Lembranças

25 Pressentimentos ruins


Notas iniciais
Amooooooores que saudade de vocês. Como vocês estão? Gostaram dessa nova capa? Bom, eu espero que gostem desse cap, até o próximo. Beijão e não esqueçam de comentar. AVISO IMPORTANTE: Bom gente é isso, minhas férias acabaram dia 26, por isso vim aqui comunicar uma coisa a vocês. O aviso que eu tenho de dar é que minhas aulas começaram dia 27, eu estou em um colégio onde entro ás 07 da manhã e saio as 17 da tarde, na maioria das noites eu vou estar ocupada e vou ter que estudar durante as noites também, estou chegando cada vez mais cansada. Meu tempo vai ficar muito escasso por que vou passar o dia todo em uma escola. Mas eu não vou abandoná-los por que eu amo escrever e continuarei com minhas fics, só que essas antes postadas quase todos os dias vão ser atualizadas apenas: Lembranças: sábados Onde vive o amor? : domingos Possa ser que algum dia eu não tenha tempo para postar, me desculpem mas eu prometo sempre postar no dia certo. Beijão a todos, não me abandonem e eu sentirei a falta de vocês ♥

Hermione.

Enquanto descíamos as escadas, Harry segurava minha cintura fortemente. Caímos no sofá enquanto Harry fazia cocegas em mim e eu me contorcia rindo. Depois eu o puxo e o beijo intensamente. Ele passeia as mãos em meu rosto e depois se afasta.

– Agora vem – diz levantando e dando as mãos para eu segurá-las – Você não comeu nada, tem que comer.

– Não estou com fome – retruco.

– Ah você está sim... Olha ali – ele aponta para a mesa, sinceramente tinha todo o tipo de comida que eu amo, de repente ao olhar aquilo levo a mão a barriga quando sinto ela roncar. – Acho que tenho razão.

– Não acha que está convencido demais não? – dou de ombros.

– Só um pouquinho – ele brinca.

Depois de comermos e conversarmos um pouco subo para o quarto de Harry e começo a vestir minhas roupas.

– Prefiro você com minha blusa – ele diz sentado na ponta da cama ainda sem camisa.

– Eu também, ela é bem confortável. Mas agora eu vou embora.

– Olha, essa casa vai ficar tão estranha sem você – Harry faz uma cara de triste, começo a rir e vou até ele.

– Concordo – digo, ele passa os braços pela minha cintura e beija minha barriga por cima da roupa. – Agora vamos.

Harry pega uma blusa e veste.

– Prefiro você sem camisa – falo sorrindo e ele me olha assustado. Mas resolvo não inventar que é brincadeira, só falei a verdade.

– Tudo bem.

– Ai amor, já estou com saudades – digo de um modo tão irritante que faz Harry sorrir.

– Já já você está de volta, espero que não demore – ele diz me puxando para si e me beijando. – Por que eu também estou com saudades.

Estávamos em frente à porta de sua casa, a manhã estava fria e eu estava quase trincando os dentes de tanto tremer. Harry se aproxima e me abraça, é uma coisa tão boa, seus braços e seu corpo é quente o que faz um pouco do frio ir embora.

– Vamos, eu tenho que levar você em casa antes que seus pais me matem. – ele brinca.

Ao escutar sua voz, sinto uma pontada no peito, me viro para ver Harry mais uma vez ali, meu coração se acalma um pouco ao ver seu rosto pálido e seus penetrantes olhos verdes.

– O que aconteceu? – ele pergunta.

– Nada, só... Se cuida ok? – peço preocupada.

– Tudo bem, mas... Você pode me dizer o que está acontecendo?

– Eu só tive um pressentimento ruim, só isso. Nada demais – forço um sorriso e ele faz o mesmo.

– Estranho... Mas tudo bem, não se preocupe comigo.

Assinto com a cabeça, mas ele percebe algum tipo de tristeza em meus olhos. Harry pega meu rosto com suas duas mãos e me olha atentamente.

– Escute – ele diz – Eu te amo ok?

– Por que você está...

– Eu só quero que você saiba, nada mais que isso. Só quero deixar você bem, por que eu sei que você está encucada com alguma coisa e não quer me dizer. – Harry me interrompe.

– Tudo bem... Me desculpe, eu te amo – respondo mais aliviada.

– Quero que você vá para sua viagem com seus pais, fique bastante tempo com eles e principalmente se divirta, quanto tempo faz que vocês não fazem isso? Você passou os últimos anos os tratando mal, então está na hora de recompensar. Pode deixar que eu sei me virar muito bem sozinho.

– Você tem razão... Pode deixar. Agora vamos, antes que a senhora Joanne nos mate.

Harry sorri e segura minha mão. Aparatamos em minha casa.

– Dois minutos atrasados – berra mamãe, enquanto ríamos. – Você realmente não quer ir Harry?

– Querer eu quero, mas não posso. Tenho que trabalhar – Harry diz fazendo careta.

– Eu queria que Hermione fosse assim também, mas ela de uns tempos para cá é tão preguiçosa que eu nem reconheço mais a minha filha.

Simplesmente quando mamãe diz isso eu faço cara de emburrada, não é verdade o que ela diz, eu só estou tirando férias.

– Então, amor eu tenho que ir agora – dou um leve beijo nele – Eu te amo – ele sorri e desaparece.

– Vamos mocinha, arrumar suas coisas – grita mamãe – Agora, pode ir.

Chego em meu quarto, tudo está bagunçado, realmente mamãe não tinha e nem iria arrumar as coisas para mim. Eu quase não reconheço mais meu quarto, isso por que tinha passado apenas alguns poucos dias fora.

Pego uma mala de viagem que estava em cima do guarda-roupas e a abro. O fedor de mofo invade o quarto e eu começo a tossir.

– Mãaaae – grito – Trás aqui aquele produto que a senhora comprou para mofos. Por favor.

Mas ela não parece escutar, então desço as escadas e eu mesma pego o produto com um pano de flanela. Derramo um pouco do produto no pano e começo a passar pela mala. Feito, o mofo tinha ido embora.

Agora vem a parte mais difícil, o que escolher para levar? Não lembro de algum dia se quer ter tido roupas de praia. Abro as gavetas e pego aqueles shorts rasgados e curtos, com algumas regatas, que definitivamente não fazem meu estilo, mas é o que eu tenho no momento.

Ponho várias roupas dentro da mala e a fecho. Caio na cama com o meu nariz coçando por causa do mofo e resolvo tomar um banho.

– Se apresse Hermione, não temos o dia todo – mamãe grita da porta do quarto e eu a escuto carregando minha mala.

Meus cabelos estavam parecidos com um ninho de rato, eu os lavo com um xampu que mamãe comprou para mim, que na verdade tem um cheiro muito enjoento, mas isso não importa.

Desço as escadas, mamãe e papai estavam a minha espera.

– Estou pronta – digo segurando um livro na mão.

– Perfeito – ela sorri toda animada enquanto caminhávamos para entrar no carro.

A coisa ruim de meus pais serem trouxas é isso, se eles fossem bruxos nós chegaríamos em um segundo lá, mas como eles gostam de viajar a carro e etc... Resolvi pegar um livro para não ficarem tão entediante horas de viagem com meus pais cantando essas musicas trouxas e rindo o tempo todo.

Estávamos perto de chegar a casa de praia, eu finalmente irei sentir o sol quente em minhas pálpebras e pegar um bronze. Amo aquela brisa quente no fim da tarde. Mas de repente sinto algo inusitado, meneio a cabeça, mas nada acontece.

Minutos depois, eu nem percebo que havia pegado no sono. Acordo coçando meus olhos com os gritos de mamãe.

– Finalmente – mamãe diz sorrindo com um chapéu na cabeça quando chegamos à praia.

Pela noite resolvo dá uma volta pela praia, mas fico na varanda da casa, a lua está linda, o mar está batendo na areia da praia fortemente e um vento frio passa para lá e para cá enquanto certas mães brincam com suas filhinhas pequeninas na areia.

Fecho os olhos em busca de que alguma maneira eu pudesse achar Harry em meus pensamentos, ele disse para eu não me preocupar, mas a essa altura nem sei se preocupação é a palavra certa.

De uma coisa eu tenho certeza, se eu pudesse voltar no tempo eu nunca teria fechado os olhos, em vez de ver Harry eu não consegui ver nada, escutei gritos, fico tonta e os abro rapidamente.

Vou tentando andar até onde mamãe está na cozinha me segurando em colunas e paredes para não perder o equilíbrio. Chego à cozinha quase sem forças e mamãe me olha assustada.

– Mãe, vamos voltar, por favor – grito e ela parece não entender o que eu quero dizer com aquilo.

– O que aconteceu Hermione? – ela pergunta assustada. – Não consigo entender, vocês passaram a manhã tão bem. Não deveria estar assim.

– Mãe não é saudade, é algo a mais... – minha voz já está falhando e eu não consigo dizer nada mais que isso e começo a sentir minhas pernas tremulas. – Harry está em perigo, nós temos que voltar. A... go... ra – foi tudo o que consegui dizer enquanto meus olhos iam apagando lentamente.