Left Behind
8 Wanna hook up?
Notas iniciais
Flash back, 2 meses atrás, Beacon Hills, casa do Scott, narrador pov.
–Você sabe o quanto isso foi errado, Derek? Com Kate atrás de você? -Derek bufou, completamente entendiado.
–Ela não está mais atrás de mim. Ela só queria a droga daquele colar idiota.
–É, mas nós estamos atrás dela! Olha só o seu tamanho! Você tem o que? 15?
Sim, era verdade. O grande e adulto Derek Hale, o lobisomem que havia mordido Scott anos atrás, agora havia voltado a ser adolescente. Literalmente. Tudo por conta da tia da Allison, Kate, e por causa da grande magia que a cidade sempre canalizava. Agora Scott e Stiles tinham que arrumar algum jeito de fazer Derek voltar a ser adulto, e ter seus poderes de lobisomem de volta.
Scott e Stiles entraram dentro de um laboratório logo atrás de Derek, e pararam imediatamente quando encontraram uma menina lá dentro. Hope. Scott a reconhecera por conta de algumas aulas avançadas que tinham juntos.
Scott sempre achava que havia algo de errado com Hope. Bem, não exatamente algo de errado, mas algo a mais com ela. Ela não parecia simplesmente uma garota comum. Ele suspirou.
–Ahh, oi Hope! Esse aqui é o primo do Stiles, o... Miguel! É, o Miguel. Ele tava correndo pela escola, que coisa feia. Agora temos que ir. Tchau. -Scott agarrou o braço de Derek e puxou-o para fora do laboratório, fechando a porta.
–Meu primo, né? -Stiles balançou a cabeça negativamente, enquanto Scott dava de ombros. Fora a única ideia que lhe viera naquela hora.
Stiles pulou quando seu telefone tocou. Ele atendeu-o, enquanto saia da escola, com Derek e Scott logo atrás dele. Scott ficava cada vez mais ansioso, vendo Stiles murmurar com alguém ao telefone -que descobriu ser Lydia. Momentos depois, Stiles desligou o telefone, e parou de andar quando chegaram em seu Jeep azul.
–Scott, nada bom. Parece que roubaram 117 milhões do cofre dos Hale. Exatamente na mesma noite que Kate obrigou Derek a abri-lo, para pegar o colar.
–O que você ta dizendo, que a Kate pode ter roubado?
–Ela só queria o colar idiota! -Derek respondeu, entrando no Jeep.
–Cale a boca, Derek!
(...)
Dias atuais, casa de Liam Dunbar, duas da manhã, dia seguinte a festa do time de Lacrosse.
–Liam, eu estou com medo. -Hope sussurrou, e se encolheu mais ao peito dele. Ela se sentia um pouco mais segura ali, deitada com Liam em sua cama.
–Não precisa.
–Eu sinto medo por você.
–A gente vai dar um jeito, não se preocupe. -Ele começou a acariciar os cabelos de Hope, e os olhos dela foram se fechando. E um sonho começou.
No sonho, Garrett, Hope, e sua irma Ruby estavam sentados no parque. Ruby brincava com os dentes de leões, soprando-os ao vento, e Hope tinha as mãos entrelaçadas as de Garrett. A Hope que sonhava via toda a cena de longe. Alguma coisa não parecia certo.
"Você vê aquela sacola?"
Alguém sussurrou para ela, mas Hope não via ninguém tão perto. A garota desviou o olhar para onde a voz havia mandado, para a sacola que estava ao lado de Garrett. E então a voz voltou.
"Ali tem 117 milhões. Os milhões roubados dos Hale. Mas não se preocupe. Não foi Garrett."
"Então quem foi?"
A Hope que sonhava estava confusa. Para que o dinheiro iria ser usado? E porque, de algum jeito, Garrett estava com ele no sonho? O que na verdade era impossível na vida real. Garrett estava morto.
"Os mortos vivem, Hope. Procure as origens, e você vai saber, assim como todo o seu bando."
Hope acordou, mas continuou deitada. Ela tentava encontrar algum sentido no sonho. Atualmente, na verdade, nenhum de seus sonhos faziam sentido. Ela levantou da cama, e foi até a janela. A rua da casa de Liam estava escura, mas ainda sim ela pode ver um garoto loiro em frente a casa, olhando fixamente para a janela. Ela balançou a cabeça. Garrett estava morto, Hope, qual é! Ela não sabia porque ainda continuava tendo alucinações.
–Qual é o problema? -Hope sentiu as mãos de Liam em volta de sua cintura, e a boca dele próxima ao seu ouvido quando ele sussurrou. Ela respondeu sem se virar para ele.
–Nada. Não consigo dormir.
Liam a obrigou a virar o corpo em sua direção, então a beijou-a. Ele apertou as mãos em sua cintura, e Hope levou os braços até o pescoço dele. Liam aprofundou o beijo, e devagar, foi dando passos para trás, trazendo-a junto. Ele estava andando em direção a cama. Hope vagamente tinha noção do que acontecia. Quando ela tinha seus lábios colados nos dele, não se concentrava em mais nada. Liam, por sua vez, sempre tinha muita adrenalina em seu corpo, por conta de seu transtorno de raiva, e também pelo fato dele ser lobisomem.
Quando as pernas de Liam encostaram na cama, ele rodou, fazendo Hope tomar o lugar dele. Assim, ele foi se inclinando para ela, que foi obrigada a sentar-se na cama. Liam se inclinou ainda mais sobre Hope, e desta vez deitou. Ele deixou os braços em cada lado no corpo dela, e durante todo o processo, ele não desgrudara os lábios dos dela.
Liam aprofundou o beijo novamente, e tudo ficou mais sério. Uma de suas mãos desceu para cintura dela, apertando-a, e a outra continuou apoiada na cama. Hope retribuía o beijo dele na mesma intensidade, puxando Liam pela camisa. Aquele ato, mesmo sem ela saber, desencadeou uma coisa diferente em Liam, que nem ele mesmo entendia.
Tudo ficou mais escuro para Liam, e ele só conseguia sentir a pele de Hope sob a dele. Ela era somente dele. E ainda não era suficiente. Ele mudou o toque. Começou a toca-la em todos os lugares que sua mão alcançava, e não era suficiente para ele. Nada era suficiente. Hope estranhou a mudança em Liam, e abriu os olhos, fitando os dele.
–Liam? -Ela o chamou. Liam abriu os olhos também, e estavam amarelo brilhantes. Ele tinha uma expressão quase assustadora no rosto. E acima de tudo, ele não pareceu notar que aquilo era ruim.
Ele levou a boca até o pescoço dela, e ali começou a beija-la. Hope relaxou um pouco, aproveitando o momento. Suas pernas se entrelaçavam com as dele. Ela levou uma das mãos até as costas dele, e arranhou-o. Liam então pegou os dois pulsos dela e prendeu-os sobre a sua cabeça. Hope riu baixo. Ele voltou a levar a boca até o pescoço dela, desta vez dando mordidinhas, cada vez mais doloridas. Ele começou a apertar mais os pulsos dela, e aquela situação começara a ficar desconfortável. O sorriso de Hope desapareceu.
–Liam. Você pode soltar meus pulsos? Tá me machucando. Liam...
Ela repetiu o nome dele várias vezes, tentando fazer que ele prestasse atenção nela, mas de nada adiantava. Ele estava concentrado demais na pele quente de seu pescoço...
Liam pode sentir suas garras e presas nascerem. E foi no momento que sentiu uma de suas garras arranhando o pulso de Hope foi que ele parou, se afastando dela rapidamente. Os olhos de Hope estavam fixados em Liam, e pareciam assustados. Tinham lágrimas acumuladas ali.
–Hope, me perdoa. Por favor, eu... Eu não sei o que aconteceu, eu juro, isso não... -Ele não tinha palavras. Ele se sentia culpado. Não aguentaria ter Hope odiando-o ou tendo medo dele. Principalmente nesses presentes acontecimentos.
–Eu to bem. Foi um arranhão. -Ela sentou-se e analisou o corte em seu pulso.
–Deixa eu ver, Hope-
–Não chega perto! -Ela respondeu, rápido demais. Aquela frase fez o coração de Liam em pedaços. Ele não se aproximou dela. Hope se arrependeu de trata-lo daquele jeito. Ela confiava nele, apesar de tudo. Fora um acidente.- Eu to bem, Liam. Ta tudo bem, eu juro.
Hope levantou da cama, e foi em direção ao banheiro de Liam. Ela abriu a torneira, deixando a água fria cair livremente sobre o seu machucado, que ardia levemente. Enquanto deixava o pulso ali, usou a outra mão para limpar uma ou duas lágrimas que caíram de seus olhos. Depois de uns minutos ali, Liam encostou na porta.
–Me desculpe. Isso não vai mais acontecer, Hope. Eu não sei o que aconteceu. Sua pele, o seu cheiro, eu... -Ele suspirou, fitando o pulso de Hope embaixo d'água corrente.
–Tudo bem, Liam. Eu to bem. Foi um acidente. Não foi sua culpa. -Ela pegou a toalha e apertou no pulso, impedindo de sangrar.
–Você não me odeia?
Liam entrou no banheiro, tomando a mão dela na dele. Assim que ele fechou os olhos, Hope sentiu toda a dor sair, e quando tirou a toalha para dar uma olhada, ele tinha parado de sangrar. Liam a soltou, abrindo os olhos.
–Não. Eu não conseguiria te odiar, Liam.
Ela abraçou-o devagar, e ele colocou os braços em volta dela com a mesma delicadeza. Ela sentia seu corpo um tanto pesado. Não achava justo. Quer dizer, Liam era seu namorado, mas ela era fraca demais para dar uns amassos nele? Porque era isso que ela pensava. A culpa do que havia acontecido não era dele. Era dela.
–Eu prometo que isso não vai acontecer de novo, Hope. -Ele sussurrou suavemente.
–Não vai mesmo. -Ela prometeu, sussurrando também. E aquilo era uma promessa.
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