Lembre-se de mim

10 Reencontros e Revelações.


Notas iniciais
Boa noite leitores, desculpa a espera, últimamente tenho estado muito ocupado. Vou tentar postar um capítulo 3 em 3 dias. Obrigado. Daniel Mestre

Já se passaram 2 semanas aqui na nossa nova casa. Logan está ensinando Amy a se defender, e ela é muito boa!

Logan e Amy estão se dando muito bem. Isso é muito bom! Nessa "fazenda" que estamos, nada está faltando. Por enquanto!

Parece que Logan já superou a morte de seus pais. Eu por outro lado não faço ideia de onde os meus podem estar. É muito mais fácil superar a perda do que o fato de você não fazer ideia de onde essa pessoa estará. Choro sozinha. Não quero que Logan me veja chorar.

Estou no sofá da sala. Me levanto e vou até o banheiro. Subo as escadas muito mais rápido. Minha perna já está muito melhor. Giro a torneira da banheira. Preciso de um banho! Fico observando a água, ela é tão relaxante.

A banheira está cheia. Fecho a torneira e entro. A água está muito agradável. Encosto a cabeça e fecho os olhos. Fico relembrando a minha vida, antes de tudo o quê tem acontecido comigo nesse último mês. Começo pensando na minha mãe. Como ela sempre me apoiou. Depois no meu pai. Ele podia ter seus defeitos, mas sempre foi um bom pai. Penso também na escola, como tudo mudou. Na passeata, no presidente, no hospital, na primeira pessoa que eu matei, e por fim na Amy.

Não estou aguentando mais isso. É demais para mim. Paro de chorar quando alguém bate na porta.

–Mei, tudo bem ai dentro. — Logan pergunta.

–Aham. — minto.

–Eu e a Amy fomos colher morangos! Vem comer com a gente.

–Já estou indo.

Eu me levanto da banheira e começo a me secar. Visto minha roupa e desço. Logan e Amy estão sentados no balcão da cozinha com uma caixa cheia de morangos. Eles estão se divertindo, Amy não para de sorrir, seu sorriso é lindo. Sento com eles, Amy me abraça e eu devolvo o abraço.

–Eu amo esse lugar. — diz Amy. — Ele tem tudo do que a gente precisa.

–Eu também amo esse lugar, — digo. — aqui é tão tranquilo.

–Você já veio aqui Amy?

–Sim. Essa era a casa dos meus pais, antes deles morrerem... Uma amiga da minha mãe morava aqui, foi ela quem me levou para a passeata.

–Então você nos trouxe aqui por que era seguro? E você conhecia aqui, então quando eu te mostrei a casa você já sabia tudo sobre ela.

–Sim, quando Logan me salvou no hospital, uma parte de mim sabia que ele não tinha para onde ir. Depois quando você chegou, eu vi o seu cabelo azul e te reconheci. Eu sabia que precisava ajudar vocês! — ela começa a chorar. Eu a abraço.

–Amy, não chore, se não fosse você, não faço ideia de onde estariamos. Você nos salvou.

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Estou na sala assistindo uma televisão que Logan arrumou. O presidente fala sobre tudo que está acontecendo.

Ele diz que os rebeldes que começaram isso, eles estão apenas se defendendo. Uma cena me deixa chocada. A imagem continua por uns 10 segundos. Uma casa, pegando fogo. Eu a reconheço. É a minha casa. Tudo o quê meus pais tinham foi queimado, quem sabe eles não estivessem na casa. Isso me deixa muito preocupada.

O presidente volta a aparecer. Ele olha para a câmera e diz:

–O único jeito de acabar com a REBELDIA, é eliminando a pessoa que foi a que deu voz as pessoas. — ele faz uma pausa e diz. — O único jeito de acabar com tudo que está acontecendo é matando Kakumei!

Não consigo acreditar. O presidente quer me matar. Logan também ouviu, ele se aproxima de mim. Quando ele vai dizer algo quando o presidente o interrompe.

–Com toda a certeza haverá pessoas de um lado, e pessoas do outro. Quem for fiel ao nosso governo, alie-se a nós! Quem se aliar com Kakumei será morto! — ele da uma risada. — Nosso primeiro aliado pode entrar. — vejo um homem ruivo, parece ter uns 50 anos. Eu conheço essa pessoa muito bem!

Ele está vivo! É meu pai! Sinto muita raiva do meu pai. Logan está de queixo caído!

–Boa noite, Joe.

–Boa noite, senhor Presidente.

–Você se aliou com a gente, contra a sua filha. Você será desculpado por ter colocado Kakumei no mundo, quando tudo acabar e nós sairmos vitoriosos.

–Kakumei sempre foi uma menina complicada, como sua mãe.

–Ela era loira certo?

–Sim! Ela era uma boa pessoas, uma boa mulher, mas eu sentia vergonha de sair com ela, pelo fato de seu cabelo.

–Entendo. Você tem alguma mensagem para quem está nos assistindo?

–Não se aliem com Kakumei, ela é fraca! Se aliem aos ruivos!

–Muito obrigado Joe.

–Foi um prazer senhor presidente.

O programa acaba. Estava com tanta raiva que minha mão está roxa.

–Como ele pode dizer isso? Que sentia vergonha da minha mãe? Como ele pode acreditar no presidente?

–Mei! Acalma. Sua mãe não estava com ele. Ela deve estar lutando do seu lado.

–Minha mãe nunca foi igual meu pai. Uma vez na escola meu pai brigou comigo porque eu havia "desonrado" a cor de seu cabelo. Já minha mãe pediu desculpas pelo meu pai.

–Você pretende fazer algo?

–Pretendo! E vou começar agora mesmo.