Le Banquet
15 Capítulo 14 - Déjà Loin
Notas iniciais
Esqueci de agradecer, mas aos que favoritaram a fic também, o meu :'))))) vocês me fazem muito feliz.
Frank não estava disposto a desistir. Gerard estava confuso, sim, mas e daí? Ele já havia ido muito longe e sabia que quando se apaixonava, era pra valer. Sim, estava apaixonado. Não conseguia pensar em outra coisa e isso o agoniava. Gerard havia pedido por ajuda e Frank estava o ajudando.
Na cozinha, agora ficavam lado a lado para dar as ordens e os toques finais, já que agora Gerard conseguia manter o controle e voltou a ter sua inspiração, embora ainda errasse algumas vezes. E Frank aproveitou a proximidade para provocá-lo. Sempre que podia esbarrava sem querer na bunda de Gerard, o checava e provava as coisas da forma mais sexual que podia. Quando andava, o fazia do jeito mais sexy que conseguia. Isso o deixava à beira de um ataque de nervos, pois sabia que queria sim estar com Frank, mas não tinha coragem.
No intervalo, Olive riu muito de Frank, pois era a única além de Gerard a notar a provocação óbvia.
“Frank, você é muito engraçado! Acha que ele vai resistir por muito tempo?”
“Se depender de mim, não. Estou planejando um jantar.”
“Oh, sério? Isso será divertido. Eu queria... Queria apenas ser uma mosquinha!” Deu um beliscão em Frank, que estava rindo.
“Eu vou te contar como foi, e com todos os detalhes sórdidos!” A segurou para fazer cócegas, não disposto a soltar mesmo quando ela se debateu.
“Ew, Frankie! E não me ligue de madrugada, prefiro dormir a saber das suas aventuras!” Ria sem ar afastando as mãos de Frank.
“Só te solto porque estou me afogando nos seus cabelos, sua ruiva chata.” Disse somente, largando a cintura da amiga, com uma careta.
E assim voltou ao restaurante e às provocações habituais. O que deixava Gerard mais maluco era quando tinha que chamar Frank para provar algo e ele ficava com os quadris pressionados nos seus de propósito, e ainda o obrigava a sentir aquele cheiro de salada de frutas que só ele tinha. Queria abocanhá-lo. E isso sim era definitivo. Não se sentia confuso quando isso acontecia. Sentia uma excitação crescente e incontrolável, isso sim. Um calor por baixo da gola.
As casas já começavam a ser enfeitadas para o Halloween. Enquanto isso, Frank planejava seu jantar.
E tinha que ter tudo.
Seria no terraço porque o tempo havia dado uma brecha e estava mais agradável. Comprou algumas flores para a casa, pensou no melhor prato que conseguia fazer. Já estava até treinando Jubarte para levar as alianças ao altar, porque Frank era assim. Impulsivo e adiantado. Mas isso é só uma brincadeira, ele ainda estava focado na noite em que ganharia Gerard. Comprou o melhor vinho e limpou toda a casa ouvindo, cantando e dançando Cindy Lauper.
O jantar seria sábado, e Frank havia convidado Gerard, que disse que sim pois achou que não seria nada de “oh”. Não sabia que Frank tinha o plano perfeito, aprendido com os maiores sedutores franceses.
Estava sendo caçado.
E dessa vez era pra valer.
–x-
Quando o recepcionou, o fez da forma mais cortez que conseguiu. Vestia camisa, uma gravata fina, blaser azul marinho, calças justas e botinhas. Estava de tirar o fôlego e sabia disso, mas só o confirmou quando Gerard abriu a boca para cumprimentá-lo mas não conseguiu. Nenhum som saía. Mas isso não quer dizer que ele também não estava deslumbrante, com calças pretas, suéter da mesma cor e camisa branca. Vestia um tênis, porque não sabia que a situação pedia tanto.
“Achei que era algo informal, eu...” Fez um gesto indicando seu corpo, suas vestes.
“Você está lindo. Sempre está, Ger.” Disse simplesmente, erguendo uma sobrancelha e lambendo os lábios vermelhos. Gerard já havia notado que eles sempre estavam assim, como se Frank tivesse os lambuzado de calda de morango. Eram irresistíveis. Gerard corou.
“Ah, Frankie...”
“Oh meu deus, fale isso de novo.”
“Frankie? Frankie.” Disse, os olhos no chão. Frank riu.
“Entre, por favor, já tenho quase tudo pronto. Está um pouco atrasado, não é?”
“Sim. Desculpe.” Disse entrando e não vendo nada de mais, apenas flores por toda a casa. “Achei que estivesse tudo pronto.” A confusão estampada em seu rosto.
“E está. Vamos jantar no terraço.” E dito isso, pegou duas taças do Cabernet que havia comprado pra ocasião, e ofereceu uma à Gerard, que riu um pouco pelas formalidades. Frank estava sempre tentador, mas estava realmente se esforçando essa noite. No fundo tocava algo calmo, uma voz carregada. Gerard afiou os ouvidos pra reconhecer, mas não conseguiu. E Frank disse: “É Jeff Buckley.” E Gerard sorriu, pois sabia do que se tratava.
“É legal.”
“Bom que gosta. Vamos?”
E Gerard assentiu, subindo as escadas com Jubarte em seu encalço.
Ao chegar lá quase entrou em choque: era lindo. Tudo perfeitamente decorado, a mesa posta e, com a noite caindo, havia velas acesas no centro da mesa. Tudo era muito romântico. E aí soube das intenções de Frank para a noite. Ficou rubro. Escarlate. Frank estava pegando pesado com ele. Lá em cima, a música tocava mais baixa, mas ainda era audível.
Frank puxou a cadeira de Gerard. O garçom que ele havia contratado se limitou a serví-los e pediu licença para se retirar, o que foi concedido, quando os dois já estavam sentados e praparados para a refeição. Os guardanapos sobre o colo, os olhos de Gerard que escaneavam Frank, desconfiados, os corações latejando contra o peito, descompassados e rápidos; estava tudo ali. E assim comeram, conversando um pouco. Frank tentando quebrar o gelo que envolvia Gerard, o lapidando.
Nesse dia Frank soube um pouco mais da vida de Gerard: havia nascido e crescido em Jersey, onde arranjou um emprego num fast-food local, e foi quando ele passou a fritar os hambugueres foi que descobriu que gostava de estar no cozinha. Seus pais morreram cedo, e teve que cuidar do irmão, Mikey, que agora vivia do outro lado do estado, em Seattle, pois havia casado. Quando tinha 22 anos veio até Nova Iorque e começou trabalhando como ajudante na cozinha do Twelve Madison, pois seus pais eram grandes amigos do dono. Gerard contava gesticulando muito com as mãos, os olhos pesando depois de algumas horas tomando seu vinho.
E então conheceu Penelope, a pintora excêntrica espanhola que o levou a outros níveis. Havia conhecido o amor e vivia numa constante corda bamba com ela. Ela era bipolar, obsessiva e ganhou certo sucesso com suas obras expressionistas. Viveu quase dois anos com ela, e então ela decidiu o trocar por alguém que Gerard nunca saberia quem é, já que ela foi morar com ele na Ucrânia. E o resto Frank sabia.
Frank estava satisfeito. Havia ouvido uma história concreta, numa linha do tempo perfeita, e agora não precisava de mais nada. Deu todo o tempo de Gerard deixando que a conversa se focasse nele pelo menos uma vez, para que se sentisse especial. Sabia exatamente o que estava fazendo. Agora, com Gerard mais solto, podia dar o bote final.
“Oh, Gee. Está muito frio, não acha? Poderíamos descer e continuar a conversa.”
Gerard respirou fundo e se preparou para o que viria.
A noite estava apenas começando. E seria uma longa noite.
Notas finais
VAI COM TUDO, GERARD, MEU FILHO
Até amanhã, espero que vocês estejam tão ansiosos quanto eu! D:
muitos coraçõeszinhos pra vocês ♥ ♥ ♥♥
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