Last Chance
67 Capítulo 66 - Inauguração
Notas iniciais
Bella POV
3 meses depois
Assim que voltamos da nossa lua de mel. Fui até minha médica fazer os exames de rotina, felizmente estava tudo certo comigo e o bebê, contei da minha pequena travessura e ela me repreendeu, reafirmando os perigos que corri. Após aquele incidente, eu estava bem mais cuidadosa com minha gravidez, assim como Edward. Meu marido parecia um bobo toda vez que íamos na médica e via nossa filha pela ultrassom em 3D, ele mandou imprimir dezenas de fotos e até mesmo um vídeo que ele carregava em seu celular. Era um pai babão e lindo. Sua paciência comigo era infinita, mesmo quando eu tinha meus pequenos pitis, ele só sorria e me beijava, fazendo com que eu até esquecesse porque estava irritada. Os sintomas dos primeiros meses como enjoo, felizmente desapareceram, tive dores nas costas, coceira, meus pés ainda inchavam e nossa vida estava uma correria com as compras para enxoval, a decoração do quarto do quarto de nossa princesa e a inauguração da ONG que Edward havia criado, mas nada disso importava. Apesar de tudo, eu me sentia iluminada e feliz.
– Tem certeza disso, Jonas? — questionei por telefone meu arquiteto que acompanhava as obras da ONG. — Bom, então temos que trocar imediatamente essa escada. — ouvi uma leve batida na porta, devia ser minha assistente. — Um momento, Jonas.
– Pode entrar — quando a porta se abriu vi meu lindo marido surgir na minha frente, foi impossível não sorrir. Levantei o dedo para ele, pedindo um segundo. Ele assentiu sorrindo e sentou na cadeira em frente a minha mesa. — Procure aquele nosso revendedor de confiança e faça a troca. Exatamente. Depois traga a descrição dos materiais usados. Tenha uma boa tarde também — despedi e encarei o belo homem a minha frente.
– O que posso fazer pelo senhor hoje? — perguntei com um sorriso, Edward se inclinou sobre minha mesa.
– Eu gostaria de chamar minha linda esposa e minha filha para almoçar. O que acha, senhora Cullen? — meu sorriso aumentou.
– Eu acho uma ótima ideia, senhor Cullen — Edward sorriu e levantou, estendendo a mão na minha direção, a peguei e dei a volta na mesa.
– Como passou a manhã? — perguntou carinhoso, acariciando minha saliente barriga de sete meses. Não demorou e Anne deu um salto dentro de mim que me fez pular de susto. Edward riu.
– Pelo visto minha pequena já estava com saudades do pai — era sempre assim. Era ele tocar meu ventre para o bebê mexer. Eu sentia uma emoção enorme ao ver os dois assim.
– A mãe também estava com saudades — Edward sorriu largamente e me beijou com carinho. Gemi contra os seus lábios, minha libido continuava a toda, o que não era motivo de reclamação, nem meu e muito menos de Edward. Quando se afastou, pude ver seu olhar cheio de desejo. Adorava ver ele assim por mim, matava qualquer insegurança boba que pudesse sentir.
– Tenho uma surpresa para você — meus olhos iluminaram.
– Mesmo? — ele assentiu.
– Tem algo importante para resolver aqui hoje? — pensei por um momento.
– Hum, não, está tudo tranquilo.
– Ótimo, quero passar um dia bem gostoso com vocês.
– Seu desejo é uma ordem, senhor Cullen — concordei o puxando para mais um beijo.
Durante o caminho para a tal surpresa, percebi que estávamos indo para casa.
– O que está aprontando, garotão? — ele sorriu.
– Espere e verá, anjo — bufei.
– Sabe bem como eu odeio ficar curiosa — Edward riu.
– Sei, sim, mas também adora uma surpresa — acabei sorrindo. Era a pura verdade. Assim que o carro estacionou Edward saiu e me ajudou a descer, o peso da barriga ainda era algo que estava me acostumando, e na hora de dormir era ainda pior, pois era bem complicado achar uma posição confortável. Entretanto, Edward logo ajeitou essa situação para mim, ele enchia a cama de travesseiros, deitava de conchinha comigo e espalmava sua mão sobre o meu ventre, cantando para mim e nossa filha. Era impossível não dormir bem assim.
– Onde está a surpresa? — perguntei conforme entravamos dentro de casa.
– Lá em cima — disse, mas antes que subíssemos Chance apareceu correndo para nos saudar, ele estava elétrico. Tinha certeza que não via a hora do bebê nascer. Cumprimentei a senhora Brauer que supervisionava o almoço e subimos, com nosso Labrador no encalço.
Quando chegamos no alto da escada, Edward parou.
– Feche os olhos — arqueie minha sobrancelha. Ele riu. — Por favor, anjo. Faz parte da surpresa — sorri fazendo o que ele queria, segurou minha mão e me guiou pelo corredor até que paramos, ele pareceu abrir uma porta e voltou a me puxar.
– Pronta? — sussurrou no meu ouvido.
– Sim.
– Lembre-se, se não gostar nós trocamos — sorri já imaginando o que ele tinha aprontado.
– Ok.
– Pode abrir os olhos — assim que o fiz, não sabia o que dizer. Era o berço mais lindo que havia visto na minha vida. — Então? — a voz de Edward soou ansiosa.
– Amor, é lindo — disse emocionada. Olhei satisfeita o quarto todo decorado e agora completo com o berço. Tudo em tons de goiaba. O chão era almofadado e a parede da janela repleta de cubos com letras escritas. Na parede que ficava o berço, tinha um belo desenho de uma árvore com esquilos e pássaros, completando o quarto, uma cadeira de balanço e uma luminária, não queríamos encher de coisas, só o indispensável. Nossa filha poderia brincar ali sem perigo. Deixamos as roupinhas e outras coisas no espaçoso closet que ficava ao lado.
– Mesmo?
– Sim, ficou perfeito no quarto. Era exatamente o que faltava aqui — ele suspirou aliviado e me abraçou.
– Eu sei, quando eu vi na internet não pensei duas vezes, tive que comprar, mesmo assim fiquei com receio de que não fosse gostar.
– Eu amei — afirmei afagando seu rosto.
– E eu amo a senhora — foi impossível não sorrir com sua declaração, o beijei com cuidado.
– Também te amo, garotão — Edward sorriu largamente. Segurou minha mão e me levou para fora do quarto.
– Vem, vamos aproveitar nosso dia — ri e o acompanhei para onde ele quisesse.
2 meses depois
Com o passar dos meses toda correria parecia sob controle. O parto, segundo a médica, estava previsto para daqui duas semanas e apesar da preocupação de Edward, eu me sentia muito bem disposta e tranquila. Tudo estava pronto para quando Anne nascesse e não tinha porque me preocupar.
A obra da ONG tinha finalmente terminado e hoje seria a inauguração. Estava terminando de me arrumar no nosso quarto quando Edward chegou.
– Nossa! Está uma loucura, senhor Cullen — elogiei quando o vi. Vestia um smoking preto, camisa branca e uma gravata borboleta. Uma verdadeira tentação. Ele sorriu para mim e se aproximou.
– Você que está uma loucura, anjo — sorri satisfeita. Usava um vestido de um ombro da mesma cor dos olhos de Edward. Estava elegante e confortável. — Vai atrair a atenção de todos na festa, terei que ficar de olho na senhora — ri.
– Edward, ninguém vai me paquerar. Estou grávida.
– Grávida e ainda mais linda e tentadora — sorri.
– Continue dizendo essas coisas e ganhará um prêmio depois da festa — Edward circulou minha cintura e me beijou delicadamente, subindo os lábios pela minha mandíbula.
– Não vejo a hora de receber meu prêmio — mordiscou minha orelha me deixando arrepiada. Suspirei derretendo nos seus braços.
– E eu não vejo a hora de ser fodida por você — Edward riu e me soltou.
– Vamos, minha safada. Quanto mais cedo formos mais cedo foderemos — ri com seu comentário. Saímos de casa e fomos direto para o salão de festas onde seria realizada a festa de inauguração. Tudo estava lindo e bem decorado. Assim que descemos do carro, fomos bombardeados pelos fotógrafos, Edward respondeu algumas entrevistas, assim como eu, que explicava como tinha sido construído o projeto da sede da ONG. Após respondermos tudo, seguimos para a festa. Não demorou até que encontramos nossos amigos em uma das meses principais.
– Olha aí, nosso casal da noite — Emmett cumprimentou e demos risada. Sentamos e curtimos um pouco nossos amigos. Quando todas as mesas já estavam ocupadas, uma pessoa veio avisar Edward que estava na hora do discurso. Ele me deu um beijo e foi até o palco, todos o aplaudiram. Sorri orgulhosa do meu garotão.
– Boa noite — cumprimentou a todos. — Quero agradecer a todos pela presença nesta que é uma noite tão especial para mim. Essa ONG é um sonho que está se tornando realidade. A prova de que na vida podemos passar pelo pior e ainda assim arrumar forças para seguir em frente. Esta instituição irá ajudar a qualquer pessoa que esteja passando por um momento difícil, seja psicológico ou material. Nosso objetivo é oferecer um caminho, uma chance, para quem se vê perdido e sem esperança — meus olhos lagrimejavam e algumas lágrimas já rolavam pelo meu rosto, mas nada me preparou para o que eu vi a seguir. Ele segurou o microfone se foi para o lado de uma placa que estava coberta. — É com muito orgulho que anuncio a inauguração da ONG Isabella — disse e então a cortina se abriu mostrando meu nome escrito em uma placa de prata. Arregalei meus olhos surpresa e emocionada. — Essa é uma pequena homenagem a pessoa que sempre esteve ao meu lado, nos bons e nos maus momentos, minha esposa, Isabella Cullen — eu não sabia se chorava ou se sorria. Todos aplaudiram de pé enquanto Edward se aproximava, levantei e ele me beijou.
– Você não vale nada — acusei soluçando, ele riu e enxugou meu rosto com o polegar.
– Gostou? — assentiu sem parar de sorrir.
– Sempre cheio de surpresas, senhor Cullen.
– Para você, sempre — declarou e me beijou novamente. Somente me dei conta que não estávamos sozinhos quando começaram a bater palmas, me afastei de Edward um pouco sem graça, ele me deu mais um beijo e pedi licença para ir ao toalete, Rose e Alice me acompanharam.
– Foi tão lindo o que ele disse, Bella — Allie disse quando chegamos ao banheiro.
– Eu sei, estou igual uma boba.
– E tem que ficar mesmo. Edward caprichou na surpresa. Você não desconfiou de nada?
– Pior que não, Rose. Ele tinha outro nome para a ONG e eu nem cheguei a pensar que tinha mudado, o safado me enganou direitinho.
– Foi por uma boa causa — Alice disse e rimos.
– Com certeza — concordei. Retoquei a maquiagem e voltamos para o salão. Quando pensei que nada podia estragar essa noite perfeita vi a vadia da Martha Green em cima do meu marido. Ela era a responsável pelas importações de aço e negócios internacionais da filial de Nova Iorque, mas toda vez que vinha para New Haven para alguma reunião, não tirava os olhos de Edward e nem mesmo disfarçava. Não pensei duas vezes e segui até onde estavam, entrelacei meu braço no de Edward segurando sua mão. Ele sorriu ao me ver ao seu lado.
– Olá, Martha — cumprimentei cordialmente. Ela me analisou de cima a baixo. Para meu azar a mulher era linda, tinha a pele levemente morena e cabelos cacheados na cor chocolate, assim como seus olhos. Uma Barbie Malibu.
– Oi, querida — disse me dando um beijo falso. — Você ficou uma grávida linda, nem parece que já está com nove meses. Para quando é?
– Duas semanas — respondi naturalmente.
– Aposto que não aguenta esperar, não é, Edward? — perguntou para meu marido tocando no seu ombro, instintivamente apertei a mão de Edward, que apertou de volta me lançando um olhar de advertência. Ele vivia dizendo para não me estressar com ela. Edward se afastou do toque da oferecida e soltou minha mão, me abraçando por trás, me colocando entre ele e ela. Sorri satisfeita.
– Nós não vemos a hora, não é mesmo, amor? — disse pontuando o ‘nós’ e beijou minha cabeça, afagando meu ventre. A cara da Barbie era impagável.
– Fico feliz. Bom, se me derem licença preciso falar com algumas pessoas — disse saindo dali apressadamente.
– Vadia — rosnei. Edward riu.
– Amor, já disse, não fica se estressando com ela — virei para encará-lo.
– Como não? Ela dá em cima de você descaradamente, ao menos que goste da atenção — estreitei meus olhos.
– Não seja absurda, sabe que também não gosto dela. Estou tentando achar uma outra posição na empresa em que não tenha contato direto comigo, não posso demiti-la por não gostar dela.
– Pois eu acho que seria o mais certo — resmunguei. Edward segurou minha mão.
– Não pensa mais nela, vem, vamos aproveitar a noite. Precisa se alimentar — sorri e fui com ele para nossa mesa.
Edward teve que sair um instante para falar sobre negócios com alguns executivos e preferi dar uma volta pelo jardim enquanto meus amigos dançavam. Ele não gostou muito de saber que iria ficar andando sozinha por aí, mas acabei convencendo ele. Edward era tão exagerado. Levantei e fui uma das portas que estava aberta para o lindo jardim. Admirava a bela fonte que ornamentava o quintal quando percebo a presença de uma pessoa atrás de mim. Viro e dou de cara com a Barbie Malibu, segurando um drink e com um sorriso descarado. Precisaria de muita paciência para não quebrar a promessa de não me estressar.
– Sabe, eu não consigo entender — disse calmamente. Fiquei em silêncio, somente a observando. — Não vai perguntar, o que eu não entendo?
– Não me interessa — respondi seca. A vadia riu. Não reaja, Isabella! É isso que ela quer.
– Está vendo, não faz sentido — zombou.
– Se me der licença — pedi saindo daquele lugar.
– Edward merecia algo bem melhor — virei para encarar a vadia.
– Como é que é?
– Querida, olha só para você? Acha que um homem como ele vai aguentar muito tempo alguém assim? — disse com desdém apontando meu corpo. — Edward pode ter a mulher que quiser.
– Inclusive você, aposto — a descarada sorriu.
– Claro, afinal que homem trocaria isso — mostrou seu corpo curvilíneo. — Por uma vaca gorda como você? — aquilo foi o bastante. Não sei o que me deu, mas o ódio me cegou e no instante seguinte agarrava o cabelo puxando com força.
– Me solta, sua louca! Socorro! — a Barbie Malibu gritava.
– Doí, não dói? Aposto que machuca muito mais saber que um homem como Edward prefere uma mulher como eu do que uma puta como você.
– Me larga! — ela se remexeu até que conseguiu se soltar e elevou a mão na direção do meu rosto. Antes que pudesse impedi-la, sua mão foi segurada, olhei e vi Edward ao meu lado.
– Que porra pensa que ia fazer, Martha? — toda a cor sumiu do rosto dela.
– Eu... Eu... Ela me xingou, puxou meu cabelo — choramingou me acusando. Edward segurou seu braço e se aproximou dela. O rosto transformado em puro ódio.
– Ninguém toca na minha mulher, está ouvindo?!
– Mas foi ela...
– Não interessa! Qualquer coisa que Isabella fez ou deixou de fazer contra a senhorita, deve ter sido merecida. Está despedida, senhorita Green — a vaca arregalou os olhos.
– Não pode fazer isso! Vou processá-lo, você e essa vadia — acusou me apontando.
– Mais uma ofensa contra minha esposa e eu a processo por calúnia e difamação! E tenho advogados caros, senhorita Green, pense nisso.
– Eu... Fodam-se vocês! — disparou e saiu marchando para fora da varanda. Assim que ela se foi cai na gargalhada.
– Edward, você foi perfeito! — exaltei, ele se aproximou.
– Ela te machucou? — continuei rindo.
– Não, estou bem — seu rosto permaneceu sério.
– Ótimo! Vamos para casa — virou, mas o segurei.
– Está bravo comigo?
– O que você acha?
– Ela estava pedindo por isso se jogando em cima de você — retruquei.
– Pouco me importa! Sabe que ela só estava te provocando, você entrou no jogo dela, Isabella. E se eu não aparecesse? Vocês iam se engalfinhar no chão? Quantas vezes tenho que lembrar que você está grávida? — questionou exasperado.
– Eu não sei o que me deu — Edward suspirou e segurou minha mão.
– Vamos, você precisa descansar — assenti voltando com ele para o salão de festa. Nos despedimos de todos e fomos para casa.
Não dissemos nada durante todo o caminho. Edward tinha razão. Tinha sido irresponsável em me deixar levar pelas provocações da tal mulher, mas ele tinha que entender meu lado também. Não estava mais aguentando a vadia em cima dele.
Assim que chegamos em casa, fui para o chuveiro tomar um banho. Edward disse que precisava dar algumas ligações e subiria logo em seguida.
Essa noite era para ser especial e acabei estragando tudo. Passei meu dedo pelas pastilhas que decoravam a parede do banheiro enquanto a água caia sobre mim. Não sabia o que tinha dado em mim para tal atitude, talvez as palavras de escárnio da vadia. O medo irracional dela ter razão. Antes que minha mente viajasse ainda mais senti um beijo sendo depositado no meu ombro e mãos contornarem meu ventre.
– Ah, minha ciumenta. O que farei com a senhora? — sua voz soou tranquila, até brincalhona.
– Desculpa — Edward me apertou em seus braços.
– Você só estava protegendo o que é seu, não posso recriminá-la por isso — acabei sorrindo, percebendo que ele não estava mais bravo. — Afinal, não são todas as mulheres que tem sua sorte — foi minha vez de rir. Deitei minha cabeça em seu ombro. Edward beijou minha têmpora.
– Não são, mesmo — ele riu e beijou meus lábios, primeiro com calma e depois com desejo. Senti seu membro ficando rígido nas minhas costas. É, a senhorita Barbie Malibu, realmente não sabia de nada. Pensei conforme deixava meu marido tomar todo o desejo que sentíamos um pelo o outro.
[...]
Acordei por volta das três da manhã sentindo uma dor incômoda no ventre. Sentei na cama e o movimento acordou Edward também.
– Amor, tudo bem? — perguntou preocupado.
– Não sei, senti uma pontada — assim que disse senti outra e me curvei dando um grito.
– Isabella, o que foi? — respirei fundo, fazendo a respiração que havia aprendido no curso.
– Eu acho que foi uma contração — Edward arregalou os olhos. — Acho melhor irmos para o hospital.
– Hospital, ok. Hospital — ele parecia meio perdido. Segurei sua mão e o encarei.
– Vai dar tudo certo — tranquilizei, ele sorriu e me deu um beijo rápido, saltando da cama e chamando pelo nosso motorista. Levantei da cama com cuidado e Edward me ajudou a me trocar, se trocando logo em seguida com rapidez. Pegou a bolsa que já havia preparado para essa situação e seguimos para o hospital. Todo o caminho fui tentando controlar a dor segurando a mão de Edward, ele dizia palavras de carinho e que tudo daria certo.
Assim que chegamos, me colocaram em uma cadeira de rodas e levaram para um quarto. A dor estava me matando, até que finalmente fui anestesiada, mesmo assim continuava a sentir aquela pressão na parte de baixo do meu ventre. Edward ficou todo tempo ao meu lado. Ligou para nossos amigos que apareceram com cara de sono. Ri da situação. Os meninos preferiam esperar na sala de espera, enquanto minhas amigas ficaram comigo e Edward.
– Como está, Bella? — Alice perguntou ao meu lado.
– Bem melhor depois da peridural, mas ainda sinto um certo incômodo. A médica disse que não falta muito para ter a dilação necessária.
– Sua bolsa não estourou? — neguei.
– Ela disse que no meu caso deve estourar quando estiver em trabalho de parto — expliquei o que a médica havia me dito. Já que com Alice tinha sido bem diferente.
– Pelo menos a Bella não está fazendo um escândalo — cutucou Rosalie, Edward segurou a vontade de rir com o olhar assassino que Alice lançou para a amiga.
– Pois veremos como a senhorita vai se portar — desafiou Alice.
– Como uma dama, assim como a Bella — foi impossível não rir. Ela virou para me encarar.
– Desculpa, Allie, mas você foi terrível — ela acabou relaxando e riu também. Senti uma contração e apertei a mão de Edward. Ele beijou minha testa que já estava molhada de suor e contou os segundo até ela parar.
A noite inteira foi assim, só depois de três horas que havia chegado no hospital é que as contrações aumentaram e finalmente tive a dilatação necessária para começar a empurrar.
– Isso, amor — Edward incentivou, só estava a médica e uma enfermeira no quarto. Alice e Rose acharam melhor nos deixar a sós nesse momento íntimo. Eu ofegava e empurrava o máximo que podia.
– Isso, anjo. Assim mesmo. Continua — e de novo eu empurrava com força, quando estava quase desmaiando de cansaço um som lindo tomou conta do quarto.
– Muito bem, mamãe — a médica disse.
– Eu quero ver ela — pedi quase fechando os olhos. Edward soltou minha mão e foi até onde a médica estava e voltou com um pacotinho embrulhado em um pano verde claro. Seus olhos pareciam hipnotizados pelo bebê em seus braços, ele veio até mim e se colocou ao meu lado para mostrar nossa filha.
– Olha, anjo. É nossa menina. Nossa princesinha — sorri largamente ao ver o lindo bebê rosado nos braços do pai.
– Ela é linda — murmurei admirada.
– Assim como a mãe — Edward respondeu e o encarei com um sorriso. Ele beijou minha testa e voltamos a babar pelo nosso lindo bebê.
Logo em seguida as enfermeiras a levaram para fazer os exames necessários e limpar seu corpo. Enquanto nosso pequena estava fora, nosso amigos voltaram para o quarto nos parabenizando.
– Se nós tivéssemos apostado eu teria ganhado — Emmett comentou, Edward riu.
– Deixa de ser idiota, Emmett. Eu já dizia que ia ser menina antes mesmo da Bell engravidar — Emm bufou e fechou a cara. Nós demos risada da sua birra.
Então, a enfermeira bateu na porta e meu bebê chegou. Estava linda enrolada na manta que Edward e eu havíamos comprado. Todo mundo se aproximou para ver nossa pequena Anne.
– Ela é linda, Bella — Rose disse sorrindo.
– Vai dar uma ótima nora — Alice provocou. Edward rosnou.
– Nem pense nisso, Alice. Meu bebê não vai namorar seu filho! Quem sabe uma das filhas do Emmett.
– Filhas? Quer apostar que não? — foi impossível não rir. Nossos amigos ficaram mais um pouco e depois foram embora, Emm ainda insistindo em uma nova aposta.
Assim que saíram a enfermeira me ensinou a dar de mama para nosso bebê. Era uma sensação diferente e única. Edward se aproximou e sentou ao meu lado, beijando minha cabeça com carinho.
– Obrigado, meu anjo — sorri o olhando.
– Eu que agradeço por me dar a chance de ter a família que sempre quis com você — ele afagou meu rosto e se inclinou para me dar um beijo delicado nos lábios. Voltei minha atenção a Anne, que nos observava atenta. Respirei fundo. Tinha ao meu lado o homem que sempre amei e nos meus braços a prova viva desse amor. Suspirei satisfeita, me sentindo feliz e realizada.
1 ano depois
Anne tinha brincado tanto no parque pela manhã que não aguentou e acabou desabando no carrinho, dormindo tranquilamente enquanto almoçávamos em um Bistrô perto de casa. Agora esperava por Edward que havia ido ao toalete para depois irmos na reunião semanal que tínhamos com nossos amigos, e que dessa vez seria na casa de Emm e Rose. Minha amiga estava grávida de cinco meses de trigêmeas. Todo mundo ficou bobo com a novidade, especialmente Emm que teve que aguentar a zoação de Jasper e Edward. Emmett já estava enlouquecendo com a ideia de suas pequenas namorarem, ainda mais quando Alice provocou dizendo que Alex poderia escolher. Edward e Emm não gostaram nada disso. Alex ia completar dois anos e era uma garoto sereno e tranquilo, bem diferente de Anne que era uma verdadeira espoleta, apesar das diferenças os dois se davam muito bem. O que irritava Edward, já sofrendo ao pensar na sua princesa namorando o filho de Alice. Enquanto seu ciúmes fosse fofo e não atrapalhasse nossa filha eu não me importaria. Anne era a cópia exata de Edward, tanto fisicamente como no jeito de ser. Sorri ao vê-la adormecida com sua pantera cor de rosa de pelúcia.
– Bella? — ergui o rosto e vi James me olhando.
– James! — disse levantando e o cumprimentando, ia pedir para sentar, mas lembrei que Edward poderia não gostar de tanta intimidade. — Como vai?
– Muito bem e você?
– Melhor impossível — respondi sorrindo, ele olhou o carrinho de bebê.
– É seu filho? — perguntou indicando.
– Sim, uma menina, na verdade — ele sorriu e se inclinou para olhar.
– É linda, Bella.
– É, sim — disse quase babando no meu bebê. — E o seu filho, sua esposa? — perguntei, ele levantou e sorriu.
– Estão bem. Pietro é idêntico a mim, como minha esposa sempre diz. Tatiane está grávida de novo — sorriu largamente.
– Isso é ótimo, James! — disse animada. Então, senti uma mão conhecida passar pela minha cintura. Esperava sinceramente que Edward não ficasse aborrecido.
– Olá, James — cumprimentou tranquilamente estendendo a mão, James repetiu o gesto.
– Oi, Edward. Como vai?
– Ótimo, e você? Sua família?
– Estão todos bem, acabei de contar a Bella que minha esposa terá outro bebê — Edward sorriu.
– Que noticia boa. Soube do Emm? — James riu assentindo.
– Vai ser pai de trigêmeas — Edward concordou.
– Pois é, agora imagina só quando as três começarem a namorar — Edward comentou rindo, James o acompanhou.
– Estou com dó da Rose que terá que aguentar as reclamações — completou se divertindo. Os dois conversavam tranquilamente, até que James disse que precisava ir pois tinha uma reunião em um dos restaurantes. Nos despedimos e assim que ele se foi, me virei para encarar meu marido.
– Estou orgulhosa de você — disse sorrindo. Ele me olhou e sorriu também.
– Eu também, anjo — respondeu dando um beijo no meu nariz e me abraçou. — Sei que ele foi importante para você, mas você me ama. Mesmo eu não sendo nenhum senhor perfeição — ri lembrando do apelido que Edward havia dado a James. Me afastei e o encarei.
– Você é perfeito para mim, mesmo com todos os defeitos.
– Defeitos, é? — disse estreitando os olhos.
– Edward, estamos em público — alertei, ele abriu um sorriso malicioso.
– Não perde por esperar, senhora Cullen — disse me puxando para seus braços e me dando um beijo apaixonado. Fazendo com que esquecesse que estava em um lugar público e se tinha pessoas olhando ou não. Quando estávamos na nossa bolha, só o que importava eram nós dois, e eu sabia que seria assim, para sempre.
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