Latch - Perina
12 Cap. 12
Notas iniciais
Sabe quando você esta caindo, e não tem ninguém pra te segurar? Ate mesmo quando tudo esta indo por agua abaixo, e você tem que sorrir? Ou quando você tem que sofrer calado, sem pedir ajuda? Era assim que Karina se sentia, mas quem diria que quem ela mais odiava a faria se apaixonar, e mais, cuidar dela como ninguém nunca cuidou? Mas agora a única coisa que ela faz e pensar nele.
Ela tinha os olhos fechados, parecia estar longe do mundo. Ele ficou admirando-a calado, não queria atrapalha-la, apenas sorria.
– Pensando no que? — Pedro pergunta, e observa ela sair do transe, abrindo os olhos e sorrindo.
– Em você. — falou e riu.
Clichê demais para a Karina, mas era aquela frase que ela sempre quis dizer, mas nunca se permitiu, e era aquela frase que Pedro sempre quisera ouvir, mas nunca se rendeu a ponto de ouvi-la.
– Como assim?
– Sei lá. Você me ajudou... E eu sou agradecida.
– So isso?
– Não. — respirou fundo, tentando conter a tristeza e ao mesmo tempo felicidade. Estranho, mas era assim que ela se sentia, feliz e triste. — Talvez você esteja certo.
– Eu sempre estou. — fez uma de suas gracinhas.
– Sem brincadeira. Talvez eu esteja apaixonada.
– Talvez eu também. — ela riu.
Ele pausou o filme, rapidamente, virando-se para ela. Avisou que iria tomar um banho para a brincadeira acontecer depois. Depois de uns 30 minutos dentro do banheiro, ele saiu e Karina entrou. Demorou um pouco, queria ficar cheirosa o bastante para a noite que teriam.
Karina saiu do banheiro, observando o quarto que estava arrumado, e Pedro que estava babando pela advogada.
– Que tal a brincadeira acontecer agora? — Pedro perguntou.
– Eu amaria. — Karina se aproximou e falou pausadamente em seu ouvido.
– Para de ser assim.
– Assim como?
– Fudidamente sexy. — a risada estrondosa de Karina ressoou pelo quarto, contagiando Pedro.
– Você e um safado.
– Você ainda não viu nada, esquentadinha.
Pedro deu um pequeno tapa em sua bunda, e se afastou, fazendo-a rir. Foi em direção de seu armário, pegando a Vodka e o questionário, que havia elaborado enquanto Karina estava no banho.
– Em que lugar quer jogar, na cama ou no chão? — perguntou para a loira.
Karina encarou os dois lugares, e optou pela cama, subindo nela. Pedro riu e subiu na cama, se sentando na frente da esquentada, colocando a Vodka deitada na sua frente e o papel do questionário na sua frente. Os olhos de Karina estavam escuros, as pupilas dilatadas e olha que Pedro não havia bebido nem um pouco de vodka em seu corpo.
– Lembra-se das regras do jogo? — Pedro pergunta, divertido. Karina mordeu o lábio e concordou. — Vou começar. Primeira pergunta: Onde aconteceu nosso primeiro beijo?
Karina levou a mão ao queixo, pensativa. Pedro estava louco para ela acertar, não via a hora de beber aquilo liquido em seu corpo.
– Nosso primeiro beijo, hmmmm. Não sei se me lembro... Foi no show do Charlie Brown?
– Errado. — suspirou. — Na praia, quando a gente tava discutindo.
– No fundo eu sabia que era isso, eu sabia.
Ela estava quase gritando, Pedro não teve como não rir.
– Próxima. — ele sorriu e se ajeitou. — Qual o nome da musica da Bastille que eu mais gosto?
– Essa e claro que eu sei. Pompeii.
– Uhum, resposta certa. — sorriu com malícia e abriu a garrafa de vodka. — Escolha um lugar no seu corpo onde eu possa matar minha sede, Karina.
Karina chegou com o corpo para trás e se apoio nas mãos, encarando Pedro com intensidade. A advogada passou os dedos pelos lábios e falou:
– Acho que vamos começar pela boca.
– Abre a boca e fecha os olhos.
Pediu um pouco rouco pela ansiedade e ela logo o obedeceu. Ele molhou o dedo na vodka e deslizou pelos lábios dela. Quando percebeu que era o bastante, derramou um pouco do liquido em sua boca, e se aproximou. Tirou a garrafa de perto, selando seus lábios nos de Karina, chupando, logo em seguida. Colocou sua língua dentro de sua boca e sugou sua língua por alguns segundos, estava se deliciando. Se afastou e riu, após perceber a frustração da advogada.
– Próxima. Que dia a gente começou a trabalhar juntos, não no mesmo escritorio, na firma?
– Dia 2 de abril de 2013. — falou. — Eu acho que foi isso.
– Correto. Escolha o lugar.
– Eu quero... Aqui. — levantou um pouco a blusa e apontou para o local embaixo do seio.
Era isso que ele queria. Que ela entrasse na brincadeira. Com calma, ergueu a garrafa e derramou um pouco sobre a pela arrepiada da loira. Aproximou sua boca daquela região, lambendo a vodka que melava sua pele. Karina gemeu baixinho, fazendo Pedro sorrir. Colocou a boca, novamente, e sugou, deixando uma pequena marquinha vermelha na região. Se afastou, voltando para seu lugar.
– Próxima, Karina. Qual o autor do filme Mercenários, que a gente assistiu?
– Isso e serio? — ele assentiu. — Eu não sei. Posso pular?
– Nada de pular. Vou dar como errada, então.
Ela suspirou frustrada, fazendo-o sorrir.
– Próxima. — leu a pergunta. — Qual o nome da cantora da banda Paramore?
– Hayley. Williams. — falou pausadamente.
– Exato.
– Aqui. — passou a mão pelo pescoço.
Pedro sorriu. Se aproximou dela e derramou a vodka por seu pescoço, parte do liquido escorreu para frente, sumindo no meio dos seios de Karina. Aproximou sua boca daquela região, lambendo a vodka. Karina gemia cada vez que a língua de Pedro entrava em contato com a sua pele. Quando deu-se por satisfeito, se afastou e voltou a sua posição.
– Posso fazer a ultima pergunta?
– Deve. — sua voz falhou e ele riu.
– Qual o nome da minha sobremesa favorita?
– Pudim de leite.
Ele quis vibrar. Queria glorificar pela resposta certa.
– Certo.
Ele pegou a garrafa. Ja estava bêbado, e não era da bebida e sim de desejo pela advogada.
– Aqui. — apontou para sua pelve.
Pedro sorriu malicioso. Desceu um pouco sua calcinha e derramou a vodka ali. Deslizou a língua com calma ao redor, sentindo sua pele se arrepiar. Ergueu os olhos para olha-la e ela estava o observando. Seus lábios separados em uma respiração rápida e forte, e a emissão de murmúrios baixos, o faziam delirar. A cena de Karina o observando lamber sua pelve, o deixou excitado ao extremo. Para terminar, ele levou sua boca ao local e deu um chupão, chupão de verdade. Karina gemeu e apertou uma coxa na outra sob ele.
– Não faz isso. — ele a repreendeu.
– Isso o que?
– Você sabe bem. — ergueu-se para encara-la melhor.
Ela assentiu. Ele sorriu e se sentou.
– Tem uma pergunta bônus.
– Faz. — ela falou, entusiasmada.
– Qual apelido que eu te chamo? — ela sorriu, a resposta era obvia.
– Esquentadinha.
– Exato. Escolha o lugar.
Abaixou a alça da blusa e passou um dos dedos pela clavícula. Não tinha lugar que mais o excitava do que clavícula, ainda mais a de Karina. Ele suspirou. Derramou um pouco de vodka na mão e levou ate a clavícula da esquentada, molhando a região o máximo que conseguiu. Curvou-se para alcançar o local e ela o ajudou, curvando-se um pouco para trás. Colocou a garrafa a seu lado e segurou em sua cintura. Fechou os olhos e chupou, apertando sua cintura. Karina estava, praticamente, ronronando e gemendo. E Pedro nunca havia ficado tão excitado com um gemido. Ergueu seus olhos para admira-la.
– Por que parou? — ela sussurrou e abriu os olhos, o encarando.
– Porque eu já terminei. — ele disse com dificuldade, sua voz estava fraca.
– Continua.
– Você esta acabando com a brincadeira. — ele riu.
– Eu não me importo. Inclusive... E só brincadeira?
– Não sei. Realmente, eu não sei.
Ela se sentou e selou seus lábios nos seus, enroscou sua língua na dele, ferozmente. Aquele era um beijo cheio de desejo.
– Karina. — ele sussurrou.
– Que e?
– Não faz isso.
– Eu não to fazendo nada. Eu acho que você que deveria fazer. — provocou.
Pedro ficou por cima de Karina. E em poucos instantes estavam apenas de roupas intimas, ela beijava o pescoço do descabelado, enquanto, ele apertava seus seios, fazendo-a arfar.
Pedro deslizou sua mão pela cintura da advogada, logo indo em direção ao fecho de seu sutiã, e não demorou muito pra ele achar, sorrindo vitorioso. Ele passou a chupar um deles, enquanto sua mão acariciava o outro. Sua língua rodeava o bico do seio de Karina, que gemia baixinho, toda vez que a mão de Pedro entrava em contato com seu corpo. A mão dele desceu até sua intimidade, passando os dedos por lá, Karina mordeu o lábio contendo gemidos.
Ele adentrou sua língua na intimidade de Karina que já estava encharcada de tesão. Então, um calor instalou-se na área tocada. E em movimentos circulares, usava a ponta de sua língua para estimular seu clitóris, sua saliva se misturava com os fluídos que ele sugava com tanto gosto. Então ele enfiou sua língua em seu sexo, abocanhando-o todo, estava se deliciando, fazendo-a apertá-lo contra ela mesma. Ela puxava sua cabeça, controlando a pressão que a satisfazia enquanto ele a chupava com vontade. Não demorou muito para que seus gemidos se tornassem frequentes e que Karina o molhasse todo num gozo intenso. Os lençóis haviam sido arranhados, assim como suas costas. Ela o empurrou, levemente, fazendo ele se deitar novamente.
A campainha soou, assustando os dois. Pedro se levantou e falou que iria atender, se vestindo para não assustar quem estava tocando. Caminhou ate a porta e a abriu, encarando o senhor a sua frente.
– Sera que da pra pedir pra sua parceira fazer menos barulho? Eu estou tentando dormir.
– Desculpa. — Pedro pediu, envergonhado.
Ele fechou a porta e seguiu ate o quarto. Riu, assim que se deparou com Karina.
– Faça menos barulho. Foi o vizinho que pediu. — ele falou.
– Ah meu deus.
Eles riram. E ele se deitou. Aquilo sim, era o que ele podia considerar um paraíso.
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