Legacies-Segredo revelado
4 Uma briga feia
Notas iniciais
P.O.V. Caroline.
Eu vi o Klaus encima da Jean sufocando ela.
—Pelo amor de Deus, Klaus!
Eu pulei encima dele tentando afasta-lo de cima da menina.
—Largue ela Klaus! Larga ela!
Foram necessários vários vampiros incluindo o Damon para segurar a fera.
Eu peguei o celular dele do bolso.
—Vai logo Barbie!
—Calma! Tá chamando.
Quando ele finalmente atendeu, o Klaus se soltou e eu tive que correr.
—Niklaus? Niklaus responda!
—Elijah, socorro! O seu irmão surtou! Ele avançou encima duma menina.
—O que?
—Pela amor de Deus Elijah! Ele encasquetou com a menina! Voou encima dela, foram necessários vários vampiros pra tirar ele de cima dela. Eu cheguei, a Hope chorando e o Klaus sufocando a menina.
—Ele atacou uma das alunas? Porque razão?
—E eu que sei?! Fui chamada por causa de uma briga. E hora que eu cheguei, a Hope chorando e o Klaus encima da menina, atacando ela, sufocando a coitada!
—Tudo bem. Tenha calma, eu estou chegando.
P.O.V. Elijah.
Cheguei bem a tempo de ver Niklaus arrombar a porta do quarto de alguém.
—Não faça isso comigo de novo! Eu levei minhas meninas pra ajudar a Hope! E você me agradece assim?! Avançando encima de uma aluna?! Encima de mim?!
—Niklaus!
—Oh, irmão. A sua monstrinha virou Hope contra mim.
Caroline olhou para nós confusa.
—O que?
—Caroline, você disse que ele atacou uma de suas alunas. Qual era o nome dela?
—E porque isso importa?
—Qual era o nome dela Caroline?
—Jean. Jean Cullen.
—A minha filha? Minha filha Niklaus?!
—Sua filha?
—Porque a atacou?
—Ela virou Hope contra mim.
—É verdade Caroline?
—Eu ouvi a gritaria e não dei muita trela. A molecada tá sempre se desentendendo, mas geralmente é briga, insulta e depois faz as pazes. Mas, quando me falaram que tava tendo uma briga, eu vim correndo. E ai eu vi o Klaus encima da menina, sufocando a coitada e a Hope chorando. A Hope foi correndo pra cima e eu e os outros tiramos o Klaus de cima da garota.
—E não quer saber o que houve?
—É lógico! Mas, a menina tá inconsciente! Levaram ela correndo pra enfermaria.
—E Hope?
—Ela tá lá no quarto dela. Achei melhor dar um tempo, pra ela se acalmar.
—Sim, certo. Está certo.
—E você... seu híbrido miserável! Tenha bom senso! Se você for encasquetar com qualquer pessoa que fala mal de você, que briga com a sua filha e com quem ela briga de volta, coitada da menina, porque ela vai morrer sozinha.
—Caroline...
—Eu não quero nem saber! Você fique quieto! Porque, desses portões pra dentro, eu sou a responsável! Se a mãe dessa menina decide me processar?! Todo o ponto de eu e o Rick criarmos essa escola foi pra essas crianças ficarem seguras! Um lugar pra elas treinarem, aprenderem a usar seus dons para o bem. E você parte pra cima de uma aluna?! Desses portões pra fora, eu não ligo! Você pode fazer o que você quiser, é dono do seu nariz, mas dos portões pra dentro... Caramba Klaus! Eu esperava mais de você.
Caroline saiu soltando fogo pelas ventas.
—Diga-me. Diga-me exatamente o que aconteceu.
—Ela virou Hope contra mim.
—Vamos ver o que Hope tem a dizer sobre isso.
Nós fomos até o quarto de Hope.
—Hope.
—Vai embora.
—Hope, me diga o que houve?
—Eu vi. Eu vi tudo. Eu vi o meu pai, forçando Stefan Salvatore a atacar a mulher que ele amava, a desligar a humanidade, vi a tia Rebekah se meter na frente da caminhonete do xerife e causar o acidente, eu vi o carro. Ela tirou o carro de lá de dentro do rio. Eu vi o xerife e a prima da mãe dela presos lá dentro, o carro tava afundando e a tia Rebekah só olhou e você tava de conchavo com ela. Falei pro meu pai e vou falar pra você também. Vai ser esse o seu castigo, o seu ódio recaindo sob o seu próprio sangue!
—Você disse que viu. Como?
—Projeção. Ela chamou de projeção. Jean me mostrou. E pela cara que o meu pai fez quando eu falei pra ele o que ele falava na lembrança, era mesmo verdade.
—Porque ela lhe mostrou isso?
—Eu perguntei, porque ela não gostava de você. E ela me perguntou se eu queria mesmo saber a verdade, se eu achava que tava preparada pra saber, se eu aguentava. E eu disse que sim. Ela me levou lá no meio do mato. Me levou lá no buraco onde você jogou a prima da mãe dela, por causa da vó. Eu vi, você jogando ela dentro do buraco. Vi a tia Rebekah correndo atrás dela, jogando gasolina nela. A tia Rebekah ia queimar ela viva! E vocês lá, conversando com o Stefan e o irmão dele, ameaçando eles como se não significasse nada. Vocês tinham ela como refém! Pra forçar a amiga dela.
Ela contava e chorava.
—É por isso que eles nos odeiam. Qual é a diferença do que vocês fizeram com ela, e o que aquela maluca fez com a minha mãe?
—É diferente. Greta era maluca.
—É? Porque pelo o que eu vi, vocês sequestraram a Elena, a tiveram como refém, barganharam com a vida dela, do mesmo jeito que Greta fez com a minha mãe. Não vejo diferença nenhuma.
Caroline veio.
—Oi Hope, desculpe atrapalhar. Acabei de voltar da enfermaria, disseram que a Jean já está se curando.
—Se curando? Se curando de que?
—Ops. Então, vocês não contaram.
—Caroline, saia daqui antes que eu morda o seu pescoço!
—Não! Espera.
Caroline saiu correndo.
—O que aconteceu com a Jean? Falem!
—Eu perdi a cabeça. Foi um erro.
—O que foi um erro? Me diz!
—Seu pai atacou-a. Sufocou-a, até ela ficar inconsciente.
—O que?!
—Ela estava virando você contra mim.
—Não. Não estava! Eu queria a verdade e a recebi. Meu pai e tios são sequestradores e assassinos. Eles mentem, manipulam as pessoas e matam porque acham graça. E eu aceito isso. Eu aceito o fato de todo mundo odiar a nossa família e com razão. Aceito que o meu pai é um híbrido meio vampiro, meio lobisomem, aceito que todos os meus parentes por parte de pai são vampiros Originais. Mas, você ter atacado a Jean, filha do seu irmão, sua sobrinha, minha amiga... isso, eu não aceito! A minha mãe sempre me falava que nós protegemos a nossa família sempre e pra sempre e quer você goste ou não, ela é parte desse voto também.
Hope enxugou as lágrimas, levantou e saiu.
—Hope...
—Eu não quero falar com você agora. Me deixa.
P.O.V. Hope.
Eu cheguei na enfermaria e os médicos estavam fazendo massagem cardíaca nela.
—O que aconteceu? O que aconteceu?!
—O coração. Parou.
—Ai, a minha filha.
A mulher, ela era exatamente igual a outra. Ela estava desesperada.
—Malditos Mikaelson. A minha filha. A minha filhinha.
—Calma. Calma senhorita Cullen. Tenha calma.
Eu fui correndo até onde ele estava.
—Hope ela vai...
—Ela morreu! O coração dela parou!
—O que?!
—É tio Elijah. A mãe tá lá, desesperada. Os médicos e as bruxas estão tentando fazer o coração dela voltar a bater.
O tio Elijah foi correndo lá.
P.O.V. Elijah.
Cheguei bem a tempo de ouvir o médico dizer:
—Hora do óbito, dez e sete da noite.
—Eu sinto muito senhorita Cullen.
—Eu também. Maldita hora. Maldita hora que eu deixei ela vim pra cá.
A mãe chegou perto do corpo e começou a fazer carinho no cabelo dela.
—Bem no alto da campina, sob o salgueiro... uma cama de grama, um macio travesseiro.
Então, o corpo entrou em combustão espontânea. Queimou mais e mais rápido do que qualquer coisa que eu já tenha visto.
—Eu trouxe o caixão. Mas, acho que depois dessa...
—Não vamos precisar. Ela não vai ficar morta por...
Então, das cinzas, eu ouvi um choro de bebê.
—Tudo bem. Está tudo bem querida.
—O que é isso?
—É a Fênix.
A mãe pegou-a no colo.
—Vamos tomar banho e vai ficar tudo bem.
O bebê logo virou uma criança e então... ela era uma jovem. Ela cresceu dezesseis anos numa tarde.
O problema foi que ela começou a falar italiano. Não falava inglês, falava italiano.
—Porque ela tá falando italiano? Como ela tá falando italiano?
—Eu não sei Elijah. É a primeira vez que ela morre. Não sei o que acontece agora, não sei como lidar com essa situação. Talvez ela volte a falar inglês, talvez não.
Então, ela falou uma palavra que fez a mãe olhar pra ela.
—Volturi.
—Volturi? Você lembra dos Volturi?
—Alec Volturi. Alec, Jean parla italiano.
—Ah! Acho que sei o que tá acontecendo. As memórias estão voltando.
—E como isso explica ela estar falando italiano?
—Alec ensinou ela á falar italiano. É uma das primeiras memórias que ela já teve.
Então, depois de alguns dias ela começou a falar inglês.
—Você sabe quem eu sou?
—Mamãe.
—É. Sou eu.
Dia após dia, ela recuperava uma memória. Até que, ela recuperou a memória da própria morte.
—Tudo bem. Está tudo bem querida.
Ela passou o dia chorando e a mãe abraçando-a.
—Ela está bem? Conseguiram salvar ela graças á Deus.
—Não Hope, não conseguiram. Ela morreu filha, a Fênix trouxe ela de volta.
—Então, o meu pai matou ela.
—O seu pai? Klaus fez isso com ela?! E você deixou?! Seu bosta!
—Por favor, tenha calma. Eu não...
—Não o que?!
—Se eu estivesse aqui, acha mesmo que eu permitiria que ele a sufocasse até a morte?
—Acho. A criatura demoníaca que fala de nobreza e deixa a própria filha morrer pelas garras do irmão.
Ela pegou uma estaca de dentro da bolsa.
—Vamos lá pra fora. Porque eu não quero que a Caroline seja responsabilizada ou colocar as outras crianças em perigo. Vamos. Tá na hora do acerto de contas.
P.O.V. Hope.
A mãe de Jean agarrou o tio Elijah pelo cabelo, o dominou rapidamente e eu acho que a estaca perfurou levemente o peito dele.
—Estaca do Carvalho branco. Eu tenho isso saindo pelo ladrão. Agora, Mikaelson... Caminhando!
Ela foi empurrando o tio Elijah lá pra fora.
—O que está acontecendo? Elijah?
—Rebekah, não interfira.
Falou o tio Elijah com aquela voz de dor.
Eu pensei que ela ia meter a estaca nele, mas não, ela arrancou a estaca.
—Pega. Pega a estaca.
Ela deu uma estaca na mão dele.
—Pega!
—Eu não vou lutar com você. Não importa quem você seja.
—Prazer, meu nome é Renesmee Carlie Cullen. E você é o Elijah Mikaelson matador de homens, mulheres e criancinhas.
—Você é a mãe da minha filha.
—Minha filha! Um dia que ela ficou nas suas vistas! Um dia que ela chegou perto de você e agora ela morreu. O tanto que eu fiz pra proteger ela de você e dessa sua família pirada. Quando eu descobri que tinha dado certo, que eu tinha ficado grávida, eu fiz tanto feitiço de ocultação, de proteção, em mim, na casa, nela depois que nasceu.
Eles começaram a brigar e ela era mais forte e mais ágil que ele.
O tio Elijah tomou uma surra. Então, a tia Rebekah se meteu.
—Eu odeio essas duplicatas. Vocês são umas vadias!
—E olha quem tá falando. O Mikaelson senta no próprio rabo e fala do rabo dos outros.
A tia Rebekah pulou encima dela e a derrubou.
—Não tá tão forte agora né?
—Não. Eu espero por esse momento, á muito tempo. Agora, ele finalmente chegou. O seu irmão disse pra você não se meter, devia ter ouvido.
A estaca foi até a mão dela. E então ela enfiou-a no peito da tia Rebekah.
—Adeus Rebekah.
—Rebekah!
Eu vi a minha tia queimar.
—Vai pro inferno!
—Meu Deus!
Jean apareceu.
—O que você fez mãe?
—Ela matou a minha prima, quebrou o pescoço da Caroline. Todas as vidas que foram perdidas e destruídas por causa dela e por ela. Deus me perdoe. Eu matei ela, mas eu não me sinto melhor, não me sinto em paz. Minha mãe estava certa, vingança é tomar veneno e esperar que o outro morra no seu lugar.
A Jean se ajoelhou onde estavam as cinzas da tia Rebekah e trouxe ela de volta á vida.
—Eu sinto muito. Não devia ter matado você.
—É meio tarde pra isso.
Rebekah iria avançar sob Renesmee, mas a Jean se colocou no meio.
—Não! Já chega. A vó Bella tá certa. Se vingar é tomar veneno e esperar que o outro morra no seu lugar. Se a gente não parar agora, não para nunca mais e nunca quando se é vampiro, é muito tempo.
—Se não sair do meu caminho, eu quebro seu pescoço e pego ela.
Eu me coloquei no caminho.
—Não. Se quiser quebrar o pescoço dela, vai ter que quebrar o meu também.
—Hope, sai da frente.
—Não saio! O meu pai já matou ela.
Eu ouvi a mãe de Jean rir, um riso sem humor.
—Nunca vai acabar não é? Olhem em volta, foi aqui que o caminho do ódio nos trouxe. Virando irmã contra irmã, prima contra prima, irmão contra irmã, mãe contra filho. Ou damos um fim nisso agora, ou mudamos de caminho agora ou as nossas crianças vão se afogar no próprio sangue. Saiam do caminho meninas.
—Mãe...
—Saiam. Se ela quer me matar, que me mate.
P.O.V. Elijah.
As meninas saíram do caminho e Rebekah avançou sob Renesmee e tentou enfiar uma estaca no coração dela, mas a estaca quebrou contra a sua pele.
—O que?!
—Se acha mesmo, que me matar vai te fazer sentir melhor, menos solitária, se acha que tirar a minha vida vai te fazer arrumar alguém que te ame, um namorado, um amigo...
Renesmee tirou uma estaca da bota. Uma estaca prateada. E a estendeu para Rebekah.
—Vá em frente.
Rebekah olhou para ela como se ela fosse louca.
—Você é pirada.
—Sou? Você sabe que eu tenho razão. Sabe que me matar não vai mudar nada, só vai fazer as pessoas te odiarem mais. Então, vai Rebekah. Cata a estaca e crava no meu coração.
Rebekah pegou a estaca. E tentou intimidar Renesmee, mas ela se ajoelhou, fechou os olhos e abriu os braços.
Rebekah largou a estaca. Renesmee a pegou e a guardou dentro da bota.
—Parece que você não é tão ruim quanto eu pensava.
Ela sorriu e abraçou a minha irmã.
—Tchau Rebekah e eu perdoo você. Pela Elena, pelo acidente, por tudo.
O povo em volta tudo olhando.
Ela soltou Rebekah e voltou pra dentro.
—Eu preciso de uma bebida.
Eu fui até o bar. O Mystic Grill.
—Eu não venho aqui á algum tempo.
Não tinha nenhuma mesa vaga, mas um rapaz me convidou para sentar.
—Eu não...
—Nem eu. Mas, eu conheço você. Já vi a sua cara antes. Sou Jacob Black.
—Elijah Mikaelson.
—Finalmente. Sei o seu nome.
—O que quer dizer?
—Temos uma conhecida em comum. Renesmee Cullen. Você é que é o pai da Jean.
—Sou. E você, quem é?
—Eu fui até Forks pra pegar o anel da minha avó, iria pedir pra ela casar comigo.
Eu peguei o anel na mão.
—Ela sabia?
—Provavelmente. É difícil pegar uma vidente de surpresa, mas ela provavelmente me rejeitaria. Eu já tinha feito coisas ruins e ela tinha um belo passado.
—O que quer dizer?
—Você. O Ex. Ela segurava uma vela por você, quando você encontra uma mulher como ela... O sorriso dela pode acabar com uma guerra e ela tem um coração do tamanho do mundo. O mais engraçado, é que ela desconhece o seu verdadeiro poder. E você tem que ser um grande tolo para deixá-la escapar. Você está bem?
—Um sorriso para acabar com uma guerra. Então, agora você vê o rosto dela em todos os lugares, ouve a voz dela nos seus sonhos e sente o toque dela na sua pele.
—Você sabia. Sabia que ela não era a outra. Você partiu o coração de ouro dela. Porque veio aqui?
—Foi uma coincidência.
—Não acredito em coincidência, eu tive um imprinting por ela. Era pra sua filha, ser minha filha. Mas, ela não me amou do jeito que eu a amo.
-Eu me arrependo. Eu perdi tantos anos com ela, podia ter sabido sobre a minha filha antes, mas eu...
—Estava correndo atrás do seu irmão. Eu sabia, ela sabia. E não tinha nada, ninguém que ela amasse mais do que aquela menina. Ela diz que o que sente por você é gratidão, por ter dado a Jean pra ela, mas eu sei que é mais que isso.
—Eu creio que... passei tanto tempo fazendo a mesma coisa que...
—Entrou no piloto automático. Eu sei. Ela sabe. Eu posso não ser tão... velho quanto você mas, de uma coisa eu sei. Só o amor é mais forte que qualquer outro sentimento. Mais forte que o medo.

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