Notas iniciais
Oi, meus amores… 🤍 Antes de qualquer coisa: eu queria colocar esse capítulo dentro de uma caixinha e proteger pra sempre. 🥹 “So High School” é exatamente sobre isso: sobre amor jovem, intenso, exagerado e bonito daquele jeito que faz a gente acreditar que o mundo pode parar por algumas horas só para duas pessoas existirem juntas. Esse capítulo é felicidade. É futuro. É pertencimento. É Edward Cullen finalmente entendendo o que significa ser amado de verdade e talvez seja justamente por isso que ele doa tanto. 🤍 Agora vem comigo viver a última noite perfeita deles…

🌙 Capítulo 17 — So High School

A névoa de Forks parecia ter se dissipado apenas para dar lugar a uma claridade cruel no estacionamento da escola. Edward mal havia fechado a porta do Volvo quando a sombra de Tanya Denali se projetou sobre o capô prateado. Ela não gritava, não fazia cena; sua crueldade era silenciosa, destilada em um sorriso que nunca alcançava os olhos gélidos. Ela se aproximou o suficiente para que Edward sentisse o cheiro de seu perfume caro, uma fragrância que agora lhe causava náuseas.

— Você está jogando um jogo perigoso, Cullen — ela sibilou, a voz baixa como o rastejar de uma serpente. — Realmente acha que pode levá-la ao baile, vesti-la de azul e fingir que é o príncipe encantado antes que a carruagem vire abóbora? Ou melhor, antes que os dois mil dólares caiam na sua conta?

Edward sentiu o sangue fugir de seu rosto, o pânico pulsando em suas têmporas como uma batida de tambor desordenada. — Tanya, por favor. O dinheiro não importa mais. Eu desfiz a aposta com o emmett, mas se voce quiser eu dobro o valor para você, apenas... não estrague isso para ela.

— "Para ela"? — Tanya soltou uma risada seca, desprovida de humor. — Você não está preocupado com ela, Edward. Está preocupado com a imagem que ela tem de você. Você a viciou em uma mentira. E sabe qual é a melhor parte? Eu vou adorar ver a cara dela quando descobrir que foi apenas um investimento lucrativo de semestre. Aproveite os últimos dias de herói, porque o vilão está louco para entrar em cena.

Ela se afastou com uma elegância predatória, deixando Edward estático, sentindo o ar rarefeito. O poder que ela agora exercia sobre ele era absoluto, uma forca invisível que se apertava a cada segundo que ele passava ao lado de Bella.

Dois dias antes do baile, a atmosfera na casa dos Swan mudou drasticamente. Não havia drama, não havia segredos de corredor, apenas uma calmaria doméstica que Edward nunca soube que desejava até possuí-la. Charlie o convidara para assistir ao jogo dos Mariners, e o que começou como uma obrigação social transformou-se em algo profundamente curativo. Eles estavam sentados no sofá da sala, cercados por caixas de pizza engorduradas e latas de refrigerante, o som do narrador esportivo preenchendo o ambiente de forma confortável.

— Você está segurando a fatia errado, Cullen. Se não dobrar a massa, o recheio cai todo na sua camiseta e a Bella vai me matar por deixar você sujar o moletom novo dela — Charlie comentou, provocando-o com uma risada curta e rouca.

Edward dobrou a pizza, imitando o gesto do xerife. Por um momento, ele esqueceu a ameaça de Tanya, esqueceu a aposta e a teia de mentiras. Ele olhou para Charlie ,o homem que passara de seu maior perseguidor a algo que se assemelhava a um pai, e sentiu um nó na garganta. Charlie ensinou-lhe como regular a antena da televisão antiga, contou histórias de prisões absurdas em Forks e, em um momento de silêncio entre os lances do jogo, colocou a mão pesada no ombro de Edward.

— Você mudou, garoto. De verdade. Eu nunca achei que diria isso, mas... estou feliz que seja você com ela. Você dá a ela um brilho que nem a Renée conseguia dar. Não estraga isso, ou eu vou ter que usar aquela cela que eu guardei especialmente pra você.

Edward forçou um sorriso, o peso daquelas palavras sendo quase insuportável.

— Eu não vou, Charlie. Eu daria a minha vida por ela. — E, naquele momento, era a verdade mais pura de sua existência. Ele finalmente entendia o que era pertencer a algum lugar, a uma família, a um lar.

O dia do baile chegou como um sonho cinematográfico de alta exposição. A casa dos Cullen fora invadida pela energia frenética de Alice, que orquestrava a preparação de Bella como se fosse a coroação de uma rainha. O som de secadores de cabelo, risadas e a playlist de Taylor Swift ecoavam pelos corredores de vidro. Quando Bella finalmente ficou pronta, o silêncio que se seguiu foi absoluto.

Ela desceu as escadas de madeira escura com uma hesitação graciosa. O vestido azul-marinho fluía ao redor de suas pernas como água sob a luz da lua; o cabelo estava preso em um penteado solto, com algumas mechas emoldurando seu rosto suave. Edward, parado no pé da escada em seu terno escuro, sentiu o coração parar. Ela não era apenas a garota mais linda da escola; ela era a personificação de tudo o que ele não merecia e, ainda assim, não conseguia deixar de desejar.

— Você é irreal de tão maravilhosa, Bella — ele sussurrou quando ela chegou ao último degrau. Os olhos dele estavam marejados, uma mistura de adoração e o medo latente de que aquela fosse a última vez que ela olharia para ele com aquele brilho de confiança total.

As fotos foram tiradas entre risos e abraços. Charlie, vestindo seu melhor terno, estava visivelmente emocionado, limpando os olhos discretamente enquanto via Bella entrar na limusine. O baile em si foi uma sucessão de momentos mágicos: a dança lenta sob as luzes de LED que imitavam constelações, as fotos na cabine automática onde eles fizeram caretas e se beijaram, a sensação de que eram os protagonistas de um clássico coming-of-age . Eles eram "jovens", mergulhados em uma paixão que parecia invencível.

A fuga para o motel Olympic Peak Inn, foi o ápice romântico daquela noite eterna. O quarto era simples, mas para eles, era um palácio de privacidade. O som da chuva lá fora criava uma redoma de isolamento, enquanto eles se perdiam um no outro em uma dança de descobertas e promessas. Depois, deitados entre os lençóis brancos, a luz fraca do abajur criando sombras douradas em suas peles, eles falaram sobre o futuro.

— Imagine a gente daqui a cinco anos — Bella disse, a voz sonolenta e doce, traçando linhas invisíveis no peito de Edward. — Seattle ou Portland. Um apartamento pequeno, cheio de livros. Você estudando música ou direito, e eu escrevendo. Talvez um cachorro. Um que você tenha que levar para passear na chuva.

Edward a puxou para mais perto, enterrando o rosto em seu cabelo.

— Eu quero tudo isso, Bella. Cada segundo. Eu quero envelhecer com você, quero ver você se tornar a escritora incrível que eu sei que você é. Eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida.

Eles riram planejando nomes de filhos hipotéticos em tom de brincadeira, discutindo se seriam médicos ou músicos, construindo um castelo de cartas de sonhos que parecia, naquele instante, inabalável. Eles estavam "tão colegial de filmes americanos romanticos e clichés " , vivendo a intensidade de um amor que acreditava na própria imortalidade.

O final da noite, porém, trouxe o calafrio que Edward tanto temia. Ele acordou primeiro, quando a luz cinzenta do amanhecer começava a lamber as janelas do motel. Bella ainda dormia profundamente ao seu lado, um braço jogado por cima da cintura dele, a expressão serena de quem finalmente encontrara paz. Edward a observou, decorando cada detalhe de seu rosto, cada sarda, cada suspiro, como se estivesse tentando estocar aquela imagem para um longo inverno.

Seu celular, jogado na mesa de cabeceira, vibrou silenciosamente.

Edward o pegou com o coração na boca. Era uma mensagem de Tanya.

"O sol está nascendo, Edward. E com ele, a verdade. Espero que a noite tenha valido dois mil dólares. Vejo vocês na escola em duas horas. O show vai começar."

Edward olhou para Bella, sentindo as lágrimas queimarem seus olhos. O "felizes para sempre" fora apenas um empréstimo com juros impagáveis. Ele acariciou o rosto dela uma última vez, sabendo que, quando ela acordasse novamente, o mundo que eles construíram estaria em chamas. A última noite feliz havia acabado, e a luz estava prestes a ser engolida por um eclipse que não deixaria sobreviventes.

Notas finais
E acabou. A última noite feliz deles acabou. 🌙 O baile. As promessas. Os planos. O motel. O futuro que eles construíram entre beijos, risadas e sonhos adolescentes…Tudo parecia eterno. Mas algumas histórias começam a desmoronar exatamente quando os personagens finalmente acreditam que estão seguros. E Edward sabe disso agora. A pergunta é: vocês estão preparados para o próximo capítulo? 🥺 Porque a partir daqui… nada mais volta a ser igual. Comentem MUITO porque eu preciso emocionalmente conversar sobre: Charlie e Edward assistindo jogo 😭 Bella de vestido azul 💙 e aquela última cena no motel que destruiu completamente meu psicológico.