Lembranças
24 Um dia bom
Notas iniciais
Harry.
Quando acordei Hermione já não estava mais deitada sobre mim, na verdade ela não estava mais nem no quarto. Quando olho para a porta ela entra vestida apenas com uma camisa minha que lhe caia perfeitamente bem.
– Bom dia amor – ela disse com aquela voz suave da qual eu amava.
– Bom dia – dou um sorriso e ela se aproxima.
– Então – ela começa – Tenho que ir para casa, meus pais devem estar loucos, eu sai de casa ontem de manhã e disse que ia à toca dos Weasleys e até agora não voltei. Você sabe como meus pais são exagerados, eles irão fazer uma confusão que você nem imagina.
– Não, não, não, não – meneio a cabeça repetidamente e ela sorriu.
– Estou falando sério. Tenho que voltar.
Fiz carinha de cachorrinho pidão, ela senta em meu colo passando as pernas para trás.
– Olha, mais tarde nós vamos lá e eu digo que você estava comigo o tempo todo, eles nem irão se importar, seus pais me adoram – dou de ombros – E outra coisa mocinha, você já tem vinte e dois anos mocinha.
– É, mas ainda moro com eles. – Hermione insiste. – E você não acha que está convencido demais não?
Hermione tenta sair, mas eu a puxo novamente e a encho de beijos fazendo-a ficar deitada na cama e eu por cima dela. A sensação de tê-la em meus braços é incrivelmente inexplicável.
– Se meus pais morrerem de preocupação a culpa é toda sua – ela dá um tapinha em meu ombro.
– Certo, eu assumo todo o crime – sorrio pondo as mãos para o alto e ela puxa meu rosto para um beijo. – Queria lhe dizer uma coisa – interrompo os beijos.
– Sendo coisa boa eu estou a todo ouvidos, sendo coisa ruim... Prefiro voltar aos beijos.
Saio de cima dela e deito a seu lado acariciando seus cabelos.
– Então, eu só queria dizer que eu estou feliz... Estou feliz de ter você aqui comigo. Mas não é só isso.
Hermione me dá alguns beijos e um sorriso ao ouvir o que eu disse.
– Me conte mais, estou adorando essa conversa – Hermione se empolga.
– Não sei como demonstrar esse tipo de coisa, mas sei que precisa ser demonstrado – começo sem jeito – Eu te amo Mione, eu te amo muito. Você disse ontem que não sabia como eu tinha te suportado aquele tempo todo, e a resposta é tão simples você me faz feliz, nos momentos difíceis a sua companhia é a única que eu quero, seus abraços me confortam.
Hermione dá um sorriso largo e seus olhos ficam marejados.
– Seu sorriso ilumina o meu dia, e eu preciso, eu necessito de você, do seu cheiro, dos seus beijos cada dia mais. Se você estiver pensando que eu estou louco, eu lhe digo: não estou nem um pouco arrependido por estar dizendo essas coisas. Eu só quero que você saiba a verdade, você é a única coisa que me resta – continuo – Você é a única coisa que eu tenho Mione e eu não quero perder você, nunca está me entendendo?– acaricio o rosto dela e sinto uma lágrima molhar meu dedo.
– Essa foi a coisa mais bonita que já me disseram. E claro, você nunquinha vai me perder – ela diz se aproximando. – Acho que vou deixar para avisar meus pais depois – ela morde os lábios e eu abro um sorriso.
Começo a beijá-la intensamente e desabotoar a minha camisa que estava vestida. Hermione começa a beijar meu abdômen o que faz meu corpo se contorcer de prazer, o corpo de Hermione estava quente, necessitado igual o meu, então puxo com leveza seus cabelos levando seus lábios aos meus.
Mais tarde tomo um banho enquanto ela dormia na cama, e resolvo acordá-la.
– Mione? – chamo.
Ela abre os olhos lentamente e se espreguiça.
– Sim? – responde Hermione com a voz sonolenta.
– Já são oito da noite, acho que agora devemos avisar a seus pais. – começo a ficar nervoso.
– SÉRIO? – ela dá um pulo da cama e vai tomar banho.
– Nossa não precisava disso tudo – sussurro.
Quando chegamos a casa dos pais de Hermione, Joanne nos olha com ar desafiador.
– Hã... Ela estava comigo – começo – Desde ontem.
– Vocês sabiam que não podiam fazer esse tipo de coisa antes do casamento? – ela interrompe extremamente séria.
Eu e Hermione nos entreolhamos, não sei bem ao certo se queríamos rir ou chorar da situação.
– Ah mamãe eu não sabia – brinca Hermione sarcasticamente. – Nós vamos sair, ok?
– O quê? – berra Jo – Você acabou de chegar em casa Hermione e já vai sair? Não, não pode ficar em casa e aquietar seu faixo.
– Mamãaae – Hermione vai até ela e lhe dá um abraço – Tenho vinte e dois anos, já estou bem crescidinha não acha?
– Pensei que iria mudar quando começasse a lembrar das coisas – ela baixa a cabeça – Mas tudo bem, aproveite ai com o seu Harry, por que nós vamos viajar certo? E você vai passar no mínimo umas duas semanas sem vê-lo.
– QUÊ? – grita Mione – É só leva-lo.
– Não posso – interrompo – Eu tenho emprego, esqueceu?
– Ah... é mesmo – ela assente tristemente – Então tá, vou dormir por lá hoje, volto amanhã por volta das dez. Beijo mãe, te amo – então da um beijo na minha sogrinha e vai até o quarto pegar algumas roupas.
– Então, para onde vamos hoje? – pergunto.
– Você escolhe – ela sorri – Acho que mamãe não está gostando muito dessa história, mas não tem problemas, vou passar muito tempo sem ver você.
Sorrio e lhes dou um beijinho leve. Andando pelas ruas de Londres, Hermione estava segurando minha mão com força.
– O que houve? – indago.
– Não sei, estou sentindo algo estranho...
– Sobre o que?
– Claire, eu acho – ela responde – É como se tudo estivesse voltando agora.
– Eu conheço aquele homem de algum lugar, aquele que estava na lanchonete. Não tenho certeza de que foi ele, mas se tiver sido...
– Seu rosto também não me é estranho – admite.
– Certo, mas vamos esquecer isso, vamos deixar isso para quando eu estiver sozinho nas próximas semanas? – ponho as duas mãos grudadas uma na outra como se eu estivesse rezando.
– Tá bom, seu lindo – ela dá um tapinha em meu ombro.
– Já estou com saudades – digo.
– Já? Bobo, eu também – ela me beija.
Jantamos em um restaurante da qual a comida era tão gostosa, nunca vi Hermione comendo tanto, depois de alguns passeios pela cidade resolvemos voltar para casa, ficamos deitados assistindo alguns filmes e depois fomos dormir.
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