Lembre-se de mim

11 Novos Rebeldes.


Notas iniciais
Primeiro POV *-* :)

Meu telefone toca. Logan e Amy olham para mim. Quem será que está ligando? Olho o número de chamada, não reconheço. Eu atendo.

–Alô?!

–Kakumei minha querida. É uma honra poder falar com você por telefone.

Meu coração para. É o presidente!

–Como você arrumou o meu número?

–Minha querida, eu sou o Presidente, eu tenho tudo na palma da minha mão. – ele diz com uma calma que me da raiva.

–Desgraçado.

–Se eu fosse você não falaria assim. Mas bem, queria fazer uma proposta para você.

–Jamais aceitaria uma coisa de você!

Ele ignora a minha resposta e volta a falar.

–Você se entrega e tudo acaba, ou eu vou matar todos que fiquem contra mim.

–Como voc...

–Parece que tem alguém que quer falar com você.

–Kakumei. – diz meu pai. – Se entregue, vai ser mais fácil e mais rápido.

–Seu traidor. Eu sinto é vergonha de você! – eu desligo na cara dele.

Logan me abraça, olho para ele, ele está preocupado. Amy está boquiaberta. Respiro e digo.

–Vamos acabar de uma vez com isso.

–O quê você pretende fazer? – Logan me pergunta.

–Fiquei sabendo que o presidente está usando força para acabar com essa “guerra”. As pessoas que não estão do lado do Presidente criaram um “abrigo” para se esconder.

–E?

–Vamos até lá, conseguimos ajuda e atacamos a prefeitura.

–Não! Isso é praticamente um suicídio. Você acha que vai conseguir derrubar o presidente, sozinha?

–Eu sei! Por isso precisamos de ajuda.

–E você sabe pelo menos onde é?

–Sei!

–Vamos quando?

–Amanhã!

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Estou no carro, Logan está dirigindo e Amy no banco de trás ouvindo música. Está muito frio e o sol ainda está nascendo. Volto a olhar para fora do carro. Estamos quase chegando.

Logan parece estar muito preocupado. Eu sei o quê vou fazer. Tenho que fazer isso.

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~Logan~

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Estou muito preocupado com o quê Mei tem em mente. Ela não pode simplesmente se entregar. Ele vai se matar. Não consigo imaginar Mei morta.

Tento me concentrar na direção. É difícil pensar em perder a única coisa que você ama. Meus pais foram mortos pelo presidente, não posso arriscar perder Mei também. Uma lágrima desce devagar pelo meu rosto. Mei não percebe. Não quero que ela me veja chorar.

–É ali. – Mei aponta um prédio que deve ter quinze andares, além de ser alto ele é grande. Deve ter muitas pessoas “escondidas” aqui. Desligo o carro e desço. Amy e Mei fazem o mesmo.

Mei vai na frente. Pego a mão de Amy. E vamos andando até a porta do enorme prédio.

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~Kakumei~

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Estou na frente da porta. “Vamos Kakumei, você veio até aqui, não pode desistir agora!”. Eu respiro e empurro.

A porta abre, caio no chão. Não acredito no que vejo. Milhares de feridos estão em camas improvisadas. Olho para trás, Logan também está pálido.

Escuto uma voz. Ela é suave e feminina. Conheço essa voz, é da minha mãe.

–Kakumei. – ela corre até mim. – Minha querida.

–Mãe! – eu a abraço mais forte ainda.

–Que bom que você está aqui!

–Mãe, o quê o papai fez? Ele se aliou ao presidente.

–Eu sei filha. Mas eu continuo do seu lado.

–Com... como você escapou do hospital? – pergunto.

–Eu havia brigado com o seu pai, ele falou que o presidente sabia onde você estava. Você e Logan estavam dormindo, eu e seu pai descemos para conversar, quando vimos já era tarde. O presidente estava na recepção, as pessoas começaram a jogar coisas nele e o exercito começou a atirar nas pessoas.

–Muitas pessoas morreram. – começo a chorar.

–Seu pai e eu fugimos, porém ele me disse que iria se aliar ao presidente. Eu fugi para casa.

–Por isso a porta estava aberta.

–E eu vim para cá, muitos feridos, sobreviventes. Somos os “REBELDES” como o presidente gosta de chamar.

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Minha mãe e eu terminamos de conversar e ela começa a nos mostrar o prédio. O primeiro andar é o dos feridos, o segundo já é dos que fugiram do presidente. Há milhares de pessoas. Minha mãe nos leva até o elevador. Passamos pelas pessoas. Elas me reconhecem e começam a gritar meu nome.

–Kakumei! Kakumei! Kakumei!

Eu coro. Faz tanto tempo que não sei o quê é corar. Na porta do elevador há uma menininha, ela parece ter sete anos. Eu me aproximo e ela diz.

–Estamos do seu lado Kakumei.

Isso me da esperança que tudo pode acabar bem, acabar com a guerra, poder voltar a viver, poder voltar a escola.

Minha mãe, Logan eu e Amy entramos no elevador. Ela ainda não falou com Logan e Amy.

Nós saímos em uma sala grande. Nela há varias camas, mas nenhuma pessoa.

–Eu durmo aqui sozinha. – ela diz. – E Logan, deveria ter feito isso quando você chegou. – ela da um abraço em Logan. – Não consegui salvar os seus pais.

Logan a abraça, ele começa a chorar. Ela o abraça mais forte.

–Ainda somos uma família. – ela diz. Eles terminam o abraço. – E você lindinha, como é seu nome?

–Amy.

–Que nome lindo.

–Obrigada. – Amy fica vermelha.

Minha mãe levanta.

–Pode escolher sua cama, Amy.

–Eba!! – ela escolhe a cama da parede.

–Logan você se importa de ficar com Amy? Preciso falar com a minha mãe. – digo para ele.

–Sem problemas. – ele responde.

–Mãe, preciso conversar com você.

–Ok, vamos.

Ela me leva de volta para o elevador e aperta o ultimo botão.

–Vou te levar para conhecer a cobertura. – faço que sim com a cabeça.

–Quem controla esse lugar?

–Eu e mais umas quinze pessoas.

–Como vocês conseguem sobreviver com tantos feridos? E a comida?

–Tem um supermercado aqui perto que nós assaltamos, teremos comida por mais 4 meses. E os remédios foram roubados do hospital que você estava. Quando fui procurar por você.

A porta do elevador se abre. Estamos em uma cobertura. Há muitas mesas, e há uma piscina também. Fico impressionada com a vista. Na frente do nosso prédio a vista é para a cidade. Reconheço a prefeitura também. Atrás é uma mata. Milhares de arvores.

–Mãe, que vista linda!

–Sim! Quando estou nervosa venho até aqui, fico observando essa vista. Como tudo pode acabar bem, as crianças voltando à escola, todos estudando na mesma escola, sem diferenças sócias por causa da cor do cabelo.

–Sim... Mãe, o presidente ligou para mim.

–O quê ele disse? – ela pergunta assustada.

–Para mim me entregar. O pai pediu para mim me entregar, porque seria mais fácil e rápido.

Uma lagrima cai e escorre pelo seu rosto. Eu abraço ela. Finalmente digo.

–Não podemos ficar aqui, esperando para morrer. Precisamos atacar!

–Nós iremos! Vamos mostrar para eles que cabelo não define personalidade, muito menos força!

Notas finais
Obrigado por ler! :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.