Legacies-Segredo revelado
12 Bebê número dois
Notas iniciais
P.O.V. Renesmee.
Eu me odeio. Depois de umas taças de champanhe, eu fiquei grávida do Elijah. De novo.
Esse bebê é mais parecido comigo do que com ele. Foi a mistura perfeita.
Katherine é ruiva de olhos verdes. E de alguma maneira, ela é parte bruxa, parte vampira e parte outra coisa. Uma coisa que eu infelizmente não sei o que é.
Eu convenci o Elijah a chamá-la de Katherine por causa da minha ancestral Katherine Pierce.
—Mãe, eu vou sair assistir o show do Eliot no Java Jones.
—Tudo bem. Tenha cuidado.
—Eu terei. Prometo.
P.O.V. Kat.
O show acabou e eu estava pintando a vã da banda do Eliot. Quando ouvi um barulho. Eu sabia o que era aquele barulho. Um vampiro pulando de uma grande altura.
—Você tá legal?
—Eu acho que deveríamos ir pra casa.
—Relaxa Kat.
—Só... fiquem por perto.
Voltei a pintar e um cara esbarrou em mim.
—Ai! Olha por onde anda.
Quando ele me viu parecia que os olhos dele iam saltar das órbitas.
—Você pode me ver?
—É lógico que eu posso. Eu não sou cega, eu tenho olhos.
—Você tem a Visão.
—É. Eu tenho. E audição e todos os outros sentidos.
—Clary...
—Não. Desculpe, acho que você se enganou de pessoa.
—Como eu posso não saber e ao mesmo tempo saber quem você é?
—Essa sua cantada já funcionou? Ao menos uma vez?
Ouvi alguém chamar:
—Jace!
Ele saiu correndo.
—Acreditam naquele cara loiro?
—Você quer dizer o cara imaginário com quem você estava falando?
—Imaginário? Ele trombou em mim. Ele tá bem ali. É todo cheio de tatuagens. Está entrando na boate.
—Kat, não tem ninguém lá.
—Sério, ele é cheio de tatuagens! É impossível não vê-lo.
—De que cara está falando?
—Sério que vocês não viram ele?
—Não.
—Cara, eu to me sentindo uma doida. Vocês estão me fazendo sentir doida.
—Pare de agir que nem uma.
—Vamos pra casa. Tá?
—Nem vem, agora eu quero entrar lá e achar o seu loiro tatuado.
—Melissa!
Os dois pirados entraram na boate e eu tive que ir atrás deles.
—Eliot! Melissa!
Eu vi o loiro entrar atrás duma cortina.
Eu consegui encontrar os dois.
—Fiquem aqui.
De longe, eu senti o cheiro de sangue. E ouvi a mulher dizer:
—Mais sangue mundano para o seu chefe.
Mundano? Isso é sangue humano.
Eu passei e fui atrás do loiro.
P.O.V. Magnus.
Eu a vi passar e ouvi os membros do Ciclo dizerem:
—Clarissa Fairchild?
—Impossível. Ela morreu á oito meses atrás.
—Membros do ciclo não são bem vindos na minha boate.
Ela usou um homem para chegar a Ala V.I.P.
P.O.V. Kat.
O loiro ameaçou a mulher com uma faca enorme e brilhante.
—Cuidado!
Eu empurrei a moça. E ela tinha tentáculos horrorosos que saíam do rosto dela. O loiro me empurrou.
—Cuidado!
Eles deram uma espadada na mulher e ela pegou fogo. Mas, não era assim que vampiros morriam.
Então, eu acabei pegando a primeira coisa que eu vi na frente para me defender. Nunca tomaria o sangue de uma coisa que eu não sei o que é. A lâmina brilhante saiu e homem veio de encontro a ela e puff.
—Meu Deus!
Um monte daquelas coisas pularam encima do loiro e eu comecei a quebrar os pescoços deles.
Então, eu entrei em pânico. O que eram aquelas coisas?!
Eu larguei a faca e saí correndo.
—Kat! Kat!
Ouvi o Eliot me chamando, mas eu simplesmente entrei no táxi.
—Vai!
P.O.V. Jace.
Ela quebrou os pescoços dos demônios... com as próprias mãos! Então ela fugiu correndo.
—Espera!
Ela trombou no Magnus. E eu ouvi um garoto chamá-la de Kat.
Cheguei bem a tempo de vê-la entrar num táxi e ver o táxi sair cantando pneu. Ativei a minha runa de audição e ouvi a conversa dela e do taxista.
—Pra onde mocinha?
—Número mil cento e quatro no Upper East Side.
—Jace?
Desativei a minha runa de audição.
—O que?
—Você está bem?
—Você está?
—Vocês viram aquilo?! Ela era a cara da Clary! E quebrou os pescoços dos demônios como se fossem galhos.
—Eu tenho que ir.
—Ir aonde?
—Número mil cento e quatro no Upper East Side.
Não esperei uma resposta, eu simplesmente fui.
E chegando lá ouvi a conversa dela com alguém.
—E porque uma coisa com tentáculos na cara roubaria sangue humano?
—Eu não sei. O loiro chamou de sangue mundano, mas tinha algo de diferente no sangue. O cheiro era diferente, melhor. Não era sangue completamente humano, pelo menos eu acho que não.
—Híbridos?
—Pode ser.
—Katherine se há alguém matando híbridos você e as meninas não estão seguras.
—Vai ver é aquela Greta. A mulher que matou a mãe da Hope.
—Greta está morta e os seus seguidores com ela.
—É mãe. A Hope usou o poder da Hollow pra matar os vampiros nazistas, mas e se houverem mais? Mas, foi horrível mãe! Primeiro eu pensei que ela fosse vampira, por isso eu a empurrei, mas ai uns tentáculos horrorosos saíram do rosto da mulher e os caras tatuados com lâminas brilhantes começaram a matar eles.
—Caras tatuados?
—Isso.
—E quanto ao sangue Katherine? Você disse que tinha um cheiro diferente. Como era o cheiro?
—Era... parecido com o dos caras tatuados, só que mais fraco. Muito mais fraco. O sangue deles tinha cheiro de algo com o que eu sonhei um dia. Tipo, trigo e luz do sol. É parecido com o meu.
—Fique calma está bem querida.
Vampiros nazistas? Não sabia que haviam vampiros nazistas.
—E se for a Antoinette?
—Antoinette Sienna não será tão burra quanto a mãe dela foi. Ela sabe o que é bom pra ela.
—Ela era noiva do papai.
—E o seu pai deu um pé na bunda dela. Eu não quero vocês andando sozinhas por ai. Nem você, nem a Hope e nem a Jean. Ninguém vai machucar os meus bebês. Tenho pena do pobre coitado que tentar.
—Eu sei me cuidar mãe.
—E eu também. O que quer que fosse aquela coisa, está morta.
Eu sai e fui falar com o Rafael atrás de informações.
—Shadowhunter. O que você quer?
—Eu quero saber quem é Antoinette Sienna.
—Uau! Ela é a filha mais velha de Greta Sienna, Greta era a líder de um grupo de vampiros que se dedicava á caçar e matar híbridos. Qualquer coisa que fosse parte vampiro, parte... qualquer outra coisa estava na mira deles. Até que eles se meteram com a Primeira Família e agora estão todos mortos.
—A primeira família?
—A minha raça não saiu do nada.
—Eu sei. Nada sai do nada. Houve um primeiro vampiro.
—Não. Houveram os primeiros. Os Originais.
—Originais? Tem mais de um?
—Tem. Uma família inteirinha deles. Eles não podem morrer, você não pode matar um Original, ninguém pode. E se você irrita um Original, se ele de quiser morto... não adianta tentar fugir ou se esconder. Especialmente do Klaus.
—Klaus?
—Klaus Mikaelson. O híbrido Original. Se ele te quiser morto, não pode fazer nada. Vai morrer. E se tentar fugir, ele vai descontar em todo mundo que você ama. Vai massacrar a sua família de Shadowhunters como se fossem moscas.
—E o que esse Klaus Mikaelson tem a ver com uma garota chamada Katherine? Ruiva, olhos verdes. A cópia fiel da Clary.
—Não sei.
—E Jean?
—Essa eu conheço. Jean Mikaelson, filha de Renesmee e Elijah Mikaelson. O Elijah é o coelhinho da páscoa comparado com o Klaus.
—E Hope?
—Hope Mikaelson. Filha do Klaus Mikaelson.
—Vampiros que podem procriar?
—Sim. Mas, a Hope não é vampira. Hope Mikaelson é uma bruxa nascida em duas linhagens de lobisomens.
—Híbridos.
—Sim. Os híbridos existem desde tempos imemoriais. Não podemos procriar entre nós, mas podemos engravidar humanas. É muito raro, já que geralmente nós matamos a humana antes que ela possa engravidar. Mas, é possível. Essas crianças são lacunas da natureza. Sempre há uma lacuna.
—Meu Deus! É possível um vampiro engravidar uma Shadowhunter?
—Sempre há uma lacuna.
—Vou tomar isso como um sim.
—Você devia ir falar com as bruxas.
—Bruxas?
—Isso. A sua Clave idiota pode impedi-las de fazer feitiços grandes nesta cidade, mas como mantedoras do equilíbrio elas sempre sabem quando a natureza decide cozinhar algo novo.
—Então vou falar com o Magnus.
—Magnus Bane não é bruxo. Ele é feiticeiro. Você precisa de uma bruxa ou um bruxo, precisa de um servo da natureza.
Rafael escreveu um endereço num papel.
—Pergunte pela Tessa Bennett.
—Obrigado.
—Boa sorte.
Eu fui até o endereço e era uma mansão.
—Bonito.

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