Last Chance

16 Capítulo 15 - Anjo


Notas iniciais
Dando pulinhos igual a Alice. Muito feliz por terem gostado do capítulo anterior e por todos os comentários *--*Vamos ao capítulo de hoje...Desejo sinceramente que não me degolem :}Espero que gostem ;)

Bella POV

O último mês tinha sido um dos mais difíceis da minha vida, eu fiquei sem chão ao saber da morte de meus pais, por mais que o Edward dissesse que eles não eram, era assim que eu me sentia e eu sabia que eles também me amavam como uma filha. O que Edward disse no enterro me machucou, eu queria saber o que eu tinha feito a ele para que me odiasse tanto, felizmente eu tinha ao meu lado, James e meus amigos, eles foram fundamentais para que eu não me entregasse a dor pelo morte de Esme e Carlisle, estava todo mundo triste com o que tinha acontecido e muito revoltados com Edward. Eu não podia dizer nada, pois tinham toda razão para estarem assim.

Eu me recuperava aos poucos e hoje o dia estava me ajudando e muito, tinha acabado de sair do trabalho e recebido a promoção que tanto queria, avisei James e ele me disse que faria um jantar especial para comemorar, fui contente caminhando até em casa quando ao passar por uma praça próxima ao meu apartamento eu ouvi um gemido, vi um homem deitado no chão se remexendo, me aproximei com cuidado. Oh! Não podia ser. Cheguei perto e afastei um pouco de seus cabelos. Eu não conseguia acreditar no que meus olhos viam, era Edward, todo machucado, seu rosto estava todo cortado, passei minha mão pela sua testa e percebi que estava queimando de febre, sem pensar peguei meu celular e chamei uma ambulância.

– O que houve com você? — Perguntei assombrada pelo modo que ele estava. Edward não dizia nada, sequer conseguia abrir os olhos, na hora eu temi pelo pior. Logo os médicos chegaram, disse que era sua irmã e fui junto com ele na ambulância, seu estado era deplorável, percebi que vestia a mesma roupa do dia do funeral. Será que ele tinha enlouquecido com a morte dos pais? Ou tinha ficado bêbado e brigado com alguém? As possibilidades para o seu estado não paravam de girar na minha cabeça, em pouco tempo chegamos no hospital, os médicos o levaram e disseram que logo trariam noticias. Eu fiquei na sala de espera só pensando no que faria. Edward não tinha outros parentes ou alguém que cuidasse dele. Não! Eu não faria isso. Não depois de tudo o que ele me fez. Aposto que se eu o ajudasse ele iria arrumar um modo de me humilhar. Faça pelos seus pais Isabella. Pensei em Esme e Carlisle e no quanto eles amavam o filho. Eu devia isso a eles, não poderia virar as costas a Edward, não por ele, mas pelos meus pais. Fiquei um tempo interminável lutando comigo mesma sobre o que era o certo a fazer e o que eu realmente gostaria de fazer e parecia cada vez mais difícil decidir um caminho.

– Senhorita? — Ouvi me chamarem. Olhei e vi o médico que atendeu Edward parado diante de mim.

– Como ele esta? — Perguntei me levantando.

– Os ferimentos foram sérios, tem vários cortes e escoriações no rosto e no corpo, três costelas quebradas, um corte profundo na garganta e parece estar com um forte resfriado, felizmente ele foi trazido a tempo, pois o sangue já estava fechando suas vias respiratórias e em pouco tempo ele poderia ter morrido. — Quando o médico mencionou a palavra morte eu gelei.

– Mas ele vai ficar bem não é? — A preocupação na minha voz era latente. Ele sorriu.

– Sim, já fizemos os curativos e limpamos o sangue de sua garganta, assim como já demos alguns pontos e ministramos alguns remédios.

– E quando ele poderá sair?

– Darei alta amanhã à tarde. Ele precisa de repouso absoluto e não pode de modo algum se exaltar ou falar demais, caso contrário os pontos podem abrir.

– Eu tomarei todos os cuidados. Posso vê-lo?

– Claro, é só seguir esse corredor e virar na terceira porta à esquerda. — Agradeci e segui até o quarto. Edward estava deitado e parecia dormir, evitei chegar mais perto dele, seu rosto estava muito machucado, ele tinha uma faixa cobrindo todo o seu peito. Não suportei ficar ali muito tempo e fui para casa.

Abri a porta do meu apartamento e senti os braços de James ao meu redor ao mesmo tempo que entrei.

– Amor eu fiquei louco de preocupação. Onde você estava? — Perguntou segurando meu rosto. — Bella? — Me chamou preocupado.

– Desculpa Jay. Acabei esquecendo de te avisar. — Respondi indo em direção da sala e me jogando no sofá.

– O que aconteceu? Você parece péssima. — Comentou se sentando ao meu lado.

– Encontrei com Edward. — James franziu o cenho.

– O que aquele imbecil fez agora? — Essa conversa seria mais difícil do que eu podia imaginar.

– Eu achei ele jogado no chão todo machucado.

– Sério? — Perguntou perplexo. Assenti.

– Chamei a ambulância e fui com ele para o hospital. Segundo o médico se eu não tivesse aparecido ele poderia ter morrido. — Minha voz falhou.

– Aposto que se embebedou e se meteu em uma briga.

– Não sei, ele não cheirava a bebida.

– Eu sei que esta chateada amor, mas não adianta ficar assim por causa dele, é um irresponsável. — Respirei fundo antes de jogar a bomba.

– Eu decidi trazer ele para cá quando tiver alta. — Disparei.

– O que? Por que?

– Ele não pode ficar sozinho Jay, precisa de alguém que o ajude.

– Que peça ajuda a uma das mulheres que ele leva para cama ou seus amigos milionários. Você não tem que fazer isso Bella.

– Eu tenho sim. — Retruquei.

– Claro que não, você não deve nada a ele.

– Ao Edward não, mas aos meus pais. — Respondi séria. — Vou fazer isso por eles James.

– Bella o Edward não merece qualquer consideração da sua parte, nem mesmo pela memória dos seus pais, que ele mesmo nunca respeitou.

– Eu vou fazer isso James, você querendo ou não ele é a única família que me restou.

– Ele nunca te considerou a família dele. — Respondeu ríspido.

– Isso não importa. Amanhã vou buscar ele no hospital e gostaria muito que ficasse do meu lado, se não quiser aceitar tudo bem, mas eu vou fazer isso. — Falei indo para o meu quarto, antes que chegasse até lá, James segurou meu braço.

– Eu entendo por que quer fazer isso, só não quero que se magoe. — Sorri fracamente.

– Não se preocupe, já estou vacinada contra Edward Cullen. — Ele passou os braços pela minha cintura.

– Não entendo como ele pode ter sido tão rude com alguém como você. — Murmurou no meu ouvido. Não queria nem imaginar o que James faria se soubesse de tudo o que Edward já me fez.

No dia seguinte James me acompanhou até o hospital para buscar Edward, passei praticamente toda a minha noite pensando se o que eu estava fazendo era o certo para mim ou não. Eu estava com muito medo de me magoar novamente e eu sabia que querendo ou não era isso que acabaria acontecendo, mesmo assim eu me via impossibilitada de não ajudar Edward, devia isso aos meus pais. O médico me explicou novamente todos os cuidados que Edward iria precisar, principalmente por causa do corte em sua garganta, quando terminou com as explicações nos levou até o quarto onde ele estava, James preferiu esperar do lado de fora, respirei fundo antes de entrar, estava tomando coragem. Abri a porta lentamente, Edward estava sentado em uma cadeira de rodas devido os ferimentos nas pernas, costas e costelas, ele fitava a grande janela do quarto sem poder me ver, me aproximei lentamente.

– Edward? — O chamei, senti ele ficar rígido. Caminhei até ficar diante dele, Edward me olhava com assombro, como se eu fosse um fantasma ou uma alucinação. Quando ele abriu a boca eu o impedi. — Não diz nada. Sua garganta esta bem machucada. — Expliquei e ele assentiu, com certeza o médico havia falado sobre isso. — Vim lhe buscar. — Disse seriamente. Edward ainda me fitava atônito. — Vamos? — Ele assentiu sem conseguir esconder a confusão em seus olhos, fui atras dele e empurrei sua cadeira. Encontrei James no corredor.

– Olá Edward. — O cumprimentou, Edward somente acenou com a cabeça. — Pronta amor? — Perguntou me abraçando.

– Sim. — Continuei empurrando a cadeira de Edward até o carro, James abriu a porta do passageiro. Ergui minha mão em direção ao Edward para ajuda-lo a entrar, porém quando ele ia segurar em minha mão, James me afastou.

– Deixa que eu faço isso. — Edward abaixou os braços e olhou feio para James, ele não mudava mesmo. — Vai me deixar ajudar ou não? — James questionou Edward, ele bufou e esticou o braço deixando que James finalmente o ajudasse. A viagem até em casa foi silenciosa, quando chegamos James ajudou Edward até que ele estivesse deitado na cama.

– Como esta proibido de forçar sua garganta caso precise de qualquer é só tocar esse sino. — Expliquei mostrando o objeto que ficava no criado. — E aqui também tem um bloco de notas para escrever o que precisar. Agora vou deixar você descansar, logo trarei seus remédios e um caldo. — Antes que saísse Edward segurou minha mão, eu fiquei estática diante do seu toque, meu coração traidor batia acelerado, ele me puxou até que eu estivesse sentada na cama, soltou minha mão e pegou o bloco de notas escrevendo algo com muita dificuldade, depois me passou o papel.

"Obrigado Isabella"

– Não tem o que agradecer Edward. Eu faço isso pelos meus pais. — Respondi seca me levantando e deixando o quarto. Eu não podia deixar Edward me afetar desse modo. Segui até a cozinha um pouco transtornada com toda essa situação.

– E aí como ele esta? — James perguntou.

– Parece bem. — Respondi me sentando no banco em frente ao balcão.

– E você? — O fitei.

– Eu não sei. — Fui sincera.

– Amor se quiser eu posso ver uma enfermeira ou alguém para cuidar dele.

– Não James, eu preciso fazer isso. — Suspirei. — Talvez seja uma forma de deixar o passado para trás.

– Será? — Questionou. — Por que seu irmão não parece ter mudado nada.

– E nem acredito que vá mudar, mas eu quero fazer o que puder por ele. Eu não vou deixar de ser quem eu sou por causa dele, o repudiar em uma situação dessa não seria uma atitude minha. — James sorriu.

– Verdade. — Ele se aproximou e me beijou.

– Eu preciso preparar um caldo para ele jantar.

– Deixa que eu faço. — Se ofereceu, arqueie minha sobrancelha.

– Melhor não, você vai acabar pondo pimenta ou algo parecido. — James riu.

– Por mais que fosse minha vontade juro que não farei nada parecido, faço rapidinho e enquanto isso você toma um banho e dá uma relaxada, sei que dormiu muito mal essa noite. — Suspirei derrotada.

– Obrigada. — Agradeci.

– Sem problemas. — Me beijou. Sai da cozinha e me dirigi até meu quarto, me despi e entrei no chuveiro. Estava tão confusa, ao mesmo tempo que queria ajudar o Edward, tudo o que tinha vontade de fazer era xinga-lo e expulsa-lo de minha casa. Pensei em todos os momentos que passamos juntos e tudo o que ele me fez, eu não seria capaz de seguir em frente com isso se não o perdoasse, caso contrário acabaria jogando o prato de sopa quente na cara dele, fiquei imóvel por vários minutos debaixo da forte ducha, tentando achar uma saída para a minha situação, foi então que me lembrei do conselho de minha mãe, não Renée, mas sim da mulher que cuidou de mim e me amou durante anos, Esme, parecia até que podia ouvir sua voz calma dizer, " Não guarde rancor ou raiva de ninguém. Só quem sofre com isso é você mesma." Ela tinha toda a razão, quem estava sofrendo com tudo isso era eu, se queria ajudar Edward de verdade, eu tinha que o perdoar de coração e tentar começar de novo, se ele agisse como sempre e fosse grosso e estúpido, pelo menos eu saberia que tinha feito a minha parte. Respirei fundo e pensei novamente em tudo o que passamos, todas as humilhações, magoa e dor que ele me infringiu, chorei deixando que a água levasse tudo embora. Quando sai do banho me senti leve, me vesti e fui para a cozinha. O cheiro do caldo de James invadia todo o ambiente. — Hum isso parece delicioso. — O elogiei abraçando seu corpo.

– Experimenta. — Ele pegou uma colher e levou até minha boca.

– Nossa esta ótimo e sem pimenta. — Apontei e nós rimos.

– Você parece bem melhor. — Comentou me observando.

– O banho me fez muito bem. — Respondi sorrindo, ele me beijou. Se afastou e suspirou.

– Infelizmente tenho que ir para o restaurante. Vai ficar bem? — Assenti, ele segurou meu rosto e me beijou novamente. — Você é fantástica. — Me deu mais um beijo e se despediu. Enquanto esperava o caldo esfriar, aprontei uma bandeja com o remédio e os curativos que faria depois que Edward se alimentasse, me dirigi até o quarto e quando entrei ele virou a cabeça me observando.

– Hora do jantar. — Anunciei, mas Edward não se moveu. Coloquei a bandeja sobre a cama. — Vamos Edward, esta uma delicia. — Ele negou. — Por favor. — Pedi, ele balançou a cabeça novamente. Suspirei. — Se não quiser comer tudo bem, mas precisa tomar seu remédio. — Avisei lhe passando o copo com água já misturado com seu remédio para dor, com certo esforço ele levantou o tronco e o ajudei a tomar. Peguei o copo e o coloquei no criado, me sentando na cama em seguida. — Posso fazer seus curativos? — Perguntei pegando o algodão e o anti-séptico, Edward assentiu, comecei a fazer os curativos em seu rosto com muito cuidado, ele em momento nenhum tirava os olhos de mim, o que estava me deixando sem graça. — Pronto terminei. — Disse guardando tudo o que tinha utilizado. O olhei. — Come só um pouco. — Tentei pedir novamente. Edward se sentou na cama com dificuldade, coloquei a bandeja em seu colo, ele tentou segurar a colher, mas parecia não ter força suficiente para levanta-la, pois pouco depois que tentou levar o caldo até boca a colher escorregou de sua mão caindo no prato e espirrando para todo o lado, Edward encostou na cama e abaixou a cabeça envergonhado, peguei um pano que estava na bandeja e passei por onde tinha respingos do caldo. — Hei não fica assim. — Disse tentando levantar seu ânimo. — Logo você estará melhor. — Continuou imóvel. — Edward olha para mim. — Pedi, ele levantou a cabeça e me olhou, peguei a colher e levei até sua boca, ele me encarava chocado. — Você não quer que eu faça aviãozinho né? — Brinquei arqueando minha sobrancelha. Edward abriu a boca e o alimentei, ele comia com gosto. — Mais? — Edward assentiu. — Não disse que estava bom. — Comentei enquanto dava outra colher em sua boca, antes que percebesse o prato estava limpo. — Muito bem. Comeu tudo. — O parabenizei, Edward continuava sério. — Qualquer coisa é só me chamar ok? — Ele assentiu e se deitou. Me retirei levando tudo para a cozinha, deixei tudo na pia, peguei a caixinha de curativos e coloquei sobre o balcão. Me sentia entorpecida pelo o que tinha acabado de acontecer, quando decidi deixar tudo para trás não pensei que conseguiria trata-lo dessa forma tão natural, mesmo assim me senti bem ao fazer isso, em paz. Quem sabe esse não poderia ser um novo começo para ele e também para mim? Talvez pudéssemos recuperar o tempo perdido, afinal de contas se minha paixonite boba e sua infantilidade não estivem estragado nossa relação, seriamos como irmãos, sei que Edward rejeitaria veementemente isso, como sempre fez, mas agora a vida tinha dado mais uma chance para consertamos esse nosso relacionamento maluco e sermos o que deveríamos ter sido desde o inicio, uma família.

Edward POV

Como ela podia me ajudar depois de tudo o que lhe disse? Depois de tudo o que eu a fiz sofrer? Eu sabia que fazia tudo isso pelos meus pais, mas mesmo assim não entendia como podia cuidar de mim com tanto carinho e doçura, até comida na boca ela me deu. Estava admirado com sua atitude. Eu tive que passar pelo pior para ver que o que meus pais diziam sobre ela era verdade, Isabella era simplesmente pura e boa, um anjo, enquanto eu não passava de um monstro, pensava em tudo o que lhe fiz sofrer e em como a humilhei e destruí. Por que eu só fui capaz de ver isso agora? Quando eu já tinha perdido todas as chances de ter ela de novo? Acho que foi mais fácil na época tentar odia-la do que ver a verdade, do que lutar pelo amor que sentia, só que agora Isabella era de outro e eu não tinha mais razão alguma para continuar vivo, eu devia ter morrido, esse sim era o melhor caminho, para mim e para todos. Eu não ia fazer falta para ninguém mesmo, do que me adiantava continuar vivo, olhei no criado mudo e encontrei o que precisava, me sentei com muita dificuldade na cama devido as fortes dores no meu corpo, ignorei o relaxamento que o remédio me dava e peguei o copo que ficava ao lado da jarra de água e o quebrei na quina do móvel cortando a palma da minha mão no percurso, ignorei o sangue e peguei um dos cacos de vidros o pressionando no meu pulso.

– Edward! O que esta fazendo? — Ouvia a voz assombrada de Isabella soar no cômodo, tentei não me importar com isso e pressionei o pedaço de vidro na minha pele, porém antes que fosse mais fundo, ela puxou minha mão. — Para com isso! — A olhei e decidi seguir por outro caminho e gritei, o intuito era abrir os pontos da minha garganta e morrer engasgado com meu sangue. Mas ela foi mais rápida tampando minha boca. — Para Edward! — Segurou firme suas mãos na minha boca me impedindo de continuar, seus olhos estavam úmidos, com algumas lágrimas já escorrendo pelo seu lindo rosto. — Por favor não faz isso. — Pediu chorando, me acalmei o suficiente para que ela parasse de tampar minha boca. — Você se machucou. — Sussurrou consternada olhando para o sangue na minha mão, correu até o banheiro voltando com uma toalha úmida limpando o corte, sem parar de chorar. Viu seu boçal. De novo você a fez chorar. Isabella não deveria se importar se eu estava vivo ou não, ela devia me odiar, muito mais do que eu mesmo me odiava. Ela se levantou novamente. — Não faça nenhuma loucura esta me ouvindo? — Me repreendeu séria saindo do quarto, no mesmo instante voltou com a caixinha de curativos que tinha usado antes no meu rosto, se sentou na cama e cuidou do machucado em minha mão. Quando terminou me fitou severamente. — Por que você fez isso? — Eu abaixei minha cabeça. Porque eu não tenho pelo o que viver. Pensei. Senti seu dedo no meu queixo erguendo minha cabeça. — Edward me escuta. — Pediu com a voz embargada, seus olhos vermelhos pelo choro. — Eu sei que é difícil, mesmo que você ache que eles não eram meus pais, eles foram os únicos que eu conheci e estou sofrendo também. — Como eu pude ser tão imbecil com ela? Fazendo com que pensasse que eles não eram seus pais, Isabella foi muito mais filha deles do que eu. — Você não esta sozinho. — Garantiu acariciando meu rosto, a olhei chocado. — Vamos começar de novo Edward? Esquecer tudo o que aconteceu. Você é a única pessoa que me restou também. — Não podia acreditar que ela estava disposta a esquecer todos os absurdos que lhe falei, tudo o que a fiz sofrer. Coloquei minha mão sobre a sua e assenti concordando. Como eu poderia recusar se era o que eu mais precisava no momento? Ela sorriu ainda chorando, segurei sua mão e beijei a palma, tentando demostrar afeto e agradecimento por ter Isabella na minha vida. Se eu fui egoísta, prepotente e estúpido por não ter aproveitado isso antes agora eu iria dar o devido valor a mulher incrível que eu tinha diante de mim.

Notas finais
Confesso que quando escrevi esse capítulo senti pena do Edward :'(Gostaria de deixar claro que o fato da Bella ter decidido deixar o passado para trás e dar uma nova chance ao Edward não significa que ela vai cair nos seus braços toda apaixonada, vai demorar e muito para que ela possa confiar nele novamente e isso ele terá que conquistar aos poucos.Ela não vai deixar o James para ficar com o Edward.Quem quiser pode conferir os trechos, fotos e trilhas deste capítulo e do próximo na página do face:https://www.facebook.com/pages/New-Moon-Fanfics/454837641264056Bjs e até o próximo ;)