Last Chance

38 Capítulo 37 - Banheira


Notas iniciais
Obrigada Lari Hudson pela recomendação!!!! AMEI *-* As palavras, o carinho, enfim tudo. Muito Obrigada!!

Dedico esse capítulo a você e as minhas maravilhosas leitoras!!! Vocês ainda me matam com essas recomendações e esses comentários lindos *-*

Desejo que esse capítulo faça jus a toda atenção, afeto e consideração que vocês tem pela história !!!

Espero que gostem ;)

Edward POV

Andava de um lado para o outro sem parar. Olhei mais uma vez no relógio e já passava das oito horas da noite. Onde Isabella havia se metido? Parei e me sentei no sofá, Bell tinha me dito que poderia demorar para chegar hoje devido ao novo cliente que teria, por isso até me deu a chave de seu apartamento, mas atrasar quatro horas era demais, batia o pé no chão ansiosamente com o celular na mão, liguei diversas vezes e nada, sempre caia na caixa postal, estava a um passo de ligar para Alice e Rosalie quando ouvi a porta se abrindo e um alivio percorrer todo meu corpo, me levantei em um átimo e caminhei até ela, só que parei assim que a vi na minha frente, Isabella tinha os olhos inchados e a ponta de seu nariz estava vermelha, com certeza tinha chorado, mas por que? Não me movi enquanto ela depositava uma caixa em cima do balcão da cozinha assim como o projeto da nossa casa, se virou para mim e me deu um sorriso tímido.

- Oi. — Sua voz me tirou do transe e finalmente em sua direção, Bell abriu os braços e eu a apertei contra o meu corpo.

- O que houve anjo? — Perguntei agoniado com a cabeça enfiada em seus cabelos.

- Me abraça Edward? Diz que me ama? — Pediu voltando a chorar sem dizer mais nada, franzi meu cenho tentando imaginar o que poderia ter acontecido e a apertando ainda mais nos meus braços.

- Te amo, te amo, te amo, te amo, te amo. — Declarei sussurrando próximo ao seu ouvido, Bell pareceu se acalmar.

- Eu te amo tanto. — Disse com a voz embargada beijando meu pescoço, sorri levemente ouvindo sua declaração, mesmo assim eu não conseguia parar de pensar por que ela estava desse modo, mas deixaria Bell me dizer quando se sentisse bem para isso, não ia força-la a nada, no momento eu só queria confortar a minha mulher.

- O que acha de um bom banho? — Perguntei acariciando seus braços, Bell levantou a cabeça e me olhou, passei minha mão pelo seu rosto enxugando suas lágrimas delicadamente, ela abriu um sorriso lindo e beijou meu lábio com delicadeza, eu me sentia tão mal por vê-la daquela maneira.

- Vou adorar tomar um banho com você. — Respondeu enterrando a cabeça no meu peito, me curvei e a peguei no colo, dessa vez ela nem reclamou, o que era bem estranho, estava me corroendo para saber o que a tinha deixado assim, olhando para a caixa em cima do balcão eu já podia ter uma ideia, mas o que havia sucedido para uma demissão ainda martelava na minha cabeça. Ela havia se demitido ou foi demitida? E por que? Será que tinha a ver com o novo cliente? Fui pensando nisso todo o caminho enquanto carregava Bell até seu quarto, chegando no aposento a deitei na cama e me dirigi para o seu banheiro, no meio tempo que enchia a banheira o infeliz pensamento que ela tinha tomado banho com James ali me deprimiu, mas eu não podia ficar pensando nessas coisas, ele era passado, eu o seu futuro. Peguei alguns sais de banho e joguei na água tentando não pensar sobre isso, deixei enchendo e fui até o quarto, Bell estava sentada com os braços apoiados nos joelhos olhando em um ponto fixo, o rosto ainda abatido.

- Anjo? — Chamei e ela se virou sorrindo para mim, levantou vindo na minha direção me dando um beijo nos lábios e seguiu até o banheiro se despindo no caminho, fiz o mesmo, desliguei a torneira e entrei na banheira, Bell veio logo em seguida deitando sobre o meu peito e dando um suspiro de prazer.

- Isso é bom. — Murmurou passando suas mãos nas minhas sobre a sua cintura, suas palavras fizeram a curiosidade queimar em mim fazendo com que esquecesse o quanto eu desejava a linda figura sentada entre minhas pernas.

- Nunca fez isso? — Perguntei de forma distraída, esperando que ela não percebesse minha real intenção, entretanto Isabella era perspicaz demais, ela se virou e sorriu.

- Não, nunca estive em uma banheira com outro homem. — Esclareceu, tentei segurar o sorriso que se formou no meu rosto, mas foi impossível. — Ah Cullen! O que farei com o senhor? — Ri e beijei sua testa.

- Tenho muitas ideias senhorita. — Respondi em tom de provocação, ela se virou olhando para frente rindo deitando sobre o meu peito.

- Você é o único capaz de me fazer esquecer o mundo sabia? — Encostei minha boca na sua cabeça beijando seus cabelos e franzi meu cenho. O que será que havia acontecido com ela hoje? Antes que perguntasse ela continuou. — Sabe o cliente que disse que iria no escritório?

- Sei. — Bell respirou fundo e se sentou a minha frente encarando meus olhos com cautela.

- Era o Caius. — Revelou finalmente.

- O que? — Perguntei tenso cerrando meus olhos. O que aquele calhorda aprontou?

- É, ele apareceu lá supostamente querendo reformar sua casa. — Eu estava sem palavras, o pânico me consumindo. Isabella esta bem na sua frente. Relaxe Edward. Respirei mais aliviado com isso em mente, mesmo assim eu sabia que ele havia dito ou feito algo que a tinha magoado e isso estava me deixando louco.

- O que ele fez? — Perguntei de uma só vez.

- Ele foi lá por que me viu com você e alegou que precisava me avisar para não cair nas suas garras de novo. Caius disse que tudo o que você queria comigo era se vingar porque seus pais o deixaram sem nada. — Arregalei meus olhos para os absurdos que ela estava me contando.

- Você acreditou? — Perguntei abismado, Isabella me olhou com receio e senti medo da sua resposta. Quando ela confiaria em mim? E se tinha acreditado, porque estaria aqui comigo?

- Não foi o que ele disse que me machucou Edward. — Explicou, franzi o cenho confuso, ela continuou. — Ver Caius trouxe muitas lembranças e ... — Parou parecendo arrumar forças para prosseguir.

- E? — Incentivei, Bell acariciou meu braço que estava apoiado na beirada da banheira.

- Eu lembrei claramente de tudo e foi doloroso demais pensar no que tinha acontecido e ver em seus olhos tanto nojo e desprezo. — Ofeguei com suas palavras. O que eu deveria dizer? Era a mais pura verdade, eu fui um monstro sem coração com ela. — Mas sabe o que eu finalmente entendi? — Perguntou me olhando com expectativa.

- Não. — Murmurei balançando a cabeça negativamente, ela se aproximou ainda mais, deixando minhas pernas presas entre as suas debaixo da agua, se sentou sobre mim enquanto passava os dedos delicadamente no meu peito e então me olhou, aqueles lindos olhos verdes estavam brilhantes e vivos.

- Você não mudou. — Assegurou, a olhei confuso.

- Como você pode dizer isso? — Questionei magoado. Como ela podia dizer que eu era o mesmo? Será que não havia visto o quanto amadureci? Ou ela achava que eu era capaz de fazer aquilo de novo? Era isso que ela havia percebido? Que Caius estava certo? Meu coração batia descontroladamente, estava morrendo de medo do que ouviria a seguir.

- Você não mudou porque esse sempre foi você, só que na época era muito novo e se deixou levar pelo dinheiro e as más companhias, mas isso aqui. — Explicou espalmando sua mão sobre o meu coração. — Sempre foi o mesmo, eu entendo isso agora. — Olhava desnorteado de sua mão para seu rosto.

- Bell... — Iria contradize-la, mas ela tapou meus lábios com um beijo em seguida encostou sua testa na minha me impedindo de dizer qualquer coisa ela continuou.

- Eu olho para você e sou capaz de enxergar o mesmo rapaz que corria para o meu quarto e me confidenciava seus medos, o mesmo que me disse que queria uma casa com sua esposa e filho. Esse sempre foi você. — Afirmou novamente. — Só estava escondido usando a popularidade, soberba e riqueza como escudo para que ninguém notasse o verdadeiro Edward Cullen, mas eu vejo ele e o amo demais. — Declarou emocionada, segurei seu rosto e o puxei para um beijo cheio de paixão e amor. Isabella me amava, mais do que isso, me provou que tinha mais confiança em mim do que eu mesmo, nesse momento só havia algo que eu podia dizer em troca.

- Eu te amo tanto. — Murmurei entre nossos lábios, intensifiquei a potência do beijo ao mesmo tempo que eu já me sentia mais do que excitado e Isabella me provocava esfregando sua intimidade em meu membro duro, então ela se levantou minimamente e o segurando a penetrou, eu me movia com certa calma, queria prolongar esse momento o quanto eu pudesse, suas mãos se enrolaram nos meus cabelos enquanto eu abraçava suas costas e invadia sua boca, quando ficávamos sem ar, ela simplesmente pendia sua cabeça para trás e eu beijava seu pescoço e seios, a água da banheira transbordava pelo chão, mas não estávamos nem ai para tal fato, somente queríamos sanar nem que fosse um décimo do que sentíamos um pelo o outro e que agora com tudo o que ela havia me dito parecia ter crescido ainda mais. Eu aumentei o ritmo exponencialmente e finalmente atingimos o auge juntos, Bell deitou a cabeça em meu ombro com um sorriso lindo no rosto, minhas mãos continuaram a passear pelas suas costas em um carinho delicado, beijei sua testa e me inclinei um pouco para frente ligando a torneira e enchendo a banheira com mais água, quando percebi que tinha o suficiente desliguei, ficamos ali naquela posição perfeita, comigo ainda dentro dela.

- Eu adoraria acreditar no que me disse. — Admiti, sinceramente não sabia dizer se ela estava certa ou não.

- É a verdade. — Assegurou novamente, suspirei chateado, por mais que ela dissesse isso eu não conseguia acreditar.

- Eu magoei tantas pessoas, você, meus pais. Vocês queriam o meu bem e tudo o que eu fiz foi magoar, esnobar e desrespeitar tudo o que faziam por mim, eu só pensava em mim. — Bufei exasperado pelo imbecil que eu tinha sido.

- Eu acho que você tinha medo. — Bell argumentou.

- Medo do que? — Questionei afagando seus cabelos.

- De não ser o filho que achava que eles queriam, de decepcionar eles, por isso achou mais fácil pensar só em si. — Sorri e balancei a cabeça, Bell tinha uma resposta para tudo.

- Acho que me conhece melhor que eu mesmo. — Consenti a olhando.

- Digo o mesmo senhor Cullen. — Falou levantando a cabeça e beijando meus lábios mais uma vez. — Quero ir para cama. — Pediu manhosa.

- Seu pedido é uma ordem senhorita. — Ela sorriu e se levantou saindo da banheira, a acompanhei, peguei a toalha de suas mãos e comecei a enxuga-la, ela passou a mão pelo meu peito e se aproximou beijando minha boca, deixei a toalha cair e a segurei pela cintura a levando até meu quarto e a amando mais uma vez.

Ficamos na cama enrolados um no outro, Bell acariciava meu rosto com a ponta dos dedos, esse momento era perfeito, eu sentia que enfim poderíamos deixar nosso passado para trás e então construir um futuro juntos. Isabella suspirou e me encarou.

- Eu fui demitida. — Confessou afinal.

- Foi o que imaginei quando vi a caixa que estava carregando. Aposto que foi culpa do Caius. — Acusei e senti seu corpo tencionar, ela se afastou e sentou na cama. Já estava ficando nervoso com seu silêncio. — O que ele fez? — Perguntei passando minha mão pelas suas costas e me sentando ao seu lado.

- Promete que não vai fazer nada? — Franzi meu cenho e controlei minha respiração.

- O que ele fez Isabella? — Perguntei novamente mais sério.

- Caius disse que eu merecia coisa melhor que você e me beijou a força. — Soltou de uma só vez, eu vi tudo escuro na minha frente. Só de imaginar as mãos daquele ser na minha Isabella eu ficava louco.

- Canalha desgraçado! Eu vou matar ele! — Esbravejei me levantando, ia dar uma surra que ele nunca mais ia se esquecer, porém antes que saísse da cama Bell me segurou.

- Não Edward! — A olhei possesso.

- Você não pode me impedir de fazer isso, é o que ele merece. — Argumentei irritado.

- Caius é influente não vai deixar barato qualquer coisa que você fizer contra ele. Por favor. Por mim. — Pediu com os olhos suplicantes, respirei fundo e me sentei passando as mãos pelo rosto.

- Isso não pode ficar assim. Esse canalha tem que pagar Bell. — Aleguei sem paciência.

- Eu acredito que a vida vai se encarregar disso. — Levantei a cabeça e a encarei, ela já havia dito algo parecido para mim.

- Foi o que você me disse. — Sorri tímido, ela veio em minha direção e se sentou no meu colo.

- E deu certo. — Respondeu altiva.

- Você é uma coisinha sabida hein. — Bell riu fazendo com que eu relaxe um pouco também, percebi que era essa sua intenção. — Quer dizer que o desgraçado te beija... — Resmunguei irrequieto. — E você é demitida? — Questionei sem entender. Isso não fazia o menor sentido. Isabella voltou a ficar séria.

- Meu chefe disse que eu deveria ter deixado acredita? — Falou indignada.

- Como é que é? Quem esse sujeito pensa que é para permitir que um cliente te assedie? — Que tipo de chefe pede isso de um funcionário? Mais um que acabou de entrar na minha lista negra, pois eu pretendia dar uma forcinha para a vida e dar uma lição nesses dois calhordas sem que soubessem que fui eu, já estava tendo uma ideia brilhante para isso, só precisa saber se Emm e Jazz topariam. Ninguém mexia com Isabella e sairia assim impune, não enquanto eu estivesse ao seu lado. Caius e Benjamim iriam pagar muito caro por tudo isso. Ah! Se iam.

- Foi o que eu disse a ele. — Bell suspirou deitando com a cabeça no meu ombro. — Pensar que um dia eu admirei esse homem. — Disse chateada, lembrei de todas as vezes que ela falava do chefe com tanta admiração, com certeza ouvir tudo aquilo de uma pessoa que se tem tanta consideração não deve ser nada fácil, confesso que as vezes sentia até um pouco de ciúmes da relação deles, mas sempre soube que não tinha com o que me preocupar. — O dinheiro muda as pessoas. — Completou em um tom baixo e amargo, a apertei em meus braços e beijei sua testa a confortando, sabia que esse não era o melhor momento, mas já que estávamos sendo honestos achei que o melhor seria resolver logo tudo de uma só vez e com isso tocar no assunto que ainda era sinônimo de discussão entre nós. Dinheiro.

- É por isso que não quer lutar pela herança? — Bell levantou o rosto e me encarou seriamente sem dizer nada, nós já havíamos discutido sobre isso diversas vezes, mas ela estava relutante em correr atrás do que era nosso por direito e eu preferi esperar até que se sentisse pronta, pois eu já me sentia assim. A olhei atentamente e como um clique eu finalmente entendi seu medo, na mesma hora me lembrei de nossa primeira discussão meses atrás e sua voz ecoou na minha cabeça como se ela estivesse me dizendo isso agora. “Porque eu sei para onde isso esta indo. Você vai recuperar seu dinheiro e voltar a ser o mesmo Edward. Eu posso ver o brilho nos seus olhos e é o mesmo que você tinha antes, poder, dinheiro, você vai voltar a ser o fútil de sempre.” Claro! Era isso que Isabella temia, que eu mudasse caso ficasse rico de novo. Como pude ser tão idiota e me esquecer disso? Segurei seu rosto em minhas mãos. — Bell eu não vou voltar a ser o mesmo. — Garanti, ela tentou desviar o rosto, mas o segurei e a fiz me encarar. Isabella suspirou e encostou sua testa na minha.

- Se você me deixar... — Murmurou com uma voz sofrida.

- Nunca! — Disparei acariciando sua face, ela sorriu timidamente visivelmente mais relaxada. — Eu jamais seria capaz de qualquer coisa que te afastasse de mim. Não posso viver sem você Isabella. — Revelei meu maior medo. Uma vida sem meu anjo seria o mesmo que vegetar, eu já havia passado por isso e não estava disposto a experimentar essa sensação novamente ainda mais agora que sabia o quanto ela me amava.

- Eu também não. — Confessou com um sorriso maior no rosto.

- Se recuperarmos tudo podemos construir nossa casa do jeito que quisermos e você pode até abrir um escritório de arquitetura se quiser. — Expliquei lhe mostrando as possibilidades. — Ou trabalhar comigo na Cullen’s. — Completei sorrindo de modo malicioso, Bell riu.

- Nunca daria certo nós dois trabalhando juntos. — Caçoou.

- Eu prometo me comportar. — Falei tentando fazer minha melhor cara de inocente, Bell empurrou meu peito com ambas as mãos me deitando na cama e ficando sobre mim.

- O problema senhor Cullen é que eu não vou me segurar. — Acabei rindo com sua cara sapeca.

- Iria me assediar senhorita? — Perguntei falsamente surpreso, Isabella se aproximou e beijou meu lábios.

- Pode ter certeza que sim. — Respondeu roçando sua boca na minha e em seguida aumentou a potência do beijo, essa mulher me deixava totalmente, completamente e absolutamente louco e eu não me importava nenhum pouco com isso, pois com ou sem herança tudo o que eu queria era Isabella ao meu lado, para sempre.


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Notas finais
Finalmente tudo esclarecido!!! Estou me apaixonando perdidamente pelo Edward e quero tomar banho de banheira com ele *-*

Quem esta sentindo falta do pessoal??? No próximo teremos um dia das garotas, afinal temos um casamento para planejar e no lado dos rapazes uma bela vingança O.o mas antes teremos a decisão final desses dois sobre essa herança :)

Bjs e até o próximo ;)