Le Banquet

16 Capítulo 15 - Lilac Wine


Notas iniciais
Oi galerinha do mal. Vou postar esse capítulo com muito amor no coração, porque vocês são umas fofuras. Então é o seguinte: tem trilha sonora. Não sei se vocês gostam ou conhecem, mas tá aqui. http://www.youtube.com/watch?v=5PC68rEfF-o Eu escrevi ouvindo repetidas vezes, mas vocês podem colocar essa aqui (http://www.youtube.com/watch?v=vIw0ewEsNHs) pra tocar logo depois, que não perde o clima.
Leiam isso imaginando muito amor, tá? Tudo bem lento e carinhoso, porque é pra ser assim. Haha

Quando desceram, ainda tocava Jeff Buckley. Era Lilac Wine. A música tocava um pouco mais alta, a voz ecoando por todos os cômodos. Frank estava esperando o momento certo para atacar. Decidiu que era quando chegaram no fim da escada, e então o encostou na parede levemente, o olhando fundo nos olhos verde-amarelados, a respiração quente batendo no rosto de Gerard, quase farfalhando seus cabelos negros. Inalou seu cheiro. Era divino.

Gerard o olhou de volta. Ofegou levemente.

Frank o beijou.



I lost myself on a cool damp night

Eu me perdi numa noite úmida e fresca

Gave myself in that misty light

Entreguei-me àquela luz nebulosa

Gerard ficou surpreso, mas não rejeitou. Nunca o faria. Do contrário, apenas o puxou mais perto, inclinando a cabeça para ficar num ângulo adequado. As suas mãos estavam no rosto de Frank, e faziam carinho em sua bochecha, o segurando delicadamente, mas o beijo era forte e quase desesperado. Frank diminuiu o ritmo, pois não queria que isso fosse rápido, nem que fosse como as outras vezes. Queria se sentir especial e fazê-lo especial.

Parou de beijá-lo para olhar dentro dos seus olhos mais uma vez, para confirmar se Gerard iria mais longe. A confirmação veio com um murmúrio contido, que esteve preso em sua garganta há bastante tempo. Frank deu um beijo rápido em seu sorriso, antes de o puxar pela mão, chegando ao seu quarto não sabe como, tropeçando em tudo pelo caminho por não querer perder o contato dos lábios doces de Gerard. Eles pareciam muito mais desejosos agora, vermelhos como cerejas, intensos.


Was hypnotized by a strange delight

Estava hipnotizado por um estranho prazer

Under a lilac tree

Embaixo de uma árvore lilás


Sendo assim, Gerard bateu a parte de trás dos joelhos contra a cama e sentou-se, encarando seu rosto e todo o resto do quarto de Frankie (nunca havia tido a oportunidade de entrar ali) e notando agora que o quarto estava repleto de velas, também. Corou um pouco, agradecendo a falta de iluminação. Frank o beijou calmamente, tirando seu próprio blazer e o jogando no chão, ao passo que empurrava Gerard calmamente, engatinhando sobre a cama. Quando chegaram à cabeceira, separou seus lábios para poder tirar o suéter de Gerard, que também foi ao chão, ou ficou vagando pela cama, eles não sabiam bem. Quando isso aconteceu, Gerard suspirou um pouco, o que fez Frank perguntar:

“Está tudo bem?” Distribuindo alguns beijos pelas comissuras da boca, bochechas e mandíbula de Gerard, que fechou os olhos quase esquecendo o que queria dizer.

“Eu só... Você já tinha isso planejado?”

“Eu quero você desde que te vi pela primeira vez. Mesmo tentando me afastar, eu quis você.” Frank disse, confiante, já tendo ensaiado essa fala por mais de um milhão de vezes em frente ao espelho.

Gerard estava convencido a ir em frente.


I made wine from the lilac tree

Eu fiz vinho da árvore lilás

Put my heart in its recipe

Pus meu coração nessa receita


Desabotoou a camisa de Gerard e deslizou os lábios seu peito, sua barriga, tendo uma overdose do cheiro que tanto amava, que sentia em seus sonhos, e era tudo perfeito... Gerard pegou a gravata de Frank, finalmente tomando alguma iniciativa. O puxou para si em meio à um beijo lento e trabalhado, mas tão forte a ponto de sentir uma corrente elétrica passando até suas extremidades, para então tirá-la, aproveitando para buscar os botões de sua camisa, e ele pôde notar as suas mãos, que a propósito tremiam muito. Frank as segurou entre as suas, o ajudando a desabotoar.

“Shhh, não fique nervoso, está tudo bem, tudo bem....” Falou beijando-lhe calmamente, mas firme, mostrando que guiaria os dois, não se preocupe.

E então era assim: Frank se apoiando nos próprios braços, encostando o seu peito nu no de Gerard, seu cabelo fazendo um pouco de cócegas no rosto de homem que estava abaixo de si, as pupilas dilatadas, o coração parecendo que poderia arrebentar o peito a qualquer instante. Era cuidadoso. Doce. Carinhoso. Não quer que ele saia de sua cama nunca mais, pensa enquanto rasteja pelos lençóis lisos de seda.

Depois de uma infinidade de carícias pelas mãos, braços, ombros, pescoço, Frank já sentindo uma brusca ereção contra o seu ventre, buscou o cinto de Way, o desfez e começou a abrir seu zíper, fazendo pressão ao trazê-lo para baixo. A calça foi puxada junto com os sapatos, e assim estava Gerard, apenas com suas boxers pretas. Frank se apressou em empurrar seu próprio calçado com os pés, deixando-os no chão enquanto voltava a beijá-lo como antes. Gerard geme e revira as orbes em desejo.

E então eram olhos nos olhos, os peitos nus se chocando com certa delicadeza e Frank queria assim: Puro. Não era como as suas transas de uma noite, nas quais os seus parceiros fingiam que eram controlados. Ele estava sendo assim porque queria que tudo isso fosse de alguma forma especial. Fazia parte da sua jornada para tirá-lo do poço, do seu comprometimento em deixá-lo feliz. Não queria mais assustá-lo. Queria apenas mostrar o quanto se importava. Agora Gerard estava mais calmo e concentrado apenas na excitação crescendo nas suas vísceras, que se expunha em forma de ereção. Arfava um pouco quando Frankie lhe beijava o pescoço, e lambia seus ombros em resposta.

Havia se deixado levar e o lugar era mágico.

Gerard tomou coragem e inverteu a posição, agora ficando por cima, apoiado no peito de Frank e lhe beijando sem parar por um segundo. Frank desceu sua boxers e Gerard terminou de empurrá-las com os pés, começando a masturbá-lo, as suas mãos parecendo deslizar sem nenhum impecílio, como se tivesem sido feitas para esse momento. Fazia movimentos de vai-e-vem aumentando o ritmo mais e mais, Gerard gemendo em sua boca, esquecendo de o beijar por alguns minutos. Quando retomou a consciência, tirou a roupa de baixo de Frankie e se impulsionou um pouco contra ele, arrancando um ofego contido. Não podia imaginar que algum dia estaria assim, morto de desejos por um cara que lhe tomou toda a bagagem ruim do passado e jogou no lixo, o livrando dos sentimentos ruins que sempre trouxe consigo. Sorria.


It makes me see what I want to see

Isso me fez ver o que eu queria ver

And be what I want to be

E ser o que eu quero ser (...)

Inverteram novamente as posições e agora Frank olhava o corpo todo de Gerard, com desejo, gravando aquele momento para sempre, quase achando que estava em mais um de seus sonhos. Mas aquilo era real e muito melhor do que qualquer fantasia que pudera ter. Era Gerard e era seu.

“Não me encara, Frankie.” Gerard disse, passando a mão sobre os olhos de Frank, que os tinha cravados em todo o corpo muito pálido do homem que quis desde que entrou na cozinha do restaurante, com a testa franzida e os lábios que despertavam desejos.

“Porque não? Você é lindo...” Frank deslizou a mão pelo seu peito, seus braços, seu rosto, enquanto mordia o lábio inferior para conter um grunhido de excitação.

“Eu só... Não...”

Frank não o deixou terminar a frase, porque quando ia continuar, se moveu rapidamente e lambeu da base até a glande de seu pênis, o calando instantaneamente. O que eram pra ser reclamações viraram gemidos e lamúrias, o que eram reprovações se tornaram mãos agarrando fortemente os cabelos crescidos de Frank, implorando por mais, arfando, com espasmos e arrepios correndo seu corpo todo freneticamente, o deixando maluco. Isso durou alguns minutos, e Gerard então viu Frank pegando proteção e lubrificante.

“Você... Vai fazer em mim?”

“Você não quer?”

Gerard pausou por alguns minutos, Frank lhe beijando o torso com carinho, retomando a respiração entrecortada.

“Quero.” Falou, decidido. Já tinha ido longe demais, não voltaria atrás por coisa alguma no mundo.

Frank sorriu, ainda o beijando carinhosamente e tomou todo o cuidado o preparando com os seus dedos, Gerard arquendo as costas. Quando os dobrou, tocando seu ponto, Way viu estrelas e jurou que não fosse mais aguentar. Frank substituiu seus dedos pelo seu membro, cauteloso, pedindo permissão e o olhando com atenção caso pedisse para parar. Não pediu. Do contrário, quando desfez uma leve careta de desconforto e dor, se empurrou levemente contra Frank, que estava ajoelhado e segurava suas pernas que envolviam seu torso. Se impulsionou com cuidado, e então Gerard sentiu apenas prazer. Algo diferente de tudo que havia feito. E era bom.

Frank aumentou o ritmo, sentindo os músculos de Gerard se contraindo ao redor de si, ofegante e excitado. Gerard uivava e inclinava suas costas, pedindo por mais. Sim, queria mais de tudo aquilo que Frank proporcionava, queria mais descobertas, se sentir mais amado, permanecer com ele por muito tempo, o abraçar para dormir. Queria noites em claro com ele, queria olhar sempre nos seus olhos, lamber seus lábios avermelhados, morder sua pele macia.

Queria tudo.

“Frankie... Ah...”

“Hum, Ger... Eu vou…”


Lilac wine is sweet and heady, like my love

Vinho lilás é doce e faz a cabeça, como meu amor

Lilac wine, I feel unsteady, like my love

Vinho lilás, eu me sinto inconstante, como meu amor (...)


Cairam exaustos, completamente perdidos no tempo e espaço, sentindo-se preenchidos e especiais. Tinham um sorriso estampado na cara, o peito subindo e descendo rapidamente. Haviam chegado ao orgasmo quase em uníssono, quando ambos não conseguiram conter a excitação, quando o coração rasgava o peito. Frank se aninhou em Gerard, que lhe afagou os cabelos macios com carinho. Ficaram em silêncio por um tempo, controlando a respiração e pensando sobre tudo e nada, olhando para o teto. Estavam cansados demais para levantar naquele momento, então só ficaram ali por um tempo, apreciando a presença um do outro tão perto, tão palpável.

“Gerard, que horas são?” Frank falou, com os olhos entreabertos, quase alcançando o sono. Gerard conferiu em seu relógio de pulso rapidamente, para então responder.

“Uma e vinte.”

“Pois então... Obrigado.” Frank disse, um sorriso sincero pregado em seus lábios — lábios macios, agora Gerard sabia, já tendo decorado o caminho até eles e os provado diversas vezes.

“Por quê?” Perguntou levemente confuso e zonzo de sono e prazer (que ainda causava alguns espasmos ao longo de seu corpo cansado).

“É meu aniversário. Esse foi o melhor presente que já ganhei.”


Notas finais
Tudo bem detalhadinho pra vocês, eu li novamente antes de postar e acabei não gostando tanto quanto quando eu escrevi, mas se eu fosse escrever outra vez, ia demorar muito :~ espero que gostem!
gerard passivo ♥