Last Chance

58 Capítulo 57 - Reflexo


Notas iniciais
Como avisei no face não consegui finalizar o capítulo e para não deixar vocês esperando por muito tempodecidi postar a parte que terminei :) Muito obrigada pelos lindos comentários!!! Amei todos!!! A maioria pelo o que li estamorrendo de ódio do Edward...rsrsrs Vamos ver se esse capítulo melhora a imagem do nosso garotão ;) nele veremos um pouco o sofrimento do Edward e como ele vai enfrentar seus fantasmas. Espero que gostem ;)

Edward POV

Isabella simplesmente dormiu nos meus braços enquanto estávamos no chuveiro, ouvi ela sussurrando algo, mas não consegui entender o que tinha dito, controlei meu choro e a peguei no colo com cuidado a enrolando com uma toalha, a levei até a pia e enquanto a enxugava vi uma gota de sangue percorrendo sua perna, entrei em desespero, procurei um machucado nela e não encontrei nada, minha espinha gelou ao pensar que poderia ser o indicio de um aborto, quando já estava preparado para pegar ela no meu colo e levá-la ao hospital olhei no espelho e vi que quem sangrava era eu, coloquei minha mão sobre o supercílio e respirei aliviado, com certeza me machuquei quando arrombei a porta do banheiro, peguei uma toalha e pressionei no ferimento, segurei Bell contra o meu corpo enquanto me recuperava do susto, seu rosto mesmo adormecido parecia tenso e demonstrava toda a dor que eu havia infringido, engoli em seco, Isabella tinha razão quando disse que pelo menos James nunca a tinha feito sofrer, como eu poderia discordar disso se era a verdade, eu era um desgraçado, canalha, imbecil, não merecia ela e nem seu amor, só de pensar em todos os absurdos que eu disse a ela eu sentia uma vontade enorme de me socar, ela estava feliz por causa do nosso filho, não por causa de James. Olhei para seu ventre ainda plano e sorri. Pai! Eu seria pai! Quando eu poderia imaginar isso? Aumentei meu sorriso ainda mais e beijei sua testa. Como eu amava essa mulher!

– Me perdoa anjo. Por favor. — Pedi novamente com a boca encostada em sua pele sedosa, Isabella resmungou e em seu sono me abraçou colocando sua cabeça no vão de meu pescoço, sorri com esse gesto, talvez nem tudo estivesse perdido, eu me rastejaria se fosse preciso para ter o perdão de Isabella, tirei a tolha do meu rosto e a peguei no colo novamente a levando até o closet, deslizei uma camisola de seda branca pelo seu corpo e a carreguei até nossa cama, a cobri com o cobertor e acariciei seu rosto, lhe dei um beijo e voltei para o banheiro, arrumei a bagunça que tinha feito quando arrombei a porta, limpei a ferida no meu rosto e fiz o curativo, em seguida coloquei uma calça e uma camiseta para dormir, deitei ao lado de Bell e fiquei observando seu sono e implorando em pensamento que ela pudesse achar uma forma de me perdoar, não sei exatamente quando, mas o cansaço acabou me vencendo e adormeci.

Acordei com a cabeça doendo, fechei os olhos fortemente antes de abri-los novamente, espreguicei virando para o lado da cama e estanquei ao encontrá-lo vazio. Meu coração acelerou.

– Isabella?! — Chamei me colocando em pé, senti o ar me faltar quando não recebi resposta alguma. — Isabella??!! — Chamei mais uma vez, e de novo sem resposta, ouvi um barulho vindo do closet e me apressei até lá, a cena que via diante de mim, me deixou estático e sem ação. Isabella jogava suas roupas em uma mala com uma fúria sem tamanho. — O que esta fazendo? — Finalmente consegui perguntar. Ela se virou e me olhou com raiva.

– Não é óbvio? — Indagou seca. — Estou indo embora! — Declarou por fim fechando a mala, meu desespero se tornou palpável, sem pensar em mais nada fui em sua direção e puxei a alça de suas mãos.

– Não vai não! Você não pode me deixar! — Isabella ergueu o queixo e me encarou.

– Eu cansei Edward, ontem foi a última vez que você me magoou. Acabou! — Exclamou de modo frio. Balancei minha cabeça completamente sem chão. Aquela não era minha doce Isabella, meu anjo, ela não podia fazer isso comigo, não podia. Eu não era nada sem ela. Comecei a puxar o ar com dificuldade. — Me dê a mala Edward! — Exigiu com autoridade, eu neguei.

– Não! Você não vai embora. — Aleguei começando a chorar. — Eu não posso viver sem você, sem nosso bebê... — Solucei, ela não parecia nenhum pouco preocupada comigo.

– Eu vou cuidar do meu filho. — Arregalei meus olhos, Isabella não podia fazer isso comigo.

– Nosso filho! — Exclamei alterado.

– Não é mais Edward, você estragou tudo, TUDO! — Repetiu o que tinha dito na noite passada, fazendo minha dor aumentar. A culpa disso era minha. Só minha. Mesmo assim não podia deixar ela ir sem lutar.

– Bell não, por favor, me perdoa, eu fui um idiota, mas não me deixa, por favor. — Implorei me ajoelhando na sua frente, ela deu um passo para trás e olhou para mim com desdém.

– Você tinha razão, não era o homem certo para mim. — Suas palavras pareciam agulhas entrando em minha pele. Aquela não era minha Isabella, não podia ser. — Felizmente ainda tenho tempo de consertar isso. — Franzi meu cenho.

– Do que esta falando? — Arrumei forças para perguntar, ela sorriu e olhou para frente, virei o rosto e James estava na porta do closet com sua mão estendida na direção de Isabella, ela passou por mim e segurou a mão dele.

– Adeus Edward. — Se despediu e antes que me levantasse eles sumiram da minha frente, tentei alcançá-los, mas foi em vão. Isabella tinha ido embora. Tinha me deixado. Coloquei as mãos no rosto completamente desnorteado, puxei meus cabelos com força, aquilo não era verdade, não podia ser verdade. Não! Não! — NÃOOO! — Comecei a gritar conforme levantava e destruía os armários e rasgava todas as roupas que via pela frente. — NÃO! — Quando me vi sem forças cai no chão chorando sem parar. Ela tinha ido embora e eu nem podia culpá-la. Solucei alto, a dor era angustiante, como se alguém tivesse mergulhado meu coração em água fervente, nem respirar eu conseguia mais.

– Eu avisei... — Levantei a cabeça em um rompante e me vi em um lugar completamente diferente, escuro e frio. Esse ambiente não me era estranho. — Eu disse que ela iria deixá-lo, mas você é teimoso, não quis acreditar em mim. — A voz continuou dizendo.

– Quem esta aí? — Perguntei ficando em pé, ouvi passos, mas ninguém apareceu. — Onde esta Isabella?? — Um riso alto soou fazendo eco no ambiente.

– Como assim, onde esta Isabella? Você não viu Edward? Ela foi embora! Com James. — Neguei.

– Aquela não é a minha Bell, o que você fez com ela?

– Eu fiz? Ou você fez? — Ouvi o som de passos novamente, olhei na direção em que eles vinham e vi ali meu reflexo, estava parado com um sorriso de escárnio no rosto. — Devo admitir que dessa vez você caprichou, nem mesmo eu fui capaz de fazer Isabella sofrer tanto. — Foi então que percebi que estava enfrentando o meu antigo eu novamente. Será que essa guerra nunca teria fim? Suspirei pesadamente. Por mais que quisesse negar suas palavras não mentiam, eu a fiz sofrer como nunca. Ele arqueou a sobrancelha e sorriu de canto. — Uau! Consegui deixar você sem fala. — Zombou.

– O que você quer? Que eu admita que a fiz sofrer? Eu sei disso, sei que sou um canalha, não preciso de você para me mostrar isso, mas sei também que Bell vai me escutar, ela me ama! — Meu lado sombrio riu alto.

– Ah Edward... Como você é patético! Acredita mesmo que depois de ter desconfiado, humilhado e gritado com Isabella, ela vai te perdoar? Oras por favor! Achei que fosse mais esperto. — Desdenhou com um sorriso de gozação no rosto. Fechei os olhos com força, eu o odiava com todas as minhas forças.

– Cala sua boca! Você não sabe de nada! — Exclamei nervoso.

– Hei calma... Não precisa ser grosso. — Respondeu sorrindo. — Hum... Já que não acredita em mim que tal fazermos uma revisão dos eventos, o que acha? — Propôs erguendo a sobrancelha.

– Eu não quero saber nada do que venha de você. — Ele sorriu mais abertamente.

– Eu sou você Edward, por mais que tente fugir, eu sempre serei parte do que você é.

– Não é não! Você é um ser mesquinho, podre e vil! — Rebati altivo.

– Muito diferente de você não é? — Questionou apontando para frente, me virei e me deparei com a cena daquela noite, parecia um filme.

"- Edward?

– O que você quer?

– Nós precisamos conversar.

– Conversar o que? Que foi divertido ficar comigo, mas que na verdade quem você quer é o James? Não precisa perder seu tempo, isso já ficou claro.

– Você esta ouvindo o absurdo que esta dizendo Edward?

– O único absurdo aqui fui eu ter acreditado que você podia me amar.

– Eu te am...

– MENTIRA! Eu só fui uma diversão para você Isabella, essa é a verdade, tudo o que você sempre quis foi se vingar de mim, como não conseguiu quando éramos adolescentes se aproveitou da minha fragilidade quando me encontrou na rua e decidiu se vingar novamente, aposto que combinou tudo com o James, só não contava que eu fosse perceber. Qual era seu plano? Me deixar no altar? Me humilhar na frente de todos?

– JUSTAMENTE ISSO EDWARD! Foi tudo planejado, inclusive o filho que estou esperando. Eu ia te contar hoje depois da festa, mas você estragou tudo! TUDO!"

Ver o rosto de Isabella se contorcendo de dor a cada palavra que eu dizia, me matava pouco a pouco, eu era mesmo um desgraçado.

– Não bastou humilhar ela na escola, desiludir a menina, tinha que magoar ela mais uma vez e ainda por cima com ela grávida... tsc tsc tsc... Que feio Edward! — Me repreendeu, abaixei a cabeça incapaz de responder. — Perdeu a fala de novo? — Caçoou com superioridade.

– Ela vai mesmo me deixar não é? — Perguntei em um fio de voz.

– É claro que sim. — Levantei a cabeça e encarei meu reflexo.

– Me perdoa. — Pedi e pela primeira vez vi minha sombra ficar sem fala.

– Do que esta falando?- Questionou estreitando os olhos.

– Estou pedindo perdão por acabar com nossa vida. — Ele me olhou confuso.

– Essa nunca foi a vida que eu quis. — Alegou na defensiva. — Eu queria mulheres e dinheiro, mas você estragou tudo. — Ignorei o que disse, ele estava se enganando, assim como eu fiz quando me descobri apaixonado por Isabella.

– Você se lembra? — Perguntei olhando para o nada.

– Do que?

– Da primeira vez que a viu? Ou melhor, da primeira vez que enxergou a mulher incrível que ela é? — Ele pareceu desconcertado.

– Não sei o que esta falando... — Desconversou incomodado com o assunto.

– Sabe sim... — Continuei sem me abalar, fechei os olhos e me lembrei da nossa adolescência e de quando eu senti que tudo estava mudando.

"Isabella dormia em meus braços depois de passarmos mais uma noite juntos em minha cama, sorri tirando uma mexa de cabelo de seu rosto. Ela era linda. Droga! Linda demais para que eu continuasse a ignorar o que sentia, mas o que deveria fazer? Não podia chegar na escola de braços dados com ela! Todos iriam zombar de mim. Suspirei e fitei mais uma vez seu rosto delicado. O que ela estava fazendo comigo? Eu sentia uma vontade enorme de ficar ao seu lado todo o tempo, ela me dava paz, segurança, eu sentia que tudo ficava bem quando estava ao seu lado. Era como um anjo cuidando de mim. Isabella se remexeu em seu sono e me abraçou apertado, sorri com esse gesto. Suspirei derrotado, era inútil negar o quanto eu estava apaixonado por essa garota."

Abri os olhos e fitei o rosto da minha sombra, ele me olhou com raiva, como se odiasse se lembrar daquilo.

– Tudo isso é ridículo! Ela só estava se divertindo conosco, só isso!

– Ela me ama, na verdade, ela ama até mesmo você. — Argumentei, sua expressão mudou e ele me olhou com tristeza.

– Como ela pode me amar? — Ouvi a sombra perguntar com sofreguidão. — Depois de tudo o que eu fiz? — Seu rosto era uma mascara de dor e agonia, o reflexo do meu próprio sofrimento, ao nosso redor eu via com em um filme tudo de ruim que tinha feito a Isabella e de repente tudo mudava, ela, meu anjo me salvava de novo e de novo. Eu também não entendia como ela pode me perdoar e amar, mas mesmo assim Isabella o tinha feito e mais do que isso, agora ela estava me dando um filho, um fruto do nosso amor, eu não tinha motivos para desconfiar dela e do que sentia por mim. Por que não vi isso antes? Por que eu tive que magoa-la? Senti um toque em meu ombro, virei o rosto e como em um espelho olhei minha face atormentada. — Ela vai me perdoar de novo? — Sua voz soou angustiada, nesse momento não sabia quem fazia essa pergunta, se era ele ou eu, a única coisa que me importava era uma resposta, e para falar a verdade tinha medo dela. — Não desista Edward, ela foi a melhor coisa que aconteceu na nossa vida... Não desista...

*

Abri os olhos assustado me sentando na cama, minha respiração acelerada, a primeira coisa que fiz foi olhar para o lado, respirei aliviado ao ver Isabella dormindo tranquilamente, o pesadelo tinha sido tão real, ela fazendo as malas, dizendo que ia embora. Doía só de lembrar, segurei sua mão que descansava sobre o colchão e a beijei.

– Eu não vou desistir de você anjo, por favor não desista de mim. — Pedi angustiado, deitei ao seu lado e sem soltar sua mão fiquei velando seu sono, tinha medo de adormecer e meu pesadelo de alguma forma se tornar realidade, eu precisava me certificar que ela não era um sonho.

Edward em dose dupla é sonho para nós *--*

Notas finais
E aí o que acharam??? Desculpem não diferenciar o sonho com italico, mas achei que dessa vez ia ficar melhor assim. Eu confesso que amo esses momentos em que o Edward discute com si mesmo, esse foi o acerto de contas final :) Já estava na hora dele ver o quanto a Bella o ama não é mesmo? Infelizmente a insegurança e o ciúmes as vezes nos deixam cegos, mas isso vai mudar para o Edward :) No próximo teremos a tão esperada conversa... Quero caprichar nela, vai ser o capítulo mais importante da fic, pois vai definir tudo... Como acham que vai ser esse papo entre a Bella e o Edward?? Será que ela vai fazer ele ralar para ganhar o seu perdão?? Bjs e até o próximo ;)