstrado em ações que eu era importante para ele... Não sei dizer, mas quando ele segurou minha mão no carro, como se houvesse lido meus pensamentos tristes sobre meus pais, eu quase chorei. Nós nos conhecíamos há tão pouco tempo, e ainda assim ele me entendia tão bem...
Acabei sorrindo com a decisão de que pararia de tentar ser tão metódico, racional e cuidadoso e aproveitaria o feriado ao lado dele. Se ao final ele quisesse ficar comigo, ótimo! Se não quisesse, eu juntaria os cacos, curtiria minha fossa e depois seguiria em frente. Não ia mais ficar me segurando por medo do que poderia acontecer, não iria perder a oportunidade de aproveitar mais momentos com a pessoa por quem eu havia me apaixonado.
É, eu estava apaixonado. Acho que percebi isso quando ele tocou Oh, Darling, para mim. Meu coração bateu com tanta força no peito que achei que acabaria numa cama de hospital ao lado da dona Agnes. Ao menos ela é ótima companhia! Acho que foi por isso que pedi que ele tentasse se abrir: eu entendi meus sentimentos e queria entender também um pouco os dele... Mas eu não cobraria mais nada. Eu nunca fui de cobranças, não iria começar agora, certo?
Saí do quarto de hóspedes e fui para o do Aiolia. Já era de madrugada, ele estava dormindo como um anjo. Só achei estranho ele estar dormindo no chão, em vez de na cama. A cama dele é bem estreita, mas deve ser bem mais confortável do que dormir em cima de um monte de cobertores, né? Não sei por que não havíamos pegado algum colchão no quarto de hóspedes também. Dei de ombros e me aproximei, me ajoelhando ao seu lado e o observando enquanto tocava seus cabelos ondulados.
Não tinha como ser mais bonito. Aiolia tem algo de predador e poderoso que intimida e seduz, e tenho certeza que ele sabe muito bem disso, pois não é nenhum tapado e deve reparar em como as garotas quase se jogam em cima dele quando ele passa, principalmente suas alunas da faculdade. E acho até que já comentei sobre seus olhos verdes, parecem duas joias preciosas: perscrutadores, vívidos, intensos. Às vezes me parece que ele exala força, poder e desejo por cada poro de seu corpo másculo. E isso definitivamente está acabando comigo! Acho até que já resisti por tempo demais para uma pessoa normal!
Fiquei tão perdido analisando os traços de seu rosto com a ajuda da luz fraca que vinha da lua cheia, que levei um susto quando meu pulso foi segurado. Pegado no flagra! Meu coração voltou a querer saltar pela boca e todo meu sangue se concentrou nas minhas bochechas. Ainda bem que estava meio escuro, assim ele não veria o meu estado lamentável.
“Mu!” Ele exclamou, sentando-se e me puxando um pouco para perto. Engoli em seco, já sentindo meu corpo reagir à proximidade. “Me desculpa! Eu sou um imbecil, né?!” Ele me abraçou rápido e forte, quase tirando meu ar. “Eu sou um idiota, eu precisei ficar sei lá quanto tempo tentando entender o que falei de errado e... eu preciso dizer que...”
Me afastei e coloquei um dedo sobre seus lábios, calando-o. Não queria que ele falasse nada como obrigação, porque eu havia o intimado a isso. Na verdade, eu sentia que não precisava de palavras. Não agora. Só queria sentir sua boca; então me aproximei e o beijei de leve, roçando suavemente nossos lábios. Ele deve ter ficado surpreso com a minha mudança brusca de atitude, porque não fez nada. Apenas deixou que eu acariciasse sua nuca e aos poucos iniciasse um beijo cálido.
Passei lentamente minha língua sobre seus lábios carnudos, experimentando o gosto ardente que só o Aiolia parecia ter, e depois invadi sua boca, tendo toda a permissão do mundo. Porém o beijo foi todo lento e suave, com mais carinho e entendimento do que desejo. Era como se eu tentasse contar a ele como me sentia através daquele toque. Em certo ponto ele me deitou contra os cobertores e ficou com o corpo parcialmente sobre o meu, sem deixar de me beijar. Parecíamos ter todo o tempo do mundo longe de nossos problemas, receios, confusões...
Acho que ficamos horas isso, apenas nos beijamos, suas mãos firmes percorrendo meu corpo sem ultrapassar nenhum limite, como se não quisesse me assustar e manter ali com ele por toda a noite. Minhas mãos também percorriam suas costas, sua nuca, seus cabelos. Era a melhor sensação do mundo, estar em seus braços daquele jeito. Se ele resolvesse que iria me ter naquela noite, eu teria cedido sem nem pensar duas vezes. Estava completamente entregue. Mas ele não fez isso. Quando paramos, apenas deitou de lado e me puxou contra ele, abraçando-me pela cintura e descansando o rosto perto da curva do meu pescoço. Sua respiração quente e ritmada em minha pele me confortou e acabei caindo profundamente nos braços da inconsciência.
XxX
Na manhã seguinte, fomos buscar a dona Agnes no hospital. Ela estava toda empolgada por voltar para casa, e agora com seus dois filhinhos ‘no ninho’, como ela falou. Pelo caminho, ela não parou de falar por um minuto, e eu me diverti imensamente com a conversa dela com o filho.
“Aiolia! Presta atenção no que eu esto falando! Que mania de se perder em pensamentos! Ainda mais dirigindo, vai acabar nos matando!” Ela recriminou quando fez uma pergunta e o Aiolia simplesmente a ignorou. Parecia perdido em um mundo paralelo mesmo.
“Do que você estava falando?” Ele perguntou voltando ao planeta Terra. “E não exagere, essa estrada só não é mais morta porque uma lebre passa por ela vez ou outra.”
“Estava falando que você é muito desalmado. Nem parece que ainda ama a sua mamãe!” Ela exclamou, desolada. Dava para ver que estava carente depois de toda a situação pela qual passara.
“Por que isso agora?” Aiolia perguntou, exasperado, como se perguntasse de onde ela tirara isso.
“Você quase nunca me liga, me deixa abandonada naquela chácara enorme!” Agnes lamentou, fazendo bico.
“Mãe... você tem o Aiolos. Nunca fica abandonada.” Ele falou pacientemente.
“Você deveria cortar esse cabelo, está grande demais. Professores de respeito não usam cabelos desse tamanho!” Ela estrategicamente mudou de assunto ao ver que o filho tinha razão.
“Argh, mãe! Não tenho mais dez anos para você ficar cuidando meu corte de cabelo!” Aiolia passou uma mão pela cabeça, afastando os fios cobre do rosto.
“Sua mãe tem razão, Olia. Daqui a pouco isso vira uma juba de leão, não um cabelo.” Me intrometi.
“Viu só? Alguém que entende meus conselhos!” A dona Agnes se inclinou mais para frente e segurou minha mão, enquanto Aiolia me fuzilava pelo canto do olho e eu abria um sorriso inocente. “Você é tão querido e doce, não é como esses filhos desnaturados que Deus me mandou! Aiolos nem foi capaz de vir junto me buscar!”
“Ele estava cuidando dos cavalos, mãe. Parece que uma égua entrou em trabalho de parto...” Aiolia falou, o que apenas indignou ainda mais a dona Agnes.
“E uma égua agora é mais importante que a mãe de vocês?!” Ela se exaltou. Eu acabei rindo, ao passo que o Aiolia apenas balançou a cabeça, provavelmente já mais acostumado com as reclamações da mãe.
Assim que chegamos a casa, Agnes correu para ir preparar o almoço, e eu e o Aiolia praticamente tivemos de amarrá-la ao sofá para que seguisse as ordens do médico e repousasse. Ela fez bico de novo, mas acabou cedendo quando garanti que iria preparar minha lasanha especial para nós.
“Que bom que sabe cozinhar, meu querido! Viu isso, Aiolia? Você e teu irmão deveriam aprender com o Muzinho! Seu irmão principalmente!” Ela apontou o dedo para o filho e depois afagou meus cabelos. “Vá lá, querido, se precisar de qualquer ajuda, me chame.”
Beijei sua mão e fui lá preparar o almoço. Agnes ficou na sala vendo televisão, divertindo-se com um programa de fofocas, e Aiolia quem veio me ajudar, provavelmente a mando da mãe. Ele parou atrás de mim quando eu estava preparando a massa da lasanha, afastou delicadamente os cabelos da minha nuca e depositou um beijo ali. Me derreti inteiro, sentindo minhas pernas amolecerem, mas tratei de repreendê-lo.
“Sua mãe está logo ali!” Sussurrei, quando ele me abraçou e começou a fazer carícias no meu abdômen. Não havia nem uma parede direito nos separando de onde ela estava! Apenas a distância e o ângulo transversal da cozinha em relação aos sofás da sala.
“Ela está entretida com o programa favorito dela.” Ele murmurou, mordiscando minha orelha.
Eu o acotovelei e lhe lancei um olhar de aviso. Aiolia apenas deu de ombros e começou a me ajudar de maneira comportada. Foi quando coloquei a segunda lasanha no forno que a loira peituda apareceu – ouvi ela cumprimentar a dona Agnes, abraçá-la e dizer que ficava muito feliz por ela estar bem, e depois vir até a cozinha. Eu imediatamente travei ao vê-la. Lembrei do beijo de sugar a alma que ela deu no Aiolia e voltei a sentir ciúmes. Não tinha como não sentir! Ela era absurdamente bonita!
“Olá, doçuras!” Ela se aproximou com um sorriso. “Aiolia, não vai me apresentar decentemente ao seu amigo?” Não sei por que, mas a forma como ela enfatizou a palavra amigo, com certa malícia, me fez corar.
“Ah, sim!” Aiolia falou meio atrapalhado. “Mu, essa é a Katie, ela é filha do nosso vizinho de chácara e minha amiga de infância. E Katie, esse é o Mu...”
Eu educadamente estendi a mão para ela, mas ela ignorou o gesto e, para meu completo assombro, veio, segurou meu rosto e me beijou na boca.
“Prazer em te conhecer, Mu!” Em seguida me abraçou, enquanto Aiolia resmungava algo que não entendi. “Adorei seus cabelos!” Ela tocou também meus cabelos. “Você é lindo! Não é à toa que o Aiolia está caidinho por você!” Ela exclamou talvez alto demais.
Eu paralisei, olhando para o Aiolia em busca de uma explicação. Só que o Aiolia estava ocupado demais tentando matar sua amiga de infância com o olhar. Katie subitamente levantou minha camiseta larga, exibindo meu abdômen.
“Olha esse tanquinho esbelto! E não tem pelinho nenhum...” Ela tocou meu abdômen. Eu virei um pimentão e Aiolia veio tirá-la de perto de mim.
“Pare de assediar as visitas!” Ele disse. Katie olhou para mim e deve ter percebido como eu estava envergonhado.
“Ah, Mu, me desculpa. É que eu cresci aqui no meio do mato, cercada desses homens grossos, e acabei virando uma sem-tato também. Você me perdoa? E desculpa também por beijar o Aiolia daquele jeito, acredite, não rola nada de mais entre a gente.” Ela abriu um sorriso enorme e radiante, e de repente eu percebi que não tinha como não ir com a cara dela.
Assenti debilmente, murmurando qualquer coisa que nem me lembro mais.
“O que está acontecendo aqui? Reunião na cozinha e vocês me deixam de fora? Quero todos lá na sala enquanto a lasanha não fica pronta.” Dona Agnes apareceu por ali e nos intimou a ir fazer-lhe companhia. “E, Mu, querido, o cheiro está ótimo!”
“O Aiolia me ajudou com quase tudo!” Garanti. Ela me dispensou com um aceno de mão.
“Então não deve ter ficado tão bom assim.”
“Mãe!” Aiolia reclamou enquanto o resto de nós gargalhava.
XxX
O almoço foi ótimo. Foi extremamente divertido ver a interação entre eles. Katie também ficou para almoçar, mas era uma sorte que ela comesse como um passarinho, ou senão eu teria de ter feito três lasanhas, e não só duas. Aiolia e Aiolos comiam feito dois estivadores.
Agnes me disse que mais tarde me mostraria os álbuns de fotos dos filhos, mas Aiolia e Aiolos a proibiram terminantemente disso. Ela piscou para mim, como se dissesse que faríamos isso em segredo quando os filhos não estivessem por perto.
Um pouco mais tarde, depois de arrumarmos tudo e conversarmos por um tempo, Aiolia disse que queria me levar para conhecer um lugar. Eu aceitei. Katie cavalgou conosco até parte do trajeto e depois desviou para voltar para a própria chácara. Ela parecia uma deusa cavalgando, não sei como Aiolia preferia ficar ali comigo a ir atrás dela. Mas logo afastei meus pensamentos ciumentos quando chegamos a um lugar entre a mata com uma cachoeira belíssima que desembocava em um lago com uma água cristalina.
Eu desci, olhando maravilhado para aquele quadro e fui logo abraçado por trás.
“E aí, vai querer entrar?” Aiolia sussurrou contra minha orelha. Arregalei os olhos.
“Ficou maluco? É claro que não!” Senti um medo devastador só de me imaginar dentro daquela água.
“Mas por quê? Ele perguntou, aturdido.
“Eu já te falei! Não gosto de lagos!” Me desvencilhei dele e tentei voltar a montar, só que ele me segurou pelo pulso. Estava rindo.
“Os sanguessugas!” Ele literalmente gargalhava. Isso me deixou tão puto que eu o derrubei na grama com um golpe rápido.
“Hei!” Ele segurou meu tornozelo e me puxou de novo quando tentei fugir. Dessa vez fui eu a cair e quase comer grama. Ele riu. “Acha que pode me derrubar e simplesmente ir embora?” Perguntou debochado.
“Sim!” Exclamei em retorno, virando-me contra ele e voltando a atacá-lo. Acho que ficamos nessa briga estúpida, rolando de um lado para o outro por vários minutos. Até que eu consegui imobilizá-lo. Mas acho que foi principalmente porque ele gostou de me ter sentado sobre sua cintura, segurando seus pulsos, e não tentou revidar.
“Não tem sanguessugas nesse lago, já perdi a conta de quantas vezes tomei banho aqui. E a cachoeira é uma delícia.” Ele disse, ainda sorrindo. Fiz um beicinho sofrido. Eu não queria entrar ali, era um trauma, e traumas não seguem lógicas. Eu tinha medo mesmo sabendo que não havia nada a temer.
Só que ele entendeu meu silêncio como um consentimento mudo e, num movimento rápido, se levantou me levando junto em seu colo.
“Não, Olia!” Gritei tão desesperado, que ele me colocou no chão. Suspirei tremendamente aliviado, só que a ideia dele não era me poupar de seus planos absurdos. Atacou minha boca de uma maneira que me deixou completamente sem chão e começou a tirar minha roupa com uma habilidade espantosa. Em questão de segundos, eu estava só de cuecas e completamente corado. Ele se afastou e me olhou de alto abaixo, tão predatório que eu senti um choque elétrico percorrer meu corpo. “Quem te deu permissão para me despir assim?”
Ele voltou a sorrir feito um moleque travesso.
“Você não queria entrar de roupas, não é?” Foi a vez dele começar a tirar a roupa. E foi a cena mais... sexy que eu já vi em toda minha vida. Minha respiração alterou e eu me horrorizei ao ver que estava ficando excitado – só de cuecas era difícil esconder uma reação dessas. Eu acho que ele planejou tudo. Eu poderia me virar, mas era impossível. Meu olhar permaneceu vidrado em seu tórax definido, seu abdômen malhado e seus braços fortes. Eu o xinguei baixinho: era injusto que alguém fosse tão perfeito assim.
Ele veio até mim como um predador. Segurou meus cabelos e afundou a boca na minha, com uma fome que não tinha fim. Acabei no colo dele, com as pernas ao redor de seu abdômen e assim ele entrou no lago. Fiquei tão nervoso que o apertei ainda mais com as pernas, me segurando a ele como se a minha vida dependesse disso. Ele gemeu, abraçando-me de volta. Só paramos o beijo quando estávamos no centro do lago.
“Viu? Aposto que não tem nada te sugando. Além de mim...” Ele disse isso e atracou-se no meu pescoço, e eu tive certeza que acabaria com um belo de um vergão roxo ali. Queria só ver o que diria para a mãe e o irmão dele.
“Eu ainda não gosto de lagos...” Murmurei e arfei, arrepiado. Se eu fosse sincero, admitiria que lagos eram minha mais nova paixão.
“Então vamos para a cachoeira!” Ele me soltou e começou a me puxar com ele. Foi uma delícia ficar embaixo da cachoeira. A queda d’água não descia muito forte e dava para encostar as costas na pedra gelada e deixar a água escorrer por todo corpo. Mordi os lábios quando Aiolia parou na minha frente, olhando-me de cima abaixo. Ele prensou o corpo quente contra o meu, num contraste atordoante em relação à pedra gelada e nos beijamos de novo.
Suas mãos percorreram minhas coxas e subiram para os meus glúteos, apertando-os; já seus lábios desceram e capturaram um dos meus mamilos. Acho que vi estrelas, não era possível o que ele capaz de fazer com aquela língua. Tremi inteiro quando sua boca continuou descendo e me surpreendi quando se ajoelhou e passou a beijar a parte interna da minha coxa. Não, não isso. Me surpreendi mesmo quando passou a percorrer com os lábios minha ereção por baixo do tecido. O parei quando tentou me deixar completamente nu.
“Não precisa fazer isso.” Murmurei com a voz embargada. Ele nunca devia ter feito isso antes! Não precisava fazer só para me agradar...
Ele sorriu de um jeito que me obrigou a tentar encontrar algo em que me segurar.
“Mas eu quero.” Retrucou e abaixou lentamente minha roupa de baixo, com os olhos escurecidos de desejo presos aos meus. Não dava para acreditar. Achei que iria desfalecer, mas isso aconteceu mesmo quando ele segurou meu pênis e o colocou tentativamente na boca. Foi simplesmente... perfeito.
Ele usava lábios e língua e mantinha um olhar atento sobre mim, tentando captar através das minhas reações o que me causava mais prazer. Quando via que eu soltava um gemido mais alto, repetia o que havia feito com mais entusiasmo. Havia também a doçura da inexperiência em seus toques, o que apenas me deixou ainda mais extasiado. Avisei que estava perto do ápice, e ele se levantou, beijando-me e continuando a me tocar com a mão até que eu chegasse ao meu limite e gemesse abafado em sua boca.
Acho que teria escorregado até o chão se ele não me segurasse pela cintura, mantendo-me firme. A água escorria sobre nós, numa temperatura gostosa e refrescante, mas mesmo assim eu sentia meu corpo em brasas.
“Você é lindo. Você é a coisa mais linda que eu já vi na vida.” Ele sussurrou perto do meu ouvido. Acho que ele estava tentando fazer com que eu me apaixonasse ainda mais... “Quando eu estou com você, não sinto só vontade de te beijar e te tocar. Eu sinto muito mais do que isso. Eu sinto tanto que acho que vou explodir de tanto que sinto.”
Eu ri timidamente de sua declaração. Ele sorriu e me abraçou com força, afundando o rosto no meu pescoço. Depois disso, recoloquei minha cueca e o empurrei para o lago. Ficamos nadando, conversando e trocando beijos até que nossos dedos estivessem completamente enrugados.
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