Notas iniciais
Demorei muito pra atualizar a fic né? Mil desculpas! Ah, obrigada pelos comentários. Boa leitura.

Angela Rizzoli caminhava rapidamente pela rua, os únicos barulhos que se ouviam eram de seus incômodos saltos, além dos pensamentos que repreendiam a filha por não atender horas atrás ao telefonema de Maura. “Jane só pode estar dormindo e não ouviu o telefone!”, ela pensou.

De repente, ouviu um choro, não de uma pessoa, mas sim de um animal. Já o tinha presenciado antes, principalmente quando Jane não lhe dava atenção. Só podia ser Jo Friday. E de fato era, pois assim que viu Angela, o cão correu até ela, puxando-lhe a barra da calça com força.

– O que foi? — ela perguntou, e em resposta, Jo saiu em disparada de volta para a casa. Parecia até que queria mostrar algo.

Angela seguiu, e aterrorizou-se com a imagem que presenciou: Jane estava no chão, completamente inconsciente.

...

Enquanto analisava cuidadosamente o cadáver ensaguentado, Maura Isles perdeu seu foco por alguns segundos ao olhar para a porta. Por mais racional e discreta que fosse não conseguia enganar a ninguém, muito menos Vince Korsak.

– Jane vai chegar logo — ele falou.

A médica legista sorriu como se dissesse: “Tenho certeza disso”, e voltou ao trabalho.

– O que seria? — Korsak apontou para uma poça seca de cor avermelhada no carpete — Sangue?

– Preciso analisar — ela respondeu — Mas com dois tons abaixo da cor do sangue da vítima, e por ter a aparência menos densa, significa que não há glóbulos vermelhos e... — foi interrompida por uma ligação — Angela?...

A voz de Maura vacilou assim que própria ouviu soluços do outro lado da linha.

...

P.O.V JANE ON

Eu procurava Maura em sua própria casa, e depois de quase desistir, ouvi solução vindos do quarto dela- o único cômodo em que não havia vasculhado.

E lá estava ela, abraçada com o travesseiro, seus olhos cheios de lágrimas prontas para cair, inchados e com a maquiagem borrada, parecia ainda mais vulnerável. Nunca a vi daquele jeito, e olha que eu a conheço há muito tempo.

– Maur? — perguntei me aproximando, mas ela me ignorou por completo.

Logo seu celular tocou, e com certa dificuldade, devido as mãos tremulas pelo nervosismo, atendeu:
– Alô? — houve um silêncio assutador — Sim, eu vou te ajudar com o enterro, Angela.

– De quem? — eu perguntei, tentando segurar os ombros dela, mas minhas mãos a ultrapassaram, como se ela não estivesse ali, ou eu não estivesse.

– Jane precisa de um funeral digno. — ela acrescentou — Até mais tarde.

– Maura! — eu gritei — Eu estou aqui!

Mas ela afundou seu rosto no travesseiro e começou a chorar novamente. Naquele momento, minhas pernas fraquejaram e eu caí de joelhos, não senti nenhuma dor, mas só queria chorar, e eu não conseguia.

– Por favor, me escuta! — eu implorei.

Aquele silêncio me corroia, e eu nada podia fazer.

– Maura! — eu gritei com todas as minhas forças.

Se sonhos são feitos de sentimentos conflitantes, com certeza a minha vida estava um verdadeiro caos.

P.O.V JANE OFF

...

Podia-se ver uma mulher em prantos escorada em uma das paredes frias do hospital, próxima a porta de um dos quartos, mal sabiam os curiosos de que ela era a renomada Dra. Isles, mas naquele momento, agia como a frágil Maura.

– Um glioma? — ela peguntou para si mesma com um tom baixo — Por que ela?

E secando algumas lágrimas, voltou a escutar a conversa no interior do quarto.

– Ma, me promete que não vai contar nada pra Maur, nem pra ninguém! — Jane tinha a voz alterada — Quando eu morrer, todos podem sentir pena, mas não agora... Por favor, é meu último pedido.

– Tudo bem — Angela falou.

Quando Jane disse: “Morrer”, era como se uma faca tivesse atravessado o peito de Maura, e ainda por cima, achava que teria pena dela.

Maura não sabia o que fazer, sempre estava preparada para situações como aquela, mas agora era diferente. Era sua melhor amiga, sua confidente, e acima de tudo, a pessoa que ela mais amava no mundo.

Ela “despertou” de seus pensamentos quando alguém fez a menção de abrir a porta, saiu rapidamente dali, e tendo a certeza de que ninguém a viu foi embora para se recuperar do estado em que se encontrava antes de reencontrar Jane novamente.

– Vai ser como se eu nunca tivesse escutado a sua conversa- ela falou para sim mesma — Seu último pedido será atendido, ninguém precisa saber.

Agora, Maura tinha uma ideia na cabeça, e tinha que torná-la real.

"Quando você me disse que iria embora

Eu me senti como se não pudesse respirar

Meu corpo dolorido caiu no chão".

So cold — Ben Cocks

Notas finais
Eu estava pensando em escrever capítulos menores, assim eu atualizaria mais rápido, o que vocês acham?