Last Chance

59 Capítulo 58 - Conversa


Notas iniciais
Voltei!!!! Desculpem a imensa demora para postar o capítulo, mas o importante é que finalmente esta pronto =D Quero agradecer os comentários e a linda recomendação que recebi, serviram de incentivo para escrever mais este capítulo. Lazinha fiquei super feliz por suas palavras e o modo como descreveu a história, me emocionei com a linda recomendação que você fez :') Muito obrigada e espero que continue curtindo! Hoje teremos a tão aguardada conversa desses dois teimosos, o capítulo esta uma verdadeira montanha russa de emoções, principalmente por causa dos hormônios da Bell... rsrsrsrs Espero que gostem ;)

Edward POV

Existem momentos na vida em que analisamos cada ação e efeito de nossas atitudes, era exatamente isso que estava acontecendo comigo enquanto velava o sono do meu anjo, as imagens do casamento e do meu pesadelo não paravam de girar na minha cabeça, me mostrando mais uma vez o imbecil sem coração que havia sido com Isabella e mesmo depois de tudo ela ainda estava ali, do meu lado. Como eu podia sequer duvidar do amor que ela tinha por mim? Depois de me perdoar por tudo o que fiz? De me apoiar e cuidar de mim nos momentos mais difíceis da minha vida? Sentei na cama aborrecido, esfreguei minhas mãos no rosto e terminei puxando meus cabelos com força. Estúpido! É isso que você é Edward, um grande estúpido! Me condenei exasperado.

Tentei me acalmar e deitei minha cabeça sobre meus braços que estavam apoiados nos joelhos e fiquei observando Isabella, eu só conseguia pensar no que aconteceria quando ela acordasse. O que ela faria? Será que me daria a chance de me explicar? Sua atitude imatura tem explicação Edward? Minha mente questionou, balancei a cabeça. Não, nada do que fiz tinha explicação, estava cego de raiva para raciocinar e como sempre disse coisas das quais vou me arrepender o resto da vida, coisas sem o menor sentido. Agora tudo o que me restava era fazer o impossível para Isabella encontrar um modo de me perdoar novamente, uma única chance era tudo o que eu precisava para mostrar a ela que estava pronto para finalmente deixar toda essa cisma com James no passado, sabia que ele tinha sido importante na vida dela e que isso eu não poderia apagar, mas o que não podia permitir era que ele ficasse entre nós, no fim toda essa situação me fez perceber que eu era o único responsável por isso. É, pelo menos para algo esse problema todo serviu. Sorri tristemente, foi preciso passar por esse tormento para enfim me dar conta de tudo isso. Era mesmo um imbecil!

Suspirei e voltei a prestar atenção em Isabella, subitamente ela se remexeu e gaguejou alguma coisa que não pude entender. Será que estava se sentindo mal? Me apoiei sobre a cama e a observei com mais cuidado, ela se agitou ainda mais e seu rosto se contorceu como se estivesse com dor. Merda! Será que era um pesadelo? Me aproximei mais um pouco do seu corpo e passei minha mão pelos seus cabelos enquanto sussurrava palavras carinhosas tentando de alguma forma fazer com que a dor que via em seus olhos fortemente fechados passasse, porém minha atitude pareceu piorar ainda mais a situação, Isabella se agitou e começou a balbuciar mais palavras desconexas.

– Não Edward... Não... — Dizia com a voz amargurada, podia sentir seu sofrimento e isso me deixou ainda mais abalado e derrotado. Tudo isso era culpa minha. Me condenava sem parar. — Por favor... Edward... — Isabella soluçou em seu sono, não suportei mais aquilo e tentei acordá-la.

– Bell acorda. — Pedi com calma, ela balançou a cabeça em seu sono e começou a mexer os braços.

– NÃO! — Gritou e se debateu na cama. — NÃO!!! — Gritava com uma agonia palpável, aquilo me matava.

– Acorda Isabella! — Chamei novamente com urgência, tentando segurar seus braços que não paravam de se mexer.

– Volta... VOLTA!!! Não me deixa... Por favor... Não... — Pedia aflita, sua voz quase sumindo. Franzi meu cenho com suas palavras. O que estaria acontecendo? Sua respiração estava errática e seu rosto suado virava de um lado para o outro, tentava acordá-la e nada funcionava.

– Acorda Bell! — Implorei desesperado, o corpo de Isabella tencionou e ela soltou um grito alto de dor, não pensei em mais nada e comecei a sacudir seu corpo de modo delicado, mesmo assim urgente. — Isabella! Isabella! — Ela abriu os olhos arfando, afaguei seu rosto, tentando acalmá-la. — Shiu... foi um pesadelo. — Tentei consolar, Isabella me olhava com os olhos arregalados a respiração ainda rápida.

– Você foi embora... — Sussurrou com a voz quase sumindo.

– Foi um pesadelo Bell, eu não vou a lugar nenhum. — Garanti, ela me encarou com os olhos vermelhos.

– Você foi embora com outra Edward, me deixou assim como meu pai deixou minha mãe. — Dizia gaguejando, tropeçando nas palavras. — Doeu tanto, eu só tinha sentido uma dor tão forte quando te vi quase morto. — Soluçou. — Eu.. quase... Eu pensei em morrer também... — Confessou chorando desesperadamente. — Eu não quero ser como ela, não quero ser como minha mãe, mas estava doendo tanto. — Soluçou alto e então me encarou com raiva. — É tudo culpa sua! — Acusou vindo para cima de mim me pegando de surpresa e socando meu peito. — Você é um imbecil! Idiota! Cretino! Canalha! — A cada palavra era um golpe, eu não a segurei, merecia cada uma das suas palavras e socos. — Como pôde dizer tudo aquilo para mim? Desgraçado! Estúpido! — Seus soluços vieram mais fortes e ela parou de me bater, sentei na cama e a segurei contra o peito, Bell me abraçou pelo pescoço com força, seu corpo todo tremia, a apertei em meus braços.

– Calma amor. — Pedi preocupado, ela soluçou me apertando ainda mais, praticamente me sufocando, afaguei suas costas delicadamente com meus dedos o que fez com que ela relaxasse um pouco, sem parar de chorar. — Sinto muito Bell... Por tudo. — Supliquei afundando minha cabeça em seus cabelos, seu choro foi diminuindo, mas ela não me soltou, para minha surpresa senti beijos delicados serem depositados no meu pescoço, meu coração se acelerou, não podia acreditar no que estava acontecendo. — Nós precisamos conversar... — Murmurei pausadamente, Isabella subiu seus beijos e começou a beijar minha mandíbula, fazendo com que soltasse um gemido.

– Eu não quero conversar, eu quero você. — Disse determinada, antes que pudesse responder tomou meus lábios nos seus de modo urgente, não pude deixar de corresponder ao seu rompante, agarrei sua cintura e a deitei na cama, Bell infiltrou seus dedos pelos meus cabelos me deixando ainda mais louco, sua outra mão invadia minha camiseta arranhando minhas costas, intensifiquei os beijos e logo ficamos sem ar, desci os beijos pelos seu pescoço enquanto ela recuperava seu fôlego. — Edward? — Chamou meu nome, levantei a cabeça e a encarei. Será que estava arrependida? Ela me olhou e puxou meu rosto para junto do seu.

– Diz que me ama? — Pediu angustiada.

– Eu te amo, você é tudo para mim Isabella. — Ela me olhou emocionada e acariciou meu rosto, me puxou pela nuca e voltou a unir nossos lábios, saboreei sua língua na minha em uma dança sensual e deliciosa, gemi e desci minha mão pela sua coxa apertando sua perna, foi a vez de Isabella gemer alto.

– Então me ame. — Murmurou entre nossos lábios, naquele momento eu não pensava em mais nada a não ser mostrar a minha mulher o quanto eu a amava e desejava, retirei sua camisola a deixando nua e fui descendo meus beijos, reverenciando cada parte de seu corpo, beijei o interior de suas coxas e ela gemeu alto, passei meu nariz sobre seu sexo, sentir o doce aroma de sua excitação me deixou ainda mais louco por ela, passei meus dedos pela sua intimidade sentindo o quão pronta ela estava para mim, sem esperar mais nada a tomei em minha boca, arrancando gemidos cada vez mais altos, senti sua mão agarrando fortemente meus cabelos, fazendo com que intensificasse meu beijos naquela parte tão deliciosamente molhada, penetrei dois dedos ao mesmo tempo que sugava e lambia todos os cantos de seu sexo, logo senti ela apertando meus dedos e os substitui pela minha língua, Isabella gozou arqueando as costas ao mesmo tempo que eu tomava todo seu sabor em minha boca. Porra! Era gostosa demais! Minha vontade era arrancar minha própria roupa e penetrar seu corpo até que estivéssemos exaustos, mas eu não podia fazer isso, Isabella estava grávida e por mais que eu soubesse que sexo na gravidez teoricamente não faz mal ao bebê, preferia me certificar sobre isso com sua médica.

Aproveitei enquanto Isabella se recuperava e corri para o banheiro para tomar uma ducha gelada, o banho frio funcionou e apesar de estar frustrado por não ter minha liberação, me sentia satisfeito por ter feito isso por Isabella, me vesti e voltei para o quarto, a lua clareava boa parte de aposento e pude ver Isabella sentada na cama com o braços cruzados sobre o peito e nada feliz.

– Posso saber o que deu em você? — Perguntou séria.

– Do que esta falando? — Retorqui me fazendo de desentendido, levantei o lençol e me sentei ao seu lado na cama. Isabella me fuzilou com o olhar.

– De você ir correndo para o banheiro, se não quer fazer sexo comigo é só dizer, não precisa fugir. — De modo algum podia deixar ela pensar um absurdo desses.

– É claro que eu quero fazer sexo com você.

– Não foi o que pareceu. — Bufou, sorri pela sua birra e me aproximei, Isabella virou o rosto, segurei seu queixo e a fiz me encarar.

– Eu te desejo tanto que fiquei com medo. — Ela franziu o cenho.

– Medo do que?

– De machucar você ou o bebê. — Expliquei me lembrando do meu rompante no casamento e o modo grosso como a tinha agarrado e fodido contra a porta. — Ontem mesmo eu perdi a cabeça.

– Você não me machucou ontem e tenho certeza que não me machucaria agora.

– Talvez esteja certa, mas depois da noite tensa que tivemos eu prefiro não abusar da sorte. — O semblante de Isabella se suavizou e afagou meu rosto.

– Como eu posso querer te matar e te amar ao mesmo tempo? — Acabei sorrindo, mas logo o sorriso sumiu de meu rosto.

– Sinceramente não sei nem como pode me amar nesse momento. — Seu polegar correu pelo meu rosto e acariciou meu lábio inferior.

– Acredita mesmo que tudo o que fiz foi apenas por vingança? — Sussurrou me encarando com atenção e fazendo com que me lembrasse de minhas palavras tão duras. Eu só fui uma diversão para você Isabella, essa é a verdade, tudo o que você sempre quis foi se vingar de mim”

– Não! Claro que não! — Respondi com firmeza. — Eu só... — Parei tentando achar algo para explicar meu ato ridículo. — Quando você aceitou dançar com James e eu vi como pareciam felizes eu perdi a cabeça... — Doía só de lembrar, Isabella se afastou e me encarou. — Eu fui um imbecil, sem noção, idiota, burro, canalha, mas eu te amo, amo você mais do que tudo e quando vi vocês juntos achei que tinha te perdido, que você tinha percebido que era um erro ficar comigo e iria me deixar. — Declarei sem segurar minha própria emoção. — Eu fiquei desesperado Bell e quando estou assim eu não penso, eu simplesmente não consigo raciocinar. Sei que não mereço, mas me perdoa, por favor. — Pedi com vigor me aproximando e encostando sua testa na minha, felizmente ela não se afastou.

– Devia ter conversado comigo antes de tirar conclusões sem cabimento. — Reclamou chateada. — Nós sempre falamos que a comunicação é o mais importante, mas isso simplesmente some quando brigamos, não pode ser assim. — Argumentou seriamente.

– Sei disso, estava tão tenso com a ida do James ao casamento que acabei colocando os pés pelas mãos. — Lamentei desolado, Isabella alisou meu rosto com carinho. Aquele gesto significou tudo para mim.

– Sabe, eu também devo pedir perdão. — Disse calmamente, a encarei confuso.

– Do que esta falando? — Minha mente se perdeu em diversas razões pelas quais Isabella poderia pedir perdão e nenhuma delas me agradava.

– Você sempre me disse como se sentia em relação ao James, seus medos e aflições e eu achava que entendia. — Isabella parou e suspirou. — Não percebi como tinha sido injusta com você Edward. — Sua resposta me surpreendeu.

– Você nunca foi injusta comigo Bell, como pode dizer isso? — Questionei atordoado.

– Fui sim, tentei imaginar o que seria estar no seu lugar, mas isso nunca foi o suficiente, nunca pude ter a real noção do que você sentia porque nunca consegui sequer imaginar você com outra mulher, quanto mais dizendo que a amava. Eu menosprezei seus sentimentos... — Agora ela estava indo longe demais, não podia deixar ela pegar toda a culpa para si.

– Isso não é verdade! — A cortei antes que continuasse dizendo esses absurdos. — Você não tem culpa de nada, eu mereci ver você nos braços de outro, ver o que eu tinha perdido por causa da minha estupidez, você estava seguindo com a sua vida, tentando ser feliz.

– Eu sei disso, tudo o que nós sofremos não é algo que vamos poder mudar, já foi, não é por isso que estou pedindo perdão. — Abri a boca para retrucar, mas Isabella colocou seus dedos sobre meus lábios. — Estou aqui na sua frente pedindo perdão por não dar o devido valor ao que você sentia, por tratar seus ciúmes do James como algo sem sentido, sem pensar o quanto isso realmente te magoou. Não estou isentando você do que fez ontem, de modo algum, você agiu como um moleque, me ignorando e fazendo suposições sem ao menos conversar comigo, o que quero dizer é que eu também tive culpa, não deveria ter ido dançar com James sem antes esclarecer as coisas com você, eu mesma agi precipitadamente, querendo te irritar de propósito, sem perceber o quanto você sofreria com isso. — Encarava Isabella ainda mais apaixonado, saber que ela entendia como me sentia significava muito para mim.

– O que te fez ver isso tudo? — Questionei intrigado.

– Foi o sonho, ou melhor, o pesadelo. — Então me lembrei de suas palavras desesperadas, pedindo para que eu não fosse embora, que não a deixasse. — Eu te vi com a Victoria, e vocês estavam rindo e felizes, você a beijava e dizia o quanto a amava, parecia tão real. — Enquanto descrevia o sonho, seu choro voltou, sentei ao seu lado e a puxei para os meus braços. — Você me deixou... — Murmurou com a voz fraca. — Doeu ver você indo embora com ela, não sabia que podia doer tanto, até que eu vi a ponte, era o mesmo lugar que minha mãe tinha se jogado. — A apertei em meus braços tentando confortá-la. — Eu fui até a beirada e olhei o rio, então me lembrei de você e da dor que estava sentindo. — Isabella enfiou a cabeça no meu pescoço chorando. — Eu... pensei em... pular. — Gaguejou se apertando em mim, a segurei com firmeza, sentindo o quão desesperada ela estava e perdido em meu próprio desespero, pensando no que eu faria sem ela, sem meu anjo. — Quando eu tinha decidido pular eu senti...

– Sentiu o que? — Bell me olhou e abriu um sorriso em meio as suas lágrimas, então pousou sua mão sobre seu ventre, a olhei maravilhado.

– Eu não podia fazer isso com nosso filho, foi nessa hora que ouvi você me chamando e acordei. — Sorri e coloquei minha mão sobre a sua, o seu sorriso aumentou. — Eu não quero ser como minha mãe. — Repetiu o que tinha dito quando acordou. — A dor era horrível, mas eu não ia deixar isso acontecer de novo. — Sem pensar em mais nada tomei seus lábios nos meus. — Você não disse se me perdoa. — Indagou manhosa quando nos afastamos.

– Nem você. — Acusei de volta fazendo com que ela abrisse um sorriso tímido, respirou fundo e me encarou com aqueles lindos olhos verdes que eu tanto amava.

– Eu te perdoo por ser um idiota sem noção e ter agido feito um garoto mimado. — Sua resposta me fez sorrir. — Sua vez. — Indicou, encostei minha testa na sua.

– Eu te perdoo por ter me feito sentir raiva, ciúmes e medo. — Isabella afagou meu rosto.

– Sinto muito. — Pediu sinceramente.

– Eu também anjo. — Respondi lhe beijando com doçura e calma, me afastei e curvei sobre seu ventre e o beijei sobre o lençol. — Perdoa o papai por ser um idiota e deixar a mamãe nervosa? Eu prometo que vou cuidar muito bem de vocês. — Declarei depositando mais um beijo, Isabella acariciou meus cabelos, olhei para ela e vi que chorava, dessa vez de felicidade, levantei e a beijei mais uma vez. — Obrigado por mais esse presente. — Agradeci afagando seu ventre, ela assentiu sorrindo.

– Obrigada por existir na minha vida Edward. — Sua declaração após tudo o que tinha acontecido aqueceu meu coração. Deitei na cama com a cabeça em seu ombro e minha mão em seu ventre.

– Eu que tenho que agradecer por você ser capaz de me amar anjo. — Ela afagou meus cabelos, beijou minha testa e inclinou a cabeça para tocar meus lábios nos seus, antes que o beijo se tornasse mais urgente, me afastei. — Bell já falei que não. — Fui enfático.

– Você não vai nos machucar. — Tentou argumentar, mas eu estava firme na minha decisão.

– Eu prefiro esperar até irmos a sua médica e saber como esta sua gravidez. — Expliquei com tranquilidade.

– Eu já fui. — Arregalei meus olhos e sentei na cama. Como assim já tinha ido?

– O que?!! Quando?! Porque?! Você passou mal?! — Perguntava sem parar, Isabella riu acariciando meu rosto.

– Calma Edward, estamos bem, eu só fui para saber se estava mesmo grávida. — Respirei aliviado.

– Você me assustou.

– Você que é exagerado. — Disse me beijando com doçura.

– Se tratando de você e agora do nosso bebê pode ter certeza que serei e muito exagerado. Quando você foi?

– Ontem de manhã, antes de ir para o casamento.

– Era por isso que estava tão feliz, né? — Perguntei mesmo já sabendo a resposta.

– Sim, eu ia te contar depois que voltássemos da festa.

– E eu estraguei tudo. — Lamentei chateado.

– Isso já passou, conversamos e não vai acontecer de novo, não é? — Questionou arqueando sua sobrancelha.

– Pode ter certeza que não, fiquei com tanto medo de perder você, ou melhor, vocês. — Conclui tocando seu ventre, ela sorriu.

– Não vamos a lugar nenhum senhor Cullen. — Afirmou e voltou a me beijar se deitando sobre mim na cama, coloquei minha mão sobre seu ombro a afastando.

– Amor... — Pedi quase sem força.

– Que foi agora? — Perguntou irritada.

– Você não me contou como foi na médica. — Estava louco para saber como tinha sido sua consulta, Isabella suspirou.

– Foi bem, estou de quase três meses. — Respondeu com um sorriso sonhador acariciando o ventre. — Te lembra alguma coisa? — Pensei onde estávamos há três meses e quando lembrei, sorri abertamente. Tinha como ser mais perfeito?

– Um dos dias mais felizes da minha vida. — Isabella abriu um lindo sorriso e me olhou emocionada.

– Quer ver a foto do nosso bebê? — A encarei espantado.

– Você tem?

– Sim, minha médica fez um exame completo, incluindo a ultrassom. — Meu rosto desabou. — Que foi?

– Eu queria ter estado lá com vocês. — Murmurei com pesar.

– Hei não fica assim, já marquei minha próxima consulta para pegar o resultado dos exames e se quiser pode ir. — Não existia a menor possibilidade de não estar presente nesse momento.

– É claro que vou, não perderia isso por nada.

– Sei que não. — Respondeu com um sorriso meigo.

– Onde esta a foto? — Perguntei animado, não via a hora de ver nosso bebê.

– Esta na minha bolsa. — Quando tentou se levantar a impedi.

– Deixa que eu pego. — Disse e fui na direção onde sua bolsa estava, a peguei e levei até Bell, ela a abriu e tirou um envelope branco e pequeno.

– Aqui. — Disse e me estendeu o envelope, sentei ao seu lado e tirei de dentro a foto de nosso bebê, parecia a imagem de uma TV com péssima recepção, mas já era possível ver sua cabeça, pés e pernas.

– É lindo. — Afirmei emocionado, Bell se aproximou e me abraçou pelo pescoço.

– Nossa Anne. — Sussurrou no meu ouvido, virei a encarando.

– Já deu para ver o sexo? — Questionei assustado. Será que tinha perdido mais esse momento?

– Não, ainda não, mas assim como você papai, eu sei que vai ser uma menina. — Eu não podia descrever o que estava sentindo naquele momento, era uma felicidade que explodia no meu peito, tinha ao meu lado a mulher que amava e que estava grávida de nossa filha, nossa Anne. Sorri imaginando a razão desse nome.

– Anne? O segundo nome de nossa mãe?

– É, eu pensei em homenagear a mulher que me mostrou o que era o amor de uma mãe. — Coloquei a mão sobre seu ventre e sem perceber estávamos os dois chorando.

– Eu te amo Isabella. — Declarei com vigor, ela abriu um sorriso lindo.

– Eu também te amo Edward. — Se aproximou e começou a me beijar com desejo, percebendo suas intenções a afastei mais uma vez.

– Bell... — Comecei dizendo, mas ela logo me cortou.

– Eu estou bem, nós estamos bem, eu preciso sentir você Edward, não pode deixar a mãe da sua filha entrar em combustão. — Reclamou aborrecida, por pouco não ri de sua expressão, mas minha preocupação não deixou.

– Tem certeza? — Quis me certificar.

– Tenho, a médica disse que minha saúde esta ótima e o bebê também, não há restrições.

– Isso foi antes do que aconteceu ontem, você estava muito nervosa Isabella, eu tenho medo que possa acontecer alguma coisa.

– Vai acontecer uma coisa muito séria se você não deitar nessa cama e me foder! — Esbravejou, segurei minha vontade de rir.

– Que coisa feia Isabella! — A repreendi, tentando me manter sério. — Dizendo essas coisas na presença de nossa filha. — Disse avançando sobre ela como um felino pronto a atacar.

– Talvez eu precise de um castigo senhor Cullen. — Murmurou de um modo inocente e sexy, descendo sua mão pelo meu peito. Essa mulher queria me matar.

– Acho que é exatamente isso que você precisa. — Sussurrei com a voz levemente rouca de puro desejo e tesão, Isabella sorriu animada percebendo que tinha derrubado todas as minhas defesas, a verdade é que não estava em condições de negar e nem resistir as suas tentativas de sedução, me coloquei sobre ela e a beijei delicadamente. — Promete me avisar caso se sentir desconfortável ou com dor? — Ela assentiu passando suas mãos sobre os meus ombros.

– Prometo garotão. Agora coloque esse corpo gostoso para funcionar. — Disse dando um tapa na minha bunda, me pegando de surpresa.

– Isabella! — Ela riu me puxando pela nuca e colando nossos lábios.

– Estou pegando fogo Edward e é sua responsabilidade apagar. — Sussurrou sem parar de me beijar, pelo visto essa gravidez a estava deixando ainda mais tarada e sem duvida, mais gostosa.

– Vai pagar por esse tapa Isabella. — Murmurei contra a sua pele, descendo os beijos pelo seu pescoço. — Vai pagar muito caro. — Agarrei suas costas e nos virei na cama, a deixando em cima de mim, sentei na cama e a beijei com desejo enquanto ela rebolava sem parar no meu colo, gemi contra sua boca, com sua ajuda tirei minha camiseta e em seguida minha boxer, ela sorriu maliciosamente e para me torturar sentou com uma lentidão mortal em membro duro e pulsante, gememos quando nos unimos completamente, Isabella agarrou meus cabelos e eu suas costas, sem separar nossos lábios ela subia e descia, fazendo meu membro entrar e sair dela, em uma angústia deliciosa.

– Isso gostosa, rebola em mim, rebola safada. — Incentivei e dei um tapa em sua bunda, Isabella riu e começou a rebolar e a descer e subir com mais velocidade. — Porra! Isso! Isso! Delicia. Continua...

– Ah Edward! Ah! — Gemia descontrolada. — Gostoso! Tesão! — Amava ouvir ela gemendo para mim, me deixava ainda mais tarado.

– Isso!! Geme Isabella! Geme meu nome gostosa! — Ela gritou ainda mais alto, me deixando ensandecido, comecei a ajudar em seus movimentos e em poucos segundos nos perdemos um no outro, aquele prazer tomou meu corpo por completou, sentia os espasmos percorrendo minhas veias e meu coração batendo acelerado, desabei na cama com Isabella no meu peito. Aquele era o meu paraíso, com meu anjo nos meus braços e eu dentro dela. Acariciei suas costas e senti seu corpo tranquilo, a respiração calma contra minha pele.

– Bell... — Chamei e não respondeu, me afastei um pouco e a encontrei adormecida sobre o meu peito, suspirei passando minha mão pelo seu rosto com cuidado para não acorda-la, sua expressão estava serena e satisfeita, um reflexo do meu próprio estado de espírito, beijei sua testa e ela abriu um sorriso tímido e se aconchegou ainda mais no meu corpo, sorri com seu gesto, a apertei em meus braços e continuei a velar seu sono até que eu finalmente adormeci, completamente feliz e realizado.

Bella POV

Acordei me sentindo renovada, me virei na cama a procura do corpo gostoso e quente do meu lindo noivo, mas encontrei o lugar vazio, abri os olhos e não o achei no quarto e sequer ouvi algum barulho no banheiro.

– Edward! — Chamei e nada, nenhum ruído, sentei na cama preocupada. Será que tudo o que tinha acontecido de madrugada foi um sonho? Edward ainda estaria bravo comigo por ter dançado com James? Não, isso não podia ser! Lembro dele no banheiro me pedindo perdão, ou isso foi um sonho também. De qualquer forma precisava descobrir o que estava acontecendo e onde estava Edward. Me enrolei no lençol e quando ia sair da cama ouvi a porta se abrindo e um Edward sorridente passar por ela carregando uma linda bandeja de café da manhã, meu coração perdeu uma batida com essa visão deliciosa na minha frente. Oh homem gostoso! Tudo o que eu queria era me jogar em cima dele e foder ele ali mesmo.

– Bom dia anjo! — Cumprimentou sorrindo, fui incapaz de não sorrir de volta, entretanto meu sorriso sumiu quando o olhei. — Trouxe um café da manhã reforçado para a mamãe mais linda do mundo. — Disse colocando a bandeja sobre a cama e então me encarou. — O que foi? — Perguntou intrigado, com certeza vendo a expressão nada agradável no meu rosto.

– Eu que pergunto. O que aconteceu com você? — Perguntei preocupada tocando o machucado em seu supercílio, seu rosto relaxou. Como não tinha visto isso ontem?

– Ah isso! Não foi nada. — Desconversou.

– Como nada Edward? Esta inchado. Onde machucou? — Então me lembrei do meu rompante na madrugada, quando o ataquei e bati nele, mas não lembrava de bater em seu rosto. — Fui eu? — Perguntei com a voz quase sumindo. Edward arregalou os olhos e balançou a cabeça.

– Não! Claro que não! — Suspirei aliviada.

– Então pode me explicar o que aconteceu? — Questionei cruzando o braço e o encarando.

– Eu arrombei a porta do banheiro e bati na quina da pia. — Como é que é?

– Arrombou a porta? Porque?

– Você tinha se trancado e gritou, não sabia o que fazer. — Disse balançando os ombros, como se fosse uma explicação válida. Me lembrava claramente disso, tinha estranhado o fato dele ter conseguido entrar no banheiro pois tinha certeza que havia trancado a porta, agora estava explicado como tinha entrado. Meu lindo noivo super protetor.

– Esta doendo? — Indaguei angustiada.

– Não anjo. — Voltei a acariciar com delicadeza seu rosto.

– Desculpa ter deixado você preocupado.

– Bell você não tem pelo o que se desculpar, já conversamos sobre tudo e nos acertamos ou não? — Perguntou ansioso, assenti sorrindo. — Ótimo! Agora esta na hora de comer. — Olhei a bandeja abarrotada de comida, somente alimentos naturais e leves.

– Acho que exagerou.

– É, talvez um pouco. — Concordou rindo. — Mas preciso cuidar e muito bem dos meus amores. — Sua declaração fez um sorriso enorme aparecer no meu rosto.

– Me faz companhia?

– Com certeza. — Edward se sentou na cama e me trouxe para seu colo, a bandeja ficou ao nosso lado. Peguei um cacho de uva e comia e dava na boca de Edward, era tão bom estarmos de bem de novo, deitei sobre seu corpo e ele beijou minha cabeça. Coloquei o resto da uva na bandeja e me virei sobre o seu colo o beijando, eu sentia que minha maior fome no momento só Edward poderia sanar. — Bell... — Ouvi sua voz em tom de advertência me afastando com cuidado, o encarei com seriedade, ele sorriu. — Você precisa se alimentar anjo.

– Mas eu quero você. — Disse manhosa brincando com sua camiseta, Edward gargalhou alto.

– Você me tem Isabella, coma e depois vejo o que faço para matar essa sua outra fome. — Mordi os lábios.

– Mesmo? — Perguntei em expectativa, Edward afagou minhas costas.

– Sim, mas não antes de você se alimentar. — Sorri assentindo.

– Sim senhor. — Concordei o beijando e voltei minha atenção a bandeja recheada, peguei um Iorgute de morango e gemi com o sabor gelado e adocicado em minha boca.

– Gostoso? — Edward questionou me observando com atenção.

– Você é mais. — Provoquei o encarando e lambendo a colher, ele riu e deu um beijo no meu pescoço. — Pode parar garotão, caso contrário não respondo por mim. — Edward se afastou levando as mãos para o alto. Demos risada, me acomodei em seu colo e continuei a comer meu Iorgute enquanto Edward tomava um suco de laranja e comia uma panqueca recheado com geleia com só uma mão, pois a outra não saia do meu ventre. Nem podia acreditar que ontem mesmo estávamos querendo matar um ao outro, coloquei o pote vazio sobre a bandeja e suspirei feliz por termos nos acertado.

– Que foi? Esta sentindo alguma coisa? — Edward perguntou preocupado.

– Nada amor, só apreciando esse momento gostoso com os amores da minha vida. — Ele respirou aliviado, acabei sorrindo, Edward nunca deixaria de se preocupar, ainda mais agora, sabendo que estava grávida. — O senhor vai ter que aprender a relaxar se quiser ver esse bebê nascer. — Repreendi o encarando, ele fez uma careta fofa.

– Você sabe que esta pedindo algo impossível. — Balancei a cabeça e sorri.

– Eu sei, te conheço muito bem, mas vai ser preciso, senão você vai ter uma síncope antes que eu tenha nossa filha. — Edward suspirou profundamente.

– Ok anjo, eu vou tentar me controlar. — Garantiu me dando um beijo na testa. — Já que estamos falando sobre isso, estou pensando em arrumar mais um segurança para você. — Me sentei ereta em seu colo.

– Como é que é?! Que história e essa?!

– Calma Bell, é só uma medida de segurança.

– Mas eu já tenho dois seguranças, para que preciso de mais? — Questionei aturdida e bem irritada.

– Porque tenho mais alguém que devo proteger. — Respondeu serenamente movendo sua mão sobre meu ventre, só esse gesto foi o bastante para derreter toda minha irritação e me fazer sorrir, levantei minha mão e acariciei seu rosto.

– É exatamente sobre isso que estava falando, essa sua preocupação exagerada, não preciso de mais um segurança. — Insisti com convicção.

– Eu só não quero que nada de mal aconteça com vocês Isabella. — Odiava discutir sobre isso com Edward, principalmente porque sabia que nessa questão sempre acabava fazendo sua vontade.

– Será que não podemos deixar esse assunto para mais tarde, Thompson e Kline fazem um excelente trabalho e realmente não vejo necessidade de mais alguém. — Defendi minha ideia mais uma vez.

– Tudo bem. — Concordou um pouco contrariado. — Vou deixar assim por enquanto, mas caso veja a necessidade, irei contratar mais um segurança e para lhe acalmar prometo que vou tentar controlar minha preocupação, mas você precisa colaborar.

– Ok, tem a minha palavra. — Sorri e lhe dei um selinho, Edward segurou meu rosto entre suas mãos e aprofundou o beijo, me empolguei e comecei a retirar sua camiseta, mas ele me parou.

– Comida! — Disse segurando minhas mãos.

– Você que provocou. — Reclamei, ele sorriu balançando a cabeça.

– Vem, termina de comer. — Suspirei resignada.

– Tenho outra escolha?

– Não, não tem. Aqui. — Estendeu um prato com pão de aveia e queijo branco, parecia uma delícia, aceitei a oferta e o devorei. Edward me observava com um sorriso lindo nos lábios.

– Muito bom. — Elogiei terminando de mastigar. — Seus lanches são magníficos.

– Obrigado. — Limpei a boca e peguei um copo de suco.

– Preciso ligar para Alice e saber como terminou o casamento de Rose, me sinto mal por ter ido embora sem me despedir.

– Não foi culpa sua. — Me consolou, mas não ia deixar ele assumir tudo.

– Eu também tive minha cota de responsabilidade Edward, só espero que não tenha ficado muito chateada.

– Não ficou não. — O encarei intrigada.

– Como sabe?

– Bom, antes de subir para lhe procurar encontrei com Jasper, ele me avisou que Alice tinha ido atrás de você, então aproveitei para me despedir de nossos amigos. Jasper viu como estava péssimo e falou que deveria lhe dar um tempo para então conversarmos, confessei que nem sabia se iria querer falar comigo um dia e com razão. — Murmurou arrependido.

– Você é irresistível demais para que isso acontecesse. — Disse com o objetivo de não deixar as lembranças de ontem acabarem com nosso clima, ele sorriu satisfeito. — E depois? — Incentivei que continuasse.

– Agradeci os conselhos de Jasper e fui me despedir dos noivos, expliquei que você não estava se sentindo bem, já que não estava ali, Rose perguntou o que tinha e falei que estava um pouco enjoada e que iríamos embora, ela sorriu e parecia saber do que estava falando. Você chegou a contar para ela? — Será que Alice tinha comentado algo?

– Não, você foi o primeiro que contei, Alice era a única que sabia da minha desconfiança, aliás foi ela que me alertou da possibilidade de estar grávida.

– Sério?

– É, meu vestido de madrinha estava mais justo e depois que me dei conta de outros sintomas ela disse que poderia estar grávida, de qualquer forma preferi me certificar indo a médica. — Expliquei como tinha desconfiado da gravidez. — Então eles não ficaram chateados? — Questionei voltando ao assunto de nossos amigos.

– Não, ainda mais quando confirmarmos a suspeita que vi no rosto de Rosalie. — Resumiu sorrindo. — Já Alice quer me matar. — Completou torcendo os lábios.

– Você a viu?

– Sim, assim que me despedi de nossos amigos subi para ver você, só que ainda estava com Alice, nesse meio tempo resolvi me arrumar e ligar para Jasen ir nos buscar, quando sai do quarto encontrei com Alice no corredor, ela veio na minha direção e disse que eu era um imbecil e só não me matava pois não queria estragar o casamento da amiga e nem matar o pai do seu futuro sobrinho. — Ri com esse comentário, Edward sorriu, mas logo ficou sério. — Consegui fazer com que ela me odiasse de novo. — Disse aborrecido.

– Isso vai passar, não se preocupe, aliás não foi só Alice que defendeu um amigo. — Edward me olhou intrigado.

– Do que esta falando?

– Laurent me deu uma bela bronca por ter dançado com James.

– Ah! Sério? — Ele parecia realmente surpreso.

– É, eu quase dei na cara dele. — Respondi me lembrando de como Laurent havia me tratado, mas querendo ou não admitir, ele tinha razão.

– O que ele disse? — Questionou curioso.

– Não me lembro direito. — Desconversei, Edward estreitou os olhos.

– Lembra sim. O que foi que ele falou? — Perguntou com urgência.

– Eu fui te procurar na mesa que estávamos e fiquei preocupada quando Jasper disse que você tinha saído, pois estava muito frio, Laurent se intrometeu na conversa e me acusou, dizendo que era minha culpa, já que eu tinha ido dançar com meu ex. — Suspirei chateada. — A verdade é que ele estava certo. — Respondi arrependida, Edward segurou meu queixo.

– Bell, como diz o ditado é preciso dois para dançar o Tango, eu devia ter conversado com você ao invés de tirar conclusões sem cabimento, você mesma disse isso ontem, só que na hora isso é a última coisa que pensamos. — Lamentou, seu polegar acariciou meus lábios. — Eu fiquei com tanto medo de você passar mal, de me deixar. — Dizia com agonia.

– Eu estava muito brava com você, mas nunca te deixaria, nunca. — Garanti e um sorriso surgiu em seu lábios.

– Sabe, talvez o que aconteceu tenha sido bom de alguma forma. — Edward disse acariciando meu braço.

– Como assim? — Questionei confusa, ele suspirou.

– É que isso tudo me fez perceber que quem colocava o James entre nós era eu, ao invés de ver o quanto você me ama, eu ficava preso no passado e no que você viveu com ele, mas agora isso acabou! — Respondeu com firmeza. — James foi seu namorado, só que eu serei seu marido e pai de seus filhos. — Sorri largamente o abraçando pelo pescoço.Meu coração batia acelerado, não podia acreditar que Edward estava dizendo isso, que ele finalmente ia deixar James para trás.

– Fico tão feliz por isso Edward, eu fui sincera quando disse que entendia como se sentia, nunca mais quero fazer você sofrer dessa forma, eu juro.

– Eu sei anjo, nem eu. — Confirmou passando seus dedos pelo meu rosto. — Não posso dizer que vou deixar de ser ciumento, esse sou eu, mas garanto que nunca mais irei perder a cabeça desse jeito, vou contar até mil se necessário. — Sorri abertamente com sua promessa.

– Isso é o que importa, devemos conversar civilizadamente antes de qualquer coisa, além disso você não é o único ciumento aqui. — Provoquei sorrindo, Edward riu me apertando em seus braços.

– Verdade minha linda ciumenta. — Disse me beijando com delicadeza. — Já que estamos falando sobre isso, o que você e o James tanto conversaram? — Sua expressão estava suave e tranquila, naquele momento tive a certeza que Edward estava falando sério sobre deixar James no passado.

– Você não vai acreditar. — Edward franziu o cenho e me olhou desconfiado.

– O que?

– James se casou! — Respondi sorrindo, Edward arregalou os olhos e me encarou pasmo.

– Mesmo?

– Sim e adivinha só?

– Tem mais? — Acenei com a cabeça.

– Sim, ele também vai ser pai.

– Esta brincando! Sério? — Assenti sem parar de sorrir, feliz por termos nos acertado e poder dividir a felicidade de James com Edward. — Caramba! — Sussurrou chocado, logo sua expressão suavizou e ele sorriu. — James merece ser muito feliz. — Afirmou sinceramente e sem o menor sinal de aborrecimento.

– Verdade. — Concordei, me sentia aliviada sabendo que não tinha estragado a vida de uma pessoa tão boa com James. — Tinha que ver o rosto dele enquanto falava da esposa e do filho, seus olhos brilhavam. — Continuei dizendo animada.

– A esposa dele estava no casamento? — Questionou interessado.

– Não, a gravidez já esta adiantada e por causa do problema de pressão alta, ele achou melhor ela ficar em casa. — Expliquei, Edward franziu o cenho.

– E deixou ela sozinha? — Ele parecia indignado com isso.

– James contou que ela praticamente o expulsou de casa, dizendo que sabia muito bem se cuidar e que ele tinha muitos assuntos a resolver, ela é meio mandona.

– Parece alguém que eu conheço. — Estreitei meus olhos.

– Hei isso é uma indireta? — Questionei arqueando minha sobrancelha.

– Não amor, é uma direta mesmo. — Respondeu com um sorriso.

– Humpf eu nem sou tão mandona assim. — Reclamei fazendo um bico e fechando a cara, Edward riu.

– Só um pouquinho. — Disse e deu um selinho no meu pescoço, foi o bastante para o meu corpo se arrepiar por completo. — Mas não se preocupe, eu amo demais a minha ferinha.

– Edward! — Ele riu alto e deu um mais beijo dessa vez abaixo da minha orelha.

– Principalmente na cama. — Sussurrou no meu ouvido me fazendo gemer. — Estava pensando em matar aquela sua outra fome, o que acha senhora Cullen? — Murmurou distribuindo beijos na minha mandíbula, eu só conseguia gemer e rebolar no seu colo, a boca dele se aproximou da minha e senti seus dentes puxando meu lábio inferior. — Perdeu a fala gostosa? — Provocou com aquela cara de safado que eu tanto amava, não pensei em mais nada e comecei a arrancar as roupas de Edward, ele ria e me ajudava, quando estava nu, eu não esperei e o ataquei com todo o desejo que estava sentindo, como sempre a bandeja do café foi parar no chão e eu cavalguei novamente o seu corpo, tomando o meu tempo, quando sentia que íamos gozar, não sei como eu conseguia diminuir os movimentos e fazer Edward bufar, estava deixando ele cada vez mais enlouquecido, entretanto uma hora não aguentei e nos deixei levar pelo prazer fazendo com que ambos gritassem alto, agradecia o fato de nossa casa ser tão isolada.

Quando desabei no seu peito, Edward me abraçou apertado e beijou minha testa, sempre fazendo carinho nas minhas costas e eu no seu peito. Não podia pensar em nada mais perfeito que esse momento.

– Bell? — Ouvi sua voz suave me chamando. Levantei a cabeça e o encarei, ele sorriu e tirou os cabelos que estavam grudados na minha testa devido o suor. — Você esta de tirar o fôlego. — Elogiou, sorri abertamente, me aproximei e lhe dei um rápido beijo.

– O senhor também esta uma tentação. — Seu riso contagiou o ambiente, eu amava esse som. Nem podia acreditar que logo eu seria oficialmente a senhora Cullen, de repente me dei conta de algo que ainda não havia passado pela minha cabeça.

– Anjo? O que foi? Esta sentindo alguma coisa? — A voz preocupada de Edward me tirou dos meus devaneios.

– Eu estou bem. — Garanti. — É que só agora me dei conta de uma coisa.

– Do que?

– Que quando nos casarmos eu vou estar com oito meses.

– E? — Questionou como se não fosse nada.

– Como assim "e"? Edward eu não quero casar com um barrigão. — Afirmei e então tomei coragem para lhe dizer qual seria a melhor solução, tinha certeza que ele ia odiar minha ideia. — Estava pensando que talvez nós pudéssemos adiar. — Minha voz saiu quase em um sussurro, o rosto de Edward se transformou, ficando sério.

– Adiar?! Nem pensar Isabella!

– Mas?

– Nada de mas! Eu te dou um mês! – O que?!!!

– Um mês? Não dá para planejar nada em um mês Edward. — Argumentei, ele respirou fundo e tentou se acalmar.

– Bell olha para mim. — Pediu e então o encarei. — Você me ama?

– Edward! É claro que te amo. Eu só quero que esse dia seja inesquecível.

– Bell eu simplesmente não posso esperar mais para que você se torne minha esposa, não dá, esses cinco meses já estão me matando, se formos esperar você ter o bebê só iremos casar daqui um ano, eu não vou aguentar. — Eu também preferia me casar antes do bebê nascer, mas agora achava que a melhor opção era esperar, só assim poderia fazer o casamento com calma.

– Eu sei que isso é importante para você e é para mim também, por isso quero que seja especial, além disso nós moramos juntos, se pensarmos bem já somos casados. — Edward estreitou os olhos, isso não era bom sinal.

– Se você acha que já somos casados é óbvio que não sabe como isso é importante para mim.

– Edward...

– Não! — Me cortou. — Merda Isabella! Tudo o que mais quero no mundo é ver você caminhando por um corredor cheio de flores, nós dois declarando nossos votos e tornando isso oficial, pode parecer ridículo, mas para mim não é. Eu quero entrar naquele hospital quando você for ter o bebê como seu marido, não seu namorado ou noivo. — Ele segurou minhas mãos e me fitou. — Eu te garanto que somos capazes de fazer o casamento dos seus sonhos em no máximo dois meses, te prometo que vai sair do jeito que você sempre quis, mas por favor, não me faça esperar mais. — Eu podia ver a agonia nos seus olhos e isso partia meu coração, estava claro o quão importante isso era para ele e Edward estava certo, eu queria meu marido ao meu lado quando tivesse nosso bebê.

– Ok garotão, temos um acordo. — Ele abriu um sorriso enorme e segurou meu rosto o puxando para o seu e me dando um beijo apaixonado.

– Você não vai se arrepender anjo, vai ser um casamento lindo. — Garantiu com segurança.

– Eu sei, tenho certeza que Alice vai assegurar que isso aconteça, além disso eu não quero nada sofisticado ou com muitos convidados, acho que só estou insegura por causa da gravidez. — Confessei meu temor.

– Não precisa se preocupar, seria impossível existir noiva mais deslumbrante que você. — Sua declaração me fez corar e sorrir igual uma boba. — Ainda esta com fome? — Olhei para a bandeja no chão.

– Acho que não dá para comer mais nada dali. — Edward riu e mordeu o lóbulo da minha orelha, atiçando meu corpo.

– Eu estava me referindo a outro tipo de fome senhora Cullen. — Respondeu com malícia, sorri entendendo e adorando onde ele queria chegar.

– Nesse caso se prepare senhor Cullen, pois estou faminta.

Notas finais
E aí o que acharam??? Parece que finalmente o Edward vai ser capaz de deixar o passado para trás, isto é, o James, as vezes certas coisas tem que acontecer para podermos enxergar e entender outras :) Nós próximos teremos esses pais super babões e claro o planejamento desse casamento, além disso a pobre Bell vai ter se preparar para as crises de seu querido noivo. Bjs e até o próximo ;)