Le Banquet

8 Capítulo 7 - Soir de Fête


Notas iniciais
Ah, sim, esse capítulo é bemmmmm curtinho, não briguem comigo! Amanhã posto um maior, haha.

Estavam no bar, Frank e Olive, e o que eles tinham essa noite era Frank a ensinando como conquistar alguém. Ela ria porque achava que era impossível. Era uma moça muito bonita, sim, mas não sabia propriamente como se comportar na presença de um homem que a achasse a atraente, e por isso usava roupas pouco provocantes e nunca se maquiava.

A missão tinha começado mais cedo, quando Frank a levou no shopping e compraram um vestido preto que ressaltava as curvas do corpo de Olive, dizendo “Deus, eu queria ser mulher!”, enquanto ela experimentava vários vestidos que ressaltavam suas qualidades e disfarçavam o que havia de errado. Frank aproveitou para também fazer algumas compras, embora não precisasse de mais nada, pois tinha roupas demais.

Depois foram ao cabelereiro, que deixou os cachos de Olive mais anelados e cuidou de sua maquiagem, querendo usar 4 produtos diferentes pra passar em sua pele, mas ela protestou: “Gosto das minhas sardinhas”, e então fizeram algo mais simples, mas ainda assim muito bonito. Ela estava linda e pronta.

Frank agora a ensinava como se portar em público se quisesse ser levada pra casa (ou levar alguém). Ensinou como deveria beber seu drink, como mexer nos próprios cabelos e como rir de forma sedutora.

“Infalível.” Disse Frank, passando a língua pelos lábios.

“Ah, Frank, para.” Ela disse, debochada. Estava se sentindo ridícula.

“Sério. Se eu fosse hétero, te comeria”

“FRANK! Olha o linguajar.”

“Com todo o respeito, oras.” Disse, rindo. “E agora não te comeria mais, parece minha mãe falando e isso não é excitante.”

Ela só rolou os olhos e continou tentando ser sensual. E estava conseguindo.

Ainda era duas da manhã e ela já estava levemente bêbada e acostumada com o salto alto. Quando foi ao banheiro, um cara chegou em Frank, interessado em Olive.

“Escuta, cara, você está acompanhando a ruiva?”

“Ah, não, somos apenas amigos.”

“Ah, imaginei. Tudo bem, posso chegar até ela então, certo?”

Frank sabia que ela ainda não estava preparada pra isso, mas achou que seria divertido. Ela poderia o surpreender. E o cara era bonito, era difícil achar um daqueles, Frank sabia bem. Então disse que não tinha problema algum.

Quando o homem veio conversar com Olive, pedindo para dançarem juntos, Frank viu seus olhos brilharem. Correu até Frank dizendo que tinha funcionado, ele tinha conseguido! Ele lhe deu algumas dicas de como deveria se comportar na dança, e quando possivelmente ele o levasse pra casa, e ela ouviu atentamente.

Depois de um tempo voltou para pegar a sua bolsa com um sorriso e isso foi tudo. Olive foi para casa com o estranho, e Frank ficou lá. Decidiu que não queria ninguém pela noite, porque era um bar muito hétero pra ele, e teria de se esforçar muito para ser levado pra casa, ou coisa do tipo. Não queria arriscar. Gostava mais que as pessoas viessem até ele. A hora da caça era quando ele chegava e dava os sinais, não costumava realmente chegar até alguém, era sempre procurado. Ainda assim ficou lá até tarde bebendo martinis e se preparando para o próximo dia.

Iria ensinar Gerard.

Iria reerguê-lo.

E precisava de uma armadura pra isso. Decidiu que iria até lá porque sabia que ele não viria até si, mas ainda assim tinha uma voz dentro da sua cabeça perguntando porque insistia no Gerard-caso-perdido. Porque não o deixava lá? Ele não queria sua ajuda e já tinha deixado isso muito claro, e agora, ainda assim, Frank iria atrás dele? Tinha dó de sua possível demissão e inegável futuro desperdiçado.

E foi para casa, quando o dia estava quase amanhecendo descansar um pouco para ir até lá convencer Gerard de que ele tinha potencial, assim como havia feito com Olive. Mas as mudanças de Gerard seriam feitas por dentro, e não por fora, na aparência.

Notas finais
Coragem, Frankie!