Last Chance

15 Capítulo 14 - Dia D


Notas iniciais
Gente AMEI todos os comentários!!!Nem acreditei quando vi que tinha recebido duas recomendações lindas *--*Muito obrigada biaventura e Nany Stewart me emocionei com as palavras de vocês :') É tão bom saber que estão gostando da história. Espero que continuem curtindo :)Dedico esse capítulo a vocês e as lindas leitoras que me acompanham. Prontas para a queda do Edward???Percebi que juntando os reviews vocês acertaram em cheio o que vai acontecer, mas acho que o final do capítulo e alguns detalhes podem surpreender 0.0Espero que gostem ;)

Edward POV

Serenava, a fraca chuva caia fazendo com que o frio que eu já sentia piorasse, não era um frio físico, porém meu corpo inteiro parecia congelado conforme eu via o caixão de meus pais diante de mim, haviam várias pessoas ao redor, mas eu não percebia ninguém, nem as palavras que o pastor dizia. Receber a noticia que meus pais haviam sofrido um acidente só não foi pior do que descobrir que eles estavam a caminho do meu apartamento aquela noite, com certeza para me dar algum sermão. Senti um toque gentil em meu ombro, virei meu rosto e me deparei com um dos amigos de meu pai, simplesmente assenti. Eu só conseguia pensar em uma pessoa que eu gostaria que estivesse aqui comigo, Isabella era a única que seria capaz de me trazer algum conforto. Então como se atendesse meu pedido eu a vi se aproximando, porém antes que fosse na sua direção percebi que não estava sozinha, quando o vi ao seu lado senti minha raiva e razão voltar com tudo, ele era o culpado por tudo isso e ela também, foi por culpa deles que briguei com minha mãe e por causa deles que meus pais estavam chateados comigo. Fui como um foguete até onde estavam, minha raiva aumentando a cada segundo, quando finalmente me aproximei de onde estavam, ela levantou a cabeça e me encarou, não pude ver seus olhos através dos grossos óculos escuros que usava, ela se agarrava fortemente ao ser que a abraçava, fazendo com que eu finalmente explodisse.

– O que esta fazendo aqui? — Perguntei rudemente. Ela pareceu em choque com minha reação.

– Vim me despedir dos meus pais Edward. — Murmurou com a voz embargada.

– Eles são meus pais, não seus. — Respondi grosso. — Você é só uma vagabunda que eles pegaram para criar por pena. — Antes que me desse conta senti um golpe no meu rosto e cai no gramado sentindo o gosto de sangue na minha boca, olhei para cima e vi o namorado dela ofegante me olhando com ódio mortal. — Nunca mais diga isso seu projeto de gente! — Disparou irritadiço. — OUVIU? — Gritou e tentou se aproximar novamente entretanto Isabella o segurou.

– James! Pare! — Pediu segurando seu braço, o modo que ela me olhou machucou muito mais do que o soco que havia recebido. Percebi que todos olhavam a cena com curiosidade. — Ele não vale a pena. — Soltou com desprezo me encarando. — Você é insignificante, baixo e vazio Edward, Esme e Carlisle não mereciam um filho assim. — Isabella disse amarga, fazendo com a dor em meu peito aumentasse. — Faça muito bom proveito da sua vida frívola. Vamos Jay. — Chamou o tal cara e o puxou para saírem dali, ele a abraçou e ela colocou a cabeça em seu tórax. A cena fez um pressão ainda maior se apossar do meu peito, eu via a única pessoa capaz de me curar indo embora com outro, por minha culpa.

– Edward. — Virei e vi o advogado que estava encarregado de tudo me chamar. — Esta na hora. — Avisou, com certa dificuldade me levantei e voltei ao lugar que estava antes. Pensei no que Isabella havia dito e pela primeira vez eu tive que concordar com ela, meus pais não mereciam um filho como eu. Enquanto via os caixões sendo sepultados eu sentia que não eram só eles que tinham morrido e sim eu também, por que naquele momento percebi que tinha perdido tudo o que eu mais amava, meus pais e Isabella.

A chuva havia aumentado, era como se os céus também chorassem a perda dos meus pais, porém eu não conseguia solver sequer uma lágrima, olhava distraído as gotas baterem na janela da sala do escritório de meu pai. Como foi de seu desejo, o testamento seria lido após seu sepultamento, me virei assim que percebi o advogado se aproximar.

– Pronto? — Assenti e me sentei na cadeira em frente à mesa que meu pai costumava trabalhar, a lembrança trouxe um gosto amargo na minha boca. O advogado se sentou na cadeira e abriu uma pasta cheia de papéis. Confesso que fiquei confuso por Isabella não ter sido chamada, tinha certeza que meu pai ia deixar algo para ela, talvez tenha se recusado a vir depois do que eu disse. Eu queria pedir desculpas pelo modo estúpido que agi, mas ao mesmo tempo não achava que ela merecia, devia estar fingindo e só estar interessada na herança. O advogado começou a ler o testamento e eu pude finalmente deixar de pensar nela. — Eu, Carlisle Cullen deixo todos os meus bens aos cuidados de meu advogado Eleazar Denali para administrar e cuidar. — Me levantei em um átimo.

– Que merda é essa? — Disparei exasperado, o advogado suspirou calmamente.

– Era o desejo de seu pai Edward, ele não queria que você destruísse o patrimônio que ele construiu. — Destruir? Eu?

– Desejo dele uma ova, aposto que falsificou esse documento e esta tentando me dar um golpe.

– Claro que não, sempre fui muito honesto e nunca faria algo desse tipo, além disso o documento esta assinado por mais três testemunhas que afirmam o desejo do seu pai.

– Não me assusto com esse seu papo furado, vendo o meu carro e procuro um advogado para reverter isso. — Ele balançou a cabeça negativamente.

– Sinto muito Edward, mas o carro, seu apartamento e sua conta no banco estão todos no nome do seu pai e a partir de hoje você não tem direito de usufruir nenhum desses bens, e não vai adiantar nada procurar outro advogado para defender sua causa pois este documento é inviolável. Eu sinto muito, mas você não tem direito a mais nada. — Eu não sabia o que dizer ou como reagir.

– Mas onde vou morar? — Perguntei chocado.

– Me desculpe, mas isso não é meu problema. Se quiser posso te oferecer um trabalho como auxiliar administrativo na empresa.

– O que? Eu sou o dono daquilo. Como você ousa me oferecer um emprego desses? — Disparei enfurecido.

– Você era o dono, não posso te oferecer nada melhor haja visto que acabou de sair da faculdade e não tem experiência suficiente.

– Eu não quero esse empreguinho, fique sabendo que vou procurar sim outro advogado e provar que essa merda de testamento foi falsificado.

– Faço o que bem entender. Com licença. — Disse indo em direção da porta. — Espero que saia do apartamento até o fim do dia, quero deixar claro que tudo o que pode pegar lá são suas roupas e que se pegar qualquer outro objeto será considerado roubo. — Declarou antes sair. O que? Para onde eu iria? Com que dinheiro? Talvez pudesse procurar Isabella, afinal de contas o apartamento que morava tinha sido presente dos meus pais, eu estava certo afinal, para ela eles deixaram alguma coisa. Eu podia procura-la, mas duvidava que iria me ajudar, principalmente depois de tudo o que lhe disse.

Fui praticamente expulso da casa que cresci, eu me senti deslocado e sem saber o que fazer. Eu devia estar tendo um pesadelo e nada disso era real, não tinha como ser verdade, sentei na calçada, colocando a mão na cabeça desesperado, pelo menos a chuva tinha dado uma trégua.

Depois de pensar um pouco, tomei uma decisão, ia procurar meus amigos, com certeza eles iam me ajudar.Peguei um táxi e fui até a casa de Marcus, ele me atendeu e disse que não podia fazer nada por mim, argumentei que precisava de um advogado e que ele podia me ajudar, sua resposta foi como um tapa na cara. “Você não pode pagar meus honorários”. Sai de lá cabisbaixo e me dirigi até a casa de Caius, com a certeza de que ele me ajudaria. Toquei a campainha de seu apartamento e ele me deixou subir, assim que viu meu estado se assustou.

– Edward o que houve? — Perguntou olhando meu terno todo desarrumado e meu rosto acabado.

– Meu pais morreram, lembra? — Respondi sarcasticamente.

– Nossa verdade. Sinto muito por não poder ter ido, mas sabe como é né? Tava com uma delícia aí e não deu para ir. — Se desculpou. Belos amigos eu tinha.

– Eu preciso de sua ajuda. — Disse e comecei a explicar tudo o que tinha acontecido.

– Cara não acredito que seus pais fizeram isso. — Falou abismado.

– Bem vindo ao clube. — Respondi sem emoção. — Vai me ajudar? Eu juro que te pago assim que puder.

– Olha Edward, não é que não queira te ajudar, mas nós sabemos que você não poderá me pagar e isso vai afetar nossa amizade, sinto muito mas prefiro não misturar as coisas. — O encarei incrédulo.

– Você sequer ouviu o que eu disse? — Perguntei alterado. — Eu perdi tudo porra! E você vem me dizer que se me ajudar vai perder minha amizade? Que tipo de amigo é você?

– Se você vai perder a cabeça vou ter que pedir que se retire antes que chame os seguranças. — O olhei chocado.

– Não vai ser preciso. — Respondi seco e sai pela porta. Eram essas pessoas que eu considerava como meus amigos? Procurei mais algumas pessoas que conhecia só para bater com a porta na minha cara, parecia que a notícia sobre minha pobreza já tinha se espalhado. Agora que eu não tinha nada, ninguém queria estar perto de mim, senti pela primeira vez o gosto da rejeição, sentei em um banco e tentei pensar no que faria. Eu só conseguia pensar em uma pessoa, Isabella, aposto que ela devia estar rodeada por seus amigos e seu querido namorado, tinha certeza que se a procurasse iria me enxotar como um cachorro também, além de ficar feliz em ver como eu tinha chegado ao fundo do poço, mas eu não daria esse gostinho a ela, por hora tinha que pensar onde passar a noite, estava difícil acreditar na situação em que eu me encontrava, há menos de vinte e quatro horas eu dormia tranquilo na minha cama, coberto com lençóis de cetim e cobertas aveludadas, agora tudo o que eu tinha era meu terno já molhado pela chuva que tinha tomado. Meu cansaço me tomou de tal forma que acabei deitando no banco e antes que percebesse havia dormido.

Um mês. Já fazia um mês que eu vagava pelas ruas sem rumo, as vezes dava sorte de arrumar uma vaga no abrigo para dormir, mas esse não era o pior, ainda tinha que enfrentar o frio e a fome, peguei grande parte das roupas que estavam no meu apartamento e vendi, não deu para pegar nada de valor já que um segurança ficou todo o tempo do meu lado, o dinheiro que não era muito logo acabou, tentei inutilmente utilizar meu cartão só para descobrir que ele já não valia mais nada, era real, eu estava sem nada e sozinho. Eu me sentia cada dia pior, a tosse e a dor no corpo só pioravam meu estado. Vagava pelas ruas sem rumo somente com um cobertor, infelizmente eu perdi minha vaga no abrigo e ia ter que arrumar algum canto para dormir e tentar me aquecer, mexi nos lixos e achei um pedaço de pão, pelo menos não sentiria fome esta noite. Caminhava lentamente quando fui abordado por três rapazes.

– Hei olha o que temos aqui? — Um deles falou.

– O que vocês querem? — Ousei perguntar.

– Olha só, um mendigo valente. — Zoou um outro que vinha por trás e me empurrou. Eles riram quando me desequilibrei e cai no chão. — Isso vai ser divertido. — Disse com um sorriso maldoso. Subitamente senti um soco forte no meu estômago me deixando sem ar.

– Retruca agora seu nojento. — Provocaram, me chutando de novo. — Acho que esse valentão merece algo a mais. — Assim que falou senti algo duro bater em minhas pernas, olhei um pouco desnorteado e vi um pedaço de madeira. No segundo seguinte socaram meu rosto. — O que tá olhando? Hein? — Socaram de novo e de novo. Minha garganta queimava pelos chutes que recebia, sentia minhas forças se esvaindo aos poucos. Esse era o meu fim, sozinho, sujo e doente, conforme a escuridão me tomava, eu via minha vida passando pela minha mente como um filme, o modo grosso como tinha tratado minha mãe, o irresponsável que havia sido com meu pai e o canalha sem coração que fui com Isabella, foi então que ouvi sua voz suave ecoando e mostrando que tudo o que ela havia me dito estava certo e que eu tinha perdido as únicas pessoas que se importavam comigo.

“Tirando o dinheiro e a beleza o que você tem para oferecer para alguém? Nada!”

“Eu não preciso me vingar, tenho certeza que você mesmo se encarregará de acabar com sua própria vida.”

“Seu destino é ficar sozinho, tem sorte dos seus pais te amarem, pois você é uma pessoa podre.”

“Pode esperar Edward, o que é seu vai chegar e você vai pagar por tudo o que me fez.”

“Você é insignificante, baixo e vazio Edward, Esme e Carlisle não mereciam um filho assim.”

“Faça muito bom proveito da sua vida frívola.”

Isabella estava certa, quem poderia amar uma pessoa podre, fútil, miserável e vil como eu? Agora eu pagava por tudo de ruim que tinha feito, perdi meu dinheiro, meus pais, minha posição social e o que mais me doía, eu tinha perdido Isabella. Em meus minutos finais me permiti pensar no melhor momento da minha vida, quando eu a tinha em meus braços e estávamos felizes.

Tudo o que eu queria era uma chance de mostrar que eu podia ser diferente, que eu podia mudar, mas conforme a dor aumentava e eu sentia o sangue na minha boca percebi que era tarde demais para uma última chance, eu tive tudo o que queria, mas não soube dar valor.

Foi me lembrando do seu belo rosto e ouvindo sua doce voz que eu finalmente sucumbi a dor e deixei a escuridão me levar.

“Eu quero você Edward.”

Notas finais
Vivas ainda????Quem ai amou o soco que o James deu no Edward levanta a mão oI e o que a Bella disse hein, destruiu ele por completo! Eu ia deixar o assunto do testamento se desenrolar na historia, mas sei que a maioria vai achar estranho o Carlisle deixar o Edward sem nada, então decidi esclarecer alguns pontos agora: - Não sou advogada e tomei a liberdade de usar a ficção quando escrevi esta parte para dar mais dramaticidade; - A intenção do Carlisle não era deserdar definitivamente o Edward e sim dar um choque de realidade nele, mesmo por que ele não poderia fazer isso; - Edward e Bella são os herdeiros, afinal de contas nenhum dos dois matou ninguém para ser deserdado; - A fortuna não foi deixada para Eleazar e sim para ele administrar; - Eleazar não esta enganando o Edward só seguindo o que lhe foi instruido por Carlisle, ele sabe muito bem que o Edward pode recorrer e que vai ganhar, seu objetivo é dificultar isso o máximo que puder caso ele entre com a ação; - Por hora o Edward vai esquecer sobre o assunto devido a atual condição dele, mas essa herança não é assunto acabado. Bom é isso, não direi mais nada senão fica sem graça :) No próximo teremos o destino final do Edward. Algum palpite?Quem quiser pode conferir os trechos, fotos e trilhas deste capítulo e do próximo na página do face:https://www.facebook.com/pages/New-Moon-Fanfics/454837641264056 Bjs e até o próximo ;)